Proteger o Sistema Imunológico da Nação: Uma Argumentação Conservadora Contra o Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo

Autor: Frank Turek.

Cresci em uma pequena cidade de trabalhadores de colarinho azul no litoral do estado de Nova Jersey. As famílias que moravam ali raramente se mudavam do lugar e os vizinhos se conheciam bem uns aos outros. O melhor amigo que tive na infância, que era meu vizinho, tinha um irmão mais velho que eventualmente se envolveu em homossexualidade. Aquele irmão mais velho do meu amigo foi morar na cidade de Nova York e imergiu tão profundamente no estilo de vida homossexual que aquilo lhe custou a vida. Nós o enterramos onze anos atrás — ele morreu de AIDS/SIDA, aos 36 anos.

Na verdade, não foi a AIDS que o matou. Como você deve saber, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida na verdade não mata ninguém. A AIDS destrói o sistema imunológico, o que torna o indivíduo infectado susceptível a outras doenças. A pneumonia e outras enfermidades foram as causas reais da morte. No fim, ele se tornou praticamente irreconhecível. Em seu leito de morte, a mente dele ficou tão afetada pela demência que ele amaldiçoou a própria mãe.

Os pais dele eram pessoas amorosas e maravilhosas e fizeram tudo o que podiam para amar seu filho. Mas, em retrospecto, ele tomaram uma decisão bem-intencionada que se revelou mais tarde ter sido um trágico engano. Em seu nobre esforço de amar seu filho sob circunstâncias muito difíceis, eles deixaram de distinguir entre seu filho e o comportamento em que ele estava envolvido. Eles corretamente aceitaram seu filho como uma pessoa merecedora de amor, mas deixaram de se opor ao comportamento homossexual destrutivo em que ele se envolvera. O amor requer que nos coloquemos em oposição ao comportamento sexual que tenha a possibilidade de prejudicar ou matar nossos queridos. Todavia, após certa hesitação inicial, aqueles pais bem-intencionados endossaram o estilo de vida que mais tarde levou seu filho à morte.

Esta história trágica está sendo repetida agora no nível nacional. Os atores são diferentes, mas os resultados poderão ser os mesmos se cometermos o mesmo erro. A Suprema Corte do Estado de Massachusetts e os ativistas homossexuais querem que o restante do país endosse o casamento homossexual. Mas, se endossarmos o casamento homossexual ou as uniões civis, corremos o risco de fazer exatamente aquilo que aqueles pais bem-intencionados fizeram — nós nos arriscamos a endossar uma prática que poderá destruir nosso sistema imunológico. Na escala nacional, nosso sistema imunológico é o próprio casamento tradicional.

O que quero dizer com "sistema imunológico nacional"? E como o casamento homossexual poderia destruir esse sistema? Neste artigo, oferecerei respostas a estas e a outras questões ao apresentar um argumento contra o casamento homossexual SEM citar a Bíblia. Não me entenda mal: Acredito que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus, fui co-autor de novo livro intitulado I Don't Have Enough Faith To Be an Atheist (Nâo Tenho Fé Suficiente Para Ser um Ateu) e apresentei as evidências por que acredito nisto. Também creio que a Bíblia se opõe claramente ao comportamento homossexual e, por implicação, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entretanto, em questões morais, os cristãos algumas vezes precisam ser capazes de falar a linguagem do povo nas ruas, de modo a convencer aqueles que não necessariamente aceitam a autoridade das Escrituras. Este é meu propósito. Portanto, aqui está a linha de raciocínio que seguirei:

  1. O casamento tradicional é benéfico para o bem-estar público.

  2. O comportamento homossexual é prejudicial ao bem-estar público.

  3. A lei é uma grande instrutora e incentiva ou desincentiva o comportamento.

  4. A legalização do casamento homossexual incentiva mais comportamento homossexual, o que é inerentemente destrutivo. A legalização também enfraquece a importância percebida do casamento tradicional e seu papel de geração de filhos; destarte, a legalização resulta em uma maior destruição da família e da própria sociedade.

  5. A lei deve promover comportamentos que são benéficos e restringir (ou pelo menos deixar de endossar) aqueles que são destrutivos.

  6. Portanto, a lei deve promover o casamento tradicional e deve restringir (ou pelo menos não endossar) o casamento homossexual ou as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.

Obviamente, estes pontos precisam ser suportados com evidências. Portanto, vamos considerar cada um deles em ordem:

1. O casamento tradicional é benéfico para o bem-estar público.

O casamento é o mais antigo e mais básico bloco de construção da civilização ocidental (os dois outros são o governo e a igreja). Ele é o mais básico dos três porque a procriação precede a necessidade de um governo ou de uma igreja. Na verdade, sem a união de um homem e de uma mulher para fins de procriação (perdoe-me por dizer o óbvio), ninguém existiria, incluindo os homossexuais. A procriação sozinha já nos diz algo sobre a suprema importância do casamento.

Mas, o valor do casamento para a sociedade vai muito além da geração de crianças. Todos sabemos que o casamento fornece o melhor ambiente para a criação de crianças. Na verdade, existem mais de dez mil estudos que documentam as vantagens significativas que as crianças experimentam quando são criadas por mães e pais compromissados e amorosos. [1]. Essas vantagens incluem as seguintes:

Se estes fossem os únicos benefícios que o casamento tradicional oferecem à sociedade, já seriam razões suficientes para darem ao casamento um reconhecimento legal privilegiado. Mas, o casamento faz muito mais. Na verdade, o casamento tradicional serve como um tipo de sistema imunológico nacional. Quando nossa ética do casamento é forte, nossas chagas sociais são poucas. Mas, quando nossa ética do casamento é fraca, nossas chagas sociais crescem. Além dos efeitos positivos do casamento que foram listados anteriormente, o casamento tradicional também:

Estes resultados positivos do casamento não são novos para nossa cultura do século 21. Há 5.000 anos que o casamento tem sido o fulcro da estrutura social humana. Na verdade, o antropólogo britânico J. D. Unwin estudou 86 culturas civilizadas e não civilizadas, abrangendo um período de 5.000 anos e descobriu que as culturas mais prósperas foram aquelas que mantinham uma sólida ética do casamento. Toda vez que uma civilização abandonou essa ética — incluindo os impérios romano, babilônio e sumério — ela experimentou a derrocada e a destruição pouco tempo após liberalizar suas práticas sexuais. [9].

Não é difícil compreender por que isto acontece. Imagine uma sociedade em que números crescentes de indivíduos não têm uma família estável e precisam, portanto, prover para si mesmos. Sem a família tradicional — que procria e atende às necessidades mais básicas de segurança, sustento e proteção de seus membros — o caos social ocorre em seguida. É por isto que uma sociedade civilizada e produtiva não pode durar muito tempo quando os adultos abandonam seus filhos e uns aos outros e passam a satisfazer aos seus próprios desejos sexuais fora do casamento tradicional.

