O Caos no Oriente Médio: Lições a Aprender e o Que Esperar

Neithercorp Press – 24/2/2011.

Existem muitos tipos diferentes de revolução e alguns são mais eficazes do que outros. Identificar a diferença entre uma revolução bem-sucedida e uma revolução fracassada pode ser complicado. Muitas vezes, à primeira vista elas parecem iguais. O segredo é colocar de lado aquilo que gostaríamos de ver e ser honestos com o que foi realmente alcançado com os protestos. O poder foi totalmente devolvido pelo governo ou pelo regime opressor para o povo, ou foi transferido para outra burocracia corrupta com uma face ligeiramente diferente? Os cordões das marionetes dos globalistas empresariais foram cortados, ou continuam tão firmes como sempre estiveram? As autoridades corruptas foram realmente punidas pelos crimes que levaram à insurgência original, ou conseguiram escapar para suas mansões em paraísos tropicais, para beberem coquetéis deitadas em espreguiçadeiras ao lado da piscina, e assistindo ao desastre que criaram pelos canais de notícias da televisão a cabo? Quem no fim se beneficiou com o evento?

Hoje, todo o Oriente Médio está à beira de uma completa desestabilização e, possivelmente, da guerra civil. A Tunísia, o Egito, a Líbia, o Barein, o Iêmem e outros países, estão experimentando ondas de protestos que não eram vistos desde os anos 1970s. A mídia ocidental está chamando os eventos de "revolta popular", uma revolta que recebe o apoio do governo Obama.

Mas, estamos testemunhando a democratização do berço da civilização, ou algo totalmente diferente? Em vez de caírem no pânico e temor com o caos crescente, o que podem as pessoas com discernimento aprender com a implosão social que está ocorrendo no outro lado do mundo e que nos ajudará a sobrevivermos a uma ocorrência similar aqui? Vamos examinar alguns dos momentos distintos que caracterizam a crise no Oriente Médio, as influências subjacentes e corruptas que a cercam, bem como certos fatos históricos da região que os engenheiros globalistas gostariam que esquecêssemos.

Moldando o Mundo Árabe

Estão interesses globalistas envolvidos no colapso dos governos no Oriente Médio? Certamente que sim. Entretanto, esse ressentimento generalizado e essa explosão da fúria coletiva represada não são emoções que possam ser fabricadas com facilidade. É muito mais provável que a fúria com as táticas de governo feudal dos ditadores do mundo árabe (muitos dos quais foram instalados e apoiados pelos interesses americanos e europeus) seja muito real e esteja em construção há um bom tempo. Por que, então, os governos ocidentais estão aplaudindo a derrubada dos déspotas que eles mesmos colocaram no poder?

O regime de Mubarak era o segundo maior beneficiário da ajuda financeira e militar dos EUA em todo o mundo. Um terço de toda a ajuda externa que é oficialmente reportada pelos EUA vai para o Egito e Israel:

http://www.vaughns-1-pagers.com/politics/us-foreign-aid.htm

Sem essa vasta ajuda militar, Mubarak não teria conseguido manter seu reinado por trinta anos. Este é um fato real. Portanto, por que se opor a um líder que você já tem firmemente sob seu controle?

Quando o xá do Irã (um homem louco e violento que os EUA apoiaram) foi derrubado por uma revolta popular em 1979, o governo dos EUA respondeu com críticas ácidas e brandindo o sabre. Quando Hosni Mubarak (um homem louco e violento que os EUA apoiaram) foi derrubado no mês passado, o governo americano respondeu com saudações e calorosos cumprimentos. Qual foi a diferença entre a revolução no Irã e as revoluções em todo o Oriente Médio hoje? Um contrato de cobertura…

Como a maioria dos líderes marionetes e figuras de proa, Mubarak era um menino de recados, um conduíte para a implementação das políticas globalistas no Egito. Sua entrega do poder não foi na realidade nada do tipo, porque o poder não era seu para ele entregar de volta. É importante observar que o gabinete de Mubarak e a maior parte das estruturas governamentais e militares existentes permaneceram firmemente entrincheirados:

http://www.haaretz.com/news/international/egypt-swears-in-new-cabinet-retains-mubarak-era-ministers-1.345069

