A Crise Constitucional Que Está se Desdobrando nos EUA

Autor: Jeremy James, Irlanda, 6/10/2018.

Em diversos ensaios anteriores discutimos o papel que uma crise constitucional exerceria na planeja "reconstrução radical" dos EUA, em que o país mais poderoso do mundo é desmantelado pelos seus inimigos.

No ensaio "The Next Choreographed War" (número 141, publicado em outubro de 2017, não traduzido), resumimos o modo como vimos a crise se desenvolvendo:

A Elite necessitava de uma figura de fora do estamento do poder no cargo de presidente para que, quando o colapso econômico finalmente acontecer, ela tenha um bode expiatório adequado para receber a culpa. É aqui que Trump entra. Ele não é Democrata nem Republicano (em qualquer sentido real). Ele não está identificado com o sistema financeiro em Wall Street, o complexo militar-industrial, ou qualquer interesse empresarial óbvio. Retratado o tempo todo como um não-conformista e um intruso, tanto por seu próprios apoiadores e pela mídia, ele é a figura ideal para receber toda a responsabilidade pelo desastre vindouro, tanto econômico quanto militar.

Alguns especialistas tentam apresentá-lo como um inimigo do "Estado Profundo" (Deep State) — a Elite dos ultra-ricos que controla os EUA. Eles até afirmam que ele está parado no caminho deles e retardando a implementação da Nova Ordem Mundial. Mas, isto é ridículo. Trump é um membro totalmente pago dessa elite subversiva, moldado e treinado várias décadas atrás para o cargo que ocupa hoje (exatamente como seu correspondente norte-coreano).

Em nossos ensaios anteriores (97 e 109), em que discutimos a possibilidade de uma crise constitucional envolvendo o ofício do presidente, sugerimos que preocupações de toda a nação com esse ofício e seu ocupante exerceriam um papel fundamental nesses eventos. Embora tenha chegado por um rumo diferente, a crise constitucional que previmos é agora uma realidade. O povo americano tem diante de si um ocupante do cargo de presidente que eles agora percebem ser bem capaz de atos perigosamente irracionais e que não pode ser restringido de um modo preventivo e tempestivo pelo Congresso. A única opção eficaz de curto prazo é a remoção forçada — um golpe militar.

A Crise Está se Aprofundando

A crise está agora se aprofundando. O recente tumulto envolvendo a vaga da Suprema Corte, em que acusações feitas por apenas uma mulher, que não tinha evidência discernível alguma para corroborar suas acusações, foram suficientes para paralisar o Congresso e retardar aquilo que teria sido um processo constitucional bastante simples.

O julgamento pela televisão pareceu, à primeira vista, enfocar somente o juiz Kavanaugh, mas em um sentido mais amplo, teve o objetivo de expor as fraquezas sistemáticas nos três poderes do governo. O presidente pareceu ineficaz em uma questão de importância nacional (por causa de acusações sem provas por parte de uma única pessoa); a máquina do Congresso foi retratada sem profundidade quando solicitada a considerar a credibilidade e significado das acusações; enquanto que a Suprema Corte foi exposta ao espetáculo bizarro de ter um possível futuro membro depreciado publicamente por políticos que mostraram mais respeito pela mulher que fazia as acusações do que pelo candidato que estava sendo avaliado.

O Processo de Desmoralização

Por si mesmo, esse circo televisionado não aponta para uma crise, mas mostra como o método de desmoralização dos Illuminati está sendo aplicado para abalar a confiança do público nos três poderes do governo. Não temos dúvida que isto continuará, com mais espetáculos desse tipo sendo criados (como foi este,) para convencer o público americano que a Constituição está desatualizada e que não é capaz de lidar com as pressões do governo moderno.

