A Caminhada no Labirinto: Uma Jornada Para Alcançar o Conhecimento e a Autorrealização?

Forcing Change, Volume 6, Edição 11.

Nota: Este ensaio foi escrito originalmente em 2005, porém não chegou a ser incluído em Forcing Change. Entretanto, como o misticismo na Cristandade só tem aumentado, achei importante publicá-lo agora. Para este fim, reeditei o material para torná-lo mais claro, acrescentei detalhes adicionais e escrevi uma nova introdução para explicar o contexto em que ele foi escrito originalmente.

"Os símbolos são fechaduras para as portas nos muros do espaço e, por meio deles, o homem perscruta a Eternidade... O simbolismo, então, é a linguagem divina, e suas figuras são um alfabeto celestial..." — Manly P. Hall. [1]

"... ritos simbólicos são as expressões externas do desejo interior do homem de se unir com a Divindade." — R. H. Lamerson, F. R. C. [2].

"Embora não possamos saber com certeza para que os labirintos eram usados, eles são claramente um símbolo do caminho cristão, representando a jornada da alma ao longo da vida." — About Labyrinths and Mazes (Sobre os Labirintos). [3]

Alguns anos atrás minha mulher foi convidada a integrar a junta de uma associação cristã na região oeste do Canadá. O cargo seria pela duração de um mandato e a associação precisava de uma mulher de Manitoba para fazer o rodízio da representação. Liane aceitou o convite, que requeria algumas viagens, pois ela teria de trabalhar com um grupo formado principalmente por pastores provenientes das províncias da planície. Ela ficou entusiasmada e até um pouco nervosa com seu papel e com as responsabilidades envolvidas.

O itinerário definitivo para o primeiro encontro chegou um dia antes da viagem. Ao analisar a escala, o entusiasmo se transformou em perplexidade quando ela viu que um período de tempo tinha sido reservado para caminhar pelo labirinto que existia em uma das igrejas participantes daquela associação. Após discutirmos a situação, concordamos em escrever juntos um documento para delinear o histórico e o significado dos labirintos, pois acreditávamos, como ainda acreditamos hoje, que muitos líderes de igrejas não estão cientes do significado deles.

Aquelas próximas 24 horas foram um redemoinho, enquanto pesquisávamos e coletávamos os materiais, escrevíamos alguns parágrafos com nossas observações, tentando preparar alguma coisa para ter em mãos antes da partida dela para a viagem. Quando Liane partiu, ela tinha um rascunho, que ainda precisaria ser revisado durante a viagem. Mais algumas revisões foram feitas, pois trocamos mensagens de correio eletrônico naquela noite. Quando ela entrou na sala de reunião na manhã do dia seguinte, tinha em mãos uma edição "saída do forno", porém sentia nós no estômago, ao considerar qual seria a forma mais apropriada de abordar aquele assunto.

A oportunidade para ela ocorreu quando os membros da junta se assentaram para o jantar. Ironicamente, ela ficou do outro lado da mesa, em frente ao pastor da igreja que oferecia a caminhada no labirinto. Durante o jantar, a discussão voltou-se para o labirinto, que agora tinha sido cancelado devido às limitações no tempo.

"— O Sr. precisa ler este artigo", Liane explicou, retirando o ensaio de sua bolsa.

"— Eu já o li", o pastor disse rispidamente.

Pega de surpresa, Liane respondeu: "— Impossível. Ele foi escrito ontem." — e o ensaio deslizou para o outro lado da mesa.

Com aquela breve troca de palavras, ficou evidente que o pastor tinha sido abordado por alguma outra pessoa que lhe apresentou um artigo diferente, mas com preocupações similares, e ele não o tinha considerado favoravelmente. Liane também observou algo mais: todas as conversas na sala de jantar tinham cessado. Todos os ouvidos e olhos estavam voltados para ela.

Após o jantar, um dos outros pastores solicitou uma cópia e, logo depois, todos os membros da junta saíram com uma cópia em suas mãos. E foi aí que tudo terminou.

Será se alguma coisa mudou? Provavelmente não. O labirinto foi mantido naquela igreja e a junta permaneceu calada sobre o assunto.

Encontrando o Caminho

Quando estava preparando este ensaio, fiquei admirado pela citação na introdução: "Embora não possamos saber com certeza para que os labirintos eram usados, eles são claramente um símbolo do caminho cristão, representando a jornada da alma ao longo da vida." Uma posição interessante, especialmente quando se considera que os autores admitem "não poderem saber com certeza para que os labirintos eram usados".

Vivemos hoje em um tempo em que muitas "coisas novas" estão invadindo a cristandade. Algumas dessas direções alternativas refletem mudanças em estilo e em formato, particularmente na área da música, apresentações teatrais e na estrutura administrativa da igreja. Cada uma dessas áreas de mudança tem o potencial de provocar discussões e debates dentro de qualquer congregação em particular.

Entretanto, à medida que os líderes cristãos tentam criar relevância em uma cultura pós-moderna, é imperativo que o discernimento doutrinário e princípios discricionários entrem em jogo. Isto é especialmente verdadeiro à medida que a sociedade adota uma pletora de práticas, crenças e caminhos espirituais. Infelizmente, nós como cristãos muitas vezes deixamos de compreender corretamente as tendências e, assim, podemos inadvertidamente abrir nossas congregações para escolhas e experiências espirituais muito questionáveis.