2. O comportamento homossexual é destrutivo ao bem-estar público.

Alguém já disse que todos têm o direito de ter suas próprias opiniões, mas não o de ter seus próprios fatos. Infelizmente, os ativistas homossexuais agem como se tivessem o direito de ter seus próprios fatos, um dos quais afirma que não há diferença apreciável entre os relacionamentos heterossexuais e homossexuais. Andrew Sullivan, um defensor do direito ao Casamento Homossexual, escreve: "O casamento homossexual diz pela primeira vez que os relacionamentos homossexuais não são melhores nem piores do que os relacionamentos heterossexuais..." [10].

Mas, a afirmação dele é uma bobagem. O fato real é que alguns relacionamentos são melhores do que outros. As pessoas podem ser iguais, mas seus comportamentos não são. Como o comportamento homossexual é contrário ao projeto e às compatibilidades naturais do corpo, o casamento homossexual não pode funcionar física e biologicamente do mesmo modo que o casamento tradicional; ele também não pode produzir os mesmos benefícios. Na verdade, o casamento homossexual prejudica a sociedade como um todo. Além da incapacidade de permitir a procriação, o comportamento homossexual:

A conclusão é que o comportamento homossexual não é saudável. Os comportamentos sexuais não são todos igualmente benéficos e alguns deles têm consequências negativas para o público. Pessoas inocentes também podem ser prejudicadas.

A maioria dos ativistas homossexuais fica furiosa quando alguém cita estes fatos. Mas, por que alguém fica furioso com os fatos? Agostinho estava certo quando disse que amamos a verdade quando ela nos ilumina, porém a odiamos quando ela nos condena.

Entretanto, alguns ativistas homossexuais reconhecem os efeitos negativos na saúde, mas então usam esses efeitos como uma razão para suportar sua causa. Esse argumento "conservador" para o casamento homossexual sugere que a monogamia homossexual, incentivada pela legalização do casamento homossexual, ajudaria a aliviar esses problemas de saúde. Andrew Sullivan escreve: "Uma lei que institucionalize o casamento homossexual meramente reforçaria uma tendência social saudável. Ela também, nestes tempos de AIDS, se qualificaria como uma medida de saúde pública genuína." [14].

Infelizmente, problemas de saúde e a expectativa de vida provavelmente não melhorarão de forma significativa nos assim chamados relacionamentos homossexuais "comprometidos". [15]. Por quê? Existem pelo menos três razões. Primeiro, a monogamia não é a questão principal — o comportamento homossexual é. Os atos homossexuais não são inerentemente saudáveis, não apenas os atos homossexuais com múltiplos parceiros. Isto é especialmente verdade na homossexualidade masculina. Alguém realmente acredita que é natural e saudável inserir o pênis no reto — órgão cujo único propósito é expelir os dejetos do corpo humano?

Segundo, os casais homossexuais tendem a praticar mais o intercurso sexual anal e mais o sexo anal-oral do que aqueles sem um parceiro estável. Eles também dispensam os cuidados do sexo seguro, por que estão "em amor". [16]. Em outras palavras, os casais de homossexuais tendem a se envolver mais em contato sexual de risco do que seus congêneres solteiros.

Finalmente, a monogamia estrita é a exceção, e não a regra, entre os homossexuais. Uma pesquisa recente descobriu que a infidelidade em cerca de 62% dos casais de homossexuais, o que levou os pesquisadores no Journal of Family Psychology a escreverem: "A prática da não-monogamia sexual entre os casais homossexuais é uma variável que diferencia os casais homossexuais e heterossexuais." [17].

Andrew Sullivan não estaria surpreso com isto. Embora afirme que o casamento homossexual poderia ajudar a tornar os homossexuais mais monogâmicos, paradoxicalmente, ele não acredita que a monogamia seja "flexível" o suficiente para os homossexuais. Ele chama a monogamia de "modelo enrijecedor da normalidade heterossexual" e acha que os homossexuais têm uma "maior compreensão pela necessidade de expressões extramaritais". Incrivelmente, ele acredita que os heterossexuais poderiam aprender com esse exemplo dos homossexuais. Ele escreve: "algo da necessária honestidade do relacionamento dos homossexuais, sua flexibilidade e sua igualdade poderiam indubitavelmente ajudar a fortalecer e inspirar muitos vínculos heterossexuais." [18].

Pode-se perguntar como a "flexibilidade" de se envolver em "expressões extramaritais" poderia "fortalecer" qualquer vínculo marital, especialmente o de um marido com sua mulher. Certamente, a última coisa que a sociedade precisa é que mais homens e mulheres casados se utilizem de "expressões extramaritais"! Ademais, se este é o tipo de relacionamento que os homossexuais querem promover como casamento, então eles precisam chamar isto de outra coisa qualquer.

O ponto de vista de Sullivan sobre "expressões extramaritais" não é surpreendente. Ele representa o forte narcisismo que existe dentro do movimento homossexual e em muitos relacionamentos homossexuais. A partir do paradigma homossexual dele, sexo é a preocupação com ele e com seus desejos. Mas, o casamento tradicional não é para atender aos desejos narcisistas dos indivíduos casados. Embora os desejos pessoais possam certamente ser atendidos, qualquer pessoa casada sabe que um casamento sólido requer que você frequentemente sacrifique seu próprio conforto e desejos em prol de seu cônjuge e filhos. Isto não inclui trair a confiança e a saúde deles por que você tem um desejo por uma "expressão extramarital".

Todavia, mesmo se os homossexuais parassem suas "expressões extramaritais" e mesmo se o casamento homossexual pudesse reduzir alguns dos problemas de saúde dos homossexuais, essas possibilidades improváveis não justificam tornar o casamento homossexual equivalente ao casamento tradicional. As capacidades únicas de procriar e criar filhos devem sempre manter o casamento tradicional como o único relacionamento sexual encorajado legal e socialmente em nossa sociedade.

Por que a lei importa? Ponto três...

3. A lei é uma grande instrutora, e ela encoraja ou desencoraja o comportamento.

Compreensivelmente, os homossexuais querem que seus relacionamentos tenham o mesmo status social que os relacionamentos heterossexuais e veem a lei como sua arma para forçar a aceitação no público. Andrew Sullivan escreve: "Se nada mais fosse feito e o casamento homossexual fosse legalizado, 90% do trabalho político necessário para alcançar a igualdade para os gays e lésbicas terão sido alcançados. No fim das contas, é a única reforma que importa." [19]. Em outras palavras, a pressão para legalizar o casamento homossexual não é, na verdade, uma questão de direitos civis — é uma questão de aceitação civil. Legalizar o casamento homossexual é a única lei que legitimizará o comportamento homossexual em todos os lugares. Sullivan está certo nisto. Ele reconhece o poder da lei para modificar o comportamento e atitudes no longo prazo. A lei é uma grande instrutora. Muitas pessoas pensam que tudo o que é legal é moral e, portanto, deve ser aceito. Basta alguém examinar duas das questões mais divisivas na história dos EUA — a escravidão e o aborto — para ver o poder da lei para influenciar atitudes e comportamentos.

Cento e cinquenta anos atrás, os EUA estavam basicamente divididos na questão da escravidão. Hoje, porém, virtualmente todos acreditam que a escravidão é moralmente errada. O que mudou? Após a Guerra Civil, a lei mudou (o Décimo Terceiro Aditamento à Constituição) que ajudou a ensinar a cada nova geração que a escravidão é errada.