Em ensaios anteriores trabalhamos com a suposição que, quando o presidente não é mais considerado capaz de executar suas tarefas de uma maneira responsável, e possa até colocar em risco a segurança do Estado, ele seria removido do cargo pelas forças armadas (ou um grupo pequeno e influente, formado por militares de mais alto escalão e líderes do Congresso). Entretanto, dado o cenário que se desenvolveu desde aquele nosso ensaio de outubro de 2017, precisamos agora considerar a possibilidade que o presidente possa decidir se antecipar e prevenir um golpe, impondo a Lei Marcial antes que o grupo pequeno e influente tenha uma oportunidade de levar adiante seu plano.

Pesando a Evidência

Vamos olhar a evidência. No ano passado vimos uma onda sem precedentes de ataques contra a competência e caráter do presidente, grande parte deles emanando de fontes que normalmente não utilizariam esse tipo de táticas divisivas. Muitos jornais importantes publicaram editoriais que declararam ou implicaram que o presidente era desqualificado para ocupar o cargo. Alguns o descreveram como errático, inconsistente e impulsivo, um homem não-conformista que é incapaz de buscar ou considerar bons conselhos. Outros afirmam que ele está vinculado a interesses cujas identidades ainda não foram reveladas. Alguns até sugeriram que o egoísmo e latente paranoia dele o farão tomar decisões irracionais que poderão colocar em risco a segurança dos Estados Unidos.

Além de tudo isto, dois livros já foram publicados sobre sua presidência que fortemente reforçam muitas das preocupações expressas pelos editorialistas. Ambos os livros receberam muita atenção na mídia. Isto fez crescer a crença do presidente que seus inimigos estão conspirando contra ele e que não hesitarão diante de nada no objetivo de derrubá-lo.

Ambos os livros trabalham com base no princípio que, se somente uma pequena fração das acusasões forem verdadeiras, o presidente é desqualificado para o cargo e o país está caminhando rumo ao desastre. Em Fire and Fury, o autor Wolff examina principalmente a jornada improvável que levou Trump a triunfar nas eleições, enquanto que o autor Woodward — que escolheu um título muito desconcertante para seu livro de advertência (Fear, ou Temor) — baseia-se principalmente nas visões e opiniões daqueles que já trabalharam (ou ainda trabalham) de perto com o presidente na Casa Branca.

Além de tudo isto, temos uma investigação em andamento no Congresso, chefiada por Robert Mueller, para saber se a Rússia ou outras potências estrangeiras interferiram na eleição presidencial de 2016, com o propósito de garantir a eleição de Trump. Isto também é calculado para explorar a paranoia do presidente.

Um Ataque Absolutamente Sem Precedentes

Um ataque recente foi sem precendentes. Quando o jornal The New York Times publicou uma matéria anônima, em 5 de setembro de 2018, com o título "Faço Parte da Resistência Dentro do Governo Trump", estava plenamente ciente da gravidade do passo que estava dando. Quando um dos jornais mais influentes do país alveja um presidente em exercício deste modo, e faz isso anonimamente, podemos ter certeza que a Elite está preparando (e condicionando) o público para esperar algo desagradável. O jornal declarou: "Acreditamos que publicar este ensaio anonimamente é o único modo de apresentar uma importante perspectiva aos nossos leitores."

O autor da matéria, cuja identidade ainda não foi revelada, declarou: "A raiz do problema é a amoralidade do presidente. Aqueles que trabalham com ele sabem que ele não está amarrado a princípios principais discerníveis, que guiam suas tomadas de decisão." Em resumo, ele é um trem desgovernado que cedo ou tarde descarrilará:

"... ele faz discursos violentos repetitivos e sua impulsividade resulta em decisões ocasionalmente descuidadas, precipitadas, baseadas em informações incompletas, que depois têm de ser consertadas."

A avaliação do autor a respeito do estilo de liderança do presidente dificilmente poderia ser mais crítico — "impetuoso, antagônico, medíocre e ineficaz." Altos funcionários do governo na Casa Branca "admitirão privadamente sua descrença diária em relação aos comentários e ações do comandante-em-chefe." [Esta é uma interessante escolha de palavras. De acordo com a Constituição Americana (Artigo II, Seção 2), o presidente é comandante-em-chefe das forças armadas somente em tempos de guerra ou de Lei Marcial, nunca em tempos de paz.]

