Uma Nação Medicada: A Falsa Ciência Que Está Por Trás da Fluoretação da Água

Autor: Jeremy James, Irlanda, 12/3/2019.

Resumiremos logo de início a afirmação que fazemos neste ensaio: Apesar de diversas tentativas feitas pelo público de dar fim à prática, governos sucessivos continuaram a obrigar por lei a adição de uma conhecida neurotoxina, o Ácido Hidrofluorsilicico nos reservatórios públicos de água. Essa prática, que teve início em 1964 e que continua sem interrupção desde então (usando uma substância quimicamente similar) durante os últimos 55 anos, é justificada com fundamentos na saúde. De acordo com o governo, a ingestão da substância em quantidade minúscula contribui significativamente para a prevenção das cáries dentárias, particulamente nas crianças. Os críticos, por outro lado, argumentam vigorosamente há muitos anos que, mesmo se esse benefício pudesse ser provado de forma científica e objetiva, a adição deliberada de uma conhecida neurotoxina nos reservatórios de água, mesmo que em quantidade mínima ou desprezível, está afetando adversamente outros processos biológicos no corpo humano e pode causar malefícios permanentes à saúde e bem-estar das nossas crianças.

A Maioria dos Países Rejeita a Fluoretação — Com Boa Razão

Governos sucessivos fizeram somente esforços mínimos para aliviar a preocupação do público, falhando repetidamente em produzir evidência científica convincente que essas consequências deletérias são imaginárias. Embora muitos outros países rejeitem a fluoretação da água, com base em que ela representa um possível risco para a saúde humana, o governo irlandês continua a torná-la obrigatória. Embora nenhuma pesquisa de opinião pareça ter sido realizada, a evidência baseada em observação pessoal sugere fortemente que a vasta maioria da população adulta quer que essa prática seja encerrada.

Neste ensaio mostraremos que a fluoretação da água é uma prática potencialmente prejudicial, que é equivalente a uma medicação em massa, que a literatura científica que se propõe a justificá-la está seriamente furada, que os efeitos tóxicos do flúor (mesmo em quantidade desprezível) está documentada há muito tempo na literatura científica e que a disparidade na saúde pública, em certos aspectos, entre a população da Irlanda do Norte (que não pratica a fluoretação da água) e que a República da Irlanda (em que a fluoretação atinge 70%) é altamente significativa.

Muitos leitores que vivem fora da Irlanda também precisam considerar esta questão. Mais de 70% dos EUA (por população) tem a água dos reservatórios fluoretada, como também a Nova Zelândia e grandes partes da Austrália e Canadá. Os reservatórios públicos de água na parte central da Grã-Bretanha, que servem em torno de 10% da população da Inglaterra e País de Gales, também são fluoretados.

Por Que Esta É uma Questão Importante?

A saga da fluoretação na Irlanda e em outros países é de grande importância, pois não desperta apenas questões referentes à saúde pública — que é imensamente importante — mas também questões referentes à democracia, à responsabilização dos governantes, à independência política dos especialistas científicos e outros profissionais, e à extensão em que o sistema é capaz de impor modalidades terapêuticas e farmacêuticas sobre o público sem autorização, consulta, ou evidência científica válida.

Como mostramos em muitos de nossos ensaios anteriores, a falsa ciência está sendo usada pelos arquitetos da Nova Ordem Mundial para estruturar a políticas públicas de modos que limitam as liberdades pessoais e ampliam o controle corporativo. Como nosso sistema educacional instila a crença que a "ciência" é um modo abreviado de descrever "a soma total de proposições objetivas, observáveis, mensuráveis e verificáveis sobre o mundo real", ela não pode ser desafiada, exceto, talvez, por profissionais treinados que trabalham na disciplina relevante. Nunca passa pela cabeça da maioria das pessoas que uma grande parte daquilo que passa por ciência hoje é nada mais do que opinião e especulação, expressas em termos acadêmicos e em linguagem de difícil compreensão.

Tendemos a esquecer, para nosso próprio risco, que pessoas altamente inteligentes são capazes de estruturar mentiras muito convincentes e que manipularão sua audiência visada durante o tempo que desejarem, até que alguém tenha a audácia de fazer algumas perguntas óbvias. O sistema de revisão pelos pares, que supostamente garante um alto padrão de rigor e excelência profissional em qualquer trabalho apresentado para publicação em uma revista acadêmica respeitável, é sabidamente imperfeito. A maioria das comunidades científicas opera como clubes sociais, em que aqueles que estão dentro apoiam uns aos outros e fazem tudo o que podem para excluir os intrusos e cooptar novos membros.

O campo médico lida com um assunto de tal complexidade — o funcionamento saudável do corpo humano — que há muito tempo é um refúgio e campo de reprodução para charlatães e fraudadores dos piores tipos. De fato, o fraudador maior é um vendedor de óleo do cobra cujo produto — criado e destilado por anjos — tem o propósito de curar todos os males sem causar o menor efeito colateral.

Grand Rapids, Michigan, 1945

Depois que uma audiência permite ser seduzida por linguagem técnica e resultados experimentais exóticos, ela é levada, frequentemente, até o ponto em que o senso comum é colocado de lado. Isto é certamente verdadeiro a respeito da fluoretação da água. Em 1945 o povo americano foi solicitado a acreditar que, se uma toxina perigosa fosse adicionada à água nos reservatórios públicos, mesmo que em quantidades minúsculas, isso iria melhorar grandemente a saúde dental da comunidade SEM TER QUALQUER EFEITO COLATERAL. Sim, absolutamente nenhum. A população aceitou essa afirmação sem evidências sólida de qualquer tipo, apenas a palavra de seus proponentes.

Isto poderia realmente acontecer? Afinal, a maior parte da população norte-americana naquele tempo era razoavelmente bem educada e não era lenta para expressar uma opinião. Todavia, como todos sabemos, a população permitiu que aquilo acontecesse. Apesar de tentativas corajosas de um pequeno número de críticos de bloquear a introdução da fluoretação, a maioria da população permitiu que os reservatórios de água fossem contaminados desse modo. Quem poderia se opor a uma substância mágica que curava um problema de saúde comum e, frequentemente, problemático, sem causar quaisquer outras alterações no corpo humano? E custando virtualmente nada. Somente um tolo diria não.

Os cidadãos de Grand Rapids, estado de Michigan, foram os primeiros a receberem esse elixir. Outras cidades e autoridades municipais em todos os EUA vieram em seguida, de modo que hoje, mais de 70% da população americana bebe água fluoretada de um reservatório. Que efeito isto tem sobre a saúde da população? Ninguém parece saber com certeza (retornaremos a isto mais tarde). Embora muitos estudos revisados por pares indiquem que os efeitos não são benéficos e, possivelmente, até prejudiciais, toda a ciência que está por trás da fluoretação da água está cercada por tantas cautelas e qualificações, tantas suposições favoráveis e argumentos inteligentes, que é virtualmente impossível para a pessoa mediana saber se ela é ou não segura — mesmo após 70 anos de medicação em massa.

O Pano de Fundo para a Fluoretação na Irlanda

Na Irlanda, muitos se opuseram fortemente à continuidade desta prática, especialmente por que a ciência que está por trás dela é vaga e muitas questões importantes não foram respondidas satisfatoriamente. Apesar de vários relatórios oficiais, incluindo aqueles listados aqui, o público ainda precisa receber garantia definitiva que a prática é segura:

Report of the Forum on Fluoridation 2002, Dublin 2002 (296 páginas).