Paradoxalmente, enquanto a comunidade cristã fala sobre "guerra espiritual" e em se "revestir de toda a armadura de Deus", muitas dessas mesmas igrejas estão adotando aquilo que afirmam enfrentar. Ao buscar a relevância, temos nos tornado cada vez mais perigosamente "experimentais" em natureza e antigas formas de misticismo estão se tornando peças centrais nas "experiências de fé".

A caminhada e oração no labirinto, que segue um único caminho espiralado até um ponto central, é um caso em vista. Iniciado originalmente por um movimento cristão na Grã-Bretanha, em expressões espirituais alternativas e por uma influente catedral em San Francisco, na Califórnia, denominações em todo o mundo estão agora adotando os labirintos como parte da "jornada espiritual". Mas, são os labirintos uma parte do caminho cristão, conforme sugerido pela terceira citação na introdução deste artigo?

Minha primeira experiência com um labirinto ocorreu anos antes de a ideia entrar na moda nos círculos cristãos. Eu estava realizando um trabalho de pesquisa sobre filosofia ocultista na sede da Sociedade Teosófica na cidade de Wheaton, estado de Illinois e, depois de passar a maior parte do dia analisando a literatura esotérica (a Teosofia é uma mistura de tradições místicas, antigas religiões de mistérios e filosofias orientais), saí para fazer uma caminhada na área exterior e respirar um pouco de ar fresco. Alí, na parte de trás da propriedade, havia um labirinto que tinha sido construído como um local para liberação e expressão espiritual.

Não fiquei surpreso pelo fato de um labirinto ter sido colocado na sede de uma organização ocultista. Fazia pleno sentido.

Compreenda o seguinte: os cristãos que estão procurando formas de trazer nova relevância para a igreja não "redescobriram" o labirinto como uma ferramenta de "construção da fé". Ele é um antigo instrumento espiritual e, como veremos, é parte do mundo esotérico há muito tempo. É por isto que hoje, caminhadas no labirinto e "jornadas de oração" estão sendo promovidas por grupos rosa-cruzes, [4] em festivais e celebrações de Nova Era em todo o mundo neopagão. Sem qualquer surpresa, uma das maiores assembleias neopagãs dos EUA, o Encontro do Espírito Pagão, em Wisteria, Ohio, teve um ritual noturno do Labirinto no Solstício do Verão, que foi descrito como uma "meditação e caminhada transformadora por um labirinto formado por 1.000 velas acesas durante toda a noite. [6].

Embarcando na Jornada

Ao contrário do que diz a afirmação "não podemos saber com certeza para que os labirintos eram usados", há uma riqueza de literatura que demonstra algo diferente. Parte desse material é fácil de obter e outros itens são mais difíceis. — com alguns que devem provavelmente ser mantidos em prateleiras empoeiradas. Neste ensaio, iremos abordar os usos e propósitos do labirinto como um conduíte para o místico. Mas, antes de nos aventurarmos neste caminho, é importante que façamos uma viagem aos recessos da história mitológica antiga.

O ponto focal histórico principal para a literatura sobre o labirinto pode ser rastreado até os contos cretenses e gregos da rainha Pasífae, seu desejo sexual induzido e perverso por um determinado touro sacrificial, um abominável ato de bestialidade e o nascimento resultante de um filho híbrido e estranho — o pavoroso Minotauro, que vivia em um labirinto construído para servir de jaula para ele. [7].

A cada ano, o rei Minos, marido de Pasífae, exigia que sete meninos e sete meninas fossem fornecidos como tributo sacrificial para serem devorados pelo Minotauro. Em certo ano, um herói chamado Teseu, acompanhou as crianças. Pegando um novelo de barbante, ele desenrolou o fio ao passar pelo labirinto, marcando assim o caminho para poder sair. Uma vez dentro do labirinto, Teseu seguiu o labirinto até seu centro, onde então enfrentou o Minotauro e matou a criatura.

O labirinto que continha esse Minotauro era visto de dois modos: 1) Como um percurso formado por sete círculos. 2) Como um labirinto complexo que continha salões e câmaras.

Independente de como a imagem seja concebida, os filósofos esotéricos há muito tempo compreenderam que o labirinto do Minotauro corresponde diretamente ao caminho no labirinto orientado para a espiritualidade antiga e moderna: a longa jornada da alma com seus muitos desvios e voltas, a chegada final ao ponto central (a convergência), a luta contra o monstro interior — e a vitória final sobre as forças das trevas e da ignorância (o que somente pode acontecer quando o indivíduo é iluminado no centro), e a jornada repetida de volta à integridade e à luz do dia.

Lembre-se que este mito grego/cretense estava imerso no contexto religioso pagão daquele tempo. A interpretação esotérica nunca foi perdida.

Outros exemplos antigos do labirinto são encontrados em muitas culturas diferentes. O livro The Unending Mystery: A Journey Through Labyrinths and Mazes, de David McCullough toca neste fato, observando que a imagem do labirinto pode ser encontrada nas paredes dos túmulos antigos e na face das rochas — desde o sudeste dos EUA até a Espanha, Irlanda e o Norte da África. [8].

Manly P. Hall, um historiador da Maçonaria e erudito ocultista, aponta para o deus greco-egípcio Serapis (e cita o egiptólogo E. A. Budge), declarando que "os labirintos também eram um aspecto surpreendente conectado com o Rito de Serapis..."

"No labirinto habita o homem-animal inferior com a cabeça de touro, que procura destruir a alma presa no labirinto da ignorância mundana. Nesta relação, Serapis torna-se o Tentador, ou Adversário, que testa as almas daqueles que estão buscando a união com os Imortais." [9].