Lado Tenebroso

Quando o artigo de opinião declarou que "Os impulsos do presidente Trump geralmente são anticomércio e antidemocráticos", ele deliberadamente estava apontando para um possível lado tenebroso em seu caráter. Ele prossegue e faz a seguinte observação sinistra:

"Considere a política externa: Em público e privadamente, o presidente Trump mostra uma preferência por autocratas e ditadores, como o presidente Vladimir Putin, da Rússia, e o líder norte-coreano Kim Jong-un, e exibe pouca apreciação genuína para os laços que nos vinculam com países aliados de mentalidade similar."

Referindo-se aos esforços que estão sendo feitos por altos funcionários dentro da Casa Branca para enfrentar o comportamento errático do presidente, ele declarou: "Este não é o trabalho do assim chamado Estado Profundo. É o trabalho do Estado contínuo." Essa referência ao Estado Profundo é importante, pois mostra que há uma expectativa que o leitor considere a possibilidade que exista dentro do estamento de poderm uma elite entrincheirada que secretamente está no banco de direção. Se esse grupo existe, e Trump se opõe à sua agenda, em todo ou em parte, então faz sentido agir para que o presidente seja removido.

Para que seus leitores não percam a seriedade do cenário que ele estava mostrando, o autor anônimo faz uma declaração admiravelmente franca perto do fim do artigo:

"Dada a instabilidade que muitos testemunharam, houve cochichos bem cedo dentro do gabinete de invocar o Vigésimo Quinto Aditamento, o que iniciaria um processo complexo para remover o presidente. Mas, ninguém queria precipitar uma crise constitucional. Portanto, faremos o que pudermos para manter a administração na direção correta até que — de um modo ou outro — o mandato termine."

Isto é exatamente o que nossos ensaios ao longo dos últimos anos trataram, uma crise constitucional envolvendo o cargo do presidente.

Respondendo a um artigo público na imprensa, Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca, disse à agência Reuters: "O que vocês viram no outro dia foi tão sério quanto pode ser. Isto é um ataque direto... é um golpe."

Ele disse que a última vez que um presidente dos EUA foi desafiado da mesma forma foi durante a Guerra Civil Americana, quando o general George B. McClellan entrou em choque com o então presidente, Abraham Lincoln.

O Roteiro x A História Real

Logicamente, quando Bannon diz que é um golpe, o que ele quer dizer é que há um golpe em formação. As forças que estão atualmente solapando o presidente, agindo de uma forma altamente organizada, intensificarão gradualmente até que ele seja forçado a deixar o cargo.

Este é o roteiro que o povo americano está sendo condicionado a aceitar. Entretanto, a história real é muito diferente. A Elite já tem toda a alavancagem que necessita para empurrar os EUA do alto de um precipício, tanto econômica quanto militarmente, mas precisa de um bode expiatório. Uma crise constitucional que envolva o cargo do presidente teria muitas vantagens.

Em primeiro lugar, isto colocaria a responsabilidade pela crise sobre os ombros de um indivíduo não-conformista e imprevisível. Em segundo lugar, isso lhes permitiria escalonar eventos fundamentais de acordo com um calendário planejado. Em terceiro lugar, isso ativaria os poderes totalitários investidos no gabinete do presidente durante uma crise nacional. Esses poderes, que entraram em vigor principalmente por meio de uma longa série de Ordens Executivas, permitirão ao presidente governar o país com autoridade que não possa ser questionada. Enquanto um estado de Lei Marcial prevalecer, o Congresso e a Suprema Corte, se continuarem a funcionar, não terão influência restritora alguma sobre as ações do presidente.

