As Duas Principais Armas do Cristão e Como Satanás Está Trabalhando Furtivamente para Neutralizá-las

Autor: Jeremy James, 20/1/2016.

Poucos cristãos professos parecem se dar conta que eles têm um inimigo que os odeia.

Esta é provavelmente a verdade espiritual mais importante que um ministério de discernimento pode enfatizar. Muitos cristãos hoje se essqueceram disso. Eles convenientemente imaginam que o mundo ao redor é espiritualmente neutro, mas eles estão grandemente enganados. Na realidade, um vasto exército sobrenatural está trabalhando arduamente para estabelecer o controle total sobre as mentes e corações dos homens.

Não deveria ser necessário lembrar aos cristãos que vivemos em um estado de guerra perpétua. Todavia, apesar de todas as advertências que encontramos na Palavra de Deus, muitos cristãos professos se agarram à falsa ideia que o mal é simplesmente a ausência do bem. Esta noção tola contradiz o fato que a maior parte da humanidade está em rebelião contra o Senhor Deus. As pessoas podem afirmar que creem em um Deus de algum tipo, mas o "deus" em que elas creem não é o Pai de Jesus de Nazaré. Se fosse, então elas também creriam em Jesus e reconheceriam abertamente que Ele é o Filho de Deus.

A Bíblia nos diz que "a rebelião é como o pecado de feitiçaria" (1 Samuel 15:23). Isto significa que a rebelião é maligna em força e substância. Ela não é causada por uma ausência de alguma coisa, mas pela presença de algo que resiste ao Espírito Santo e profere palavras duras contra Deus.

Satanás está fazendo tudo o que pode para incitar uma inimizade contra os justos, contra aqueles que amam o Pai e o Filho: "O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes." [Salmos 37:12].

Ao perpetrar esta grande tarefa, ele não está restringido por alguma falta de cúmplices dispostos a colaborar: "A terra é entregue nas mãos do ímpio; ele cobre o rosto dos juízes; se não é ele, quem é, logo?" [Jó 9:24].

Como qualquer comandante militar experiente, ele atribuiu uma ampla variedade de tarefas estratégicas para suas tropas executarem. Entre elas estão: espionagem, contra-inteligência, desinformação e sabotagem. Pode parecer ilusório ver o exército de anjos caídos de Satanás trabalhando dessa forma — em aliança com legiões de homens corrompidos — mas este é o modo como ele opera. Ele é um mestre na enganação e trabalha com um plano que parece maximizar a vantagem que ele pode extrair desse seu atributo perverso.

Quando Jesus Cristo advertiu sobre os muitos perigos que os cristãos fiéis enfrentariam no fim dos tempos, o que Ele mais enfatizou foi o perigo da enganação.

Satanás está trabalhando tanto para aumentar a força de seus próprios malignos regimentos quanto para solapar a eficácia operacional das forças de Deus que estão formadas contra ele.

Neste ensaio veremos principalmente estas últimas, em particular os passos que Satanás está dando para enganar os fiéis cristãos e fazê-los negligenciar suas duas armas principais — a Palavra de Deus e a oração fervorosa e eficaz.

Um Valente Armado

Cristo nos advertiu a respeito da necessidade de protegermos a nós mesmos: "Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem." [Lucas 11:21]. Os cristãos são quase constrangidos a pensar que precisam se armar espiritualmente (e fisicamente também, se necessário). Em seguida, Cristo também disse que espíritos malignos percorrem o mundo, procurando vítimas e, quando encontram uma casa que foi deixada desprotegida, eles chamam outros de sua mesma espécie e entram ali: "Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro." [Lucas 11:26].

Há muito tempo que Satanás procura desarmar os fiéis cristãos e estabelecer controle sobre seus estados mentais e emocionais. Ele não é capaz de "possuir" um crente cheio do Espírito Santo, mas pode alcançar muito simplesmente se conseguir desarmá-lo. Ele tem a capacidade de exercer o grau mais extraordinário de enganação se o indivíduo não for vigilante. Ele não pode remover nossas duas armas à força, mas pode nos induzir a colocá-las de lado, negligenciá-las ou usar substitutos ineficazes.

Nossa Primeira Grande Arma: A Oração

Veremos primeiro a oração na vida do fiel cristão e depois examinaremos o que o Maligno tem feito para neutralizá-la.

A oração é a expressão contínua do nosso relacionamento com Deus. Falamos com gratidão ao nosso Pai Celestial por meio da oração e levamos diante Dele nossas necessidades e temores, nossas alegrias e expectativas, bem como nosso louvor e celebração por Suas obras maravilhosas, tanto em nossas próprias vidas e nas vidas de nossa família e de outros cristãos. Por meio da oração, glorificamos a Deus.

A oração é intrinsecamente pessoal, uma profissão sincera de nossa profunda dependência de Deus, nosso Pai. Ela é um reconhecimento diário e frequente de Seu papel soberano em nossas vidas, da alegria da nossa salvação e de tudo o que Cristo, Seu Filho, alcançou para nós. Por meio do poder do Espírito Santo que habita em nós, estruturamos — em uma atitude de arrependimento — as palavras que melhor expressam nossos pensamentos e sentimentos e nosso desejo de servi-Lo, de buscar Sua santa vontade e de "operar nossa salvação com temor e tremor".

Uma discussão perspicaz do papel da oração em nossas vidas pode ser encontrada em um artigo recente escrito por T. A. McMahon, do ministério The Berean Call, que reproduzimos (com a devida permissão) no fim deste ensaio. O autor chama a atenção para vários aspectos da oração que os fiéis cristãos hoje parecem subestimar e trata, em particular, do papel vital que a oração tem no fortalecimento de nossos companheiros em Cristo — um aspecto que é frequentemente negligenciado.

Falsas Proposições

O Maligno fez um trabalho magistral em distorcer a verdadeira natureza da oração. Ao longo dos últimos cem anos, ou talvez até antes disso, ele induziu a maioria dos cristãos professos a acreditar em muitas das seguintes proposições:

  1. As vãs repetições, que a Bíblia condena, aplicam-se somente às rezas ritualizadas.
  2. Deus ouve todas as orações.
  3. Deus tem um plano para nossas vidas, que não pode ser influenciado por nossas orações.
  4. Existe pouca diferença real entre oração pessoal e impessoal.
  5. A oração é mais "bem-sucedida" quando infundida com imaginação.
  6. Algumas formas de oração são mais "avançadas" ou "eficazes" do que outras.
  7. A oração é mais eficaz quando esvaziamos nossa mente.

Examinaremos cada uma dessas proposições, uma de cada vez, e veremos como elas afetam adversamente nossa capacidade de orar da forma como Deus deseja que oremos.

Erro 1 — As Vãs Repetições Aplicam-se Somente às Rezas Ritualizadas

Repetir as mesmas palavras inúmeras vezes não é oração. Não falaríamos assim com um amigo querido. Ao contrário, teríamos confiança que ele nos ouviria na primeira vez e que seria paciente conosco ao expormos nossos problemas. Mas, não ficaríamos repetindo a mesma coisa um número incontável de vezes.

