O Grande Erro Pentecostal-Carismático: As Escrituras Não Autorizam Que Orações Sejam Dirigidas ao Espírito Santo

Autor: Jeremy James, agosto de 2012.

Há mais de cem anos que muitos cristãos oram diretamente ao Espírito Santo e O invocam pelo nome. As sementes dessa grande mudança na adoração cristã tradicional foram lançadas na Inglaterra, durante o século 19, e fincaram raízes nos EUA com o Reavivamento da Rua Azusa, em 1906. Isto inaugurou aquilo que veio a ser conhecido como Igreja Pentecostal, que por sua vez gerou diversas derivações, como o Movimento Carismático, o Movimento da Chuva Serôdia, o Movimento Videira, e assim por diante. Este artigo não é especificamente uma crítica às Igrejas Pentecostais, mas, ao contrário, um estudo a respeito de um ensino em particular que é encontrado na maior parte da tradição pentecostal-carismática e, em grau menor, entre um número crescente de igrejas bíblicas hoje: a doutrina que os cristãos podem se dirigir diretamente ao Espírito Santo em oração. Esse fenômeno está frequentemente associado com a invocação, ou oração, "Vem, Espírito Santo!".

Uma Pergunta Óbvia Que Praticamente Ninguém Faz

A lógica que está por trás do ensino pode ser resumida da seguinte forma: o Espírito Santo veio sobre os apóstolos em Pentecostes e os encheu com poder, capacitando-os a falar em línguas e realizar milagres. Como o mesmo Espírito Santo opera nos cristãos hoje, também devemos ser capazes de exercer os mesmos dons que os apóstolos. Afinal, Cristo disse: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." [João 14:12].

Como o Espírito Santo foi enviado pelo Pai a pedido do Filho — "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre." [João 14:16] — devemos poder nos dirigir ao Consolador (o Espírito Santo) e apresentar nossas petições a Ele, exatamente como os apóstolos apresentaram suas petições a Cristo. Esta é a lógica, mas é ela sólida? É biblicamente correto orar, dirigir orações e invocar o Espírito Santo? Embora esta deva ser uma questão muito óbvia, poucos parecem fazer a pergunta. Eles simplesmente assumem que é correto e nunca se preocupam em examinar a base bíblica. Mas, se essa oração não é bíblica, então todo o relacionamento deles com Deus está sendo construído sobre uma base defeituosa.

A Quem Cristo nos Ensinou a Dirigir Nossas Orações?

Quando os discípulos perguntaram sobre a oração e como deveriam orar, Cristo declarou que eles deveriam dirigir suas orações ao Pai que está nos céus: "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus..." [Mateus 6:9]. Ele também recomendou que, ao dirigirmos uma oração ao nosso Pai, devemos venerar Seu santo nome e buscar Sua santa vontade: "... santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu." [Mateus 6:10].

Cristo também confirmou que nosso Pai é quem responde às orações: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." [Mateus 6:6]. À luz dessas instruções muito claras, por que tantos cristãos deixam de obedecer à Palavra de Deus?

A Quem Cristo Orou?

Em nenhum estágio em Seu ministério Cristo indicou que era apropriado para nós dirigirmos orações ao Espírito Santo. A Escrituras registram várias ocasiões em que Cristo se retirou para orar privadamente, porém nunca declaram que Ele dirigia Suas palavras à terceira pessoa da Trindade.

Em todo Seu ministério, desde o início até o fim, Cristo falou somente sobre Seu relacionamento com o Pai e sobre a obediência constante à Sua santa vontade. Nem uma única vez as Escrituras sugerem que Cristo procurou especificamente agradar ou servir ao Espírito Santo. Em vez disso, somos levados a compreender que o Espírito Santo estava servindo e assistindo a Cristo: "Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida." [João 3:34].

Em Notes on the Bible, Albert Barnes faz o seguinte comentário sobre este verso, e inclui um comentário adicional sobre o mesmo verso feito por Matthews Henry:

"Pois não lhe dá Deus o Espírito. O Espírito de Deus. Embora Jesus fosse Deus e homem ao mesmo tempo, como Mediador, Deus o ungiu, ou o capacitou com as influências de seu Espírito, de modo a ser completamente qualificado para Sua grande obra."

"Por medida. Não em um grau pequeno, mas plena e completamente. Os profetas foram inspirados em ocasiões específicas para proferir mensagens especiais. O Messias estava continuamente cheio com o Espírito de Deus. O Espírito habitava nele, não como um vaso, mas como em uma fonte, como um oceano sem fundo. A Palavra de Deus faz uma analogia entre o Espírito Santo e o 'dedo de Deus' nos seguintes versos paralelos:"

"Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus." [Lucas 11:20].

"Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus." [Mateus 12:28].

Sendo o dedo de Deus, o Espírito Santo sempre aponta para Cristo e nunca para Si mesmo. Logo após Sua entrada triunfal em Jerusalém, Jesus orou do seguinte modo: "Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei." [João 12:26-28].

Mais tarde, no Jardim do Getsêmani, quando Sua alma estava profundamente perturbada, Ele orou somente ao Pai: "E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras." [Mateus 26:39-44].

Enquanto estava na cruz, Ele se dirigiu ao Pai do seguinte modo:

"E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes." [Lucas 23:34].

"E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou." [Lucas 23:46].

Quando clamou: "Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" [Mateus 27:46], Ele estava se dirigindo a Deus tanto como Pai e Espírito Santo. Este é o único modo como Cristo já se dirigiu ao Espírito Santo, como parte do Deus Triúno e nunca como uma pessoa distinta. Em resumo, quando questionado sobre como deveríamos orar, Jesus disse que deveríamos orar ao nosso Pai; e quando Ele próprio orou em voz alta, dirigiu-se somente ao Pai, e não ao Espírito Santo. Será se isso não nos diz algo de grande importância?

O Pai Responde ao Filho

Os discípulos de Jesus ouviram a voz do Pai em três ocasiões — no batismo no rio Jordão, na transfiguração e após a entrada triunfal. As Escrituras registram que em duas dessas ocasiões Jesus orou em voz alta ao Pai e se dirigiu a Ele pelo nome.

Ao permitir que os discípulos ouvissem Sua resposta, o Pai estava indicando que, não somente tinha ouvido Seu maravilhoso Filho, mas que também nos ouvirá quando orarmos a Ele no nome santo de Seu Filho. De fato, na segunda ocasião (após a entrada triunfal), o próprio Jesus apareceu para confirmar isto quando disse: "Não veio esta voz por amor de mim, mas por amor de vós." [João 12:30].

Antes de ressuscitar Lázaro dentre os mortos, mais uma vez Jesus orou em voz alta ao Pai, para o benefício de Seus discípulos: "E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste." [João 11:41-42].

Que passagem maravilhosa das Escrituras! Em um momento realmente dramático — quando os fariseus se tornaram tão inflamados que consideraram matar Lázaro de modo a minimizar o impacto deste milagre controverso — Cristo revelou para o bem de Seus discípulos que Suas orações eram dirigidas ao Pai e que o Pai sempre o ouvia, exatamente como ouvirá a todos os que orarem ao Pai em Seu nome. Temos aqui uma admirável demonstração do poder do Espírito Santo, quando um morto que já começava a cheirar mal foi trazido de volta à vida, porém o Espírito Santo nem é mencionado por Jesus.

Cristo veio para reconciliar os homens caídos com o Pai Celestial, que é infinitamente santo. Assim, quando os cristãos deixam de honrar e de cumprir um relacionamento que Cristo restaurou por um custo inimaginável, e se voltam, ao revés, ao Espírito Santo, estão seriamente em erro. O Espírito Santo é a pessoa que Cristo enviou expressamente para sustentar e fortalecer o precioso relacionamento que, por Sua morte e ressurreição, Cristo restabeleceu entre os homens caídos e o Pai Celestial. Entretanto, quando dirigimos orações ao Espírito Santo, em vez de ao Pai Celestial, estamos agindo de forma contrária ao testemunho claro e simples das Escrituras:

"Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar." [João 16:13-14].

Fé ou Vista?

Alguns argumentarão que "a adoração a Deus" nunca é errada. Mas, a Palavra de Deus diz de forma contrária. Se não adorarmos a Deus do modo como a Bíblia nos instrui, então não estamos adorando da forma como devemos adorar. Além disso, orando ao Espírito Santo, os cristãos estão efetivamente dizendo que eles têm menos confiança e dependência em seu Pai Celestial do que têm no Espírito Santo.

É por isto que, historicamente, tem havido um vínculo muito forte entre oração ao Espírito e o desejo intenso de ver sinais e maravilhas. Ambos são produzidos por uma falta de fé.

Como diz o autor da epístola aos Hebreus: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem." [Hebreus 11:1]. Mas, os pentecostais e carismáticos querem evidências visíveis e tangíveis da presença sobrenatural e do poder de Deus. A fé apenas não é suficiente para eles; eles querem mais. Claramente, eles acreditam que isto é agradável a Deus. Mas, como pode ser se "sem fé é impossível agradar a Deus"? [Hebreus 11:6].