Infelizmente, uma mudança na lei também pode levar as novas geração a perderem o rumo. Quando a Suprema Corte dos EUA emitiu sua opinião no caso Roe x Wade, em 1973, a maioria dos americanos pensava que o aborto era moralmente errado (conforme evidenciado pelas leis em cada um dos 50 estados, que proibiam ou restringiam o aborto). Hoje, porém, o país está praticamente dividido pela metade. O que aconteceu? A lei mudou. Em uma situação inversa da escravidão, o que era antes considerado imoral (e, portanto, ilegal) foi sancionado pelo governo federal. A legalização levou à maior aceitação social do aborto e aumentou em 16 vezes o número de abortos em todo o país. Se o casamento homossexual for legalizado, veremos também um aumento na homossexualidade.

Há um terceiro exemplo do impacto da lei — o divórcio. Os homossexuais estão certos quando dizem que os heterossexuais degradaram o casamento com o divórcio. Mas, o fato que os heterossexuais degradaram o casamento com o divórcio não é um argumento para o casamento homossexual. Na verdade, a história recente da lei do divórcio argumenta contra o casamento homossexual. Os vastos problemas sociais que estamos experimentando desde a liberalização das leis do divórcio deveriam nos ajudar a entender o quão importante o casamento tradicional é para a saúde da nação, e por que devemos proteger o casamento do golpe de nocaute que o casamento homossexual aplicaria a ele. Como o casamento homossexual faz isto? Ponto quatro...

4. A legalização do casamento homossexual encoraja mais comportamento homossexual, que é inerentemente destrutivo. Ela também enfraquece a importância percebida do casamento tradicional e seu papel na criação das crianças, desse modo resultando em uma maior destruição da família e da própria sociedade.

Como o Casamento Homossexual Prejudica o Casamento Tradicional?

Os ativistas homossexuais afirmam que o casamento homossexual não afetará o casamento tradicional. Mas, eles estão enganados. Legalizar o casamento homossexual degrada o casamento tradicional, especialmente para as futuras gerações. Por quê?

Atualmente, os benefícios legais dados aos casais casados afirmam o fato que consideramos o casamento tradicional como o relacionamento sexual mais valioso na nossa sociedade. Isto é, se os relacionamentos sexuais fossem atletas em uma equipe esportiva, o casamento receberia o Prêmio de Melhor Jogador. Nos esportes, este é um prêmio valorizado, porque é dado somente ao atleta cujo desempenho foi realmente o mais importante. Mas, suponha que o organizador do campeonato redefinisse as qualificações requeridas para a concessão do prêmio, de forma que todos os jogadores na liga recebessem a premiação, mesmo aqueles que tiveram um mau desempenho. Alguém acharia que o Prêmio de Melhor Jogador seria especial? É claro que não — todos achariam que aquele prêmio não tem valor algum! Da mesma forma, o valor do casamento tradicional será diminuído se o governo redefinir as qualificações do casamento para incluir outros relacionamentos sexuais (especialmente quando o governo confere os mesmos benefícios naqueles relacionamentos).

Precisamos encarar os fatos. Da mesma forma que nem todos os jogadores têm o mesmo valor em uma equipe, os relacionamentos não têm o mesmo valor em uma sociedade. A evidência de 5.000 anos da história humana e o auto-evidente projeto do corpo humano, provam que o relacionamento sexual mais benéfico para qualquer civilização é a união de um homem com uma mulher pelos laços do matrimônio. Se permitirmos que qualquer outro relacionamento sexual tenha o mesmo status social e financeiro que o casamento — seja ele homem com homem, mulher com mulher, homem com filha, homem com mulher e outro homem, ou qualquer coisa com qualquer coisa — degradaremos o próprio casamento (exatamento como degradamos o Prêmio de Melhor Jogador quando ele é entregue a todos os atletas). Quando .degradamos o casamento, obteremos menos com ele. Com isto, enfraquecemos ainda mais nossa civilização. As crianças serão as maiores prejudicadas.

Como o Casamento Homossexual Prejudica as Crianças?

Conecte os pontos: depois que o governo endossar a ideia que o casamento é apenas um contrato juridicamente legal entre adultos consensuais de qualquer gênero (isto é, independentes das realidades procriadoras), então o casamento não será mais visto como um pré-requisito para se ter filhos. O casamento será visto simplesmente como a formação de um casal. Na verdade, é exatamente assim que Andrew Sullivan vê o casamento agora. Ele escreve que "a formação de um casal — não a procriação — é o que o casamento civil agora é." [20].

Se o casamento homossexual for legalizado, "a formação de um casal" é exatamente como as futuras gerações verão a instituição do casamento. Se essa visão prevalecer, muitos mais casais na nossa sociedade desistirão do casamento tradicional e terão mais filhos fora do casamento, especialmente quando eles podem obter os benefícios financeiros do casamento sem fazer o compromisso do casamento. Isto prejudicará as crianças, pois pais ilegítimos (não existem crianças ilegítimas) frequentemente nunca formam uma família, e aqueles que coabitam rompem e dissolvem a união a uma taxa que é duas a três vezes maior do que a dos pais casados. Quando a ilegitimidade aumenta, não somente as crianças sofrem, mas o restante da sociedade também precisará pagar os custos sociais mais elevados resultantes (crianças abandonadas e problemáticas, aumento nas taxas de criminalidade e de pobreza, etc.).

Estas são apenas advertências histéricas de um alarmista? Não. Podemos ver os resultdos na Noruega, um país em que existe o casamento entre pessoas do mesmo sexo (sem sanção jurídical) há cerca de dez anos. Em Nordland, o condado mais "progressista" no país, onde bandeiras com as cores do arco-íris, símbolo do movimento homossexual, são hasteadas até mesmo nas torres das igrejas, o número de crianças geradas fora do matrimônio cresceu muito. Em Nordland, mais de 80% das mulheres que dão à luz pela primeira vez são mães solteiras e cerca de 70% de todas as crianças nascem fora de um lar formado por pais casados! Na Noruega como um todo, o índice de nascimentos fora do casamento cresceu de 39% em 1990, para 50% em 2000. [21].

O antropólogo social Stanley Kurtz escreve: "Quando olhamos para Nordland e Nord-Troendelag — os dois condados mais 'progressistas' na Noruega — que seriam os equivalentes aos estados de Vermont e Massachusetts nos EUA — temos uma visão sobre qual será o futuro do casamento em um mundo em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é quase totalmente aceito. O que vemos é um lugar em que o próprio casamento já está praticamente extinto." [22] O casamento homossexual não é provavelmente o único responsável por esse problema crescente, mas certamente é um fator contribuinte. Kurtz diz: "Em vez de encorajar um retorno ao casamento em toda a sociedade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Escandinávia ajudou a consolidar a mensagem que o casamento está fora de moda e que virtualmente qualquer forma de família, incluindo a paternidade fora dos vínculos do matrimônio é aceitável" [23]. Quando os padrões de admissão para o casamento são enfraquecidos para incluir os casais do mesmo sexo, a percepção do casamento também será enfraquecida; casamento e criação de filhos serão apenas considerados incidentais. Esta é uma das razões por que o número de pais ilegítimos está explodindo na Noruega e é também uma grande razão para não trazermos o casamento entre pessoas do mesmo sexo para o nosso país.