Tendo dito isto, precisamos nos lembrar que Jesus se referiu ao que hoje chamamos de oração "importuna". Esta é a oração que fazemos quando estamos com uma necessidade tão profunda, ou estamos tão aflitos, que repetidamente imploramos ao nosso Pai Celestial para agir rapidamente em nosso favor. Esse tipo de apelo vem do fundo do coração, não é algo repetido de forma vã.

Jesus nos deu o exemplo da viúva "importuna" que incomodou tanto um juiz de coração frio que ele lhe deu a assistência que ela queria. Jesus também deu o exemplo do homem que foi à casa de seu vizinho durante a noite para lhe pedir um pão para alimentar um visitante inesperado. O vizinho não estava disposto a sair da cama para ajudá-lo, mas fez isso somente para se livrar do incômodo. Ao dar esses exemplos, Jesus queria que compreendêssemos que a oração precisa vir de uma verdadeira convicção da pureza de nossa solicitação. Se verdadeiramente acreditamos que aquilo que estamos pedindo está plenamente de acordo com a santa vontade de Deus para nós, persistimos. Isto expressa tanto nossa confiança em Deus quanto nosso desejo de fazer somente aquilo que é agradável a Ele.

O erro da oração repetitiva está em operação quase que desde a fundação da igreja. O Maligno não perdeu tempo em induzir os fiéis cristãos a orarem do mesmo modo como os pagãos faziam, usando invocações, encantamentos e repetição constante como substitutos para a verdadeira oração. Durante o protesto no templo de Diana, em Éfeso, conforme registrado no livro de Atos dos Apóstolos, a multidão de pagãos que tinha se reunido ali, por cerca de duas horas não cessou de repetir:

"E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios... Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios." [Atos 19:28,34].

Esta foi uma chocante demonstração do poder que a oração repetitiva pode exercer sobre a mente não-regenerada. Duas horas é um tempo bem longo para gastar repetindo uma mesma frase.

Os monges e ascetas "cristãos" primitivos, que passavam anos de suas vidas no deserto e em monastérios situados em locais remotos, eram ávidos praticantes desse mesmo tipo de oração. A maioria deles não sabia nada a respeito da verdadeira oração, ou não teriam desperdiçado suas vidas desse modo.

A igreja hoje está sendo grandemente prejudicada pela oração repetitiva, pela infindável declamação de fórmulas verbais. A isto podemos acrescentar a repetição constante de apenas alguns versos das Escrituras, até o ponto em que eles não têm significado real. Até mesmo a oração que Jesus ensinou em Seu sermão no monte teve o objetivo de ser apenas um gabarito, um modelo de como devemos orar.

Uma das mais tocantes e contritas de todas as orações foi a do ladrão na cruz: "E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino." [Lucas 23:42]. Em nossas orações precisamos dizer claramente aquilo que queremos.

Erro 2 — Deus Ouve Todas as Orações

A máxima moderna e de Nova Era que "Deus houve todas as orações" simplemente não é verdadeira. A Bíblia deixa bem claro que as únicas orações que Deus ouve são aquelas recebidas por meio da intercessão de Seu Filho. É por isto que Cristo é descrito como o mediador — o único mediador — entre Deus e o homem. O homem necessita de um mediador por que está totalmente separado de Deus. Esta é a consequência horrível da Queda. Assim, quando os pagãos afirmam contactar Deus "de seu próprio modo", como se isso fosse possível, eles estão cegos para o fato que isto não pode ser feito. Eles estão perdidos, no verdadeiro sentido da palavra.

Nosso Pai Celestial ouve as orações dos cristãos nascidos de novo que amam Seu Filho. Esta é toda a base da oração. Entretanto, Jesus disse: "Se me amais, guardai os meus mandamentos." [João 14:15]. Isto implica que os fiéis cristãos que não são verdadeiramente obedientes à Palavra de Deus e que não guardam Seus mandamentos como deveriam, estão deixando de atender ao requisito mais básico definido por Deus para Ele ouvir nossas orações, isto é, que amemos e obedeçamos Seu Filho.

A doutrina da "graça livre" sobre a qual tanto ouvimos é, na verdade, enganosa. Os dons de Deus sempre foram pela graça. Não há nada que possamos fazer para conquistar alguma coisa de Deus, ou para colocá-lo em dívida conosco, por assim dizer. Até mesmo os israelitas que faziam uma oferta sob a Lei Mosaica recebiam as bênçãos de Deus por meio da graça. De fato, um cristão nascido de novo está hoje sob um padrão até mais rigoroso do que um israelita que vivia sob a Lei Mosaica. A conduta externa ainda importa, é claro, mas o coração precisa ser perfeito diante de Deus para o cristão poder vir diante de Deus em oração. Essa perfeição vem somente por meio do sangue de Cristo.

Satanás causou grande confusão na igreja ao esconder o fundamento sobre o qual a oração é possível. Nosso Pai nos ouvirá SOMENTE com base naquilo que Seu Filho alcançou em nosso lugar. Portanto, para nos aproximarmos Dele em oração, precisamos demonstrar por meio da obediência nosso amor por Seu Filho.

Infelizmente, a oração coletiva em muitas igrejas hoje não é edificante e nem eficaz, em grande parte por que é realizada sem qualquer temor a Deus. Sim, o apóstolo Paulo nos convida a virmos com confiança diante do trono de Deus, mas precisamos fazer isso com um espírito quebrantado e um coração contrito (Salmos 51:17). Nunca devemos nos esquecer de quem é o trono diante do qual estamos!

Erro 3 — Deus Tem um Plano Que Não Pode Ser Influenciado pelas Nossas Orações

Algumas vezes os fiéis cristãos se perguntam por que é necessário levar nossos pedidos diante de Deus, uma vez que Ele já conhece aquilo que queremos e aquilo que necessitamos. Muitas razões já foram sugeridas para isto. Por exemplo, que crescemos em fé quando nossas orações são respondidas. Isto certamente é verdadeiro, mas é somente parte de um quadro muito maior.

A oração está na verdade nos preparando para vivermos com Deus na eternidade. A oração nos conecta, como seres criados, com nosso Criador e permite que o indivíduo se chegue mais perto Dele: "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações." [Tiago 4:8].

Orar é se aproximar de Deus. Muito provavelmente, quanto mais perto nos aproximamos de Deus nesta vida terreal, mais perto estaremos Dele na eternidade.

Quanto mais confiamos em Deus, mais perto Dele queremos estar. Mas, se tolamente acreditamos que Deus tem um plano inflexível e pré-determinado para nossas vidas, então teremos grande dificuldade em nos aproximar Dele. Ele parecerá distante ou impessoal. É por isto que Satanás criou tantos sistemas religiosos e filosóficos com base na mecânica e na causalidade. Esses sistemas têm uma enorme influência sobre a concepção do homem de Deus, em particular o caráter de Deus. Um desses sistemas até domina o ramo do Cristianismo conhecido como Calvinismo, que torna Deus a causa final e eficiente de tudo e deixa de ver que o amor e o livre arbítrio são totalmente compatíveis com Sua absoluta soberania.

