A Exteriorização da Hierarquia: o Plano de Satanás para o Fim dos Tempos e Como Está Sendo Implementado

Autor: Jeremy James

Se o cenário profético referente ao fim dos tempos mostrado no Apocalipse for inevitável (e é), então devemos esperar ver certos sinais inegáveis que o mundo está avançando em direção a ele. De fato, devemos ser capazes de inferir elementos específicos do Plano de Satanás, conforme eles se relacionam com o fim dos tempos, a partir dos eventos descritos no livro do Apocalipse.

É um fato triste que pouquíssimos cristãos hoje considerem seriamente o perfil de Satanás que é apresentado para nosso benefício na Palavra de Deus. Se fizessem isso, entenderiam que Satanás certamente tem um plano — um plano muito detalhado e muito sofisticado — para ter alguma chance de alcançar suas soberbas ambições. Ele quer controlar o mundo de forma aberta, não apenas ocultamente como faz no tempo presente, e quer ser adorado no lugar de Deus por toda a humanidade. (Veja Isaías 14:12-14.). Para fazer isto, ele precisa solapar e destruir o Cristianismo bíblico. Ele também precisa destruir o povo judeu em sua totalidade. É por isto que Jesus Cristo declarou que somente retornará quando os judeus, como uma nação, O invocarem em um espírito de súplica e arrependimento verdadeiros — "Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor." [Mateus 23:39].

Sabemos, a partir do livro do Apocalipse, que o Plano de Satanás precisa enfocar as três áreas principais da atividade humana — a religiosa, a econômica e a política. Neste ensaio, o enfoque será dado principalmente no aspecto religioso, pois é o menos compreendido. Uma estratégia voltada para o domínio mundial requer claramente um sistema integrado de governo global e um regime econômico controlado centralmente. Entretanto, os aspectos essenciais de um sistema totalmente inclusivo de religião — para não mencionar as etapas requeridas para produzi-lo — são mais difíceis de imaginar.

Um ex-satanista revelou algumas informações impressionantes sobre o aspecto religioso do Plano em um pequeno livro publicado em 1982. Entretanto, antes de examinarmos essas informações, precisamos primeiro considerar uma fase tumultuosa na história mundial e que, sem dúvida, teve uma grande influência no Plano e, em particular, no modo como ele está agora sendo implementado.

1. A Guerra dos Trinta Anos

A Guerra dos Trinta Anos, de 1618 a 1648, foi a mais longa guerra contínua na história e devastou a maior parte da Europa. O número de mortos foi horrível. Contando as batalhas e escaramuças, a destruição de cidades inteiras, ataques bárbaros contra cidades pequenas e aldeias em toda a Europa Central, mais toda a devastação causada pela fome e doenças, os historiadores estimam que o número total de mortos foi em torno de sete milhões. Alguns creem que possa ter sido mais. Uma guerra similar hoje, com um impacto correspondente sobre a população mundial, provavelmente causaria a morte de cerca de 75 milhões de pessoas.

A Guerra dos Trinta Anos foi uma tentativa brutal feita pela Igreja Católica Romana de destruir o Cristianismo bíblico. Milhões que professavam a fé protestante foram mortos em um programa selvagem de aniquilação. Diversos fatores políticos e econômicos exerceram um papel na guerra, mas ela foi essencialmente um conflito religioso prolongado, concebido e conduzido pela Sociedade dos Jesuítas, a milícia católica romana, de modo a erradicar e destruir o fruto da Reforma.

O foco da Guerra esteve principalmente sobre o território que conhecemos hoje como Alemanha. Uma tentativa de destruir a obra da Reforma já fora feita na França no período de 1562-1598, quando a Igreja Católica promoveu diversas guerras em seu ímpeto fanático de aniquilar os protestantes (conhecidos na França como huguenotes). Estima-se que esses conflitos, conhecidos pelos historiadores como Guerras Francesas de Religião, causaram a morte de cerca de 4 milhões de pessoas — outro número extraordinário para a época. Novamente, os jesuítas exerceram um papel importante no planejamento e financiamento dessa terrível campanha de desordens e matanças.

O Massacre da Noite de São Bartolomeu

Os registros e reportagens históricos estão continuamente sendo suprimidos até hoje de modo a ocultar o papel exercido pelo papado nesses eventos horríveis. A Igreja Católica quer esconder seu passado terrível e retratar a forte reação jesuíta, ou Contra-Reforma, como um "mal-entendido". A campanha de desinformação continua até hoje. Por exemplo, em um artigo na Wikipedia sobre as "Guerras de Religião na França", a seção que trata do Massacre do Dia de São Bartolomeu — que teve início em 24 de agosto de 1572 — é uma vergonhosa distorção daquilo que realmente aconteceu.

De acordo com a Wikipedia, os líderes huguenotes compareceram a um casamento real em Paris durante uma cessação das hostilidades, quando um assassino, agindo por conta própria, deflagrou um incidente que saiu fora de controle. Em pouco tempo, milhares de huguenotes foram assassinados.

A Wikipedia deliberadamente obscurece o fato que o massacre foi autorizado pelo papa e que tinha sido planejado com antecedência. Os líderes huguenotes foram atraídos a uma cilada. A matança se alastrou para fora de Paris e chegou às províncias. Em poucos dias, cerca de 70.000 huguenotes foram mortos. (Alguns historiadores apresentam um número menor.). O papa Gregório XIII ordenou que um Te Deum fosse cantado para marcar esse sangrento evento e que uma medalha especial fosse cunhada para celebrá-lo. A medalha retratava o próprio perfil do papa em um lado e uma gravura das vítimas no outro, com as palavras Ugonottorum strages ("Huguenotes mortos") e o ano, 1572.

O Objetivo Inalterado de Obter o Domínio Mundial

Nos anos anteriores à Reforma, Roma estava no limiar de garantir o completo domínio político, econômico e religioso do mundo. Ela controlava virtualmente toda a Europa e, por meio de uma série de conquistas sanguinárias realizadas pela Espanha e Portugal, estava prestes a estabelecer o controle completo sobre a América do Norte, a América do Sul e grandes porções da África. Os únicos rivais sérios no cenário mundial eram o Império Otomano (o Islã), a Índia e a China. Forjando uma aliança com a Igreja Ortodoxa Russa, Roma poderia esperar no tempo devido cercar e subjugar os otomanos, antes de avançar para a China. Em resumo, se não fosse pela Reforma — que dividiu a Europa em zonas políticas rivais — Roma provavelmente teria estabelecido domínio global completo por volta de 1800.

Os livros de história convencionais nunca tratam desta questão; em grande parte, eles ignoram as ambições globais do papado e das estruturas de poder que o sustentam.

As famílias que estão por trás do papado e do sistema político romano são os líderes do Quarto Império Mundial, descrito no livro de Daniel (capítulos 2 e 7). Esse império teve início por volta de 27 AC e continuou sem interrupção até o dia presente, porém com períodos de ascensão e declínio ao longo dos séculos. Logicamente, o papado não existia naquele tempo, mas o ofício pagão do Pontifex Maximus existia. Significando "a Grande Ponte" entre o homem e Deus, este era o título sacerdotal oficial na Antiga Roma para o líder supremo de todas as religiões pagãs. Incrivelmente, o título foi adotado posteriormente pelos papas como seu título supremo.

A palavra "pontífice", que significa papa, é apenas uma forma portuguesa de pontifex no latim. É significativo que, até hoje, os papas ainda gostam de usar esse sinistro título pagão.

Satanás moveu sua sede terreal para Pérgamo, na região ocidental da Turquia, algum tempo depois da queda de Babilônia, sua escolha original, em 538 AC. Cristo confirmou isto no Apocalipse (ano 95), ao se dirigir à Igreja de Pérgamo: "Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita." [Apocalipse 2:13].

Muitos respeitados eruditos bíblicos acreditam que esse trono de Satanás foi depois transferido para Roma e que está estabelecido lá desde então.

Hoje, três cidades-estados — o Vaticano, a City de Londres (um distrito autônomo no centro metropolitano de Londres) e a cidade de Washington DC, coordenam e supervisionam os aspectos religiosos, financeiros e militares, respectivamente, do plano ambicioso de Satanás. A cidade de Nova York também exerce um papel importante por meio do poder financeiro de Wall Street e da influência global da ONU.

A Reforma Retardou o Plano de Satanás em Vários Séculos

A Reforma foi um grande revés para Satanás e seus servos terreais. Subitamente, um plano que parecia perto de frutificar recebeu um golpe severo. Embora corretamente demos crédito por isto a Lutero, Erasmo, Tyndale, Huss e outros, um fator habilitante crucial foi a invenção da imprensa. A Igreja Católica Romana deixou de reconhecer que essa grande inovação tecnológica poderia propagar a mensagem do protestantismo por toda a Europa em um ritmo incontrolável.

Por exemplo, quando um editor parisiense ouviu dizer que Roma poderia proibir O Elogio da Loucura, de Erasmo, que satirizava a hipocrisia papal, ele rapidamente produziu uma edição de 24.000 exemplares para distribuição por toda a Europa. Entre 1511 e 1536, esse livro influente passou por 39 edições e causou um dano imenso à autoridade de Roma e à legitimidade de suas ambições. Por volta de 1530, mais de 300 mil cópias do Novo Testamento em grego tinham sido vendidas, um número extraordinário para a Europa daquele tempo. A Reforma estava colocando a Palavra de Deus nas mãos das pessoas e revelando para todos a extensão em que a Igreja Católica tinha pervertido as Escrituras para atingir seus próprios fins nefastos.

A Inovação Tecnológica Precisa Ser Controlada

A Reforma nunca teria sido possível sem a imprensa. As informações eram distribuídas tão depressa que Roma simplesmente não tinha tempo para suprimi-las. Ela pagou caro por esta falha.

