O Milênio: O Reinado de Jesus Cristo na Terra

Absoluta paz, segurança, justiça e prosperidade para todos os povos finalmente alcançados na Terra

Recursos úteis para sua maior compreensão

As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo


Título do Livro 2


Título do Livro 3

Há muito tempo que os homens sonham com uma sociedade perfeita em que todos possam viver em paz e harmonia — um mundo no qual todas as necessidades serão satisfeitas e barreiras como raça, nacionalidade, educação, renda e ambiente não existam mais. Antes da Primeira Guerra Mundial, muitos cristãos acreditavam que a humanidade estava fazendo um progresso gradual nessa direção e que a sociedade se tornaria cada vez melhor até que esse objetivo fosse atingido. Entretanto, após duas Guerras Mundiais e uma terceira aparentemente em preparação — é mais fácil encontrar um cavalo com chifres do que pessoas que ainda mantenham essa posição. No entanto, um plano ativo continua entre os círculos ocultistas em que a versão deles da utopia será cumprida fazendo-se desaparecer a luta sectária. As religiões, dizem eles, causaram mais derramamento de sangue do que qualquer outra coisa e precisam ser abolidas. Para atingir esse objetivo, colocaram em marcha um programa global e maciço conhecido como "Movimento Ecumênico" — encabeçado pelo papa — que está destinado a unir tantos sistemas diversos de crenças quanto possível e consolidá-los. Em seguida, quando o tempo certo chegar, o "Cristo" deles receberá as boas-vindas com braços abertos e o plano-mestre será totalmente implementado. Reduções maciças da população tirarão do mundo todos os indesejáveis (especificamente aqueles que são ferrenhamente monoteístas — os cristãos, os judeus e os muçulmanos) e o resto será subjugado e governado — "benevolentemente", é claro — por uma elite intelectual e social. Utopia? Para as massas que passarão o resto da vida como literais vilões, a definição não é muito apropriada.

Mas não se desanime, mundo! Há outro plano — um plano definido na eternidade — pelo qual um céu literal na Terra será realizado. Antes de criar o universo, Deus determinou que Seu Filho governaria e reinaria este mundo de um trono em Jerusalém. Mil anos foram definidos como a duração e na Palavra de Deus temos muitas pinceladas sobre como será esse reinado e como virá à existência.

O termo "milênio", propriamente, não é encontrado na Bíblia. Ele é formado de duas palavras latinas — mille, significando "mil" e annus, significando anos. Entretanto, a frase "mil anos" é encontrada dez vezes — duas vezes no Antigo Testamento [Salmos 90:4 e Eclesiastes 6:6], e oito vezes no Novo Testamento.

A primeira referência que nos oferece informações sobre o propósito do período de mil anos encontra-se em Apocalipse 20:1-3, onde lemos:

"E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo."

Aqui, temos uma declaração muito clara que um dos anjos de Deus amarrará Satanás e o lançará no poço do abismo (seria o espaço sideral?) e colocará um selo na tampa para que Satanás não possa mais "enganar as nações" — até que os mil anos se completem. Embora não seja mencionado explicitamente, precisamos inferir que as hordas de demônios serão da mesma forma aprisionadas, ou de algum outro modo ficarão inativas. Então, de acordo com o plano de Deus, Satanás será "solto por um pouco de tempo" de sua prisão. Por que ele precisará ser solto? Se o Senhor permitir, responderemos a essa questão posteriormente — pois antes de podermos oferecer uma explicação que faça sentido, precisamos desenvolver outras questões.

Começando com os patriarcas de cuja descendência formou-se mais tarde a nação de Israel, Deus falou a eles por meio de Seus profetas e acrescentou "mandamento sobre mandamento e regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali" [Isaías 28:10 e 13]. Com o tempo, eles começaram a entender o fato que um dia, "o Messias, o príncipe" [Daniel 9:25-26] viria para livrá-los e iniciar uma época dourada de paz e tranqüilidade. Duas das principais passagens no Antigo Testamento que prometem isso encontram-se em Isaías 11 e 65:

"Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. E deleitar-se-á no temor do SENHOR; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, e a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins. E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar. E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso. E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar. E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra. E afastar-se-á a inveja de Efraim, e os adversários de Judá serão desarraigados; Efraim não invejará a Judá, e Judá não oprimirá a Efraim. Antes voarão sobre os ombros dos filisteus ao ocidente; juntos despojarão aos do oriente; em Edom e Moabe porão as suas mãos, e os filhos de Amom lhes obedecerão. E o SENHOR destruirá totalmente a língua do mar do Egito, e moverá a sua mão contra o rio com a força do seu vento e, ferindo-o, dividi-lo-á em sete correntes e fará que por ele passem com sapatos secos. E haverá caminho plano para o remanescente do seu povo, que for deixado da Assíria, como sucedeu a Israel no dia em que subiu da terra do Egito." [Isaías 11:1-16].

Os versos de 1 a 3 estão obviamente falando a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus — o Messias de Israel — durante seu primeiro advento. Mas, igualmente óbvio é que o verso 4 e os seguintes não aconteceram naquele tempo. Durante sua breve vida na terra, Jesus Cristo não julgou os pobres nem decidiu em favor dos mansos. Ele não feriu a terra com a vara da Sua boca nem matou os ímpios. Mas o dia está chegando em que Ele fará isso!! Esses versos introdutórios estão dizendo o que vai acontecer no fim do Período da Tribulação, quando Jesus Cristo retornar à Terra. Seu adversário, Satanás, terá os exércitos mundiais em formação no Vale de Megido, ao noroeste de Jerusalém, em uma tentativa final de lutar contra Ele. Esses exércitos, porém, serão destruídos pelo "sopro de seus lábios" [verso 4] no Armagedom — Ele simplesmente abrirá a boca, proferirá uma palavra e fará o sangue de seus adversários fluir até chegar aos freios dos cavalos" [Apocalipse 14:20]. Em Mateus 24:29-31, o Senhor nos dá uma compreensão adicional sobre os eventos que ocorrerão:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus."

Zacarias 12:10 diz que nesse tempo a casa de Davi e os habitantes de Jerusalém "olharão para mim a quem traspassaram e chorarão amargamente". O povo judeu finalmente reconhecerá — para a maior parte dele, já tarde demais — que Jesus de Nazaré era realmente o Messias prometido e que eles cometeram regicídio, traspassando-o na cruz. É o fim do Período da Tribulação e eles saberão que o "Cristo" ao qual deram as boas-vindas anteriormente era o próprio Satanás encarnado — o Anticristo. A compreensão desses fatos os abaterá quando virem o Filho de Deus vindo "nas nuvens com poder e grande glória". Os anjos percorrerão a terra e trarão todos os sobreviventes do tempo mais horrível que já ocorreu na Terra — para comparecerem diante de Jesus Cristo, que se assentará como o juiz.

"E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." [Mateus 25:31-34].

Mais tarde ele acrescenta:

"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos." [Mateus 25:41].

Essa separação das "ovelhas" dos "bodes" e o subseqüente banimento dos perdidos ao inferno é, como vimos no artigo P195, concorrente com a ressurreição dos mártires do Período da Tribulação e outros santos que morreram de causas naturais durante aquele período de tempo. Portanto, o que temos neste ponto é um grupo de crentes vivos que sobreviveram à Tribulação, juntamente com os santos do Antigo e do Novo Testamento em corpos glorificados — que entrarão juntos no reino dos céus. A frase "reino dos céus" refere-se a um reinado na Terra governado a partir dos céus e é um sinônimo do Reinado Milenar.

Isso nos leva a Isaías 65, mencionado anteriormente:

"Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo. E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado. E edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles. E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR." [Isaías 65:17-25].

O verso 17 chama nossa atenção porque soa muito similar à descrição feita pelo apóstolo João em Apocalipse 21:1, em que ele viu "novos céus e nova terra". No entanto, acreditamos que os dois eventos estão na verdade separados pelos mil anos, como esperamos demonstrar. Observe que a passagem em Isaías 65 diz "novos céus e nova terra". A palavra hebraica traduzida como "céus" refere-se à abóbada celeste e não à habitação de Deus — que acreditamos ser o caso em Apocalipse 21:1 — embora a palavra grega ouranos também possa se referir ao céu. A razão por que acreditamos que eles são atos criativos separados é por causa do que encontramos em Isaías 40 (o segundo será coberto posteriormente).

"Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua milícia é acabada, que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do SENHOR, por todos os seus pecados. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. E a glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne juntamente a verá, pois a boca do SENHOR o disse." [Isaías 40:1-5].

Como dissemos no início, o homem sempre desejou um ambiente perfeito, e atribui à sua ausência, juntamente com outros fatores, como a pobreza, ignorância, etc. — a razão da impiedade da humanidade. Em outras palavras, essas coisas foram e ainda são usadas, como uma desculpa para negar o fato da pecaminosidade inerente do homem — sua queda natural, a depravação de seu coração. Assim, Deus vai preencher todos os vales, aplainar todas as montanhas, e em geral renovar a Terra! É minha opinião que Deus restaurará a Terra ao seu ambiente "jardim do Éden" original e a árvore da vida ficará disponível novamente (Apocalipse 2:7 e 22:2). Observe que as passagens precedentes dizem repetidamente que o cordeiro viverá ao lado do lobo e o leão comerá palha como o boi. No Éden, antes da queda do homem, a roseira não produzia espinhos e os animais não tinham dentes afiados. A "sobrevivência dos mais fortes" com os carnívoros surgiu na natureza como resultado direto da queda de Adão da graça. Paulo fala sobre esse assunto em Romanos 8:

"Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora." [Romanos 8:19-22].

Então, quando referenciamos Isaías 11, vimos no verso 9 a respeito dos animais: "Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar". Não somente a humanidade terá o conhecimento pleno do SENHOR, mas os instintos do reino animal serão mudados e todos serão tranqüilos e serenos. Satanás e seus demônios estarão aprisionados e ninguém poderá legitimamente dizer "O Diabo me levou a fazer isto!" — como era o chavão de um humorista alguns anos atrás.

Mas antes de irmos muito longe, precisamos considerar os últimos comentários de Isaías 11 — que trata do remanescente de Israel — cujos membros eleitos entre o povo escolhido de Deus terão sido caçados até os confins da Terra pelas forças do Anticristo, mas que sobreviveram. De acordo com Daniel 12:11-13, o intervalo entre o fim da Tribulação e o estabelecimento do Reino, parece ser de 45 dias. Além disso, Isaías 11:11-16 sugere que durante esse tempo — antes do julgamento das ovelhas e dos bodes — Deus levará o remanescente de Israel de volta à Terra Prometida de Canaã e, ao virem, eles despojarão os árabes, lançarão suas mãos sobre os povos de Edom e de Moabe, e os amonitas os obedecerão! Aqueles que vierem da região da Assíria terão o "caminho aplainado diante deles", à medida que Deus remover todas as obstruções e aqueles que vierem do Egito e do sul poderão cruzar o rio Nilo "com os sapatos secos" — sem molhar os pés! A frase de que os "povos do oriente" — os árabes — serão despojados, é um argumento que o julgamento das ovelhas e dos bodes não terá ocorrido naquele ponto.

Uma vez que o julgamento estiver completado, os sobreviventes eleitos do Período da Tribulação — ainda em corpos mortais — entrarão no Reino para povoá-lo. No entanto, não devemos nos esquecer que uma quantidade inumerável de santos ressurretos possuindo corpos glorificados — exatamente como aquele que agora tem o Senhor Jesus Cristo — entrarão no reino também. Aparentemente, os santos do Antigo Testamento se unirão aos santos da Tribulação para formar o principal contingente da população — uma sociedade em que Israel estará no centro da Terra e Jerusalém será a morada do rei. Os eleitos da Época da Igreja servirão em vários cargos de supervisão — a importância relativa de cada um provavelmente será determinada pelo Senhor no julgamento diante do Trono de Cristo. No entanto, nosso foco principal precisa estar sobre aqueles que entrarão no reino como humanos pecadores. Todos os que entrarem no reino serão salvos, mas ainda estarão em corpos de carne e, portanto, possuindo uma natureza depravada. Esse ponto é muito importante e não devemos negligenciá-lo. O remanescente judaico entre eles certamente estará em êxtase. Eles terão finalmente percebido o sonho dos judeus por milhares de anos — poder viver sob o domínio do Messias em um estado maravilhoso de paz e descanso. Isaías 11 nos diz que "Efraim e Judá" (os nomes das duas facções na guerra civil em Israel) se unirão e não mais brigarão um com o outro.