Além disso, quando os cristãos persistem nesta forma errônea de oração, eles correm o risco de se abrirem para outro espírito, uma presença sobrenatural que não vem da parte de Deus.

Quem pode ler o capítulo 17 do Evangelho de João e não se impressionar com a tremenda santidade do relacionamento entre Cristo e o Pai Celestial? Significativamente, Ele não referencia em parte alguma de Sua oração a pessoa do Espírito Santo. Na verdade, ao se dirigir ao Pai, Cristo diz: "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." [João 17:3]. É o Pai quem precisamos conhecer, e Seu maravilhoso Filho. O Espírito Santo não é mencionado. Como podemos conhecer e glorificar nosso Pai que está no céu se não O adoramos na oração? É simplesmente impossível.

Que Papel o Espírito Santo Exerce em Nossas Vidas?

A grande transformação de todos os crentes ocorreu quando o Espírito Santo veio ao mundo de um modo novo e especial em Pentecostes. Cristo descreveu esse evento magnífico como segue:

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." [João 14:16-17].

Observe que foi o Pai quem enviou o Espírito Santo, não Cristo. Observe também que nós O conhecemos, não por meio da invocação, mas porque Ele habita conosco. Portanto, quando um cristão chama o Espírito Santo para vir sobre ele, como se Ele ainda não estivesse habitando dentro dele, esse cristão exibe uma preocupante indiferença com aquilo que Cristo alcançou por nós. O dom já dado é ignorado e outro é buscado em seu lugar.

Lembre-se, o Espírito Santo veio sobre os apóstolos uma vez, e somente UMA VEZ. O mesmo é verdade para cada cristão. Após vir para habitar em um cristão nascido de novo, o Espírito Santo nunca parte. Todo cristão é selado de forma permanente pelo Espírito Santo até o tempo de sua redenção.

"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória." [Efésios 1:13-14].

Nossa salvação é uma "possessão adquirida", pois o preço foi pago em sua totalidade por Cristo, a um custo inimaginável. O "penhor" é uma amostra da bênção impressionante que o cristão herdará no tempo de sua redenção. A Palavra de Deus nos diz que fomos "comprados por bom preço" e pertencemos a Deus:

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." [1 Coríntios 6:19-20].

O Espírito Santo intercede junto ao Pai por nós, a partir de dentro do corpo do cristão. ("vosso corpo é templo do Espírito Santo"), enquanto Cristo, em sua posição de Sumo Sacerdote, intercede por nós à mão direita do Pai:

"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos." [Romanos 8:26-27].

O Espírito Santo nos guia em nossas orações e torna possível que oremos de um modo que seja aceitável ao Pai Celestial. O Espírito Santo aponta para Cristo e nunca para Si mesmo. Ele desperta dentro de nós um profundo desejo pelas coisas espirituais e nos convence dos nossos pecados.

Sem o Espírito Santo habitando em nós, não seríamos capazes de orar como devemos. A razão é que Ele intercede por nós junto ao Pai, de acordo com a vontade do Pai — "com gemidos inexprimíveis" — e nos guia de um modo que transcende nossa compreensão limitada, prejudicada pelo pecado.

Cristo também é nosso intercessor, porém difere do Espírito Santo, no sentido que temos a permissão expressa de nos dirigirmos a Ele diretamente: "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." [João 17:3].

À luz de tudo isto, podemos ver que um cristão que ora ao Espírito Santo está agindo de forma contrária ao propósito dEle.

Alguém na Bíblia Orou ao Espírito Santo?

Vamos agora examinar as consequências históricas dessa infeliz inversão. Existe registro de uma única pessoa na Bíblia que tenha orado ao Espírito Santo? A resposta à esta pergunta é um sonoro não. Não há um único exemplo na Palavra de Deus em que um servo justo e temente do Senhor dirigiu suas orações diretamente ao Espírito Santo. Nem Noé, nem Abraão, nem Samuel, nem Davi, nem Isaías, nem Jeremias, nem Daniel, nem Pedro, nem Paulo, nem Estevão... De fato, é um fato desconcertante que os únicos "cristãos" que oravam ao Espírito Santo nos primeiros dias da igreja eram os membros de um grupo herético de seitas conhecidos como gnósticos. Além disso, não há virtualmente evidências históricas que qualquer cristão em parte alguma orasse desse modo antes do fim do século 19. Então, por que os pentecostais e os carismáticos persistem em pensar que é bíblico? A resposta pode ser resumida com as seguintes palavras: "sinais e maravilhas".

