O Engodo dos ETs Está Tomando Forma Rapidamente

Autor: Jeremy James, outubro/2014.

Poucos cristãos estão preparados para acreditar que os arquitetos que estão por trás da Nova Ordem Mundial planejam um grande engodo envolvendo extraterrestres (ETs) e objetos voadores não identificados (OVNIs), e um número menor ainda consegue reconhecer que a Igreja Católica Romana terá um papel central nessa enganação. Por que alguém quereria promover esse engodo e que interesse o Vaticano poderia ter em qualquer coisa relacionada com vida em outros planetas?

Bem, os céticos precisarão olhar atentamente para o que está acontecendo, considerar os fatos facilmente confirmáveis e repensar suas posições.

Antes de examinarmos estes fatos, precisamos primeiro nos lembrar do quadro grande. A não ser que compreendamos o que as pessoas que estão por trás desse engodo cuidadosamente planejado estão tentando alcançar, não reconheceremos aquilo que a evidência claramente nos diz.

O Quadro Grande

Uma guerra espiritual que ocorre há muito tempo está agora entrando em marcha rápida. Essa guerra ocorre há mais de seis mil anos. O líder dos anjos caídos, o ser conhecido como Lúcifer, ou Satanás, está implementando muitos elementos de um plano complexo formulado muito tempo atrás e que ele alimentou com grande sagacidade ao longo dos séculos. Os avanços recentes na tecnologia estão agora permitindo que ele desenvolva certos aspectos de seu plano que até aqui eram impossíveis de implementar.

Os objetivos dele são bem claros, porém a maioria dos cristãos hoje parece que se esqueceu deles. Eles ignoram o fato que Satanás tem uma estratégia abrangente e global para escravizar e, eventualmente, destruir toda a humanidade. Por incrível que possa parecer, muitos cristãos chegam a duvidar da existência de Satanás! É exatamente este tipo de ingenuidade que tornará a vindoura enganação tão eficaz.

Satanás quer reverter completamente sua derrota no Calvário e procura reduzir o número de fiéis cristãos na Terra e atrair o restante da humanidade para adorar seu "filho" como se ele fosse Cristo. Ele está especialmente interessado em aniquilar o povo judeu, pois Cristo declarou expressamente que retornará a este mundo quando Seu povo escolhido, como uma nação, O invocar com uma só voz como seu Salvador e Messias.

Satanás sabe que os judeus hoje estão sob o julgamento de Deus, e isto desde o ano 70, quando o Templo em Jerusalém foi destruído pelos romanos. Mas, ele também sabe que eles estão sob o cuidado protetor de Deus desde aquele tempo e que Deus estorvou muitas tentativas de destruição contra o povo judeu. O Inimigo espera que, reunindo o maior número possível de judeus em um lugar e conquistando a completa confiança deles, ele possa lançar uma explosão de fúria destruidora que acabe de vez com toda a nação judaica antes que ela tenha a oportunidade de invocar a Cristo com uma voz.

É por isto que Jerusalém é tão importante para os líderes da Nova Ordem Mundial; é por isto o Islã cobiça a cidade com uma intensidade irracional; e é também por isto que a Igreja Católica Romana está tão interessada em receber por indicação a custódia da cidade, para exercê-la em nome da comunidade internacional.

A Subjugação dos EUA

Antes que Satanás possa chegar a este estágio de seu plano, ele precisa primeiro subjugar os EUA, o principal apoiador de Israel desde a fundação do país. Este programa já está muito avançado e provalmente produzirá resultados tangíveis em pouco tempo.

Além disso, para que o plano de Satanás seja bem-sucedido, é vital que ele sufoque as orações da genuína comunidade cristã. A subjugação dos EUA será uma etapa importante para restringir e depois reduzir o número de igrejas de cristãos nascidos de novo naquele país. Satanás já conseguiu corromper a mensagem do Evangelho entre as igrejas cristãs professas na maioria dos outros países. A orgulhosa e não arrependida igreja moderna — no modelo Propósitos, neo-evangélica, profética, neo-pentecostal, emergente, carismática — tem poucos membros em sua base cada vez maior que oram ao Pai da forma como as Escrituras instruem. Uma igreja que não tem o temor de Deus e de Sua santidade é uma igreja que não pode orar.

Satanás Odeia a Oração Cristã Verdadeira

Satanás compreende o poder da verdadeira oração cristã. Ele sabe que o Senhor ouve todos os fiéis cristãos. Até mesmo quando Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim alcançaram um nível de iniquidade que igualava à condição do mundo antes do Dilúvio, Deus ainda ouviu a humilde intercessão de Abraão, que pediu a leniência divina. Ele permitiu que o honrado patriarca orasse a mesma oração várias vezes, atendendo-o a cada vez, quando ele reduzia o número de justos naquelas cidades que teriam retardado o julgamento devastador de Deus. "A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." [Tiago 5:16b]. Todos os cristãos nascidos de novo que oram ao Pai com um coração contrito e arrependido são ouvidos por Ele, da mesma forma como Ele ouviu a intercessão de Abraão.

Portanto, Satanás faz tudo o que estiver ao seu alcance para reduzir o número de justos, não matando-os, mas induzindo-os a orar como os pagãos, de dezenas de formas sem base bíblica — usando exercícios espirituais, oração contemplativa, meditação centrante, Lectio Divina, caminhada de oração, técnicas imaginativas, visualização criativa, cantigas rítmicas, música hipnótica com letras repetitivas e com ritmos mundanos, liturgias prescritas, falar em línguas, rosários, labirintos, afirmações de prosperidade, encantamentos místicos, invocações carismáticas, adoração eucarística, Yôga cristã, confissão aberta e outros métodos que estão em conflito com as instruções expressas do Senhor sobre como devemos orar.

Quando os cristãos oram como os pagãos, o Senhor não os ouve.

Isto pode parecer muito distante dos ETs e OVNIs, mas não é. Satanás está condicionando gradualmente a igreja cristã professa em todo o mundo a esperar a chegada de um grande reavivamento, um derramamento do "Espírito" que transformará a humanidade. Os métodos falsos de oração que Satanás criou têm o objetivo de elevar essa expectativa emocional e tornar os praticantes ardorosos mais receptivos às suas impressões sobrenaturais. Essas expectativas se ligarão com as mensagens "telepáticas" que muitos receberão dos ETs "benevolentes" — demônios em disfarce — que afirmarão terem viajado pela galáxia para salvarem nosso planeta e redimirem a humanidade. A segunda vinda de Cristo se tornará diluída nas mentes de milhões com a chegada dos seres celestiais iluminados de um canto distante da galáxia. Isto levará a uma reinterpretação radical da Escritura e a um evangelho reinventado, um evangelho da consciência cósmica em que todos os homens são um, toda a vida é uma, todas as religiões são uma e onde todos que forem iniciados pelo Novo Messias supostamente virão a perceber que eles também são seres divinos.

Satanás gastou aproximadamente 150 anos desenvolvendo a vasta literatura de ficção científica, fantasias científicas, revistas em quadrinhos (banda desenhada), e fantasias do folclore popular, para não mencionar o número imenso de programas de televisão, desenhos animados e filmes, com o único propósito de criar uma realidade alternativa. A filosofia de Nova Era dele ensina que a chave para a liberdade espiritual está no uso correto da imaginação criativa. A humanidade está sendo condicionada a acreditar que existe vida inteligente em outros planetas, que algumas dessas formas de vida são "perfeitas" ou sem pecado, e que nós também podemos dar um grando salto à frente em nossa evolução, permitindo que esses seres avançados se conectem com nossas mentes e liberem o poder da nossa imaginação criativa.

Que armadilha verdadeiramente incrível! A realidade alternativa que Satanás promete é uma ilusão mortal.

A imaginação que ele louva de forma tão elevada na literatura de fantasia está imersa na malignidade e é profundamente incapaz de realizar um único ato de justiça. Quanto mais dependemos de nossa imaginação para "solucionar" nossos problemas, mais cairemos na espiral descendente do auto-engano e da ilusão.

A Visão Bíblica

O que a Bíblia diz sobre tudo isto? Ela confirma que o homem é facilmente desencaminhado por sua imaginação. Ela confirma que Satanás convida continuamente o homem a imaginar um mundo melhor e moldar sua própria realidade, a exercer seu livre arbítrio sem restrições e, desse modo, realizar seu tremendo potencial espiritual. Ela confirma que o mundo está em uma espiral descendente, em que "os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." [2 Timóteo 3:13]. Ela confirma que o mundo avançará em direção a um sistema de governo global, um sistema financeiro global e um sistema de adoração religiosa universal. Além disso, ela também confirma que um homem energizado de forma sobrenatural entrará no cenário e assumirá o controle desses três sistemas — o falso "Cristo".

Como você pode ver, os ETs e OVNIs se encaixam de forma muito confortável neste quadro grande. Um anúncio feito por uma instituição internacional importante — a ONU, a NASA ou o Vaticano — que foi feito contato com extraterrestres seria manchete em todo o mundo. O impacto seria até maior se alguma evidência aparentemente tangível fosse tornada pública, como uma "mensagem" recebida do espaço estrelar. A "mensagem" poderia ser feita sob medida para enfocar alguma crise que esteja acontecendo no mundo, desse modo sugerindo que a intervenção direta dos extraterrestres é iminente. Isso teria um impacto tremendo sobre as massas humanas. Um governo mundial provisório se reuniria às pressas para "negociar" com os extraterrestres. Se "mensagens" adicionais instruíssem a humanidade a colocar de lado suas diferenças religiosas e aceitar um conjunto de valores cósmicos esclarecidos, um credo universal, ou uma religião mundial, poderia surgir rapidamente.

Não temos a intenção de especular a cadeia complexa de efeitos que esse tipo de anúncio geraria, mas deve ser óbvio que o perfil espiritual inteiro da maioria das pessoas no mundo seria grandemente afetado.

Os Pousos na Lua de 1969-1972

Antes de examinarmos o livro dos padres jesuítas sobre os ETs, que acabou de ser lançado no mercado, veremos primeiro e rapidamente a história da exploração espacial, especificamente os aspectos da narrativa recebida que não fazem sentido algum. As anomalias aparentes levam a pessoa a se perguntar se a percepção pública já foi fortemente manipulada para facilitar o vindouro Engodo dos OVNIs. Embora cada uma dessas anomalias mereça uma discussão muito maior do que podemos apresentar neste ensaio, as informações que apresentamos devem convencer a maioria dos leitores que algo não está perfeitamente correto.

Anomalias nas Fotos do Pouso na Lua

Muitos fotógrafos experientes já declararam que as fotos do pouso na Lua divulgadas pela NASA somente poderiam ter sido produzidas nas condições de um estúdio. Os efeitos da luz são sempre consistentes com a iluminação em estúdio. Por exemplo, considere a fotografia abaixo, em que a câmara está supostamente contra o "sol" (uma luz de estúdio). A luz do sol, conforme vista a partir da Lua, é extremamente intensa, pois a Lua não tem atmosfera para filtrar a poderosa luz ultravioleta e os perigosos raios-x. A emulsão fotográfica nas câmeras Hasselblad que os astronautas usavam teria se queimado. Portanto, a fotografia é falsa.

Estática na Lua

A superfície lunar é um ambiente extremamente seco e com muita eletrostática. A Lua é atingida continuamente por raios cósmicos de alta energia, raios-x e luz ultravioleta. O efeito do rápido aquecimento e resfriamento faz a superfície rochosa progressivamente se fragmentar em um pó muito fino. O pó, por sua vez, é carregado eletrostaticamente — pois o vácuo quase perfeito não tem um modo de descarregar os elétrons em excesso. As partículas similarmente carregadas do pó se repeliriam entre si, produzindo um fenômeno anormal, como uma névoa de poeira, na superfície lunar, ou próxima a ela. Esse fenômeno não pode ser observado nas fotos publicadas pela NASA. A poeira carregada eletrostaticamente também grudaria nas superfícies plásticas e metálicas, criando um revestimento muito perceptível. Não há evidência disso em nem uma das fotos da NASA. [Uma análise mais detalhada deste fenômeno, com evidências científicas confirmatórias publicadas pelos cientistas da NASA, pode ser encontrada no Apêndice A.].