Um erro similar nunca poderia acontecer novamente. É por isto que a tecnologia hoje é controlada de forma tão rígida. O Sistema Internacional de Patentes, que supostamente protege o inventor, é em sua essência um modo de controlar a aplicação das novas tecnologias. Se uma inovação tecnológica parecer ter o poder em qualquer tempo futuro de impedir os planos da Elite e de seus parceiros, a patente é comprada. Eles podem pagar o preço que o inventor pedir. Se o inventor se recusar a vender, eles podem sempre usar o expediente da "Segurança Nacional", ou algo parecido, para forçar a obediência.

O horizonte tecnológico em 1880 era de aproximamente cinco anos. Isto significa que uma invenção ou melhoria tecnológica geralmente chegava ao mercado em menos de cinco anos. Hoje, em muitos setores da alta tecnologia, o horizonte é de 25 anos, ou mais. Algumas descobertas que estão sendo feitas somente chegarão ao público dentro de várias décadas. Considere, por exemplo, a Lei de Moore, que foi proposta em 1965. Essa lei diz que o poder computacional dos processadores dobra a cada 18 meses, aproximadamente. Teria sido temerário fazer esse tipo de predição, a não ser que os processos tecnológicos necessários para facilitar esse ritmo impressionante de aprimoramento já fossem bem compreendidos.

Em uma entrevista em 2012, o ex-campeão mundial de xadrez Gary Kasparov declarou: "— Ao contrário da impressão que vivemos em uma época de desenvolvimentos tecnológicos sem precedentes, os últimos trinta anos foram provavelmente os piores em vários séculos, a partir do ponto de vista dos avanços na tecnologia." Ele alegou que isso era devido principalmente aos fatores de riscos comerciais, mas como alguém que já foi convidado a participar dos encontros do Grupo Bilderberg, ele não estava disposto a revelar a verdadeira razão, isto é, que a velocidade em que a inovação tecnológica está sendo implementada é deliberadamente suprimida.

Uma grande parte dessa tecnologia é desenvolvida pelas Forças Armadas dos EUA e por algumas grandes empresas internacionais. Teoricamente, a implementação da maior parte das inovações científicas, industriais e comerciais ao longo dos próximos trinta anos poderia ser decidida hoje em algumas poucas reuniões de planejamento corporativo entre esses vários grupos. De fato, dada a importância da tecnologia em determinar o tempo e o formato da vindoura Nova Ordem Mundial, não pode haver muita dúvida que essas reuniões já estejam ocorrendo há várias décadas.

A Paz de Vestfália

A Guerra dos Trinta Anos foi finalmente levada ao fim em 1648 por uma série de tratados, conhecidos como Paz de Vestfália. Isto mudou a paisagem política da Europa (e, assim, do mundo) reintroduzindo o conceito bíblico de Estados soberanos e independentes. Cada país dali para frente seria concebido como uma entidade política autônoma, com o direito de governar suas próprias questões internas e formular sua política externa sem interferência de fora. Isto estava em profundo conflito com o antigo objetivo de estabelecer uma Nova Ordem Internacional controlada por Roma. Roma detesta o sistema de Estados soberanos que emergiu com a Paz de Vestfália. Em um documento recente publicado pelo Conselho Pontíficio para Justiça e Paz, do Vaticano, intitulado Para uma Reforma do Sistema Financeiro e Monetário Internacional na Perspectiva de uma Autoridade Pública de Competência Universal (2011), a Igreja de Roma propôs a criação de um sistema global centralizado de governança e a abolição do sistema "vestfaliano" existente:

"Por conseguinte, existem as condições para a superação definitiva de uma ordem internacional vestfaliana, na qual os Estados sentem a exigência da cooperação, mas não aproveitam a oportunidade de uma integração das respectivas soberanias para o bem comum dos povos. É tarefa das gerações presentes reconhecer e aceitar conscientemente esta nova dinâmica mundial rumo à realização de um bem comum universal."

Na verdade, os quatro principais blocos de poder no mundo atual — o Romanismo, a Maçonaria, o Marxismo e o Islã — querem cada um criar uma Nova Ordem Internacional absorvendo a independência política, econômica e militar dos Estados soberanos em uma única entidade global. Claramente, estabelecendo vários agentes do poder internacional com a mesma ambição global, o Mestre das Trevas está determinado a produzir exatamente o resultado que ele quer.

A Paz de Vestfália de 1648 marcou um importante ponto de virada na história mundial, pois forçou Satanás a inventar um plano para reconquistar o terreno que tinha perdido desde 1500 e, tendo feito isto, mover-se rapidamente rumo à criação de uma Nova Ordem Internacional. É agora que nos reverteremos para as informações impressionantes reveladas pelo ex-satanisa que mencionamos no início deste ensaio.

2. Um Plano Antigo em uma Forma Moderna

De acordo com A Trip Into the Supernatural (Uma Viagem ao Sobrenatural, 1982), de Roger Morneau, um ex-candidato para iniciação no satanismo de alto nível, por volta de 1700, os líderes dos anjos caídos realizaram uma convenção especial para elaborarem um plano para escravizar a humanidade. Mesmo que alguém duvide que um encontro desse tipo realmente aconteceu, é significativo que os membros de alto escalão no ocultismo acreditam que ele aconteceu e, particular, que a estratégia enunciada por Satanás naquela convenção foi realmente colocada em prática. De fato, a própria história confirma que os três principais elementos de sua estratégia foram altamente bem-sucedidos.

Segundo Morneau, os três elemenos foram os seguintes:

1. Convencer a humanidade que anjos e demônios não existem

Basta ler os escritos dos principais autores puritanos para perceber que a maior parte dos cristãos por volta daquele tempo (ano 1700) estava perfeitamente ciente dos métodos e ardis que Satanás usa para corromper e escravizar a humanidade. Para conseguir obter progresso em seu plano de longo prazo, Satanás teria de inicialmente convencer a maioria dos europeus que ele era apenas um ser imaginário, produto de uma cosmovisão supersticiosa e sem base científica. Os centros pioneiros de ciência, como a Sociedade Real na Inglaterra, a Academia Francesa das Ciências, trabalhando em conjunto com os filósofos racionalistas do "Iluminismo" conseguiram subsequentemente convencer a maioria dos europeus que o reino demoníaco era apenas uma relíquia peculiar dos tempos passados e não algo em que uma pessoa racional, ou até mesmo religiosa, deveria acreditar.

2. Estabelecer o controle sobre a mente dos líderes europeus por meio da hipnose

Em geral, poucos compreendem que a hipnose é demoníaca. Os efeitos extraordinários que a hipnose produz são causados por anjos caídos que são capazes de projetar pensamentos e imagens selecionados nas mentes de suas vítimas.

Em nossso estado mental normal, somos impérvios a intrusões desse tipo, mas se voluntariamente suspendermos nossas defesas naturais e convidarmos uma inteligência exterior para invadir nossa mente, estamos abrindo a porta para a enganação. A meditação e a contemplação, que envolvem o "esvaziamento" da mente e a suspensão do juízo de valor, são ideiais para este propósito.

Por volta de 1700, quando o Plano estava sendo formulado, essas práticas de esvaziamento da mente, ou de abertura da mente, eram em grande parte desconhecidas na Europa. Assim, de modo a infiltrar as vidas dos membros mais educados e politicamente influentes da sociedade europeia, Satanás teria de introduzir um modo de fazer suas vítimas visadas abrirem-se voluntariamente a uma forte influência hipnótica. De acordo com o alto sacerdote do satanismo que estava instruindo Morneau, o Grande Enganador decidiu alcançar isto disfarçando a hipnose como uma ferramenta terapêutica.

Ele escolheu um médico austríaco chamado Anton Mesmer para este propósito. Aparentemente imbuído por um excepcional poder de "cura", Mesmer conseguiu entrada aos principais salões de Viena e de outras cidades europeias e começou a hipnotizar ("mesmerizar") alguns dos membros mais influentes da sociedade. Aristocratas, acadêmicos e profissionais de todas as áreas estavam dispostos a testemunhar esse fenômeno incomum e participavam ávidamente das famosas sessões de "cura". Mesmer explicava que esse poder era uma sutil força universal, ou "magnetismo animal", que estava normalmente adormecido na mente humana.

Expondo alguns dos membros mais ricos e influentes da sociedade européia a uma perigosa influência demoníaca, Mesmer se tornou o arquiteto-chefe daquilo que conhecemos hoje como Movimento do Potencial Humano, que promete todos os tipos de benefícios a partir do "despertamento" e exercício dessa misteriosa força interior.

3. Convencer a humanidade que a Evolução é verdadeira

A terceira etapa foi convencer a humanidade que a Evolução era verdadeira. De acordo com o alto sacerdote satânico que instruiu Morneau, este foi o elemento mais devastador de todos. Satanás sabia o quão importante era para a sociedade que todos reconhecessem o Criador, mesmo que não O adorassem. Atribuindo a existência humana e a incrível diversidade do mundo natural aos processos puramente aleatórios, os homens perderiam a capacidade de crer, ou até mesmo de compreender a Bíblia. A Queda não faria sentido. Se a Queda não fizesse sentido, então o pecado não teria validade objetiva e o homem não necessitaria de um Salvador.

Morneau descreveu o choque que sentiu quando ficou sabendo o quão importante a doutrina da Evolução era para Satanás:

"Para meu choque e admiração, o sacerdote então afirmou que 'os espíritos consideram qualquer um que ensine a Teoria da Evolução como um ministro daquele grande sistema religioso [isto é, a religião de Satanás] e o indivíduo recebe uma unção especial do próprio Satanás. Satanás lhe dá grande poder para induzir a cegueira espiritual, para convencer e para converter. Na verdade, ele mantém essas pessoas em tão alta consideração que atribui um séquito especial de anjos para acompanhar cada uma delas durante toda sua vida. Esta é a maior honra que Satanás pode conferir a uma pessoa na presença da galáxia." [Um excerto mais detalhado é mostrado no Apêndice A.].