Seguindo o Caminho

Ao seguir o caminho do conhecimento com relação aos usos espirituais do labirinto, o indivíduo não tem de ir ao Encontro do Espírito Pagão, ou mergulhar profundamente na literatura ocultista — embora iremos examinar escritos esotéricos de modo a compreender o contexto ocultista. Felizmente, existe uma abundância de informações em obras de referência que podem ser acessadas com facilidade. Considere, por exemplo, o The Penguin Dictionary of Symbols.

Ao discutir o labirinto como um instrumento religioso, esse dicionário associa o labirinto com a mandala budista — um auxílio na jornada espiritual iniciatória. Considere as várias outras interpretações metafísicas do labirinto: [Nota: os comentários entre colchetes indicam uma explicação fornecida por mim mesmo.]

"Na tradição cabalística [a Cabala é uma série de textos que formam a escola de misticismo judaico] usada pelos alquimistas, os labirintos preenchiam uma função mágica que era um dos segredos atribuídos a Salomão. É por isto que os labirintos em catedrais, 'aquelas séries de círculos concêntricos quebrados em certos pontos na circunferência para fornecer uma passagem estranha e confusa', vieram a ser chamados de 'Labirintos de Salomão'. Os alquimistas os viam como uma imagem 'da tarefa inteira envolvida na Obra, com suas maiores dificuldades; a imagem do caminho que eles precisam seguir para chegar ao centro, a arena para as duas naturezas em guerra...'. Essa explicação corria em paralelo com aquela fornecida por um dos ensinos do misticismo ascético — focando em si mesmo, junto com milhares de caminhos de sentimentos, emoções e ideias; superando tudo que está no caminho da intuição não-corrompida, e depois retornando para a luz sem se perder nos atalhos. Entrar e sair do labirinto pode ser o símbolo da morte e ressurreição."

"O labirinto também leva o indivíduo para o centro de si mesmo, 'para algum santuário oculto, interior, ocupado pela porção mais misteriosa' da personalidade humana. Isto conjura a mens, o templo do Espírito Santo na alma em um estado de graça; ou novamente, as profundezas do inconsciente. Ambos podem somente ser alcançados pela consciência após fazer muitos desvios e contornos, ou por concentração intensa, quando a intuição final é obtida e tudo se torna claro por meio de algum tipo de iluminação. Aqui, nesta cripta, a unidade perdida do ser, dispersa em uma multiplicidade de desejos, é redescoberta."

"Alcançar o centro do labirinto, como um estágio no processo da iniciação, é ser feito membro da loja invisível [Este é o elevado chamado das Religiões de Mistério] que os criadores do labirinto sempre envolveram em mistério ou, melhor ainda, sempre foram deixados para serem preenchidos pela própria intuição do buscador..." [10].

O Dictionary of Symbols, de Jack Tresidder explica:

"... muitos labirintos têm uma única rota, não tendo armadilhas, mas levando sinuosamente ao longo de um único caminho. Esses eram usados frequentemente nos templos mais antigos como rotas de iniciação, ou mais amplamente para danças religiosas que imitavam os caminhos entrelaçados do sol ou dos planetas. Eles reapareceram em padrões no piso das igrejas cristãs medievais, como 'estradas para Jerusalém' — caminhos que simbolizam a peregrinação." [11].

Outros livros de referência sobre símbolos — e um labirinto é tanto uma ferramenta espiritual quanto um símbolo religioso — dão definições similares. Por exemplo, veja The Herder Dictionary of Symbols. Embora os significados sejam variados, eles pulsam com um tema similar, mesmo quando associados com as catedrais católicas mais antigas. E este tema é repetido e testado pelos filósofos esotéricos e aderentes da Nova Era; é o caminho do misticismo, esoterismo e ocultismo.

Labirintos versus Labirintos

Existe uma diferença entre um labirinto, compreendido como uma série de caminhos complexos, e um labirinto usado em uma iniciação ocultista?

Sim. Basicamente, o labirinto é um quebra-cabeças com múltiplas escolhas e tem o propósito de desafiar a capacidade de uma pessoa de solucionar um problema. Ele é criado de forma a exigir que o participante pense em como solucionar um dilema. Em seu uso moderno, os labirintos têm o propósito de servir como entretenimento e desafio e não têm valor espiritual.

Por outro lado, um labirinto pode funcionar de forma diferente. Seu significado, como mostrado neste ensaio, é despertar uma experiência espiritual destinada a trazer a iluminação. Ele não requer o processo de solucionar um enigma, pois há somente um caminho para entrar e para sair.

O ponto do encontro do labirinto é espiritual, enquanto que o labirinto como um enigma tem o propósito de desafiar a inteligência de uma pessoa.

Chegando ao Centro

Se o labirinto é um caminho que leva até um ponto específico, o que o caminhante espera encontrar ao chegar lá?

Na jornada mística para a realização espiritual, o olho no meio do labirinto torna-se um local de iluminação divina. Kimberly Lowelle, presidente da Sociedade do Labirinto — uma rede de eruditos e entusiastas do labirinto — reconhece esta função básica:

"O labirinto é um arquétipo da transformação. Sua natureza transcendente não conhece fronteiras, cruzando o tempo e as culturas com facilidade. O labirinto serve como uma ponte do mundano para o divino..." [12]

A página na Internet do Labirinto Breemie, da Grã-Bretanha, apresenta uma explicação quase que idêntica:

"O labirinto é uma ferramenta espiritual arquétipica, encontrada em muitas épocas e culturas. Enquanto o labirinto como um enigma é um quebra-cabeças racional, que lida com o lado esquerdo do cérebro, o labirinto como um caminho também envolve o lado direito do cérebro, e nos ajuda a acessar nossa intuição, fornecendo um portal para o Divino." [13].