Assim, o quadro que temos diante de nós é de uma profunda e absoluta felicidade! Voltando a Isaías 65, vemos que Deus diz no verso 18:

"Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo." [Isaías 65:18].

No ano 70, Jerusalém e o templo foram destruídos pelas legiões romanas do general Tito. Desde aquele dia até que Deus crie "para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo", a cidade e seu povo serão qualquer coisa menos alegria. No entanto, durante o Milênio, Jerusalém será literalmente o local do trono de Deus e a alegria será a ordem do dia.

"E os resgatados do SENHOR voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido." [Isaías 35:10].

"Porque o SENHOR consolará a Sião; consolará a todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão como o jardim do SENHOR; gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia." [Isaías 51:3 — "o jardim do SENHOR" refere-se ao jardim do Éden].

"Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria." [Isaías 61:7].

"Porque assim diz o SENHOR: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória dos gentios como um ribeiro que transborda; então mamareis, ao colo vos trarão, e sobre os joelhos vos afagarão." [Isaías 66:12].

Não somente estarão eles vivendo em um ambiente perfeito e tendo todas as necessidades imagináveis satisfeitas, mas também estarão vivendo sob um governo perfeito. O próprio Senhor Deus governará "com vara de ferro" [Apocalipse 12:5] e os detetores de mentira não serão mais necessários! Os infratores serão pegos imediatamente e punidos sob um sistema de justiça perfeito. Imagine a inclinação para fazer o mal acoplada com o conhecimento de que não será possível escapar sem ser punido. Minha imaginação me diz que na maior parte do tempo, esse será um milênio de "justiça" auto-imposta por aqueles ainda em corpos mortais! Entretanto, debaixo dessa superfície idílica estará o fato horrendo da depravação humana. À medida que os séculos passarem, milhões e milhões de crianças nascerão dos habitantes originais — cada um deles terá uma natureza humana tão depravada quanto seus pais — nascidos em ofensas e pecados [Efésios 2:1]. E, como seus pais antes deles, precisarão crer para não perecer. O ambiente deles incluirá — como o elemento central — um sistema perfeito de adoração em que o próprio Deus estará vivendo entre eles e demonstrando todas suas perfeições dia após dia. Não haverá desculpas para a falta de adoração e ela será esperada de todas as criaturas, mas a crença — a confiança absoluta e não fingida em Jesus Cristo — será "de boca para fora" por parte dos não salvos. Essa falsa adoração ficará sem ser detectada? É claro que não! O Senhor saberá o que está no coração dessas pessoas e o fingimento delas será revelado no tempo devido. Sem dúvida, alguns dentre eles terão o coração tão duro que não farão esforço algum de esconder sua pecaminosidade. Esses, acredito, estarão entre aqueles que o Senhor referencia no verso 20 de Isaías 65:

"Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado." [Isaías 65:20].

A longevidade desfrutada pela humanidade antes do dilúvio, nos tempos de Noé, será restaurada durante o milênio, e alguns dos amaldiçoados morrerão na idade de cem anos (ou pouco mais) e essa será considerada uma morte precoce.

Então, a partir do verso 21 de Isaías 65, vemos o Senhor afirmar um princípio do reino que fala diretamente aos corações dos descendentes de Israel (Jacó). Em toda sua longa e atribulada história, eles passaram por muitos períodos de reavivamento, subseqüente declínio e, então, julgamento. As bênçãos de Deus sobre eles durante os tempos de reavivamento espiritual sempre resultaram em ganhos materiais — casas, terras e boas colheitas. Inevitavelmente, porém, esses bens eram perdidos para os exércitos invasores nos tempos de julgamento à medida que Deus os punia por causa dos pecados cometidos. Esses ciclos infindáveis de subida e descida sublinham o fato que a única coisa que aprendemos da história é que não aprendemos com a história! Observe que eu disse "aprendemos", pois Israel é representativo de toda a humanidade nesse aspecto. Entretanto, durante o reinado de Jesus Cristo, Deus diz que esse ciclo será interrompido — todos poderão desfrutar dos frutos do seu trabalho, sem que outro tome isso deles. Para aqueles irmãos que ainda insistem que o reino não durará mil anos, tudo o que posso dizer é que dêem uma olhada mais atenta no verso 22:

"Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos."