O Jipe Lunar

Os primeiros pousos na Lua não fizeram uso do jipe lunar para transportar os astronautas pela superfície lunar. Como a carga útil tinha de ser mantida em um mínimo para poupar o consumo de combustível, nada foi incluído nas primeiras missões que não fosse absolutamente essencial. Entretanto, embora o mesmo tipo de módulo de pouso lunar tenha sido usado em todas as seis missões, as missões posteriores incluíram um veículo de transporte específico. Como pôde uma cápsula espacial que já estava repleta até o limite com os suprimentos essenciais fornecer agora espaço para incluir um objeto tão grande e pesado quanto um jipe lunar? Além de mais, nem uma foto mostra como o veículo foi removido do módulo lunar. Ele simplesmente aparece na superfície lunar, mas sem qualquer indicação de como foi retirado da cápsula.

Abaixando o Jipe Lunar no Cenário de Filmagem

Poderíamos esperar que as fotos mostrassem marcas do rastro das rodas do jipe lunar após ele percorrer a superfície empoeirada. Há uma clara evidência disto em muitas fotos, mas não em todas. Por exemplo, as fotos seguintes mostram que o veículo não deixou rastro algum na suave superfície lunar. Isto pode indicar que o veículo foi abaixado no cenário de filmagem, presumivelmente para minimizar alguma interferência na "superfície lunar" durante a filmagem, enquanto que as fotos na página seguinte mostram que o veículo não estava totalmente abaixado no momento em que as fotografias foram tiradas.

Querem que acreditemos que os frágeis trajes espaciais usados pelos astronautas eram capazes de protegê-los das muitas condições adversas e ameaçadoras à vida que existem na superfície lunar. Talvez o mais significativo disto sejam os micrometeoritos. Várias toneladas de poeira e partículas de meteoritos entram na atmosfera da Terra diariamente. A Lua também está sujeita a um bombardeio contínuo similar. Entretanto, sem uma atmosfera para reduzir a velocidade e vaporizar esses projéteis, os micrometeoritos atingiriam a supefície lunar sem perder a aceleração. Como minúsculas balas, eles cortariam o material do traje espacial e feririam, ou até matariam os astronautas. Além disto, os trajes espaciais usados na Lua não teriam oferecido proteção contra as explosões solares, ou contra a radiação cósmica em alta frequência (como os raios-x). Os trajes espaciais também teriam de isolar os astronautas das extremas temperaturas lunares, que poderiam envolver variações de 50-100 graus centígrados em poucos minutos. Materiais com essas propriedades impressionantes ainda não existem hoje e muito menos existiam em 1969.

http://www.apolloarchive.com/apg_thumbnail-test.php?ptr=415&imageID=AS15-86-11658

http://www.apolloarchive.com/apg_thumbnail-test.php?ptr=416&imageID=AS15-86-11659

As Estrelas Não Aparecem nas Fotografias na Lua

Todos os tipos de razões técnicas já foram dadas para "explicar" por que as estrelas não aparecem nas fotografias divulgadas pela NASA. Se a Terra pôde ser precisamente capturada pelas câmeras (veja foto na pág. 12), então não há razão por que as estrelas, embora menos luminosas, não pudessem também deixar uma imagem de algum tipo na emulsão fotográfica. Poderíamos esperar ver pelo menos o brilho indistinto das muitas galáxias que são visíveis a partir da Lua. Elas seriam até mais brilhantes do que as galáxias vistas a partir da Terra, pois a Lua não tem atmosfera para refratar a luz que recebe. Se uma foto do céu noturno tirada na Terra pode produzir a imagem espetacular mostrada abaixo, então qualquer um poderia esperar que o dossel estrelado em torno da Lua tivesse aparecido nas fotos divulgadas pela NASA. Em vez disso, encontramos uma escuridão uniforme quando a luminescência das estrelas deveria ser evidente — veja a fotografia na próxima página. Esta é mais uma prova que as fotos foram produzidas em um estúdio fechado e sem um dossel estrelado (eliminando assim a necessidade de reproduzir uma formação exata das estrelas em toda fotografia.).

O Documentário Satírico O Lado Escuro da Lua (The Dark Side of the Moon)

O bem-sucedido documentarista francês William Karel lançou um documentário satírico sobre os pousos na Lua em 2002, intitulado Opération Lune. (Esse documentário foi comercializado em inglês com o título The Dark Side of the Moon). Ele retratava autoridades de alto escalão no governo dos EUA e na CIA conspirando com o cineasta Stanley Kubrick para produzir fotografias e imagens em vídeo de um falso pouso na Lua. Um aspecto admirável desse trabalho é que ele usou imagens em vídeo de entrevistas reais realizadas por Karel com diversas personalidades que ocupavam cargos de alto escalão, incluindo Henry Kissinger, Donald Rumsfeld, Alexander Haig (Secretário de Estado na administração do presidente Reagan), Richard Helms (ex-diretor da CIA), e Lawrence Eagleburger (Secretário de Estado durante a administração do presidente Bush-pai.). As entrevistas tinham sido gravadas para dois documentários "sérios" anteriores realizados por Karel (Men of the White House, de 2000) e (Conversations with the President's Men, de 2001). De modo a reusar essas entrevistas em um documentário satírico, o diretor teve de obter a aprovação formal de cada um desses indivíduos. Por que, então, três ex-Secretários de Estado, um ex-Secretário da Defesa e um ex-Diretor da CIA concordaram em participar de um projeto como esse? Como o propósito do documentário satírico era desmistificar as "teorias conspiratórias" sobre os pousos na Lua, podemos somente concluir que todos os cinco estavam trabalhando para uma agenda comum. Presumivelmente o ceticismo público sobre os pousos tinha crescido até o ponto em que uma tática desse tipo era considerada apropriada e vantajosa.

Outras Anomalias

Embora uma massa de evidências adicionais pudesse se apresentada para ilustrar a natureza adulterada dos supostos pousos na Lua, estaremos satisfeitos em simplesmente observar o seguinte: todos os seis pousos ocorreram durante a presidência de Richard Nixon, que foi tirado do cargo por mentir de forma persistente; a NASA afirma ter perdido as fitas de vídeo originais do primeiro pouso na Lua; os esquemas do módulo de pouso e do jipe lunar também foram perdidos; muitos fragmentos de meteoritos encontrados na Terra têm características similares às amostras de rochas trazidas da Lua; além disso, embora a tecnologia tenha avançado consideravelmente desde 1972 e os custos em termos reais tenham caído muito, outros pousos lunares com astronautas não foram mais tentados, seja pelos EUA ou por outros países.

Segredo

Por que ninguém com informações privilegiadas veio à frente para revelar o que aconteceu? Talvez devêssemos fazer uma pergunta diferente: Por que alguém que obteve um ganho financeiro substancial por participar desse programa e que, subsequentemente, usufruiu de um salário generoso e de uma boa aposentadoria, quereria vir à frente? A resposta seria imediata e, possivelmente, fatal. A tentativa provavelmente falharia em qualquer caso, pois a mídia nacional é controlada pelo mesmo grupo de elite de pessoas que controla a NASA. Além disso, muitos que participaram teriam visto aquilo como um dever patriótico para defender os interesses de longo prazo dos EUA contra o Comunismo e ameaças potenciais similares à sua hegemonia global. Muitos participantes também teriam feito o juramento da Maçonaria, com tudo o que isto envolve.

O Papel dos Jesuítas no Vindouro Engodo dos OVNIs

Passaremos agora a examinar o livro recente de dois jesuítas, ambos com qualificações científicas, que trabalham no observatório astronômico dos jesuítas — Would You Baptize an Extraterrestrial? do "irmão" Guy Consolmagno SJ e do padre Paul Mueller SJ, publicado em outubro de 2014.

Prefaciaremos nossos comentários com um excerto de um artigo anterior, "The Great Nephilim Deception" (não traduzido) em que explicamos por que os ETs (extraterrestres ou seres de outros planetas) não podem existir:

— Início do excerto.

Um grande esforço está sendo feito pelos planejadores da "Segunda Reforma" no Vaticano para convencer os cristãos que veículos físicos estão visitando este planeta, vindos de outras galáxias, e que esses veículos são dirigidos por seres físicos inteligentes. A audiência-alvo principal para esse engodo é a igreja que crê na Bíblia.

O terreno está sendo preparado de um modo sistemático. Em anos recentes, porta-vozes do Vaticano indicaram que a crença na Teoria da Evolução não é inconsistente com a doutrina cristã e que a vida inteligente pode existir em outras galáxias. Os jesuítas têm até seu próprio observatório astronômico em Mount Graham, no Arizona, EUA. É difícil ver como isso poderia servir a qualquer propósito, além de fornecer detecção rápida de atividade incomum no espaço e corroborar afirmações significativas feitas por outros observatórios. Isto dará credibilidade a quaisquer declarações que eles possam fazer se e quando um "contato" com ETs/OVNIs for declarado oficialmente.

Há um fato crucial que os leitores precisarão ter em mente para que este ensaio faça sentido. Se a Bíblia é a Palavra de Deus (e ela é), então os ETs físicos e OVNIs físicos não podem existir. Muitos argumentarão que a Bíblia não trata deste assunto e que, portanto, a existência ou não de ETs/OVNIs físicos não é, em si mesmo, uma questão doutrinária. Mas, eles estão enganados. Vamos ver o porquê.

Embora várias razões possam ser apresentadas, existem duas que precisam ser evidentes para a vasta maioria dos cristãos que creem na Bíblia:

1. A Bíblia descreve a vida como criação de Deus. Nada evolui. Como somente duas formas de vida inteligentes são descritas na Bíblia, então somente duas podem existir. Essas formas são os anjos e os homens. Se outra forma de vida inteligente existisse neste universo físico, então ela também estaria sujeita ao pecado e à morte e, portanto, precisaria de redenção. Como Cristo encarnou como homem, de modo a tomar sobre Si o pecado do homem e morrer em seu lugar, Sua obra redentora está relacionada somente com o homem. A morte de Cristo não poderia ter relação com outra forma de vida inteligente. Se Deus tivesse criado outra forma de vida física inteligente, mas não fez provisões para sua subsequente redenção, Ele teria agido de forma contrária ao Seu caráter santo — pois "Sua misericórida dura para sempre". Como é impossível que Deus atue de forma contrária ao Seu caráter santo, nenhuma forma de vida física inteligente pode existir.

2. A Bíblia diz claramente que todos os objetos celestiais — estrelas, etc. — foram criados após a Terra ter sido criada. O único propósito deles é servir ao homem (com relação aos tempos e às estações) e declarar a glória de Deus para toda a humanidade. A não ser que outro ser inteligente tenha sido criado ao mesmo tempo — "no início" — ele não poderia existir de outra maneira. O escopo do relato dado no Gênesis precisa ser abrangente para a Escritura declarar: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom." [Gênesis 1:31a]. Se o Gênesis necessariamente inclui a totalidade da obra perfeita da Criação de Deus, e o único ser físico feito à Sua imagem e semelhança foi o homem, então o homem é a única forma de vida física inteligente no universo.

— Fim do excerto.

Os cristãos professos que não compreendem a Bíblia, ou que se recusam a acreditar naquilo que ela diz claramente, estarão abertos à vindoura enganação dos ETs/OVNIs. Isto inclui os cristãos professos que acreditam na heresia da Evolução Teísta, que alega que Deus "criou" o homem por um processo de evolução guiada ao longo de milhões de anos. É por isto que Roma está agora ensinando que a Teoria da Evolução não está em conflito com a doutrina católica, embora em 1893 ela tenha ensinado que a Evolução era uma mentira ateísta ("... os milagres e as maravilhas do poder de Deus não são aquilo que dizem que eles são, mas os efeitos surpreendentes da lei natural." — papa Leão XIII, Providentissimus Deus, 1893).

O livro dos jesuítas sobre os ETs é voltado para os cristãos professos que acreditam que os ETs/OVNIs podem talvez existir, que têm uma "mente aberta" sobre o assunto. E isto é tudo o Satanás precisa, uma mente aberta. Uma mente informada e fundamentada nas Escrituras derrotaria o propósito de Satanás, mas uma mente aberta, esta sim é um terreno fértil para o erro e para a confusão.