O Plano Já Tem Mais de Cem Anos

Este plano pode ser rastreado em pelo menos 100 anos, no mínimo. Quando Woodrow Wilson estava concorrendo para a presidência, em 1912, ele disse a um jornalista que o país precisava passar por uma "reconstrução radical". Podemos agora compreender que isto significa que a série de pesos e contrapesos que foram deliberadamente colocados nos três poderes, de modo a impedir o aparecimento de um tirano com plenos poderes, teriam de ser removidos. Uma vez que eles forem ativados, os poderes especiais do Executivo garantirão que dois dos três poderes do governo essencialmente caiam no silêncio. Somente o Poder Executivo, o próprio presidente, terá qualquer autoridade real.

Isto somente pode acontecer se um estado de emergência nacional for declarado. E quem tem a autoridade para fazer isto? O presidente!

Como o povo americano reagirá? Isto tudo depende das razões que o presidente apresentar para declarar uma emergência nacional. Se as razões parecerem plausíveis, o público muito provavelmente aceitará a decisão, especialmente se o presidente garantir que deixará o cargo assim que a ordem estiver restabelecida. Se a emergência for declarada após um evento doloroso que afeta praticamente a todos, como um colapso gigantesco no mercado de ações e Bolsas de Valores, que foi aparentemente provocado por um ataque cibernético originário da Rússia ou do Irã, a maioria dos americanos estará disposta a aceitar a ativação de poderes especiais para lidar com a crise antes que ela cause danos irreparáveis. Ao fazer isso, a população voluntariamente trocará sua liberdade por segurança — para seu arrependimento perpétuo.

O "Coronel" House

O presidente Woodrow Wilson era controlado por uma eminência parda — o "coronel" Edward Mandell House — que virtualmente escolhia os membros do gabinete e decidia muitos aspectos da política nacional. (O título de "coronel" era apenas honorífico, pois ele não tinha experiência militar alguma). Ele chegou até mesmo a redigir os famosos Catorze Pontos, que o presidente Wilson impôs na Conferência de Paz de Paris, de 1919, que foi efetivamente um modelo para o governo mundial por meio da assim chamada "Liga das Nações".

House teve a audácia de publicar um livro em 1912, embora de forma anônima, que delineava uma estratégia que poderia ser usada para colocar os EUA sob o controle de um ditador. O livro tinha o título revelador: Philip Dru: Administrator: A Story of Tomorrow (Philip Dru: Administrador: Uma História do Amanhã) — em que o herói epônimo torna-se o "administrador" (ditador) em um cenário que o autor considerava que um dia se tornaria o futuro dos EUA. (Infelizmente, a última parte do título "Uma História do Amanhã", é frequentemente omitida das referências a esse livro.)

O seguinte excerto descreve o momento da transição:

"O general Dru convocou agora uma conferência com seus oficiais e anunciou seu propósito de assumir os poderes de um ditador, por mais desagradável que isto fosse para ele e como achava que também poderia parecer para o povo. Ele explicou que esse tipo de medida radical era necessária, de modo a expurgar rapidamente o governo daqueles abusos que tinham surgido e lhe dar a forma e propósito para o qual eles tinham lutado. Eles receberam a garantia que ele estava isento de ambições pessoais e ele se comprometeu a se aposentar depois que as reformas contempladas tivessem sido feitas, para que o país pudesse mais uma vez ter um governo constitucional. Nenhum deles duvidou de sua palavra e eles se comprometeram, junto com os seus subordinados, a apoiá-lo lealmente. Ele então fez uma declaração ao seu exército proclamando-se 'Administrador da República'."

"No dia seguinte após sua declaração ser publicada, o general Dru passou em revista as tropas e recebeu tantos aplausos que aquilo silenciou os críticos, pois estava claro que a nova ordem das coisas tinha sido aceita e veio uma onda de medo sobre aqueles que teriam desejado levantar suas vozes para protestar."

"Era visível que os bens e as vidas de todos estavam agora sob os cuidados de um homem."