Temos problemas suficientes com ilegitimidade (ou bastardia) nos EUA. Não precisamos lançar querosene na fogueira. Infelizmente, se seguirmos a rota da Noruega e legalizarmos o casamento homossexual, obteremos os mesmos resultados que a Noruega — um aumento crescente no número de paternidade ilegítima e todos os males sociais que advêm daí.

Como o Casamento Homossexual Afetará Você?

Os ativistas homossexuais perguntam: "Como a legalização do casamento homossexual prejudicará você?" A maioria dos conservadores não consegue responder a esta pergunta, mas não é difícil prever várias consequências negativas para toda a população:

  1. Seu imposto de renda poderá aumentar para gerar receita para compensar os benefícios tributários que serão dados aos casais homossexuais e pagar os custos sociais resultantes de um aumento na bastardia. (Oferecemos benefícios financeirios aos casais casados por que eles geram e cuidam de crianças. Fornecer incentivos financeiros para as uniões homossexuais seria duplamente contraproducente. Primeiro, os contribuintes estariam subsidiando e, desse modo, encorajando, um comportamento destrutivo. Segundo, estaríamos pagando pelos resultados desse comportamento na forma de custos médicos e sociais mais elevados.)

  2. A alíquota da contribuição previdenciaria precisará aumentar (ou os benefícios diminuir) de modo a gerar receita para pagar os benefícios ao cônjuge sobrevivente de "viúvos" e "viúvas".

  3. As mensalidades dos planos privados de saúde também precisarão aumentar para compensar os custos com o tratamento de problemas de saúde associados com o comportamento homossexual (por exemplo, AIDS/SIDA, câncer no cólon, hepatite e outras doenças), que provavelmente se tornarão mais comuns se endossarmos legalmente o casamento homossexual. As mensalidades dos planos de saúde também aumentarão ainda mais se as operadoras forem obrigadas a cobrir tratamentos de fertilização para casais de lésbicas (certamente algum juiz, em algum lugar, dará parecer favorável a isto).

  4. Seus benefícios como funcionário poderão ser reduzidos à medida que os empregadores forem obrigados a estender o montante limitado dos benefícios aos parceiros homossexuais. (O dinheiro limitado dos benefícios dado aos homossexuais terá de vir de algum lugar; de fato, eles serão retirados de todos os demais — dos casais casados que têm filhos).

  5. Sua possibilidade de adotar crianças poderá ser prejudicada quando casais homossexuais receberem preferência legal para a adoção, pelo fato de não poderem procriar.

  6. Seus filhos serão doutrinados, com ou sem seu consentimento, a aceitarem o comportamento homossexual e o casamento homossexual como equivalentes morais e sociais do comportamento e do casamento heterossexual (já estamos vendo isto ocorrer nas escolas públicas).

  7. A empresa para a qual você trabalha tentará doutriná-lo para os mesmos fins — e, se você se recusar, poderá perder seu emprego ou não ser considerado um "membro de equipe". (Isto também já está ocorrendo por meio do treinamento em "diversidade" em muitas empresas; isto se tornará universal se o casamento homossexual se tornar lei.).

  8. Sua igreja ou denominação religiosa poderá perder a isenção tributária por se recusar a contratar funcionários homossexuais.

  9. Seus direitos à livre expressão poderão ser reduzidos quando a oposição à homossexualidade for declarada "discurso de ódio" ilegal (como já acontece agora no Canadá).

Estes efeitos de curto prazo são bastante significativos. Mas, como vimos, o impacto mais dramático virá para as futuras gerações. Isto por que o casamento homossexual mudará o modo como as futuras gerações pensam sobre a homossexualidade e sobre o próprio casamento.

5. A lei deveria promover comportamentos que são benéficos e restringir (ou certamente não endossar) aqueles que são destrutivos.

Alguns ativistas homossexuais aparentemente pensam que o governo existe para validar seus desejos, independente das consequências que essa validação terá sobre os outros. Mas, este não é o propósito pelo qual os governos existem — o principal propósito do governo é proteger seus cidadãos do mal. É por isto que as boas leis endossam comportamentos que são benéficos ao bem-estar do público e restringem os comportamentos que são destrutivos.

Meu argumento aqui é que o casamento tradicional é benéfico, enquanto que o casamento homossexual é destrutivo. Se você ainda não estiver convencido, considere o seguinte: Qual seria o efeito na sociedade se todos vivessem fielmente em casamentos tradicionais? O resultado seria uma redução drástica na criminalidade, uma redução nos gastos com o bem-estar social, redução no número de abortos e nos casos de abuso infantil. Por outro lado, quais seriam os efeitos na sociedade se todos vivessem fielmente em uniões homossexuais? O resultado seria o fim da sociedade e da própria espécie humama.

Essencialmente, a homossexualidade não é boa para os indivíduos e nem para a sociedade. Embora os governos não possam de forma viável restringir todos os comportamentos negativos, eles certamente podem deixar de endossar aqueles comportamentos que são. No mínimo, nosso governo precisa evitar endossar o comportamento homossexual e o casamento homossexual.

6. Portanto, a lei deveria promover o casamento tradicional e deveria restringir (ou pelo menos não endossar) o casamento homossexual, ou as uniões civis homossexuais.

A conclusão com relação ao casamento homossexual segue logicalmente as premissas. Mas, por que não aceitar a posição contemporizadora das "uniões civis"? Por que as uniões civis ainda dariam o endosso do governo e benefícios financeiros a um comportamento destrutivo. Brincar com o jogo das palavras não alivia os efeitos negativos decorrentes de um endosso desse tipo.

Conclusão: Proteger o Sistema Imunológico da Nação

Como devemos responder à proposta de instituir o casamento homossexual? Se permitirmos que nossa afeição emocional por nossos amigos e parentes que são homossexuais interfira com o raciocínio sólido, corremos o risco de incorrer no mesmo erro que os pais do meu amigo cometeram — endossar um comportamento que é prejudicial aos nossos queridos.

Mas, nosso erro não prejudicará uma pessoa apenas uma vez — prejudicará as futuras gerações repetidamente. Legalizar o casamento homossexual ensinará às futuras gerações as falsas ideias que:

  1. O comportamento homossexual é exatamente tão moral e saudável quanto o comportamento heterossexual.

  2. O casamento homossexual é exatamente tão moral e benéfico quanto o casamento tradicional.

  3. Os pais e mães não oferecem nada que seja singularmente benéfico para o cuidado e desenvolvimento das crianças (os casais homossexuais sempre negam às crianças a possibilidade de terem uma mãe ou um pai).

  4. O casamento não é mais para fins de procriação, mas apenas para a formação de casais. Portanto, se você quer ter filhos, não há realmente razão alguma para se casar.

Estas ideias são falsas e perigosas. Aqueles que as aceitam estão se posicionando de forma a prejudicarem a si mesmos e aos outros.

