Israel e o Crescimento do Antissemitismo 'Cristão'

Parte 2: Jerusalém, a Cidade Santa de Deus

Autor: Jeremy James, 27 de março de 2015.

Já vimos que o Senhor Deus tem um relacionamento especial com os filhos de Israel e que os escolheu dentre todas as nações para um santo propósito. Eles foram escolhidos inteiramente pela vontade de Deus, por nem uma outra razão, uma decisão soberana que não podemos compreender e nem questionar.

Como vimos, essa seleção refere-se não somente à nação de Israel, mas também à terra de Israel. O Senhor demarcou um território e deu-o incondicionalmente ao Seu povo escolhido. Além disso, durante a peregrinação deles pelo deserto, o Senhor os lembrou repetidamente que um dia escolheria um local geográfico dentro da terra de Israel em que Seu nome iria habitar:

"Então haverá um lugar que escolherá o SENHOR vosso Deus para ali fazer habitar o seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno; os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e toda a escolha dos vossos votos que fizerdes ao SENHOR." [Deuteronômio 12:11].

A Arca da Aliança e o Altar das Ofertas Queimadas estiveram durante longos períodos de tempo em diferentes localidades, incluindo Siló, antes de o Senhor fazer o local escolhido ser conhecido a Davi e confirmá-lo depois em diversas ocasiões:

"E edificou altares na casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha falado: Em Jerusalém porei o meu nome." [2 Reis 21:4].

Nas muitas tentativas que os comentaristas fizeram para usurpar o papel futuro de Israel no plano de Deus, eles focaram principalmente na suposta substituição dos filhos de Israel pela igreja. Mas, ao fazerem isso, eles negligenciaram a enorme importância profética que o Senhor associou com a antiga cidade de Jerusalém. Que tremenda negligência!

A glória permanente e intransferível das promessas que o Senhor fez aos filhos de Israel pode ser inferida, se não mostrada diretamente, a partir do que Ele revelou sobre Seus planos futuros para Jerusalém.

Os proponentes da Teologia da Substituição confundem Israel com a igreja, para o prejuízo de ambos, mas eles não têm um candidato plausível com o qual confundir Jerusalém. Portanto, eles precisam ignorar todas as profecias relacionadas com Jerusalém como um local geográfico, ou então considerá-las literalmente e expurgá-las de todas as referências a Israel!

A Bíblia algumas vezes é descrita como uma história de amor, em que o Criador, com grande paciência e terna misericórdia, redime a totalidade da criação caída. Se Cristo não nos amasse primeiro, seríamos incapazes de amá-Lo. Mas, a Bíblia tem várias outras histórias de amor. Talvez a maior de todas seja o amor que o Pai tem pelo Filho e o Filho pelo Pai. Há também o grande amor que Deus tem tanto por Israel, quanto pela igreja. E há então o amor especial que o Senhor tem por Jerusalém.

Tanto quanto eu possa identificar, esse tema recebe pouca atenção na Teologia Sistemática, se é que já recebeu alguma. Contudo, ele é como um fio de ouro que passa por toda a Bíblia e lança luz sobre aspectos do plano de Deus para a humanidade que, acredito, de outra forma não seriam visíveis. O Senhor até mesmo dedica um livro inteiro — as Lamentações de Jeremias — para o intenso trauma espiritual que foi produzido em um único dia, em 586 AC, quando o exército babilônio do rei Nabucodonosor saqueou Jerusalém.

É difícil compreender o amor incrível que o Senhor tem por Israel sem refletir na Bíblia por meio das lentes do livro de Lamentações. As palavras graves, carregadas de remorso e dor estão imersas em amor divino. A maioria dos leitores tende a não ver além do lamento do profeta, a resposta pessoal dele à horrível profanação de sua cidade, mas também precisamos nos lembrar que aquela é a Palavra de Deus e aquele é o lamento de Deus!

Pode parecer contraditório que o Senhor lamente a destruição de Jerusalém, tendo em vista que Ele decretara esse exato acontecimento como punição para um povo idólatra e rebelde. Mas, não há contradição. A Palavra já tinha revelado a distinção em Levítico 10:6, onde o Senhor tinha acabado de matar Nadabe e Abiú pelo fogo:

"E Moisés disse a Arão, e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descobrireis as vossas cabeças, nem rasgareis vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu." [Levítico 10:6].

Eles não deveriam prantear a morte dos dois filhos de Arão, mas o fato de o Senhor ter de infligir essa punição terrível — "lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu".