Tenha em mente que o livro foi escrito pelo mesmo indivíduo que redigiu os Catorze Pontos do presidente Wilson e que o assessorou na criação da Liga das Nações (que agora existe na forma da Organização das Nações Unidas). Isto foi muito similar de muitas formas à República, de Platão, que exaltava a solução do "homem forte" para todos os problemas políticos. A mentalidade dos Illuminati em todas as questões políticas está baseada em controle absoluto exercido por meio de uma ditadura e garantida pela vigilância em massa. Esta é a essência do Marxismo, da filosofia totalitária de Platão, do super-estado do Nazismo e da monarquia absoluta defendida por Maquiavel.

Os Homens Sábios versus As Massas

Nesta filosofia, somente os homens sábios, os "Iluminados", estão qualificados para governar. David Rockefeller os chamou de "A soberania supranacional de uma elite intelectual". As massas humanas são simplesmente incapazes de compreender o que é necessário e, quando deixadas livres para tomarem todas as decisões, invariavelmente selecionam líderes tão medíocres e inadequados quanto elas mesmas são.

A figura de Philip Dru é muito similar a de Oliver Cromwell, que declarou-se Lord Protetor do Reino, após a Guerra Civil Inglesa no século 17. O Administrador da República é essencialmente o Protetor do Reino, o homem forte que assume poder absoluto unicamente por razões altruístas, ou assim ele diz. Quando a ordem foi restaurada após a morte de Cromwell, a Inglaterra sucumbiu para aquilo que é conhecido como Revolução Gloriosa, de 1688. As casas reais da Alemanha e da Holanda assumiram o controle da monarquia da Inglaterra em um golpe sem derramento de sangue — e governam aquele país desde então.

Se o homem forte não emergir como o governante máximo e final, ele é o agente de transformação que facilita o aparecimento de uma nova ordem. Como o "coronel" House escreveu no excerto mostrado anteriormente, "... era claro que a nova ordem das coisas tinha sido aceita..."

A ascensão de Dru ao poder foi o produto de um prolongado programa de subversão planejado minuciosamente por um certo senador Selwyn, que buscou e recebeu apoio financeiro generoso de mil multimilionários. Esta foi a verdadeira conspiração, sem a qual o "homem forte" não poderia ter aparecido.

O que muitos leitores desse livro deixam de ver é que tanto Dru e Selwyn estavam trabalhando para a mesma cabala de oligarcas. Um tirano pode vir ao poder somente por meio do suporte de uma cabala oculta de financiadores ultra-ricos. Dali para frente, ele é a face pública daquela cabala e faz todas as suas vontades, sem o conhecimento das massas que se encurvam diante dele.

O senador Selwyn foi o cérebro escolhido pela Elite para implementar o plano deles. Aqui está como ele fez isto:

"Os jornais foram subsidiados de modos que quase os tornaram irreconhecíveis. Altos funcionários honestos do governo, que estavam no caminho como obstáculos, foram removidos com a oferta de cargos muito melhor remunerados e, dessa maneira, ele construiu uma máquina forte, inteligente e eficiente. Isto foi feito de forma tão sólida e silenciosa que ninguém suspeitou da mente planejadora que estava por trás de tudo. Selwyn não prestava contas a ninguém (fora da cabala de oligarcas), não confiava em ninguém e, portanto, não corria o risco de ser traído."

Como a história mostrou, as Fundações Ford e Rockefeller foram as equivalentes no mundo real do senador Selwyn. David Rockefeller (1915-2017) e seus asseclas foram, provavelmente, os expoentes mais conhecidos da metodologia de Selwyn. Usando seus imensos recursos financeiros, eles sistematicamente construíram sua própria "máquina", uma rede de indivíduos bem posicionados na mídia, no serviço público, na indústria, no comércio, na política estadual e federal, no judiciário, na academia e em cargos similares de influência. Quando alguém entrava no caminho deles como um obstáculo, eles simplesmente ofereciam um emprego muito melhor remunerado em algum outro lugar! — a técnica clássica de Selwyn.