Precisamos encarar os fatos da natureza — os relacionamentos homossexuais não produzem os benefícios das uniões heterossexuais. Portanto, nossas leis não devem ser modificadas para fingir o contrário. Afinal, as leis não mudam os fatos da natureza. Uma nova lei não consegue transferir magicamente as capacidades procriadoras naturais dos homens e das mulheres e todos os benefícios do casamento tradicional para os homossexuais.

Uma nova lei também não pode apagar os sérios problemas de saúde que resultam do comportamento homossexual. Uma nova lei que legalize o casamento homossexual serviria somente para enganar as pessoas a pensar que o casamento homossexual e o casamento tradicional são igualmente benéficos. Essa enganação endossada de forma legal seria uma instrutora perigosa para as novas gerações. Todavia, é exatamente com essa enganação que os ativistas homossexuais estão contando para validar seu estilo de vida.

Somente o casamento tradicional pode garantir um futuro saudável para nossas crianças e para toda nossa civilização. Portanto, somente ele merece receber o suporte privilegiado do sistema legal.

Destarte, apesar do que nossos amigos e familiares queridos que são homossexuais possam querer, não devemos cometer o erro dos pais do meu amigo. O amor requer que permaneçamos firmes. E a política mais amorosa por eles e para o restante de nosso país é proteger legalmente o casamento — nosso sistema imunológico nacional. Devido a um Judiciário ativista, um Aditamento à Constituição parece ser o único modo para garantirmos que o casamento permaneça unicamente a união de um homem e uma mulher.

Respondendo às Objeções

E os direitos iguais?

Resposta: Primeiro, todos neste país têm os mesmos direitos. Todos têm o mesmo direito de se casar com qualquer pessoa qualificada do sexo oposto. O que os homossexuais querem é direitos especiais — o direito especial de se casar com alguém do mesmo sexo. Mas, por que parar aqui? Se os homossexuais receberem o direito de se casarem, então como se poderá negar a um homem o direito de se casar com sua filha, com seu cachorro, com seu pai, ou com três mulheres ao mesmo tempo? Os bissexuais deveriam receber o direito de se casarem com duas pessoas?

Segundo, o governo não está tirando "direitos" dos homossexuais de terem relacionamentos. Os homossexuais podem se relacionar do modo que quiserem, mas não têm o "direito" de que esse relacionamento seja reconhecido pelo Estado. É por isto que o movimento do casamento homossexual tem mais que ver com relação a direitos. Greg Koukl define muito bem: "O casamento entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão de direitos civis. É uma questão de validação e respeito social. É uma tentativa radical de fazer engenharia social usando o peso do governo para forçar na marra as pessoas a se acomodarem a um estilo de vida que muitos consideram profundamente ofensivo, contrário à natureza, socialmente destrutivo e moralmente repugnante." [24]. O defensor do direito ao casamento homossexual Andrew Sullivan compreende isto. Ele escreve: "Incluir os homossexuais dentro do casamento seria um modo de conferir a mais alta forma de aprovação social imaginável." [25].

De fato, os homossexuais querem que os tribunais lhes concedam aprovação legal e, portanto, social, para seu estilo de vida porque sabem que não podem obter essa aprovação pela via da votação honesta da população. Antes de a Suprema Corte do Estado de Massachusetts extrapolar sua autoridade, "Nós, o povo", decidíaimos quais relacionamentos sexuais eram merecedores de reconhecimento legal e quais não eram. E "nós, o povo", fizemos isto, não com fundamentos arbitrários, mas à luz do projeto biológico natural e a compatibilidade de um homem e uma mulher e todos os benefícios que resultam da união dos dois. Em outras palavras, nós legalmente reconhecemos e conferimos benefícios ao casamento porque o casamento beneficia a sociedade como um todo. O povo americano, como virtualmente todo povo civilizado antes, colocou unicamente o casamento em uma classe privilegiada por que o casamento somente é supremamente benéfico.

Finalmente, embora os proponentes do casamento homossexual apresentem isto como uma questão moral (é por isto que usam a palavra "direito"), eles não possuem qualquer autoridade moral para sua posição. Pelo padrão de moralidade de quem o casamento homossexual precisa ser legalizado? Certamente, a Constituição não diz nada a respeito do casamento homossexual. Há um padrão além da Constituição? Sim, Deus — mas Deus é o último assunto que os ativistas homossexuais querem trazer à discussão. Se eles apelarem a Deus e à Sua Lei Moral absoluta — a Lei Moral que a Declaração de Independência diz que é "auto-evidente" — então eles têm de provar que Deus acredita que o casamento homossexual é um direito. Mas, isto é qualquer coisa, menos auto-evidente, como toda a história da religião, da civilização humana e do projeto do corpo humano atestam.

A Oposição ao Casamento Homossexual é uma Violação da Separação da Igreja e Estado

Resposta: Mesmo se alguém aceitar a errônea afirmação inventada pelos tribunais que a Constituição requer uma rígida separação da igreja e do Estado, isto não significaria que a oposição do Estado ao casamento homossexual viola a Constituição. As igrejas também ensinam que o homicídio, o estupro e o abuso infantil são errados, mas ninguém diz que as leis que proíbem esses atos constituem uma violação à "separação da igreja e do Estado". Na verdade, se o governo não pudesse aprovar leis consistentes com os ensinos da igreja, então todas as leis criminais teriam de ser derrubadas porque todas elas são de algum modo consistentes com pelo menos um dos Dez Mandamentos.

Segundo, existem igrejas em ambos os lados desta questão. Em outras palavras, algumas igrejas na verdade apoiam o casamento homossexual. Portanto, se houver uma separação rígida da igreja e do Estado, então suponho que não podemos colocar a posição do casamento pró-homossexual em lei, certo? Os ativistas homossexuais não querem entrar aqui neste ponto.

Esta objeção da separação da igreja e Estado envolve uma falha em distinguir entre religião e moralidade. A religião envolve nosso dever para com Deus; mas a moralidade envolve nosso dever uns para com os outros. Nossos legisladores não estão dizendo às pessoas como, quando, ou se devem adorar — isto seria legislar sobre a religião. Mas, os legisladores não podem evitar de dizer às pessoas como elas devem tratar umas às outras — isto é legislar moralidade.

Ao contrário da opinião popular, todas as leis legislam a moralidade. A moralidade é uma questão de certo e errado e toda lei declara legalmente um comportamento como certo e seu oposto como errado. Portanto, a questão não é se podemos legislar a moralidade. A questão é: "A moralidade de quem devemos legislar?"

Durante milhares de anos, legislamos a verdade auto-evidente que o homem foi feito para a mulher. Agora, subitamente, os homossexuais — que há muito tempo criticam os conservadores por tentarem "legislar moralidade' — estão tentando legislar sua própria moralidade na forma do casamento homossexual. Eles querem ignorar as verdades auto-evidentes e impor suas próprias posições morais sobre todo o país. A única questão é: devemos continuar a legislar uma moralidade que gera e fortalece a próxima geração (o casamento tradicional), ou a nova, que a levaria para a destruição (o casamento homossexual)?