A chave para compreendermos a longa e dolorosa história de Israel pode ser encontrada nesta simples sentença: O Senhor precisa punir o pecado. Ele precisa punir seu amado Israel até que ele se arrependa de sua idolatria e rebelião. Todavia, fazer isso O entristece. Mas, Israel se arrependerá e retornará! O Senhor profetizou repetidamente que esse dia glorioso certamente virá. Enquanto isso, todos os fiéis devem "lamentar este incêndio que o SENHOR acendeu."

Um Local à Parte

Entre os muitos nomes que a Bíblia deu ao soberano Deus de toda a criação, estão "o Deus de Jerusalém" (2 Crônicas 32:19 e Esdras 7:19) e o "Senhor Deus dos moradores de Jerusalém e da terra de Israel" (Ezequiel 12:19).

Em somente outra ocasião o Senhor conecta Seu nome com um local — "Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela." (Gênesis 31:13). Foi em Betel, cerca de 20 km ao norte de Jerusalém que o Senhor apareceu pela primeira vez a Jacó. Como Ezequiel revelou (capítulos 40-48), a cidade de Jerusalém no período do Milênio será muitas vezes maior do que é hoje e, portanto, incluirá a localidade conhecida como Betel.

Portanto, além de Israel propriamente, Jerusalém é o único local na Terra ao qual o Senhor associou Seu santo nome. É notável que Betel signifique "A Casa de Deus", enquanto que Jerusalém signifique "O Fundamento da Paz". Juntas, elas anunciam a identidade e propósito do lar futuro na Terra do Messias. A conexão é especialmente pronunciada em duas passagens admiráveis referentes ao reino milenar de Cristo:

"Naqueles dias Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; e este é o nome com o qual Deus a chamará: O SENHOR é a nossa justiça." [Jeremias 33:16].

"Dezoito mil canas por medida terá ao redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: o SENHOR está ali." [Ezequiel 48:35].

Ambas as passagens se referem à exaltação de Jerusalém no Milênio, quando Cristo reinará em glória na Terra e habitará pessoalmente em Sua santa cidade. É por esta razão que o livro de Ezequiel termina com as seguintes maravilhosas palavras: YHWH Shammah ("O SENHOR está ali!")..

A citação de Jeremias também é significativa por outra razão. Quando tomada em conjunto com um verso anterior no mesmo livro, ela na verdade associa a cidade de Jerusalém pelo nome com o próprio Cristo:

"Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA." [Jeremias 23:6].

É certamente um testemunho profundo sobre o status dessa cidade notável que, no Milênio, tanto Cristo quanto Jerusalém compartilharão o mesmo nome: O Senhor Justiça Nossa.

O amor especial que Deus tem por Jerusalém também é ricamente evidente a partir dos muitos títulos e nomes honoríficos atribuídos à cidade na Palavra de Deus:

Que série gloriosa de epítetos!

O fato de o Senhor de toda a criação falar nesses termos a respeito dessa antiga cidade é uma indicação segura que ela ocupa um lugar muito especial em Seu plano para a humanidade. Por exemplo, sabemos que Jerusalém nunca esteve exaltada na Terra da maneira descrita; tampouco chegou perto de usufruir a dignidade e estatura que esses títulos grandiosos implicam.

Muitos desses epítetos falam da dignidade real e do propósito da cidade, enquanto que outros declaram sua santidade. A beleza dela durante o Milênio será insuperável! Coletivamente, eles retratam os atributos de uma cidade, um santuário sagrado, que o Pai escolheu para Seu Filho, uma cidade cujo posicionamento se tornará um dia totalmente manifesto diante de todo o mundo.

É por esta razão que Satanás cobiça Jerusalém! Ele quer que o filho dele, o Anticristo, herde a cidade, tome-a para si e estorve o plano profético do Senhor para a humanidade. De modo a levar o mundo em direção a esse objetivo tenebroso, ele está fazendo uso total de todas as instituições políticas, econômicas e religiosas que estão sob seu controle para convencer o mundo que Jerusalém não pertence aos judeus.

Sendo o Pai da Mentira, Satanás está bem equipado para perpetrar essa grande enganação! Ele também está usando sua formidável influência sobrenatural para fomentar guerras de todos os tipos, aqui e ali em todo o Oriente Médio, para gerar o medo e o caos que são suas marcas características e, desse modo, encorajar os inimigos a se levantarem e destruírem a cidade. A Palavra de Deus nos diz em termos específicos que Satanás cobiça Jerusalém e está decidido a fazer dela sua própria cidade. As cinco grandes ambições dele são mostradas em Isaías 14, incluindo sua afirmação desvairada e demoníaca: "Serei semelhante ao Altíssimo." Ele também se vangloria: "Eu me assentarei no monte da congregação, nas bandas do norte." Aqui, ele lança uma reivindicação direta a Jerusalém, o monte de Deus, que, como o salmista confirma, situa-se nos "lados do norte".

