Os Fatos em Torno do Faraó Aquenáton São uma Fabricação Para Solapar os Fundamentos Bíblicos do Monoteísmo

Autor: Jeremy James, 14 de abril de 2017.

Em um ensaio anterior, intitulado "Eugenia, Híbridos e o Labirinto dos Illuminati", mostramos como o arqueólogo inglês Arthur Evans usou seu controle exclusivo sobre os monumentos históricos da antiga Creta para "provar" que uma civilização até então desconhecida tinha florescido no Mediterrâneo no segundo milênio AC. Ele também afirmou ter encontrado o local histórico real em que o herói Teseu matou o híbrido homem-besta conhecido como Minotauro.

Aquele ensaio oferece um importante pano de fundo para o assunto que será tratado aqui.

Evans era um racista que acreditava no extermínio das etnias humanas inferiores. Outro arqueólogo inglês, Flinders Petrie, que tinha adquirido uma reputação considerável como egiptólogo, também era um defensor da Eugenia e acreditava na Evolução de uma raça-mestre. Ele estava associado de perto com dois pioneiros da Eugenia, Francis Galton e Karl Pearson, e regularmente lhes enviava crânios e outros resíduos humanos para corroborar suas teorias da excelência étnica e racial. Galton chegou a contratar Petrie para produzir um compêndio ilustrado dos perfis raciais a partir dos monumentos egípcios. Essa obra pouco conhecida foi publicada pela Sociedade Real, em 1887, com o título Racial Photographs of the Egyptian Monuments (Fotografias Raciais dos Monumentos Egípcios).

Flinders Petrie e o Faraó Aquenáton

Petri não era um arqueólogo treinado, porém em sua juventude ficou encarregado do programa arqueológico britânico no Egito. Acredita-se que o rápido avanço dele deveu-se, em grande parte, ao suporte que ele recebeu da bem-sucedida escritora e autora de guias de viagem, Amelia Edwards.

Edwards é saudada hoje como um ícone da homossexualidade, pois ostentava seu lesbianismo em desafio às normas sociais aceitas. Ela ficou fascinada pelo Egito e usou seus rendimentos consideráveis para formar o Fundo de Exploração do Egito, em 1882. Ela financiou a escavação de Petrie em Tânis, Egito, quando ele ainda não tinha trinta anos e ainda era considerado um amador. Mais tarde, como patrona da cadeira de Egiptologia na University College, em Londres, ela o fez ser o primeiro ocupante, em 1892. A fama dele vem hoje, em parte, do trabalho que realizou em Tell-el-Amarna, às margens do Nilo, nos anos 1890s.

De acordo com Petrie, Amarna foi o local escolhido por um faraó até então desconhecido, Aquenáton, para uma nova cidade religiosa.

A história desse faraó é incomum. Na verdade, é tão incomum que precisamos nos perguntar se alguma parte dela é realmente verdadeira. Por exemplo, a Encyclopedia Britannica de 1911, em suas informações sobre Petrie, não menciona Amarna, Aquenáton, Nefertiti, ou o papel importante que ele exerceu na "descoberta" deles:

"Entre 1888 e 1890 ele estava trabalhando em Fayum, abrindo Hawara, Kahun e Laquis; em 1891, ele descobriu o antigo templo em Medum. Muito desse trabalho foi feito em conexão com o Fundo de Exploração da Palestina. Por volta desse tempo, sua reputação estava estabelecida. Ele publicou em 1893 seu Ten Years' Diggings in Egypt (Dez Anos de Escavações no Egito), recebeu o grau honorário de Doutor em Direito Civil pela Universidade de Oxford e foi indicado professor de Egiptologia na University College, em Londres. Em 1894, ele fundou a Conta de Pesquisa Egípcia..." [veja o texto completo no Apêndice A.].

Compare isto com o seguinte excerto da edição de 2012:

"Petrie adicionou ao conhecimento dos construtores de pirâmide durante sua exploração da necrópolis de Abydos, a cidade santa do culto de Osíris, o deus dos mortos. Em Tell El-Amarna ele escavou a cidade de Aquenáton, ou Amenhotep IV, que governou o Egito de 1353 a 1336 AC, revelando a agora famoso pavimento pintado e outras maravilhas artísticas da era Amarna (século 14 AC). Três mil túmulos encontrados por Petrie em Naqadah, ao nordeste de Tebas, foram identificados como egípcios antigos e primitivos."

A História "Oficial" de Aquenáton

Os livros de história trazem um relato do faraó Aquenáton que está baseado quase que exclusivamente no trabalho realizado por alguns poucos arqueólogos britânicos. O relato pode ser resumido como segue:

De acordo com a história oficial — conforme escrita pelos britânicos — o grande faraó Amenhotep III foi sucedido por seu filho Amenhotep IV. O primeiro foi conhecido como 'Amenhotep, o Magnífico', tendo governado o Egito no auge de seu poder e prosperidade. Existem mais estátuas dele do que de qualquer outro faraó. Seu longo reinado, de 1386 até 1350, aproximadamente, foi relativamente pacífico. Um de seus epítetos mais comuns era "Ofuscante Disco Solar".

O filho dele, Amenhotep IV, modificou seu nome para Aquenáton no ano quinto de seu reinado. (Não está claro se ele compartilhou o trono com seu pai durante um curto período, como co-regente.) Dali para frente, ele insistiu que Aton não era apenas o deus principal do Egito, mas que também era o único. Todas as referências aos outros deuses foram suprimidas e somente Aton poderia ser adorado ou reconhecido. Aparentemente, em muitos casos, as referências aos outros deuses, notavelmente Amon, foram apagadas das estátuas e monumento públicos e substituídas por Aton.

Aquenáton teria abolido o sacerdócio em Tebas (Luxor), que considerava Amon como o deus principal e transferido o centro de adoração religiosa principal para cerca de 320 km de distância ao norte, para um sítio virgem às margens ao Nilo, um local conhecido como Tell-el-Amarna (ou simplesmente Amarna). Ali, ele estabeleceu um sacerdócio totalmente novo, junto com rituais que focavam exclusivamente o deus Aton.

A nova cidade foi chamada de Aquetaton ("Horizonte de Aton) — não confundir como Aquenáton ("Servo de Aton"). Como a luz do sol era considerada pelo Atonismo como uma manifestação divina do disco solar, os rituais eram realizados ao ar livre, aparentemente em áreas expostas à luz solar direta. O templo egípcio tradicional, com suas atividades sacerdotais sigilosas, estava agora defunto. Os recintos em que esses novos rituais eram realizados não tinham nem portas.

Como a nova cidade de Aquetaton teve de ser construída em pouco tempo, o uso tradicional de pedras na construção dos edifícios reais foi substituído por um tipo de tijolo conhecido como talatat. Esses tijolos eram menores do que os blocos de pedra tradicionais e, portanto, eram mais fáceis de transportar e de montar.

Após impor seu novo regime religioso aos seus súditos por cerca de doze anos, aparentemente enfrentando a oposição constante dos sacerdotes de Amon em Tebas, Aquenáton morreu de causas desconhecidas. O antigo sistema da religião egípcia foi quase que imediatamente restaurado, virtualmente todos os vestígios de seu culto apóstata foram obliterados e todas as menções ao seu nome e até de sua existência foram apagados dos registros oficiais. Como resultado, ele desapareceu completamente dos anais da história por quase 3.300 anos, até que os britânicos entraram em cena e revelaram sua existência.

Isto tudo é muito interessante, mas existe alguma verdade aqui?

Precisamos Ver Mais de Perto

Dado aquilo que sabemos sobre Arthur Evans e os atos absurdos que praticou em Creta, temos boa razão para acreditar que os britânicos estavam explorando o controle que possuíam dos sítios arqueológicos no Oriente Médio para compilar uma nova versão da história antiga. O Egito teria sido de particular interesse para eles, pois a Maçonaria, a religião da elite governante na Inglaterra, é essencialmente uma religião egípcia.