Health Effects of Water Fluoridation: An Evidence Review 2015 Comissionado pelo Departamento de Saúde e preparado pela Health Research Board (Junta de Pesquisas em Saúde), Dublin 2015 (130 páginas)

Total Diet Study 2014–2016: Assessment of Dietary Exposure to Fluoride in Adults and Children in Ireland: Relatório do Comitê Científico da Secretaria de Segurança Alimentar da Irlanda, Dublin, 2018 (130 páginas).

Houve também dois importantes relatórios internacionais que os proponentes da fluoretação frequentemente citam em seu favor. Ambos afirmam não terem encontrado prova "conclusiva" que a fluoretação é responsável por efeitos adversos na saúde de qualquer tipo. Os relatórios, que citamos abaixo, estão baseados, não em pesquisa original, mas em uma meta-análise abrangente de toda a literatura médica revisada por pares, em língua inglesa, relacionada com os efeitos na saúde da fluoretação nos seres humanos:

McDonagh M. et al. (2000) A Systematic Review of Water Fluoridation. York: NHS Centre for Reviews and Dissemination, University of York. [Normalmente referenciado como "Análise de York"].

National Health and Medical Research Council. (2007) A Systematic Review of the Efficacy and Safety of Fluoridation. Canberra: NHMRC; governo australiano. [Normalmente considerado como uma versão atualizada da Análise de York.]

As principais descobertas da Análise de York, conforme definidas pelo Foro da Fluoretação (2002), incluíam as seguintes:

A melhor evidência disponível dos estudos sobre a iniciação e descontinuação da fluoretação da água sugere que a fluoretação realmente reduz a ocorrência de cáries... O nível em que as cáries foram reduzidas não era claro a partir dos dados disponíveis.

Com relação aos possíveis efeitos negativos, os efeitos sobre a fluorose dental foram os mais claros. Havia um relacionamento dose-resposta entre o nível de flúor na água e a prevalência da fluorose. Uma taxa de 12,5% de fluorose de preocupação estética foi observado nas áreas fluoretadas.

Não havia evidência de uma associação entre a fluoretação da água e os diversos tipos de câncer. Com relação aos efeitos adversos na saúde, havia insuficientes evidências de boa qualidade sobre qualquer resultado em particular para chegar a uma conclusão. A evidência sobre fontes de fluoretação artificial versus natural era extremamente limitada e as comparações não eram possíveis para a maioria dos resultados.

A referência às "insuficientes evidências de boa qualidade" é uma admissão que eles simplesmente não sabem se a fluoretação está ou não causando efeitos adversos na saúde. Talvez esteja, talvez não.

O Foro da Fluoretação de 2002

Como o Foro da Fluoretação (2002) lidou com este assunto? No capítulo que trata da "Dimensão Ética e Jurídica" (Cap. 13), ele fez os seguinte comentários desconcertantes:

"A Análise de York, em que foi reportado que o benefício da fluoretação da água era menor do que tinha sido anteriormente imaginado, foi referenciado. As lacunas no nosso conhecimento em relação à toxicidade do flúor foram destacadas, particularmente com relação aos bebês e às pessoas com problemas renais. Na questão da toxicologia, foi apontado que, se evidência científica conclusiva de malefício se tornasse disponível, então a posição ética se alteraria." [pág. 137].

Onde alguém poderia esperar ver expressões de preocupação com relação a essas "lacunas no nosso conhecimento", encontramos, ao revés, uma manca aceitação do status quo, reforçada pela menos que tranquilizadora certeza que, se algum dia eles tiverem "evidência científica conclusiva de malefício", definitivamente irão se levantar e tomar uma atitude.

O relatório da Junta de Pesquisa de Saúde (HRB, de Health Research Board) (2015) era mais construtivo neste aspecto. Usando as duas análises sistemáticas mencionadas acima, a Análise de York (2002) e a Análise Australiana NHMRC (2007), para fornecer sua metodologia e um ponto de partida, procurou estabelecer se mais literatura recente, sozinha ou em conjunção com pesquisa anterior, trataria qualquer uma das muitas questões não respondidas a respeito dos efeitos da fluoretação na saúde. Entre as áreas que ela estava preocupada em tratar, estavam "o efeito musculoesquelético, QI (quociente de inteligência), manifestações neurológicas, câncer, doença cardiovascular e outros efeitos potenciais sobre a saúde."

No curso de sua análise, o relatório HRB fez diversas afirmações, incluindo as seguintes, que dão suporte à percepção popular que a fluoretação é prejudicial:

"Diversos autores reportam que há plausibilidade biológica para vincular o flúor ao osteosarcoma, quando o flúor se acumula nos ossos e modifica as propriedades destes." [pág. 16].

"No tópico do hipotiroidismo, houve um estudo primário. Peckham et al., em um estudo ecológico, encontraram uma associação estatisticamente significativa entre os níveis de fluoretação na água de mais de 0,3 ppm e a prevalência do hipotiroidismo nas práticas da clínica geral." [pág. 18].

[Referente às regiões geográficas onde a água da terra contém flúor em níveis acima de 1,5 ppm]. "Existem fortes sugestões que níveis elevados de flúor na água, que ocorre, naturalmente, pode, estar associados com efeitos negativos para a saúde, em particular fluorose óssea e redução do QI da população. Além disso, existem algumas indicações que altos níveis de flúor na água, ocorrendo naturalmente, podem também ser associados com a doença cardiovascular." [pág. 18].

"Preocupações a respeito dos efeitos do flúor sobre o sistema musculoesquelético e fratura nos ossos. O flúor é prontamente incorporado na estrutura cristalina dos ossos, e acumula-se ao longo do tempo. O flúor aumenta a densidade dos ossos e parece exarcebar o crescimento dos osteófitos presentes nos ossos e juntas, resultando em rigidez e dores nas juntas." [pág. 28].

"A existência da plausibilidade biológica em relação ao flúor e câncer nos ossos (mencionada anteriormente) torna o trabalho de Levy et al., de 2014, importante para esta discussão, embora não examine o osteosarcoma especificamente... O estudo tem uma força extremamente importante, pois os dados eram de um grupo que foi seguido longitudinalmente e as dosagens de ingestão de flúor foram calculadas para cada ano nos indivíduos, em vez de depender de dados populacionais ou exposição de longo prazo." [pág. 72].

Infelizmente, embora agindo de boa fé, os autores do relatório recorrem repetidamente a um artifício de apadrinhamento que efetivamente sufoca todo o debate. Sempre que um estudo mostra evidência de um elo real entre a fluoretação da água e um resultado adverso à saúde, eles questionam a metodologia utilizada (exatamente como fizeram os autores da Análise de York). Em muitos casos, essas rejeições não são de forma alguma convincentes. As seguintes citações são típicas de muitas afirmações similares encontradas em todo o relatório:

"Os pesquisadores avançaram as hipóteses que vinculam o flúor e a incidência ou mortalidade por câncer de todas as causas, mas há uma insuficiência de pesquisa longitudinal de boa qualidade disponível para afirmar ou descartar esses vínculos sugeridos." [pág. 17].

"Tendo examinado a evidência e dada a escassez de estudos de projetos apropriados, pesquisa adicional seria necessária de modo a fornecer prova definitiva, especialmente em relação à saúde dos ossos (osteosarcoma e densidade óssea) e doença da tiroide (hipotiroidismo)." [pág. 18].

"A limitação primária da análise é a qualidade da pesquisa incluída. Em geral, nossa pesquisa indicava que havia uma insuficiência de estudos e pesquisas primárias de boa qualidade que examinem a associação potencial de problemas relacionados com a saúde humana com a fluoretação da água. Muitos dos estudos empregavam um projeto de estudo que eram inadequados para inferir causalidade e muitos não empregavam métodos para minimizar o viés ou controle para fatores enganadores." [pág. 24].