Esta engenhosa estratégia de três partes foi muito bem-sucedida. De fato, Satanás continua até hoje a implementá-la de novas formas — como veremos em breve.

É notável que, de acordo com o instrutor de Morneau, Satanás confere privilégios especiais para aqueles que exercem um papel importante na promoção da mentira da Evolução. Há também uma ironia tenebrosa no fato que muitos seguidores de Satanás aceitam, pelo menos em termos amplos, o relato bíblico da Criação, enquanto que muitos cristãos professos foram levados a rejeitá-lo.

3. A Exteriorização da Hierarquia

Devido à sua complexidade e à necessidade de envolver muitos diferentes participantes, o Plano tem sido apresentado de forma fragmentada por meio dos escritos de ocultistas de alto nível, como Helena Blavatsky, Alice Bailey, Manly Palmer Hall e Albert Pike, entre outros, que canalizaram mensagens e manuais de Satanás para guiar e dirigir os Illuminati.

Um dos relatos mais abrangentes e reveladores desse plano pode ser encontrado em The Externalization of the Hierarchy, de Alice Bailey, que foi publicado em 1957. O livro é uma compilação das mensagens que ela recebeu entre 1934 e 1949 de seu "espírito-guia", Djwhal Khul — aparentemente uma figura avançada na hierarquia dos anjos caídos. Durante muitos anos essas informações ficaram disponíveis somente aos iniciados do ocultismo por meio da Sociedade Teosófica. Depois, para surpresa de muitos, em 1975 a hierarquia instruiu que esse livro e outros, até então restritos, fossem disponibilizados para o público em geral.

É uma marca de como o programa de doutrinação de Satanás foi bem-sucedido que, apenas alguns poucos séculos depois, a maioria dos cristãos professos tornou-se completamente ignorante a respeito do envolvimento de Satanás nos assuntos humanos. Por exemplo, os extensos escritos de Alice Bailey, com seu conteúdo demoníaco e sua agenda venenosa, têm sido em grande parte ignorados por influentes comentaristas cristãos e por proeminentes líderes de igrejas.

O Objetivo

O livro de Alice Bailey junta muitos aspectos do Plano, que anteriormente já tinham sido tratados por ela mesma, ou por Helena Blavatsky, em outras obras da Sociedade da Teosofia. Quando visto como uma estratégia que Satanás está determinado a seguir, o livro é realmente atemorizador. Restringiremos nossa análise aos elementos que complementam aquilo que já discutimos. Primeiro, o objetivo.

A "Hierarquia" referida no título é a hierarquia dos anjos caídos. Como eles estão restritos na extensão em que podem interferir nos assuntos humanos, precisam da consciente cooperação de seus agentes humanos para alcançarem seus objetivos mundanos. Infelizmente, isto não é problema, pois os homens há muito tempo procurarm se "abrir" para esses anjos, de modo a obterem benefícios materiais, poderes psíquicos, talentos pessoais, experiências místicas e influência sobrenatural, mesmo que ao custo de suas almas.

Este é o propósito da magia e do ocultismo — fornecer aos homens desorientados os métodos que o próprio Satanás desenvolveu para abri-los mais totalmente para a influência demoníaca. Esses métodos incluem a astrologia, yôga (ou ioga), adivinhação, necromancia, feitiçaria — o uso de drogas psicodélicas para entrar em um estado astral de consciência — e várias práticas esotéricas, como recitar mantras, meditação, contemplação e visualização.

Por exemplo, os maçons de alto nível procuram se conectar a um ser angélico de modo a progredir ainda mais na escada da perfeição, até o nível de Illuminatus (plural: Illuminati). Em The Hidden Life in Freemasonry, C. W. Leadbeater diz com referência aos maçons do Grau 33: "O Grau 33 dá dois desses esplêndidos colegas de trabalho — espíritos de tamanho gigantesco... esplêndidos além de todas as palavras... a maioria de todos eles transmite uma sensação de poder irresistível, porém benevolente...".

Não há nada incomum aqui. Os médiuns e psíquicos buscam contactar "espíritos-guias" que os orientem. Os feiticeiros e magos invocam entidades sobrenaturais similares, enquanto que os xamãs e kahunas frequentemente "se casam" com um espírito, de um modo ritualístico, de modo a marcarem a natureza vinculante de seu relacionamento.

Carl Jung, o famoso psicólogo suíço, tinha comunicação regular com demônios enquanto caminhava em seu jardim em Küsnacht e até se referia a um deles, aparentemente seu principal espírito-guia, chamando-o de "Filemon". Bernie Seigel, um médico e terapeuta holístico altamente qualificado, com vários livros de sucesso publicados, na verdade buscou e contactou um espírito-guia pessoal usando uma técnica de meditação de Nova Era. Esse ser, a quem ele chamou de "Jorge", supostamente lhe forneceu muitos dos conhecimentos terapêuticos descritos em seus livros. Em Love, Medicine and Miracles (Amor, Medicina e Milagres), Seigel chega a recomendar a ioga Kundalini aos seus leitores, uma forma de ioga que desenvolve um vínculo poderoso com um ou mais entidades demoníacas.

O maçom, o xamã, o psíquico, o bruxo, o médium, o psicólogo e o terapeuta holístico estão todos fazendo exatamente a mesma coisa — deliberadamente se abrindo para um ser sobrenatural.

O sucesso dessa enganação repousa principalmente na ilusão que esses seres são benevolentes. Como Leadbeater declarou: "... eles transmitem uma sensação de poder irresistível, porém benevolente..." Mas, eles não são benevolentes! Infelizmente, os homens em seu estado caído estão dispostos demais a fazerem um pacto dessa natureza. Eles não compreendem que esses seres demoníacos simplesmente os estão usando para estenderem seu controle sobre este mundo.

Como Bailey torna claro em seu livro, o objetivo de longo prazo da Hierarquia é a externalização, isto é, obter o controle sobrenatural total sobre a humanidade e, desse modo, permitir que os membros mais avançados se tornem totalmente encarnados na forma humana. Veja como ela explica:

"O que está sendo referido é a exteriorização da Hierarquia e seu aparecimento exotérico na Terra. A Hierarquia eventualmente irá... funcionar aberta e visivelmente na Terra." [pág. 260].

Analise cuidadosamente aquilo que Bailey acabou de dizer. Esta afirmação dela é realmente surpreendente, com profundas implicações para o futuro da humanidade. Somente aqueles que estão em Cristo serão protegidos dessa horrível intervenção pelas hordas demoníacas de Satanás. Como a Bíblia diz, a igreja será removida antes dessa crise final, ou Tribulação, começar, e todos os que professarem a Cristo depois do início também serão salvos, porém na maioria dos casos, ao custo de suas vidas mortais. Por outro lado, se alguém aceitar a marca da besta e aceitar o representante encarnado dos anjos caídos — o Anticristo — como seu senhor e mestre, então ficará espiritualmente condenado.

A maioria dos cristãos hoje comete o erro terrível de alegorizar o livro do Apocalipse, de modo que não consegue ver como os eventos descritos ali estão factualmente relacionados com a vindoura Nova Ordem Internacional. Eles deixam de ver que o mundo, como a Bíblia prediz, está caindo inexoravelmente sob a mão de ferro de uma autoridade global controlada por Satanás. É verdadeiramente um paradoxo que os servos terreais de Satanás veem e compreendem esse processo de escravização, enquanto que a vasta maioria dos cristãos professos — que deveriam saber melhor — alegremente ignora este processo sinistro!

Controle Mental via Meditação

Para alcançar seu objetivo final — a Exteriorização da Hierarquia — os anjos caídos precisam conseguir estender sobre a maior parte da humanidade alguma medida do controle que eles já exercem sobre seus servos humanos existentes. Como não podem forçar sua entrada nas mentes e corações dos indivíduos sem que eles saibam, suas vítimas visadas precisam ser induzidas a se abrirem voluntariamente. Sem qualquer surpresa, o principal modo de fazer isso é por meio da meditação, ou por uma das muitas práticas religiosas ou terapêuticas que correspondem à meditação, como contemplação, ioga, visualização, psicoterapia, hipnose, cantos em transe, etc.

Aqui está como Alice Bailey — a porta-voz de Satanás — descreve o processo:

"A ênfase em todas as escolas esotéricas é necessária e corretamente colocada sobre a meditação. Tecnicamente falando, a meditação é o processo por meio do qual o centro da cabeça é despertado, colocado sob controle, e depois usado. Quando isto acontece, a alma e a personalidade são coordenadas e unidas, e a reconciliação acontece, produzindo no aspirante um tremendo influxo de energia espiritual, galvanizando todo seu ser e trazendo para a superfície o bem latente e também o mal." [pág. 10].

Incrivelmente, ela se vangloria que esse "influxo tremendo de energia espiritual" pode ser usado para o mal. Na realidade, ele somente pode ser usado para o mal, pois sua fonte é o próprio Satanás.

Parece que o efeito da meditação é ainda mais pronunciado se for realizada em grupo ou em um ambiente comunitário:

"Os discípulos precisam aprender o significado da iluminação, recebida na meditação, e a necessidade de trabalhar com a luz como um grupo..." [pág. 22; itálico no original].

Para promover essa submissão coletiva a um propósito comum, a Hierarquia incentiva o uso daquilo que é conhecido como A Grande Invocação, uma fórmula verbal similar aos encantamentos usados em um rito de magia. Quando recitada em um grande ajuntamento ou em um determinado horário combinado por um grupo disperso, ela condiciona o grupo como um todo a se submeter incondicionalmente ao poder que está sendo invocado:

"A Grande Invocação, usada corretamente pelas muitas centenas de milhares de pessoas que já tentaram usá-la, poderia reorientar a consciência da humanidade, estabilizar os homens em ser espiritual, interromper e reconstruir a forma de pensar planetária que os homens criaram no passado e que teve (e está tendo) resultados desastrosos e cataclísmicos, e abrir a porta para a Nova Era, dando início assim a nova e melhor civilização." [pág. 78].