Os cristãos modernos foram treinados a acreditar que ter uma mente aberta, ou uma visão tolerante, é uma virtude, mas isto é uma mentira. O Senhor nos deu Sua santa palavra para nos proteger das infindáveis mentiras e meias verdades lançadas pelo Maligno. Repetidamente Deus enfatiza em Sua palavra a necessidade de conhecimento — "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles." [Isaías 8:20]. Mas, o homem caído resiste ao conhecimento que Deus em Sua misericórdia tão generosamente nos ofereceu.

Você Batizaria um Extraterrestre?

"Voce batizaria um extraterrestre?" Esta é uma pergunta profundamente cínica e enganosa. Dando alguma legitimidade a ela, você aceita imediatamente a premissa que os ETs provavelmente existem — que é o objetivo deste livro. Os autores estão explorando a tendência popular de especular a respeito dos extraterrestres e até atribuir a eles personalidades humanas — Mork, do seriado Mork and Mindy, os extraterrestres do seriado Third Rock from the Sun, e o personagem Spock, de Jornada nas Estrelas, etc. A pergunta é até mesmo estruturada em um contexto católico romano, em que o batismo, não a fé, é considerado (falsamente) a base para a salvação.

Os dois autores jesuítas deste livro não inventaram a pergunta eles mesmos. Ela foi, na verdade, uma questão retórica feita pelo papa em sua mensagem em 12 maio de 2014. "Imagine se um marciano aparecesse, com orelhas grandes e um nariz comprido, como no desenho de uma criança, e pedisse para ser batizado. Como você reagiria?" (citado na capa interna do livro).

O próprio livro opera inteiramente com base na premissa de que a ciência e a fé precisam ser reconciliadas, que nenhuma das duas permite uma perspectiva completa sobre a verdade, mas que a verdade emerge somente quando adotamos uma visão "equilibrada". Novamente, esta é uma estratégia profundamente cínica. De forma sutil, ela leva o leitor a assumir que, se quiser ser justo e racional, a Bíblia precisa ser continuamente reinterpretada à luz dos avanços e descobertas da ciência. Naturalmente, os dois autores nunca desafiam de forma direta a veracidade da Bíblia, mas tornam a verdade dela condicional sobre outra estrutura de referência igualmente válida, isto é, os paradigmas e preceitos da ciência.

O leitor é levado a acreditar que deve ter a mente ampla o suficiente para explorar as fronteiras exteriores da verdade bíblica e ver quais emocionantes novas descobertas ainda precisam ser feitas. Eles implicam continuamente em todo o livro, usando vários ardis retóricos, que o (supostamente) insípido literalismo do Fundamentalismo do século 19 foi desnecessariamente estreito e que, alguém que fosse verdadeiramente imbuído com o Espírito Santo, teria a coragem e a confiança de fazer uma abordagem mais ampla e generosa à verdade bíblica.

O Endosso dos Jesuítas ao Panenteísmo

A atitude dos jesuítas à verdade bíblica é profundamente desconcertante. Normalmente, eles são muito cuidadosos em ocultar seu descaso pela Bíblia e disfarçar seu profundo comprometimento com a tradição Católica Romana, os ensinos dos assim chamados Pais da Igreja, os pronunciamentos papais, as doutrinas místicas de Inácio de Loyola, os escritos dos místicos católicos e as mensagens transmitidas pela "Virgem Maria" para os visionários marianos. Eles preferem retratar-se como homens de grande erudição e aptidão científica, com uma profunda compreensão de todas as filosofias e tradições religiosas. Eles se veem como "homens da Renascença" da Igreja Católica e os verdadeiros defensores do poder e autoridade do papa. Eles também esperam que todas as outras ordens religiosas dentro da Igreja Católica aquiesçam com eles em todas as questões, sejam doutrinárias, administrativas ou políticas.

Os autores Consolmagno e Mueller são surpreendentemente francos sobre a natureza de Nova Era e modernista das crenças jesuítas. Eles cantam os louvores de outro jesuíta, Pierre Teilhard de Chardin, a quem os eruditos bíblicos tradicionais consideram um herético da pior espécie. Aqui está como os dois autores jesuítas descrevem a contribuição de Teilhard de Chardin para a teologia católica:

"Teilhard pensava que a ciência, apropriadamente compreendida, mostra que todo o universo foi orientado para a produção ou o alcance do fenômeno humano, por meio do processo da Evolução... Para Teilhard, o amor de Deus pela humanidade foi expresso no fato que a humanidade é o objetivo do processo evolucionário do universo... Embora Teilhard tenha tomado chumbo de todos os lados enquanto estava vivo, ele foi desde então citado com aprovação até pelos papas, incluindo João Paulo II e Bento 16." [pág. 278-9; tradução nossa].

Ele "tomou chumbo" dos outros católicos durante sua vida por que eles podiam ver que ele estava pregando uma heresia (até mesmo para os padrões católicos). Em seu excelente livro A Sedução do Cristianismo, Dave Hunt identifica Chardin como um dos grandes inimigos modernos da verdade bíblica:

"Teilhard 'foi o nome mais frequentemente mencionado pelos 185 líderes no movimento de Nova Era quando Marilyn Ferguson — ao preparar seu livro sobre o movimento — A Conspiração Aquariana... — perguntou quem era a pessoa mais influente em suas vidas." Teilhard expunha 'uma nova teologia em que a alma emergia como a força condutora da evolução', levando ao 'despertamento para uma consciência coletiva... e uma nova era na Terra.'" [pág. 77; tradução nossa].

A definição de Teilhard da fé era vastamente diferente da definição bíblica. Em seu breve livro How I Believe (Como Eu Creio), ele diz:

"Se, como um resultado de alguma revolução interior, eu perdesse sucessivamente minha fé em Cristo, minha fé em um Deus pessoal e minha fé no espírito, acho que deveria continuar a crer invencivelmente no mundo. O mundo (seu valor, sua infabilidade e sua bondade)... quando tudo é dito e feito, é o primeiro, o último e a única coisa em que acredito. É por esta fé que vivo." [tradução nossa].

Em um ensaio sobre a confluência das religiões, que escreveu em 1934, ele confirmou que é um panenteísta no pleno sentido da palavra:

"Agora eu compreendo que, com base no modelo do Deus encarnado, que o Cristianismo me revela, somente posso ser salvo tornando-me um com o universo. Desse modo, também, minhas mais profundas aspirações 'panenteístas' são satisfeitas, guiadas e confirmadas. O mundo ao meu redor se torna divino." [tradução nossa].

Teilhard de Chardin era um pagão, alguém que cria na "infabilidade" e "bondade" do mundo — "O mundo ao meu redor se torna divino." Todavia, Consolmagno e Mueller, bem como vários papas, endossam os escritos evolucionários e de Nova Era dele. Somente este fato deveria fazer soar os sinos do alarme entre todos os cristãos genuínos.

A Atitude dos Jesuítas em Relação à Bíblia

Retornaremos em breve ao tema da Evolução. Antes, porém, precisamos explorar a atitude dos dois autores em relação à Bíblia. Que importância a Palavra de Deus tem para esses dois indivíduos e para os demais jesuítas? Precisamos ser claros sobre isto se quisermos considerar o quanto eles se afastaram da verdade bíblica e com que fervor adotam uma cosmovisão que é indistinguível da visão dos muitos místicos da Nova Era e dos proponentes da filosofia "Deus é amor e o amor é tudo" do panenteísmo.

Estranhamente, eles fazem pouco esforço de esconder o pouco apreço que têm pela Bíblia. Como os excertos seguintes mostram claramente, eles veem a Bíblia como um compêndio literário produzido por homens de um determinado tempo e lugar, homens com uma compreensão estreita da ciência, que foram obrigados a trabalhar dentro dos confins de seu condicionamento cultural. Eles veem a Escritura como uma série de alegorias e históricas que tenta da melhor forma possível, dentro das limitações da linguagem, expressar algumas verdades básicas sobre a realidade. Embora professem aceitar que a Bíblia foi escrita por Deus, eles também argumentam que Deus escreveu outro livro, o livro da natureza, e que a Bíblia somente pode ser interpretada por referências ao segundo livro. Mas, como o livro da natureza não é plenamente compreendido, é muita tolice imaginar que um homem possa compreender a Bíblia também, especialmente se insistir em lê-la de forma literal. (Na verdade, para eles, qualquer um que tente ler a Bíblia a partir de uma perspectiva literal é um inimigo da verdade — como veremos em breve.) O homem ainda está estudando ambos os livros, tentando compreendê-los corretamente, guiado durante todo o tempo por sua crença na "unidade final da verdade".

As seguintes citações são apresentadas em grande parte sem comentários, embora algumas sejam tão absurdas que é difícil acreditar que os autores tiveram a audácia de escrevê-las em um livro:

"O ponto de Agostinho é este: ... Se há uma passagem da Escritura que parece contradizer o que sabemos a partir da ciência, então essa passagem não deve ser interpretada literalmente — ela deve ser interpretada figurativamente." [pág. 28; tradução nossa].


[A Física é difícil de compreender...] "Acho que esta pode ser uma razão por que algumas pessoas são atraídas para as histórias bíblicas da Criação, em vez de para a Teoria da Grande Explosão. Pelo menos as histórias da Criação são histórias, que podem ser retratadas em quadros e compreendidas." [pág. 42; tradução nossa].

Observe o endosso deles à Teoria da Grande Explosão e a rejeição ao relato bíblico da Criação, considerando-o como uma mera história.

"... Deus é o autor de Dois Livros, o Livro da Escritura e o Livro da Natureza." [pág. 52; tradução nossa].


"... se parecem existir diferenças entre a ciência e a Bíblia com relação à Criação do universo e à criação da vida na Terra, isso meramente significa que ainda não conseguimos 'ler' ou 'interpretar' os Dois Livros corretamente." [pág. 53; tradução nossa].

"A tradição católica é que a resposta apropriada, quando a Bíblia parece estar em conflito com a ciência, é ter fé na unidade final da verdade." [pág. 54; tradução nossa].


"Temos fé que, no fim, quando compreendermos tanto o mundo e a Bíblia perfeitamente, veremos que a ciência e a religião não estão em conflito uma com a outra." [pág. 55; tradução nossa].


"E você sabe de uma coisa? O segredo histórico sujo é que muitas doutrinas religiosas surgiram via... processos políticos e desordenados. Os 'dados' que a Igreja tem de processar são os vários encontros pessoais com Deus, conforme registrados na Escritura, conforme passados adiante na tradição da Igreja e conforme eles foram refletidos pelos papas e pelos concílios ecumênicos. Algumas vezes a Igreja [Católica Romana] preferiu 'codificar' algo sobre esses encontros na forma de doutrina e dogma." [pág. 99; tradução nossa].

A Bíblia não é realmente mais do que "dados" que precisamos lutar para interpretar, de forma muito parecida como a ciência progride por meio de um processo político e desordenado de debates e argumentos.

"Portanto, a Escritura foi feita para ser amigável ao usuário... As histórias eram 'tecnologia de comunicações amigáveis ao usuário' em uma época em que as pessoas não sabiam ler. As histórias serviam para facilitar a comunicação e lembrança da fé e da doutrina cristãs... De qualquer modo, não devemos estar surpresos quando a Escritura nos apresenta histórias em vez de fatos diretos. Contar histórias era uma das técnicas necessárias e comumente usadas no tempo em que a Bíblia foi escrita." [pág. 181; tradução nossa].

Novamente, a Bíblia é reduzida a uma coleção de histórias que pode ser compreendida pelas mentes simples.


"Estou convencido que o livro de Jonas foi inventado para ser um história engraçada, uma comédia sobre o pior profeta da Bíblia. Até mesmo o livro de Jó pode ser visto como humor negro. Isto é o que os irmãos Coen fizeram com seu filme A Serious Man. Portanto, talvez algum dia eles devam dar uma olhada no livro de João, o Apocalipse, e ver se conseguem fazer um filme sobre ele como um tipo de sátira." [pág. 240; tradução nossa].

Com esta declaração blasfema os dois jesuítas parecem sair do seu caminho para zombar da Bíblia.