"Os estudos são de baixa qualidade, pois não levam totalmente em conta outros fatores, que também poderiam causar uma redução do QI (também chamados de fatores enganadores), isto é, status nutricional, status socio-econômico, deficiência de iodo e outras substâncias químicas na água do solo (arsênico ou chumbo). Além dos níveis de flúor na água, esses países são muito diferentes da Irlanda com relação ao clima, status nutricional e status socio-econômico. Assim, as descobertas deles não são aplicáveis à Irlanda e aos outros países com esquemas CWF." [pág. 43].

"Os autores do HRB reconhecem que este estudo [Peckham et al.] sugere que o flúor na água possa estar vinculado com o desenvolvimento do hipotiroidismo, mas estudos epidemiológicos observacionais são necessários de modo a provar a causalidade." [pág. 84].

[Nota: O estudo de Peckham et al. descobriu um grande corpo de dados clínicos que revelaram que as pessoas que vivem em uma área fluoretada tinham o dobro da probabilidade de sofrer de hipotiroidismo que aqueles que vivem em uma área não fluoretada.]

Uma dessas numerosas "rejeições" relacionava-se a um estudo de Blaylock e Strunecka em 2009, que procurou identificar o mecanismo subjacente dos distúrbios do autismo. Eles encontraram evidência que as excitotoxinas ambientais e dietéticas, notavelmente o flúor, mercúrio e alumínio — podem exacerbar os problemas patológicos e clínicos e afetar a sinalização da célula, desse modo interferindo com o neurodesenvolvimento e a função dos neurônios. Essas descobertas eram especialmente importantes e mereciam ser examinadas mais de perto. Em vez disso, somos solicitados pelo HRB a aceitar o seguinte comentário depreciativo:

"Em 2009, Blaylock e Strunecka realizaram uma análise que investigou principalmente... o mecanismo subjacente do espectro de distúrbios do autismo. Os pesquisadores exploraram o papel do alumínio e do flúor nesse processo. Aproximadamente quatro estudos são citados em relação ao flúor... A análise não descreve a seleção do trabalho de pesquisa ou os métodos usados para descrever a síntese dos resultados. Portanto, dada essa abordagem de baixa qualidade, é impossível usar esses trabalhos para informar evidência." [pág. 56].

O relatório HRB também inclui uma declaração que virtualmente implica que o peso da prova com relação à segurança da fluoretação está principalmente com a "oposição". Ele está dizendo, na prática, que a fluoretação é segura, tanto quanto sabemos, e que as preocupações com relação à toxicidade não devem ser encaradas com tanta seriedade. Embora o seguinte não possa ser equiparado a uma declaração política, ele se encaixa confortavelmente com a narrativa convencional, e deixa de reconhecer que, se a ciência que está por trás da fluoretação está incorreta em algum aspecto, as consequências para a saúde humana são potencialmente muito sérias:"

"Há oposição, tanto na Irlanda e no resto do mundo, para a prática de artificialmente fluoretar os reservatórios de água. Essa oposição resulta das preocupações sobre possíveis efeitos colaterais que beber água fluoretada pode causar. Esta é uma área muito difícil, pois é impossível provar além da dúvida — como com qualquer outra intervenção — que absolutamente nenhum efeito negativo resulta de seu uso, e nenhum risco está associado com a intervenção da fluoretação. A evidência científica pode indicar que efeitos negativos sobre a saúde são improváveis, mas não podemos descartá-los completamente. Muitas das preocupações sobre os efeitos adversos do flúor na sáude resultam de descobertas em regiões endêmicas com níveis muito altos (1,5 ppm até 10 ppm) da água naturalmente fluoretada, duas a doze vezes mais altos do que os níveis de flúor na água na Irlanda (0,6 ppm até 0,8 ppm)." [pág. 26-27].

A fluoretação viola todos os princípios da farmacologia moderna. Por um benefício minúsculo, o indivíduo é exposto a um risco inquantificável significativo. A ciência que está por trás disso é ridiculamente primitiva e os modos depreciativos em que todas as objeções fundamentadas cientificamente são colocadas de lado, independente de quão plausíveis ou fortes possam ser, simplemente não são aceitáveis.

Efeitos na Saúde Geral

A fluoretação é assumida como segura, mesmo na ausência de estudos que provem que a acumulação progressiva do flúor nos ossos é completamente inofensiva, ou que a calcificação progressiva das glândulas endócrinas pelo flúor não é motivo para preocupação, ou que o impacto do flúor nos processeos bioquímicos vitais em todo o corpo — como a função das enzimas, a permeabilidade da célula, a transmissão neuronal — é totalmente neutro.

O senso comum — para não mencionar a toxicidade conhecida do flúor e suas propriedades químicas altamente reativas — sugere fortemente que isso não poderia ser o caso. Afinal, qual é a probabilidade que uma neurotoxina potente possa ser introduzida no corpo e causar somente um efeito na saúde, exatamente aquele que é benéfico? Este é um pensamento quixotesco, exagerado até para o Homem de La Mancha.

A classificação do flúor como um "nutriente essencial" pela Organização Mundial da Saúde precisa com certeza ser considerado uma das mais cínicas e dúplices manobras na histórica médica moderna. Que uma importante organização internacional esteja preparada para fazer esse tipo de afirmação patentemente fraudulenta é evidência que a flexpreuoretação é uma questão política, não uma questão médica. Isto também dá peso à visão que a fluoretação está sendo usada para melhorar a saúde, mas para produzir uma população mais fraca, dócil e submissa.

Muitos estudos que mostram o efeito adverso do flúor sobre a saúde dos animais são desconsiderados em qualquer debate oficial ou aprovado pelo governo a respeito da segurança da fluoretação. Dado que a toxicidade de uma ampla variedade das substâncias é determinada pelo efeito delas nos animais em um ambiente clinicamente controlado, é impossível compreender por que essa importante fonte de informações bioquímicas é totalmente desconsiderada no que se refere à fluoretação.

A Análise de York foi incapaz de fazer qualquer declaração substantiva sobre o impacto do flúor na saúde humana geral. Como outras análises e relatórios oficiais, ela meramente fez alusão à necessidade de estudos adicionais. Essa abordagem pode ser pragmática a partir de uma perspectiva política, mas não é científica. É preciso mostrar que o "paternalismo" que é usado para justificar uma intervenção médica em âmbito nacional tenha uma base científica sólida. O Relatório do Foro da Fluoretação (2002) na verdade teve a insolência de dizer que "a adição de flúor nos reservatórios de água é uma intervenção paternalista do Estado para salvaguardar a saúde dental de seus cidadãos." [pág. 136].

O mesmo relatório tomou uma atitude igualmente arrogante para uma questão que todo cidadão tem o direito de fazer e esperar uma resposta honesta. E a área de incerteza na ciência, em que nunca se pode afirmar categoricamente que algo é totalmente seguro?

Aqui está como o Foro respondeu a essa pergunta:

"Então isto se reduz a risco versus benefício. O benefício supera o risco suficientemente para permitir que o risco seja tolerado? Se o princípio da precaução sempre fosse seguido, então nada nunca seria feito. A partir de um ponto de vista ético, o risco pode ser justificado se o benefício superasse significativamente o risco." [pág. 137].

Numerosos estudos científicos mostram que essa resposta é uma total bobagem. Até o UNIFEC a rejeita! Sabemos que o risco supera em muito o suposto benefício, particularmente quando o "benefício" pode ser alcançado pelo simples enxague oral.