Existem muitas "soluções" nas Escrituras para este aparente paradoxo, mas talvez a mais admirável possa ser encontrada no Salmos 136. Alguns dizem, com razão, que as Escrituras enfatizam a importância de uma determinada verdade pela repetição. Bem, no Salmos 136, a Palavra de Deus repete uma certa verdade não menos que 26 vezes! — "porque a sua benignidade dura para sempre."

Não há nada parecido com isto em outras passagens das Escrituras. O Senhor repete esta verdade tantas vezes e em sucessão, uma perto da outra, porque ela é de importância monumental, uma verdade tão grande que simplesmente não podemos compreender Deus, se não compreendamos essa verdade, isto é, que Sua benignidade dura para sempre.

Na análise final, oramos a Deus, não por que queremos algo Dele, mas porque queremos estar perto Dele, conhecê-lo melhor e nos aproximar cada vez mais Dele.

Erro 4 — Apesar das Aparências, Toda Oração É Impessoal

A partir das discussões nos três pontos anteriores, deve ser claro que toda verdadeira oração é pessoal. Não pode ser diferente. As assim chamadas grandes liturgias das Igrejas Católica Romana e Ortodoxa Oriental podem ser tranquilizantes para a carne, mas não são oração.

Os inimigos do Cristianismo há muito tempo procuram retratar a oração como um dever, ou uma obrigação que está sobre o homem, a realização da qual agrada a Deus. Mas, isto é falso. A oração não é um dever, mas um privilégio e uma bênção para aqueles que são nascidos de novo.

A proposição que a oração é impessoal está relacionada com o erro Pentecostal-Carismático conhecido como orar ao Espírito Santo. A Bíblia nos diz que o Espírito Santo sempre dirige o fiel até Cristo. Embora seja uma das três pessoas no Deus Triúno, o Espírito Santo não é aquele para quem oramos, mas aquele que nos habilita a orarmos. Sem que o Espírito Santo habite em nós, nossas orações não podem ser ouvidas. Surge uma grande confusão quando o fiel cristão coloca mais confiança no Espírito Santo do que no Pai.

Nem uma única vez Jesus nos pediu para orar ao Espírito Santo e Ele próprio nunca fez isso, nem mesmo no Jardim do Getsêmane ou no Calvário. Na verdade, não há um único exemplo na Bíblia em que alguém tenha dirigido orações ao Espírito Santo. A Igreja Católica Romana quer que os cristãos professos adotem a prática carismática de orar ao (ou no) Espírito. Isto é tudo parte de seu programa ecumênico altamente subversivo e até aparece no Catecismo oficial (de 1992):

[2670] "... Se Ele nos ensina a orar recordando-nos Cristo, como não orar a Ele mesmo? Por isso, a Igreja nos convida a implorar cada dia o Espírito Santo, sobretudo no início e no fim de toda ação importante."

[2671] "... Mas a oração mais simples e mais direta é também tadicional: 'Vinde, Espírito Santo' e cada tradição litúrgica a desenvolveu um antífonas e hinos. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor."

Nascer de novo significa ter um relacionamento pessoal com o Senhor. Nós o conhecemos e somos conhecidos por Ele. Temos este relacionamento unicamente por meio de Seu Filho e o exercemos unicamente por meio do poder e direção do Espírito Santo. O Maligno tenta todos os tipos de truques para solapar esse relacionamento e abalar nossa confiança naquilo que a Bíblia diz sobre o assunto.

Orar ao (ou no) Espírito Santo é uma forma disfarçada de oração impessoal. Ao se envolver nisto, o indivíduo está se afastando do Pai, a exata pessoa a quem Jesus nos ensinou a dirigir nossas orações.

Há um problema adicional. Quando os cristãos professos insistem, de forma contrária às Escrituras, em se dirigir ao Espírito Santo, eles se arriscam a fazer contato com um espírito enganador. Alguns até tentam dar ordens ou invocar o Espírito Santo, exatamente como a Igreja Católica recomenda — "Vem, Espírito Santo" — mas este é um erro terrível. O Espírito Santo não pode ser invocado desse modo. Ele não é uma força espiritual, mas uma pessoa. Depois que o indivíduo adota este modo de pensar, ele começa a acreditar que está "energizado", ou "ungido" de algum modo, e que uma medida de autoridade sobrenatural lhe foi concedida. Satanás pode até lhe dar certos "sinais" para aumentar esse auto-engano.

Na prática não há muito a escolher entre a oração repetitiva e a oração impessoal. Ambas negam nosso relacionamento pessoal com Deus e denigrem o caráter e soberania de Deus. Elas também desviam nossos corações da verdade singular que a oração é possível somente por causa do Calvário. Aquilo que Cristo fez por cada um de nós foi pessoal, e nossas orações também precisam ser pessoais.

Erro 5 — A Oração É Mais "Bem-Sucedida" Quando Infundida com Imaginação

Os quatro primeiros erros levam ao quinto. É assim que o Maligno trabalha. No momento em que começamos a pensar na oração como um agente de transformação, ou como uma técnica para melhorar nossas vidas, entramos no reino da magia.

Não é coincidência que a magia está baseada em princípios como a repetição prolongada de sílabas sagradas, a operação impessoal das leis esotéricas, o conflito perpétuo entre os opostos (onde o bem nunca consegue triunfar sobre o mal) e a receptividade da Força Cósmica ao poder da nossa imaginação.

Quando o homem acredita na magia e segue seu coração, ele é grandemente enganado. A Palavra de Deus diz: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" [Jeremias 17:9], mas o Maligno tenta convencer a humanidade que o oposto é verdadeiro!

A crença no poder da imaginação provavelmente exercerá um papel importante na formação da vindoura Religião do Mundo Unificado.

Quando um cristão professo começa a usar a imaginação em suas orações, ele está tão longe da verdadeira oração quanto é possível estar. Ele está agora confiando em sua própria força e usando sua faculdade imaginativa para moldar e modelar o resultado que ele mesmo deseja. Ele espera que a Força Cósmica entre no quadro que ele criou em sua imaginação e manifeste seus desejos.

Esta é, na verdade, uma antiga técnica ocultista, um dos muitos truques que Satanás usa para enlaçar a humanidade. Os falsos mestres afirmam que é a fé dos praticantes, e não o uso que eles fazem da imaginação que alcança os "resultados", mas isto é apenas outro modo de dizer que a imaginação tomou o lugar da fé. Qualquer cristão que tente "nomear e reivindicar" está praticando uma forma de magia.

Os místicos da Igreja Católica Romana fizeram uso extensivo das técnicas imaginativas para induzir estados místicos ou experiências extáticas. Os "Exercícios Espirituais", de Inácio de Loyola, o fundador da Ordem dos Jesuítas, são um exemplo perturbador disso.