"Somos agradecidos ao Washington Post, The New York Times, a revista Time e outras excelentes publicações cujos diretores participaram de nossos encontros e respeitaram suas promessas de discrição por quase quarenta anos... Teria sido impossível para nós desenvolver nosso plano para o mundo se tivéssemos sido expostos aos holofotes da publicidade durante aqueles anos. Mas, o mundo agora está mais sofisticado e preparado para marchar em direção a um governo mundial. A soberania supranacional de uma elite intelectual e banqueiros internacionais é certamente preferível à autodeterminação nacional praticada nos últimos séculos." — David Rockefeller, em um discurso para o Grupo Bilderberg, em junho de 1991.

A "Rede de Selwyn" está caladamente em atuação no segundo plano há cerca de cem anos, preparando o aparecimento do "homem forte" que declarará a Lei Marcial e assumirá os amplos poderes ditatoriais sacramentados em incontáveis Ordens Executivas. As próprias Ordens Executivas foram caladamente preparadas ao longo de um período de mais de sessenta anos, assinadas e transformadas em leis por uma série de presidentes, que podem talvez não ter apreciado o propósito final delas. Eles estavam simplesmente seguindo as instruções recebidas do pequeno grupo de planejadores que gerenciam a Rede.

Conclusão

Como tudo isto será implementado nos anos vindouros?

O fortalecimento militar da China, junto com as muitas áreas de disputa entre os EUA e China — desequilíbrios no comércio e nas tarifas, direitos de propriedade intelectual, crimes cibernéticos, alianças militares, moedas concorrentes, esferas de influência concorrentes, tensões diplomáticas, etc. — estão todos apontando para uma confrontação direta em alguma data futura. Os EUA estão comprometidos com a defesa de Taiwan e o Japão se a China violar a soberania desses países. Como a China está se expandindo rapidamente seu alcance em toda a Ásia, esse tipo de violação é somente uma questão de tempo. Isto significa que os EUA poderão ser "surpreendidos" por eventos cujo momento para acontecer será decidido unicamente por vontade e quando for conveniente para as forças armadas chinesas. Se os EUA já estiverem em um estado de emergência nacional quando isto acontecer, com um indivíduo — o "homem forte" — tomando a maior parte das decisões fundamentais, o resultado seria incerto (para dizer o mínimo). Entretanto, toda incerteza desaparecerá se a Rússia juntar suas forças com as da China.


Todos os usuários de telefone celular nos EUA receberam esta mensagem da FEMA, na quarta-feira, 3 de outubro de 2018. O presidente no futuro poderá emitir "Alertas de Emergência" exatamente como este. Isto poderá ser usado para preparar o povo americano para a Lei Marcial. Por exemplo, se houver uma tentativa de golpe pelas forças armadas, o presidente poderá alertar o público para o perigo que ele está enfrentando e para a possibilidade de uma ação drástica vir a ser necessária. Isto é chamado de programação preditiva e é usada para condicionar as massas a se comportarem de um determinado modo, especialmente durante uma crise.

Philip Dru e o General Brutus

Ainda não está claro se o presidente em exercício emergirá como o "homem forte", ou se uma figura de alto escalão nas forças armadas (ou até mesmo um ex-presidente) será instalado logo após um golpe para remover o ocupante do cargo. Seja lá o que acontecer, a Elite quererá que o público americano endosse o novo regime, provavelmente por meio de um plebiscito nacional, com a compreensão que aquilo é puramente temporário e que o governo constitucional será restaurado o mais rápido possível. O eleitorado, quando tem diante de si uma decisão desse tipo, quase certamente dá sua aprovação. Não haveria outra escolha. Como o coronel House escreveu em Philip Dru, "Era visível que os bens e as vidas de todos estavam agora sob os cuidados de um homem". Um voto contra o novo regime somente aumentaria a incerteza e o risco de perder bens e a poupança. A classe média poderia perder tudo o que possui.