Não há diferença entre isto e a hipnose em massa induzida em um comício na Alemanha Nazista ou a estúpida submissão mostrada pelos devotos de um guru indiano.

Embora Satanás tenha planejado diversas técnicas, ou sistemas, diferentes para este propósito, junto com uma variedade de supostos benefícios, há somente uma operação fundamental em cada caso — a abertura da mente da pessoa por meio da meditação e da auto-hipnose — e um resultado fundamental — a maior exposição ao poder e enganação dos anjos caídos.

A meditação é perigosa! A oração contemplativa é perigosa! Os pastores cristãos deveriam estar soando este alarme do alto dos telhados! Depois que elas são adotadas por uma igreja, essa igreja está condenada.

A própria Alice Bailey confirmou a origem demoníaca e o propósito tenebroso dessas práticas quando disse:

"Hoje, é necessário que a propagação da 'força salvadora' tome conta de nossas mentes e controle a partir desse centro de direção, porque ela personifica a necessária salvação neste tempo." [pág. 147; itálico no original].

Ela definiu essa "força salvadora" como uma "potência divina", a respeito da qual "a natureza exata e os efeitos objetivados não sabemos praticamente nada." [pág. 146]. Logicamente, essa negação é pura bobagem, pois ela sabe exatamente o que é — o poder de Lúcifer ou dos anjos caídos agindo diretamente sobre o indivíduo.

Em resumo, a Hierarquia está tentando induzir os membros de todas as religiões a adotarem uma prática do tipo meditativa que permitirá que essa "força salvadora", ou "potência divina", tome o controle e passe a dominar suas mentes.

Poderia o objetivo ser mais claro?

Os Inimigos da Hierarquia

De acordo com Bailey, a grande "salvação" ou transição global para um nível mais alto de consciência somente poderá acontecer se a humanidade como um todo cooperar. Qualquer grupo que se recusar a participar dessa transformação cósmica pode impedir que ela aconteça. Agarrando-se às doutrinas já surradas e às crenças primitivas, eles poderiam criar uma vibração contrária negativa que interfira com todo o projeto. Portanto, cada um desses grupos precisa ser reeducado, ou removido de cena:

"Chamei à sua atenção a urgência de... a destruição das intrepretações já surradas e cristalizadas (chamadas doutrinas) das realidades espirituais." [pág. 225].

Ela identifica dois desses grupos que, devido à rigidez de suas crenças religiosas, têm sem saber sido usados pelas "Forças das Trevas":

"As Forças das Trevas são energias poderosas, que trabalham para preservar aquilo que é antigo e material; daí por que elas são proeminentemente as forças da cristalização, da preservação da forma... Consequentemente, elas bloqueiam de modo deliberado o influxo daquilo que é novo e que dá vida; elas trabalham para impedir a compreensão daquilo que é da Nova Era; elas procuram preservar aquilo que é familiar e antigo, para se oporem os efeitos da cultura e da civilização emergentes, para trazeren cegueira às pessoas e alimentarem continuamente as chamas existentes do ódio, da separação, da crítica e da crueldade... elas retardam as forças da evolução e do progresso para seus próprios fins." [págs. 40-41].

À medida que expõe o antigo plano da Hierarquia para a transformação global, ela dá a entender que os dois grupos que representam a maior ameaça à realização final, são o Cristianismo ortodoxo e o Judaísmo ortodoxo.

Não deveríamos estar surpresos que Satanás descreva qualquer um que creia no Senhor Deus na Bíblia como um instrumento para "as Forças das Trevas".

É vital para o sucesso do Plano de Satanás que o destino desses dois grupos seja decidido com bastante antecedência. Portanto, o Plano prevê:

"1. A reoganização das religiões do mundo — se isto for possível de algum modo — para que suas teologias fora de moda, a ênfase de mente estreita e suas crenças ridículas que elas sabem que está na Mente de Deus [isto é, o Cristianismo bíblico] possa ser afastado, de modo que as igrejas possam eventualmente ser os recipientes da inspiração espiritual."

"2. A dissolução gradual — novamente, se isto for possível de algum modo — da fé judaica ortodoxa, com seu ensino obsoleto..." [pág. 289].

Observe a repetição da frase "se isto for possível de algum modo". A Hierarquia está tornando bem claro que fará tudo o que for necessário para se livrar desses dois grupos.

Os judeus são o único grupo étnico a ser marcado deste modo. Por exemplo, ao falar dos grupos que "aumentam a já prevalente tensão no mundo", ela se refere a:

"... aquela seção da humanidade que é encontrada em cada parte do mundo e que chamamos de povo judeu... Estou considerando o problema mundial, centrando em torno dos judeus como um todo... que complicam grandemente o problema que está diante da humanidade e da Hierarquia..." [pág. 40].

O desprezo visceral que a Hierarquia tem pelos judeus e as medidas drásticas que serão tomadas para lidar com eles podem ambos ser vistos na seguinte passagem:

"... Por meio do povo judeu em todo o mundo, sentindo — simpático ou antagônico, cheio de expressões de amor ou condicionado pelo ódio — está sendo reunido para um foco no centro do plexo solar planetário, preparatório para uma grande e permanente transformação." [pág. 47].

A proposta destruição dos judeus prevista por este plano nefasto, o grau em que eles são odiados pela Hierarquia e o tratamento que historicamente receberam dos nazistas — o Nazismo foi um movimento enraizado no ocultismo da Sociedade da Teosofia — deve refutar qualquer sugestão que a conspiração globalistas é essencialmente judaica.

O Arrebatamento e o Povo Escolhido

É um aspecto notável dos tempos de apostasia em que vivemos que maçons, teosofistas, gnósticos e outros luciferianos estejam interpretando a Palavra de Deus de forma mais literal que muitos cristãos bíblicos. Satanás sabe que o Arrebatamento (em grego, harpazo) será um evento real, em que a comunidade global de cristãos nascidos de novo — conhecidos como ekklesia, ou igreja — será removida da Terra em um único dia. A não ser que uma explicação convincente seja oferecida, o súbito desaparecimento de tantas pessoas poderia levar um número significativo de pagãos e cristãos nominais ao choque e ao reconhecimento que a Bíblia realmente é a Palavra de Deus. Isto apresentaria sérios problemas para a Hierarquia.

Alice Bailey revela que, não somente os ocultistas estão prontos para este evento, mas que pretendem explorá-lo engenhosamente para seus próprios fins. Ele será descrito como um tipo de limpeza planetária, em que aqueles que se recusavam a avançar para o próximo estágio da evolução humana foram removidos pelo Messias da Nova Era (isto é, o Anticristo) e gentilmente colocados em um tipo de estado de sono interdimensional ("mantidos em pralaya"). Eles permanecerão nesse estado até a chegada do próximo ciclo do tempo cósmico, quando então receberão mais uma oportunidade de evoluirem para a consciência iluminada dos Mestres Ascensionados:

"Vocês já foram instruídos várias vezes como, no fim deste sistema solar, certa porcentagem da família humana deixará de se graduar e será então mantida em pralaya, ou em solução, até o tempo para a manifestação do próximo e terceiro sistema solar acontecer." [pág. 41].

Isto não somente explicará o desaparecimento de dezenas de milhões de cristãos nascidos de novo, mas patrocinará nas mentes dos que ficarem a convicção que qualquer grupo análogo precisará ser tratado de forma similar. Eles também precisarão "desaparecer". Esse grupo-alvo, é claro, é a comunidade mundial de judeus étnicos:

"Os judeus, ao longo dos tempos, insistiram em serem separados de todos os outros povos, mas trouxeram do sistema anterior o conhecimento (necessário então, mas obsoleto agora) que eles eram o 'povo escolhido'... Quando a humanidade solucionar o problema judaico... ela fará isso misturando o problema em uma vasta situação humanitária. Quando isto acontecer, o problema será rapidamente solucionado e uma das principais dificuldades desaparecerá da face da Terra." [pág. 41].

A "vasta situação humanitária" a quem esta passagem se refere é preocupantemente similar à proposta aniquilação de Israel na Guerra do Armagedom.

Preparando para o Anticristo

De acordo com Bailey, a Hierarquia não pretende abolir o Cristianismo, mas redefini-lo, para que uma proporção significativa de cristãos professos possa ser atraída à religião de Nova Era do Anticristo. Essa redefinição é destinada, entre outras coisas, a solapar a verdade literal da Bíblia e retratar Jesus Cristo como um mero médium humano, ou como um veículo que se colocou à disposição do "Cristo".

"Poucos médiums conhecem a técnica que governa a passagem para dentro ou para fora de uma entidade informadora... eles emprestam seus corpos temporariamente para outra alma ou serviço, preservando sua própria integridade o tempo todo. A expressão mais alta desse tipo de atividade foi a entrega pelo discípulo Jesus de seu corpo para uso do Cristo." [pág. 6].

O Messias da Nova Era tentará convencer o mundo que ele é a mais recente personificação do "Cristo", ou "a Consciência do Cristo", o ser divino que reina sobre os planos interiores e que agora veio à Terra de uma forma humanamente encarnada, ou "externalizada".

Isto libera o Cristo da necessidade de ter as feridas da crucificação, um aspecto que o tornaria repugnante aos judeus — a quem ele procurará inicialmente converter. Por outro lado, os cristãos não-regenerados, que não foram levados no Arrebatamento, serão convencidos a acreditarem que, como Jesus foi meramente um vaso humano para o "Cristo", não se pode esperar que o Messias da Nova Era tenha esse tipo de feridas em sua nova encarnação.