"... não é acidente que o ensino mais distintinvo e eficaz de Jesus nos Evangelhos ocorra na forma de parábolas — pequenas histórias peculiares que sempre incluem uma estranha e surpreendente tensão e virada." [pág. 240; tradução nossa]

Até mesmo Jesus, eles alegam, foi incapaz de expressar a verdade, exceto por meio de "pequenas histórias peculiares". A arrogância aqui é chocante.

Há até evidência que eles têm uma compreensão deficiente da Escritura. Em um ponto, ao tentarem mostrar que a humanidade pode algum dia ter de decidir se deve ou não evangelizar e batizar os ETs, eles tentam traçar um paralelo com o Novo Testamento:

"Uma ambiguidade similar ocorreu no Cristianismo primitivo, quando Paulo disputou com Tiago, Pedro e outros, se os gentios, não-judeus, poderiam ser batizados." [pág. 267; tradução nossa].

Entretanto, isto não é correto. Paulo não se envolveu na disputa. A questão se os gentios seriam ou não admitidos na igreja foi definida de uma vez para sempre quando Pedro batizou Cornélio.

A Evolução e a Grande Explosão

Pode vir como uma surpresa para algumas pessoas que a Igreja Católica Romana hoje endosse a Teoria da Evolução e a Teoria da Grande Explosão. Por exemplo, em um discurso à Pontifícia Academia das Ciências, em outubro de 1996, o papa João Paulo II disse que "a verdade não pode contradizer a verdade". Ele confirmou que "seguindo uma série de descobertas em vários campos do conhecimento", ao longo do século anterior, a Evolução é mais do que apenas uma hipótese, e que ela não está em conflito com a fé cristã."

Os dois jesuítas pegam esse tema e o vinculam com outra teoria evolucionária, a assim chamada Teoria da Grande Explosão. Essa teoria postula que o universo — tudo o que existe — surgiu a partir de uma unidade infinitamente pequena de massa infinita que "explodiu" cerca de 14 bilhões de anos atrás e depois se expandiu com grande rapidez para formar o contínuo espaço-tempo. A matéria liberada por essa "exposão" posteriormente perdeu velocidade e se uniu sob a atração gravitacional para formar as galáxias. Esse processo cósmico evolucionário resultou na formação da Terra e, no curso devido, na evolução da vida a partir da matéria inanimada.

Embora esta teoria esteja em conflito direto com a Escritura, a Igreja de Roma acredita que ela seja verdadeira. Por quê? Por que a ciência é um estudo da natureza, o assim-chamado segundo livro escrito por Deus, e a verdade não pode contradizer a verdade. Portanto, o relato no Gênesis precisa ser alegórico, uma história para mentes simples, cuja verdade não é diminuida de forma alguma pela ciência ou pela Teoria da Grande Explosão. Ao contrário, de modo a compreender o que a Escritura está realmente dizendo, precisamos abordá-la a partir da perspectiva da ciência moderna e interpretá-la da forma apropriada. Somente então poderemos compreender o que Deus está nos dizendo. Assim, não há conflito entre religião e ciência e aqueles que alegam que há — os fundamentalistas criadores de problemas — são na verdade inimigos da verdade.

A Teoria da Grande Explosão

As seguintes citações dão uma amostra da mentalidade jesuíta:

"Apenas por que o sistema solar está relativamente quiescente pelos últimos quatro bilhões de anos, isto não significa que ele sempre esteve assim." [pág. 34; tradução nossa].

Eles acreditam que o universo surgiu há bilhões de anos.

"A Grande Explosão é nosso melhor relato dos estágios iniciais do universo. Ela é nosso melhor relato do nosso passado remoto, da nossa 'História Profunda'. A Grande Explosão aponta para um tempo em que o universo era muito, muito pequeno e muito, muito denso..." [pág. 42; tradução nossa].

Eles acreditam que a Teoria da Grande Explosão é superior ao relato feito no Gênesis.


"... a idade da nebusosa espiral é de 10 bilhões de anos... a idade mediana dos minerais mais antigos [na Terra] é indicada em um máximo de cinco milhões de anos..." Isto foi o papa Pio 12 em 1951." [pág. 52; tradução nossa].


"No discurso que fez sobre a evolução em 1996, 'A Verdade Não Pode Contradizer a Verdade', o papa João Paulo II desenvolveu um importante e antigo ensino católico, um ensino que pode ser rastreado no mínimo até Santo Agostinho, a noção da final 'unidade da verdade'." [pág. 52; tradução nossa].

Observe bem este princípio, pois ele fundamenta uma parte considerável da teologia sem base escriturística que está sendo ensinada hoje pela Igreja Católica Romana.


"Sessenta e cinco milhões de anos atrás, uma colisão cósmica erradicou os dinossauros, e quase com toda a certeza existe outro cometa ou asteróide por ai com nosso número nele." [pág. 215; tradução nossa].

O livro de Jó, que é zombado pelos jesuítas, torna bem claro que os dinossauros viviam na Terra cerca de 4.000 anos atrás.


"Nos últimos vinte anos descobrimos que a velocidade de expansão do universo está se acelerando desde que a Grande Explosão ocorreu." [pag. 220; tradução nossa].


"Teilhard pensava que a própria ciência, adequadamente compreendida, mostra que o universo inteiro foi orientado para produzir ou alcançar o fenômeno humano, por meio do processo da Evolução... Para Teilhard, o amor de Deus pela humanidade foi expresso no fato que a humanidade é o objetivo do processo evolucionário do universo." [pág. 278; tradução nossa].

Aqui, eles novamente referenciam seu herói, Teilhard de Chardin, que defendia uma teologia patentemente panenteísta, um homem que colocou sua fé na "infabilidade" e "bondade" do mundo.

Eles acreditam claramente nas teorias gêmeas da Evolução e da Grande Explosão, embora ambas sejam completamente falsas. Até mesmo muitos cientistas que não são religiosos rejeitam essas teorias como sem sentido. Em um ensaio anterior que publicamos, intitulado "A Fraude Gigantesta Conhecida como Teoria da Evolução", apresentamos amplas evidências para mostrar que a Teoria da Evolução foi criada por maçons ingleses e alemães como uma alternativa ao relato apresentado no Gênesis. Ela é uma teoria religiosa, não uma teoria científica. Os ateus, deístas e humanistas que a promovem são inimigos jurados da verdade bíblica e farão tudo o que estiver ao seu alcance para empurrar essa teoria absurda para o público incauto.

A Teoria da Grande Explosão é apenas outra teoria "evolucionária", como os próprios jesuítas reconhecem — "o processo evolucionário do universo". E ela também é falsa, outra tentativa cínica de colocar de lado a ideia de um Criador e postular um universo que criou a si mesmo, que define sua própria ordem e que sustenta a si mesmo. Até mesmo pelos padrões científicos, ela é uma teoria patentemente ridícula, em que numerosas suposições mágicas precisam ser feitas para ocultar ou disfarçar os inúmeros modos como a teoria viola as leis conhecidas da Física. (Se o leitor quiser considerar alguns desses modos, veja o Apêndice B.).

Fundamentalismo

Dado o desprezo deles à Bíblia e a total aceitação da pseudociência evolucionária, não deve ser surpresa que um de seus alvos principais seja a categoria dos cristãos professos que ainda continuam a estimar a Bíblia como a Palavra de Deus e que ainda creem no relato da Criação no Gênesis. Sim, os "fundamentalistas" estão na linha de fogo mais uma vez. A cosmologia deles é alvo de zombaria, a assim chamada estreiteza deles é deplorada e a compreensão deles da Bíblia é ridicularizada. O desprezo dos jesuítas por aquilo que eles chamam de "literalismo bíblico" é verdadeiramente visceral algumas vezes, como mostram os seguintes excertos:

"A resposta (infeliz) de algumas pessoas é confiar na verdade literal das histórias escriturísticas da Criação (compreensíveis e acessíveis), em vez de na Teoria da Grande Explosão (complicada e inacessível)... Não são somente os fundamentalistas religiosos que são assim tentados." [pág. 43; tradução nossa].

Aparentemente, apenas os fundamentalistas são estúpidos o suficiente para crerem na Bíblia.


"As pessoas que insistem em interpretar a Escritura 'literalmente' fariam bem em se lembrar que a própria ciência não descreve as coisas 'literalmente'". [pág. 47; tradução nossa].

A Bíblia simplesmente não pode querer dizer aquilo que diz de forma bem clara. Seria "bom" se lembrássemos disto!


"As pessoas que tentam fazer isto estão geralmente tentando resgatar uma leitura literal do Gênesis. Isto é fundamentalismo vestido como ciência." [pág. 51; tradução nossa].

O fundamentalismo é retratado como uma tolice e como uma fraude.


"Mas a Reforma Protestante com sua ênfase na "Palavra", na Escritura somente, teve o efeito de nivelar (eles diriam purificar) a interpretação bíblica somente para seu significado literal. O movimento protestante do século 18, chamado Grande Despertar cimentou esta interpretação nas igrejas evangélicas. Portanto, o literalismo bíblico é essencialmente uma ideia protestante. Ele somente começou a infectar alguns católicos (ignorantes da nossa história e teologia) nos últimos quarenta anos." [pág. 51; tradução nossa].

Eles até atacam os católicos "ignorantes" que têm a coragem e disposição de ouvir os fundamentalistas. O que eles chamam de "literalismo bíblico" precisa ser visto por aquilo que é, um erro grosseiro perpetrado pela Reforma. Observe como eles até trivializam a Bíblia, colocando a Palavra entre aspas.

"A grande ironia em tudo isto, tanto quanto eu posso ver, é que são os fundamentalistas religiosos que terminam sendo aqueles que parecem estar com falta de fé!... Isto mostra que eles não têm fé na unidade final da verdade..." [pág. 55; tradução nossa].

Se os fundamentalistas realmente tivessem fé, acreditariam naquilo que Roma diz. A arrogância aqui é de tirar o fôlego.


"Eu oro pelos fundamentalistas neste ponto. Eu oro para que eles cresçam mais em um tipo de fé que lhes permita se libertar da insistência destrutiva que a ciência precisa concordar com a Bíblia em todos os aspectos, agora." [pág. 55; tradução nossa].

O comprometimento dos fundamentalistas e a obediência à Palavra de Deus são rejeitadas como "insistência destrutiva". Roma puniu essas pessoas no passado. O tom aqui sugere que ela não tolerará essa "insistência destrutiva" por muito mais tempo.


"... o que é um 'fundamentalista' senão alguém que tem uma visão plana e unidimensional do assunto..." [pág. 56; tradução nossa].

Novamente o fundamentalista é retratado como um tolo de mente estreita, alguém que não tem a profundidade de compreensão que é necessária para compreender a natureza multifacetada da realidade.


"E naqueles dias da Reforma, com auto-intitulados teólogos inventando religiões novas, à direita e à esquerda, isto não somente era imprudente, mas claramente perigoso... Novas religiões iniciam guerras — como a Guerra dos Trinta Anos". [pág. 139; tradução nossa].

Os "auto-intitulados teólogos da Reforma foram claramente perigosos". Eles distorceram a verdade, "inventando novas religiões". (Evidentemente, essas pessoas não serão toleradas na Igreja de Nova Era de Roma.).

Cristo

A forma como o livro está escrito — como um diálogo amigável entre os dois autores, temperado aqui e ali com numerosas referências à cultura popular — ajuda a disfarçar a natureza sarcástica de seu conteúdo. Pegando citações selecionadas e agrupando-as sob alguns títulos, podemos mais claramente ver a agenda de Nova Era deles e sua correspondente desconsideração pelo Cristinismo bíblico tradicional. Isto se torna especialmente visível na atitude deles com relação a Cristo e à Sua divindade:

"Cristo é a 'Palavra', o logos; portanto, ele está identificado com a lógica, razão e ordem. Estas são as coisas que irão redimir um mundo que pode frequentemente parecer caótico." [pág. 58; tradução nossa].

Aqui, Cristo não é mais a Palavra no sentido bíblico, mas o princípio oculto que tira a ordem a partir do caos — que é o sentido da Nova Era. Este é também o modo como Teilhard de Chardin retratou Cristo, o princípio cósmico que moldou a evolução do universo e que um dia o levará ao Ponto Ômega. Observe que o uso que eles fazem da palavra "redimir" está em total divergência de seu verdadeiro sentido bíblico.