Erro 6 — Algumas Formas de Oração São Mais "Avançadas" do Que Outras

Quando pensamos na oração como uma técnica para obter aquilo que queremos de Deus, ficamos abertos para todos os tipos de erros. Isto leva à falsa visão que algumas formas de oração são melhores ou mais eficazes do que outras. Todavia, a verdade simples é que a oração bíblica — a única oração que Deus reconhece — não é uma técnica de forma nenhuma. Infelizmente, uma grande proporção de cristãos professos parece pensar que ela é.

A expressão mais visível desse erro é a propensão moderna, até mesmo entre os evangélicos, de praticar alguma forma de oração meditativa ou contemplativa. Isto está sendo usado pela Igreja Católica Romana como um modo de infiltrar o Cristianismo bíblico. É muito preocupante pensar que cristãos que afirmam serem nascidos de novo estão lendo livros sobre oração contemplativa escritos por padres católicos romanos, como Henry Nouween, Thomas Merton e Brennan Manning, ou místicos católicos, como Teresa de Ávila, Juliana de Norwich e Irmão Lourenço.

Os praticantes afirmam que as técnicas e conselhos nesses livros melhoraram suas "vidas de oração" (um termo estranho). Se a oração é uma técnica, então eles podem estar certos. Mas, como a oração não é uma técnica, esses indivíduos estão grandemente enganados.

Alguns afirmam que eles somente querem enriquecer suas "vidas de oração" e não estão buscando nada de Deus. Todavia, eles estão com toda a certeza correndo atrás de alguma coisa. Essa "alguma coisa" é uma experiência mística. Eles querem entrar no "Silêncio" reportado pelos místicos e ter um "encontro" com Deus. Satanás explora esse desejo carnal para fazer os praticantes irem além da oração baseada em palavras e aceitarem a perigosa doutrina ocultista que a verdade precisa ser "experimentada". Eles afirmam que isto somente acontecerá quando nos movermos além das palavras e além da linguagem e descobrirmos, por nós mesmos, o terreno final do Ser. A Nuvem do Desconhecimento, uma famosa obra do século 14 sobre o misticismo, tem sido muito influente na propagação dessa filosofia maligna.

O endosso papal ao misticismo tornou-se mais pronunciado nos anos recentes. Os arquitetos do movimento ecumênico identificaram o misticismo como um ingrediente fundamental na unificação de todas as ramificações do Cristianismo nominal. Por exemplo, é significativo que as seguintes declarações doutrinárias possam ser encontradas no Catecismo Católico (os números dos parágrafos estão entre colchetes):

"A meditação é sobretudo uma procura... Para tanto, é indispensável uma atenção difícil de ser disciplinada. Geralmente, utiliza-se um livro, e os cristãos dispõem de muitos: as Sagradas Escrituras, especialmente o Evangelho, as imagens sacras... [2705]. Os métodos de meditação são tão diversos quanto os mestres espirituais. [2707] A meditação mobiliza o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo... A oração cristã procura meditar de preferência 'os mistérios de Cristo', como na lectio divina ou no Rosário. [2708] Entrar em oração é algo análogo ao que ocorre na Liturgia Eucarística..." [2711].

Nada disso é bíblico, mas está enraizado na tradição monástica católica, com seus assim chamados mestres espirituais, ícones sagrados, imaginação, emoção, desejo, atenção plena, Lectio Divina, rosários e a liturgia eucarística. Isto é retratado como uma habilidade que a pessoa precisa adquirir por meio da prática e perseverança sob a direção de um "mestre espiritual". De fato, a proposição que a "meditação é sobretudo uma busca", é um dogma central da filosofia oriental. Claramente, Satanás está usando o misticismo para destruir a verdadeira oração cristã.

Erro 7 — A Oração É Mais Eficaz Quando Esvaziamos Nossa Mente

Este erro está repleto de perigo. A ênfase moderna em Mindfulness (atenção plena) é parte desse erro. Não somente isto trata a oração como uma técnica, mas coloca ênfase especial nos estados mentais, onde formas mais elevadas de meditação podem supostamente ser alcançadas pelos praticantes que aprendem a patrocinar a disposição mental correta. Essas formas de meditação podem ou não incluir a necessidade de o praticante "esvaziar" sua mente, o que envolve a suspensão de sua faculdade de discriminação e aceitar passivamente quaisquer imagens que aparecerem em sua mente.

Algumas vezes, os praticantes precisam "esvaziar" suas mentes de modo a preenchê-las novamente com imagens e ideias selecionadas, um processo chamado de "visualização". Nâo há a necessidade de examinar as mecânicas de tudo isto, pois todo "mestre espiritual" tem seu próprio modus operandi e refinamentos místicos. A conclusão em todos os casos é que essas assim chamadas técnicas antigas são substitutos falsificados para a oração. Quando levadas até o palco em que a visualização assume o controle da realidade, elas podem causar danos espirituais reais.

O pastor David Cloud resume isto da seguinte forma:

"As práticas contemplativas, como a Oração de Jesus, orações com a respiração, oração de visualização, Oração Centrante e Lectio Divina, são extremamente perigosas. Elas são veículos para colocar os praticantes em contato com demônios. Muitos que praticam essas técnicas terminam acreditando em um conceito pagão de Deus, como o panteísmo (Deus é todo o universo) e panenteísmo (Deus está em todas as coisas). Por meio dessas práticas, as pessoas tipicamente se tornam cada vez mais ecumênicas e interfés em seus modos de pensar — Friday Church News Notes, Volume 17, Edição 1, 1/1/2016.

Os grandes "mestres espirituais" do misticismo católico raramente alertam seus alunos para os perigos envolvidos na meditação e contemplação. Como o pastor Cloud disse, essas técnicas são "veículos para colocar os praticantes em contato com demônios". Sob o disfarce da oração, cristãos ingênuos estão sendo enganados a se abrirem para uma influência sobrenatural prejudicial.

Podemos ver duas grandes vitórias de Satanás em tudo isto. Primeiro, os praticantes perdem a direção e proteção que é encontrada somente na verdadeira oração cristã. Essa perda não é episódica, mas pode persistir durante meses, ou até anos. Em segundo lugar, eles se envolvem em formas de experimentações mentais que podem deixá-los abertos para a enganação demoníaca. Não estamos falando aqui de possessão, ou de algo dessa natureza, mas na enganação pura e simples, à qual todos que se envolvem nessa prática tola e sem base bíblica ficam expostos.

Muitos contemplativos passam por longos períodos de desespero, o resultado natural de uma prática que os torna incapazes de orar da forma como Deus nos orientou. Eles tentam explicar isto como uma etapa necessária em seu "crescimento espiritual" e até inventaram termos como "noite escura da alma", "apatia espiritual" e "aridez" para justificar sua condição miserável. Mas, a terrível verdade é que eles se distanciaram de Deus e buscaram consolação no esvaziamento e na escuridão.