"Os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos." Estima-se que a sequóia "General Shermam" no Parque Nacional das Sequóias", na Califórnia — uma árvore viva — tenha perto de 3.500 anos de idade! Entretanto, ela não é a árvore mais velha conhecida. Essa distinção pertence a uma determinada espécie de pinheiro que cresce nas Montanhas Brancas no leste da Califórnia — acredita-se que muitas dessas árvores tenham mais de 4.000 anos. Isso indica que elas germinaram logo após as águas do dilúvio terem baixado nos dias de Noé. Portanto, viver mil anos não é algo longe da imaginação. Matusalém, antes do dilúvio, chegou aos 969 anos [Gênesis 5:27] e ele não viveu em um ambiente perfeito.

No próximo verso (23 de Isaías 65) descobrimos que os habitantes iniciais do Milênio gerarão filhos:

"Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles."

Mesmo um número relativamente pequeno de sobreviventes da Tribulação que entrarem no Reino resultará em uma população de muitos milhões (possivelmente bilhões), após viverem por mil anos em um ambiente perfeito. Em muitos aspectos, isso espelhará a população mundial antes do Dilúvio.

Finalmente, chegamos à questão feita no início — Por que Satanás precisará ser "solto por um pouco de tempo"? A resposta é, para provar aos principados e potestades — as hostes angelicais da esfera sobrenatural, tantos as boas quanto as malignas — que o plano alternativo de Satanás de governar as coisas é uma mentira e que não funcionará. De acordo com o que podemos concluir a partir de relatos na Bíblia, Satanás tem inveja de Deus e insiste que seus próprios caminhos são melhores. Essa inveja o levou à rebelião nos céus, na qual a terça parte dos anjos aparentemente o seguiu [Apocalipse 12:4]. Esses são os anjos caídos que a Bíblia chama de demônios — espíritos malignos que são uma praga para a humanidade até hoje. No jardim do Éden, Satanás tentou Eva fazendo três assertivas básicas: A primeira foi: "Foi assim que Deus disse?" — deste modo lançando dúvidas sobre a Palavra de Deus. Em seguida, fez esta afirmação: "Certamente não morrereis!". Deus tinha dito a Adão e Eva ao fazer a proibição para não comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, que "no dia em que dele comerdes, certamente morrereis" [Gênesis 2:17]. Portanto, essa segunda afirmação da serpente foi uma mentira descarada e uma contradição à Palavra de Deus. Adão e Eva sofreram morte espiritual imediata ao comerem do fruto proibido e deram início ao processo de morrer fisicamente. Então, surpreendentemente, a terceira afirmação era verdade! Ou, no mínimo, parcialmente verdade — porque Deus sabia que por meio do pecado da rebelião os olhos deles seriam abertos para a diferença entre o bem e o mal. Mas para duas pessoas criadas perfeitas em todos os aspectos, esse conhecimento não era algo para ser desejado! Como seus descendentes, todos nós que temos capacidade mental sabemos a diferença — mas a vemos da perspectiva de estarmos na parte inferior de um abismo espiritual infinito (compare com o "grande abismo" de Lucas 16:26). A total depravação é o resultado do pecado original e a morte sacrifical de Jesus Cristo é a única solução possível, para alguém ser resgatado desse abismo. A perfeição requerida pela própria santidade e justiça de Deus, dita que Ele somente está qualificado para pagar a dívida! A Bíblia ensina o princípio de "o salário do pecado é a morte" [Romanos 6:23], de modo que o próprio Deus teve de morrer uma morte sacrifical para poder redimir os homens caídos e pecadores. Isso Ele fez na cruz, na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo.