Na ausência de confirmação empírica robusta que a fluoretação é completamente segura, a adição continuada dessa substância neurotóxica nos reservatórios públicos de água precisa ser vista como uma experiência de larga escala sobre uma população ignorante. O princípio da cautela e precaução, do qual o foro zombou, é um aspecto fundamental do Juramento de Hipócrates — que impõe sobre a profissão médica um compromisso de "primeiro, não prejudicar". Em vez disso, temos um "Juramento Hipócrita, em que em recurso médico de grande alcance é adotado sem qualquer compreensão de suas totais implicações.

As análises sistemáticas citadas acima referenciaram as muitas "lacunas no conhecimento" em relação à fluoretação e seus efeitos na saúde. É vergonhoso que eles tenham deixado de enumerar as consequências potenciais dessas lacunas ou destacar o significado delas. Eles nem mesmo reconhecem que essas "lacunas no conhecimento" são equivalentes à ignorância e ignorância nessas questões — em que a saúde humana é diretamente afetada — é uma causa potencial para malefícios.

Drogas de Prescrição

Uma dessas lacunas, neste caso uma lacuna surpreendente, está relacionada com a extensão em que o flúor interage com as drogas de prescrição. Isto é especialmente importante em relação às drogas de prescrição que contêm flúor. Uma ampla variedade de substâncias farmacêuticas que têm um efeito psicotrópico ou neurológico contém flúor. Entre essas substâncias estão os anestésicos, analgésicos, sedativos, antidepressivos e antipsicóticos. O flúor também está presente em certos antibióticos.

A profissão médica é altamente influenciada, se não controlada, pela indústria farmacêutica. A pesquisa de boa qualidade requer financiamento. O financiamento confiável, bem como acesso a instalações adequadas, é normalmente necesário para qualquer estudo médico que tenha o objetivo de provar uma conexão causal entre duas ou mais variáveis. As instituições que liberam esses fundos são geralmente capazes de decidir quais estudos e tópicos de pesquisas merecem mais atenção. Assim, a não ser que as companhias farmacêuticas e instituições controladas pelo Estado queiram encontrar uma conexão causal entre o flúor e os efeitos adversos na saúde nos seres humanos, nenhum estudo desse tipo receberá o financiamento necessário. É simples assim.

Níveis de Dosagem

Em uma ciência falsa que aceita pseudofatos de todos os tipos, talvez o engodo mais óbvio de todos relacione-se com a dosagem. O que é nível "seguro" de dosagem de flúor e como garantir que todos recebam a quantidade diária correta? O assim chamado nível "seguro" foi escolhido arbitrariamente pelos primeiros defensores da fluoretação. Não existe um nível seguro conhecido por que nenhum estudo objetivo duplo-cego (também chamado de dupla ocultação) usando um grupo de controle já foi realizado para determinar o que era — ou se existiam.

Como muitos profissionais médicos já salientaram, o flúor é um veneno que não está naturalmente presente em qualquer processo químico no corpo humano. Nesse sentido, ele é similar ao mercúrio, o chumbo e o alumínio. Não há um "nível seguro" de mercúrio, pois o mercúrio é um veneno que não tem função natural no corpo humano. O mesmo é verdadeiro com relação ao chumbo e o alumínio. Portanto, não deveríamos estar surpresos se outra substância tóxica potente — o flúor — não tenha nível de segurança no corpo humano. Quando essas toxinas entram no corpo, nosso sistema imunológico tenta imediatamente neutralizá-las e eliminá-las.

Mesmo se alguém aceitasse o assim chamado nível "seguro" escolhido arbitrariamente pelos proponentes da fluoretação e endossado pela Organização Mundial de Saúde, não há um método seguro e confiável de garantir que esse nível de dosagem nunca seja excedido. A toxicidade do flúor é tão grande que o nível "seguro" foi definido em apenas 1,5 partes por milhão (ppm), enquanto que o nível "recomendado" da fluoretação da água pública está atualmente no intervalo de 0,6 a 0,8 partes por milhão. O estamento científico aceita que, onde a dosagem excede rotineiramente 1,5 partes por milhão, efeitos adversos à saúde podem ser esperados. Mas, como essa abordagem do "tamanho único" funciona para todos os indivíduos em uma população quando se considera os muitos fatores que afetam a absorção? Como isto leva em conta a susceptibilidade individual? A resposta — não leva.

Uma pessoa cujo rim não funciona da forma normal absorverá o flúor acima do nível de dosagem "segura", como irá qualquer pessoa cronicamente enferma cujo sistema imunológico esteja enfraquecido. Uma pessoa que ingere muita água — como um atleta, um diabético, uma criança alimentada com leite em pó reconstituído — excederá o nível "seguro", como também qualquer um que consuma alimento que já contenha o nível "seguro" de flúor. O nível de dosagem de 1,5 ppm foi definido com referência aos adultos somente. O nível de "segurança" correspondente para uma criança nascitura, um recém-nascido, ou uma criança pequena não é conhecido. Devemos nos lembrar que um bebê recém-nascido não tem um sistema imunológico totalmente funcional, mas depende durante vários meses dos anticorpos fornecidos por sua mãe (via amamentação). Exatamente com que eficiência o corpo pequeno dessa criança eliminará o flúor em excesso? Não sabemos. Ou que efeito os íons do flúor terão sobre seu desenvolvimento neurológico? Novamente, também não sabemos.

Fontes de Flúor Que Ocorrem Naturalmente

Há também outro fator importante que os defensores da fluoretação estão relutantes em destacar. Esta é a questão do flúor em ocorrência natural e seu impacto na saúde humana. Eles gostam de argumentar que, como o flúor é encontrado em concentrações que excedem 1,5 ppm na água do solo em certas partes do mundo, ele deve ser considerado como "natural" quando ingerido em quantidades minúsculas. Na verdade, a OMS até define o flúor como um nutriente essencial, de forma muito parecida como uma vitamina. Isto é absurdo, independente de como possamos olhar. Não há evidência científica de qualquer tipo para sugerir que o flúor é um nutriente em qualquer sentido do termo.

O flúor simplesmente tem a propriedade estranha de diminuir a taxa de ocorrência das cáries dentárias em um pequeno grau. Ele não faz isso fornecendo ao organismo humano um nutriente essencial, mas interferindo topicamente com a mineralização do esmalte dos dentes e impedindo a proliferação das bactérias formadoras de ácidos, interferindo com suas enzimas. Ele faz isso por que é venenoso e altamente reativo. Não há nutrição alguma com esta atividade. (Retornaremos à ação tópica do flúor em instantes.).

Como o flúor ocorre acima do assim chamado nível "seguro" na água do solo em certas regiões geográficas, os proponentes da fluoretação tentam afirmar que seu impacto sobre o corpo humano é idêntico naquelas circunstâncias com seu impacto via fluoretação. Mas, isso nunca foi provado. Muitos estudos mostraram que a taxa de absorção do flúor em humanos, bem como seu depósito nos tecidos macios, é afetado em parte por sua estrutura química. Ele pode se vincular em formas moleculares em um número extraordinário de formas e pode não necessariamente ter o mesmo efeito em suas formas naturais que tem quando fornecido via protocolo padrão de fluoretação conhecido como ácido hidrofluorasilicico (H2SiF6) não parece ter esse nível de potência. O Fluoride Total Diet Study 2014-2016 (Dublin, 2018), que já citamos anteriormente, confirmou isto:

"Neste estudo, foi também assumido que o flúor presente nos alimentos é 100% biodisponível para o corpo humano, o que foi mostrado não ser sempre o caso. Isto por que a extensão da absorção é influenciada pela ingestão concomitante de alimentos, acidez estomacal e a forma química do flúor (Cerklewski, 1997; Trautner and Einwag, 1989; Warneke and Setnikar, 1993; Ekstrand and Ehrnebo, 1979; Patz et al, 1977; Shulman and Vallejo, 1990; Chan, 2014).” [pág. 33] [ênfase adicionada].