É fácil para Satanás levá-los cada vez mais para esse estado desesperador de isolamento, lançando-lhe uma "experiência" sobrenatural de tempos em tempos, como uma visão, ou uma mensagem mística. Repletos de entusiasmo e de falsas esperanças, eles perseveram, alheios ao fato que estão sendo cruelmente enganados.

Os arquitetos dessa terrível enganação gostam de apresentar a vida da mística Teresa de Ávila como um exemplo excelente do fruto que pode ser encontrado por meio da vereda contemplativa. Mas, eles raramente mencionam que a freira espanhola se referiu repetidas vezes em seus escritos ao dano produzido por essa prática sem base bíblica nas vidas de muitas mulheres que ela conhecia pessoalmente. Como os demais místicos católicos, Teresa de Ávila era ignorante do mal que estava fazendo ao promover um sistema de "oração" que era pouco mais do que auto-hipnose, imaginação e controle mental. A mesma ignorância — e arrogante desconsideração pela Bíblia — também é evidente nos escritos de Thomas Merton, o monge trapista que descreveu a si mesmo como um tipo de budista ocidental. (Compare isto com as declarações rebeldes endossadas pelo papa Francisco, um jesuíta e grande admirador dos escritos de Merton: "Tenho confiança em Buda; Acredito em Deus, Alá." [janeiro de 2016].

A verdadeira oração cristã é uma arma poderosa e Satanás a odeia. Ele sabe que até o mais simples e humilde fiel cristão pode causar prejuízo real aos seus intentos por meio da oração cristã. Uma mulher enferma, acamada, grandemente enfraquecida pela idade avançada, pode, por meio da oração contrita e sincera, fazer muito para impedir as obras das trevas. Ela não necessita de "técnicas", ou de "atenção plena", ou de "Oração Centrante", ou de qualquer outro lixo desse tipo. Ela simplesmente vai diante de Deus com suas petições em nome de Jesus. Ela não esvazia sua mente; ao revés, ela a preenche com a Palavra de Deus. Além disso, ela não depende um momento sequer da pouca força que possui, mas, como uma criança pequena, depende inteiramente do Todo-Poderoso para atender seus pedidos.

Nossa Segunda Arma Maravilhosa: A Bíblia

Nossa outra arma, é claro, é a Palavra de Deus. Ela é tão poderosa que o Senhor a chama de espada!

Um fiel cristão verdadeiro se alimenta diariamente com a santa Palavra de Deus, encontrando em seu texto maravilhoso tudo o que precisa para nutrir sua alma. Em um curto ensaio como este não podemos fazer justiça a tudo o que a Bíblia significa para aqueles que são salvos.

A Bíblia não contém simplesmente a Palavra de Deus — ela É a Palavra de Deus. Exatamente por isto, Satanás a detesta.

A Reforma transformou a Europa e nós corretamente damos crédito aos líderes do movimento, homens como Lutero e Calvino, por revelarem novamente muitas das verdades fundamentais do Cristianismo. Mas, o poder real da Reforma estava, não nos homens, mas na Palavra de Deus. A Bíblia pôde novamente ser lida e estudada por pessoas de todos os segmentos sociais. O controle implacável exercido por Roma foi quebrado e a santa Palavra de Deus tornou-se amplamente disponível.

Satanás e seus servos foram descuidados. Eles subestimaram o potencial revolucionário da imprensa. Depois de alguns poucos anos, dezenas de milhares de exemplares da Bíblia foram impressos e caladamente distribuídos por toda a Europa. O poder real da Reforma estava nessa devastadora proclamação da Palavra de Deus. À medida que os homens liam a Bíblia por si mesmos e sentiam o Espírito Santo agitar seus corações, eles subitamente passaram a buscar uma expressão totalmente nova de verdade e de espiritualidade.

Desde aquele tempo Satanás e seu exército de servos humanos ímpios estão trabalhando com afinco para reverter essa situação calamitosa para eles. Um dos propósitos da "revolução" na ciência, que ocorreu logo em seguida, sob a supervisão da elite ocultista que controla a Europa, foi convencer os homens que a razão e a Bíblia estão em conflito. Como a Bíblia está agora no domínio público, como já estava naquele tempo, e não poderia ser facilmente suprimida, o único curso de ação era convencer os homens, por meio do Racionalismo e do assim chamado "Iluminismo", que a Bíblia era um produto unicamente da experiência humana. Eles tentaram "explicar" os milagres e maravilhas descritos na Bíblia e rejeitá-la como um compêndio de narrativas históricas (a maior parte das quais não era confiável), poesia, filosofia, crônicas das dinastias, rituais sacrificais e conceitos religiosos comuns a muitas civilizações antigas. Além disso, quando chegaram a Jesus, eles admiravelmente o descreveram como um exemplo perfeito de um homem justo, de caráter impecável e de estatura moral, um homem a quem todos poderiam emular — mas apenas um homem, não Deus.

Este ataque continua até hoje. O Maligno está usando todas as mentiras possíveis para solapar a Bíblia. Vastas pseudo-erudições acadêmicas têm sido usadas para questionar a exatidão e confiabilidade dos textos bíblicos originais, a realidade histórica das pessoas e localidades mencionadas na Bíblia, a canonicidade dos livros incluídos (ou excluídos) na Bíblia, a estrutura do tempo bíblico, os estilos literários usados, a exatidão científica dos muitos fatos apresentados, e muito mais. Esses estudos são financiados por instituições cujo objetivo principal é desacreditar a Bíblia e promover uma cosmovisão panteísta ou maçônica. Muitas mentes brilhantes já foram recrutadas para esse propósito, acadêmicos e teólogos que frequentemente nem se incomodam em esconder sua hostilidade em relação à verdade bíblica.

Não há uma mentira que Satanás deixará de contar para poder atacar e desacreditar a Bíblia. A simples multiplicidade de mentiras é, em si mesma, um grande desafio para os fiéis cristãos, pois ninguém consegue ter tempo suficiente para estudar e refutar cada uma delas. Por exemplo, o Maligno dispõe de recursos financeiros para empregar dezenas de homens de elevada instrução durante décadas para que eles construam uma mentira cujo único propósito seja o de contestar a evidência arqueológica que prova a existência de apenas uma ou duas cidades bíblicas.

Satanás construiu um modelo complexo do "universo" para desafiar a Bíblia. Nesse modelo, uma minúscula Terra esférica se desloca velozmente por um cosmos infinitamente vasto, e está povoada com formas de vida acidentais que simplesmente evoluíram a partir do nada. Essa mentira é tão absurda que qualquer pessoa que possua um cérebro funcional deveria ser capaz de vê-la como o que ela é — a não ser, é claro, que ela seja apresentada como "ciência". É por isto que os homens podem acreditar que estão em uma bola que está percorrendo o espaço a uma velocidade de 28 Km por segundo e que a cada ano essa bola minúscula percorre uma distância de quase 900 milhões de quilômetros em torno de outra bola. Como a humanidade foi treinada a acreditar nos pronunciamentos da "ciência" mesmo quando eles estão absurdamente em conflito com o senso comum, a teoria de que a Terra se move como um projétil, e outras tolices, são amplamente aceitas como verdadeiras.

