O Sepulcro Vazio

As evidências circunstanciais da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos são fortes demais para serem ignoradas

Recursos úteis para sua maior compreensão

As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo


Título do Livro 2


Título do Livro 3

Estou convencido que muitas pessoas — tanto crentes quanto não crentes — ainda não compreendem como a ausência do corpo do Senhor pode possivelmente ser prova de uma ressurreição sobrenatural. E, como estamos perto do período da "Páscoa" e milhões de pessoas procurarão estar presentes em alguma igreja para compensar a falta de fervor religioso acumulado em mais um ano, este artigo deve ser pontual. Coloquei "Páscoa" entre aspas porque, na verdade, trata-se de uma festa pagã que se incorporou ao Catolicismo Romano e foi usada como um substituto para as comemorações judaicas da Passagem, dos Pães Ázimos e dos Primeiros Frutos — todas celebradas em três dias consecutivos durante a primeira semana do ano novo judaico. Deus pretendia que essas comemorações fossem "tipos" do futuro Messias e foram todas cumpridas à risca como "antítipos" na morte, sepultamento e na ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Mas como poderia a mera ausência de um corpo ser tão impressionante ao ponto de inspirar fé naqueles que viram o túmulo vazio? Por que a justificativa dada pelos principais sacerdotes e pelos fariseus de que os discípulos roubaram o corpo não recebeu crédito do povo? A resposta pode surpreendê-lo, mas o túmulo não estava realmente vazio!

Para refrescar nossa memória, precisamos rever as seguintes passagens das Escrituras, tomadas dos registros dos Evangelhos:

"E, vinda já a tarde, chegou um homem rico, de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se. E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro. E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra." [Mateus 27:57-66].

"Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José; o qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro." [Marcos 15:43-46].

"E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo, que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o reino de Deus; esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto... E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso." [Lucas 23:50-53; 24:1-12].

"Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus. E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, e que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos." [João 19-38-42; 20:1-9].

Esses registros paralelos foram escritos por homens distintos e contêm fragmentos vitais de informação que precisamos juntar para obtermos uma imagem completa do que aconteceu durante aquele período turbulento de tempo. Conforme atentamos cuidadosamente para a terminologia exata, descobriremos por que "o outro discípulo" do Evangelho de João (que a maioria dos estudiosos acredita ser o próprio João) teve apenas de ver a evidência para crer que o Senhor tinha verdadeiramente ressuscitado dentre os mortos! O que ele viu que foi tão convincente? Lembre-se que afirmei no início do artigo que o túmulo não estava realmente vazio — os lençóis de linho foram deixados para trás. A forma como essas vestimentas foram encontradas é a chave para entendermos o que passa geralmente despercebido na leitura casual da narrativa. Porém, antes de tudo, permita-me apontar que existiam lençóis — no plural. Observe que no verso 7 do relato de João, acima, o lenço é descrito como algo distinto dos demais lençóis — portanto a pluralidade não existe entre o lenço e outra vestimenta, no singular. A razão pela qual quero chamar sua atenção para isso é o chamado "Santo Sudário" — que a Igreja Católica afirma ser a vestimenta fúnebre de Jesus Cristo. De acordo com o que aprendi sobre o ritual de sepultamento dos judeus, diversas faixas de linho eram usadas para envolver o corpo, e não apenas uma única peça de roupa, como no caso do "Sudário". Dependendo da posição social e da riqueza do indivíduo sepultado, muitos quilos de aromas caros eram usados para "embalsamar" o corpo (daí a etimologia da palavra) e eram intercalados entre as diversas faixas de linho enroladas no cadáver. Nesse caso em particular, Nicodemos trouxe "quase cem arráteis" de aromas — os quais, segundo a tradição, indicam que o Senhor pesava cerca de 90 quilos, pois a aproximação era supostamente de um arrátel de aromas para cada dois arráteis de peso corporal. As faixas eram enroladas no corpo até o pescoço e a peça final, o lenço, era envolvido na cabeça — no estilo de uma "múmia", talvez devido a um costume de sepultamento aprendido séculos antes durante o cativeiro de Israel no Egito. [Nota: Um arrátel equivalia a aproximadamente meio quilo.].

Portanto, a cena que os visitantes do túmulo presenciaram foi um embrulho de faixas de linho e especiarias, menos o corpo! Além disso, a cobertura da cabeça ainda estava intacta, mas a alguma distância do resto — dando ainda mais evidência de uma ressurreição sobrenatural. O senso comum era todo o necessário para reconhecer o óbvio, e até mesmo a pessoa mais ignorante seria capaz de compreender o que aconteceu. Entretanto, como autênticos filhos do demônio, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus não permitiram que esse discreto detalhe os impedisse de divulgar uma "explicação plausível", conforme vemos na seguinte passagem:

"Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão. E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje." [Mateus 28:10-15].

A ação tomada pelos soldados claramente indica que eles estavam atemorizados. Os soldados romanos que deixavam escapar aqueles que estavam sob sua guarda assumiam o lugar do prisioneiro ou eram sumariamente executados no local! "Dormir no serviço" não era tolerado, a não ser que outro soldado permanecesse acordado como sentinela. Dessa forma, o fato de os oficiais judeus oferecerem uma explicação alternativa, um suborno (aparentemente alto) e uma promessa de intervirem caso Pilatos descobrisse a verdade, diz muito acerca da realidade do que aconteceu. Não houve qualquer abalo nas relações entre esses governantes e os romanos, portanto nenhuma outra explicação, exceto uma ressurreição sobrenatural, será suficiente para explicar por que eles foram tão longe para encobrir a verdade.

Ainda assim, a palavra se espalhou em Jerusalém e nas cercanias como fogo. Sabemos que foi assim por causa do verso 15 de Mateus 28, acima, e por um comentário feito pelo apóstolo Paulo no livro dos Atos dos Apóstolos, quando discursou diante do rei Agripa:

"Porque o rei, diante de quem falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto." [Atos 26:26].

A evidência da ressurreição e o subseqüente aparecimento do Senhor aos seus discípulos transformou aqueles homens de covardes temerosos em gigantes da fé — fielmente proclamando a verdade de Jesus Cristo por todos os cantos. As pessoas não mudam tão radicalmente sem terem testemunhado algo estupendo — e isso é algo que os céticos deveriam considerar seriamente quando são tentados a desmentir os fatos. "Não está aqui, mas ressuscitou." [Lucas 24:6] — Glória a Deus!!



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Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Tradução: Eduardo Perez Neto
Data da publicação: 16/7/2003
Revisão: V. D. M. — Campo Grande / MS e http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p200.asp