"No livro The Hitchhiker's Guide to the Galaxy… há uma anedota sobre o grande profeta Zarquon, cujos discípulos aguardam fielmente seu prometido retorno, já muito tempo atrasado... Zarquon finalmente retorna em glória, com trompetes celestiais ecoando. Seus discípulos ficam em êxtase. Mas, apenas dez segundos depois, o universo chega a um fim, e Zarquon resmunga seus pedidos de desculpas por ter inevitavelmente se atrasado. É claro que esta é uma paródia deliciosa da expectativa cristã que Cristo retornará em glória no fim dos tempos." [pág. 238; tradução nossa].

Está sendo feita aqui uma zombaria da Segunda Vinda de Cristo, mas os dois jesuítas chamam isso de "paródia deliciosa". Na verdade, em estágio algum no curso do livro, que tem óbvias implicações para a escatologia do fim dos tempos, os autores afirmam a Segunda Vinda de Cristo ou mencionam as numerosas referências (literais) na Bíblia a esse evento espetacular.


"Quando fazemos ciência — quando estamos tentando fazer sentido do mundo via razão — estamos imitando a Deus, estamos agindo na imagem de Deus. " [pág. 242; tradução nossa].

Não "imitamos" Deus quando nos envolvemos na pesquisa científica. Isto é simplesmente um absurdo.

"... o batismo significa: iniciação na esperança e desafio do modo cristão de vida — o modo de vida modelado por Jesus e vivido de forma tão imperfeita pelos cristãos desde então." [pág. 250; tradução nossa].

Esta é a visão maçônica de Cristo, o exemplo supremo de como o homem deve viver. A perfeita humanidade dEle é destacada, ao mesmo tempo que Sua divindade é ignorada. Esse tipo de descrição da salvação, do que significa nascer de novo em Cristo, é uma profunda rejeição ao Cristianismo bíblico — embora se encaixe lindamente com a filosofia pagã da Nova Era.


"Algumas pessoas querem um salvador e olham para os extraterrestres para ser esse salvador... Pense no clássico filme de ficção científica, The Day the Earth Stood Still", em que um extraterrestre vem à Terra, precisamente para ajudar a humanidade. O filme não tem um final feliz. Além disso, a propósito, já não tivemos a visita de um Salvador na Terra? Veja o que aconteceu com Ele." [pág. 256; tradução nossa].

Mais uma referência depreciativa à extraordinária realização de Cristo em Sua primeira vinda.


"Os cristãos acreditam que o Deus de todas as coisas, o Deus de todo o universo, está apaixado por nós, humanos. E quando você está apaixonado, mostra um tipo especial de interesse. Isto não significa que Deus não pode também estar apaixonado por outros seres inteligentes em outros planetas." [pág. 274; tradução nossa]

Esta é outra crença da Nova Era. A Bíblia não diz que Deus está "apaixonado" pela humanidade ou pelo universo. Ao revés, ela ensina que o homem em seu estado caído e não regenerado está em inimizade com Deus e que, a não ser que se arrependa e aceite a Cristo como seu Salvador, será condenado ao inferno por toda a eternidade. Este livro continua a promover a filosofia 'Deus é amor e o amor é tudo' da Nova Era, um ensino sinistro que levará muitos à perdição.


"Mas, se Deus é Amor, e fomos criados à imagem de Deus, então talvez o amor é, em algum sentido, a coisa básica do universo — talvez ele seja de algum modo a coisa mais importante que temos em comum com o restante do universo." [pág. 281; tradução nossa].

Aqui, encontramos mais uma vez o panenteísmo de Teilhard de Chardin, sendo apresentado como verdade bíblica. Se tudo é amor, então Tudo é Um e ninguém terminará no inferno. Não há pecado (em um sentido absoluto) e não há condenação.

Cosmologia e Homem

Antes de examinarmos as visões deles sobre os ETs, precisamos compreender o tipo de universo que eles têm em mente. Normalmente, um cristão aceita a visão bíblica, isto é, que o Senhor criou o universo após ter criado a Terra. As galáxias existem para refletir a glória de Deus e para permitir que o homem, por meio da revelação natural, aprecie a absoluta soberania e o tremendo poder do nosso Criador.

A Igreja Católica rejeita isto. Ela ensina, ao revés, que o homem é apenas um "fenômeno" na vastidão do contínuo espaço-tempo e não é "especial" em um sentido objetivo qualquer. Embora não rejeitem que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, os autores jesuítas argumentam que o homem não é singular neste respeito. Faça uma pausa por um momento e considere isto, pois é algo central na cosmovisão que Roma está tentando disseminar e popularizar.

Novamente, esta filosofia está fundamentada na cosmologia de Teilhard de Chardin:

"A hipótese funcional da cosmologia moderna, seu Princípio Cosmológico, é que não deve haver local no espaço ou tempo que seja especial ou privilegiado de qualquer modo." [pág. 275].

"Ele [Teilhard de Chardin] referenciou a humanidade como "o fenômeno humano" para enfatizar o ponto que tudo sobre a humanidade deve estar aberto para investigação pela ciência." [pág. 278; tradução nossa]

Uma vez que o fiel seja reduzido a um "fenômeno" que a ciência pode investigar, ele está imediatamente sujeito às limitações e restrições da ciência. Como Roma coloca o assim chamado segundo livro, o Livro da Natureza, em par de igualdade com o primeiro livro, a Bíblia, então qualquer coisa que a ciência conclua sobre o homem precisa ser verdadeira. Deste modo, eles são capazes de aplicar a "imagem e semelhança de Deus" às outras formas de vida supostamente inteligentes, até mesmo na ausência de qualquer prova que essas formas de vida existam. Eles acreditam que possam fazer isto por que a ciência é verdadeira:

"A ciência é importante por que é verdadeira, por que reflete (mesmo se incompleta e imperfeitamente) o modo como o mundo realmente é... Mesmo se o universo eventualmente se mostrar hostil à vida humana, e a humanidade desaparecer, as verdades científicas permanecerão verdadeiras enquanto o universo existir. Além disso, em alguns respeitos, a ciência descreve não apenas o que é verdadeiro sobre esse universo, mas também o que é verdadeiro sobre qualquer universo possível. Portanto, a verdade da ciência transcende não apenas a humanidade, mas o próprio universo." [pág. 223; tradução nossa]

Que afirmação surpreendente! Não somente é a ciência absolutamente verdadeira, mas sua verdade transcende "não apenas a humanidade, mas o próprio universo". Lembre-se que essa afirmação está sendo feita, não por estudantes do ensino médio com fantasias pretenciosas de adolescente, mas por altos escalões da Igreja Católica Romana. Os praticantes da ciência são os novos sacerdotes, os novos teólogos, os recém-coroados que detêm a custódia da verdade. Eles são aqueles que decidem o que o Livro da Natureza está dizendo e, portanto, são aqueles que decidem o que a Bíblia está realmente dizendo.

Os autores até se vangloriam de seu direito como jesuítas de fazerem a seguinte afirmação:

"Outros historiadores pensam que algo mais criativo e surpreendente está acontecendo — que os jesuítas estavam genuinamente abertos à ideia de aprender a partir das culturas que eles encontraram, até ao ponto de aprenderem algo novo sobre a fé cristã... Isto é consistente com a orientação de mente e coração que está no centro da espiritualidade jesuíta — encontrar Deus em todas as coisas." [pág. 259; tradução nossa].

Aí está. Estamos lidando com a "espiritualidade jesuíta", que os autores dizem que está dedicada a "encontrar Deus em todas as coisas". Isto vem direto da filosofia de Teilhard de Chardin e seu nome tradicional é panenteísmo.

Como mostram as citações seguintes, eles acreditam que, embora o homem possa ter sido feito à imagem e semelhança de Deus, não é isto que o torna especial. Ele é especial simplesmente por que tem inerente, dentro de si, a mesma característica ou propriedade que o restante do universo possui, a característica ou propriedade que Deus ama:

"E se, seja lá o que Deus ama em nós, isto não é algo que nos distingue do restante do universo, mas, ao contrário, algo que temos em comum com o restante do universo? E se aquilo que Deus ama em nós é algo que é profundamente característico e típico do restante do universo? [pág. 280; tradução nossa].

"Não seria mais humilde, menos complicado e mais científico iniciar a partir da suposição que não há nada particularmente estranho, admirável ou incomum sobre o que os humanos são, em relação aos outros seres no universo? Isto nâo seria mais consistente com o Princípio Cosmológico? [pág. 280; tradução nossa].

"A razão por que estamos no centro do amor e atenção de Deus não é por causa de como somos diferentes do restante do universo, mas por que somos tão profundamente típicos e característicos do universo. É nesse sentido que estamos no centro. E eu acho que é um senso de estar no centro que talvez tanto a ciência e a fé possam aceitar." [pág. 281; tradução nossa].

Isto também poderia ter sido facilmente escrito por um guru hindu.

O papa João Paulo II convidou pagãos, incluindo hindus e budistas para "adorarem" como ele em Assis, em 1986, porque, como ele disse, todos adoramos o mesmo deus. Nossos dois autores estão meramente mostrando como a cosmologia hindu se encaixa com a teologia papal. O papado está agora defendendo uma versão panenteísta do "Cristianismo", uma visão que apelará a um amplo espectro de tradições religiosas, enquanto que os jesuítas estão fornecendo a base cosmológica necessária para fazer tudo parecer "científico".

Extraterrestres

Iremos agora para o assunto principal deste ensaio, a suposta existência de extraterrestres (ETs) e o papel que o Vaticano parece estar representando na preparação do mundo para o futuro contato com os ETs.

Já vimos como os alegados pousos na Lua, de 1969-1972 convenceram o público que as viagens espaciais são viáveis e que maiores avanços na tecnologia permitirão um dia a colonização humana de planetas como Marte. Muitos outros fenômenos nos últimos 60 anos, aproximadamente — círculos nas plantações, aparecimento de OVNIs, abduções reportadas por OVNIs, etc. — para não mencionar o alto nível de cobertura da imprensa para programas como a sonda espacial Viking, a Estação Espacial Internacional, e as vicissitudes do Ônibus Espacial, imprimiram sobre a imaginação popular a possibilidade de um futuro alternativo para toda a humanidade. Filmes no cinema e na televisão expandiram substancialmente esse condicionamento, até o ponto em que a maioria das pessoas hoje está aberta à possibilidade que os ETs possam na verdade existir. O cenário está agora armado para um "anúncio" por um órgão internacional com autoridade que a evidência sugestiva de vida inteligente no espaço foi descoberta e que está sendo ativamente analisada pelos melhores cientistas do mundo.

O impacto desse tipo de anúncio seria aumentado se um número substancial de pessoas já tivesse sido preparado para esperá-lo. Isto é conhecido como previsibilidade, ou programação pela mídia de massa, em que a disposição de uma determinada população de aceitar um novo acontecimento pode ser grandemente ampliada se ela já tiver sido condicionada a acreditar que aquilo iria eventualmente acontecer. A Elite Globalista faz uso regular dessa técnica para conduzir as massas para uma direção desejada.

O livro dos dois jesuítas sobre os ETs parece servir a este propósito mais amplo, Vinculando a criação, cosmologia, ciência e religião — e no processo sugerindo que elas todas estão enraizadas na mesmo fundamento metafísico — os autores modificam a definição de "vida inteligente". Se o leitor não for capaz de detectar os vários ardis literários que eles usam para fazer isto, provavelmente ficará disposto a aceitar como plausível a suposição já citada, isto é, "a suposição que não há nada particularmente estranho, admirável ou incomum sobre o que nós, humanos, somos, em relação aos outros seres no universo." Mas, depois que aceitar essa suposição, que é profundamente contrária à Bíblia, o leitor estará preso em uma armadilha.

Ao longo do caminho, os autores até chegam a sugerir que a própria Bíblia contém uma passagem sobre isto:

"Até mesmo a Bíblia fala sobre seres inteligentes não humanos. Além dos anjos, existe aquela estranha passagem no início do capítulo 6 de Gênesis, que se refere a algumas criaturas chamadas Nefilim, e descreve esses 'filhos de Deus' que tomaram para si mulheres como esposas... Esta era a cosmovisão dos indivíduos que escreveram a Bíblia, eles estavam perfeitamente felizes em aceitar a existência de outros seres inteligentes além dos humanos." [pág. 255; tradução nossa].