O Senhor Deus de Jacó humilhou profundamente os deuses do Egito — e, assim, a Maçonaria — diante dos olhos de todo o mundo quando enviou as Dez Pragas. Os Illuminati não tinham sido tratados assim desde o Dilúvio. A despeito dos poderes sobrenaturais dos quais muito se vangloriavam, esses assim chamados deuses não conseguiram resistir à fúria solene do Deus Vivo, o criador dos céus e da Terra.

Os demônios a quem os Illuminati servem procuram há muito tempo estabelecer um domínio sobre a humanidade. Eles querem que todas as nações os aceitem e adorem, de forma muito parecida como são adorados e reverenciados na Índia hoje. Os assim chamados deuses egípcios são, na verdade, demônios de alto escalão no exército sobrenatural de Satanás. A Bíblia os chama de "exército do céu":

"Naquele tempo, diz o SENHOR, tirarão para fora das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos dos habitantes de Jerusalém; e expô-los-ão ao sol, e à lua, e a todo o exército do céu, a quem tinham amado, e a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado e diante de quem se tinham prostrado; não serão recolhidos nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra." [Jeremias 8:1-2].

Os servos terreais deles, os Filhos da Perversidade, colhem recompensas materiais e honras substanciais servindo a esses anjos caídos e ajudando-os a alcançar seus objetivos de longo prazo de dominar a Terra. Assim, podemos ver por que os britânicos (junto com os franceses) decidiram tomar o controle sobre os monumentos históricos e relíquias do Egito.

Os britânicos invadiram o Egito em 1882, afirmando que faziam isso somente para sufocar uma revolta contra o quedive, o governante indicado pelos otomanos. Depois de terem fincado os pés ali, eles permaneceram durante décadas, usando o quedive como marionete. Os franceses lhes deram total liberdade em troca do controle sobre o Marrocos.

Durante a maior parte do século 20, virtualmente a única fonte acessível de informações sobre Aquenáton era encontrada em um estranho livrinho escrito por um ingês igualmente estranho, Arthur Weigall. O livro The Life and Times of Akhenaton (A Vida e o Tempo de Aquenáton), foi publicado em 1910 e revisado em 1922. Ele não oferece evidências arqueológicas, por meio de ilustrações ou fontes documentadas, para substanciar qualquer um de seus conjuntos confusos de afirmações. Quase a seu bel-prazer, o autor embarca em uma celebração emocional de um indivíduo cuja existência era totalmente desconhecida até alguns anos antes. Com entusiasmo juvenil, Weigall entra na mente desse obscuro faraó e constrói um capítulo da história a partir do nada. Ele nunca perde a oportunidade de adicionar algum comentário, dando maior profundidade e charme ao seu personagem, armando um momento de clímax no livro que cega o leitor para o fato que pouco de sua narrativa em forma de suspense é apoiado por evidências.

"O ímpio faz obra falsa, mas para o que semeia justiça haverá galardão fiel." [Provérbios 11:18].

Evidências Que Apontam para a Existência de Aquenáton

Afirmações enfáticas requerem evidências convincentes, porém muitos dos "fatos" em torno de Aquenáton são altamente problemáticos:

1. O nome dele aparece em alguns artefatos arqueológicos.

Isto sozinho não significa muita coisa. Isto não nos diz nada sobre ele e aponta somente para a existência de uma pessoa da realeza, ou um membro da aristocracia governante. Os britânicos afirmam que a maior parte das referências ao reinado de Aquenáton foi obliterada por seus sucessores. Todavia, se esse foi o caso, então temos menos razão ainda para acreditar que as poucas referências que ainda "restam", especialmente as mais proeminentes, sejam autênticas.

2. Ele transferiu sua residência real de Tebas para Amarna

Isto não faz sentido, mesmo se Aquenáton fosse realmente um faraó histórico. Líder algum abandona sua cidade real e percorre 320 quilômetros de deserto para "construir" uma cidade totalmente nova, deixando que seus inimigos controlem, ou até mesmo ocupem, a antiga capital de seu domínio.

Amarna não era nada mais que um sítio vazio, destituído até mesmo de fortificações. Cada nova estrutura teve de ser construída com tijolos de barro, em vez de com pedras talhadas, produzindo uma "cidade" inadequada para habitação real ou para atividade sacerdotal. Até mesmo uma cidade comum precisaria de vários anos para ser construída. Teria sido estrategicamente desastroso para um faraó, que já estava em conflito com seus súditos, para não mencionar a poderosa casta dos sacerdotes, iniciar um projeto de construção dessa natureza. Incrivelmente, os ritos religiosos tradicionais estavam sendo brutalmente suprimidos (segundo se diz), ao mesmo tempo que o sítio para os novos ritos propostos não tinha ainda sido construído. Nada disso faz sentido.

3. A existência de Amarna é indisputável

Talvez seja, mas a questão não é esta. Os britânicos argumentam que os edifícios construídos por Aquenáton foram demolidos por seu sucessor, mas que os alicerces permaneceram, bem como 16 estelas delimitadoras. (Uma estela é um monumento de pedra alto e inscrito com informações oficiais ou comemorativas sobre as proximidades imediatas.) Essas estelas tinham o objetivo de fixar ou delinear os limites externos da cidade conhecida como Aquetaton, dedicada à adoração do deus Aton. Somente algumas delas contêm inscrições legíveis, porém são consideradas (em conjunto com o Grande Hino) como o melhor registro existente do sistema de culto criado por Aquenáton.

Há uma enorme contradição em tudo isto. Por um lado, supõem-se que os sucessores de Aquenáton apagaram o nome dele e do seu culto dos registros históricos egípcios, porém alguns monumentos públicos proeminentes — que atestam sua existênca, de seu sistema de culto e de sua nova cidade religiosa — foram deixados intactos. Esses não eram registros que os seguidores do faraó poderiam esconder, mas declarações enormes e imovíveis, insculpidas na lateral da falésia. Se a história oficial for verdadeira, então esses registros estão entre os primeiros monumentos comemorativos a serem desfigurados por inimigos e removidos das páginas da história.

Vale a pena observar que a estela de Amarna foi descoberta por um jesuíta francês em 1714. Como a Sociedade dos Jesuítas é notória por sua aversão ao Cristianismo Bíblico, com uma reputação tenebrosa de praticar fraudes, homicídios e engodos, seu envolvimento em algo associado tão de perto com Moisés e com o Êxodo — o que consideraremos em instantes — precisa sem dúvida despertar nossas suspeitas.

4. Amarna foi um importante centro da adoração de Aton

Sério? A adoração e o apaziguamento dos deuses no Egito antigo eram levados muito a sério. Virtualmente todos os templos e monumentos daquele período e dos séculos anteriores, eram feitos de pedra. A estatura e dignidade dos deuses exigia o uso dos materiais mais resistentes, como granito, basalto, mármore, calcário e obsidiana. A ideia que Aquenáton honraria seu deus construindo uma cidade sagrada, incluindo seu templo, com tijolos de barro, iguais aos que eram utilizados pelo povo comum, ou até mesmo a ideia que seus apoiadores contemplariam essa opção, é simplesmente ridícula.

"O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes." [Salmos 37:12].

5. A adoração de Aton era revolucionária

Esta é outra contradição em uma história repleta de contradições. O deus Aton era realmente uma divindade reconhecida no panteão egípcio, um aspecto do deus-sol Rá, de modo que adoração de Aton não poderia ter sido revolucionária. Os britânicos afirmam que a verdadeira revolução está no modo como Aquenáton suprimiu a adoração de todos os outros deuses e transformou Aton no "único" deus. Mas, o argumento é enganoso, na melhor das hipóteses. Existem evidências suficientes que os deuses do Egito foram reconhecidos e adorados em âmbito nacional, continuamente e sem interrupção, desde os tempos mais antigos até o fim do período dos faraós. A remoção de algumas inscrições, assumindo que elas ocorreram durante a mesma época histórica — não pode, sozinha, ser tomada como prova que Aquenáton (se ele existiu) era monoteísta. O máximo que poderia ser inferido a partir das evidências, é que Aquenáton tinha tomado partido em uma luta pela proeminência entre duas escolas sacerdotais, uma dedicada a Amom e a outra a Aton.