Não Escreva Discriminação na Constituição

Resposta. Tarde demais. Ela já está lá. Na verdade, todas as leis discriminam. Mas, é uma discriminação contra o comportamento, não contra as pessoas; e é discriminação com causa, não sem causa. Por exemplo, o Primeiro Aditamento à Constituição Americana, proteções para a liberdade de religião, discrimina contra o comportamento dos muçulmanos que querem impor o Islão sobre toda a nação, mas não discrimina contra os muçulmanos como pessoas. O Décimo Terceiro Aditamento discrimina contra o comportamento de alguns empresários que poderiam querer aumentar seus lucros por meio do trabalho escravo, mas não discrimina contra os empresários como pessoas. Da mesma forma, nossas leis sobre casamento discriminam contra os comportamentos desejados dos homossexuais, bígamos, polígamos, adúlteros e incestuosos que existem na sociedade, mas não discrima contra eles como pessoas.

Os homossexuais querem ser considerados uma classe especial de pessoas que merece direitos legais especiais. Mas, se começarmos a classificar as pessoas de acordo com seus desejos ou características de personalidade, onde isto terminará? Devemos dar direitos especiais para os tímidos? Afinal, eles estão em desvantagem social em relação aos extrovertidos. Não, isto seria absurdo.

Se começarmos a classificar as pessoas por aquilo que elas desejam fazer sexualmente, então teríamos de dar todas as preferências sexuais e todos os status legais especiais de comportamentos sexuais, incluindo poligamia, incesto, pedofilia, bestialidade, adultério, esturpro, etc. "Mas esses comportamentos são prejudiciais!" você diz. Exatamente, e assim também a homossexualidade. Portanto, por que é legítimo criar uma situação especial para a homossexualidade, mas não para esses outros comportamentos?

Talvez devêssemos usar nosso senso comum e classificar as pessoas de acordo com o modo como elas foram projetadas — homem e mulher. Em outras palavras, devemos ser classificados por nossa humanidade e gênero, não nossos sentimentos. Somos homens e mulheres, não hetero-ou-homossexuais. Portanto, limitar o casamento a um homem e uma mulher não discrimina contra as pessoas de qualquer tipo, por que nossa população consiste somente de dois tipos de pessoas: homens e mulheres!

Impedir o Casamento Homossexual é Intolerância

Resposta: A oposição ao casamento homossexual não está baseada em preconceitos, mas em boas razões. Considere o homicídio, o estupro e o incesto. Nossas leis corretamente discriminam contra esses comportamentos por que eles são prejudiciais. Image os homicidas, estupradores e incestuosos nos chamando de "intolerantes e preconceituosos" por impormos essas leis. Essas leis são a antítese do preconceito. O preconceito envolve pré-julgar algo sem ter uma boa razão. Mas, as leis contra homicídio, estupro e incesto estão baseadas em boa razão. Isto é, nós sensatamente concluímos que a saúde e bem-estar do público são valores mais elevados do que permitir que os indivíduos façam tudo o que desejarem.

O mesmo é verdadeiro com a preservação do casamento. A saúde e bem-estar do público são valores mais elevados do que permitir os indivíduos se casem com quem quer que desejem. Não discriminamos a favor do casamento tradicional e contra o casamento homossexual por "intolerância" ou por algum viés, mas por que somos seres humanos sensatos que se baseiam em milhares de anos de evidência para concluir que um relacionamento sexual é mais benéfico do que todos os outros. Alguns comportamentos são melhores do que outros. Isto não é intolerância nem preconceito, mas sabedoria!

Logicamente, os proponentes do casamento homossexual continuarão a nos chamar de intolerantes e preconceituosos, o que pode ser considerado evidência que o argumento deles é defeituoso. Como não conseguem vencer com base em méritos, o único recursos deles é desviar a atenção e tentar depreciar os oponentes.

A propósito, a acusação de intolerância é outro caso de moralidade seletiva por parte dos ativistas homossexuais. Embora a resistência ao casamento homossexual claramente não é preconceito como eles afirmam, poderíamos perguntar a eles: "Por que a intolerância é errada?" Por qual padrão moral vocês estão argumentando? Por que vocês reconhecem que a intolerância é absolutamente errada, mas se recusam a admitir que o comportamento homossexual também é errado? De fato, os homossexuais reconhecem a Lei Moral no que se refere à imoralidade do preconceito, mas convenientemente a ignoram quando se trata de seu próprio comportamento homossexual.

O Casamento Homossexual É Como o Casamento Interracial

Resposta: Não, a oposição ao casamento interracial não tem fundamentos válidos. Os oponentes ocultam seus preconceitos com falsas especulações sobre defeitos congênitos e similares. Mas, como todas as etnias se misturam, não existe este negócio de casamento interracial. Na verdade, há somente uma raça — a raça humana. No máximo, existe o casamento inter-étnico, que ainda é entre homens e mulheres. O casamento homossexual é entre homem-homem e mulher-mulher. Isto é completamente diferente. A formação de casais inter-étnicos é benigna — o homem e a mulher ainda são projetados um para o outro. Mas, a formação de casais homossexuais é prejudicial, por que isto vai contra o projeto natural. Em outras palavras, a etnicidade é irrelevante para o casamento — mas o gênero é essencial.

Ironicamente, são os proponentes do casamento homossexual que estão raciocinando como racistas. Em vez de pedir ao Estado para reconhecer a instituição pré-existente do casamento, os homossexuais estão pedindo ao Estado para definir o casamento. Bem, esta é exatamente a linha de raciocínio que os racistas usaram em seu esforço de impedir o casamento interracial. Os racistas queriam que o Estado definisse o casamento somente para casais da mesma etnia, em vez de fazer o Estado reconhecer o que o casamento já era — a união procriadora de um homem e uma mulher, independente da origem étnica deles. Embora os racistas e homossexuais possam querer alterar a definição legal do casamento, eles não podem alterar as leis da natureza que ajudaram a produzir o reconhecimento do casamento legal em primeiro lugar.

A Homossexualidade É Como a Etnia Racial

Resposta: Não, não é. O comportamento sexual é sempre uma escolha, a etnia nunca é. Você pode encontrar muitos ex-homossexuais, mas nunca encontrará um ex-afrodescendente.

Esta analogia assume falsamente que um ato homossexual é uma condição, em vez de um comportamento. A cor da pele é uma condição; um ato sexual é comportamento. Alguém poderia ser um "homossexual" no sentido de ter sentimentos homossexuais, mas não colocá-los em prática. O mesmo pode ser dito de uma pessoa celibatária, mas com sentimentos heterossexuais. Portanto, tecnicamente falando, não existem heterossexuais ou homossexuais — existem somente homens e mulheres. Por conveniência, chamamos as pessoas de heterossexuais ou homossexuais, quando seria mais exato se referir a elas como "pessoas que desejam se envolver em atos heterossexuais" e "pessoas que desejam se envolver em atos homossexuais". Em outras palavras, somos homens e mulheres por condição, e heteressexuais ou homossexuais por comportamento.

Mas os Homossexuais Nasceram Deste Modo!