O general Mohamed Hussein Tantawi, que chefia a junta militar governante e que ocupa o cargo de Ministro da Defesa há aproximadamente vinte anos, assumiu o controle "temporário" do Egito após Mubarak renunciar. Tantawi retém vínculos muito fortes com o governo de Washington e uma lealdade com as consistentes políticas de Mubarak, o que talvez explique por que o presidente Barack Obama parece ter ficado tão satisfeito com a saída de Mubarak. Em um recente e controverso vazamento de telegramas diplomáticos divulgado pelo Wikileaks, Tantawi é chamado de "o cachorrinho Totó do Mubarak":

http://www.cbsnews.com/stories/2011/02/16/501364/main20032166.shtml

A chave aqui é que os círculos globalistas apoiam a mudança no Egito simplesmente porque nada mudará para a população. O povo egípcio não obterá verdadeira influência na política de seu próprio país, e poderá ter até menor influência sobre suas próprias vidas se uma infraestrutura militar permanecer incorporada dentro do governo. Toda a rebelião foi diluída e redirecionada, porque o povo ingenuamente focou Mubarak como sendo a origem de todos os seus males, em vez de focar o sistema corrupto do qual Mubarak era apenas o homem na linha de frente.

E a Líbia? Muammar Kadafi, o homem da bolsa de dinheiro para os ditadores do Terceiro Mundo, foi o queridinho da ONU em 2009, quando foi nomeado chefe da União Africana. Ele era naquele tempo o mesmo monstro que é agora e, tanto quanto eu saiba, seu histórico de violações aos direitos humanos permaneceu pavoroso, mas então, novamente, ele estava ajudando os globalistas, pagando as anuidades da União Africana para diversos países com o dinheiro do petróleo líbio e atraindo esses países em direção à centralização:

http://www.saiia.org.za/diplomatic-pouch/libya-s-oil-makes-all-the-difference.html

Aparentemente, Kadafi já ultrapassou sua utilidade, pois os organismos internacionais agora apoiam plenamente a rebelião na Líbia.

Você se lembra da Tunísia? Aquela luta pela liberdade que a mídia dominante essencialmente ignorou até ela estar praticamente acabada e as duas décadas de governo de Zine al-Abidine Ben Ali (outro déspota com um histórico de violações aos direitos humanos que também foi instalado no poder com a ajuda dos interesses ocidentais, principalmente da Itália) foi finalmente derrubado? Bem, agora os proponentes globalistas subitamente "amam" a Tunísia e a estão promovendo como um "modelo de revolução". Por quê? Talvez por que dois covardes senadores americanos, McCain e Lieberman, estão agora no país para oferecerem ao novo governo "treinamento americano" para ajudar os militares da Tunísia a fornecerem segurança:

http://www.reuters.com/article/2011/02/21/us-tunisia-turkey-idUSTRE71K2YE20110221

Esses são os mesmos sujeitos que rascunharam a "Lei do Inimigo Beligerante", que permite ao governo dos EUA tratar qualquer cidadão americano como um "inimigo combatente", removendo o habeas corpus e todos os direitos constitucionais a um julgamento justo. Acho que a lição mais importante para o povo americano e, principalmente, para o Movimento da Liberdade é que se eles não conseguirem derrotá-lo, tentarão se unir a você e depois cooptá-lo. Minha esperança é que os tunisianos rejeitem as ofertas Cavalo de Tróia de ratos de esgoto como McCain e Lieberman; entretanto, se fizerem isso, acredito que os globalistas não serão mais tão amigáveis.

O que está acontecendo no Oriente Médio é um exemplo perfeito da manipulação da insatisfação existente com relação aos fins do Sistema. O gatilho aparente para esses eventos é obviamente, a duplicação dos preços dos alimentos que ocorreu no mundo nos dois últimos anos. (Você pode agradecer à orquestrada depreciação das moedas ocidentais por uma grande parte disso.). As pessoas têm a tendência ruim de conviver com todos os tipos de atrocidades desde que estejam com a barriga cheia, mas uma vez que certos gêneros de primeira necessidade são tirados do alcance das massas, elas reagem, normalmente de uma forma violenta e desfocada. Em grande parte, essas revoluções são legítimas quando iniciam, mas são cooptadas à medida que progridem, principalmente por que as sociedades envolvidas não compreendem de onde vem a verdadeira ameaça. É a centralização do Oriente Médio por meio da catástrofe o objetivo? Talvez, porém no fim de tudo isto, acredito que as revoltas no Oriente Médio terão muito mais a ver com os EUA do que com o mundo islâmico.