Kathy Doore, uma autora que escreve sobre espaços sagrados, descreve livremente as implicações espirituais do labirinto:

"Os labirintos são templos que expandem e equilibram e trazem um senso do sagrado — um lugar onde podemos confirmar nossa unidade com o cosmos, despertar nossa força vital e elevar nossa consciência. Essas estruturas são templos espaço/tempo onde podemos contemplar realidades que estranhamente transcendem o espaço e o tempo. A orientação, forma e geometria de um labirinto têm importância simbólica, bem como espacial. Ele é um espelho para o divino..."

"... Mover-se por um Labirinto muda os modos ordinários de percepção que conectam o interior e o exterior, o lado direito e o lado esquerdo do cérebro, o não-evolucionário e o evolucionário por meio de uma série de caminhos que representam os reinos dos Deuses e Deusas. Esses reinos estão associados com o movimento planetário como um processo que induz a União com a Unidade." [11].

A iluminação divina é um objetivo final da filosofia esotérica.

Manly P. Hall, um dos principais filósofos esotéricos do século 20, nos diz que o labirinto era simbólico da procura do homem pela verdade. [15]. Tudo isto aponta para a mesma coisa: a realização mística da nossa própria divindade.

Como Hall declara em um de seus primeiros livros, "O homem é um deus em formação e, como nos mitos místicos do Egito, na roda do oleiro ele está sendo moldado. Quando sua luz brilha para iluminar e preservar todas as coisas, ele recebe a coroa tríplice da divindade..." [17].

A autoridade rosa-cruz Christian Bernard explica esse objetivo místico como a construção e revelação do Templo interior:

"O Templo do Universo, o Templo da Terra e o Templo da Vida são somente um no Templo do Homem. É por isto que chegou a hora de trabalhar pela reconstrução, pois a Luz Messiânica precisa emanar da Jerusalém Celestial que vibra dentro de nós." [18].

Delineando tudo isto claramente, Annie Besant — umas das primeiras líderes da Sociedade Teosófica — escreveu: "O homem não deve ser forçado a nada; ele deve ser livre. Ele não é um escravo, mas um Deus em formação." [19].

Diferentes Caminhos, Mesmos Significados

Parte da simbologia do labirinto é a iniciação, o processo místico da transformação interior. O Dictionary of Freemasonry (Dicionário da Maçonaria), de Robert Macoy, como grande parte da literatura esotérica, conecta o significado do labirinto com esse conceito. Ao definir o labirinto, Macoy escreveu: "Nos antigos mistérios, as passagens por meio das quais o iniciado fazia sua peregrinação mística." [20].

Como declarado acima, a iniciação é o processo da transformação interior. Para este fim, as sociedades esotéricas empregam a iniciação como um componente vital para o progresso espiritual. De fato, a iniciação é o caminho — a jornada — para a plenitude mística. Esta é a metáfora ocultista do labirinto, uma entre muitas outras similares. Considere os quatro exemplos seguintes, que têm elementos da circulação em voltas — dar voltas ritualísticas em torno de um espaço ou de um objeto sagrado. Tenha em mente que cada um está repleto com conexões históricas e religiosas com as Religiões de Mistério, das quais o labirinto é um componente. [21].

Maçonaria: Quando o candidato a maçom passa por sua iniciação, ele é levado por um caminho invisível de estação a estação dentro da loja maçônica. Cada ponto nessa jornada recebe uma explicação exotérica, mas os significados reais estão encobertos pela capa da alegoria e do simbolismo. Após completar a jornada em pontos ao redor no interior da loja, ele é levado até o centro do salão, onde se ajoelha diante de um altar. O Mestre Venerável pergunta ao candidato o que ele mais deseja, e o iniciado responde dizendo: "Luz". [22]. Compreenda o seguinte: a luz solicitada não é a luz de uma lâmpada incandescente, ou de alguma outra fonte de luz física, mas a iluminação espiritual. [23].

Thomas B. Ball, escrevendo para o The Scottist Rite Journal of Freemasonry (Revista da Maçonaria do Rito Escocês), conecta a circulação em voltas com as tradições do labirinto. Ao descrever os labirintos das grandes catedrais europeias com as tradições do labirinto, ele diz: "Os labirintos não são ornamentos triviais, e o mestre maçom frequentemente colocava a placa com seu nome no centro. Claramente, ele era um símbolo importante e repleto de significado. [24].

Em uma palestra dada em 2012 pelo Vice-Grande Mestre do Distrito de Príncipe Eduardo, a Grande Loja do Canadá, em Ontário, vemos essa mesma similariedade simbólica emergir:

"Como todos os ritos de passagem e cerimônias de iniciação, caminhar no labirinto é estruturado como uma peregrinação com três partes. Primeiro vem a jornada para o interior, em direção ao espaço sagrado onde a transformação ocorre. Em seguida, passa-se um tempo no centro, onde a nova vida tem início. Finalmente, há a jornada para fora, o retorno da pessoa transformada para o mundo, frequentemente com uma nova identidade."

"Como nossos rituais na Maçonaria, caminhar no labirinto é uma jornada simbólica. É uma metáfora para a vida."