6. O Grande Hino a Aton

O assim chamado Grande Hino a Aton prova muito e é, sem dúvida, uma falsificação moderna. A tradução no Apêndice B foi usada por Arthur Weigall em seu livro citado anteriormente.

O hino é uma imitação tão grande do Salmo 104 que é difícil compreender como alguém pôde levar Weigall a sério. Na verdade, ele próprio se vangloria da similaridade e chega ao ponto de afirmar que o hino e o salmo vieram da mesma fonte, ou o salmo (escrito por volta do ano 1000 AC) baseou-se no hino egípcio! — "... em consideração da peculiar capacidade e originalidade de Aquenáton, ... parece existir uma considerável probabilidade que ele seja o autor na primeira ocorrência desta gema do Livro dos Salmos."

Weigall cita algumas passagens como prova que o hino foi a fonte para o Salmo 104. Esta é uma falsificação tão óbvia que nem é necessário comentar.

Em algumas linhas do hino, Weigall e seus colegas chegaram até mesmo a usar o texto real da Bíblia! Em termos de audácia, esta é difícil de superar.

Aqui está o que Petrie teve a dizer sobre o Hino:

"Se esta fosse uma nova religião, inventada para satisfazer nossas modernas concepções científicas, não poderíamos encontrar um erro na exatidão dessa visão da energia do sistema solar. O quanto Aquenáton compreendia, não podemos saber, mas ele certamente avançou em suas visões e simbolismo até uma posição que não podemos logicamente aprimorar no dia presente. Nem um fiapo de superstição ou de falsidade pode ser encontrado preso a essa nova adoração, que evoluiu a partir do velho Aton de Heliópolis, o único Senhor do universo."

Exatamente o quão bem isto "satisfaz nossas modernas concepções científicas", como Petrie diz? Muito bem, como se verá. A referência ao "Nilo no céu" é um conceito meteorológico totalmente moderno, baseado naquilo que os cientistas chamam de ciclo hidrológico:

Dás vida a cada país estrangeiro, ainda que afastado,
Tu colocas um Nilo no céu,
Ele desce para eles,
Dá forma às correntes de água
Para regar os seus campos e as suas cidades.
Como os teus desenhos são excelentes,
Ó Senhor da eternidade,
Ó Nilo no céu<

Os egípcios não tinham absolutamente interesse algum no bem-estar dos povos que viviam em terras distantes, nem tinham ideia que a atmosfera superior servia como um tipo de "rio" para transportar a água de um lugar para outro. A inclusão dessas linhas no Grande Hino é um total anacronismo e evidência adicional que o texto como um todo é uma fraude.

Os agentes britânicos no Egito, Petrie, Weigall e seus colegas — conspiraram juntos para produzir essa obra de ficção ridícula, tudo com vistas a desacreditar a Bíblia e retratar os israelitas como nada mais que um grupo de egípicos que foram forçados a se estabelecer em outro lugar.

7. A arte de Amarna é singular

Isto certamente é verdadeiro, mas, como o Hino, prova demais.

- O busto de Nefertiti

Vamos começar com o famoso busto de Nefertiti, considerando aquilo que Weigall disse: "O retrato da cabeça da rainha Nefertiti é uma obra de arte que precisa ser equiparada com as maiores obras-primas do mundo. Ela foi encontrada pelos escavadores alemães em El Amarna e está agora no Museu Britânico. "Nefertiti foi a mulher de Aquenáton e é, na verdade, mencionada nas linhas finais do Grande Hino a Aton.

Pelo menos duas obras recentes de historiadores respeitados já afirmaram que o busto é uma fraude moderna — The Bust of Nefertiti — a Fraud in Egyptology? (O Busto de Nefertiti — Uma Fraude na Egiptologia?) (2009), de Henri Stierlin e Missing Link in Archaeology (Elos Ausentes na Arqueologia) (2009) de Erdogan Ercivan. Tanto Stierlin e Ercivan escreveram extensivamente sobre assuntos arqueológicos e estão familiarizados com a duplicidade e a fraude, que são endêmicos no mercado internacional de relíquias.

De acordo com a Wikipedia em língua alemã, Ercivan afirma que Arthur Evans era um fraudador (veja nosso ensaio "Eugenia, Híbridos e o Labirinto dos Illuminati"), junto com os outros arqueólogos Heinrich Schliemann (que inventou artefatos para fazer aumentar sua reputação) e Ludwig Borchardt (que liderou a equipe que "descobriu" o busto de Nefertiti):

"Em sua obra Missing Link of Archeology: Hidden Finds, Forged Museum Expositions and Archeologists Exposed as Fraudsters, Ercivan revela hipóteses atrevidas sobre Ludwig Borchardt, Heinrich Schliemann, Arthur Evans, Henri Breuil, e Charles Darwin, e tenta expô-los como fraudadores. Ele afirmou que Borchardt falsificou outras descobertas do Egito antigo, como a Tapeçaria Dobrada do Cairo e uma estela de Hatshepsut, enquanto Schliemann teria encomendado o tesouro de Príamo de um joalheiro ateniense. Evans teria inventado a cultura dos minoanos com a ajuda de um artista suíço chamado Emile Gilliéron, entre 1900 e 1924. Breuil, por outro lado, deveria ser o responsável pela descoberta das pinturas nas rochas em cavernas entre 1903 e 1956 no norte da Espanha, e no sul da França, que foram falsificadas em mais de 90% dos casos, de acordo com Ercivan." — Wikipedia em Alemão.

Embora tenha sido alegadamente descoberto em 1912, ambos os autores argumentam que o busto não foi revelado ao público até 1924 porque era uma falsificação. Por exemplo, nenhum registro arqueológico de sua descoberta foi divulgado por onze anos!

O próprio busto parece ter um significado especial para a elite ocultista e ele até chegou a aparecer em um selo postal alemão. O olho esquerdo está faltando, uma alusão não tão sutil ao Olho de Hórus. O pescoço é alongado, o que é uma característica distintiva de muitos transgêneros homem-para-mulher pré-pubescentes. A obra é também inconsistente com a convenção artística que, como Stierling salienta, os egípcios sempre cortam os ombros de suas figuras retratadas horizontalmente, enquanto que os ombro no busto de calcário estão cortados verticalmente.

O mercado em relíquias falsificadas no início do século 20 era incrivelmente lucrativo. Uma peça modesta de cerâmica com alguns vestígios de pigmento, por exemplo, poderia atingir um alto preço, desde que sua origem fosse certificada. Como isto era fácil de falsificar, números enormes de peças antigas falsificadas foram aceitas em museus de todo o mundo. Isto, por sua vez, ajudou a propagar a falsa versão da história que os britânicos queriam projetar. Eles até criaram a disciplina conhecida como Egiptologia, para fazer a propaganda deles parecer mais científica.

- O Pavimento Pintado

Em suas informações sobre Petrie, a Wikipedia fornece os seguintes dados sobre seu trabalho em Amarna: "Desde 1891, ele trabalhou no templo de Aton em Tell-el-Amarna, descobrindo um pavimento de 28 m2 do Novo Reino, pintado com cenas de jardins, animais e caça. Isto tornou-se uma atração turística mas, como não há acesso direto ao sítio, os turistas danificaram os campos vizinhos no caminho até ele. Isto fez os fazendeiros locais desfigurarem as pinturas e é somente graças às cópias de Petrie que a aparência original é conhecida."