Esta impostura blasfema é ainda mais facilitada pelas distorções simplificadoras da profecia bíblica delineadas no excerto a seguir:

"O conceito cristão do retorno de um Cristo triunfante, vindo nas nuvens do céus a Jerusalém, para ali reinar durante mil anos, é verdadeiro em um sentido e profundamente falso quanto ao projeto, localização e método."

"O Cristo retornará; a Jerusalém referida (literalmente 'o lugar da paz') não é a cidade principal de um pequeno país chamado Palestina, ou Terra Santa; a palavra é simplesmente simbólica de um mundo em paz — um mundo que, por meio de seus próprios esforços auto-iniciados, atingiu uma quietude geral e adquiriu certa medida de relações de direitos humanos."

"Sua vinda no ar poderia ser interpretada literalmente para significar que no tempo certo Ele virá de avião do lugar na Terra onde está há muitas gerações observando os filhos dos homens; as palavras 'todo olho o verá' poderiam significar que, no tempo em que Ele vier, a televisão terá sido aperfeiçoada e Ele então será visto, por meio da televisão, até mesmo nos pontos mais distantes no mundo." [págs. 305-306].

Observe as mentiras! O "Cristo" da Nova Era voará pelo mundo de avião e todo olho o verá. Além disso, ele não virá ao mundo via Jerusalém, um nome que, de acordo com o demônio principal de Bailey, é meramente um modo simbólico de descrever um mundo em paz.

Se o livro de Alice Bailey for lido principalmente como outra mistura de verdades e mentiras dos Illuminati, então revelações desse tipo são difíceis de avaliar. Mas, se ele for considerado um manual — ou um dos vários manuais — transmitidos por demônios de alto nível para uso pelos arquitetos da vindoura Nova Ordem Mundial, então o Plano que ele delineia deve refletir aquilo que já está acontecendo no mundo, desde que a mensagem final de Bailey foi canalizada, em 1949. Sem dúvidas, ele reflete!

Temos somente de considerar a explosão extraordinária do Movimento de Nova Era desde 1960 — com sua cornucópia de crenças e práticas pagãs e sua constante proclamação do "Cristo" como um estado de consciência e não uma pessoa específica — para compreender que as afirmações blasfemas no livro estão sendo continuamente adotadas e promovidas nos países chamados de "cristãos" em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a meditação, a contemplação e a visualização estão se infiltrando na igreja em um ritmo perturbador. Aquilo que pode ter parecido profundamente improvável para a maioria dos cristãos em 1950 é agora lugar-comum, até o ponto em que o verdadeiro Cristianismo bíblico está em rápido declínio e uma variação de Nova Era está se propagando como fogo.

A Religião do Mundo Unificado

Assim, o que é exatamente a versão falsificada de Nova Era do Cristianismo que a Hierarquia de anjos caídos está desenvolvendo?

O livro do Apocalipse identifica a religião de mistério da antiga Babilônia com a vindoura igreja do mundo unificado. Das muitas versões falsificadas de Cristianismo que já existem, nenhuma incorporou tantos elementos da religião de Babilônia como a Igreja Católica Romana.

Essa igreja tem o protótipo de uma deusa, um deus sazonal da ressurreição, um sacerdócio capacitado de forma sobrenatural, um conjunto de ritos sobrenaturais (incluindo a transubstanciação) um elaborado aparato de salvação por meio das obras, uma rede mundial de santuários sacrificiais, e um representante vivo de Deus na Terra, cuja palavra é infalível. O livro do Apocalipse também nos diz que "Mistério Babilônia" é grandemente culpada pelo sangue derramado dos santos em toda a história. A Igreja de Roma não tem rivais para o fervor, consistência e escala de suas matanças.

Muitos estimados eruditos cristãos chegaram à mesma conclusão, isto é, que Mistério Babilônia é a Igreja Católica Romana em sua forma no fim dos tempos.

A única coisa que falta é um mecanismo para incorporar os não-católicos dentro da superestrutura católico-romana sem requerer que eles se desliguem de suas afiliações religiosas existentes. Isto poderia ser feito (a) assinando uma série de acordos bilaterais de reconhecimento mútuo entre Roma e as várias religiões que existem no mundo, definindo uma base comum para a salvação ou "iluminação" de seus membros; (b) redefinindo Jesus Cristo para que o homem que viveu cerca de 2.000 anos atrás seja retratado como um vaso para a assim chamada "Consciência do Cristo", mas sendo separado dela; (c) promovendo a doutrina do Universalismo, que ensina que toda (ou virtualmente toda) a humanidade será salva eventualmente (o Catolicismo Romano já ensina isto de uma forma modificada, por meio do falso ensino do Purgatório).

Toda religião no mundo hoje, incluindo Maçonaria, Gnosticismo, Cabala e várias ramificações de xamanismo e feitiçaria poderiam teoricamente ser incorporadas dentro de uma superestrutura desse tipo. Somente dois grupos permaneceriam de fora — os judeus que observam a Torá e os cristãos nascidos de novo.

Muitas religiões já esperam que uma figura do tipo Messias, ou um salvador do mundo, aparecerá em alguma data não especificada no futuro. Os judeus esperam a primeira vinda do Messias, enquanto que os cristãos esperam sua segunda vinda, os muçulmanos xiitas esperam a chegada do Décimo Segundo Imã, os hindus aguardam diversos Avatares e os budistas, junto com vários grupos ocultistas, estão aguardando a chegada de Maitreia, ou a Consciência do Buda, em uma nova encarnação humana. O Messias da Nova Era, ou o Anticristo, poderia se apresentar ao mundo como o cumprimento definitivo de todas essas profecias.

A separação de Jesus, o homem, da assim chamada Consciência do Cristo, teria um impacto ainda maior se a maioria dos católicos romanos pudesse ser convencida que Maria foi uma co-redentora junto com Jesus, porém em uma escala menor. A existência de um segundo papa — o Papa Emérito Bento 16 — atualmente oferece a Roma uma oportunidade de propor essa doutrina, aparentemente com o selo de aprovação da infabilidade papal, sem o risco de comprometer o ofício do atual ocupante do cargo, o papa Francisco.

O reconhecimento doutrinário oficial de Maria como Co-Redentora e Co-Medianeira poderia também fornecer um forte vínculo comum com muitas outras religiões. Maria se tornaria na verdade a Deusa Beneficente que tudo engloba — a deusa Guanyin da Misericórdia, dos budistas, a Lakshmi, ou Sita, dos hindus, a Ísis dos ocultistas, a Deusa da Lua da Wicca, a Nanna de muitas religiões primitivas, e a Gaia dos ambientalistas.

Este passo também forneceria uma grande ponte para o Islã, que já confere um status especial a Maria. Os aiatolás e eruditos islâmicos que estão trabalhando para a Nova Ordem Mundial poderiam explorar o fato que o Alcorão dedica um capítulo inteiro a Maria (Sura 19). De fato, Maria é a única mulher referida pelo nome em todo o Alcorão e ela é mencionada não menos que 34 vezes (em comparação, ela é mencionada por nome 19 vezes na Bíblia).

A aceitação universal de Maria como Co-Redentora seria grandemente facilitada por um aumento na frequência das supostas aparições marianas, como as de Lourdes, Fátima e Guadalupe. Como essas aparições são demoníacas em sua natureza, e já foram extensivamente usadas por Satanás para enganar a Igreja Romana, podemos esperar que a Hierarquia faça uso substancial delas na vindoura enganação, não somente entre os católicos, mas entre os membros de todas as religiões. Reportagens desses eventos milagrosos em diversas culturas, todas com um tema ou mensagem comum — um chamado para aceitar o Messias da Nova Era — intensificariam grandemente o desejo entre as massas humanas de experimentarem a "mudança de paradigma" da Nova Era e adorar ao Anticristo.

Outro fator unificador entre todas as religiões é a crença que o homem está imbuído de uma centelha de divindade, que ele é essencialmente um ser divino que ainda precisa se despertar para sua verdadeira natureza. Este é um aspecto importante no Hinduísmo, Budismo, Maçonaria e em todas as ramificações do ocultismo. Ele também é celebrado nos escritos dos sufistas (místicos islâmicos) e até está sendo trazido para o primeiro plano pela Igreja Católica Romana, tanto por meio da proeminência que está sendo conferida aos místicos cristãos e por meio da inclusão de diversas passagens no Catecismo Católico oficial, que identificam o homem em seu ser mais interior com a pessoa de Cristo. Por exemplo, o parágrafo 1999 faz referência à "graça deificante recebida no Batismo", enquanto que o 2782 declara que por meio do Batismo e pela Unção de seu Espírito, todos na igreja "são com justa razão chamados 'cristos'".

A Religião do Mundo Unificado está em um estágio avançado de formação. Os movimentos Igreja Emergente, Igreja com Propósitos e Nova Reforma Apostólica, mais as igrejas protestantes liberais, mais as igrejas de origem maçônica (Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Unitariana, Adventista do Sétimo Dia), entre outros, estão todos convergindo com a máscara ecumênica da Igreja Católica Romana para produzirem um movimento que, em sua forma final, constituirá aquilo que Alice Bailey chamou de "Uma Igreja Universal".

Bailey também confirma que tanto a Maçonaria quanto as sociedades ocultistas tradicionais serão plenamente integradas nesta futura "Igreja Universal Única":

"Não há dissociação entre a Igreja Universal Única, a Loja interna sagrada de todos os verdadeiros maçons, e os círculos mais internos das sociedades esotéricas." [pág. 272].

Entretanto, essa igreja do Mundo Unificado não estará escondida atrás de portas fechadas, como a Maçonaria e outros grupos ocultistas, mas será tão visível quanto qualquer religião no mundo hoje. Ela até introduzirá um novo conjunto de "dias santos", que toda a humanidade deverá observar:

"No mundo futuro, quando organizados, todos os homens de inclinações e intenções espirituais em toda a parte guardarão os mesmos dias santos. Isto produzirá uma acumulação de recursos espirituais e um esforço espiritual unido, além de uma invocação espiritual simultânea. A potência disso será aparente." [págs. 223-224].