O Maligno também está tornando cada vez mais difícil para os homens lerem a Bíblia. Ele produziu tantas traduções para o idioma inglês somente que o verdadeiro significado na maioria dos casos tem sido espertamente mutilado. A maioria das equipes de tradução hoje inclui membros que não são cristãos nascidos de novo e que, portanto, não podem interpretar corretamente aquilo que a Bíblia diz: "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." [1 Coríntios 2:14].

Quando foi a última vez que você apanhou uma Bíblia que foi totalmente traduzida por uma equipe altamente qualificada de cristãos nascidos de novo? A única que conheço é a Bíblia Autorizada do Rei Tiago (King James Version), de 1611.

Além disso, quase todas as traduções modernas usam um manuscrito-fonte diferente do Textus Receptus, ou "Texto Recebido". O Texto Recebido está baseado em mais de 5.000 manuscritos-fontes, cuidadosamente conferidos um contra o outro para fins de validação, enquanto que as traduções modernas dependem fortemente de somente dois manuscritos, o Codex Vaticanus e o Codex Sinaitucs, ambos os quais sabidamente contêm sérias imperfeições.

Assim, o que está acontecendo? Estamos sendo enganados? É claro que sim! O Maligno está sistematicamente degradando a Bíblia. Este processo teve início com força na segunda metade do século 19, principalmente na Inglaterra e na Alemanha, e tem aumentado em intensidade desde então. Como resultado, temos agora pastores e pregadores de comunidades cristãs em todo o mundo que baseiam seus sermões em uma paráfrase da Bíblia criada pelo homem, conhecida como "A Mensagem", e a tratam como se fosse a Palavra de Deus.

Construindo a Religião do Mundo Unificado

De modo a formar sua religião do Mundo Unificado, Satanás precisa reduzir grandemente o número de cristãos nascidos de novo que possam usar fielmente as duas armas mortais que Deus lhes deu. Portanto, ele precisa continuar a atacar a Bíblia e a verdadeira oração bíblica de todas as formas possíveis. Como ele não pode tomá-las de nossas mãos, ele precisa enganar os fiéis cristãos, levando-os a trocá-las por substitutos ineficazes, isto é, por falsos modos de oração e por traduções de má qualidade.

Os seguintes são apenas uma amostra dos muitos truques que Satanás está usando para alcançar seus objetivos:

  1. Ele convenceu uma grande parte da igreja que o Novo Testamento suplantou o Velho Testamento e que não existe a necessidade de estudar este último.

  2. Ele atribuiu um deus de amor para o Novo Testamento e um deus de ira para o Velho, um truque perverso que distorce o Evangelho e zomba da Palavra de Deus.

  3. Ele convenceu muitos que a Bíblia somente "fala" conosco quando usamos técnicas como a contemplação e Lectio Divina.

  4. Ele solapou a verdade literal da Palavra de Deus e a substituiu por alegorias, metáforas, símbolos e muitas outras coisas. ("É claro que você não acredita que Jonas foi engolido por uma baleia real, não é mesmo? Esta é apenas uma metáfora para ensinar uma verdade profunda para pessoas simples.").

  5. Ele fez uma distinção entre verdades que são essenciais e aquelas que são opcionais. Isto lhe permite descartar, trivializar ou negligenciar grandes porções da Palavra de Deus.

  6. Ele contextualizou a Bíblia para que seu significado necessariamente varie com a cultura ou origem étnica de seus leitores. Aquilo que é certo em uma cultura é errado em outra. ("Os judeus condenavam o uso de roupas de homens pelas mulheres, ou o uso de roupas de mulheres pelos homens, mas isto é puramente um aspecto cultural e não se aplica a nós hoje.").

  7. A Bíblia está obsoleta, com suas regras para dieta alimentar e sacrifícios de animais. O mundo mudou desde os tempos bíblicos e precisamos de profetas modernos que a tornem mais relevante e tragam novas revelações.

  8. O conhecimento é bom, mas nunca devemos permitir que ele reprima nossas emoções e experiências. A verdade não deve ser guardada em uma caixa... ou em um livro. Uma pessoa espiritual precisa viver no espírito e ouvir a voz de Deus quando ela fala conosco hoje. (Quantas heresias já foram geradas por esta mentira!)

  9. A adoração é mais importante que o estudo bíblico na vida diária. A igreja precisa se concentrar na adoração e usá-la para abrir nossos corações para o amor de Deus. (A destruição da adoração cristã por meio do uso da música secular é um tópico tão sério que será tratado brevemente em um ensaio específico sobre o assunto.)

  10. A Bíblia toda fala sobre o amor e a necessidade de tolerância. Os cristãos precisam colocar de lado suas diferenças e focar somente aquilo que têm em comum. Jesus não era um fundamentalista e teria condenado os que se chamam hoje de "defensores da verdade bíblica". (Isto deve parecer doce e suave aos ouvidos de Roma!).

Poderíamos continuar ainda mais, porém não é necessário. Depois que o indivíduo deixa de acreditar na suficiência, autoridade e totalidade da Palavra de Deus, poderá seguramente ser desviado do caminho. Satanás tem uma mentira para todos. Não evitamos as mentiras dele conhecendo cada uma delas, mas fazendo uma imersão diária na Palavra de Deus e usando-a como nosso único guia e bússola na vida.

A Ignorância Contemporânea da Palavra de Deus

Vamos considerar apenas um exemplo do estrago que pode ser provocado por uma compreensão descuidada ou inexistente da Palavra de Deus. Quando os assim chamados "profetas" de Kansas City começaram a formar um grupo de seguidores, eles usaram o termo "Exército de Joel" como divisa em seu estandarte. Aparentemente, ele viam a si mesmos como grandes guerreiros espirituais, exatamente como o "meu grande exército" — mencionado em Joel 2:25, lutando contra as forças das trevas e conquistando o mundo para Jesus. Presumivelmente, os muitos milhares que ouviram esses falsos profetas estavam contentes em serem descritos dessa forma. Mas, faça uma pausa por um momento e veja o que diz o texto bíblico:

"E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós." [Joel 2:25].

O termo "meu grande exército" na verdade se refere a um enxame de locustas devoradoras, um termo que em toda a Bíblia indica a severidade do julgamento de Deus contra uma nação rebelde:

"Os gafanhotos, embora sejam pequenos, são nas mãos de Deus "um grande exército" [Barnes]; exércitos de insetos [Poole]; gafanhotos... o exército de Deus [Gill]; os gafanhotos, locustas e lagartas são aqui chamados de grande exército de Deus [Matthews Henry].

A palavra "exército" também aparece em dois outros versos (2:11 e 2:20) e em cada um deles significa uma multidão de insetos devoradores, ou um exército de invasores pagãos.