Assim, se estudarmos com muito cuidado os assuntos do pecado e da salvação eterna conforme são apresentados na Bíblia e então compararmos as afirmações de Deus com as afirmações de Satanás, descobrimos que os dois conceitos estão tão longe um do outro quanto a luz das trevas! Deus diz que Ele precisa salvar o homem e Satanás diz que o homem pode salvar a si mesmo. Deus diz: "Confie em Cristo para a salvação" e Satanás diz: "Conquiste sua salvação por meio das boas obras". Portanto, é esse choque sobrenatural de duas vontades opostas que fornece a explicação sobre a razão de Satanás precisar ser solto por um breve tempo. Soltando Satanás, Deus pretende provar a todas as criaturas — tanto sobrenaturais quanto humanas — que o coração pecaminoso e depravado foi a causa dos problemas do homem o tempo todo e não seu meio ambiente, a educação, a raça, o dinheiro, a comida, etc. — ou a falta de tudo isso.

Estamos agora no fim do reinado milenar de Jesus Cristo e precisamos ter em mente que tudo no mundo esteve perfeito durante todo esse tempo. Não houve guerras, fomes, pobreza, doenças, crime e nenhuma coisa boa foi negada aos homens mortais e eles não terão desculpas para seu comportamento ruim. Então, nesse cenário idílico, Satanás entrará subitamente, ao ser libertado de sua prisão. Ele se comportará de forma previsível como sempre, e imediatamente começará a motivar os homens à rebelião, convencendo-os que Jesus Cristo precisa ser destronado para que ele (Satanás) então possa ocupar o lugar e reinar sobre eles. O ressentimento e a raiva latentes nos corações pecaminosos que foram forçados a "se comportar" durante os mil anos por não poderem fazer nada errado sem serem pegos e punidos (como muitas crianças que crescem debaixo de uma disciplina rígida de seus pais!), explodirão e bilhões [Apocalipse 20:8 diz "o número deles é como a areia do mar"] rapidamente sucumbirão às vilezas de Satanás e se alistarão no seu exército. Com objetivos assassinos, eles se congregarão e marcharão contra a cidade santa de Jerusalém e o trono do rei. Quando a cidade estiver cercada, fogo de Deus descerá dos céus e devorará a todos [Apocalipse 20:9]. As ações deles provarão para o resto da eternidade que Deus está certo e o Diabo errado. O homem não regenerado está espiritualmente morto e sua natureza é por natureza inimiga de Deus. Nenhuma quantidade de "boas obras" ou boas intenções de sua parte pode merecer vida eterna e ele pratica o mal — ele peca — por causa de sua natureza pecaminosa. Como já foi dito várias vezes — pecamos porque somos pecadores, e não pecadores porque pecamos. A mentira de Satanás sempre foi que o homem não é depravado e que ainda retém uma "centelha da divindade" dentro dele — e que precisa somente ser desenvolvida — e ele (Satanás) é exatamente quem vai desenvolvê-la! A busca insaciável pela iluminação sempre foi a marca característica do "lado das trevas" e das sociedades secretas como a Rosa-Cruz e a Maçonaria — juntamente com muitos grupos aliados — buscar a vida eterna por meio de suas próprias obras. Caim, o filho primogênito de Adão e Eva recusou-se a oferecer o sacrifício que Deus requeria — o sangue de um animal inocente — e insistiu em oferecer os frutos do seu próprio trabalho. Esse choque de vontades no princípio da história humana marcou a linha divisória entre a fé e as obras. O assunto que estamos considerando agora marca o fim desta última.

Uma vez que a tentativa ridícula de rebelião for neutralizada, Satanás finalmente receberá o que merece! Ele será lançado no lago de fogo, onde fará companhia para a besta e o falso profeta — a trindade profana estará reunida para passar a eternidade em tormentos. Em seguida, ocorrerá o julgamento diante do Grande Trono Branco, no qual os perdidos de todas as épocas — os espíritos não regenerados daqueles que morreram sem Cristo, incluindo aqueles que foram consumidos pelo fogo ao seguirem a Satanás no fim do Milênio — serão julgados de acordo com suas obras, conforme registradas nos "livros" (plural) [Apocalipse 20:12]. A prova número um do processo é o fato que nem um de seus nomes será encontrado no "livro" (singular) — "o livro da vida do Cordeiro" — Apocalipse 21:27]. A punição eterna será dada em proporção do grau relativo em que o pecado governou em suas vidas. Em outras palavras, esse julgamento das obras significará que os homens "morais" não serão julgados de forma tão severa quanto os extremamente ímpios.