Déjà Vu Tudo Outra Vez

Para aqueles que realmente querem uma compreensão detalhada do que está acontecendo no Oriente Médio e as razões, sugiro uma investigação sobre a última grande revolução egípcia de 1952. Naquele tempo, a Grã-Bretanha ainda era a potência ocidental proeminente no mundo árabe, e seu controle sobre o fornecimento do petróleo era absoluto, similar ao controle que os EUA exercem há várias décadas. O petróleo estava atrelado à libra esterlina e qualquer negociação de petróleo bruto requeria transações na moeda britânica. Na verdade, dizia-se frequentemente que o poder do Império Britânico após a Segunda Guerra Mundial dependia integralmente do status da libra como moeda de reserva no mercado do petróleo. Este início já soa familiar para você?

Em 1952, uma revolução contra a monarquia egípcia marionete e seus supervisores britânicos surgiu aparentemente do nada, sob a liderança de um grupo chamado "Movimento dos Oficiais Livres". Na realidade, a insurreição, alimentada por anos de governo aristocrático corrupto, foi iniciada e, em alguns casos financiada, por agências americanas e soviéticas operando em conjunto! Em 1951-1952, oficiais nacionalistas da Polícia, apoiados pelos EUA e pela Rússia, começaram a apoiar os grupos terroristas fedayeen, usando ataques em operações de bandeira falsa para enfraquecer a região (isto está parecendo ainda mais familiar para você?). É interessante que foi nesta época que surgiu a "Fraternidade Muçulmana", um grupo que subitamente reapareceu nas discussões atuais na mídia.

Protestos e agitações se espalharam pelo Cairo, o rei Farouk foi destronado, os britânicos eventualmente ficaram desgastados e perderam o controle que tinham sobre o Canal de Suez. Entretanto, a história não termina aqui.

Os britânicos e franceses queriam de volta o Suez (pelo menos era o que diziam), pois o controle do Suez representava o controle dos mercados de petróleo do Oriente Médio. Um plano foi iniciado pelas duas potências europeias para recuperar o Canal usando uma invasão israelense à Faixa de Gaza como um ponto de partida. Desta vez, agentes israelenses foram usados pelos britânicos para realizar ataques de bandeira falsa, que foram apresentados como um pretexto para Israel agir contra o Egito. Em seguida, os britânicos e os franceses desembarcaram tropas em Chipre e na Argélia.

O plano teria funcionado, exceto por uma coisa: os britânicos estavam financeiramente enfraquecidos após duas guerras mundiais e estavam totalmente dependentes de investimento americano em seus títulos do Tesouro. Em resposta à ação britânica, os EUA, junto com a ONU, ameaçaram interromper o investimento nos títulos britânicos e deixar de fixar os preços em libras esterlinas. Isto levou à eventual queda da libra como moeda de reserva mundial e à ascensão do dólar.

A história oficial retrata este movimento pelos EUA, Rússia e ONU como uma tentativa de solapar o longo alcance do Império Britânico. Entretanto, é bastante conveniente que a libra tenha sido destronada exatamente ao mesmo tempo em que planos para a União Europeia estavam começando a ser implementados no início dos anos 1950. Parece para mim que as elites britânicas estavam plenamente cientes que suas fúteis tentativas de controlar o Oriente Médio resultariam na queda da libra; tinha simplesmente chegado a vez de o povo britânico ter seu padrão de vida reduzido e seu governo mais centralizado. As similaridades entre o declínío do Império Britânico por causa do petróleo do Oriente Médio nos anos 1950s e o declínio dos EUA por causa do petróleo do Oriente Médio hoje são impressionantes.

Se a história for se repetir, acredito que os EUA em breve estarão envolvidos em operações políticas, e até militares, para controlar o Canal de Suez e manter o dólar atrelado ao petróleo, o que provocará uma resposta negativa por parte dos investidores internacionais, levando os bancos centrais a se desfazerem de seus investimentos em títulos do Tesouro dos EUA e a rejeitarem o dólar como uma moeda de reserva.