O "Mecanismo" do Flúor

Iremos agora tratar um fator que, se tivesse sido discutido em um estágio inicial, teria tornado todos os argumentos subsequentes supérfluos. Esse fator é tão impressionante e tão prejudicial à "ciência" da fluoretação que, sozinho, repudia completamente os argumentos que foram usados para justificá-la.

Quando a fluoretação foi introduzida inicialmente, em 1945, acreditava-se que forneceria um benefício terapêutico por sua absorção no corpo humano e sua subsequente disponibilidade, presumivelmente via corrente sanguínea, para remineralizar o esmalte dental. Esse mecanismo proposto ficou sem ser questionado durante décadas. Sabe-se agora que ele é falso. O suposto benefício terapêutico do flúor é totalmente tópico, sendo conferido pela ação dos íons de flúor na superfície externa do esmalte dos dentes e por seu impacto sobre a bactéria que causa acidez na boca. Seu valor, internamente, é NULO.

Como sabemos? Bem, devemos ter suspeitado isso já em 1972, se não antes. Para sua vergonha, o Relatório do Foro da Fluoretação (2002) declarou o seguinte:

Enxague Bucal com Flúor

Esquemas de enxague bucal diário, semanal e quinzenal com flúor estão sendo usados como programas de saúde pública e individual. Esses programas provaram ser eficazes. Atualmente na Irlanda, existem cerca de 30.000 crianças em 500 escolas que participam em programas quinzenais de enxague bucal.

Já foi mostrado que esses programas de enxague bucal são quase tão eficazes quanto a fluoretação da água. Entretanto, como estão baseados em escolas, não são eficazes em grupos etários mais velhos. Além disso, a relação custo-eficácia desses programas é questionável quando comparada com a fluoretação da água.

Basta ler isto duas vezes! Os especialistas admitiram em 2002 que a fluoretação da água é totalmente desnecessária, que a ação é tópica e pode ser alcançada facilmente pelo enxague bucal a cada duas semanas. Eles também admitem que o grupo-alvo — crianças cujos dentes ainda estão aparecendo e em formação — pode ser tratado separadamente sem ter de medicar toda a população do país!

Ocultação

A emissora de televisão RTE transmitiu um programa sobre a fluoretação da água em 7 de outubro de 2013, em que revelou que o Foro da Fluoretação de 2012 suprimiu deliberadamente uma recomendação feita pelo Comitê Científico da Secretaria de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI) que a água fluoretada não seja usada para reconstituir o leite em pó para as crianças. Aqui está uma captura de tela do programa:

Esta importante recomendação foi ignorada pelo Foro e sua existência veio à atenção pública SOMENTE quando cidadãos preocupados obtiveram cópias das minutas relevantes usando a Lei de Liberdade de Informação.

Subsequentemente, a FSAI retirou sua recomendação, afirmando que ela tinha sido incluída em seu relatório antes que as opiniões de todos os membros do comitê científico tivessem sido obtidas.

Em sua edição de junho/julho de 2012, The Journal of the Irish Dental Association (Revista da Associação Odontológica Irlandesa) — que apoia a fluoretação da água — reportou como segue um estudo realizado em Fermoy, Condado de Cork, no início dos anos 1970s:

Estudo do Enxague Bucal de Fermoy, 1970-1974

A unidade especial na Escola de Odontologia do Condado foi também encarregada de investigar outros métodos de trazer os benefícios do flúor para populações onde a fluoretação da água não era viável. O estudo do enxague bucal de Fermoy teve início em 1970 (Collins and O'Mullane, 1972). Ele foi planejado para testar a hipótese que um enxague quinzenal de dois minutos e meio com uma solução de 0,2% de fluoreto de sódio reduziria a incidência de cáries dentárias nas crianças entre 7-10 anos que frequentavam as escolas primárias em Fermoy, no Condado de Cork, que era uma área não fluoretada naquele tempo.

Um exame do status dentário preliminar das crianças que deram consentimento foi realizado em abril de 1970, em que os dentes presentes foram registrados. As cáries não foram registradas nesse exame. Quatro meses depois, um exame similar foi realizado nas mesmas crianças, em que os dentes recém-nascidos, isto é, dentes que nasceram durante o período de quatro meses, foram registrados. Exames clínicos e radiográficos das cáries foram realizados usando critérios baseados naqueles descritos por Backer Dirks et al. (1950). As crianças foram então alocadas para grupos de estudo e controle com base nesses dentes recém-nascidos para que um número igual de dentes comparáveis fossem incluídos em cada grupo. Os dentes que nasceram durante o teste também foram observados e a incidência de cáries nesses dentes também foi comparada. Um total de 74 sessões de enxague foram realizadas durante o período de quatro anos do estudo. A sessões de enxague e exames subsequentes foram duplos-cegos. As crianças no grupo de estudo enxaguaram com cerca de 0,7 litro de uma solução de 0,2% de fluoreto de sódio e as crianças no grupo de controle enxaguaram com 0,7 litro de água destilada.

Os resultados mostraram uma redução altamente significativa na incidência de cáries dentárias nos dentes recém-nascidos no grupo de estudo em relação ao grupo de controle ao longo do período de quatro anos do estudo (Mageean and Holland, 1977).

Assim, o Ministério da Saúde na Irlanda sabe há várias décadas que a fluoretação da água é totalmente desnecessária, que existe uma alterativa perfeitamente segura e que a medicação em massa da população em geral é pouco mais do que uma experiência social sem qualquer justificativa científica de qualquer tipo.

Fumaça e Espelhos = Engodo

O Foro da Fluoretação (2002) tentou contornar isso sugerindo clinicamente que o flúor pode ter algum valor sistêmico, embora ainda não comprovado:

"O modo de ação do flúor em prevenir e controlar a formação da cárie dentária foi clarificado em anos recentes. Os pesquisadores concordam que os efeitos anticáries do flúor são quase que exclusivamente, mas não inteiramente, tópicos. A possibilidade de um efeito sistêmico na cárie dentária é menos clara e ainda está sendo investigada." [pág. 104].

Isto tudo é fumaça e espelhos, não ciência. O povo irlandês está sendo ludibriado de um modo muito vil.

Existe agora uma possibilidade real que o governo da Irlanda seja processado por expor o público e, particularmente, as crianças, a um programa fraudulento e descaradamente sem base científica de medicação em massa e, fazendo isso, corre o risco de prejudicar a população em geral e enganar o público a respeito da verdadeira natureza da fluoretação da água.

Saúde Geral na República da Irlanda x Irlanda do Norte

Em 2001, o Instituto Nacional de Saúde na Irlanda publicou um importante relatório destacando as disparidades estatísticas entre a saúde geral das populações da Irlanda do Norte (onde a fluoretação não é usada) e a República de Irlanda. A comparação também foi feita com um bloco combinado de 15 países membros da União Europeia (que são mais de 97% não-fluoretados) — Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Grã-Bretanha.

Na seção Desigualdades na Mortalidade 1989-1998, o estudo comparou as estatísticas oficiais de mortalidade usando a Lista Abreviada Europeia de Categorias de Causas de Mortes. [Todas as taxas de mortalidade são taxas anuais expressas como o número de mortes em cada grupo de 100.000 da população por ano.]