"No labirinto há somente um caminho. A única decisão que você faz é iniciar ou não. O caminho tem muitos desvios e voltas, mas ele contínua e seguramente o leva até o centro."

"... A maioria dos labirintos faz você caminhar em uma direção geral horária, exatamente como fazemos em nossas perambulações. O caminho encaracolado do labirinto é muito parecido com a jornada da Maçonaria."

"Você pode confiar que o caminho o levará para o centro eventualmente, independente de onde você esteja no momento. Assim, o labirinto é um símbolo poderoso da unidade do nosso caminho da vida e do centro que aguarda sempre que você estiver no caminho."

"Alternativamente, podemos dizer que o labirinto é um símbolo de Deus, que é tanto o centro que buscamos e o caminho que nos leva até lá." [25].

"Finalmente, no Guia do Candidato: Aprendiz, lemos o seguinte: 'A circulação em voltas é uma prática antiga que segue a mesma ideia que o labirinto de Creta. Ela equipara o caminho da iniciação com o da jornada física...'" [26].

Ordem da Alvorada Dourada: Os ritos de iniciação, como a Cerimônia do Grau de Filósofo, fazem o candidado embarcar em uma jornada espiritual, seguindo um caminho invisível, porém tangível, no interior do salão da loja. Essa jornada, como a da Maçonaria, tem o objetivo de elevar o nível de iluminação transformativa do candidato. [27].

Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz: No ritual do templo da AMORC, Segundo Portal, o estudante participa de uma jornada alegórica em busca da luz e do conhecimento. Durante o ritual, o estudante segue um caminho para cada ponto no compasso e retorna até um triângulo central. Novamente, como nas duas outras ilustrações acima, esse ato é parte da jornada mística em direção à "luz" e à unidade cósmica. [28].

Ordem da Estrela do Oriente: Como um organismo ligado à Maçonaria, a Ordem envolve uma série de iniciações ritualísticas. Ao contrário da Maçonaria, o trabalho do ritual da Ordem da Estrela do Oriente é realizado sobre um pentagrama gigante (frequentemente um tapete no chão). Esse pentagrama, com um altar colocado em seu centro, é chamado de Labirinto. Cada um dos vários ritos de iniciação — jornadas no caminho para uma maior compreensão — ocorre dentro e em volta desse Labirinto. [29]. Beulah Malone, Grande Madrinha Aprovada e Secretária da Ordem, explica:

"As voltas para dentro e para fora do labirinto simbolizam a alma humana tropeçando e lutando ao longo da vida; aprendendo com os erros e experiências que o caminho que leva à vida suprema e até Deus não é fácil, mas é um caminho que testa a energia e força do indivíduo."

"Seguindo os exemplos simbolizados nas vidas das heroínas da nossa Ordem, podemos chegar à luz plena da Estrela Dele e à sabedoria e compreensão. O grande ímã da nossa Estrela, à medida que ela brilha no mundo, é a missão de trazer a Unidade, a Verdade da Paternidade de Deus e da Irmandade dos Homens." [30].

Aqui está o significado espiritual central da caminhada no labirinto que se tornou uma tendência e entrou na moda hoje: ela é a jornada simbólica da iluminação, completamente espiritual em natureza e dependente das nossas obras — a "jornada", ou "o teste da energia e força do indivíduo".

O caminho para o centro do labirinto é como o caminho invisível, porém tangível, que leva até o altar esotérico; é uma iniciação ao místico.

O Caminho da Conclusão: Retornando do Centro

Centenas de cristãos já participaram nas caminhadas de oração no labirinto e muitas igrejas na América do Norte e na Europa estão adotando esse instrumento como um modo de expandir suas experiências espirituais. A reverenda Jill Geoffrion, uma "facilitadora certificada em labirinto" e autora de livros como Christian Prayer and Labyrinths (A Oração Cristã e os Labirintos) e Praying the Labyrinth (Orando no Labirinto), escreve:

"Estamos atualmente em um período de reavivamento histórico do labirinto. Igrejas, centros de retiro e acampamentos cristãos estão colocando esses instrumentos de oração dentro e fora dos edifícios das igrejas. Cristãos de todo o mundo estão instalando labirintos nos quintais e jardins de suas casas. Muitos estão usando os labirintos como uma ferramenta no ministério, colocando versões portáteis em presídios, nas conferências denominacionais nacionais e nos encontros de grupos da igreja. A estimativa conservadora é que existem mais de 5.000 labirintos somente nos EUA. Deus está abençoando o uso do labirinto; muitos estão se aproximando de Jesus, experimentando cura e ganhando clareza espiritual ao orarem no caminho do labirinto." [31].

Preciso admitir que este pronunciamento dela me deixou chocado. Mas, essa declaração em particular não pinta o quadro inteiro. Em sua página na Internet sobre a oração no labirinto, a reverenda Geoffrion oferece sugestões de orações para diferentes eventos no labirinto. Na dedicação de um novo labirinto, ela sugere que os presentes formem um círculo sobre o padrão e estendam "a energia que está em nossas cabeças e mentes por meio das mãos em direção ao labirinto." Seguindo esse exercício há um tempo de meditação quando cada pessoa fisicamente impõe suas mãos sobre o labirinto e traz à mente "a imagem de uma pessoa querida caminhando por este labirinto e recebendo aquilo que necessita". Após mais algumas "visualizações", ela recomenda a seguinte oração responsiva:

"Comunidade: Dedicamos este labirinto para o despertamento e redespertamento espiritual."