Eles não fazem esforço algum de justificar essa interpretação ou mostrar como ela se compara com as muitas passagens das Escrituras que estão em conflito com ela. Fazer esse tipo de declaração explosiva e depois prosseguir sem qualquer comentário demonstra falta de sinceridade. O leitor fica com a obrigação de engolir o gancho junto com a isca e aguardar seu destino.

Como demonstramos em um ensaio anterior, intitulado The Great Nephilim Deception (não traduzido), a Bíblia não ensina que os extraterrestres ou Nefilins existiram. Esta interpretação foi importada de fontes extra-bíblicas, como o assim chamado Livro de Enoque, e não tem base na Escritura.

Eles também usam questões retóricas para implantar na mente do leitor a ideia que ele está sendo estreito demais, conservador demais, se for incapaz de pelo menos permitir a possibilidade da existência dos ETs:

"Estamos dispostos a aceitar a presença de outra entidade consciente e inteligente em nosso universo? Além disso, mesmo que estejamos cientes da presença de Deus, estamos dispostos a aceitar que existem outras entidades conscientes e inteligentes, além de nós e de Deus, que também estão conscientes a respeito desse mesmo Deus?" [pág. 285; tradução nossa].

Os autores estão claramente implicando que somente um fundamentalista preconceituoso, de mentalidade estreita e fixado na Bíblia poderia responder "Não" a essas perguntas. (Bem, para que fique registrado, minhas respostas são "Não" e "Não!").

Uma grande transição ocorre na parte final do livro, quando os autores mudam de especular sobre a possibilidade de os ETs existirem, para especular sobre como devemos responder quando eles finalmente chegarem aqui na Terra. Embora enfatizem que não tenham qualquer evidência que os ETs realmente existem, apesar disso eles prosseguem como se tivessem a evidência e até implicam que é dever do homem se preparar para esse futuro encontro. Esse tipo de "raciocínio" é tanto enganoso quando injurioso, permitindo que eles apresentem uma especulação desavergonhada como investigação científica genuína. Tomando o "Cristianismo" como seu ponto de partida, eles perguntam se um ET esclarecido poderia querer se tornar um cristão:

"Até aqui assumimos que o ET quereria ser cristão e ser batizado — assumimos que o Cristianismo é um clube no qual o ET quer ingressar." [pág. 264; tradução nossa].

A frivolidade aqui é de cair o queixo. A redenção da humanidade por meio do sangue de Cristo é reduzida a pouco mais do que um princípio de organização social. Os cristãos são simplesmente membros de um "clube" ao qual o ET visitante será convidado a ingressar.

A mesma atitude de complacência com a verdade bíblica pode ser encontrada em todo o livro. O incrível sacrifício que Cristo teve de fazer para redimir cada um de nós do fogo da ira justa de Deus é completamente ignorado. O evangelho da salvação não é explicado em parte alguma, nem sua importância é sequer reconhecida. Em vez disso, o batismo, que na Igreja Católica significa batismo infantil, torna-se a carta mágica que permite a alguém ingressar no clube. Eles até mesmo descrevem o Cristianismo como uma "estrutura social" em um dos capítulos iniciais.

"O Cristianismo é uma grande estrutura social que não tem escolha, senão depender e fazer uso da linguagem e conceitos da ciência..." [pág. 148; tradução nossa].

Os jesuítas então dão outro salto especulativo e postulam a possibilidade que os ETs possam na verdade ter o seu próprio clube, um clube que é tão aceitável aos olhos de Deus quanto o clube "cristão" existente aqui na Terra. Além disso, poderemos ficar tão impressionados com a natureza "reconhecidamente similar à de Cristo" deles que poderemos até sentir um profundo desejo de ser batizados ou iniciados no clube deles:

"Como um jesuíta que está inclinado a 'encontrar Deus em todas as coisas', fico emocionado quando encontro Deus já presente em lugares inesperados... Mas, como devo responder quando o sapato está no outro pé — quando é o ET que está surpreso e emocionado em encontrar Deus já presente em mim?" [pág. 269; tradução nossa].

"Para expressar isto de forma mais simples, se encontrássemos uma cultura extraterrestre e reconhecêssemos que algo reconhecidamente similar a Cristo estava de algum modo já presente ali, devemos estar dispostos a entrar no rito de iniciação daquela cultura? Deveríamos permitir que nós mesmos fôssemos batizados por um extraterrestre?" [pág. 269; tradução nossa].

Eles até descrevem as bizarras implicações daquilo que estão propondo, isto é, que o Cristianismo virá a ser visto como uma charmosa relíquia que restou da vida primitiva no planeta Terra e que "a unidade final da verdade" revelará uma religião pan-cósmica, interestrelar que envolve todas as expressões menores da verdade. O homem ficará ao lado de ETs "amigáveis e esclarecidos" e "sorrirá benignamente para o Cristianismo e o batismo", sabendo que eles não eram nada mais do que "costumes nativos" no grande plano da evolução cósmica:

"Poderíamos nos unir com ETs amigáveis e esclarecidos em sorrir benignamente para o Cristianismo e o batismo, vendo-os como costumes nativos divertidos que são significativos e importantes para alguns dos locais aqui no planeta Terra, e abrir mão da crença pitoresca que o Deus de todo o universo decidiu que a Terra era especial e veio residir aqui em forma humana." [pag. 283; tradução nossa].

O estabelecimento de uma nova raça de pessoas redimidas, os "ETs esclarecidos", é confirmada quando os dois jesuítas decretam que não "cabe a nós" decidir se os ETs devem ou não ser admitidos no Reino de Deus:

"Não cabe a nós decidir se o ET pode ser um cidadão do Reino de Deus. Nossa responsabilidade é tratar o ET como o mínimo dos irmãos e irmãs em Cristo — o que significa tratar o ET como trataríamos Cristo. E também é nossa responsabilidade viver na esperança que o ET nos tratará da mesma forma." [pág. 284; tradução nossa].

Talvez você precise reler a seguinte declaração algumas vezes, pois é isto que a Igreja Católica Romana está ensinando agora: Os seres humanos não são as únicas formas de vida inteligentes e conscientes a quem Deus redimiu. Somos apenas uma dentre muitas dessas espécies, formados a partir do vasto tecido da evolução cósmica, que são amados por Deus, porque Deus é amor e redime tudo pelo Seu amor. Cristo e o Calvário são incidentais neste processo, pois os ETs, sendo "esclarecidos" sem Cristo, convidarão a humanidade a fazer a iniciação deles. As pessoas na Terra podem encontrar Deus por meio de Cristo, porém os ETs de outros planetas O encontram de alguma outra forma, por referência às suas próprias circunstâncias.

Isto é puro paganismo! É tão absurdamente antibíblico que é difícil acreditar que o Vaticano teve a impudência de lançar um livro assim. Este é o tipo de "Cristianismo" que Roma está agora tentando criar, um clube totalmente inclusivista em que todos são salvos, onde todas as tradições religiosas são aceitas, e onde o único verdadeiro inimigo é o preconceituoso fundamentalista que insiste em ler a Bíblia como verdade literal.

O falso sumo sacerdote no Vaticano, o assim chamado Vigário de Cristo, está agora perguntando à sua congregação se ela aceitaria o batismo de um marciano. Quando o papa em Roma apresenta uma questão teológica desta magnitude e seus acólitos publicam um livro sobre o mesmo assunto apenas alguns meses mais tarde, pode-se ter certeza que todo este programa está sendo cuidadosamente orquestrado.

Aqueles que realmente amam a Cristo e à Sua santa palavra, que respeitam profundamente a obra maravilhosa realizada no Calvário e que caminham diariamente no temor do Senhor, precisam ficar grandemente preocupados por esses acontecimentos. O Cristianismo bíblico genuíno está sob ataque severo e uma enganação global do tipo mais pernicioso possível está sendo silenciosamente preparada.


Apêndice A

Evidências Científicas Documentadas de Que as Fotografias dos Pousos das Missões Apollo na Lua São Falsas

Embora a física e a matemática que estão por trás do argumento "eletrostático" sejam necessariamente complexas, o argumento em si é realmente muito simples. Mesmo que você não possua uma mente voltada para a ciência, deve ser capaz de compreender a questão fundamental sem dificuldades. O argumento pode ser resumido da seguinte forma:

Se as fotos (e as imagens em vídeo) do pouso na Lua são genuínas, então elas deveriam mostrar precisamente TODAS as condições físicas observáveis da paisagem lunar. Por exemplo, o movimento dos astronautas deveria ser consistente com a presença de um vácuo quase perfeito e uma atração gravitacional que é um sexto da que existe na Terra. Se houver pelo menos um fenômeno físico conhecido que deveria ser evidente nas fotos lunares — neste caso, a levitação eletrostática — mas que está inexplicavelmente ausente, então as fotos são falsas.

Começaremos agora a examinar esse fenômeno impressionante, porém pouco conhecido.

A Supefície Lunar

A camada superior da Lua é conhecida como rególito. Essa camada é formada por uma capa de rochas pulverizadas de cerca de 4-5 metros de profundidade. O impacto constante de micrometeoritos, alguns dos quais se deslocam a 96.000 km/h, mais a radiação solar escaldante, fortes raios cósmicos e a noite lunar intensamente fria, produziram um terreno que é formado em grande parte por pedrinhas, grãos de areia e uma quantidade volumosa de uma poeira bem fina. Como a Lua não possui atmosfera, não existem efeitos de decomposição que suavizem as pontas agudas dessa poeira. Consequentemente, a poeira tem uma consistência abrasiva similar a do vidro moído.

Quando o programa Apollo estava no estágio de planejamento, houve a preocupação que o rególito poderia consistir somente de poeira fina, em vez de uma mistura mais compacta de pó, areia e pedrinhas. Se esse fosse o caso, então o módulo de pouso da Apollo poderia afundar na superfície lunar, ficar atolado e preso ali. Entretanto, depois de analisar os dados transmitidos pela sonda lunar Surveyor III, a NASA decidiu que essa possibilidade era altamente improvável e que o programa poderia seguir em frente.

O ponto fundamental a observar aqui é que a NASA não nega que a superfície lunar esteja coberta por pelo menos vários centímetros de um pó muito fino. A primeira fotografia ao lado mostra como essa camada de poeira deve ficar quando submetida ao peso de um astronauta da Apollo. A fotografia seguinte mostra uma das sapatas da sonda Surveyor III, que pousou na Lua em 1967. Segundo a NASA, a sonda saltou ligeiramente na superfície lunar quando pousou, fazendo um amontoado de poeira se acumular sobre uma de suas sapatas.

O Céu Lunar

Outro aspecto importante do ambiente lunar é a ausência de gases atmosféricos de qualquer tipo. O céu em torno da Lua é um vácuo quase perfeito. Sem uma camada protetora de gases para blindá-la e sem ter virtualmente um campo magnético próprio, a Lua é bombardeada continuamente pela radiação cósmica. Isso inclui raios-X de alta energia, raios gama e partículas sub-atômicas pesadas, que viajam quase que na velocidade da luz (partículas com essa velocidade somente podem ser produzidas na Terra dentro de um acelerador de partículas, como o que existe no CERN, em Zurique, na Suíça.) Além disso, o lado da Lua com a claridade do dia está exposto à força total dos raios solares. Esses raios são consideravelmente mais fortes que os raios solares filtrados com os quais estamos habituados aqui na Terra. Eles incluem radiação infravermelho, luz ultravioleta forte e raio-X de baixa energia. (Cada lado da Lua alterna entre dia e noite. Somente vemos um lado (com todas suas fases) porque a Lua não gira em seu eixo. Em vez disso, o "dia" com claridade do sol (que dura cerca de duas semanas) é determinado por sua órbita em volta da Terra.).

Essas fontes combinadas de radiação têm dois efeitos muito acentuados na superfície lunar. Primeiro, elas geram durante o dia temperaturas acima de 120 graus centígrados e temperaturas durante a noite de 150 graus abaixo de zero. Além disso, mudanças extraordinárias de temperatura seriam sentidas por um astronauta simplesmente se ele caminhasse até a sombra de uma grande rocha, alternando de +100 para -100 graus centígrados em um instante. Esse fenômeno é causado pela ausência de uma atmosfera que irradie o calor solar e produza um equilíbrio térmico geral.