O Desejo Ardente de Ver Sinais e Maravilhas

Historicamente, o movimento dos sinais e maravilhas está baseado na teologia defeituosa do Movimento Pentecostal, embora ele tenha desde então se expandido para incluir outras denominações. Ele se baseia na premissa que se você se dirigir ao Espírito Santo diretamente, e fizer isso da forma correta, então com certeza testemunhará resultados sobrenaturais. E se você não fizer isso, então sua fé simplesmente não é grande o suficiente. Os participantes são motivados por um desejo de ver Deus em ação, de sentir Sua presença, e ter sua fé confirmada. Mas, Cristo nunca nos disse para fazermos isto! Ao revés, somos claramente instruídos a adorar nosso Pai Celestial amoroso e a dirigir nossas petições a Ele em nome de Seu Filho maravilhoso. "Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" [Lucas 11:13].

As Escrituras nos dizem claramente que é nosso Pai que nos dá o Espírito Santo. Em parte alguma das Escrituras recebemos a permissão de invocar o Espírito Santo por nossa própria autoridade.

Além disso, somos instruídos a andar por fé, e não por vista (2 Coríntios 5:7), porém sinais e maravilhas são "vista" no sentido pleno da palavra. Jesus Cristo condenou fortemente os fariseus como hipócritas, porque eles continuavam a violar o seguinte princípio básico: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se." [Mateus 16:4].

O sinal de Jonas foi a morte e ressurreição de Cristo, e este é o único sinal do qual um cristão verdadeiro necessita.

A Conexão Gnóstica e de Nova Era

Para compreender o erro pentecostal-carismático, é útil saber um pouco sobre o gnosticismo. Satanás implementou uma série de medidas nos dois primeiros séculos da era cristã para frustrar a propagação do verdadeiro Cristianismo. Entre essas medidas estavam a formação de diversas seitas, conhecidas coletivamente como gnósticas, que professavam serem cristãs, mas que na prática deturpavam e distorciam a Palavra de Deus e rejeitavam alguns de seus dogmas centrais. Essas seitas heréticas incluíam os Marcionitas, os Ofitistas, os Basilidianos e os Valentinianos.

Embora cada uma dessas seitas seguisse sua própria variedade de crenças, elas eram caracterizadas principalmente por duas grandes heresias. A primeira era a recusa em aceitar a completa divindade e completa humanidade de Cristo em uma pessoa, incluindo Sua ressurreição física. A segunda era igualmente perigosa, porém mais sutil — eles consideravam o Espírito Santo como uma força, ou uma energia, não como uma pessoa. Eles acreditavam que essa energia divina fluiria para o indivíduo se ele fizesse contato com ela do modo correto, notavelmente por meio da contemplação, da meditação, das práticas ascéticas, do monasticismo e recitando orações e invocações complicadas. Os carismáticos algumas vezes referenciam a "virtude" ou "poder" que Cristo disse que tinha saído dele quando a mulher que sofria de um fluxo de sangue tocou em Seu manto. [Marcos 5:30 e Lucas 8:46]. O Evangelho de Lucas também inclui o verso: "E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos." [Lucas 6:19].

Eles erroneamente veem essa "virtude" ou "poder" como um tipo de energia milagrosa com a qual o cristão pode se conectar. Eles também interpretam as muitas referências nas Escrituras à "imposição das mãos" para significar que, mesmo se o Espírito Santo é uma pessoa, Ele opera como uma energia à qual os cristãos podem se conectar e canalizar para os outros.

Este conceito é falso. O Espírito Santo não é de forma alguma uma força milagrosa. Ao revés, como um membro da Triunidade de Deus, Ele é exatamente o que a sólida doutrina cristã sempre ensinou, isto é, uma pessoa.

A palavra grega traduzida como "virtude" ou "poder" é dynamis, ou dunamis. (Concordância de Strong, G1411). Ela não denota uma essência, ou energia neste contexto, mas simplesmente a autoridade e competência de uma pessoa quando imbuída com o Espírito Santo. A Bíblia nunca descreve a atividade adequada ou o modus operandi desse poder milagroso. Tudo o que sabemos que é ele é exercido unicamente de acordo com a vontade de Deus. Os caminhos de Deus são mais elevados do que os nossos caminhos. Não sabemos como Deus faz o que faz — "O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos." [Salmos 77:19].

Caímos em erro quando presumimos que conhecemos Seus "passos" ou como o Espírito Santo executa a vontade do Pai. Esse erro é ampliado quando atribuímos ao Espírito Santo as características de uma energia ou essência sobrenatural.