"Alguém: Com os corações estendidos em muitas direções, oremos... Sagrado Sustentador, Caminho para a unidade, Criador das possibilidades, Suportador da transformação, Libertador e perdoador, Liberdade, Honestidade, Sabedoria, Esperança, Alegria... agradecemos-te por esta bela ferramenta espiritual sobre a qual estamos posicionados neste momento..." [32].

Geoffrion sugere outras meditações para o labirinto, incluindo orações da "Tradição Cristã", "Tradição Egípcia", "Tradição Hindu", e da "Tradição Sufista". [33]. Para os cristãos que seguem a mensagem exclusiva de Jesus Cristo em João 14:6: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim", uma séria diferença é encontrada agora. É o dilema que existe entre aquilo que Geoffrion descreveu na primeira citação versus o pluralismo religioso que o labirinto parece propagar.

Devido ao significado esotérico e histórico do labirinto, esse pluralismo espiritual é inescapável. Entretanto, essa inclusividade religiosa que cada vez se amplia mais — que é a expressão da ideia esotérica da Paternidade de Deus — não deve vir como uma surpresa. Afinal, na experiência do labirinto todo caminho é relevante, toda estrada é correta e toda religião é válida.

É claro que Geoffrion é apenas uma porta-voz que representa o movimento do labirinto cristão. Entretanto, a Catedral Episcopal da Graça, em San Francisco, exerce um poder de influência muito maior. O papel da Catedral da Graça vem desde 1991, quando uma delegação da igreja visitou a famosa catedral medieval francesa de Nossa Senhora de Chartres, localizada a 80 km ao sudoeste de Paris. Removendo os bancos do piso da catedral, eles revelaram o agora famoso Labirinto de Chartres, e começaram a caminhar dentro dele. Descrevendo este evento, David McCulough escreveu:

"Remover as cadeiras e bancos tornou-se o ponto de virada dramático, a travessia do Rubicão, a afixação das teses na porta da igreja de Wittenberg. Para os poucos que conheciam o assunto, o obscuro labirinto de Chartres era também totalmente simbólico. Por indiferença gaulesa ao que estava ali, ou por um medo conservador daquele sistema de adoração, os oficiais da catedral mantiveram o labirinto escondido pelas cadeiras, exceto durante algumas horas no solstício de verão." [34].

Essa viagem para a França foi o ponto de virada para a Catedral da Graça, que logo em seguida inaugurou dois labirintos e fez nascer um movimento. Assim, a Catedral da Graça foi a parteira de uma tendência que agora envolve centenas de congregações, com a vasta maioria ignorante de como a ideia entrou na vida eclesiástica na América do Norte, ou o significado e propósito que estão por trás da experiência. Além disso, a Catedral da Graça, que copiou meticulosamente a imagem da Catedral de Chartres (mostrada abaixo), tem uma rede global dedicada a promover o encontro com o labirinto.

Considere a página da Catedral da Graça na Internet, intitulada Walking the Labyrinth: Reflections from Chartres (Caminhando no Labirinto:

"Reflexões de Chartres): Uma ferramenta de meditação profunda, uma metáfora para a jornada espiritual, um ícone cristão feminista, um símbolo de Maria ou até de todo o Cristianismo, talvez até uma peça central reverenciada como sagrada por um movimento — o labirinto é, quase todos podem concordar, uma poderosa inspiração." [35].

Aqui, a Catedral da Graça está sendo franca sobre os profundos significados do labirinto. O artigo frontal na página da catedral sobre o labirinto diz:

"O labirinto é um arquétipo, uma impressão digital divina, encontrada em todas as tradições religiosas em várias formas, em todo o mundo. Caminhando sobre uma réplica do labirinto de Chartres, criado sobre o piso da Catedral de Chartres, na França, por volta de 1220, estamos redescobrindo uma tradição mística que tinha sido esquecida há muito tempo, mas que está insistindo em renascer." [36].

A Catedral da Graça salienta que o labirinto é uma tradição esotérica compartilhada:

"Na cultura dos índios americanos ela é chamada de Roda da Medicina e Homem no Labirinto. Os celtas a descreveram como o Círculo Sem Fim. Ela é também chamada de Cabala no judaísmo místico. Um aspecto que todos compartilham é que eles têm um caminho que dá voltas de um modo circular até o centro." [37].

A Catedral da Graça também explica que o exercício do labirinto deve ser visto em três partes:

Como uma instituição, a Catedral da Graça não é uma igreja qualquer. Não somente ela tem sido extremamente influente em propagar a oração e caminhada no labirinto, mas também tem promovido o trabalho interfé global.

Nos anos 1990s, William Swing era o bispo local. Durante o Quinquagésimo Aniversário de Fundação da ONU, em 1995, Swing proclamou que a Catedral da Graça trabalharia pela construção de uma rede interfé global. Após um intenso esforço realizado em muitas viagens e ações de lóbi, Swing conseguiu formar a Iniciativa das Religiões Unidas — uma das principais parcerias interreligiosas internacionais afiliadas com as Nações Unidas. Hoje, a Iniciativa das Religiões Unidas exerce um papel ativo em promover a unidade religiosa global.

Por que isto é importante? Você se lembra de todas as conexões entre as várias filosofias esotéricas e o conceito do labirinto? Há um paralelo entre os dois temas — a Unidade. Como uma interface espiritual e como a Catedral da Graça nos faz lembrar, o labirinto místico pertence à "todas as tradições religiosas".