"A partir do ponto de vista da Hierarquia e da Humanidade, os eventos durante essas poucas semanas de importância espiritual e mundana (enfocadas por meio desses três Festivais da Lua de Áries, de Touro e de Gêmeos) serão de um efeito estupendo." [pág. 237].

Alinhada com o pensamento coletista que está por trás do Socialismo, do Ecumenismo, do Misticismo, do Monasticismo, e a filosofia holística do Movimento de Nova Era, a suposta validade da vindoura religião do mundo unificado será demonstrada por sua aceitação universal. De forma muito parecida como uma colônia de formigas, ela terá lugar para todos, mas não tolerará uma sub-colônia em seu meio. Aqueles que se recusarem a participar serão vistos como inimigos.

Bailey implicou isto claramente quando disse:

"A Humanidade, como um Todo, é uma expressão da divindade, uma expressão completa..." [pág. 31].

Sendo assim, a humanidade como um todo, precisará aceitar a vindoura religião do mundo unido. Como já vimos, os grupos dissidentes terão de "desaparecer da face da Terra". [pág. 41].

Controle Demoníaco

A vindoura religião do mundo unificado tem o objetivo de abrir a humanidade para um maior controle demoníaco. Isto já está acontecendo por meio do Movimento de Nova Era e a infiltração de ideias e práticas de Nova Era, incluindo a "espiritualidade contemplativa" em virtualmente todas as denominações protestantes e até nas evangélicas.

Os praticantes serão incentivados a convidar "anjos" para suas vidas, sem perceber que esses seres aparentemente benignos são agentes de Satanás.

"Os anjos sempre foram ativos na história bíblica, e entrarão novamente nas vidas dos seres humanos com mais poder do que foi o caso no passado. O chamado foi feito para eles novamente se aproximarem da humanidade e, com sua vibração aumentada e seu conhecimento superior, unirem suas forças com as do Cristo e as de Seus discípulos para auxiliarem a humanidade." [pág. 269].

Os discípulos que se abrirem desta forma terão grande dificuldade para romperem a ligação mais tarde, mesmo se quiserem. Como Bailey diz, os demônios estão procurando estabelecer um controle que não possa ser rompido "independente do que possa acontecer", portanto eles...

"... também estão tentando estabelecer um clima telepático mais intenso e um relacionamento mais íntimo com seus discípulos em todos os raios, para que possa haver um livre intercãmbio de pensamento e uma consequente melhor integridade hierárquica, que — independente do que possa acontecer nos três mundos — não possa ser interrompida ou de algum modo diminuída." [pág. 282].

De fato, o ritmo de degeneração espiritual entre a maior parte da humanidade, até mesmo antes do início do Movimento de Nova Era, era tal que o "Mestre", falando por meio de Bailey nos anos 1940s, pôde exultar:

"Pode-se considerar que a humanidade alcançou um ponto na evolução onde muito pode ser feito, pois as mentes dos homens — pela primeira vez em uma escala mundial — estão sensíveis à impressão espiritual; a oportunidade do momento é singular, pois as mentes em toda a parte estão se mostrando superlativamente receptivas para o bem e o mal." [pág. 345].

Talvez nenhuma outra declaração no livro de Bailey revele seu verdadeiro caráter demoníaco!

Estas palavras finais "superlativamente receptivas para o... mal" — expressam exatamente aquilo que Satanás está trabalhando para garantir, isto é, um rápido aumento na proporção da humanidade que está superlativamente receptiva para o mal.

Uma Grande Turbulência Global

Embora o livro de Alice Bailey esteja principalmente preocupado com os passos necessários para criar a vindoura Religião do Mundo Unificado, ela faz referência aqui e ali ao clima geopolítico mais amplo em que essa grande transformação ocorrerá.

O próprio livro é um manual de instruções para os vários grupos que estão trabalhando para a Hierarquia para produzirem a Nova Ordem Mundial. Desses homens, pode-se dizer que o "Novo Grupo de Servidores Mundiais" (também conhecidos como Illuminati), são "superlativamente receptivos" para o mal. Eles estão trabalhando para explorar a longa sequência de eventos trágicos — "a obra de destruição" que a Hierarquia inaugurou em 1775 — e trazê-las para um ponto de culminação em uma crise global espetacular que liberará a Nova Ordem Mundial.

"A lenta e cuidadosa formação do Novo Grupo de Servidores Mundiais é uma indicação da crise. Eles estão supervisionando ou lançando a Nova Era e estão presentes nas dores de parto da nova civilização e na manifestação de uma nova raça, uma nova cultura e uma nova visão de mundo." [pág. 37].

"É interessante observar (embora não seja para o momento imediato) que a obra de destruição iniciada pela Hierarquia durante os últimos cento e setenta e cinco anos (portanto, desde 1775) [1]) tenha nela as sementes — embora ainda muito longe de qualquer germinação — do ato final de destruição que ocorrerá quando a Hierarquia estiver tão completamente unida e misturada com a Humanidade que a forma hierárquica não será mais necessária." [pág. 301].

[1] A ordem ocultista conhecida como Mestres dos Illuminati foi fundada em 1776.

Estas poucas e breves declarações retratam um cenário terrível em que os anjos caídos "estarão tão completamente unidos e misturados com a Humanidade" que não mais existirão como uma ordem separada de seres. Para alcançar esse triunfo final, eles planejam fazer o mundo passar por uma "crise destrutiva" em que a humanidade "será terrivelmente despedaçada pela experiência", seguida algum tempo depois por um "ato final de destruição".

Tudo isto é consistente com os terríveis eventos descritos no livro do Apocalipse, em que, em algum ponto durante a Tribulação, o exército inteiro de anjos rebeldes será lançado na terra — "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." [Apocalipse 12:9]. Dois deles (pelo menos) já estarão encarnados (ou "exteriorizados") na forma humana — o Anticristo e o Falso Profeta. Todos os que vierem a Cristo durante este período — os muito desprezados cristãos nascidos de novo — serão sistematicamente caçados e mortos, enquanto que a nação de Israel — os muito desprezados judeus — será cercada pelos vastos exércitos do Anticristo e ficará sob a ameaça de total aniquilação.

4. Implementando o Plano

Muitos livros já foram publicados em anos recentes sobre os Illuminati e seus planos para uma Nova Ordem Mundial, que consistirá de um governo mundial único, um sistema financeiro mundial único e uma religião mundial única. Esses livros lançam uma luz considerável sobre as terríveis ameaças às liberdades humanas que tudo isto envolve, a mentalidade dura e insensível das pessoas que estão por trás da N. O. M. e os vastos recursos que estão sendo canalizados para esse programa global de subversão e controle.

Entretanto, apesar de tudo o que já foi escrito, nossa análise sugere que um importante componente do Plano pode ter sido negligenciado pela maioria dos comentaristas. Isto tem que ver com o papel vital que a infiltração demoníaca exercerá, não apenas na crise final, conhecida como Tribulação, mas nas décadas que precederão esse terrível evento. As três etapas de enganação que Morneau identificou — a negação da realidade de Satanás, o uso amplo da hipnose e a falsa ciência da Evolução — estão sendo executadas novamente hoje, somente que desta vez elas foram levadas a um nível totalmente novo.

A: O sobrenatural como um recurso não aproveitado

Primeiro, o Inimigo convenceu as pessoas que o sobrenatural pode ser estudado de uma maneira científica e, desde que suas leis sejam corretamente compreendidas, seus efeitos podem ser controlados. O sobrenatural, eles acreditam, é similar à eletricidade e somente é perigosa quando manipulada de forma inadequada. Além disso, eles estão convencidos que as fronteiras mais exteriores do potencial humano podem e devem ser exploradas envolvendo-se e experimentado com essa força invisível.

É assim que Satanás propõe que a Exteriorização da Hierarquia seja alcançada. À medida que os homens tentam contactar e utilizar essa força, eles se abrem cada vez mais aos anjos caídos, que são eles mesmos "a Força".

No século 18 Satanás convenceu os homens a duvidarem de sua existência; o sobrenatural era visto como neutro, em vez de negativo. Hoje, Satanás levou essa enganação um passo à frente e fez os homens se moverem de uma percepção neutra para positiva, para acreditar que o reino invisível é realmente um vasto recurso não utilizado que simplesmente está aguardando para ser explorado.

B: Estados alterados de consciência

A segunda etapa é uma aplicação renovada, porém disfarçada, do mesmerismo, ou hipnose. O produto é o mesmo, mas o nome mudou. Hoje, ele é conhecido como um estado alterado de consciência. Independente de qual técnica seja usada para alcançar esse estado alterado, em todos os casos pode-se encontrar dois fatores presentes: (1) o indivíduo voluntariamente suspende a operação normal de sua mente; e (2) convida uma inteligência que não é a sua própria para influenciar sua vida de alguma maneira.

O homem em seu estado caído é naturalmente sensível aos pensamentos e imagens subversivos que os anjos rebeldes são capazes de projetar. Essa sensibilidade aumenta significativamente quando ele, de forma deliberada, anula sua mente na meditação, ou em outra prática similar. Quando persiste neste processo, ele está tolamente se expondo ao propósito e às enganações sagazes do Maligno.

Nossos avós demonstravam uma compreensão disto quando advertiam que "uma mente vazia é oficina do diabo".

Uma imensa proporção da população — não apenas adultos, mas estudantes e até adolescentes — são praticantes regulares da meditação, ioga, oração contemplativa, recitação de mantras, regressão às vidas passadas, auto-sugestão, oração centrante, visualização criativa, imaginação guiada, orações repetitivas, sonhar de modo consciente, caminhada no labirinto, Lectio Divina, para não mencionar a psicoterapia, psicoanálise, e modos de aconselhamento que utilizam técnicas hipnóticas de relaxamento. Se incluirmos também a dependência às drogas psicotrópicas e o uso da música Rock hipnótica para propósitos recreativos, é difícil escapar da conclusão que, em grande parte, as sociedades no mundo ocidental já estão hipnotizadas.