Um segundo efeito acentuado das várias fontes de radiação é muito raramente mencionado na mídia e na literatura popular. Na verdade, ele parece ter sido esquecido até pelos mais dedicados estudiosos da Lua. O bombardeio constante da superfície lunar tem um efeito profundamente ionizante. Ele agride continuamente os elétrons das moléculas da poeira e da areia na superfície lunar e gera um ambiente eletrostático.

Como toda partícula na poeira lunar tem uma minúscula carga elétrica, alguns cientistas acreditam que, sob certas condições, esse acúmulo progressivo de eletricidade estática no vácuo possa gerar descargas de milhares de volts. Essas descargas não seriam necessariamente mortais, pois a corrente associada com cada uma delas seria muito baixa, mas elas poderiam facilmente queimar os componentes eletrônicos e interferir no funcionamento de diversos dispositivos e instrumentos no módulo de pouso, no jipe lunar, nos trajes dos astronautas, bem como nos processos químicos na emulsão fotográfica das câmeras Hasselblad.

A sub-superfície lunar é uma chapa isolante de rocha não condutora.. Sem uma atmosfera gasosa, a Lua não tem um modo de descartar sua eletrostática em contínua acumulação. Isto tem implicações tanto para a segurança dos astronautas quanto para os tipos de fenômenos que podem ser encontrados na superfície lunar, fenômenos que devem ser evidentes nas fotos e filmes liberados pela NASA.

Poeira Dinâmica

Como a Lua está coberta por uma espessa camada de partículas de poeira muito fina e altamente carregada, e como as partículas com a mesma carga se repelem entre si, essa camada está em um estado de constante agitação. As partículas de poeira estão continuamente se repelindo e se ejetando velozmente em direção ao céu lunar.

Em resumo, a camada de poeira que existe sobre a Lua está em um estado altamente dinâmico. Ela não repousa e nem pode repousar na superfície, do mesmo modo como a poeira se acumula em uma maneira fisicamente estável aqui na Terra.

Cada vez mais os cientistas estão chamando a atenção para este fenômeno. Por exemplo, em um trabalho intitulado A Dynamic Fountain Model for Lunar Dust, Stubbs, Vondrak and Farrell (todos os quais trabalham para a NASA) declararam que:

"A superfície lunar é eletrostaticamente carregada pela interação em larga escala com o ambiente de plasma local e a fotoemissão de elétrons devido à luz solar ultravioleta (UV) e raios-X. A superfície assim carregada e os grãos de poeira atuam então para se repelir uns aos outros, de tal forma que sob certas condições, os grãos de poeira são elevados acima da superfície." [A Dynamic Fountain Model for Lunar Dust, T. J. Stubbs, R. R. Vondrak and W. M. Farrell, NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, MD 20771, EUA, em Lunar and Planetary Science XXXVI, 2005. Veja também A Dynamic Fountain Model for Lunar Dust, Autores: Stubbs T. J., Vondrak R. R., Farrell W. M., Conference Information: 35th COSPAR Scientific Assembly, Jul 18-25, 2004 Paris, França. Fonte: Moon and Near-Earth Objects, Book Series: Advances in Space Research, Volume: 37, Edição: 1, Páginas: 59-66, Publicado em: 2006.].

Ao visualizar este cenário, lembre-se que um objeto na Lua não está sujeito a 1 kgf/cm2 de pressão, como é o caso aqui na Terra. Sem atmosfera e, portanto, sem pressão do ar ou impedância de qualquer tipo em oposição, uma partícula carregada negativamente de poeira é capaz de se ejetar muito acima da superfície lunar. Na verdade, esses cientistas estimam que quando os grãos de poeira têm somente alguns mícrons de tamanho, eles podem se projetar vários quilômetros para cima, em direção ao céu lunar. Esse fenômeno peculiar é conhecido cientificamente como levitação eletrostática.

À medida que as partículas sobem e perdem a energia cinética recebida da repulsão eletrostática, elas são puxadas novamente para a superfície pela gravidade lunar. Isto cria um efeito de "fonte", em que as partículas de poeira estão circulando continuamente na atmosfera lunar, formando um padrão estável, exatamente como uma fonte de água aqui na Terra. É por isto que Stubbs e seus colegas se referem a esse fenômeno como Modelo da Fonte Dinâmica. Em um trabalho científico separado que foi apresentado em Tóquio, em 2001, outro cientista da NASA declarou:

"Embora nenhum modelo teórico satisfatório explique o fenômeno, já foi sugerido que a carga eletrostática da superfície lunar devido à exposição às partículas carregadas do vento solar, bem como radiação UV possa resultar na levitação e transporte das partículas de poeira." [Proceedings of The Institute of Electrostatics Japan Annual Meeting, Tóquio, Japão, setembro de 2001: Measuring Electrostatic Phenomena on Mars and the Moon, by C I Calle, Electromagnetic Physics Laboratory, NASA Kennedy Space Center, Florida.].

Ele conclui com uma afirmação que chama muito a atenção: "Embora missões à Lua não estejam atualmente sendo planejadas, existe a possibilidade para uma missão lunar tripulada como uma experiência para uma viagem humana a Marte."

Mas, com seis dessas missões já realizadas na Lua (alegadamente), por que um cientista da NASA que se especializou em fenômenos eletromagnéticos não pode citar pelo menos uma missão que reportou a levitação eletrostática? Além disso, por que ele recomenda que uma missão tripulada seja realizada de modo a responder às questões científicas básicas que serão relevantes para uma missão tripulada similar a Marte?

O Que Deveríamos Ter Visto?

Mesmo se o efeito da fonte dinâmica não fosse observável nas regiões em que as seis missões Apollo supostamente pousaram, existem diversos outros fenômenos relacionados com a poeira que deveriam ter sido evidentes.

Inicialmente, as sofisticadas câmeras Hasselblad de 70mm deveriam ter registrado uma névoa de poeira na paisagem, bem próximo ao chão. Em vez disso, as fotos mostram somente uma definição bem feita, sem qualquer tipo de névoa. Como a névoa de poeira teria em muitos casos agido como um refletor, dependendo da posição dela em relação ao sol, as câmeras deveriam também ter registrado um brilho tênue ao longo de partes do horizonte.

À medida que os astronautas caminharam pela superfície lunar, as botas deles deveriam ter ficado parcial ou completamente obscurecidas, pois o fenômeno da levitação eletrostática teria criado um carpete dinâmico de poeira bem próximo ao chão. É difícil dizer qual seria a altura ou profundidade desse carpete, mas considerando-se que a NASA aceita que vários centímetros de poeira se acumularam sobre a maior parte da superfície lunar, a agitação causada pelos efeitos eletrostáticos deveria ser evidente em muitas das fotografias, ou talvez até em todas elas.

As fotos deveriam também ter registrado a acumulação acentuada de poeira nos trajes espaciais dos astronautas, incluindo nos visores. Na verdade, esse revestimento de poeira teria sido um incômodo significativo para os astronautas à medida que eles se deslocassem pela superfície lunar para instalar todos os instrumentos científicos. O revestimento eletrostático nos visores teria sido difícil de remover e teria prejudicado grandemente o campo de visão deles.

O jipe lunar, o pequeno veículo usado pelas três últimas missões Apollo para percorrer a superfície lunar teria gerado estática adicional significativa à medida que as rodas metálicas revolvessem grandes quantidades de poeira. Além disso, quando não grudasse no veículo, a poeira deslocada pelas rodas seria ejetada para o céu lunar em jatos claramente visíveis. A energia para esse efeito teria sido produzida, não apenas pela ação cinética do veículo, mas pelo diferencial eletrostático entre o veículo e o ambiente ao redor.

Nem uma das fotografias e imagens em vídeo liberdas pela NASA exibe o fenômeno do deslocamento da poeira consistente com a levitação eletrostática.

Para ver imagens em alta resolução de todos os seis pousos lunares, vá para http://www.apolloarchive.com/apollo_gallery.html. Para imagens em vídeo, procure no YouTube.

Riscos para a Segurança e Bem-Estar dos Astronautas

Os astronautas já estavam expostos a níveis inaceitáveis de risco, desde os micrometeoritos, possíveis explosões solares (já poderiam causar uma dose fatal de radiação em apenas alguns minutos) e radiação cósmica de alta energia que poderia danificar o DNA deles e causar sérios problemas de saúde. Assim, por que aumentar significativamente esse risco enviando-os até a superfície lunar em uma frágil cápsula de pouso que poderia ter sido facilmente danificada pelas poderosas descargas eletrostáticas? Isto simplesmente não faz sentido. Mesmo se a NASA fosse louca o suficiente para tentar isto uma vez, a agência teria sido tremendamente irresponsável em tentar mais cinco outras vezes. Além disso, com todo o mundo assistindo, nenhum político teria assumido o risco.

Por Que Falsificar os Pousos na Lua?

Os EUA tinham todos os incentivos para falsificar os pousos na Lua. A viagem ao espaço era uma questão altamente política nos anos 1960s. Os avanços na viagem espacial eram considerados um indicador da superioridade tecnológica geral. Assim, se os russos fossem vistos como mais avançados nessa esfera, então o público estaria muito preocupado que eles pudessem estar também avançados em outras esferas, em particular na tecnologia dos mísseis nucleares. A vitória na "corrida espacial" teria ajudado a garantir ao público americano que as forças armadas russas nunca poderiam representar uma ameaça realista à segurança dos EUA.

Existem outras razões por que a Elite Governante nos EUA queria convencer o público que a viagem espacial tripulada era possível. Isso se encaixa perfeitamente com o objetivo de destruir a explicação bíblica da Criação e substitui-la por um modelo de realidade orientado para a Evolução. Ela também abre a porta para todos os tipos de engodos baseados em inteligência avançada de extraterrestres e visitações de outros sistemas estrelares.


Apêndice B

Vinte Razões Por Que a Teoria da Grande Explosão Está Fatalmente Errada

1. A Navalha de Occam: Há muito tempo um princípio da ciência é que a hipótese que depende do número mínimo de parâmetros é aquela que deve ser preferida. Isto é conhecido como Navalha de Occam (ou Ockham). Em outras palavras, se uma hipótese requer bem menos premissas do que outra de modo a "funcionar", então aquela que requer o número menor de premissas é cientificamente a mais aceitável e é a que mais provavelmente está correta. A Teoria da Grande Explosão (também chamada de Teoria do Big Bang) requer muito mais parâmetros do que outros modelos, de modo a explicar os fenômenos observáveis no espaço profundo.

2. Radiação da Luz Estrelar: A Teoria da Grande Explosão (TGE) depende grandemente do fenômeno conhecido como Radiação Cósmica de Fundo. Entretanto, essa radiação tem uma explanação mais simples. Até mesmo antes da Grande Explosão ser proposta, os astrônomos estavam cientes desse fenômeno e tinham deduzido que ele era produzido pela luz estrelar e pelas várias fontes de calor que preenchiam o universo. Eddington chegou até a calcular a temperatura em torno de 3 graus Kelvin. Os proponentes da TGE simplesmente evitaram a explicação óbvia e propuseram em vez disso algo muito mais exótico. Mais uma vez, a Navalha de Occam foi ignorada.

3. Os Elementos: A TGE tem grande dificuldade em explicar a formação e abundância de elementos no universo e, em muitos casos, tem de recorrer a premissas específicas em relação a cada elemento (ou grupo de elementos) de modo a explicá-los. Por outro lado, o Modelo do Estado Contínuo explica de forma muito bem-sucedida a existência e distribuição dos elementos, sem recorrer às premissas descabidas. Mais uma vez, a TGE ignora a Navalha de Occam.

4. Estruturas Galácticas de Larga Escala: Os proponentes da TGE têm grande dificuldade em explicar a formação de estruturas galácticas supergrandes dentro da estrutura de tempo permitida pela teoria, isto é, 10 a 20 bilhões de anos. Existindo como existem nos limites externos do universo observável, essas galáxias necessitariam de muito mais tempo para chegarem ao seu local conhecido e depois formarem a si mesmas, talvez até 100 bilhões de anos, muito mais do que a TGE permite.

