Autor: Jeremy James, Irlanda, 28/7/2026.
Como já dissemos muitas vezes em ensaios anteriores, a criação de uma Nova Ordem Mundial requererá uma significativa "reorganização" dos Estados Unidos como uma nação soberana. Isso envolverá uma grande contração em seu poder e influência atuais econômica, militar e politicamente. O insano ataque aéreo contra o Irã parece ter sido planejado como o evento geopolítico chave para colocar todo o processo em movimento. Ele foi iniciado via Operação Fúria Épica pelo presidente Trump em parceria com Israel sem aprovação do Congresso em 28 de fevereiro de 2026.
O ataque alcançou seu propósito, isto é, provocar uma crise global de energia. Até aqui, o mundo está apenas vagamente ciente do impacto que essa crise terá. Fingindo constantemente querer uma solução pacífica e um retorno à normalidade, o presidente Trump está desviando a atenção do impacto econômico iminente de suas ações. Os mercados ainda não reagiram à realidade do que está prestes a acontecer. A perspectiva de uma contemporização rápida com o Irã e o retorno do fornecimento ininterrupto de petróleo para o Ocidente está impedindo as pessoas de reconhecer que a crise de 2026 muito provavelmente será uma repetição das crises de 1973 e de 1979/80. Na verdade, dada a inépcia proposital da administração atual, a crise poderá provar ser muito pior.
Neste ensaio temos o propósito de examinar a crise unicamente a partir do ponto de vista do petróleo bruto e sua disponibilidade nos EUA.
A Reserva Estratégica de Petróleo (REP)
Em 11 de março, menos de duas semanas após o ataque contra o Irã, o Secretário da Energia anunciou que o Departamento de Energia, que controla a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA, liberaria 172 milhões de barris de petróleo bruto da Reserva ao longo de um período de aproximadamente 120 dias com o propósito de colaborar para o abastecimento no país e manter os preços da energia baixos. Ele também comentou em seu anúncio que "a administração anterior... deixou as reservas de petróleo da América esvaziadas e danificadas". Além disso, ele prometeu reabastecer a Reserva "durante o próximo ano" com 200 milhões de barris, desse modo restaurando a quantidade que ele estava agora retirando, e até aumentar um pouco mais a quantidade total na Reserva.
A Reserva Estratégica de Petróleo foi estabelecida em 1975, após o embargo do petróleo imposto pela OPEP. A Reserva tinha originalmente sido planejada para conter no mínimo 750 milhões de barris de petróleo bruto como um seguro contra embargos futuros. A Reserva é mantida em cavernas subterrâneas de sal em quatro instalações ativas nos estados do Texas e Louisiana. A capacidade técnica atual dessas instalações é de 714 milhões de barris.
Iniciando em 1983, quando o estoque esteve pela última vez em seu mínimo, o diagrama abaixo mostra o total armazenado de petróleo bruto ao longo do tempo, até meados de 2026:
Como podemos ver no diagrama, o presidente Biden exauriu grandemente o estoque durante seu mandato, permitindo que ele caísse de 638 milhões de barris no início de 2021, para 347 milhões por volta de meados de 2023, uma queda colossal de 45%. Isso foi disfarçado como um esforço por parte dos EUA de fortalecer a oferta mundial após a Rússia invadir a Ucrânia. Mas, por que os EUA colocariam suas próprias reservas em risco de modo a ajudar outros países? Esse não é o propósito das Reservas e constitui uma violação de seu propósito estratégico.
Dada a terrível traição da confiança pública quando o presidente Trump atacou o Irã, aquilo que o presidente Biden fez deveria agora ser interpretado em uma luz similar. Ambos os atos são consistentes com uma estratégia encoberta, implementada ao longo de um período de vários anos, para solapar a segurança energética dos EUA. É quase impossível explicar essas ações de algum outro modo.
Quanto da REP Existente Pode Ser Utilizado?

De acordo com Amos Hochstein, uma dos indivíduos com informações privilegiadas e melhor atualizado no mercado mundial de petróleo, o estoque da REP torna-se difícil de utilizar depois que ela cai para menos de 300 milhões de barris. (O Sr. Hochstein supervisionou o consumo gigantesco durante a administração Biden. Isso parece estar relacionado com a integridade estrutural das cavernas de sal, que podem ser afetadas adversamente se petróleo demais for retirado de um só vez.