Você se lembra do labirinto da Ordem da Estrela do Oriente? Unidade, a Paternidade de Deus e a Irmandade dos Homens foi o magnetismo proclamado pela Estrela. Da mesma forma, essa tríplice ideologia é o orgulho da Maçonaria, uma importante afirmação que o candidato a maçom precisa compreender por meio dos caminhos da iniciação.

Manly P. Hall, falando sobre o ideal interfé da Paternidade de Deus e da Irmandade dos Homens, escreveu o seguinte:

"O verdadeiro maçom não está limitado por um credo. Ele compreende com a divina iluminação de sua loja que, como maçom, sua religião precisa ser universal: Cristo, Buda ou Maomé, o nome pouco significa, pois ele reconhece somente a luz e não o portador da luz. Ele adora em todo santuário, ajoelha-se diante de todo altar, seja em templo, mesquita ou catedral, compreendendo com seu verdadeiro entendimento a unidade de toda verdade espiritual." [39].

Este é o ponto inicial do conceito ocultista do "divino". Ele nos diz que todo caminho na jornada é singular, porém cada um é verdadeiro. Para o místico se mover para frente e para cima, para retornar do centro do labirinto, ele precisa aceitar sua divindade interior. Como Hall diz: "... o caminho da salvação sempre esteve escondido dentro de nós." [40].

Kate McManus, uma mestra em Reiki, em seu artigo Walking the Fire Labyrinth (Caminhando no Labirinto de Fogo), fala da jornada espiritual de sua amiga.

"Este ano uma amiga mencionou um evento que será realizado uma semana após nosso festival mágico do inverno. Ela o descreveu como um ritual do labirinto de fogo em que um labirinto de pedras será aceso à noite para ser percorrido com intenção consciente e, assim, marcar o fim do ano e o início de um novo, deixar cair o antigo, e o nascimento da criança divina." [41]

Anos atrás, Paul Clasper definiu esta inclusividade religiosa em um pacote completo:

"A nova combinação de fés causará uma nova interpenetração de ideias e costumes. Com o encontro, algumas remoções de encrostações fora de moda deverão ocorrer. O novo intercurso frutificará em fés mais inclusivas e universais, talvez até uma nova fé mundial como base para a vindoura civilização global." [42].

O Que Foi Que Aprendemos?

Em uma citação anterior da reverenda Jill Geoffrion, ela proclamou que "Deus está abençoando o uso do labirinto; muitos estão sendo levados para perto de Jesus, experimentando cura e obtendo clareza espiritual ao orarem no caminho do labirinto."

À primeira vista, isto parece bom. Mas, será se Deus está realmente abençoando esta "coisa nova?" Além disso, Deus pode abençoar algo que tem sua origem nas doutrinas esotéricas e nas mitologias pagãs antigas? Além do significado pagão histórico, existe o fato que o labirinto nunca perdeu seu significado ocultista. Como mencionado anteriormente, os labirintos ainda estão sendo usados, e continuarão a ser usados, como instrumentos da espiritualidade pagã.

Se Deus vai abençoar as jornadas de oração no labirinto, como Ele lidará com passagens bíblicas como Deuteronômio 12:1-14, 18:9-13 e Êxodo 34:10-17? Em cada uma dessas Escrituras, Deus diz explicitamente para Seu povo evitar tudo aquilo que for usado nas práticas pagãs. Além disso, todo o livro do profeta Jeremias é uma advertência contra o envolvimento em práticas religiosas alternativas.

Se Deus abençoar as jornadas de oração no labirinto, como irá desconsiderar o aspecto interfé que é comum em todo o movimento? João 14:6 diz claramente que Jesus Cristo é o único caminho até o Pai. Não existe outro caminho. Todavia, a maioria dos cristãos que praticam a caminhada no labirinto afirma que ele está completamente focado em Jesus Cristo. Isto pode ser verdade, mas não justifica o fato que o labirinto é, por sua natureza teológica, um instrumento interreligioso e profundamente místico. Se Deus abençoar a experiência do labirinto, como irá lidar com 2 Coríntios 6:14-16, que diz:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo."

Para ver mais algumas gravuras: http://www.labyrinthos.net/photo_library14.html

Leia também:

O Satanismo e o Paganismo Antigo Estão Sendo Adotados nas Igrejas Liberais e Apóstatas.

"Os Pais Fundadores dos EUA Planejaram Washington Como a Capital Ocultista do Mundo — Parte 2 de 2." — disponível na área restrita aos assinantes.

Notas Finais:

1. Manly P. Hall, Lectures on Ancient Philosophy (Philosophical Research Society, 1984), pág. 357. Hall foi um dos maiores e mais celebrados filósofos do século 20, fundador da Sociedade de Pesquisa Filosófica (http://www.PRS.org), um maçom eminente e um conferencista respeitado sobre doutrinas ocultistas e religiões de mistérios.

2. Roberta H. Lamerson, F. R. C. "Initiation", Rosicrucian Digest, novembro, 1984, pág. 21.

3. Kevin & Ana Draper, Steve Collins and Jonny Baker, "About Labyrinths and Mazes", Prayer Path Online Labyrinth http://web.ukonline.co.uk/paradigm/discoverframe.html (acessado em 2005). A página promove os labirintos como uma experiência cristã alternativa.

4. A Loja de Toronto da Ordem Rosa-Cruz AMORC está agora oferecendo uma jornada no labirinto no primeiro domingo a cada dois meses. Local: Centro Cultural Regional Rosa-Cruz, em Toronto, ON.