Joel 2:25 não é um verso difícil de interpretar. Ele virtualmente explica a si mesmo. O contexto no capítulo 2 torna-o ainda mais claro. Não há possibilidade que ele possa significar um grande exército de santos comissionados por Deus para transformar o mundo! Mas, os assim chamados profetas de Kansas City não sabiam disso. Para vergonha deles, ninguém em suas inchadas fileiras pôde ver que a divisa em seu estandarte era simplesmente ridícula.

Conclusão

O Maligno tem feito tudo o que pode para convencer os cristãos professos que os antigos hinos e a tradução fidedigna KJV (ou a Almeida Corrigida e Fiel, em português) são enfadonhos e obsoletos, com pouca ou nenhuma relevância para nossas vidas modernas. Ele também convenceu muitos que a oração cristã tradicional é inferior à "oração contemplativa" praticada pelos místicos. A triste realidade que que os antigos hinos, as traduções fidedignas da Bíblia e a oração cristã tradicional são tudo o que permanecem firmes entre o verdadeiro Cristianismo bíblico e o falsificado Cristianismo ecumênico do tipo "o amor é tudo e tudo é amor" que está sendo desenvolvido por Roma.

"Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?" [Salmos 11:3].



Anexo

Temos uma Oração?

Autor: T. A. McMahon (The Berean Call)

Temos uma oração? Existem muitas formas em que podemos considerar esta questão. Como exemplo, provavelmente todos já ouvimos alguém dizer: "Agora, nem adianta rezar", quando a probabilidade de algo desfavorável acontecer é extremamente alta. Existem os apelos de último recurso, algumas vezes chamados de "orações na toca da raposa", quando um soldado clama a Deus para salvá-lo do inimigo que está devastando a sua posição. Existem as invocações do tipo "um acordo com o diabo". Algumas orações também tomam a forma de encantamentos, que supostamente podem manipular os poderes do universo, bastando que sejam repetidas.

Dentro da Cristandade, a oração frequentemente se tornou uma tentativa de manipular Deus. A Confissão Positiva, que é basicamente dar uma ordem para Deus agir, é uma técnica favorita entre um número crescente de cristãos. Ao longo dos anos, o ministério The Berean Call publicou muitos livros e artigos que trataram sobre os abusos na oração. Nosso objetivo neste artigo é enfocar a oração bíblica — basicamente, o que a Bíblia diz sobre o assunto e se estamos, como fiéis cristãos, nos conformando com seus ensinos.

Desde o início deste ministério, a oração nunca foi algo teórico ou acadêmico teologicamente. Na verdade, nunca iniciamos nosso dia de trabalho sem primeiro passar um tempo juntos em oração. As reuniões da equipe nas manhãs das quintas-feiras são dedicadas à oração intercessória por aqueles que telefonam, escrevem cartas ou enviam mensagens de correio eletrônico com pedidos de oração. Quisemos deixar isto claro desde o início deste artigo porque, ao olharmos para o que as Escrituras dizem sobre a oração, iremos referenciar os nossos períodos de oração como um testemunho da verdade da Palavra de Deus.

"Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal." [1 Pedro 3:12].

A Oração É a Comunicação Pessoal do Fiel Cristão com Deus

Primeiro de tudo, a oração é a comunicação pessoal do cristão com Deus:

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças." [Filipenses 4:6].

Em praticamente todas as religiões e sistemas de crenças, a oração é normalmente memorizada e ritualística, sem ter quaisquer qualidades pessoais e interativas. O Cristianismo bíblico é a exceção, porque um cristão verdadeiro, que é nascido de novo pelo Espírito de Deus, inicia sua vida em Cristo de um modo muito pessoal: com um relacionamento íntimo e pessoal com Jesus Cristo.

A oração "repetida na ponta da língua', mecânica ou ritualística, impersonaliza aquilo que deveria ser uma comunicação muito pessoal entre o cristão e o Senhor. Todavia, uma das tendências mais recentes dentro da Cristandade que afirma promover a prática pessoal e experimental da oração contemplativa, ensina a oração repetitiva (Lectio Divina) — proferir uma palavra ou frase inúmeras vezes, às vezes até centenas de vezes. Isto não é apenas impessoal, mas uma comunicação que não faz sentido. Apesar disto, um influente líder dentro do Movimento da Igreja Emergente afirma que ora a Jesus todas as manhãs repetindo Seu nome centenas de vezes. Mais importante ainda, esta prática não tem base bíblica:

"E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." [Mateus 6:7-8].

Todos os ensinos sobre oração nas Escrituras revelam claramente seus aspectos pessoais.

Embora a pergunta bem conhecida, "O que faria Jesus?" pareça ter se metamorfoseado em um tipo de esquema de marketing (por exemplo, os braceleles e bonés que têm essa frase inscrita como um emblema), ela pode nos motivar a verificar o que Jesus realmente fez. A oração é claramente algo que Ele praticava, e isso de forma contínua. O Filho sempre estava em comunicação com o Pai. Apesar do fato que ser diariamente buscado pelas multidões, Ele separava tempo para se retirar e orar:

"E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só." [Mateus 14:23].

Se a oração era importante para o imaculado e perfeito Deus-homem, isto deve dizer muito para nossos imperfeitos corações, que estão vulneráveis ao pecado e terrivelmente necessitados. A oração é algo que precisamos praticar.

A Escritura também nos diz que Ele "... subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus." [Lucas 6:12] e que Ele se referiu ao Templo como "A minha casa é casa de oração" [Lucas 19:46]. Nosso Senhor orou para que Pedro fosse protegido de Satanás: "... eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça..." [Lucas 22:31-32].

Ele disse aos Seus discípulos:

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." [Mateus 26:41].

"Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam." [Lucas 6:27-28].

Jesus deu aos seus discípulos um padrão de oração (veja Lucas 11:1-4) e para os que criam e os que viriam a crer, Ele orou: "E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim." [João 17:20].

Jesus Continua a Orar por Nós

Algumas vezes nos esquecemos (se é que sabíamos disto) que Jesus não somente nos exortou a orar, mas Ele orou por nós, e continua a interceder. Ele intercede por nossa proteção e eficácia no mundo:

"Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal."[João 17:15].

"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." [Hebreus 7:25].

"Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós." [Romanos 8:34].

Jesus orar ao Pai por nós é o que melhor podemos ter em termos de oração intercessória. Eu certamente não sei como funciona, mas sei que isto foi importante o suficiente para o Espírito Santo incluir na Palavra de Deus. Além disso, por meio da inspiração do Espírito Santo, recebemos instruções sobre como devemos funcionar na oração. As Escrituras deixam muito claro que a oração não é uma questão incidental para o fiel cristão.