O Movimento de Nova Era, que está corrompendo as mentes e os corações de muitos hoje, é Gnosticismo de uma forma moderna. Os seguidores desse movimento acreditam que o universo está repleto com uma energia ou "espírito" divino, e que usando as técnicas corretas, eles podem fazer contato com ele, como os gnósticos de antigamente. Além disso, eles alegremente reconhecem que o "espírito" que estão tentando contactar não é a terceira pessoa da Trindade Cristã, mas um espírito completamente diferente:

"Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis." [2 Coríntios 11:4].

Outro espírito. Qualquer espírito que não seja o Espírito Santo está enraizado no reino do ocultismo, ou no reino da magia. Ele é espiritualmente prejudicial e enganoso, sujeito de uma forma ou outra à vontade e aos esquemas de Satanás.

Os praticantes da feitiçaria chamam isto de Força e usam antigos rituais ocultistas e encantamentos para invocá-la. Exatamente o mesmo é verdadeiro com os pagãos em religiões como hinduísmo, que adoram muitos "deuses" (anjos caídos) e que tentam, via ioga e meditação, se conectar com a "Energia Cósmica", conhecida por vários nomes, como prana, prakriti, purusha, akasha e shakti.

A pergunta que todo cristão precisa fazer é a seguinte: Quando você ora "Vem, Espírito Santo!", que certeza pode ter que que não está contactando outro espírito?

De fato, que "espírito" um pagão contacta quando participa de uma reunião de oração cristã e participa de uma oração "Vem, Espírito Santo"? Quando você desmaia no espírito, que "espírito" o derruba no chão? Quando você fala em línguas estranhas, que "espírito" está falando por meio de você? E quando você perde todo o sentido do tempo e descobre que uma hora, ou mais, já se passaram desde que entrou em um estado alterado de consciência, que "espírito" estava controlando você? Os pentecostais e os carismáticos precisam realmente fazer estas perguntas. Em várias religiões orientais e animistas africanas as pessoas falam em línguas estranhas e os hindus também sofrem os desmaios no espírito, um fenômeno conhecido como shakti pat.

Outros grupos, como os muçulmanos sufistas, dançam em círculos, em um transe extático, produzem sons estranhos e afirmam serem tocados pelo espírito. Imagine tudo isto ocorrendo em um seminário de Nova Era em um hotel luxuoso em uma grande cidade e depois imagine o mesmo comportamento humano ocorrendo em outro salão do mesmo hotel, onde um grupo "cristão" também está realizando um encontro. Você pode honestamente dizer que um é bíblico e o outro não?

A "Bênção" de Toronto

A chamada "Bênção de Toronto" é uma pseudomanifestação cristã de fenômeno ocultista similar e tem sido assim desde sua origem. Todos os que participam nessa atividade bizarra — com seus episódios frenéticos de latir, rir descontroladamente, desmaiar, etc. — estão tolamente se abrindo para uma força sobrenatural que não tem absolutamente nada que ver com a terceira pessoa da Trindade. Na verdade, associar essas aberrações psicóticas com o Deus Triúno do Cristianismo é a mais pura blasfêmia.

A "Bênção" de Toronto é na verdade uma maldição, uma perversão de tudo aquilo que Cristo ensinou aos Seus discípulos. Qualquer pessoa que deseje receber a "bênção" precisa ir para sua fortaleza sobrenatural em Toronto, ou então "recebê-la" pelo toque de alguém que tenha estado lá. Neste sentido, ela é muito similar ao exercício Latihan, desenvolvido e popularizado por Muhammad Subuh, um muçulmano indonésio, e posteriormente adaptado pelo líder de seita Osho (Bhagwan Rajneesh), um hindu, para levar seus seguidores a um estado alterado de consciência, ou um estado extático. É uma marca da condição chocante do Cristianismo institucional tanto na Europa quanto nos EUA que o destaque no Curso Alfa seja um "Fim de Semana 'Vem, Espírito Santo'", onde os participantes são incentivados a buscarem experiências similares àquelas relatadas pelos participantes em Toronto. O próprio Curso Alfa, que afirma ensinar os princípios básicos do Cristianismo, é na verdade aprovado e promovido pela Igreja Católica Romana — um fato que deveria soar um alarme bem forte para todos os cristãos. Roma já até incluiu a doutrina "Vinde, Espírito Santo" em seu Catecismo oficial. (Voltaremos ao assunto posteriormente.).