Dado o que agora sabemos sobre a saga de Aquenáton, essa calamidade cultural é altamente suspeita. Petrie supostamente encontrou o enorme pavimento pintado e fez cópias das cenas retratadas, mas não temos como saber se qualquer uma dessas cenas é verdadeira, pois o sítio foi destruído! É forçar demais nossa credulidade acreditar que um corpo tão importante de evidência poderia ter sido destruído desse modo, sem confirmação fotográfica alguma de que ele existia.

Além disso, se os britânicos tivessem criado o sítio, provavelmente teria sido adequado para eles destrui-lo antes que ele ficasse exposto a um exame atento. Por exemplo, como os pigmentos teriam sobrevivido fora de uma tumba fechada por mais de três mil anos? A ação do tempo, a oxidação, a humidade, a luz do sol, o deslocamento de areia, pequenos animais, insetos e sujeira trazida pelo vento teriam apagado tudo em uma fração desse tempo!

- Esculturas andróginas

A androginia, a mistura das características sexuais, é importante no ocultismo. É significativo que as esculturas de Aquenáton tenham um aspecto distintamente andrógino, um fato que já atraiu muita atenção, pois há pouca evidência disso em outras obras de arte egípcias. Os formatos dos crânios na família de Aquenáton também são exagerados e similares a um cone, como as representações modernas dos alienígenas do espaço. Isto, também, é singular com Amarna. Portanto, as obras são falsificações modernas, ou os artistas daquele mesmo tempo receberam uma tremenda liberdade em como poderiam retratar a família real, chegando até ao ponto de distorcerem as crianças.

- Uma revolução artística

A história mostra que os estilos artísticos e as sensibilidades estéticas mudam somente de forma gradual. Isto é especialmente verdade a respeito da arte que retrata os membros da elite governante. O estilo da arte egípcia tinha permanecido admiravelmente estático por cerca de três mil anos, tanto no período que leva até o advento de Aquenáton — que durou somente cerca de doze anos — e por mil anos depois disso. O estilo era invariavelmente formal e emblemático, aderindo às convenções rígidas e destinadas a projetar um senso de atemporalidade e continuidade. O estilo em Amarna era radicalmente diferente, sendo "naturalista" pela nova avaliação moderna, em vez de icônico. As imagens eram similares a instantâneos das cenas domésticas reais, em vez de atividades representativas da vida egípcia em geral.

"Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força." [1 Samuel 2:9].

Em uma gravura insculpida, Aquenáton é mostrado sentado em seu lar com sua mulher, brincando com suas crianças (veja acima). Nada desse tipo tinha sido feito antes. Na verdade, até o aparecimento do naturalismo holandês doméstico no século 15 — três mil anos mais tarde — o estilo era desconhecido. Querem que acreditemos que essa revolução artística surgiu de repente e desapareceu novamente depois de apenas alguns poucos anos. Até mesmo a Renascença, que marcou uma revolução na técnica artística, precisou de cerca de dois séculos para ganhar ímpeto. Na maior parte da história, as mudanças nos estilos e nas convenções artísticas surgiram sempre de forma gradual e não há um único exemplo de uma revolução similar àquela que ocorreu em Amarna.

8. As Cartas de Amarna

Uma grande quantidade de tábuas de barro inscritas em língua acadiana, não egípcia, começaram a aparecer no mercado de relíquias em 1887. Essas tábuas supostamente vieram de Amarna e consistiam de correspondência diplomática (mais de 300 tábuas) entre dois faraós (Amenhotep III e seu filho Aquenáton) e reis vizinhos. É notável que nenhum depósito secreto de tábuas de barro similar tenha sido encontrado no Egito. Algumas dessas tábuas foram descobertas pelo próprio Petrie. Foi certamente um admirável golpe de "sorte" que tantas dessas correspondências se referiam ao controverso faraó Aquenáton e que sejam encontradas em tão grande número em sua cidade escolhida, Amarna.

A língua acadiana era bem compreendida pelos eruditos ocidentais por volta de 1850, mas os hieróglifos egípcios ainda representavam dificuldades técnicas no fim do século 19, apesar da decifração da Pedra de Rosetta. Assim, foi outro admirável golpe de "sorte" que todas as cartas de Amarna estavam em língua acadiana e, assim foram fáceis de decifrar (ou, se necessário, falsificar).

O Caráter de Weigall

Weigall era um personagem estranho. É difícil acreditar que o seguinte parágrafo (da Wikipedia) esteja relacionado com a pessoa que acabamos de discutir:

"Em Londres durante a Primeira Guerra Mundial, Arthur Weigall tornou-se um bem-sucedido estilista de ambientes para os cenários dos teatros londrinos. Uma associação com a indústria do cinema teve início: ele trabalhou com Bannister Merwin, Jack Buchanan, e Phyllis Monkton no filme Her Heritage, e nos anos 1920, Lord Northcliffe o indicou como crítico de cinema para o jornal Daily Mail. Posteriormente, um de seus livros foi transformado em filme, Burning Sands, pelo produtor George Melford."

O livro dele sobre Aquenáton parece mais ser uma história de aventuras para meninos do que um relato sério de uma época histórica. Usando o Grande Hino de Aton e as inscrições na estela de Amarna, nenhum dos quais é confiável, ele transforma Aquenáton no fundador de uma religião similar ao Cristianismo, um místico cujas visões o levaram a imaginar Deus de um modo completamente novo. Ao fazer isso, ele distingue o Deus do Antigo Testamento, a quem ele rejeita, daquele que ele afirma que Jesus revelou:

"Aton é Deus quase como nós o imaginamos. Não há qualidade atribuída pelo rei a Aton que nós não atribuamos ao nosso Deus. Como um clarão de luz que cega os olhos no período noturno, Aton se destaca por um momento no meio das negras trevas egípcias e desaparece uma vez mais, sendo o primeiro sinal para este mundo da futura religião do Ocidente. Nenhum homem cuja mente é livre de preconceito deixará de ver uma semelhança muito maior com os ensinos de Cristo na religião de Aquenáton do que na de Abraão, Isaque e Jacó. A fé dos patriarcas é ancestral direta da fé cristã, porém o credo de Aquenáton é seu protótipo isolado. Alguém poderia acreditar que o Deus Todo-Poderoso tinha por um momento se revelado para o Egito e tinha sido mais claramente, embora de forma momentânea, interpretado ali do que alguma vez foi na Síria ou na Palestina antes do tempo de Cristo."

Embora o leitor talvez não detecte a plena importância disto, ele está reduzindo Jesus ao nível de um "homem bom" e Jeová ao nível de um vingativo deus tribal. De acordo com Weigall, Aquenáton compreendia Deus como Ele realmente é, da mesma forma como Jesus. Ele até mesmo compara Aquenáton com a pessoa de Jesus:

"Como alguém maior do que ele, Aquenáton ensinava seus discípulos a se dirigirem ao Criador como 'nosso Pai que estás nos céus'. O Aton era a alegria que fazia as jovens ovelhas a 'saltitarem sobre suas patass' e os pássaros a 'voarem sobre os charcos'. Ele era o deus dos prazeres simples da vida; e embora o próprio Aquenáton fosse de fato um homem de dores, plenamente familiarizado com o sofrimento, a alegria era a palavra de atenção que ele dava aos seus seguidores."

Toda a fraude de Aquenáton teve o objetivo de subverter o relato bíblico da história e oferecer uma origem alternativa, não somente para o Cristianismo, mas também para o povo judeu. Weigall até tem a arrogância de afirmar que Aquenáton era um "homem de dores... familirizado com o sofrimento" e, ao fazer isso, o identificou com o Messias de Isaías 53 ("Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens..."). Ele também zomba do Senhor Deus do Velho Testamento:

"Os patriarcas hebreus acreditavam que Deus era capaz de caminhar em um jardim no frescor do fim da tarde, de ter criado o homem à Sua própria imagem, para possuir face, forma e partes traseiras. Mas, Aquenáton, retendo com sua mão a inundação da tradição, enfaticamente proclamou Deus como uma essência intangível e o doador da vida: o calor que está no sol. Ele era o "disco vivente" — que é o mesmo que dizer, o poder que produzia e sustentava a energia e movimento do sol."