Ele revelou duas importantes categorias de doenças em que a incidência na República da Irlanda era notavelmente mais alta do que a taxa na Irlanda do Norte — veja a tabela abaixo. Isto também excedia em ambas as categorias a incidência no bloco de 15 países da UE. A população no norte da ilha da Irlanda é geneticamente muito similar (se não amplamente idêntica) à população no sul. Ambas as regiões também têm um clima e uma dieta muito similares. A diferença mais óbvia entre as duas é que os reservatórios públicos de água na República da Irlada são fluoretados, enquanto que os reservatórios no Norte não são.

Embora o relatório não tenha feito referência à fluoretação da água, é razoável assumir que a fluoretação dos reservatórios de água na República da Irlanda possa ter contribuído para a acentuada disparidade na mortalidade entre as duas regiões dentro dessas categorias. Também observaríamos que, embora os números relacionem-se somente com a mortalidade, eles implicam um nível significativamente mais alto de morbidez na República dentro dessas categorias de doenças. Em outras palavras, em comparação com a Irlanda do Norte, muito mais pessoas na República da Irlanda estão caindo doentes e sofrendo, talvez por muitos anos ou décadas, antes de eventualmente sucumbirem a essas doenças. Estamos discutindo, não apenas causa de morte, mas qualidade de vida em geral.

À luz disto citamos mais uma vez uma passegem do relatório HRB (2015) que confirma que muitos na profissão médica na Irlanda já suspeitavam que a fluoretação da água está causando os altos níveis de artrite reumatóide e osteoartrite que o país tem visto nas décadas recentes:

As preocupações a respeito dos efeitos do flúor sobre o sistema músculo-esquelético enfocam na densidade da massa óssea, fluorose esquelética e fraturas nos ossos. O flúor é prontamente incorporado na estrutura cristalina dos ossos e acumula-se ao longo do tempo. O flúor aumenta a densidade dos ossos e parece exacerbar o crescimento dos osteófitos presentes nos ossos e juntas, resultando em rigidez nas juntas e dores. [pág. 28].

Relatório do Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA, de 2006

Em 2006, o Conselho de Pesquisa Nacional nos EUA publicou um extenso relatório — 469 páginas — que examinou os padrões de fluoretação da água aprovados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA): Fluoride in Drinking Water: A Scientific Review of EPA’s Standards (Flúor na Água Potável: Uma Análise Científica das Normas da EPA).

O Conselho descreveu seu trabalho como segue:

O Conselho de Pesquisa Nacional foi organizado pela Academia Nacional de Ciências em 1916 para associar a ampla comunidade de ciência e tecnologia com os propósitos da Academia de fazer aumentar o conhecimento e assessorar o governo federal. Funcionando de acordo com as políticas gerais determinadas pela Academia, o Conselho tornou-se a principal agência operacional, tanto da Academia Nacional de Ciências e a Academia Nacional de Engenharia, em fornecer serviços para o governo, o público e as comunidades científicas e de engenharia. O Conselho é administrado conjuntamente por ambas as Academias e pelo Instituto de Medicina.

Ele é uma organização prestigiosa com uma reputação de excelência científica e objetividade. Ele tomou a medida incomum de fazer circular seu relatório na forma de rascunho para diversos cientistas independentes para receber "comentários cândidos e críticos":

"Este relatório foi revisado na forma de rascunho por indivíduos escolhidos por suas diferentes perspectivas e especializações técnicas, de acordo com os procedimentos aprovados pelo Comitê de Revisão do Relatório da NRC. O propósito dessa revisão independente é fornecer comentários cândidos e críticos que ajudarão a instituição a tornar seu relatório publicado tão sólido quanto possível e garantir que ele atenda aos padrões institucionais de objetividade, evidência e responsividade às alegações do estudo."

Apresentamos a seguir alguns excertos tintim por tintim do relatório em diversas seções. Leia e chore:

Habilidades Cognitivas Humanas

Ao avaliar os efeitos potenciais do flúor sobre a saúde entre 2-4 mg/L, o comitê descobriu três estudos de populações humanas expostas nessas concentrações na água potável que foram úteis para informar sua avaliação de efeitos neurológicos potenciais. Esses estudos foram realizados em diferentes áreas da China, onde as concentrações de flúor iam de 2,5-4 mg/L. Comparações foram feitas entre os QIs das crianças dessas populações com crianças expostas a uma concentração menor de flúor, indo de 0,4-1 mg/L. Os estudos reportaram que, embora os índices de QI modais ficaram inalterados, o QI médio era menor nas crianças expostas a dosagens mais altas. Isto era causado por um número menor de crianças na faixa de QI mais elevado. Embora os estudos não tivessem detalhes suficientes para o comitê avaliar plenamente sua qualidade e relevância para as populações nos EUA, a consistência dos resultados coletivos justifica uma nova pesquisa sobre os efeitos do flúor sobre a inteligência. Investigação de outras alterações mentais e fisiológicas reportadas na literatura de estudo de casos, incluindo confusão mental e letargia, também deveriam ser investigados. [pág. 185].

Fluorsilicatos

Como observado no Cap. 2, a exposição aos fluorsilicatos poderia ocorrer sob algumas condições. Existem relatórios que esses produtos químicos aumentam a absorção de chumbo no corpo e no cérebro, enquanto que o fluoreto de sódio (NaF) não. Pesquisa adicional é necessária para elucidar como os fluorsilicatos poderiam ter diferentes efeitos biológicos dos sais de flúor. [pág. 186]. [Nota: O processo de fluoretação irlandês produz fluorsilicatos.].

Alterações Neuroquímicas e Bioquímicas

Já foi mostrado que os lipídios, fosfolipídios, fosfolipase D e o conteúdo das proteínas são reduzidos nos cérebros de animais de laboratório depois da exposição ao flúor. As maiores mudanças foram encontradas na fostatidiletanolamina, fosfatidilcolina e fosfatidilserina. O flúor também inibe a atividade dos colinisterase, incluindo acetilcolinesterase. Recentemente, descobriu-se que o número de receptores para acetilcolina é reduzido nas regiões do cérebro consideradas como as mais importantes para a estabilidade mental e para a recuperação adequada das memórias.

... Não somente o flúor afeta as concentrações e funções dos transmissores, mas também está envolvido na regulação dos hormônios glucagons, protaglandinas e diversos peptídeos do sistema nervoso central, incluindo vasopressina, opióides endógenos e outros peptídeos do hipotálamo...

O flúor também aumenta a produção dos radicais livres no cérebro por meio de vários e diferentes caminhos biológicos. Essas alterações reforçam a possibilidade de o flúor aumentar o risco de desenvolver o Mal de Alzheimer. Hoje, a interferência do metabolismo aeróbico no cérebro, uma redução da efetividade da acetilcolina como um transmissor e um aumento nos radicais livres são considerados como fatores causadores desta doença. Mais pesquisa é necessária para clarificar os efeitos bioquímicos do flúores no cérebro. [pág. 186].

Efeitos Sobre o Sistema Endócrino

... Embora o flúor não se acumule significativamente na maioria dos tecidos macios (em comparação com os ossos e os dentes), vários estudos mais antigos mostraram que as concentrações de flúor no tecido da tiroide geralmente excediam aqueles na maioria dos outros tecidos, exceto o rim (por exemplo, Chang et at. 1934; Hein et al. 1954, 1956); mais informações recentes com métodos analíticos melhorados para o flúor não foram localizados... [pág. 190].