Satanás Odeia a Verdadeira Oração Cristã

Um ex-bruxo de alto nível que se converteu ao Cristianismo me disse certa vez que há somente uma coisa que Satanás teme: "Um pregador à moda antiga, armado com uma Bíblia em uma tradução fidedigna. Esse pregador é extremamente perigoso para Satanás, pois conhece a Palavra de Deus e ora fielmente ao Pai Celestial.

Satanás odeia e teme a Palavra de Deus e odeia e teme os cristãos que oram ao Pai Celestial. Ao longo dos séculos, ele criou diversos modos de fazer os cristãos professos pararem de orar conforme são instruídos nas Escrituras. Aqui estão apenas alguns desses modos, a partir das tradições Católica-Romana e Ortodoxa Oriental:

Embora alguns desses modos tenham sido tolamente adotados por certas denominações protestantes — e estão se tornando cada vez mais predominantes no movimento apóstata conhecido como Igreja Emergente — a maior arma direcionada contra o Cristianismo bíblico é a Maçonaria, com seus vis juramentos luciferianos. Nenhum cristão professo que faz esses juramentos pode vir diante do Pai Celestial em oração, a não ser que se arrependa desse pecado mortal. Mas, a triste realidade é que milhões de lares "cristãos" foram destruídos espiritualmente por essa terrível enganação.

Satanás também enganou e levou milhões de cristãos professos a orarem ao "Espírito", em vez de ao Pai. A vasta maioria das pessoas que aceitaram esse novo modo de oração fez isso sem verificar se ele tinha alguma validade bíblica. A maioria se contenta com apenas alguns versos tirados do contexto. Um de seus favoritos é Joel 2:28 (que também é mencionado em Atos 2:17):

"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões."

O Pentecostalismo está baseado quase que exclusivamente em uma interpretação de Atos 2 (os eventos no dia de Pentecostes) que não tem quase relação alguma com as afirmações feitas em outras partes das Escrituras sobre o ministério e a pessoa do Espírito Santo. O desejo ardente dos pentecostais por sinais e maravilhas é tão forte que eles simplesmente ignoram qualquer Escritura que mostre que a peculiar compreensão deles é defeituosa. O Espírito Santo não é uma força. Ele também não é um fluído que possa ser derramado dos céus, a despeito das tentativas de interpretar as palavras "derramarei o meu Espírito" dessa forma.

A crença herética que o Espírito Santo é um fluído, ou tem as características de um fluído, provavelmente recebeu maior ímpeto com a propagação do Mormonismo e da Ciência Cristã, nos EUA, no século 19. O Mormonismo está repleto de doutrinas maçônicas. Entre seus muitos ensinos pagãos, está a crença que o Espírito Santo é um fluído que permeia o universo. Eis aqui como uma das principais autoridades mórmons descreveu essa doutrina:

"... todas as grandes e variadas exibições da natureza são, apenas os tremores, as vibrações, as forças energéticas de um maravilhosíssimo fluído vivo e que a tudo inunda, cheio de sabedoria e conhecimento, chamado de ESPÍRITO SANTO." — Orson Pratt (1811-1881) [Pratt foi um dos principais especialistas em doutrina mórmon e foi um membro original do Quórum dos Doze Apóstolos.]

A doutrina da força-fluído do Espírito Santo é ocultista em suas raízes e é um dos muitos estratagemas sagazes que Satanás tem usado para negar a Trindade, confundir os cristãos e colocar obstáculos invisíveis entre o homem e Deus.

O Espírito Santo é uma pessoa e não há nada que alguém possa fazer para "invocá-Lo". Sua obra e Seu ministério são exercidos completamente de acordo com a vontade do Pai Celestial. Sendo a terceira pessoa na Triunidade Divina, Ele atua somente para a glória e exaltação de Cristo Jesus. Portanto, somos instruídos a orar, não ao Espírito, mas ao Pai Celestial:

"Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda." [João 15:14-16].

O que poderia ser mais simples? Todavia, os homens caídos tentam continuamente inventar modos de contornar isto, para sutilmente satisfazer seus desejos carnais sem vir diante do Pai Celestial em verdadeiro arrependimento e humilde obediência. Dificilmente deveríamos estar surpresos que Satanás explore isto desavergonhadamente e com grande eficácia. Infelizmente, os pentecostais e carismáticos não querem fazer o que Jesus mandou! Eles não pedem ao Pai em nome de Seu Filho maravilhoso! Ao revés, eles fazem algo que as Escrituras nunca mandam, nunca aprovaram e nunca registraram. Depois, eles ainda perguntam por que suas vidas estão tão difíceis, por que se sentem longe de Deus, por que a igreja visível é tão fraca e por que eles experimentam longos períodos de dúvidas, confusão e solidão.