Uma consideração fundamental em tudo isto é a repetição. Quanto mais o indivíduo utiliza seu método preferido de atingir um estado alterado de consciência, mais receptivo e sugestionável ele se torna.

Os jovens também estão sendo hipnotizados pelos intensamente repetitivos jogos de computador, em que uma série de imagens genéricas aparentemente sem sentido são apresentadas muitas e muitas vezes e somente um pequeno nível de atenção é requerido. O ensino das técnicas de "concentração" em nossas escolas é outro modo de apresentar a meditação oriental às crianças.

Até mesmo em um estado brando de hipnose o discernimento do indivíduo fica prejudicado. A mente se torna muito mais aberta às sugestões e imagens que de outra forma seriam rejeitadas. Como a vítima não está ciente de sua maior sugestionabilidade, pode ser sutilmente manipulada. Quando esse condicionamento ocorre em um contexto religioso, ele pode ser alimentado com muitas falsas ideias que estão em conflito com o verdadeiro Cristianismo bíblico. É então apenas um passo pequeno adotar e tratar como normal práticas que são descaradamente pagãs.

É assim que o pastor Rick Warren faz sua audiência supostamente cristã aceitar ideias absurdas de Nova Era de conferencistas convidados, como Mehmet Oz e Mark Hymen. Como vimos a partir do relato de Alice Bailey a respeito da Grande Invocação, o uso de meditação, visualização e cantos na forma de mantra em grandes encontros — como nas modernas megaigrejas — é um modo poderoso de doutrinação e de controle.

C: Os processos transformacionais

Existe uma tendência de pensar na Evolução como um conceito aplicável somente no campo da Biologia, mas isto não é correto. A Evolução é na realidade uma ideia enganosa, conhecida há muito tempo no ocultismo, que veio a permear muitos aspectos da ciência e da cultura modernas. A Evolução é realmente outro nome para a Alquimia, em que um objeto é magicamente transformado de um estado para outro.

A ciência legítima, como uma atividade racional, está preocupada com o estabelecimento de conexões causais entre entidades e eventos, onde essas conexões possam ser claramente identificadas e validadas de um modo consistente. Todavia, depois que o conceito da Evolução entra em cena, esse tipo de rigor não é mais essencial. Os princípios da mudança, por exemplo, podem eles mesmos serem sujeitos a mudanças ou "transformações" ao longo do tempo, a disciplina pode entrar em um novo paradigma, ou os valores que estão sendo mensurados podem ser relativos e, portanto, requererm um modelo mais elástico de realidade. Todos esses termos — transformação, paradigma, valores relativos, modelo elástico — são simplesmente modos da Nova Era importar o conceito falso de Evolução.

Quando usada deste modo, dificilmente há alguma coisa que a Evolução não possa explicar. Sociologia, Economia, História, Educação, Linguística, e muitas disciplinas similares estão sendo manipuladas pelo uso da "Evolução" como uma ferramenta explanatória válida. Quando isto acontece, os fatos simples da realidade são ignorados, a relação entre causa e efeito se torna relativa e os processos ilusórios são tratados como fenômenos legítimos.

A ciência falsa da Psicologia está baseada nesta tolice. Reduzindo a alma, mente, conscientização, o ego e outros fenômenos espirituais em termos pseudocientíficos, a Psicologia solapa o significado simples da doutrina bíblica. Os humanistas e outros provedores dessa "ciência" ridícula gostam de retratar a Bíblia como um livro-texto primitivo de Psicologia, um tipo de modelo mitológico da mente que simplesmente continuou a existir até que os gigantes da psicoterapia, como Freud e Jung, apareceram e explicaram como a mente humana realmente funciona.

Na prática, a Psicologia e a Psicoterapia são uma mistura potente de todas as três etapas no plano destrutivo de Satanás. Elas rejeitam totalmente o papel das influências demoníacas sobre o comportamento humano, promovem todos os tipos de atividades de alteração da mente, incluindo a hipnose. Além disso, elas evitam qualquer exame crítico de suas "descobertas", apelando à natureza subjetiva da consciência. Na realidade, elas são basicamente uma forma desinfetada do xamanismo tradicional — e exatamente tão prejudiciais.

Adivinhação na Igreja

A Bíblia nos adverte repetidamente para nunca nos envolvermos com o sobrenatural de forma alguma. O fascínio é um perigo real, até mesmo para os cristãos. "Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?" [Gálatas 3:1]. É por isto que o Senhor impôs proibições tão rígidas contra a idolatria, adivinhação e a feitiçaria — as proibições foram dadas como uma forma de nos proteger!

Todos os cristãos verdadeiros buscam a vontade de Deus diariamente, mas buscar a vontade Dele por qualquer outro modo que não seja a oração e o estudo paciente das Escrituras é adivinhação. Por exemplo, buscar saber a vontade de Deus olhando para a tela branca da nossa mente, como na meditação, não é diferente de buscar saber a vontade de Deus olhando para as estrelas no céu noturno.

O místico ou contemplativo que procura saber a vontade de Deus abrindo sua mente para imagens reveladoras, ou uma "luz interior", também está praticando adivinhação. A visualização também é uma técnica ocultista. Quando é usada pelos cristãos para determinarem a vontade de Deus em suas vidas, é adivinhação; quando é usada para influenciar a realidade de alguma forma, é magia ou feitiçaria.

A meditação, contemplação e visualização são todas técnicas criadas pelo homem para interagir com o sobenatural. Elas não são ordenadas por Deus. A Bíblia deixa perfeitamente claro que o uso de qualquer técnica para este propósito é adivinhação ou feitiçaria.

Ambas são abominações aos olhos de Deus. Os místicos católico-romanos Teresa D'Ávila, João da Cruz e Thomas Merton praticavam adivinhação. Qualquer um que use os equivalentes modernos — a oração contemplativa ou a formação espiritual — conforme definidas em livros de grande sucesso de vendas, como A Celebração da Disciplina, de Richard Foster, está também fazendo o mesmo.

Assim, como Deus comunica Sua vontade para nós por meio da oração e do estudo paciente de Sua Santa Palavra? A resposta deveria ser óbvia para todos os crentes verdadeiros — Nâo sabemos! Na verdade, as Escrituras nos dizem claramente que não sabemos como Deus realiza as coisas que faz!

"O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos." [Salmos 77:19].

"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!" [Romanos 11:33].

Deus criou este vasto universo e tudo o que nele há, incluindo todas as maravilhosas criaturas que habitam nosso incrível planeta, porém não temos absolutamente ideia alguma de como Ele fez isto. Os caminhos de Deus são inescrutáveis! Da mesma forma, não temos ideia de como Ele comunica Sua vontade para nós quando oramos ou estudamos Sua Santa Palavra:

"O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança." [Salmos 25:14].

Quando o Senhor pede que busquemos Sua vontade para nós exclusivamente por meio da oração e do estudo paciente de Sua Palavra, então devemos fazer exatamente da forma como Ele pede..

O Plano que Satanás está implementando para o fim dos tempos tem o objetivo de enganar e levar os cristãos professos a colocarem alguma coisa a mais — uma alternativa sobrenatural — em lugar da oração contrita ao nosso Pai Celestial e o estudo paciente das Escrituras Sagradas. O substituto que Satanás oferece, embora aparentemente cheio de promessas, é uma falsificação sagaz. Uma igreja mal-orientada após a outra está mordendo a isca e introduzindo a adivinhação — na forma de meditação, contemplação e visualização — de modo a se "comunicar" com Deus e "experimentar" a presença de Deus. A isca pode ser doce e saborosa, porém está contaminada por veneno.

A Conspiração

Repetidamente, atalaias e outros cristãos preocupados são alvos de zombaria por emitirem relatórios alarmantes sobre "uma conspiração". Mas, Satanás sabe o que está fazendo. Ele não divulga claramente suas intenções, nem as executa de uma maneira óbvia. Somente aqueles que estão genuinamente preocupados com a verdade é que estão equipados com a convicção inabalável que esse plano existe e que está sendo executado.

A conspiração é real. A Palavra de Deus confirma isto repetidamente, não somente em suas muitas passagens proféticas referentes à formação de um governo mundial e a planejada destruição do verdadeiro Cristianismo e do povo judeu, mas também em passagens que descrevem a mentalidade sediciosa dos conspiradores. Por exemplo, considere os seguintes versos do Salmo 140:

"Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento, que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra. Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. Guarda-me, ó SENHOR, das mãos do ímpio; guarda-me do homem violento; os quais se propuseram transtornar os meus passos. Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho; armaram-me laços corrediços." [Salmos 140:1-5].

Eles pensam o mal em seus corações, continuamente se ajuntam para a guerra, têm línguas como a serpente, veneno mortal de víbora está oculto debaixo de seus lábios, com sagacidade armam armadilhas e laços de todos os tipos para escravizar os justos, e são dirigidos por um propósito que a tudo consome, querem "transtornar" o mundo da forma como o conhecemos.

Se a Palavra de Deus declara que esse tipo de indivíduo existe e que eles estão envolvidos em uma conspiração mortal, então devemos acreditar! Devemos tomar as medidas que pudermos para compreender quem eles são, como operam e o que precisamente estão fazendo para transtornar ("derrubar") a ordem mundial existente. Eles querem uma Nova Ordem Mundial, onde o próprio Inimigo possa governar abertamente, não de forma oculta como faz no tempo presente.