Embora nesse ponto o pecado tenha sido julgado e as massas de homens não regenerados tenham recebido seu destino eterno, mais "pontas soltas" precisam ser ligadas. Os dois fatos inevitáveis da vida humana — os conceitos abstratos da morte e do sepulcro ("inferno" na tradução ACF) — estão finalmente obsoletos e são eles mesmos (figurativamente) lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:14). Isso é o que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 15:26 — que "o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte".

Em seguida, temos Apocalipse 21:1 (referido anteriormente) em que o apóstolo João vê "um novo céu e uma nova terra". Já mencionamos que Deus aparentemente "renovou" a Terra no início do Milênio e a restaurou à sua beleza original no Éden, de modo o que significa essa declaração? Acredito que encontramos a resposta em 2 Pedro capítulo 3:

"Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão." [2 Pedro 3:1-10; ênfase adicionada].

Por que você acha (como eu disse anteriormente) que precisam ocorrer duas "renovações" da Terra? Observe que o verso 7 refere-se à Terra como estando "guardada para o fogo até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios" Isso nos dá a estrutura do tempo para os "novos céus e a nova terra" de Apocalipse 21:1, que serão criados após o julgamento do Grande Trono Branco de 20:11-15, e no qual os ímpios serão julgados e punidos.

Em seguida, precisamos compreender que o "dia do Senhor" (verso 10) refere-se ao período inteiro da Tribulação por meio dos eventos que ocorrerão após o Milênio. O ponto e vírgula após "O dia do Senhor virá como o ladrão de noite" separa o início do fim. O dia do Senhor começará com uma surpresa e terminará com um grande estrondo! Observe novamente que o verso 7 diz "os céus e a terra estão guardados para o fogo". Por que Deus reservaria a Terra e sua atmosfera (os céus) para o fogo? Por que Ele quereria destruí-los, agora que foram restaurados à sua beleza original? A razão é que as impressões digitais de Satanás estão por toda a parte! Os céus — a atmosfera em volta da Terra foi a habitação de Satanás e de suas hordas de demônios. Satanás é chamado em Efésios 2:2 de "príncipe das potestades do ar" E muitos milhões já demonstraram a horrenda realidade do pecado em suas vidas por meio da rebelião. A Terra e tudo em volta dela guarda o cheiro da pecaminosidade — de modo que o próprio conceito de pecado, como a morte e a sepultura, precisam ser tratados e todos as lembranças deles removidos da existência. Para aqueles que insistem que as obras do homem são aceitáveis a Deus, notem a frase final, "... e as obras que nela há, se queimarão.".

No entanto, os eventos descritos no livro do Apocalipse não estão em ordem cronológica, pois considerar essa posição causaria muitos problemas intransponíveis na exegese sensata do texto. A carroça ficaria na frente dos bois e deixaria tudo muito confuso! Um caso em vista encontra-se no capítulo 21, em que a "cidade santa da nova Jerusalém", a "noiva do Cordeiro" — refere-se à habitação eterna da igreja de Jesus Cristo. Tanto a cidade quanto seus habitantes são descritos usando-se termos "sobrepostos". Além disso, o aparecimento dela — aparentemente no fim de todas as coisas — causa-nos alguns problemas. Por quê? Bem, para os iniciantes, Gálatas 3:28 diz:

"Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus."

As origens nacionais, a classe social, e o gênero não têm significado uma vez que estamos em Cristo e parece totalmente razoável concluir que não nos rotularão na eternidade. Assim sendo, os versos 24 e 26 nos dão uma pausa. Esses versos são como segue:

"E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra." [Apocalipse 21:24].

"E a ela trarão a glória e honra das nações." [Apocalipse 21:26].

Além disso, o verso 27 nos diz:

"E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." [Apocalipse 21:27].

E a isso acrescentamos estes comentários adicionais do capítulo 22:

"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." [Apocalipse 22:14-15].