Resposta: Se existe um verdadeiro componente genético nos desejos homossexuais, ele ainda não foi descoberto. Mas, mesmo se houver um componente genético para os desejos, isto não daria licença para o comportamento. Todos nós temos desejos que não devemos praticar. Existem vínculos genéticos para a fraqueza para o álcool, mas quem defenderia o alcoolismo? Se alguém tem uma atração genética por crianças, isto justica a pedofilia? O que um ativista homossexual diria da afirmação que uma predisposição genética para a violência justifica a agressão contra os homossexuais? Os desejos não justificam os comportamentos. Na verdade, há uma palavra que usamos para descrever a restrição disciplinada aos desejos destrutivos — chama-se civilização.

Mas, os ativistas homossexuais não querem saber de nada disto. Em vez de restringir os comportamentos negativos, os ativistas homossexuais estão pedindo que não apenas toleremos, mas que os endossemos. Se adotarmos suas exigências narcisistas — como J. D. Unwin documentou em seu estudo de 86 civilizações — bastará apenas algumas gerações para que nossa nação seja destruída a partir de dentro.

No Casamento Homossexual Também Existe Amor

Resposta: Mesmo se isto fosse verdadeiro, e daí? Nossa cultura associa o casamento com o amor, mas o amor não é o propósito central para o Estado reconhecer o casamento. O Estado reconhece o casamento por que este é o melhor modo de gerar filhos e propagar uma sociedade estável. As uniões homossexuais, por natureza, não podem fazer isto.

Mas, mesmo se o amor for visto como uma razão para o casamento, precisamos perguntar: "Que tipo de amor tipifica um relacionamento homossexual?" Existem homens que realmente se sentem atraídos romanticamente por outros homens? Sem dúvida. Existem homens que realmente têm um profundo senso de comprometimento com outros homens, que desejam cuidar deles e ser íntimos com eles? Sem dúvida. Mas, o mesmo poderia ser dito de um homem e sua filha, um homem e uma criança, ou três homens e uma mulher. Deveriam essas pessoas agir com base em seus desejos sexuais? Se fizessem isto, suas ações realmente estariam buscando o bem final da pessoa, ou pessoas, a quem eles estão tentando "amar"? Não. Algumas vezes, os atos sexuais podem ser sem amor. Na verdade, até mesmo os atos sexuais dentro do casamento podem ser sem amor — quando são danosos à saúde, por exemplo. Este é exatamente o caso com os atos homossexuais. Eles são danosos à saúde. Quando o sexo é danoso à saúde, a coisa mais amorosa que você pode fazer é não se envolver sexualmente com aquela pessoa.

Alguns poderiam argumentar que: "Quando dois adultos consentem em se envolver em atos homossexuais, cada um deles está buscando o bem do outro. Cada um deles quer isto e fez sua escolha." Mas, se você realmente ama alguém, fará algo que seriamente prejudica ou até mesmo mata aquela pessoa? O sexo homossexual faz exatamente isto. Está documentado que ele causa doenças e encurta a expectativa de vida drasticamente (um estudo mostrou a idade mediana de morte no início dos 40 anos para homens e mulheres homossexuais sem a AIDS [26]). Com consequências tão severas, se um homem realmente "amasse" outro homem, não se envolveria em atos homossexuais com ele. Além disso, o sexo não é o único modo de demonstrar amor por alguém. Os homens podem demonstrar amor uns pelos outros sem se envolver sexualmente. Na verdade, a maioria dos nossos relacionamentos amorosos é do tipo não sexual.

Conheço Casais Homossexuais Amorosos e com Filhos Que Estão Juntos Há Vários Anos

Resposta: Sim, alguns homossexuais vivem vidas longas e saudáveis e existem alguns que se revelam melhores pais do que alguns heterossexuais. Mas, os dados mostram que esses casos são exceções, não a regra. E as leis não podem se basear em exceções. Por exemplo, não deixamos de advertir as pessoas sobre os riscos do tabagismo apenas por que alguns fumantes vivem mais tempo do que os não fumantes.

Da mesma forma, não devemos deixar de advertir as pessoas sobre os perigos do comportamento homossexual apenas por que alguns indivíduos homossexuais vivem mais tempo do que os heterossexuais. E, se não vamos adverti-los, no mínimo, não devemos endossar o comportamento homossexual.

Se as leis fossem baseadas em exceções, teríamos de eliminar virtualmente todas as leis existentes. Isto requereria que eliminássemos todas as leis contra a abertura de empresas no distrito da luz vermelha por que algumas vezes você pode ter um estabelecimento comercial no distrito da luz vermelha que não prejudica ninguém. Isto requereria que eliminássemos todas as leis contra o furto, porque um homem faminto pode precisar roubar um pão para alimentar sua família. Na verdade, isto requereria que eliminássemos o próprio casamento, por que em alguns casamentos, os cônjuges abusam um do outro e das crianças. Mas, ao fazer isto, estaríamos lançando o bebê junto com a água suja da banheira. O casamento tradicional, como um todo, é ótimo para a sociedade. Não podemos permitir que suas exceções nos impeçam de experimentar os benefícios gerais que ele produz. Assim, o casamento tradicional precisa permanecer como nossa norma legal, apesar das exceções que existam à regra.

Alguns Casamentos Não Produzem Filhos

Resposta. Sim, mas isto é uma exceção, não a regra. O Estado reconhece o casamento por que o casamento, em geral, é para a procriação e fornece o ambiente mais estável e benéfico para as crianças. Mas, pelos fatos da natureza, os atos homossexuais não podem fazer isto.

Segundo, os casamentos heterossexuais estéreis ainda afirmam a conexão com a procriação, pois a esterilidade geralmente não é conhecida antes do dia do casamento. Além disso, nos poucos casos em que a esterilidade é conhecida (por exemplo, com casais mais velhos), a união homem-mulher ainda simboliza o que é geralmente um relacionamento procriativo.

Além disso, como não seria possível nem desejável para o Estado tentar determinar quais homens e mulheres são capazes de procriar e quais não são, isto permite que todos os homens e mulheres se casem. Mas, como nenhum relacionamento homossexual produz filhos, nenhum relacionamento homossexual merece ser chamado de casamento.

A Oposição ao Casamento Homossexual é um Discurso de Ódio

Resposta: Bobagem. Se fosse verdade, então os ativistas homossexuais seriam culpados de discurso de ódio contra os heterossexuais por tentarem mudar a definição de casamento. A discordância política não é discurso de ódio. A discordância com a agenda política homossexual radical não torna alguém inimigo dos homossexuais. Eu me oponho ao endosso legal de um determinado comportamento, mas não me oponho às pessoas que estão envolvidas nesse comportamento. Apenas por que discordamos dos fins políticos, não significa que devamos demonizar aqueles que discordam de nós. Ironicamente, aqueles de nós que estão apontando racionalmente para os perigos conhecidos da atividade homossexual deveriam ser considerados amigos dos homossexuais, não inimigos. Afinal, somos aqueles que estão tentando poupar os homossexuais de mais doenças e da morte precoce, falando as verdades sobre o assunto. Os ativistas que estão suprimindo essa verdade é que são os verdadeiros inimigos.