Pense nisto tudo como um grande teatro que tem o objetivo de alegrar somente os banqueiros internacionais.

A Crise da Energia Atacará os EUA e Protegerá os Globalistas

Um Oriente Médio instável beneficia somente algumas poucas pessoas, e esta, suponho, é a questão. Como já discutimos em muitos outros artigos anteriores, os EUA estão na iminência de um colapso econômico orquestrado, provocado principalmente pela contínua e deliberada depreciação do dólar e pela dívida pública em rápida expansão. Os homens que controlam os bancos centrais e que desejam ver a morte do dólar como moeda de reserva mundial, enfrentam o seríssimo problema de evitar a culpa imediata ou represálias por suas ações. Que melhor modo de escapar das pauladas e pedradas da população enfurecida do que encontrar um bode expiatório, ou uma distração ainda mais aterrorizadora do que a pobreza?

A turbulência no Oriente Médio fornece a cortina de fumaça perfeita para a destruição inflacionária do dólar. Primeiro e mais importante de tudo, ela oculta a elevação do preço da energia, que foi inevitável devido à depreciação da moeda americana (o petróleo é negociado basicamente em dólares), mas agora pode ser atribuída inteiramente à "instabilidade no Oriente Médio". Além disso, o petróleo já ultrapassou a marca dos 100 dólares o barril, sem apresentar sinais de que voltará a cair de preço. Certamente, muitas pessoas agora responsabilizarão o Egito ou a Líbia por suas carteiras mais vazias, em vez de responsabilizarem os bancos internacionais.

Para aumentar a confusão, várias agências estão alimentando a mídia dominante com um arco-íris de mensagens mistas, o que deixa as pessoas vulneráveis à incerteza, tornando-as muito mais maleáveis. Por exemplo, o Fundo Monetário Internacional declarou recentemente que o mundo pode facilmente suportar o preço do barril de petróleo a 100 dólares (uma mentira), enquanto que a Agência Internacional de Energia declarou que o barril a 100 dólares seria "muito, muito ruim", levando a um completo descarrilhamento da economia global (o que iria ocorrer mesmo de qualquer forma):

http://www.bloomberg.com/news/2011-02-22/world-s-economy-can-survive-short-term-surge-in-crude-oil-prices-imf-says.html

http://www.cnbc.com//id/41714336

O desastre social e econômico EM QUALQUER LUGAR no mundo hoje invariavelmente cortará os finos fios da fé psicológica na suposta recuperação. Para início de conversa, todo o sistema financeiro é uma fraude e os métodos da Flexibilização Quantitativa da Reserva Federal nunca tiveram o objetivo de realmente "salvar" a moeda do colapso, mas apenas o de adiar o evento até que o Fed esteja pronto para varrer para longe os últimos resíduos e nos oferecer uma substituição controlada pelo FMI. O sistema foi projetado para falhar e falhará de forma espetacular. Entretanto, esses fatos desaparecerão na névoa da história se as pessoas forem convencidas a fixar o olhar em uma região do mundo como a única origem da catástrofe econômica.

Finalmente, se a tensão se espalhar para outros países, como a Arábia Saudita, e der início a lutas violentas, ou se Israel for usado como um agente para instigar um conflito mais amplo, poderemos ver uma guerra total em uma escala inacreditável. Esta seria a distração máxima.

Protestos nos EUA Ocorrerão em Seguida?

Se o preço do barril de petróleo bruto continuar a subir acima dos 100 dólares por mais de alguns meses, os efeitos negativos serão inegáveis. Se você achava que tínhamos inflação antes, apenas espere até que a gasolina suba para 5 ou 6 dólares o galão, e o preço do frete das mercadorias suba vertiginosamente. Isto não leva em conta a possibilidade muito real que uma vez que o Oriente Médio esteja totalmente desestabilizado, e certas influências políticas estejam dissolvidas, a OPEP desatrelará o petróleo do dólar. A partir daí, o céu será o limite para o preço da gasolina. Mohamed El-Erian, presidente-executivo da Pacific Investment Management Co. (PIMCO) está propondo uma reação de mercado "estagflacionário" para os problemas na Líbia:

http://www.bloomberg.com/news/2011-01-12/europe-faces-difficult-balancing-act-tackling-debt-crisis-el-erian-says.html