Oração "Sem Cessar"

A oração é frequentemente acompanhada pelas palavras "sem cessar", ou alguma expressão similar. A apóstolo Paulo, que usava esses termos mais do que qualquer outro autor no Novo Testamento, apresentava sua própria vida como um padrão e um exemplo de como os cristãos deveriam viver suas vidas em Cristo (veja Filipenses 3:17 e 1 Tessalonicenses 2:10) e sua ênfase em oração reforça tudo o que ele fazia. Aos efésios, ele escreveu: "Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações." [1:16]. Aos colossenses, ele escreveu: "Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós." [1:3] e "Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual." [1:9]. Para os tessalonicenses, ele disse: "Orando abundantemente dia e noite, para que possamos ver o vosso rosto, e supramos o que falta à vossa fé?" [1 Tessalonicenses 3:10].

Não Existe Segredo na Oração

Paulo escreveu: "O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco." [Filipenses 4:9]. Ele era um cristão tão extraordinário que podemos perder de vista o fato que ele não era diferente de nós, que também somos cristãos. Ele era um pecador salvo pela graça, como todos os cristãos são. A vida dele foi vivida pela graça de Deus, que está disponível para cada um de nós. Portanto, qual era seu "segredo" para o sucesso espiritual? Não há segredo algum: Oração!

"Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." [Tiago 5:16].

Pedir Que os Outros Orem por Nós

Paulo não somente orava continuamente pelos outros, mas também pedia que os outros orassem por ele:

"E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia..." [Romanos 15:30-31].

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar." [Efésios 6:18-20].

"Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso." [Colossenses 4:2-3].

Paulo não tinha dificuldades em pedir que os outros orassem por ele, porém muitos hoje estão relutantes em fazer isso. A principal desculpa, especialmente no que se refere aos membros da família, é: Não quero que eles fiquem preocupados.". Embora existam exceções, frequentemente esta é uma desculpa esfarrapada. Conscientemente, nós poupamos os outros da oportunidade de pedir ao Senhor por Sua graça e misericórdia em nosso favor. Isto também priva nossos irmãos em Cristo da oportunidade de verem a intervenção de Deus e, sem terem conhecimento da situação de alguém que precisa de oração, eles deixam de receber o encorajamento que sentiriam ao ouvirem o relato de um motivo de louvor.

Existem outras desculpas para não pedir orações para os outros, porém quase sempre elas envolvem alguma forma de orgulho, alguma forma de preocupação com aquilo que os outros vão pensar de nós. Até "esta é uma questão pequena para levar diante de Deus, ou para pedir que os outros orem", o que pode ser traduzido como "Posso lidar sozinho com este assunto." Sério mesmo? Quando o "eu mesmo" entra em cena, nada de bom pode vir daí.

Fé em Nós Mesmos, ou Fé em Deus?

Para os homens que se julgam autossuficientes, que gostam de dizer "Deus ajuda a quem cedo madruga" e para aqueles que seguem o mantra da Confissão Positiva, ceder à vontade de Deus é um tipo de renúncia que solapa nossa "fé" em nós mesmos. Além do fato que nossa fé em nós mesmos precisa ser "solapada", qual cristão bíblico pensaria que a vontade de Deus — aquilo que Ele deseja para nós — não é absolutamente o melhor a que podemos nos conformar e receber?

Jesus certamente incentivou isto ao perguntar: "Qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?" [Mateus 7:9-11] Jesus, talvez no ponto mais difícil de Sua vida, orou a Deus, o Pai: "Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." [Lucas 22:42]. Isto não foi uma renúncia?

A oração é um tipo de um mistério no sentido que Deus conhece o que necessitamos antes de pedirmos e também sabe que vamos pedir aquilo. Alguns questionam: "Por que então orar, se Deus sabe de tudo?" Bem, Ele sabe; nós não. Como saberíamos que Deus estaria intervindo em nossas vidas se não tivéssemos comunicação em oração com Ele? Se não existem pedidos, então não pode haver confiança que Deus está fazendo algo para nós.

A Necessidade de Obediência

Outro aspecto da oração é que ela pode nunca chegar até o trono de Deus. Hebreus 4:16 nos exorta: "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." O que pode bloquear nossas orações?

"Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." [Tiago 4:2-3].

"Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações." [1 Pedro 3:7].

Caminhar em desobediência às instruções dadas na Palavra de Deus impede que nossos pedidos cheguem a ser ouvidos:

"Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal." [1 Pedro 3:12].

Dave Hunt, meu melhor amigo no Senhor (que está agora com o Senhor), tinha um ótimo senso de humor e frequentemente se autodepreciava. Ele dizia (ironicamente): "As pessoas evitam minhas palestras e conferências aos milhares e milhões." As congregações riam quando o ouviam dizer isso, pois sabiam que não era o que acontecia com aquele talentoso palestrante. Mas, aqui está uma coisa que não faz ninguém rir: Os cristãos evitam as reuniões de oração aos milhares e milhões. Ainda não convencido? Faça sua igreja programar uma reunião semanal de oração e conte o número de cabeças após a segunda ou terceira semana. Embora louvemos o Senhor pelas exceções, o entusiasmo inicial (o que já pode ser um exagero) desaparece em bem pouco tempo.

A parte mais triste desse acontecimento é aquilo que estão perdendo os que evitam as reuniões de oração, ou deixam de participar delas. Apenas como um exemplo, vamos nos referir novamente ao tempo de oração diário da equipe no ministério The Berean Call. Primeiro de tudo, todos nos conhecemos e amamos uns aos outros, e nos preocupamos com o que está acontecendo nas vidas uns dos outros. Portanto, oramos cinco dias por semana, ou mais, pelas necessidades e pedidos uns dos outros. Essa continuidade nos permite ouvir muitos dos detalhes de como Deus respondeu às nossas orações, o que é um tremendo encorajamento e fortalece a confiança em nosso Senhor à medida que Ele confirma os ensinos de Sua Palavra. São muitos os pedidos de oração e os motivos de louvor. Isto também reforça a comunhão que devemos ter como irmãos e irmãs em Cristo.

Buscando a Ajuda de Deus em Tudo Que Fazemos

A oração não é uma sugestão e nem uma opção do tipo "ore quando você sentir vontade" para os cristãos bíblicos. Em sua primeira carta a Timóteo, o apóstolo Paulo o orientou a exortar os cristãos em Éfeso a orarem uns pelos outros:

"Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens." [1 Timóteo 2:1].

Tudo o que um fiel cristão faz precisa começar com oração e ser sustentado pela oração:

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." [1 Coríntios 10:31].

"E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai... E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens."[Colossenses 3:17,23].

Novamente, nossa oração precisa ser uma comunicação contínua e pessoal com o Senhor, buscando Sua ajuda em tudo o que fazemos.

Temos uma oração? Certamente que sim. É a seguinte: que a oração seja parte do nosso estilo de vida — nosso modo contínuo de fazer as coisas que precisamos fazer — tudo para a glória de Deus e que Sua graça e misericórdia sejam abundantemente manifestas em nossas vidas.

Reproduzido inteiramente (com permissão), do boletim The Berean Call, de janeiro de 2016. Página na Internet: http://www.thebereancall.org. Nota: Gravuras, títulos e quebras de parágrafos foram acrescentados .



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 22/2/2015
Transferido para a área pública em 28/11/2017
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/armas.asp