Ele na verdade disse: "Não conheço ninguém que acredite que possamos ir abaixo de 300". (Foro Global de Energia do Atlantic Council, 10 de junho de 2026). [www.youtube.com/watch?v=hKq0ruVlewY]
O ritmo em que o petróleo pode ser retirado também é reduzido à medida que o total armazenado cai. No presente. a REP está fornecendo de 8 a 9 milhões de barris por semana, mas isso poderá cair significativamente à medida que mais petróleo for retirado. Além disso, o petróleo é retirado do topo das cavernas de sal, deixando o petróleo na metade inferior estagnado. Não se sabe o quão usável ou extraível esse petróleo estagnado será, pois uma situação como essa nunca ocorreu antes.
Outros especialistas fizerem observações similares às do Sr. Hochstein. Se eles estiverem corretos, então o número oficial atual para o total de petróleo armazenado na Reserva 311 milhões de barris (em 17 de julho) poderá ser muito enganoso. Se assumirmos que todos os estoques oficiais podem ser consumidos no ritmo atual de aproximadamente 9 milhões de barris por semana, então a Reserva poderia continuar a suportar a economia americana por mais 35 semanas. Entretanto, se o Sr. Hochstein e outros estiverem corretos, o número real pode ser perto de 15 semanas, ou menos.
Pode surpreender muitos leitores ficar sabendo que, apesar da crise existente, os EUA exportam 4 milhões de barris de petróleo bruto por dia. Isso parece ser compromissos que os EUA estão obrigados por lei a cumprir. Entretanto, à luz do que está acontecendo e devido à utilização atual da REP, é difícil ver como "o interesse nacional" e a força maior não podem ser invocados para cancelar essas exportações.. A administração pode estar colocando as necessidades do mercado mundial de petróleo acima das necessidades do consumidor americano.
Refinarias
O quadro geral é complicado pelo fato de o petróleo bruto precisar ser refinado antes de ter algum valor prático. Nos dois últimos anos, duas grandes refinarias foram desativadas nos EUA, o que reduziu a capacidade nacional de refino em um milhão de barris por dia desde 2019. Outras refinarias estão trabalhando perto da capacidade máxima, o que deixa pouco espaço para aumentar a produção durante um choque de energia.
A produção de petróleo de xisto nos últimos quinze anos nos EUA aumentou substancialmente, de cerca de 5 milhões de barris por dia em 2010, para 9 milhões de barris por dia em 2025. O xisto agora responde por 65%do total de petróleo bruto produzido nos EUA. Entretanto, 70% das refinarias de petróleo nos EUA estão otimizadas para processar o petróleo bruto pesado, "azedo", em vez do tipo leve, ou "doce", produzido a partir do petróleo de xisto. Isso significa que muitas refinarias americanas precisam importar petróleo pesado de modo a continuar operando eficientemente.
Tudo isso sugere que a indústria do petróleo nos EUA nos últimos 15 anos não enfocou adequadamente nas necessidades dos consumidores americanos. Reservas imensas no subsolo não foram exploradas, enquanto que a infraestrutura de refino não acompanhou as mudanças na oferta. A REP está localizada em cavernas de sal, aproximadamente uma centena, que têm uma "vida na prateleira" limitada Quando elas foram concebidas originalmente, em 1975, esperava-se que elas operassem confiavelmente por 25 anos, ou mais, dependendo da frequência com que elas fossem utilizadas. Após quinze anos em operação, as limitações delas estão agora se tornando aparentes e questionamentos importantes sobre a utilidade delas não podem ser respondidos.
Um artigo de wwww.oilprice.com, publicado em baystreet.ca em 23 de junho de 2025, argumentou que as reservas ainda no subsolo nos EUA são substanciais e citou o Serviço Geológico dos EUA:
"Agora, o Serviço Geológico dos EUA lançou seu peso em apoio à ideia de dominância americana em energia, reportando as reservas de petróleo não descobertas, estimada em 29,4 bilhões de barris no país inteiro, com o estado líder sendo o Alasca, com 14,46 bilhões de barris de petróleo ainda não explorado em terras do governo federal. O estado do Novo México vem em seguida, com 8,9 bilhões de barris de petróleo ainda não descoberto, seguido por Nevada, com 1,4 bilhão de barris. As reservas de gás não exploradas em terras federais foram estimadas em mais de 391,55 trilhões de pés cúbicos. Agora, a única pergunta é quando esses recursos até aqui inexplorados serão explorados?"