O "deus" de Weigall é o deus da Nova Era, a assim chamada Força, nos filmes da série Guerra nas Estrelas. Os Illuminati estão trabalhando com afinco para usurpar o Deus Vivo do Cristianismo nas mentes e corações dos homens. Em uma obra posterior, que discutiremos em breve, Weigall leva sua ideia ainda mais longe quando diz: "É, de fato, depreciativo falar do Ser Divino como ' Ele' ou 'Dele'" (pág. 196). Para os gnósticos e cabalistas, Deus é uma essência sem forma, impessoal e incognoscível, profundamente diferente do Senhor Deus da Bíblia, que é tanto pessoal e se dá a conhecer.

Como um maçom, Weigall estava usando a religião fajuta de Aquenáton para retratar o deus da Maçonaria. A passagem seguinte revela o quão de perto ele identifica a religião de Aton com a vindoura Religião do Mundo Unificado:

"Aquenáton acreditava que seu deus era o Pai de toda a humanidade e que os sírios e os núbios estavam tanto sob sua proteção quanto os egípcios. A religião do Aton era uma religião mundial. Este é um avanço maior em ética do que pode ser aparente à primeira vista; Aton, portanto, torna-se a primeira divindade que não era tribal, ou não nacional, já concebida pela mente mortal. Esta é a compreensão cristã de Deus, embora não a concepção hebraica de Jeová. Este é o espírito que envia missionários para os confins da Terra; e era esse tipo de atitude mental que agora levou Aquenáton a construir um templo para Aton na Palestina, possivelmente na própria Jerusalém, e outro no Sudão. O sítio do templo sírio agora está perdido, porém os edifícios núbios foram recentemente descobertos e parecem ter uma extensão considerável."

Weigall consegue encaixar muita propaganda maçônica nesta curta passagem. Temos o deus maçônico que é "pai da humanidade"; a irmandade dos homens; a religião mundial; a assim chamada ética mais elevada da Maçonaria; a evolução da verdade religiosa; o retrato de Jeová como um deus tribal; os judeus são denegridos; e até uma alusão ao templo maçônico em Jerusalém! A arrogância em tudo isto é surpreendente.

A Aversão de Weigall ao Cristianismo

Como todos os membros dos Illuminati, Weigall tinha uma aversão visceral ao Cristianismo. Como membros de famílias que são luciferianas há várias gerações, essas pessoas detestam Cristo, a Palavra de Deus e todos os cristãos nascidos de novo. Muitos ensaios nesta série mostram o quão longe eles estão preparados para ir de modo a enganar os cristãos e contradizer a Bíblia com sua falsa ciência, descobertas falsificadas, fatos imaginários, anomalias históricas e sua cosmologia fraudulenta do globo que gira em seu próprio eixo. Ao considerarmos a abrangência das atividades deles, bem como a atenção e o cuidado consideráveis que eles deram à construção e à manutenção deste Grande Engodo, precisamos nos lembrar que todo o plano deles, com seus muitos aspectos, é supervisionado pelo próprio Satanás.

"Abomináveis são para o Senhor os pensamentos do mau, mas as palavras dos puros são aprazíveis." [Provérbios 15:26].

O mestre deles é um grande enganador e assim são também seus servos escolhidos.

O desprezo de Weigall pela verdade bíblica simplesmente é evidente nas páginas de sua odiosa diatribe The Paganism in Our Christianity (O Paganismo no Nosso Cristianismo), publicada em 1928. (O "nosso" é parte da grande mentira. Muitos membros dos Illuminati fingem serem cristãos e se misturam livremente com a comunidade cristã, frequentemente como respeitáveis líderes evangélicos. Aparentemente, eles sentem grande prazer com essa farsa.

Deve ser suficiente dizer que Weigall rejeita enfaticamente a divindade de Cristo, o nascimento virginal, os milagres, a exatidão dos Evangelhos e até a morte e ressurreição de Cristo. Ele retrata Jesus como um homem verdadeiramente bom ("simples, que sacrificava a si mesmo, de coração manso") a quem toda a humanidade deveria admirar e emular, mas a ideia que ele era divino ou que redimiu a humanidade com seu sangue não é nada mais que conversa fiada pagã.

As citações seguintes dão uma desconcertante compreensão das trevas de seu coração dele:

"Nem podem os autores dos Evangelhos, que se deliciavam nos relatos de milagres e em todos os tipos de maravilhas incríveis, ser considerados capazes de terem inventado tão sublime figura quanto a daquele simples e galante Jesus, com seu coração manso, que sacrificava a si mesmo, que as histórias revelam." [pág. 56].

"Agora, com relação aos milagres realizados por Jesus. A transformação da água em vinho em Caná pode estar baseada em contos similares relacionados com Dionísio, que era um dos deuses mais populares dos tempos da igreja cristã primitiva." [pág. 63].

"A ressurreição do filho da viúva de Naim é mencionada apenas em Lucas e a ressurreição de Lázaro apenas no Evangelho de João; e pode-se dizer com segurança que se esses dois milagres surpreendentes tivessem realmente ocorrido, todos os Evangelhos os teriam registrado, pois eles teriam sido os mais poderosos já realizados por Jesus." [pág. 65].

"Portanto, considerando os milagres e as ocorrências miraculosas, estamos justificados em acreditar somente naqueles que podem ser considerados críveis..." [pág. 66].

"... a questão se Seu corpo — distinto daquela entidade espiritual [eu espiritual] — realmente retornou à vida após estar morto é uma questão de não tremenda consequência." [pág. 92].

"Os cristãos modernos acreditam em uma ascensão espiritual, mas não em uma ascensão do corpo..." [pág. 92].

"Eles mostram, entretanto, que Jesus não tinha passado além do ponto de recuperação quando estava na cruz, mas que, tendo caído em uma condição indistinguível da morte, foi levado ao sepulcro, onde recuperou os sentidos e, talvez, tenha recebido as roupas de outra pessoa para vestir, o que o fez ser confundido com o jardineiro." [pág. 97].

"... no fim, Seu corpo mortal precisa ter morrido e retornado ao pó." [pág. 101].

"A adoração dos deuses sofredores podia ser encontrada por toda a parte e a crença na tortura das vítimas nos ritos do sacrifício humano para a redenção do pecado era muito geral. Os deuses Osíris, Atis, Adônis, Dionísio, Hércules, Prometeu, e outros, tinham todos sofrido pela humanidade..." [pág. 111].

"Não podemos mais aceitar a chocante doutrina teológica que, por alguma razão mística, um sacrifício propiciatório era necessário." [pág. 162].

"Jesus não apenas cumpriu as escrituras judaicas, mas também cumpriu aquelas do mundo pagão; e aqui está o grande apelo do Cristianismo primitivo. Nele, uma dúzia de deuses irreais estavam condensados em uma realidade mais próxima..." [pág. 169].

"Na verdade, alguém poderia dizer que se um autor cosmopolita daquele período tivesse decidido inventar a história da morte sacrifical de um deus encarnado que era imaginado como tendo morrido para a remissão de pecados, poderia, a partir de seu conhecimento geral, ter produzido um relato mais ou menos igual ao que está nos Evangelhos." [pág. 68].

Poderíamos citar muitas outras passagens como estas, mas não é necessário. Claramente, este homem detestava o Cristianismo e era alguém que não teria dificuldade alguma em participar da fraude de Aquenáton.

Por Que os Britânicos Inventaram Aquenáton?

A melhor mentira é frequentemente aquela que não parece oferecer vantagem alguma à pessoa que a conta. Afinal, por que os britânicos tiveram o trabalho de fabricar uma fraude complexa como esta e criar todo o conjunto de evidências necessário para suportá-la?