"Formoso de sítio, e alegria de toda a terra é o monte Sião sobre os lados do norte, a cidade do grande Rei." [Salmos 48:2].

Sim, Satanás se vangloria que tomará Jerusalém e que fará de si mesmo semelhante ao Altíssimo! De modo a fazer isto, ele precisa infiltrar as mentes e corações dos líderes de todas as nações, fazendo com que eles se voltem contra Israel. Isto está acontecendo há décadas entre as nações do Islã, os estados-membros da ONU, os vários membros da União Europeia e o Conselho Mundial de Igrejas, bem como organizações secretas influentes, como a Maçonaria. Eles estão todos trabalhando em conjunto para enfraquecerem e solaparem a viabilidade econômica e a capacidade de defesa de Israel, para retratarem o país como um estado-pária e, usando mentiras venenosas repetidas ad nauseum na mídia e onde mais for necessário, virarem todo o peso da opinião pública mundial contra o país.

O Senhor Deus de Israel, que vê todas as coisas, viu tudo isto desde a fundação do mundo. Ele resume toda a questão para nosso benefício no Salmo 2:

"Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vàs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o SENHOR zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam."

Com admirável clareza o Senhor, em Sua misericórdia, nos diz exatamente aquilo que pensa a respeito do plano ensandecido de Satanás.

Nos versos 1-3, vemos as massas da humanidade rebelde conspirando em conjunto contra Israel e rejeitando o Senhor Deus e Seu Filho, Jesus Cristo de Nazaré. Elas consideram os preceitos e mandamentos da Bíblia como cordas e ataduras que as amarram, restringindo sua imaginada liberdade.

Nos versos 4-5 o Senhor Deus ri das nações gentias, de seus orgulhosos exércitos e de suas soberbas ambições. Por implicação, Ele também está rindo do próprio Satanás, o grande rebelde, que, apesar de possuir um poder sobrenatural fenomenal, é uma criatura profundamente patética, a quem o Senhor pode esmagar como se fosse um inseto. Quando a grande confrontação do Fim dos Tempos ocorrer — no tempo de Deus, não no tempo escolhido pelo homem ou por Satanás — ele "falará" a eles e os "turbará" em Sua ira, autorizando Seu Filho a proceder sem demonstrar misericórdia — "E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis." [Salmos 45:4].

Os versos 6-12 são declarados no tempo profético perfeito, como se os eventos descritos já tivessem sido cumpridos.

Um verso importante para nosso propósito é o 6: "Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião." Apesar de tudo o Satanás e a humanidade rebelde fazem para obstruir a Santa vontade de Deus, o Senhor enviará Seu Filho, Cristo Jesus de Nazaré, para reinar pessoalmente em Sião. O Messias sufocará a grande rebelião mundial, subjugando as nações gentias e destruindo os inimigos de Israel. Como diz o verso 9, ele as quebrará com uma vara de ferro, esmagando-as em pedaços como um jarro de barro. Depois de realizar essa poderosa tarefa, Ele governará o mundo dali em diante a partir de Seu monte santo em Jerusalém.

Um dos grandes erros que a igreja professa fez ao longo dos cem últimos anos, aproximadamente,´um erro que somente piora com o passar do tempo, é ensinar que Cristo, que veio na primeira vez como um cordeiro, retornará como um cordeiro. De fato, o Senhor é misericordioso; mas, para aqueles que rejeitam Seu Filho, Ele reserva um julgamento muitíssimo severo e rigoroso. Além disso, o principal instrumento por meio de quem Ele executará esse julgamento é o próprio Cristo:

"E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos." [Apocalipse 5:5].

Como o Leão de Judá, Ele executará uma vingança terrível sobre todas as nações que procuraram aniquilar Israel:

"O SENHOR, à tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira. Julgará entre os gentios; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de muitos países." [Salmos 110:5-6].

Quantos pregadores hoje estão lembrando seus ouvintes que, em Seu retorno, Cristo Jesus de Nazaré, o Leão de Judá, "encherá os lugares de corpos mortos", que Ele realizará a vontade de Seu Pai no nível mais alto possível e que executará um julgamento perfeito em Seu nome?

Nem um dos ímpios conseguirá resistir diante dEle!

A Bíblia nos diz que, apesar dos planos vãos que os homens em sua arrogância preferiram fazer, o Senhor estabelecerá Seu Filho sobre o trono de Davi em Jerusalém. As forças reunidas de Satanás e os vastos exércitos humanos serão humilhados e destruídos, pois "... o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto." [Isaías 9:7]. Precisamos nos lembrar continuamente que o amor e misericórdia de Deus não podem existir longe de Seu infinita santidade e justiça. Ele é um Deus zeloso que ama aqueles que são Seus com um amor inabalável e não tolerará rivais de tipo algum:

"Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; é um Deus zeloso." [Êxodo 34:14].