A ideia que os EUA estão à mercê dos mercados internacionais de petróleo é em grande parte um mito. Sempre foi possível desenvolver uma política de energia que incluísse provisão para a rápida exploração desses recursos ainda não aproveitados em uma emergência. Uma injeção modesta de fundos federais todos os anos para manter a infraestrutura necessária seria um preço pequeno a pagar pela segurança e continuidade da oferta que esse tipo de arranjo traria. Isso também se qualificaria como parte da capacidade defensiva da nação, não apenas um investimento econômico.
Para um país com muitos inimigos, é difícil compreender por que isso nunca foi feito. As duas crises anteriores do petróleo (em 1973 e 1979) foram lembretes chocantes que a autonomia, ou autossuficiência, energética é um fator crucial ao decidir o resultado de conflitos internacionais.
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Existem somente 130 refinarias de petróleo bruto nos EUA. Elas provavelmente se tornarão alvos de ataques terroristas na guerra assimétrica que o Irã está agora praticando contra os EUA. A REP poderá estar na mesma lista. (Já tratamos em ensaios anteriores da vulnerabilidade da rede elétrica nacional, não apenas para ataques de mísseis, mas também danos infligidos contra os transformadores por fuzis de calibre de alta velocidade.)
O diagrama abaixo mostra a localização das cavernas de sal da Reserva Estratégica de Petróleo. Todas elas estão ao longo, ou próximas, do litoral dos estados do Texas e Louisiana. É preciso perguntar se quando essas localidades foram escolhidas, alguém pensou na vulnerabilidade dessas instalações. Mísseis lançados de submarinos posicionados no Golfo do México teriam boas chances de atingir seus alvos.
Conclusão
Não podemos dizer como a crise do petróleo se desdobrará, ou a extensão em que ela afetará a economia americana. Talvez o efeito mais óbvio seja um agudo e duradouro aumento no preço do petróleo. Isso somente terá grandes implicações econômicas, aumentando os custos operacionais em todos os setores e levando a inflação para níveis que não eram vistos desde o início dos anos 1980s. Já sob grande tensão, as famílias americanas nas faixas de renda baixa e média serão grandemente afetadas.
Muitos observadores estão corretamente preocupados que a disponibilidade do petróleo, e não apenas seu preço, entrará na equação. Apresentamos informações suficientes neste ensaio para indicar que poucos na atual administração levam isso em consideração. Um arsenal gigantesco de armas balísticas pode destruir os recursos de um inimigo, mas não pode fazer absolutamente nada para aumentar os seus próprios recursos.

Como cristãos, precisamos compreender que o governo está jogando de acordo com regras que não têm conexão com as leis morais estabelecidas por Deus. A invasão ao Irã e o tratamento do conflito até aqui são provas que os EUA são liderados por marionetes e enganadores que respondem somente ao super-ricos e que a atual administração, que está em parceria com Israel, não está comprometida de modo algum com o bem-estar do povo americano. A única vez que eles olham para você nos olhos é quando querem que você envie seus filhos para morrerem nas guerras deles no estrangeiro.
Nossos pastores deveriam estar gritando isso de cima dos telhados, mas eles estão em um estado mais comatosos, mais apáticos e sem firmeza hoje do que em qualquer outro tempo no passado. A Palavra de Deus descreve esses pastores como segue:
"Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados, e gostam do sono. E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Vinde, dizem, trarei vinho, e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este, e ainda muito mais abundante." [Isaías 56:10-12].
É doloroso falar nesses termos, mas esta é a realidade. Eles esperam que tudo continue como antes "o dia de amanhã será como este" e nem pensam no que está acontecendo ao redor deles. Parece que eles não se sentem perturbados pela impiedade que existe no mundo. . Além disso, os rebanhos deles, em sua maior parte, foram atraídos para o mesmo falso senso de segurança. Milhões estão caminhando cegamente em direção a uma tempestade que abalará seus fundamentos.
Autor: Jeremy James, artigo 466 em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 11/9/2026
A Espada do Espírito: https://www.espada.eti.br/Apocalipse/petroleo.htm![]()