Embora há muito tempo eu sinta que a história de Aquenáton não seja consistente, nunca passou pela minha cabeça que ela poderia servir a algum propósito ulterior. Quando vi a gravura talhada do "pato" pela primeira vez na minha adolescência, eu ri, exatamente quando a encontrei outra vez recentemente. Para um calouro na faculdade, aquilo parecia mais como um quadro cômico de uma peça de teatro da escola do que um artefato histórico genuíno.

Satanás foi humilhado diante do mundo quando o Senhor Deus enviou as dez pragas sobre o Egito. Toda a sua vanglória veio a nada quando ele foi confrontado pelo Deus Vivo. Cada praga parecia zombar de um deus egípcio específico, tomando-o e erguendo-o pelo pescoço e lançando-o ao chão! Quando nosso Pai Celestial terminou, o Egito estava em ruínas. Satanás não teve escolha, senão permitir que o povo de Deus partisse.

Os deuses do Egito são os deuses da Maçonaria, um culto luciferiano secreto (que finge ser "público") que Satanás está usando para estender seu controle sobre a humanidade. A Inglaterra e a Escócia têm sido pivôs na propagação dessa doença por todo o mundo. Os britânicos estavam ansiosos para garantir que todos os monumentos históricos e relíquias do Egito fossem descobertos e interpretados por seus próprios especialistas, desse modo permitindo-lhes adicionar alguma distorção ou um verniz histórico que fosse adequado ao seu propósito. Eles poderiam também suprimir ou minimizar os fatos que não se encaixassem em sua arcana filosofia maçônica. Por exemplo, eles minimizaram grandemente a prática de rituais de sacrifício humano em toda a história egípcia e ignoraram seu significado religioso.

Algumas razões sinistras:

Por meio de sua invenção de Aquenáton, os britânicos poderiam ter esperado alcançar o seguinte:

  1. Todo o relato bíblico do Êxodo estaria aberto a um reexame. Se Aquenáton existiu e se criou uma nova religião com base na adoração de apenas um deus, então poder-se-ia argumentar que os israelitas eram seguidores de Aton que fugiram do Egito logo depois que o culto entrou em colapso. Weigall não faz essa afirmação, mas dá indicações disso. A tese inteira dele tem o objetivo de forçar uma reavaliação da história bíblica à luz dos "fatos".

  2. Se Aquenáton existiu, então pode ser argumentado que ele foi Moisés. Afinal, Moisés foi criado no palácio do faraó, recebeu uma ampla instrução sobre os mistérios do Egito, conhecia todas as pessoas influentes e estava profundamente familiarizado com os mecanismos políticos que mantiam a administração em funcionamento. Se Moisés e Aquenáton foram a mesma pessoa, então ele já desfrutaria de considerável posição diante dos seguidores de Aton ou, como os britânicos gostariam que acreditemos, dos "israelitas".

  3. O Deus de Israel poderia ser identificado com o deus-sol, Rá, do Egito (Aton era apenas um dos nomes atribuídos a esse deus). A religião do Velho Testamento poderia então ser interpretada como uma forma degenerada de Atonismo.

  4. Se o Judaismo for imaginado principalmente como uma forma de Atonismo, então Cristo poderia ser visto como uma figura do tipo Aquenáton, o representante vivo de Aton na Terra — exatamente como o próprio Aquenáton. Weigall convida diversas vezes o leitor a fazer essa comparação.

  5. Se os israelitas forem imaginados como seguidores exilados de Aton, então todo o livro de Gênesis é obliterado. Abraão, Isaque e Jacó — se é que existiram — não foram nada além de nômades e adoradores de ídolos da distante Babilônia.

  6. Se o povo judeu hoje é realmente descendente de uma massa migratória de egípcios, então a terra de Israel não é especial de forma alguma. Deus não a escolheu e os judeus hoje não tem direito legal a ela.

  7. Se o verdadeiro Deus da Bíblia é realmente o Aton de Aquenáton, então a interpretação cristã tradicional do caráter dele é completamente falsa. Ele não é uma Pessoa que pode entrar em aliança com o homem, ou com quem o homem pode ter um relacionamento pessoal, mas, ao revés, uma essência, ou Força, universal e intangível.

Portanto, como podemos ver, os Illuminati britânicos estavam armando uma cilada mortal para os incautos quando inventaram o mito de Aquenáton.

Qualquer grupo que tenha o atrevimento de afirmar que um faraó do tempo do Êxodo escreveu o Salmo 104 é capaz de fabricar qualquer mentira. Lembre-se que Goebbels, o mestre da propaganda nazista disse: "— Os ingleses seguem o princípio que quando alguém mente, deve contar uma mentira bem grande e agarrar-se a ela. Eles mantêm suas mentiras, mesmo sob o risco de parecerem ridículos."

Exatamente quanto veneno pode ser extraído dessa vil enganação pode ser visto em uma obra escrita por Freud, Moisés e o Monoteísmo, que ele publicou em língua alemã em 1937 e em inglês em 1939. Baseando-se fortemente no relato de Weigall sobre Aquenáton, ele criou uma teoria do Êxodo e a origem do Judaísmo, que zomba da Bíblia.

Sigmund Freud, o Grande Enganador

Freud foi um vigarista extremamente habilidoso. Usando a sagacidade insidiosa que é tão evidente em todos seus escritos, em que uma especulação vazia é rotineiramente transmutada em evidência, ele fez gerações de pessoas acreditarem em todos os tipos de bobagens idiotas, sem base e sem comprovação científica. Nabakov o chamou de "o charlatão vienense". Em sua vida, ele aparentemente "psicanalisou" somente cinco ou dez pessoas, nenhuma das quais ele curou. Freud pilhou a mitologia antiga para obter confirmação de suas bizarras teorias, ignorou a realidade do abuso sexual infantil e o substituiu por sua teoria da fantasia de realização dos desejos (desse modo ocultando o fato que a pedofilia era endêmica entre a classe governante), praticou hipnose por um tempo, cheirava cocaína regularmente e exercia controle draconiano sobre seu pequeno grupo de discípulos. Freud detestava o Cristianismo e foi, provavelmente, influenciado a esse respeito pelos ensinos ocultistas e venenosos de Jacob Frank.

Sua teoria do Judaísmo, em Moisés e o Monoteísmo, é apresentada com sua costumeira arrogância:

Resumo da Teoria Blasfema de Freud: Existiram dois indivíduos chamados Moisés. O primeiro era um membro antigo da aristocracia egípcia, que seguia o culto de Aton. Quando Aquenáton permitiu que o Egito caísse em decadência [presumivelmente este foi o modo de Freud explicar a devastação causada pelas Dez Pragas] o Moisés egípcio decidiu liderar os habitantes de Gosén até a terra de Midiã e continuar o culto de Aton. Isto ocorreu no interregno entre a morte de Aquenáton e a indicação de seu sucessor. Portanto, o Êxodo não recebeu a oposição do exército egípcio. Entretanto, quando chegou à terra de Midiã, o povo eventualmente se rebelou contra o irascível e dominador Moisés e sua "religião monoteísta". Depois de o matarem, eles adotaram a adoração do deus local midianita, conhecido como Javé, um deus dos vulcões:

"O deus Javé, a quem o Moisés midianita então apresentou um novo povo, provavelmente não era, sob aspecto algum, um ser proeminente. Um deus grosseiro, tacanho, local, violento e sedento de sangue prometera a seus seguidores dar-lhes ‘uma terra que mana leite e mel’ e os concitara a exterminar seus habitantes de então ‘ao fio da espada’. É espantoso o quanto resta, apesar de todas as revisões nas narrativas bíblicas, que nos permita reconhecer a natureza original dele. Sequer é certo que sua religião fosse um monoteísmo genuíno, que negasse a divindade das deidades de outros povos. Provavelmente era suficiente que seu povo encarasse seu próprio deus como mais poderoso do que qualquer deus estrangeiro. Se, não obstante, subsequentemente, tudo tomou um curso diferente do que tais primórdios teriam levado a esperar, a causa só pode ser encontrada num único fato. O Moisés egípcio dera a uma parte do povo uma noção mais altamente espiritualizada de deus, a idéia de uma divindade única a abranger o mundo inteiro, que era não menos amantíssimo do que todo-poderoso, com aversão a todo cerimonial e magia, e que apresentava aos homens, como seu objetivo mais elevado, uma vida na verdade e na justiça, pois, por incompletas que sejam as descrições que temos do lado ético da religião de Aton, não pode constituir fato sem importância que Akhenaton comumente se referisse a si mesmo, em suas inscrições, como ‘vivendo em Ma’at’ (Verdade, Justiça)."