Calcificação da Glândula Pineal

... Como com outros tecidos calcificantes, a glândula pineal pode acumular flúor [Luke, 1997, 2001). Já foi mostrado que o flúor está presente na glândula pineal de pessoas idosas (14-875 mg de flúor por kg de glândula em pessoas na faixa etária de 72-100 anos), com as concentrações de flúor estando positivamente relacionadas com as concentrações do cálcio na glândula pineal, mas não com o flúor nos ossos, sugerindo que o flúor na glândula pineal não é necessariamente uma função da exposição cumulativa do flúor do indivíduo (Luke 1997, 2001). O flúor não foi medido na glândula pineal de crianças ou adultos jovens, nem houve qualquer investigação do relacionamento entre as concentrações do flúor pineal e a ingestão recente ou cumulativa de flúor. [pág. 212].

Discussão (Função Pineal)

Se a exposição ao flúor causa ou não uma diminuição da produção da melatonina noturna, ou ritmo circadiano alterado da produção de melatonina no ser humano não foi investigada. Como descrito anteriormente, o flúor muito provavelmente causa uma diminuição na produção da melatonina e tem outros efeitos sobre a função pineal normal, o que, por sua vez, poderia contribuir para uma variedade de efeitos nos seres humanos. Os efeitos reais de qualquer indivíduo dependem da idade, sexo e, provavelmente, de outros fatores, embora no tempo presente os mecanismos não sejam perfeitamente compreendidos. [pág. 124].

Discussão (Outra Função Endócrina)

Mais de um mecanismo para diabetes ou tolerância deficiente à glicose existe no ser humano e diversas respostas ao flúor estão em harmonia com a variabilidade entre as famílias de animais experimentais e entre a população humana. A conclusão dos estudos disponíveis é que a exposição suficiente ao flúor parece produzir aumentos na glicose no sangue ou tolerância deficiente à glicose em alguns indivíduos e aumenta a severidade de alguns tipos de diabetes. Em geral, o metabolismo deficiente da glicose parece estar associado com soro ou plasma em concentrações de flúor de cerca de 0,1 mg/L ou maior em animais e seres humanos (Rigalli et al. 1990, 1995; Trivedi et al. 1993; de al Sota et al. 1997). Além disso, indivíduos diabéticos frequentemente bebem uma quantidade acima do normal de água e, consequentemente, terão uma ingestão acima do normal de flúor para uma determinada concentração de flúor na água potável. Estima-se que de 16 a 20 milhões de pessoas nos EUA tenham diabetes mellitus. (Brownlee et al. 2002; Buse et al. 2002; American Diabetes Association 2004; Chapter 2); portanto, qualquer papel da exposição ao flúor no desenvolvimento do metabolismo da glicose deficiente ou diabetes é potencialmente significativo. [pág. 217].

Função da Tiroide

O recente declínio na ingestão de iodo nos EUA (CDC 2002d; Larsen et al. 2002) poderia contribuir para maior toxicidade do flúor para alguns indivíduos. [pág. 218].

Função da Paratiroide

Nos humanos, dependendo da ingestão de cálcio, concentrações elevadas do PTH [hormônio da paratiroide] são rotineiramente encontrados em exposições ao flúor de 0,4-0,6 mg/kg/dia e em exposições de apenas 0,15mg/kg/dia em alguns indivíduos (Tabela 8-2)...

Como com a calcitonina, não está claro se a função paratiroide alterada é um resultado direto ou indireto da exposição ao flúor. Um efeito indireto do flúor causar uma necessidade aumentada por cálcio é provável, mas efeitos diretos também poderiam ocorrer. Além disso, embora a maioria dos indivíduos com fluorose óssea pareçam ter PTH elevado, não está claro se a função paratiroide é afetada antes do desenvolvimento da fluorose óssea ou em concentrações mais baixas da exposição ao flúor do que aquelas associadas com a fluorose nos ossos. [pág. 221].

[Resposta às Exposições ao Flúor]

A variabilidade na resposta às exposições ao flúor poderiam ser devidas às diferenças na origem genética, idade, sexo, ingestão de nutrientes (por exemplo, cálcio, iodo e selênio), status geral da dieta e outros fatores. A ingestão de nutrientes como cálcio e iodo frequentemente não é reportada nos estudos dos efeitos do flúor. Por exemplo, os efeitos do flúor sobre a função da tiroide podem depender se a ingestão de iodo é baixa, adequada, ou alta, ou se a quantidade de selênio na dieta é adequada. O cálcio na dieta afeta a absorção do flúor (Cap. 3); além disso, o flúor causa um aumento nas necessidades de cálcio na dieta e a ingestão insuficiente de cálcio aumenta a toxicidade do flúor. As informações disponíveis agora indicam um papel para o alumínio na interação do flúor sobre o segundo sistema mensageiro celular; assim, as diferenças na exposição ao alumínio podem explicar algumas das diferenças na resposta às exposições ao flúor entre indivíduos e populações.

O significado clínico dos efeitos da endocrina relacionados com o flúor requer mais atenção. Por exemplo, a maioria dos estudos não menciona o significado clínico para os indivíduos dos hormônios com valores fora da faixa normal e alguns estudos foram limitados à consideração de indivíduos "saudáveis". Como discutido nas várias seções deste capítulo, trabalhos recentes sobre desequilíbrios hormonais fronteiriços e substâncias químicas que interferem com a endocrina indicam que efeitos adversos significativos na saúde, ou riscos maiores para o desenvolvimento de resultados na saúde claramente adversos, poderiam estar associados com desequilíbrios aparentemente suaves ou perturbações nas concentrações dos hormônios (Brucker-Davis et al. 2001)… Em resumo, evidências de diversos tipos indicam que o flúor afeta a função ou a resposta endócrina normais; os efeitos das alterações induzidas pelo flúor variam em grau e tipo em diferentes indivíduos. Portanto, o flúor interfere no sistema endócrino no sentido geral de alterar a função ou a resposta endócrina normal, embora provavelmente não no sentido de imitar um hormônio normal. [pág. 222-3].

Como o flúor é um conhecido inibidor de várias enzimas intracelulares metabólicas, não é surpreendente que, em exposições muito altas, há morte das células e descascação da epitélio das paredes dos órgãos do sistema gástrico-intestinal. [pág. 236].

O Sistema Renal

O rim é o órgão responsável por excretar a maior parte do flúor. Ele é exposto a concentrações de flúor cerca de cinco vezes maiores do que nos outros órgãos, pois a relação tecido/plasma para o rim é de aproximadamente 5 para 1, pelo menos no rato (Whitford 1996). Os rins humanos podem ser expostos a menores concentrações de flúor do que o rim do rato. Apesar disso, os rins humanos têm de concentrar flúor em até 50 vezes mais do plasma para a urina. Porções do sistema renal podem, portanto, estar em um alto risco de toxicidade de flúor do que a maioria dos tecidos macios. [pág. 236].

Os primeiros estudos sobre a fluoretação da água não avaliaram cuidadosamente as alterações na função renal. Há muito tempo que existe a suspeita que o flúor, mesmo em concentrações abaixo de 1,2 mg/L na água potável, ao longo dos anos pode aumentar o risco para os cálculos renais (pedras nos rins). [pág. 236].

Imunidade Celular

O flúor, geralmente no intervalo milimolar, tem diversos efeitos sobre as células imunológicas, incluindo leucócitos polimorfonucleares, linfócitos e neutrófilos... O flúor também amplia a resposta inflamatória aos causadores de irritações... Não há dúvida que o flúor pode afetar as células envolvidas em fornecer respostas imunológicas. [pág. 250].

Qualquer pessoa sensata se sentiria desanimada com essas observações científicas. Elas foram feitas por profissionais que estão plenamente familiarizados com a natureza e efeitos do flúor na saúde — e, francamente, elas são incriminadoras. Por que este relatório foi em grande parte ignorado pela comunidade internacional é impossível de imaginar.