Este fato foi destacado em um ensaio escrito pelo tenente-coronel Charles J. Dunlap, The Origins of the American Military Coup of 2012 (publicado em 2012). [Publicamos isto em nosso website em 8/8/2012. Uma cópia pode ser encontrada no apêndice de nosso ensaio 141.]. O ensaio dele ganhou um prêmio prestigioso na época e a premiação foi anunciada pelo general Colin Powell. Dunlap faz um relato fictício de um golpe de estado militar liderado pelo general Brutus, que assume o papel de presidente e procura obter o apoio popular por meio de um referendo nacional:

"As preocupações com a criminalidade foram uma importante razão para as ações do general Brutus terem sido aprovadas no Referendo. Embora a participação do eleitorado no público geral tenha sido baixa, os americanos mais velhos votaram em uma proporção muito maior. Além disso, com o envelhecimento da geração que nasceu após a Segunda Guerra Mundial, o bloco de americanos eleitores com mais de 45 anos cresceu para quase 53% dos eleitores por volta de 2010. Esse eleitorado mais velho e mais rico deu as boas-vindas para uma organização que poderia garantir sua segurança física. Eles apoiaram Brutus [o ditador] no Referendo — provavelmente a última votação de suas vidas."

Em seu ensaio, Dunlap fez uma observação que é particularmente relevante hoje:

"Em 1992, não muitas pessoas teriam pensado que um golpe de estado militar pudesse algum dia acontecer aqui. Claro, existiam teóricos da conspiração excêntricos que viram a mão do Pentágono no assassinato do presidente Kennedy, na queda do presidente Nixon e em outros eventos similares. Mas, até os mais ávidos seguidores dessas teorias tiveram de admitir que nenhuma tomada militar direta tinha sido tentada antes."

Em sua referência ao general McClellan, Steve Bannon estava traçando um paralelo entre dois presidentes, Trump e Lincoln. É interessante que Lincoln foi o único presidente que suspendeu o habeas corpus, o princípio legal que garante que ninguém possa ser preso sem um julgamento justo. Ele suavizou o impacto de sua medida tirânica abolindo a escravatura, desse modo convencendo o público americano que ele era realmente um homem de integridade. Muitos eleitores conservadores hoje apoiariam Trump em um referendo do "homem forte" se ele prometesse fazer alguma coisa igualmente humanitária, como abolir a organização Planned Parenthood e criminalizar o aborto.

Existe certa ironia nisto. Muitos líderes cristãos nascidos de novo já advertiram que Deus julgará os EUA por causa do tratamento dado às crianças nascituras. Desde 1973, mais de 50 milhões de bebês nascituros já foram assassinados pelo aborto "legalizado", por razões de conveniência social ou econômica. A comunidade cristã em todo o país poderá votar pela manutenção de um tirano no poder, se ele prometer desfazer esse sistema verdadeiramente ímpio, mas que, sem que seus apoiadores saibam, está realmente no caminho para destruir o próprio Cristianismo.

"Jurou o SENHOR, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. O SENHOR, à tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira. Julgará entre os gentios; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de muitos países. Beberá do ribeiro no caminho, por isso exaltará a cabeça." [Salmos 110:4-6].

Solicitação Especial

Incentivamos os leitores frequentes a baixarem os ensaios disponíveis neste website para cópia de segurança e consulta futura. Eles poderão não estar disponíveis para sempre. Estamos entrando rapidamente em um tempo em que materiais deste tipo somente poderão ser obtidos via correio eletrônico. Os leitores que desejarem ser incluídos em uma lista para correspondência futura são bem-vindos a me contactar em jeremypauljames@gmail.com. Não é necessário fornecer o nome, apenas um endereço eletrônico.



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 26/12/2018
Transferido para a área pública em 4/6/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/criseEUA.asp