5. Veja um exemplo no ritual do labirinto no Encontro do Espírito Pagão, de 2005, em http://www.circlesanctuary.org/psg/rituals. Veja também outro exemplo no Festival Breemie Labyrinth Mid-Summer em http://www.sacredway.co.uk/Breemie%20main/mhaydenlabs.htm. (página visitada em 2005).

6. Veja o primeiro vínculo na nota de rodapé 5.

7. Joseph Campbell, Occidental Mythology: The Masks of God (Arkana, 1964/1991), pág. 20. Veja também The Dictionary of World Myth (Facts on File, 1995), pág. 135.

8. David Willis McCullough, The Unending Mystery: A Journey Through Labyrinths and Mazes (Pantheon Books, 2004), pág. 10.

9. Manly P. Hall, The Secret Teachings of All Ages (Tarcher/Penguin, 2003 – Readers Edition), págs. 62-63.

10. Jean Chevalier and Alain Gheerbrant, The Penguin Dictionary of Symbols (Penguin Books, 1969/1996), págs. 643-644.

11. Jack Tresidder, Dictionary of Symbols (Chronicle Books, 1997), págs. 117-118.

12. The Labyrinth Society, http://www.labyrinthsociety.org (página visitada em 2005).

13. Veja a nota de rodapé 5.

14. Kathy Doore, Myth and History of Labyrinths, http://www.labyrinthina.com/path.htm (página visitada em 2005).

15. Manly P. Hall, The Secret Teachings of All Ages (Philosophic Research Society, 1989), XXVII.

16. C. W. Leadbeater, Ancient Mystic Rites (Quest Books, 1986), pág. 51.

17. Manly P. Hall, The Lost Keys of Freemasonry (As Chaves Perdidas da Maçonaria), pág. 92.

18. Christian Bernard, So Mote It Be! (AMORC, 1995), págs. 87-88.

19. Annie Besant, Esoteric Christianity (Quest Books, 1901/1966), pág. 220.

20. Robert Macoy, A Dictionary of Freemasonry (Gramercy), pág. 215.

21. Historiadores e filósofos ocultistas que afirmam esse vínculo entre as religiões de mistério e as sociedades esotéricas atuais incluem Manly P. Hall, Foster Bailey, Albert Pike, C. W. Leadbeater, Israel Regardie, Papus, A. E. Waite, Eliphas Levi, J. D. Buck, Albert Mackey, H. P. Blavatsky, Henry C. Clausen, George H. Steinmetz, Joseph Fort Newton e muitos outros.

22. Veja Look to the East: A Ritual of the First Three Degrees of Masonry. Veja também Masonic Ritual and Monitor, de Duncan e Morals and Dogma, de Albert Pike.

23. Veja Albert Pike, Morals and Dogma, pág. 252 e Foster Bailey, The Spirit of Masonry, pág. 108.

24. Thomas B. Ball, "Meandering with a Mazy Motion: The Rite of Circumambulation", The Scottish Rite Journal of Freemasonry, Southern Jurisdiction, USA, março-abril de 2004.

25. "Walking the Labyrinth", apresentado por R. W. Bro. Leonard Bedford to Trent Lodge No. 39.

26. Candidate Guide: Entered Apprentice, Masons of California, Rev 5/08, pág. 10.

27. Veja Israel Regardie, The Golden Dawn e What You Should Know About the Golden Dawn.

28. Rosicrucian Initiation, Temple Section, Second Portal, AMORC.

29. Veja Beulah H. Malone, Let There Be Light; Robert Macoy, Adoptive Rite Ritual; Ritual of the Order of the Eastern Star, publicado pela autoridade do Grande Capítulo Geral da Ordem da Estrela do Oriente.

30. Beulah H. Malone, Let There Be Light, pág. 97.

31. Jill Kimberly Hartwell Geoffrion, Christian Uses of Labyrinths, http://jillkhg.com/christuses.html (página visitada em 2005).

32. Geoffrion, Dedication of Deep Haven Labyrinth, http://jillkhg.com/labreded.html (página visitada em 2005).

33. Geoffrion, Prayers & Varying Tradition to use at a Labyrinth, http://jillkhg.com/prayers4labusedifreltrad.html (página visitada em 2005). Dou a Geoffrion o crédito pelo sarcasmo; ela inclui uma breve oração para a Tradição Secular Americana — "Qualquer coisa!".

34. The Unending Mystery, pág. 165.

35. Grace Cathedral, Walking the Labyrinth, http://www.gracecathedral.org/enrichment/forum/for_19981122.shtml (página visitada em 2005).

36. Página do labirinto na Catedral da Graça, http://www.gracecathedral.org/labyrinth (página visitada em 2005).

37. Idem.

38. Idem.

39. Manly P. Hall, The Lost Keys of Freemasonry (As Chaves Perdidas da Maçonaria), pág. 65.

40. Manly P. Hall, The Mystical Christ (Philosophical Research Society, 1951), pág. 248.

41. Kate McManus, Walking the Fire Labyrinth, About, http://healing.about.com/od/labyrinthspiritual/a/firelabyrinth.htm (página visitada em 2005).

42. Paul Clasper, Eastern Paths and the Christian Way (Orbis Books, 1980), pág. 108.



Fonte: Forcing Change, Edição 11, Volume 6.
Data da publicação: 6/12/2012
Transferido para a área pública em 15/1/2015
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/fc-11-2012.asp