Qual será a resposta do governo dos EUA ao colapso da moeda e à elevação nos preços? Austeridade! Entretanto, o governo usará uma terminologia diferente para descrevê-la. O início de medidas de corte de despesas está se tornando mais visível, especialmente nos estados em que os investimentos em letras financeiras municipais estão em queda brutal. Protestos em larga escala estão ocorrendo nos estados de Wisconsin e Ohio devido aos cortes realizados pelos governos estaduais para equilibrar as finanças:

http://www.reuters.com/article/2011/02/22/us-ohio-protests-idUSTRE71L7SR20110222

O debate aqui tem dois lados: os funcionários públicos merecem receber cortes em seus salários e benefícios por que os governos foram fiscalmente irresponsáveis? Devem os governos continuar a incorrer em déficits imensos apenas para apaziguar os funcionários públicos (muitos consideram que eles recebem salários acima da média no setor privado) no curto prazo? Ambas as questões precisam ser consideradas; entretanto, os dois lados deixam de analisar o quadro completo.

O fato é que os governos estaduais estão mais do que quebrados e, eventualmente, terão de cortar as despesas e os programas de benefícios (direitos), independente de como as pessoas serão afetadas, especialmente diante do aumento da inflação. Os funcionários públicos estaduais e todas as pessoas que dependem dos programas de bem-estar social não são necessariamente os culpados pelos cortes financeiros. Não podemos permitir que a discussão se restrinja a uma discussão estúpida sobre quem merece o dinheiro; primeiro, porque não existe o dinheiro e, segundo, isto nos distancia da causa original do problema: as elites do sistema bancário que instigaram o desastre. Já posso ver certa subseção da população descer o chicote furiosamente nas figuras de proa e nos partidos de oposição, exatamente como no Egito, em vez de no sistema corrupto e nos grandes banqueiros que o criaram.

Se uma revolta no estilo egípcio ou líbio, orientada pela mentalidade cega das multidões, ocorrer nos EUA, podemos esperar que várias coisas ocorram. Os meios normais de comunicações serão afetados; tanto o Egito quanto a Líbia responderam aos protestos desativando todo o tráfego na Internet e a comunicação pelos telefones celulares. A Lei Marcial será imposta e os direitos constitucionais serão suspensos; já estão em vigor leis que forçam os estados a se submeterem à autoridade do Departamento da Segurança Interna e da FEMA (Agência Federal de Gerenciamento das Emergências) no caso de algum "desastre nacional", incluindo protestos dos cidadãos. Os bancos serão fechados imediatamente, como ocorreu no Egito, provocando falta de liquidez nos mercados locais e pânico entre aqueles que estavam despreparados financeiramente. A violência ocorrerá de forma inevitável, dando ao Departamento de Segurança Interna a desculpa perfeita para implementar mais controles, tudo em nome da nossa própria "segurança", é claro.

Alguns poderão dar as boas-vindas a esse pandemônio, como um símbolo de mudanças. Não vejo desta forma. A revolução sem direção, sem um plano e sem uma clara compreensão da origem do problema é sem sentido. Podemos permitir ser levados por nossa própria raiva a uma tirania ainda mais pronunciada, ou podemos permanecer focados, unidos e atuando com propósito, organizando nossas cidades e bairros para o objetivo da autossuficiência e da autoproteção. Podemos trabalhar com os deputados estaduais para apoiar as questões da Décima Emenda (Os Direitos dos Estados), dando-lhes a força para resistir ao colapso econômico e capacidade de rejeitar a "ajuda" do Departamento de Segurança Interna e da FEMA quando chegar a hora. Podemos nos organizar de forma inteligente, sem controle centralizado, ou podemos entregar o destino de nossas vidas a outro grupo de elite de autocratas que não prestam contas a ninguém. Embora pareça impossível, a escolha realmente é nossa. Como agiremos e reagiremos nos próximos meses significará a diferença entre um país livre e próspero, ou uma mancha de queimado nos anais da história.



Autor: Brandon Smith (Giordano Bruno). Nota: Os artigos da Neithercorp Press podem agora ser encontrados em http://www.alt-market.com.
Data da publicação: 3/3/2011
Transferido para a área pública em 20/5/2012
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