Houve um tempo quando todos os cristãos encaravam com muita seriedade as advertências dos cristãos da igreja primitiva. Referindo-se aos autores bíblicos do período pós-apostólico imediato, um erudito do século 19 observou:

"Os Pais não podem encontrar termos suficientemente fortes para definir o poder de Satanas, a influência sedutora que ele possui, e a sujeição ao seu domínio em que os homens caíram. Em uma palavra, a literatura patrística dá a máxima proeminência ao terrível poder e tirania de Satanás, embora de modo algum maior do que o assunto permite; e essa sujeição é sempre rastreada ao pecado. Não há disposição neles de deixar de representar os homens como filhos do Maligno." [George Smeaton, The Doctrine of the Holy Spirit, pág. 190.].

A maioria dos cristãos compreendia isto cem anos atrás, mas hoje, lamentavelmente, a percepção foi em grande parte perdida.

Conclusão

Satanás está gradualmente condicionando a humanidade a aceitar a Hierarquia caída em uma forma disfarçada, seja como anjos eleitos, Mestres Ascensionados, formas avançadas de vida extraterrestre, ou um potencial espiritual oculto. Ele está determinado a abrir as mentes dos homens mais plenamente para sua influência sobrenatural e desenvolveu diversos ensinos e técnicas para este propósito. O programa dele de subversão está muitíssimo avançado, até o ponto em que a maior parte das igrejas cristãs hoje se afastou das proibições rígidas das Escrituras e está experimentando novos modos de explorar a espiritualidade e de se comunicar com Deus.

A adivinhação é inteligentemente divulgada como meditação, contemplação, ioga e diversas práticas similares de abrir ou de esvaziar a mente. Os membros avançados do ocultismo preveem que a Exteriorização da Hierarquia — a eventual encarnação dos anjos caídos em forma humana — será obtida por meio da adoção generalizada dessas práticas. Isto, por sua vez, será facilitado pelo advento de um sistema global de religião baseado em princípios ocultistas.

Quando misturadas com um forte desejo de contactar o desconhecido, em qualquer forma que seja, a hipnose e a auto-sugestão são modos potentes de um indivíduo se expor a uma influência sobrenatural.

O quão hipnotizada está a sociedade atual? Provelmente é impossível dar uma resposta convincente a esta pergunta. Entretanto, o fato que nossa nação está sob alguma forma de hipnose é difícil de negar. Apenas considere o seguinte:

Dois aviões atingem três estruturas maciças de arranha-céus reforçados por aço e o impacto resultante demole completamente (e virtualmente vaporiza) todas as três. Para a maioria das pessoas hoje, isto faz sentido. Três edifícios desabaram, porém somente dois aviões foram usados.

Ou então considere isto: nos últimos trinta anos, praticamente metade da indústria americana foi terceirizada e enviada para o exterior, entregue para um país marxista ambicioso e altamente militarizado, porém a maioria das pessoas ainda acredita que isto é econômica e estrategicamente desejável. Afinal, estamos em um novo paradigma, certo? Nossos avós, que não foram hipnotizados, ficariam horrorizados com toda esta estupidez inacreditável.

Ou considere isto: o assassinato sistemático de mais de 50 milhões de bebês no útero de suas mães desde 1973, com o dinheiro do contribuinte e sendo ignorado pela igreja. Somente uma nação imersa no pecado e cega pela hipnose poderia fazer uma coisa destas.

A não ser que os cidadãos dos EUA acordem e reconheçam o que está acontecendo, o país entrará em colapso. As famílias mais ricas e mais poderosas no mundo estão marchando em sintonia fina com Satanás para implementar o Plano dele. Algumas das instituições e grandes empresas mais influentes em todo o mundo estão conspirando para alcançar o sonho final do Marxismo: um governo mundial e totalitário sob a liderança do Anticristo — Satanás na forma externalizada.

Todavia, até mesmo nesta hora avançada em que estamos, se um número suficiente de cristãos se arrepender em nome de sua nação e orar pedindo perdão, o Senhor, em Sua misericórdia, poderá adiar o dia mau. Sua santa Palavra mostra repetidas vezes que Ele sempre está disposto a estender misericórida para aqueles que verdadeiramente O buscam com o coração contrito e que se arrependem sinceramente de suas iniquidades, de seu orgulho rebelde e de seus caminhos idólatras.

Mas, se eles persistirem no caminho atual — com Rick Warren, Benny Hinn, Peter Wagner, Brian McLaren e todos os demais, com os xamãs, gurus e curandeiros que chamam a si mesmos de líderes cristãos, com seus movimentos de sinais e maravilhas, Palavra da Fé, Evangelho da Transformação Social, com sua religião meditativa, contemplativa, visualizada, psicologizada — então a machadada será dada de forma tremendamente vigorosa e mudará tudo para sempre.

É isto que você quer? Se não for, então acorde e veja o mal que está no seu meio e arrependa-se.

Apêndice A

Excerto de A Trip Into the Supernatural (Uma Viagem ao Sobrenatural), de Roger Morneau (1982)

Este excerto trata da convenção de anjos caídos que foi realizada no início do século 18 para elaborar um plano para escravizar totalmente a humanidade. Os parágrafos seguintes descrevem as três principais estratégias planejadas por Satanás.

"A primeira seria convencer os seres humanos que Satanás e seus anjos realmente não existem."

"A segunda parte procurava obter o controle total sobre as pessoas, introduzindo a hipnose como uma nova e benéfica ciência. "Homens de grande saber", explicou o sacerdote, "sob a direção de espíritos amigáveis, perpetuariam a doutrina da alma imortal, fazendo as pessoas sob seu encantamento hipnótico supostamente regredirem no tempo até vidas passadas. Esses indivíduos descreveriam vividamente eventos históricos sobre os quais nada sabiam quando não estavam em um transe."

"Além disso, para adicionar poder à enganação, em alguns momentos os espíritos faziam a pessoa hipnotizada falar fluentemente uma língua estrangeira que ela anteriormente não conhecia. Isto ajudaria Satanás a descristianizar o mundo ocidental usando a avenida do misticismo. A terceira parte do plano de Satanás destruiria a Bíblia sem na verdade eliminá-la. Satanás tiraria a ideia da existência de Deus da mente de milhões de pessoas por meio da Teoria da Evolução."

O sacerdote afirmou que Satanás tinha selecionado indivíduos de grande intelecto para fazer avançar seu plano. "Ele escolheu um médico austríaco chamado Franz Anton Mesmer para transformar a hipnose de uma brincadeira do ocultismo para uma nova ciência. Mesmer originou uma teoria chamada Magnetismo Animal. Os espíritos o levaram a acreditar que um fluído misterioso penetra o corpo humano e permite que certas pessoas tenham uma poderosa influência sobre as outras."

"Por volta do tempo em que ele morreu, em 1815, a hipnose como uma forma de anestesia tinha começado a adquirir uma aura de respeitabilidade entre muitos médicos europeus. Eles descobriram que a prática médica deles agora parecia mais eficaz do que nunca antes."

Fazendo uma pausa e com um grande sorriso em sua face, o sacerdote acrescentou: "Eles não tinham ideia que estavam na verdade sendo energizados por espíritos amigáveis."

"O plano de Satanás de destruir a Bíblia sem na verdade eliminá-la deve ser a coisa mais inteligente que já ouvi", ele disse sorrindo. Charles Darwin, nascido em 1809, e Thomas Henry Huxley, nascido em 1825, ficaram ambos sob a influência de espíritos cedo em suas vidas, porque receberam tratamento de médicos que usavam a hipnose como forma de anestesia.

"Os espíritos decidiram que quando os dois meninos se tornassem adultos, seriam instrumentos para fazer avançar a religião que conhecemos hoje como Teoria da Evolução. Vinculando a Teoria com a revolução científica que estava ocorrendo em todo o mundo, a maioria das pessoas nunca reconheceria que a Evolução era uma religião - e que ela cruzava todas as fronteiras denominacionais e envolvia até os não-religiosos."

Para meu choque e admiração, o sacerdote então afirmou que "os espíritos consideram qualquer um que ensine a Teoria da Evolução como um ministro daquele grande sistema religioso e o indivíduo recebe uma unção especial do próprio Satanás. Satanás lhe dá grande poder para induzir a cegueira espiritual, para convencer e para converter. Na verdade, ele mantém essas pessoas em tão alta consideração que atribui um séquito especial de anjos para acompanhar cada uma delas durante toda sua vida. Esta é a maior honra que Satanás pode conferir a uma pessoa na presença da galáxia."

O sacerdote explicou que Satanás e seus conselheiros tinham concluído que poderiam usar a Teoria da Evolução para destruir o próprio fundamento da Bíblia. "Eles poderiam utilizá-la contra a semana da Criação, a Queda e o Plano da Redenção." As possibilidades eram tão grandes aqui que os espíritos disseram que o próprio Satanás orientou Charles Darwin na definição dos princípios de seus conceitos científicos."

Com orgulho evidente, o sacerdote em seguida explicou como os espíritos podiam escolher uma pessoa de aparentemente nenhuma importância e elevá-la a cargos de honra e respeito. O nome dela até poderia se tornar imortal. "Um bom exemplo", ele disse, "é Thomas Henry Huxley, que, antes de os os espíritos intervirem, era um simples médico cirurgião na Marinha Britânica. Eles o capacitaram para se tornar famoso como um zoólogo, conferencista e autor. Ele realizou maravilhas, tornando a Teoria de Darwin aceitável para o público, mesmo apresentando a ideia que o homem descende do macaco."

"Como fui anteriormente um padre católico", nosso guia concluiu, "posso dizer que é impossível alguém acreditar na semana bíblica da Criação, na Queda e no Plano de Redenção e, ao mesmo tempo, acreditar na Teoria da Evolução. Esse conjunto de ideias é certamente a maior forma de blasfêmia que existe contra o Criador." (A propósito, devo mencionar que esta sociedade espiritualista nunca se referia a Deus com tal, mas sempre como o Criador. Eles somente falavam de Satanás e de seus anjos como deuses.)



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 1/6/2013
Transferido para a área pública em 15/9/2013
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