O apetite por blasfêmia é insaciável. Por exemplo, ele usa sua teoria do "deus vulcânico" para explicar o pilar de nuvem durante o dia, o pilar de fogo à noite e a separação das águas do Mar Morto:

"Como os seguidores de Moisés davam tanto valor à sua experiência do Êxodo do Egito, esse ato de libertação tinha de ser representado como devido a Javé, e forneceram-se ao evento aperfeiçoamentos que davam prova da terrificante grandeza do deus vulcânico, tais como a coluna de fumaça [nuvem] que se transformava à noite numa coluna de fogo e a tempestade que pôs a nu o leito do mar por algum tempo, de maneira que os perseguidores foram afogados pelas águas que retornavam."

Ele afirma que os descendentes do grupo que tenha permanecido fiel a Aton continuou a exercer grande influência por trás dos bastidores. Esses, ele diz, eram os levitas originais:

"É inacreditável que um grande senhor, como Moisés, o egípcio, se tivesse reunido desacompanhado a esse povo estranho. Sem dúvida, deve ter trazido com ele um séquito — seus seguidores mais chegados, escribas, criados domésticos. Estes é que foram originalmente os levitas. A tradição que alega que Moisés foi um levita parece ser uma deformação clara do seguinte fato: levitas eram os seguidores de Moisés."

Foi a partir desse grupo que o segundo grande líder, também chamado Moisés, emergiu cerca de duas gerações mais tarde, após ele terem entrado e se estabelecido na terra de Canaã.

Este segundo Moisés odiava a adoração a Javé e, gradualmente, fez os "judeus" reconhecerem que o assassinato do primeiro Moisés, que eles praticaram, foi um ato pavoroso. Freud usa esse sentimento nacional de culpa para explicar o desejo judaico por um Messias, alguém que tomaria o lugar do primeiro Moisés e restauraria tudo o que foi perdido por sua morte fora de hora:

"É plausível conjecturar que o remorso pelo assassinato de Moisés forneceu o estímulo para a fantasia de desejo do Messias, que deveria retornar e conduzir seu povo à redenção e ao prometido domínio mundial. Se Moisés foi o primeiro Messias, Cristo tornou-se seu substituto e sucessor."

Esta fabricação blasfema está entre a mais absurda nos escritos de Freud. Ele pode ter escrito isto por solicitação dos britânicos, possivelmente em agradecimento por sua admissão na Inglaterra em 1938 e uma ótima casa em Londres.

Freud não poderia ter escrito esta fábula absurda sem a obra anterior de Weigall sobre Aquenáton. Mentiras construídas sobre mentiras, exatamente como os Illuminati desejavam.

"Pois eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às escuras, aos retos de coração." [Salmos 11:2].

Conclusão

Para acreditar no relato oficial do faraó Amenhotep IV, que supostamente chamou a si mesmo de Aquenáton, é necessário aceitar uma série de eventos improváveis:

Os cristãos precisam acordar para o fato que a verdade bíblica está sob ataque de modos mais insidiosos imagináveis, que Satanás detesta Cristo com um ódio que nem podemos compreender, e que seus servos terreais estão conspirando em conjunto, de inúmeras formas, para enganar a humanidade e preparar o caminho para o Anticristo.

A fraude de Aquenáton é apenas uma peça nesse perverso quebra-cabeças demoníaco.

"Ó Deus do meu louvor, não te cales, pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim. Têm falado contra mim com uma língua mentirosa." [Salmos 109:1-2].


Apêndice A:

O Que a Encyclopedia Britannica (de 1911) Diz Sobre Flinders Petrie:

WILLIAM MATTHEW FLINDERS PETRIE (1853– ), egiptólogo inglês, nasceu em Charlton, em 3 de junho de 1853, filho de William Petrie, um engenheiro civil. A mãe dele era filha do capitão Matthews Flinders, o explorador australiano. Ele se interessou logo cedo pela pesquisa arqueológica e, entre 1875 e 1880, esteve atarefado no estudo das antigas ruínas britânicas em Stonehenge e em outros lugares. Em 1880, publicou seu livro sobre Stonehenge, com um relato de suas teorias sobre o assunto. Ele também esteve muito interessado em antigos pesos e medidas e, em 1875, publicou um trabalho sobre Metrologia Indutiva. Em 1881 ele começou uma longa série de importantes investigações e escavações no Egito, começando com as pirâmides em Gizé e, após seu trabalho ali, escavando o grande templo em Tânis (1884) e descobrindo e explorando a cidade grega perdida de Naucratis, no Delta (1885), e as cidades de Am e Tafnes (1886), onde descobriu importantes ruínas do tempo em que elas eram habitadas pelos faraós. Entre 1888 e 1890 ele estava trabalhando em Fayum, abrindo Hawara, Kahun e Laquis; em 1891 ele descobriu o antigo templo em Medum. Muito desse trabalho foi feito em conexão com o Fundo de Exploração da Palestina. Por volta desse tempo, sua reputação estava estabelecida. Ele publicou em 1893 seu Ten Years' Diggings in Egypt (Dez Anos de Escavações no Egito), recebeu o grau honorário de Doutor em Direito Civil pela Universidade de Oxford e foi indicado professor de Egiptologia na University College, em Londres. Em 1894, ele fundou a Conta de Pesquisa Egípcia, que em 1905 foi reconstituída como Escola Britânica de Arqueologia no Egito (que não deve ser confundida com o Fundo de Exploração do Egito, fundado em 1892). Talvez a obra mais importante que a Escola realizou tenha sido a investigação do sítio de Mênfis. A extensão, bem como a ordem cronológica das escavações do professor Petrie podem melhor ser mostradas com uma lista de suas obras.


Apêndice B:

O Grande Hino a Aton

  1. Apareces na perfeição da tua beleza,
  2. No horizonte do céu, 
  3. Disco vivente, criador de vida;
  4. Elevas-te no horizonte a oriente,
  5. Enches cada região com a tua perfeição.
  6. Tu és belo, grande, brilhante,
  7. Erguido acima de todo o universo,
  8. Os teus raios abraçam as regiões
  9. Até ao horizonte de tudo o que crias.
  10. Tu és o princípio solar [Ré],
  11. Reges o país até os seus limites,
  12. Ligá-los através do teu filho que amas.
  13. Afastas-te, contudo os teus raios tocam a terra,
  14. Estás frente a nossos olhos, o teu caminho permanece desconhecido;
  15. Deitas-te no horizonte ocidental,
  16. O universo está nas trevas, como morto.
  17. Os homens dormem nos seus quartos,
  18. Cabeça tapada,
  19. Ninguém reconhece o irmão.
  20. Roubemos-lhe os bens debaixo da cabeça,
  21. Não se apercebe de nada.
  22. Todos os leões saem dos seus covis,
  23. Todos os répteis mordem.
  24. O mundo gira em silêncio,
  25. É a mais profunda treva,
  26. O seu criador repousa no horizonte.
  27. Tu [Aton] ergues-te pela alba, no horizonte,
  28. Raias, disco solar do dia,
  29. Dissipas as trevas, expandes os teus raios.
  30. O duplo país está em festa,
  31. Os homens acordam,
  32. Erguem-se sobre os seus pés,
  33. És tu quem faz que eles se levantem.
  34. Os corpos purificados, vestem-se,
  35. Os braços desenham gestos de adoração ao teu acordar.
  36. O universo inteiro põe-se ao trabalho,
  37. Cada rebanho satisfeito com a sua pastagem,
  38. Árvores e ervas verdejam,
  39. Os pássaros, que voam de asas abertas para fora dos ninhos,
  40. Executam atos de adoração ao teu Poder vital.
  41. Todos os animais saltitam sobre as patas,
  42. Todos os que voam, todos os que movem,
  43. Vivem ao teu acordar.
  44. As barcas dão à vela,
  45. Subindo e descendo a corrente,
  46. Cada dia está aberto,
  47. Tu apareces.
  48. No rio os peixes saltam
  49. Em direção ao teu rosto,
  50. Os teus raios penetram no coração da Terra Verde [o mar].
  51. Tu fazes com que o embrião nasça dentro das mulheres
  52. Tu produzes a semente dentro do homem,
  53. Tu dás vida ao filho no seio materno,
  54. Tu dás-lhe a paz
  55. Com que pára as lágrimas.
  56. Tu és a ama-de-leite
  57. Do que ainda se abriga no seio,
  58. Tu dás constantemente o sopro
  59. Para conferir vida a todas as criaturas.
  60. No momento em que a criatura sai da matriz para respirar,
  61. Tu abres-lhe completamente a boca,
  62. Tu ofereces o que é necessário.
  63. O pequeno pássaro está no ovo,
  64. Pipila na sua casca,
  65. No interior tu dás-lhe o sopro,
  66. Tu dás-lhe vida.
  67. Tu organizas-te para ele,
  68. Um tempo de gestação medido com rigor,
  69. Tornando-o completo;
  70. Parte a sua casca pelo interior;
  71. Sai do ovo, pipila,
  72. No momento estabelecido,
  73. Sai andando sobre as patas.
  74. Como são numerosos os elementos da criação,
  75. Escondidos a nossos olhos,
  76. Deus único sem igual.
  77. Tu crias o universo segundo o teu coração-consciência,
  78. Quando estavas sozinho.
  79. Homens, rebanhos, animais selvagens,
  80. Tudo o que vive sobre a terra,
  81. Deslocando-se abre os próprios pés,
  82. Tudo que está nas alturas
  83. E voa, asas estendidas,
  84. Os países da Síria e do Sudão,
  85. O país do Egito,
  86. Tu colocas cada homem na sua função,
  87. Tu outorgas-lhe o que lhe convém.
  88. As línguas são múltiplas
  89. Na sua forma de se exprimirem,
  90. Os seus caracteres são diferentes,
  91. A cor da pele é distinta,
  92. Tu diferenciaste os povos estrangeiros.
  93. Tu criaste o Nilo no mundo inferior,
  94. Tu fá-lo surgir segundo a tua consciência
  95. Para dar vida aos homens do Egito,
  96. Da mesma forma que o fizeste para ti mesmo.
  97. Tu és o seu Senhor,
  98. Tu preocupas-te com eles,
  99. Senhor de todas as regiões,
  100. Tu ergues-te para elas.
  101. Disco do dia, grande de dignidade,
  102. Dás vida a cada país estrangeiro, ainda que afastado,
  103. Tu colocas um Nilo no céu,
  104. Ele desce para eles,
  105. Dá forma às correntes de água
  106. Para regar os seus campos e as suas cidades.
  107. Como os teus desenhos são excelentes,
  108. Ó Senhor da eternidade,
  109. Ó Nilo no céu
  110. É um  dom de Ti aos estrangeiros,
  111. A cada animal do deserto que anda sobre as próprias patas;
  112. Para a terra Amada [O Egito],
  113. O Nilo vem do mundo inferior.
  114. Os teus raios amamentam todos os campos,
  115. Tu ergues-te,
  116. Eles vivem, crescem para ti.
  117. Tu regulas harmoniosamente as estações,
  118. Desenvolves toda a criação.
  119. O inverno tem por função dar a frescura,
  120. O calor fazer com que os homens te apreciem.
  121. Tu crias o sol ao longe,
  122. Ergues-te nele,
  123. Beijas com o olho toda a criação,
  124. Tu continuas na tua Unidade.
  125. Ergues-te
  126. Na tua forma de disco vivo,
  127. Que aparece e resplandece,
  128. Que está longe,
  129. Que está próximo,
  130. Tu retiras eternamente
  131. Milhões de formas a partir de ti mesmo,
  132. Continuas na tua Unidade.
  133. Cidades, regiões, campos, rios,
  134. Todos os olhos te vêem na sua frente,
  135. Tu és o disco do dia
  136. Sobre o universo.
  137. Afastas-te,
  138. Nenhum dos seres por ti engendrado existe
  139. A não ser para contemplar-te unicamente a ti.
  140. Nenhum dos que engendras te vê,
  141. Tu resides no meu coração.
  142. Não existe outro que te conheça,
  143. Com exceção do teu filho Akhenaton,
  144. Tu dás-lhe conhecimento dos teus projetos,
  145. Do teu poder.
  146. O universo vem ao mundo sobre a tua mão,
  147. Como tu o crias.
  148. Ergues-te, ele vive.
  149. Deitas-te, ele morre.
  150. Tu és a extensão durável da vida,
  151. Vivemos de ti.
  152. Os olhos fixam continuamente a tua perfeição,
  153. Até ao teu deitar,
  154. Deitas-te a ocidente,
  155. Todo o trabalho pára.
  156. Ao teu acordar,
  157. Fazes crescer todas as coisas para o faraó;
  158. O movimento apodera-se de cada perna,
  159. Pões em ordem o universo,
  160. Fá-lo surgir para teu filho,
  161. Proveniente do teu Ser,
  162. O rei do Alto e do Baixo Egito,
  163. Que vive da harmonia universal,
  164. o senhor do duplo país,
  165. Filho de Ré,
  166. Que vive da harmonia universal,
  167. Senhor das coroas,
  168. Akhenaton, que a duração da sua vida seja grande!
  169. Que a sua grande esposa que ele ama,
  170. A senhora do duplo país, Nefertiti,
  171. Viva e rejuvenesça, para sempre, eternamente.

Fonte: http://leopoldina-emummundodistante.blogspot.com.br/2009/04/o-grande-hino-aton-na-integra_14.html


Apêndice C:

Salmo 104:1-35

1. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.
2. Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.
3. Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento.
4. Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador.
5. Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum.
6. Tu a cobriste com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes.
7. À tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se apressaram.
8. Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.
9. Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.
10. Tu, que fazes sair as fontes nos vales, as quais correm entre os montes.
11. Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos monteses matam a sua sede.
12. Junto delas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos.
13. Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.
14. Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão,
15. E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.
16. As árvores do SENHOR fartam-se de seiva, os cedros do Líbano que ele plantou,
17. Onde as aves se aninham; quanto à cegonha, a sua casa é nas faias.
18. Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos.
19. Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso.
20. Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animais da selva.
21. Os leõezinhos bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento.
22. Nasce o sol e logo se acolhem, e se deitam nos seus covis.
23. Então sai o homem à sua obra e ao seu trabalho, até à tarde.
24. Ó SENHOR, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.
25. Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes.
26. Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar.
27. Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno.
28. Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e se enchem de bens.
29. Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras o fôlego, morrem, e voltam para o seu pó.
30. Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.
31. A glória do SENHOR durará para sempre; o SENHOR se alegrará nas suas obras.
32. Olhando ele para a terra, ela treme; tocando nos montes, logo fumegam.
33. Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu tiver existência.
34. A minha meditação acerca dele será suave; eu me alegrarei no SENHOR.
35. Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não sejam mais. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.


Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 23/4/2017
Transferido para a área pública em 20/10/2019
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