A Conexão Católica Romana

Como observado anteriormente, a Igreja Católica Romana aprovou oficialmente a invocação "Vinde, Espírito Santo" e a descreveu como um modo válido de oração. O Catecismo da Igreja Católica inclui a seguinte declaração doutrinária:

2670. "Ninguém pode dizer 'Jesus é Senhor' a não ser no Espírito Santo (1Cor. 12:3). Cada vez que começamos a orar a Jesus, é o Espírito Santo que, por sua graça proveniente, nos atrai ao caminho da oração. Se Ele nos ensina a orar recordando-nos Cristo, como não orar a Ele mesmo? Por isso, a Igreja nos convida a implorar cada dia o Espírito Santo, sobretudo no início e no fim de toda ação importante."

Tradicionalmente, esse tipo de oração nunca foi usado pela vasta maioria dos católicos romanos; por que, então, foi incluído no Catecismo Romano? A resposta é Ecumenismo. Roma está trabalhando arduamente para atrair os "irmãos separados" ou "as comunidades eclesiais" — as assim chamadas igrejas protestantes — para o aprisco romano e, deste modo, destruir o que restou do Cristianismo bíblico. A invocação "Vinde, Espírito Santo" é idealmente adequada para esse propósito, pois não tem base nas Escrituras, é carismática e amplamente usada por um grande segmento da comunidade cristã.

2671. "A forma tradicional para pedir a vinda do Espírito Santo é invocar o Pai por Cristo, nosso Senhor, para que nos dê o Espírito Consolador. Jesus insiste nesse pedido em seu nome exatamente no momento em que promete o dom do Espírito de Verdade. Mas a oração mais simples e mais direta é também tradicional:

'Vinde, Espírito Santo', e cada tradição litúrgica a desenvolveu em antífonas e hinos: 'Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.'"

"Rei celeste. Espírito Consolador, Espírito de Verdade, presente em toda parte e plenificando tudo, tesouro de todo bem e fonte da Vida, vinde, habitai em nós, purifica-nos e salvai-nos, ó Vós, que sois bom!"

2672. "O Espírito Santo, cuja Unção impregna todo o nosso ser, é o Mestre interior da oração cristã. É o artífice da tradição viva da oração. Sem dúvida, existem tantos caminhos na oração quanto orantes, mas é o mesmo Espírito que atua em todos e com todos. Na comunhão do Espírito Santo, a oração cristã se torna oração da Igreja."

2680. "A oração é dirigida sobretudo ao Pai; também é dirigida a Jesus, sobretudo pela invocação de seu santo nome: 'Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!"

2681. "Ninguém pode dizer: 'Jesus é Senhor, a não ser no Espírito Santo (1Cor. 12:3). A Igreja nos convida a invocar o Espírito Santo como o Mestre interior da oração cristã."

O Movimento Carismático é aprovado e financiado pela Igreja Católica Romana, e católicos romanos adoram junto com cristãos nascidos de novo em serviços religiosos carismáticos. Assim, quando os pentecostais alegam que "falar em línguas" é um sinal que o Espírito Santo está operando neles, eles deveriam pensar melhor — pois muitos católicos romanos que frequentam essas reuniões também falam em línguas! Apesar de suas obras na assistência social e profissões de fé, a vasta maioria dos fiéis católicos romanos não experimentou o novo nascimento. Eles veneram uma deusa e oram para os mortos (os santos), rejeitam a autoridade exclusiva e imutável da Palavra de Deus; eles se submetem a homem com poder "divino" para transmutar o pão em carne humana e, pior de tudo, não reconhecem a completa suficiência do sacrifício que Cristo fez na cruz. Todas essas flagrantes heresias devem convencer até o mais obstinado leitor que quando os católicos romanos falam em línguas estranhas, não é o Espírito Santo que está falando por meio deles, mas outro espírito totalmente diferente.

Idolatria no Catolicismo Romano

É notável que o Catecismo da Igreja Católica é incapaz de oferecer suporte nas Escrituras para a oração "Vinde, Espírito Santo". Quando cita o apóstolo Paulo, "Ninguém pode dizer 'Jesus é Senhor' a não ser no Espírito Santo. (1 Coríntios 12:3), ele implica que esse verso é de algum modo substantivo, quando claramente ele não se aplica aqui.