5. Quasares: A TGE tem de fazer suposições de longo alcance sobre a evolução dos quasares de modo a fazer seus desvios para o vermelho, observáveis em várias distâncias, combinarem com os respectivos desvios para o vermelho preditos pela teoria. Não há evidência científica para justificar essas premissas.

6. Universo Uniforme: A TGE prediz um universo perfeitamente uniforme em todas as direções. Isto significa que o fenômeno do movimento das galáxias em uma parte do universo deve ser consistente com o que ocorre em outras partes, mas este não é o caso. O "fluxo" de galáxias relativas ao fundo em micro-ondas é sabidamente mais rápido em algumas partes do universo, uma importante anomalia que a TGE não consegue explicar.

7. Matéria Escura: A TGE prediz que o universo deveria ser constituído em torno de 90% daquilo que seus proponentes chamam de "matéria escura", um material invisível não-bariônica e que nunca foi detectado. Este é um dos principais defeitos da TGE e que tem sido um embaraço para seus proponentes. (Eles provavelmente "solucionam" esse problema reformulando seus modelos matemáticos para que o volume da matéria escura requerido para se harmonizar com a teoria deles seja grandemente reduzido, ou até eliminado totalmente. A matemática (da variedade mal-aplicada) é uma ferramenta maravilhosa para redesenhar o universo.

8. Metais: A TGE prediz um universo em que as galáxias mais distantes não têm metais pesados em sua composição, pois, por serem as "primeiras" e, portanto, as mais jovens das galáxias, elas não teriam tido tempo de produzir as supernovas necessárias para "cozinhar" os metais. Entretanto, os dados observáveis mostram que essas galáxias distantes, na verdade possuem um componente metálico. Mais um defeito importante na TGE.

9. A Grande Explosão: De modo a explicar a existência contínua do universo, onde a explosão da Grande Explosão não foi suficientemente forte para impedir a matéria liberada de entrar em colapso novamente sob sua própria atração gravitacional ou, alternativamente, onde ela não foi tão forte que totalmente sobrepujou a atração gravitacional necessária para a formação das galáxias, a TGE tem de assumir que a força da explosão foi "exatamente correta". Isto requereria uma precisão tão grande que, humanamente, não podemos sequer imaginá-la. De modo a fazer essa circunstância admirável parecer menos implausível, alguns astrofísicos especulam que pode ter ocorrido um número infinito de Grandes Explosões e que nós simplesmente vivemos naquela que produziu um universo estável. Esses "cientistas" parecem se esquecer que o propósito de um modelo científico legítimo é fazer predições testáveis sobre o processo em estudo, não planejar uma explicação tão abrangente que nenhum dado observável consiga refutá-la.

10. Antimatéria: A TGE postula quantidades iguais de matéria e antimatéria no momento da Grande Explosão mas que, exceto um minúsculo remanescente, a maioria dessas entidades respectivas se cancelou entre si. Esse minúsculo remanescente teria sobrevivido por causa de um desequilíbrio trivialmente pequeno entre as quantidades iniciais de matéria e antimatéria. A TGE não pode explicar como esse tipo de desequilíbrio pôde ter se desenvolvido, ao mesmo tempo que as tentativas de mostrar que o universo ainda contém regiões correspondentes de matéria e antimatéria, consistentes com o estado inicial, foram mal-sucedidas.

11. As Leis do Movimento, de Newton. Este problema pode se o mais sério de todos, mas raramente recebe a atenção que merece. A Teoria da Grande Explosão postula que a matéria produzida pela grande explosão foi expelida em uma velocidade colossal em todas as direções, mas que, com o passar do tempo, ela começou a perder velocidade e, eventualmente, atingiu o estágio em que efeitos gravitacionais mútuos permitiram que as partículas locais se juntassem e gradualmente se agregassem em blocos maiores para formar as nuvens de poeira e, no curso devido, os grandes objetos estrelares. Isto pode parecer plausível até que alguém faça duas perguntas óbvias: Por que as partículas perderam velocidade? Para aonde foi toda a energia delas?

As Leis do Movimento declaram que um objeto continua em movimento na mesma direção e na mesma velocidade até que outra força atue sobre ele. Mas, não existiam outras forças disponíveis para esse propósito, pois tudo o mais no universo estava voando para bem longe.

Naturalmente, uma grande estrela exerceria força gravitacional suficiente para influenciar o movimento dessas partículas em suas proximidades, mas não existiam grandes objetos de qualquer tipo nesse tempo. Além disso, à medida que as partículas minúsculas se projetaram pelo espaço, elas na verdade se moveram mais e mais para longe — pois o espaço estava se expandindo igualmente em todas as direções — e, assim, a atração gravitacional mútua teria diminuído drasticamente. Em resumo, de acordo com as leis do movimento conhecidas, elas continuariam na mesma velocidade para sempre, em direção às profundezas do espaço, e nunca se juntariam para formar coisa alguma.

12. A Primeira Lei da Termodinâmica: Além desta dificuldade, precisamos levar em conta a Primeira Lei da Termodinâmica, que requer que a energia não seja criada nem destruída. Essa lei já foi violada pela Grande Explosão — quando energia infinita foi liberada a partir de um único ponto, ou singularidade, e assim "criou" — mas ela foi violada uma segunda vez quando a TGE permitiu que uma grande proporção dessa vasta energia se dissipasse no espaço vazio à medida que as partículas "reduziram a velocidade". Para aonde foi toda essa energia? Os proponentes da TGE não têm uma resposta para isto — sem introduzirem premissas descabidas que servem somente para disfarçar e suprimir o problema.

13. A Segunda Lei da Termodinâmica: Esta lei bem estabelecida cria dificuldades ainda mais intrincáveis para a TGE. Segundo ela, o estado ordenado da energia em um sistema diminui com o passar do tempo. Algumas vezes, essa lei é referida como Lei da Entropia. Essencialmente, ela diz que nenhum sistema, grande ou pequeno, finito ou infinito, pode, via processos aleatórios somente, avançar para um estado de ordem mais elevada, ou até mesmo manter seu estado existente, a não ser que algo atue sobre ele a partir de fora. Todavia, o universo teria "evoluído" a partir de um estado de caos total — a Grande Explosão — para o estado ordeiro e incrivelmente estável que vemos hoje.

Neste aspecto, a TGE e a Teoria da Evolução de Darwin são muito similares, pois ambas dependem de "eventos mágicos" para fornecer exatamente as transformações necessárias, no tempo exato e no local exato, mesmo que isso signifique violar as leis conhecidas da física. Na verdade, nada é absurdo demais, desde que permita ao "cientista" negar a existência de Deus. Esta é a consideração final da investigação científica contemporânea. Qualquer explanação é admissível, independente de quão frequentemente ou gravemente ela desdenhe as leis conhecidas da física, ou o quanto ela esteja em conflito com os dados observáveis rigorosos, desde que não deixe espaço algum para uma inferência baseada na existência de Deus.

14. O Problema do Buraco Negro: Se toda a matéria no universo fosse compactada até o tamanho de um ponto minúsculo, então por que essa entidade infinitamente superdensa entrou em colapso para formar um Buraco Negro? Os proponentes da TGE não conseguem responder a essa pergunta bem simples (sem fazer ainda mais de suas muitas suposições favoráveis a si mesmos).

15. A Constante de Hubble: Um ingrediente essencial na TGE é uma proposição conhecida como Constante de Hubble. As observações deveriam mostrar que a velocidade em que uma galáxia está se distanciando da Terra é aproximadamente proporcional à sua distância da Terra. Isto significa que as galáxias que estão mais distantes estão "se expandindo" a uma velocidade mais rápida. Infelizmente para a TGE, o valor dessa "constante" não tem sido constante, mas tem variado grandemente ao longo de muitos anos, dependendo de como ela é mensurada e qual aspecto da TGE ela está sendo usado para defender.

16. O Problema das Leis Ausentes: Até mesmo os críticos da TGE frequentemente deixam de mencionar aquilo que poderia ser descrito como "problema das leis ausentes". Se o universo surgiu a partir de uma singularidade, um ponto minuto de densidade infinita, então por que ele exibe uma conformidade com as leis universais da física desde o momento em que passou a existir? Todos os proponentes da TGE assumem que a Grande Explosão ocorreu a partir dos primeiros segundos de sua existência, de acordo com as leis universais da física, mas eles não têm base alguma para essa suposição. A princípio, isto pode parecer como uma objeção metafísica antiquada, mas não é. A origem das leis que governam a expansão da matéria, espaço e tempo é uma questão de investigação científica legítima, tanto quanto as próprias leis.

Os proponentes da TGE conseguiram durante décadas esconder do escrutínio público esse aspecto particular dos muitos defeitos da sua teoria. Os cosmólogos podem ser justificados em assumirem a existência das leis universais da física se o universo já existe, mas não têm base para fazer isso se o universo simplesmente surgiu a partir do caos.

17. Anomalias na Transição para o Vermelho: A velocidade de uma galáxia é mensurada na TGE por sua "transição para o vermelho", isto é, a extensão em que o comprimento de onda da luz que ela emite, conforme medição feita na Terra, se estende para além do comprimento de onda que tinha quando a luz deixou a galáxia originalmente (isto é chamado de "transição para o vermelho", ou redshift, por que faz a transição em direção à extremidade vermelha do espectro visível). Essa "extensão" é alegadamente devido à expansão contínua do universo. Entretanto, existem todos os tipos de problemas com a transição para o vermelho. Aparentemente, ela pode ter mais de uma causa e não há um modo de saber com certeza qual causa está operando em um caso em particular. Ela também já foi refutada em muitas ocasiões por dados observáveis que deram diferentes transições para o vermelho para galáxias que sabidamente estão na mesma região do espaço. Se a transição para o vermelho não pode ser tomada como um indicador confiável da velocidade, então a TGE não se sustenta.

18. Interpretação de Dados Observacionais: Os dados observacionais coletados pelos telescópios e de outras fontes têm de ser interpretados antes de poderem ser usados para propósitos "clínicos". Sabe-se há muito tempo que os proponentes da TGE têm uma tendência acentuada de "interpretar" os dados de uma maneira que se encaixe com sua teoria, mesmo quando interpretações alternativas legítimas são possíveis.

19. O Problema da Expansão: De acordo com a TGE, o universo se expandiu muito rapidamente em sua fase inicial e depois gradualmente diminuiu de velocidade para formar as galáxias, porém aumentou de velocidade novamente depois que as galáxias se formaram. Isto é tão ilógico e entra em conflito de foma tão forte com as leis conhecidas da física, que é difícil compreender por que os cosmólogos ainda aderem ao modelo da TGE.

20. O Problema das Múltiplas Premissas: Isto se refere à licença que os proponentes da TGE acreditam que têm para fabricar premissas e entidades explanatórias auxiliares ad nauseum, de modo a defender sua teoria. Mesmo sem uma mínima evidência observacional para apoiá-los, eles multiplicam as hipóteses à vontade, de modo a preencher as muitas rachaduras que existem em sua teoria e silenciar os críticos. O único outro ramo da "ciência" que permite isto é a Evolução Darwiniana, outra fantasia excêntrica criada por ateístas de linha dura para "explicar" a glória da maravilhosa criação de Deus.

O Problema da Fibra Moral: Físicos altamente qualificados que estudaram este assunto já forneceram muitos outros exemplos de modos como a Teoria da Grande Explosão entra em conflito com os fatos. Entretanto, o número de cientistas que estão preparados para vir à frente e expor essa teoria risível ainda é bem pequeno. O preço a pagar por se opor ao sistema acadêmico é alto demais para a maioria suportar. No mundo altamente competitivo da astrofísica, em que a elegibilidade para receber financiamento e bolsas de estudo generosas, para não mencionar a indicação para ocupar cargos acadêmicos de prestígio, ou participar de pesquisas, depende da aceitação da última moda, poucos estão dispostos a sacudir o barco. Em grande parte, a pesquisa científica moderna é feita por homens e mulheres com mentes de primeira classe, porém sem qualquer fibra moral.



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 20/2/2015
Transferido para a área pública em 23/4/2017
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/engodo.asp