O Presidente Está Politizando a Constituição

Resposta: O presidente Bush não criou esta controvérsia por que queria "energizar sua base". Quatro membros de uma Suprema Corte ativista do Estado de Massachusetts criaram a necessidade de um aditamento constitucional ao inventarem direitos que não existem na Constituição. A decisão deles tem agora o potencial de se tornar lei em todos os outros estados, por meio da cláusula da plena fé e crédito da Constituição dos EUA. Pense nisto — quatro juízes de uma Suprema Corte, que não foram eleitos pelo povo, podem modificar as leis de todo um país! Fale de discriminação — isto é discriminação contra 300 milhões de pessoas neste país que têm o direito de governar a si mesmas!

Já é muito ruim quando os tribunais agem como uma legislatura. Mas, é absolutamente ridículo quando legislam aquilo que é contrário à natureza. A decisão da Suprema Corte sobre o casamento homossexual legisla aquilo que não é natural. Dada essa decisão, não é difícil imaginar, como mencionei anteriormente, que os tribunais estabeleçam privilégios de adoções preferenciais para casais de homossexuais e que os planos de saúde sejam obrigados a incluir tratamentos de fertilização assistida e barriga de aluguel para casais "com desvantagens reprodutivas".

Quando um tribunal extrapola seus limites e os juízes começam a legislar, o único remédio seguro é aquilo que o presidente sugeriu — um Aditamento à Constituição. Um processo de impeachment contra esses juízes da Suprema Corte também deveria ser iniciado.

Frank Turek é um autor e conferencista profissional que foi co-autor de dois livros premiados: I Don't Have Enough Faith To Be an Atheist (Não Tenho Fé Suficiente Para Ser um Ateu) e Legislating Morality (Legislando a Moralidade). Ele já participou de diversos programas de televisão e de rádio, incluindo The O’Reilly Factor, Hannity and Colmes, Faith under Fire, e Politically Incorrect. Ele possui um Doutorado em Apologética, do Seminário Evangélico Sulista e administra o site http://www.ImpactApologetics.com. Frank e sua mulher Stephanie são abençoados com três meninos incríveis.

Notas Finais

1. Dr. James Dobson, Marriage Under Fire, (Sisters, Oregon, Multnomah), 2004, pág. 54.

2. Veja Patrick F. Fagan et al., "The Positive Effects of Marriage: A Book of Charts", The Heritage Foundation, http://www.heritage.org/research/features/marriage/index.cfm.

3. Michael J. McManus, "Why Is It in the Government’s Interest to Save Marriages?", The Heritage Foundation, http://www.heritage.org/research/family/WM80.cfm.

4. Idem, Fagan, Chart 17.

5. Dobson.

6. Fagan.

7. Robert E. Rector, Patrick F. Fagan, and Kirk A. Johnson, "Marriage: Still the Safest Place for Women and Children", The Heritage Foundation, http://www.heritage.org/research/family/bg1732.cfm.

8. Veja Frank Turek and Norman L. Geisler, Legislating Morality (Eugene, OR: Wipf & Stock, 2003), pág. 132; Jeffrey Satinover, Homosexuality and the Politics of Truth (Grand Rapids, MI: Baker Books, 1996), pág. 54.

9. Joseph Daniel Unwin, Sex and Culture (Londres: Oxford University Press, 1934).

10. Andrew Sullivan, "Here comes the Groom: A Conservative Case for Gay Marriage", publicado on-line em http://www.andrewsullivan.com/homosexuality.php. Acessado em 22/9/2004.

11. Jeffrey Satinover, M. D., Homosexuality and the Politics of Truth, (Grand Rapids, MI, Baker, 1996), pág. 51.

12. Veja Paul Cameron, Ph. D., William Playfair, M. D., and Stephen Wellum, B.A., 1994. "The Longevity of Homosexuals: Before and After the AIDS Epidemic", Omega Journal of Death and Dying, Vol. 29, Número 3, págs. 249-272. Para corroboração destes resultados, veja Frank Turek e Norman Geisler, Legislating Morality (Eugene, OR, Wipf & Stock), 2003 (Publicado anteriormente por Bethany House, 1998), págs. 259-260 (nota 4).

13. O lóbi progressita induziu alguns estados a proibirem as seguradoras a fazer aos potenciais consumidores perguntas sobre sua condição médica, incluindo se eles são aidéticos! Como resultado, todos os outros consumidores são pagando prêmios mais altos por que as companhias seguradoras estão proibidas de identificar os clientes que estão envolvidos em comportamento sexual de alto risco.

14. Idem, Sullivan.

15. Um estudo descobriu que os homossexuais com um parceiro sexual de longo prazo morriam um ano mais cedo do que aqueles sem parceiro. Veja Cameron, Playfair, and Wellum.

16. David Dunlap, "In Age of AIDS, Love and Hope Can Lead to Risk", New York Times, 27/7/1996.

17. Citado em Warren Throckmorton, Ph. D., "Chris Matthews’ Hard Sell: Pay attention to the Common Assumptions About Gay Marriage", on-line em http://www.pfm.org/AM/Template.cfm?Section=Home&TEMPLATE=/CM/ContentDisplay.cfm&CONTENTID=1 3210, Acessado em 22/9/2004.

18. Andrew Sullivan, Virtually Normal, (EUA: Vintage Books, 1996), págs. 202-203.

19. Andrew Sullivan, Virtually Normal, (EUA, Vintage Books, 1996), pág. 185.

20. http://www.andrewsullivan.com/index.php?dish_inc=archives/2004_01_25_dish_archive.html#10752632 9968381529. Também citado por Stanley Kurtz em "Slipping Toward Scandinavia", The National Review, 2/2/2004. http://www.nationalreview.com/kurtz/kurtz200402020917.asp. Acessado em 22/9/2004.

21. Stanley Kurtz, "The End of Marriage in Scandinavia", Weekly Standard, 2/2/2004, Http://www.weeklystandard.com/content/public/articles/000/000/003/660zypwj.asp.

22. Kurtz, "Slipping Toward Scandinavia".

23. Kurtz, "The End of Marriage in Scandinavia".

24. Greg Koukl, "Same-Sex Marriage—Challenges and Responses", maio/2004, publicado on-line em http://www.strradio.org, acessado em 15/9/2004.

25. Citado em Greg Koukl, "Same-Sex Marriage—Challenges and Responses", maio/2004, publicado on-line em 15/9/2004.

26. Paul Cameron, Ph.D., William Playfair, M.D., and Stephen Wellum, B.A., 1994. "The Longevity of Homosexuals: Before and After the AIDS Epidemic". Omega Journal of Death and Dying, Vol. 29, Número 3, 249-272. Para corroboração desses resultados, veja Frank Turek and Norman Geisler, Legislating Morality (Wipf & Stock, Eugene, Oregon), 2003 (Publicado anteriormente por Bethany House, 1998), págs. 259-260 (nota 4).



Autor: Frank Turek
Data da publicação: 13/5/2014
Transferido para a área pública em 27/10/2015
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