Incrivelmente, na mesma página, o Catecismo cita Gregório de Nazianzeno (ano 390), como segue:

"Se o Espírito não deve ser adorado, como é que ele me diviniza pelo Batismo? E se ele deve ser adorado, não deve ele ser o objeto de um culto particular?"

Não somente esta assim-chamada justificação é rasa, mas é perigosamente sem base nas Escrituras, pois o fato de o Espírito Santo habitar em nós, desde o nosso novo nascimento, não nos "diviniza" ou nos transforma em deuses. A ideia que o homem possa ser divinizado é heresia do pior tipo e um dogma central do gnosticismo da Nova Era.

A Adoração à Deusa no Catolicismo Romano

A natureza idólatra da posição oficial da Igreja Católica Romana é tornada ainda mais evidente no parágrafo 2682 do seu Catecismo:

2682. "Em virtude da cooperação singular da Virgem Maria com a ação do Espírito Santo, a Igreja gosta de rezar em comunhão com ela, para exaltar com ela as grandes coisas que Deus realizou nela e para confiar-lhe súplicas e louvores."

De acordo com Roma, a Virgem Maria coopera com "a ação do Espírito Santo" e, portanto, as orações dos fiéis ao Espírito podem ser feitas "em comunhão" com ela. Isto eleva Maria — um ser criado — ao nível de uma divindade, uma deusa, em pé de igualdade com a terceira pessoa da Santa Trindade. Isto, por sua vez, oferece suporte a outro dogma do Gnosticismo — o de que o Espírito Santo é feminino, não masculino.

Algumas vezes, os cristãos cometem um erro similar quando descrevem a presença de Deus no Templo de Salomão como a glória Shekinah. Esse termo, Shekinah, vem direto da Cabala (um sistema de magia que rejeita e odeia a Cristo) e indica uma essência, ou emanação feminina. O conceito da Shekinah é ocultista e perigoso, sem qualquer aplicação no Cristianismo bíblico.

O Plano Mortal de Satanás

Você não vê aonde tudo isto vai levar? Satanás sabe o que está fazendo, porém a maioria dos cristãos professos hoje parece ter pouca compreensão desse plano. De fato, muitos não parecem estar cientes que Satanás tem um plano, e uma proporção considerável nem sequer acredita na existência de Satanás, ou que ele está determinado a destrui-los.

O Cristianismo bíblico está sob um severo e contínuo ataque por todos os lados. Um dos principais atacantes é a Igreja Católica Romana, que é uma organização vasta e que possui imensas riquezas, que jurou muito tempo atrás destruir qualquer igreja bíblica que rejeite sua autoridade. Esse juramento ainda está em vigor hoje e está sendo seguido de um modo sinistro e dissimulado em escala global. Cada vitória é importante para Roma, mas o prêmio que ela mais deseja é dominar os EUA. Como muitos teólogos cristãos e eruditos bíblicos já declararam nos últimos 400 anos, o sistema romano é o sistema do Anticristo, uma forma poderosa de paganismo babilônio revestida por um verniz cristão. A não ser que uma proporção significativa de cristãos nascidos de novo se volte para o Pai Celestial em arrependimento e oração contrita, a Religião Única e Mundial do Anticristo tomará forma de modo surpreendentemente rápido e destruirá o que restou da igreja visível.

Portanto, é fundamental que os cristãos professos em toda a parte abandonem suas práticas idólatras e suas invocações gnósticas e pratiquem aquilo que a Palavra de Deus nos instrui a fazer.

Cristo veio para nos reconciliar com o Pai Celestial, para nos libertar do poder de Satanás. Ele fez um sacrifício incrível para este fim. Todavia, incontáveis cristãos professos continuam a subestimar, ou até ignorar o dom de valor infinito que nosso maravilhoso Salvador conquistou para cada um de nós — a verdadeira comunhão com o Pai Celestial. Como podemos nos encher com o Espírito Santo, como a Bíblia nos instrui a fazer? Orando ao Pai Celestial! Isto não é um mistério e não é complicado. Mas, requer algo que a maioria dos cristãos professos hoje parece não ter — o desejo ardente de agradar ao Pai Celestial e de obedecer à Sua Palavra — toda ela — e sem questionamentos. Chegará um tempo, e já está bem perto de nós, quando muitos clamarão à noite pelo abrigo e proteção do Pai Celestial. Mas, se eles tiverem se esquecido da forma correta de orar, como Cristo nos instruiu, que esperança poderão ter?



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Revisão: http://www.TextoExato.net
Data da publicação: 11/9/2012
Transferido para a área pública em 21/10/2014
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/erropentecostal.asp