A partir dessas quatro passagens, concluímos que os redimidos ("e as nações dos salvos andarão à sua luz") — as distinções étnicas ainda ativas — bem como "os reis da terra", estarão entrando e saindo da cidade. E não somente isso, os ímpios estarão de fora das portas. Tudo isso levado em conta junto leva-nos a acreditar que a cidade celestial, a nova Jerusalém, será de algum modo acessível a partir da Terra e disponível aos humanos redimidos (ainda em corpos mortais), durante o Milênio. Grandes números de pessoas na Terra não serão regeneradas, e farão o melhor que puderem para esconder seus pecados — mas não terão a permissão de entrar. Adicionalmente, o verso 2 do Capítulo 22 nos diz que as folhas da árvore da vida serão para a "saúde das nações". Os homens em corpos glorificados não terão necessidade de tratar enfermidades! Esse fato somente deve nos dizer que a estrutura de tempo dessas passagens não as coloca na eternidade. Além disso, de acordo com a Concordância de Strong, a palavra grega ethnos, traduzida como "nações" é:

"Provavelmente originária do grego 1486 (etho); uma raça (do mesmo hábito), isto é, uma tribo; especialmente estrangeira (não-judaica) — por implicação, pagã: gentio, incrédulo, nação, povo."

Assim, vemos que essa palavra tem mais de uma aplicação para os gentios do que para os judeus e simplesmente dá maior credibilidade à nossa premissa. A distinção que identifica as etnicidades será aplicada durante o Milênio, porque os judeus obviamente manterão sua identidade racial e todas as doze tribos de Israel serão julgadas e governadas pelos doze apóstolos [Lucas 22:30]. Assim sendo, os versos 3-8 do Capítulo 21 parecem ser um parêntese (e citados no tempo futuro) porque obviamente referem-se ao estado eterno — especificamente, o verso 4 que diz que "não haverá mais morte".

Alguns mestres conservadores da Bíblia dizem que os "novos céus e a nova terra" de Apocalipse 21:1, refere-se à renovação da Terra no início do Milênio, por causa da menção que "o mar já não existe". Isso, eles acreditam, nos diz que a massa de terra será grandemente aumentada para acomodar a explosão demográfica. (Obviamente, haverá muita água doce, pois os mortais precisarão dela para viver.) Esse ensino pode estar correto, porque o Senhor nos diz no verso 5: "Eis que faço novas todas as coisas" e poderia facilmente corresponder à passagem em 2 Pedro em que a Terra é renovada pelo fogo. Entretanto, parece claro que dois eventos separados estão em vista — um no início e outro no fim dos mil anos.

Bem, tanto quanto posso determinar, há mais uma ponta solta a juntar. Vimos como o Milênio terminará e como a eternidade começará. O reinado milenar de Jesus Cristo chegou agora ao fim e alguma reorganização divina precisa ser feita. Davi, o suave salmista de Israel, fez a seguinte afirmação profética:

"Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés." [Salmos 110:1].

Todos os inimigos foram finalmente colocados por escabelo e receberam seu destino eterno. Durante esse tempo, Cristo esteve à mão direita de Deus, o Pai e Soberano sobre todas as coisas. Colossenses 1:18 diz que "para que em tudo tenha a preeminência" e para isso ser o caso parece razoável concluir que Deus, o Pai, e Deus, o Espírito Santo, precisam concordar. Por essa razão, acredito que presentemente a Trindade está de certa forma em "desequilíbrio" — com o Filho de Deus recebendo a honra e glória que lhe é devida por causa da magnitude de seu sacrifício na cruz. Mas, assim que o reino terreal chegar ao fim, isso precisará ser corrigido e acredito que é o que vemos na seguinte passagem:

"Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força." [1 Coríntios 15:22-24].

Nosso Senhor aniquilou todos seus adversários e agora é o momento de entregar o reino a Deus, o Pai. Uma vez que isso for feito e a divindade reverter à sua condição anterior à criação, o tempo deixará de existir e todos os redimidos experimentarão o estado eterno do "presente contínuo".

Para encerrar, achamos apropriado citar Apocalipse 21:2-4 — a bendita esperança que temos em Cristo:

"E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."

Amém. Ora vem, Senhor Jesus!



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Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Data da publicação: 18/5/2003
Revisão: http://www.TextoExato.com
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