Além disso, Ele é ciumento, não somente por Seu povo escolhido, mas por Sua cidade escolhida de Jerusalém:

"E o anjo que falava comigo disse-me: Clama, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião." [Zacarias 1:14].

O Senhor é sionista! Quando Sua paciência e longanimidade acabarem, Ele enviará Seu Filho e expressará para todos verem Seu ciúme e grande furor sobre Seus inimigos:

"Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela. Assim diz o SENHOR: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do SENHOR dos Exércitos, o monte santo." [Zacarias 8:2-3].

Ele escolheu a cidade, de modo que ela lhe pertence; os exércitos humanos reunidos por Satanás e suas hordas de demônios serão impotentes diante dele:

"Porque o SENHOR escolheu a Sião; desejou-a para a sua habitação, dizendo: Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei." [Salmos 132:13-14].

Como diz Zacarias, no tempo profético perfeito, "Voltarei para Sião". Isto se refere à segunda vinda de Cristo, quando Ele retorna para a terra de Israel e escolhe Jerusalém outra vez, exatamente como fez em Sua primeira vinda. Jerusalém foi escolhida por Jesus em Sua primeira vinda:

"E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." [Lucas 19:41-44].

Jerusalém será escolhida por Jesus em Sua segunda vinda:

"Então o SENHOR herdará a Judá como sua porção na terra santa, e ainda escolherá a Jerusalém." [Zacarias 2:12].

Os alegorizadores e mistificadores que estão por trás da Teologia da Substituição e do Dominionismo são surdos para esses pronunciamentos! Eles simplesmente se recusam a aceitar que o Senhor Deus de Israel quer dizer exatamente aquilo que Ele diz!

Na perversidade de sua natureza caída, os homens resistem intensamente à possibilidade que Deus um dia os julgará. Essa possibilidade os deixa aterrorizados, como também aterroriza Satanás e suas hordas de demônios. Assim, eles procuram de todas as formas possíveis imaginar um futuro em que o homem somente seja a medida de todas as coisas e seja responsável somente diante de si mesmo, um futuro onde — se de fato Deus julga o homem — Ele somente possa fazer isso de acordo com os valores e padrões do homem. Todo o livro do Eclesiastes é dedicado a refutar essa tolice! O homem precisa viver da forma como Deus decreta, ou então sofrerá as consequências. Não há verdade nem bondade alguma no coração humano, e até que Cristo dê a cada um de nós um novo coração, estamos perdidos, mortos em nossas ofensas e pecados e somos presas para a malignidade profundamente enraizada em nossa natureza caída.

Quando Jesus de Nazaré reinar pessoalmente sobre a nação de Israel, a lei sairá de Jerusalém até os confins da Terra e todos os homens, em toda a parte, estarão sujeitos ao Seu domínio. Jerusalém então cumprirá plenamente todas as profecias maravilhosas que estão relacionadas com ela. A cidade será "a alegria de toda a terra", "a cidade do grande Rei" (Salmos 48:2), "grande entre as nações" (Lamentações 1:1), "o lugar do nome do Senhor dos Exércitos" (Isaías 18:7), "coroa de glória" (Isaías 62:3), "o Senhor nossa justiça" (Jeremias 33:16), e "YHWH Shammah — o Senhor está ali"!

Tudo o que o Senhor prometeu com relação a Jerusalém virá a se cumprir. Jerusalém será realmente uma cidade santa! A casa do Senhor será verdadeiramente a Casa do Senhor! A cidade da verdade será verdadeiramente a Cidade da Verdade!

O profeta Miquéias nos dá uma descrição maravilhosa da cidade santa durante o Milênio:

"Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do SENHOR será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos. E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR." [Miquéias 4:1-2].

Por que nossas igrejas não cantam essas maravilhosas profecias na forma de hinos? Por que educamos nossos filhos em ignorância acerca de tudo o que o Senhor já disse que fará? Por que nossos pastores murmuram perplexos sobre o futuro quando nosso Senhor já nos disse claramente o que podemos esperar?

A Teologia da Substituição é um câncer que corrói os corações e mentes dos homens, zombando das promessas de Deus e oferecendo uma visão perversa do futuro, uma utopia criada pelo homem em que as massas iludidas da humanidade ingenuamente acreditarão em tudo o seus ímpios capatazes lhes disserem.

Leia aqui a Parte 3: O Cristo Pré-Encarnado



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 14/4/2015
Transferido para a área pública em 27/5/2017
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/israel-2.asp