Se juntarmos algumas das citações dos excertos acima, que mostram sem sombra de dúvida o impacto potencialmente venenoso do flúor sobre a saúde humana, temos o direito de perguntar se nosso governo é insano (ou apenas extremamente irresponsável) quando adiciona flúor nos reservatórios públicos de água:

"A consistência dos resultados coletivos justifica novas pesquisas adicionais sobre os efeitos do flúor na inteligência... Existem reportagens que esses produtos químicos [fluorsilicatos] aumentam a absorção do chumbo no corpo e no cérebro, enquanto que NaF não... Não somente o flúor afeta as concentrações e funções dos transmissores, mas também estão envolvidos na regulação dos glucagons, prostaglandinas e diversos peptídios do sistema nervoso central. O flúor também aumenta a produção dos radicais livres no cérebro por meio de diversos caminhos biológicos diferentes. Essas alterações têm um peso sobre a possibilidade que o flúor atue para aumentar o risco de desenvolver o Mal de Alzheimer... Como com outros tecidos calcificados, a glândula pineal pode acumular flúor... o flúor pode causar redução na produção da melatonina e ter outros efeitos sobre a função pineal normal, o que, por sua vez, pode contribuir para diversos efeitos no corpo humano... Em geral, o metabolismo deficiente da glicose parece estar associado com concentrações de aproximadamente 0,1 mg/L ou maior, tanto em animais quanto no ser humano..."

"Portanto, qualquer papel da exposição ao flúor no desenvolvimento do metabolismo da glicose deficiente ou diabetes é potencialmente significativo... o flúor causa um aumento nas necessidades de cálcio na dieta e a ingestão insuficiente de cálcio aumenta a toxicidade do flúor... O significado clínico dos efeitos da endocrina relacionados com o flúor requer mais atenção... Portanto, o flúor interfere no sistema endócrino no sentido geral de alterar a função ou a resposta endócrina normal, embora provavelmente não no sentido de imitar um hormônio normal... O flúor é um conhecido inibidor de várias enzimas intracelulares metabólicas… O rim é exposto a concentrações de flúor cerca de cinco vezes maiores do que nos outros órgãos… O flúor também amplia a resposta inflamatória aos causadores de irritações... Não há dúvida que o flúor pode afetar as células envolvidas em fornecer respostas imunológicas.”

"Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que praticam a iniquidade... Firmam-se em mau intento; falam de armar laços secretamente, e dizem: Quem os verá?" [Salmos 64:2,5].

Conclusão

O flúor é uma neurotoxina potente que é prejudicial para a saúde humana. Mesmo quando ingerido em quantidades aparentemente minúsculas — menos de 1 ppp — ele pode se acumular no corpo e causar efeitos adversos na saúde ao longo do tempo. Diversos estudos revisados por pares já provaram que este é o caso. Já foi mostrado que o flúor está implicado, direta ou indiretamente, em uma ampla variedade de problemas de saúde adversos, incluindo artrite, diabetes, distúrbios endócrinos, distúrbios do sono, problemas neurológicos e, mais preocupante de todos, o Mal de Alzheimer. Ele interfere com as enzimas intracelulares, altera a função endócrina normal, enfraquece a integridade estrutural dos ossos, calcifica a glândula pineal e outras, sobrecarrega os rins, afeta a glicose no sangue e altera as células imunológicas e a resposta do sistema imunológico. Existem também indicações que ele pode atuar sinergeticamente com outras toxinas, como o chumbo, e ampliar os efeitos delas. Apesar do uso generalizado de medicações prescritas que contêm moléculas de flúor, não há virtualmente evidência clínica para mostrar que a fluoretação da água não está tendo um efeito prejudicial sobre a eficácia dessas drogas ou produzindo metabólitos prejudiciais. Vários estudos também mostram que a fluoretação da água afeta os níveis do QI (quociente de inteligência).

As autoridades irlandesas examinaram o papel do flúor nos reservatórios públicos de água, mas consistentemente minimizaram os efeitos adversos do flúor sobre a saúde, principalmente questionando a metodologia usada em determinar esses efeitos e definindo um padrão de evidência — prova conclusiva de uma conexão causal entre a fluoretação e resultados adversos na saúde — o que está em profundo contraste com a insuficiência de evidências apresentadas pelas autoridades para provar que a fluoretação é segura.

Os Governos na Irlanda Estão Envolvidos em um Engodo Sistemático

O governo irlandês sabe já há algum tempo que o professado benefício terapêutico da fluoretação deriva, não da ingestão da água fluoretada, mas quase exclusivamente de sua aplicação tópica. Eles sabem que o enxague oral com uma solução suavemente fluoretada de água a cada duas semanas alcança virtualmente o mesmo resultado para a saúde. Assim, embora o Ministério da Saúde esteja ciente que a fluoretação da água, e a concomitante medicação em massa de 70% da população irlandesa, é totalmente desnecessária, o governo continua a acrescentar essa substância tóxica nos reservatórios públicos de água.

Por qualquer avaliação ou julgamento, este é um sério abuso de poder político.

Um Escandaloso Desprezo pela Evidência

Nosso ensaio também mostrou que a afirmação que não existe conexão causal comprovada entre a fluoretação e doenças crônicas é FALSA. O relatório da Health Research Board (Junta de Pesquisas em Saúde) (2015) admitiu que a fluoretação produzirá um acúmulo de flúor nos ossos, o que pode resultar em "rigidez nas juntas e dores" (artrite). O estudo comparativo das taxas de mortalidade na República da Irlanda e na Irlanda do Norte mostra que a fluoretação está quase certamente implicada na mais alta incidência de certas categorias de doenças na República da Irlanda e é responsável por taxas de mortalidade mais altas. O relatório do U. S. National Research Council (Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA) observou uma conexão causal entre o flúor e uma variedade de efeitos adversos na saúde, mesmo quando o flúor está em concentrações dentro do limite "seguro" aprovado. Ele também delineou em alguns casos o provável mecanismo bioquímico que causava o efeito adverso. O relatório do Health Research Board (2015) também citou um estudo importante na Grã-Bretanha (Peckham et al, 2015), que mostrou que a incidência de hipotiroidismo era duas vezes mais alta nas regiões em que os reservatórios públicos de água eram fluoretados.

Pedimos Que o Ministro da Saúde Aja Responsavelmente

Pedimos que o Ministro da Saúde e as autoridades no Departamento de Saúde terminem imediatamente com a fluoretação da água nos reservatórios públicos. Eles devem estar preparados para fazer isso, se não por alguma outra razão, então para evitar futuros custos substanciais ao Tesouro de ações judiciais que certamente serão iniciadas por membros do público que se sentirem prejudicados. A "ciência" que está por trás da fluoretação é obviamente falsa e a continuação da política existente não tem base crível com base em fundamentos para a saúde, particularmente devido ao fato de existir uma alternativa perfeitamente satisfatória (o enxague bucal a cada duas semanas).

Se o ministro e as demais autoridades deixarem de agir imediata e responsavelmente nesta matéria, poderão ficar expostos judicialmente a uma acusação de negligência profissional.

Solicitação Especial

Incentivamos os leitores frequentes a baixarem os ensaios disponíveis neste website para cópia de segurança e consulta futura. Eles poderão não estar disponíveis para sempre. Estamos entrando rapidamente em um tempo em que materiais deste tipo somente poderão ser obtidos via correio eletrônico. Os leitores que desejarem ser incluídos em uma lista para correspondência futura são bem-vindos a me contactar em jeremypauljames@gmail.com. Não é necessário fornecer o nome, apenas um endereço eletrônico.



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 26/3/2019
Transferido para a área pública em 29/7/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/fluor.asp