A Realidade do Julgamento Eterno: Por Que o Inferno é um Local Real

Autor: Jeremy James, Irlanda, 18/4/2019.

Todos já ouvimos a respeito dos pastores e pregadores de antigamente, que pregavam com veemência contra as obras más e imorais dos pecadores e advertiam com severidade a respeito da ameaça da condenação eterna. Geralmente, sempre que esses homens são mencionados, é com um suspiro de alívio, como se a ausência deles na igreja hoje seja um sinal de maior maturidade. De acordo com os comentaristas modernos, aqueles pregadores fora de moda enfatizavam demais o tormento eterno e subestimavam — ou simplesmente não compreendiam — a largura e profundidade da misericórdia e do amor de Deus.

Esse tipo de pregação com "fogo e enxofre", eles dizem, era contraproducente. Ela deixava de observar as boas notícias do Evangelho e deixaram de celebrar a maravilhosa verdade que estamos agora debaixo da graça, não das leis e proibições do Velho Testamento.

Muitos Duvidam Que o Inferno Seja um Local Real

Esta atitude está tão entrincheirada dentro da igreja que um grande número de pessoas até duvida se o inferno é ou não um lugar real. Da forma como eles veem, embora algumas almas possam ter de suportar um período limitado de sofrimento teraupêutico após a morte, ninguém sofrerá a condenação eterna. Eventualmente, todos entrarão no céu e desfrutarão da presença de Deus.

Um Criador justo e amoroso garantirá que isso aconteça. Afinal, eles dizem, Cristo morreu pelos pecados de todo o mundo, então por que alguém seria excluído? Se todos somos pecadores e se ninguém "merece" a salvação, então é errado — com certeza — selecionar uma parte da humanidade e excluir a outra.

Universalismo

Esta crença é conhecida como Universalismo. Ela é frequentemente acompanhada por outra crença relacionada, isto é, que o número supostamente pequeno de almas ímpias que resolutamente se recusa a aceitar o dom da salvação cessará de existir no ponto da morte. Essas almas serão extintas e todos os vestígios da existência delas desaparecerá da criação. A última crença é algumas vezes chamada de Aniquilacionismo.

À primeira vista, essas duas crenças — Universalismo e Aniquilacionismo — podem parecer inofensivas. Pode parecer possível adotar uma, ou ambas, e ainda acreditar verdadeiramente na Palavra de Deus. Mas, não é. Por mais tolerantes ou compassivas que possam parecer, elas são completamente falsas e então em conflito violento com os princípios centrais do Cristianismo.

Vejamos o porquê.

Primeiro, elas rejeitam a verdade básica que o homem em seu estado natural está profundamente alienado de Deus. Os três primeiros capítulos de Romanos explicam isto de forma bem clara. Se o homem se recusa a buscar Deus enquanto está aqui na carne, ele continuará sem Deus na eternidade.

O Universalismo É Efetivamente uma Rejeição do Pecado

O Universalismo é, efetivamente, uma rejeição do pecado. Levado à sua conclusão lógica, é uma rejeição da verdade bíblica. Embora pareça reconhecer a existência do pecado, ele nega o poder do pecado e o estrago que ele causa. Como não faz distinção real entre um pecador que se arrepende e outro que não, o Universalismo se recusa a reconhecer o que Cristo fez para conseguir a reconciliação entre Deus e o homem. Pior ainda, ele se recusa a aceitar que o homem precisa se arrepender antes de poder ser restaurado para Deus em justiça e verdade.

Em segundo lugar, se o Universalismo fosse verdadeiro, então o homem poderia entrar no céu sem nunca ter de confessar sua própria impiedade! Isto é claramente absurdo. Isto também permitiria ao homem receber a salvação sem ter de admitir sua necessidade de um Salvador. Isto também é absurdo.

Portanto, por que muitos cristãos — ou aqueles que professam serem cristãos — acham o Universalismo tão atraente? A resposta é simples: O Universalismo alivia o homem da necessidade de se arrepender. Ele permite que o homem continue a viver por sua própria força, independente de Deus. Se pelo menos uma vez em sua vida ele visse a si mesmo da forma como realmente é, uma criatura miserável imersa no veneno de seu próprio orgulho, o homem iria a Cristo em verdadeira humildade e aceitaria o dom da salvação — pela fé por meio da graça. Mas, o engodo do Universalismo o impede de fazer isto.

Das muitas mentiras enganadoras de Satanás, a falsa doutrina do Universalismo é uma das mais sedutoras. É por isto que ele é central na filosofia oriental e no Movimento de Nova Era. Tanto o Hinduísmo quanto o Budismo ensinam que todas as almas eventualmente são salvas, mas que o grande ciclo da transmigração chegará a um fim quando todo o carma da pessoa — ou dívida na vida — tiver finalmente sido pago.

Purgatório

A falsa doutrina católica do Purgatório foi recortada do mesmo tecido. O Vaticano ensina que nossas boas obras aqui na Terra, mas as várias graças acumuladas por meio da participação nos sacramentos, salvarão a pessoa do inferno ou da condenação eterna. Todavia, ele também ensina que, para a vasta maioria das almas "batizadas", isso não será suficiente para purificar a pessoa de todos os pecados. Isto pode ser alcançado somente por meio de um período de sofrimento depois da morte, de duração não especificada, nas chamas do Purgatório.

Por meio dessa falsa doutrina, a Igreja Católica nega a suficiência da salvação por meio da fé em Cristo e escraviza seus membros a uma busca infindável para acumular graça suficiente para evitar o Purgatório — promovendo sua própria versão do Universalismo, em que todos eventualmente serão salvos.

A Questão do Pecado

O Universalismo e o Aniquilacionismo tentam evitar, ou simplesmente ignorar, as consequências devastadoras do pecado. Eles fazem isso principalmente reduzindo o pecado a um evento e negando o dano que causou à nossa condição espiritual. A Queda foi um evento — sim — mas um evento tão traumático que seus efeitos malignos somente puderam ser desfeitos pela encarnação e morte de Cristo Jesus, o unigênito Filho de Deus.

Como cristãos, todos precisamos considerar isto. O pecado é tão devastador que somente Deus pode lidar com ele. Nós, por nós mesmos, em nosso estado natural, estamos escravizados ao pecado. E, quando o pecado realiza sua obra, o resultado é a morte. Este é o resultado inevitável e necessário em todos os casos, sem exceção.

Como cristãos nascidos de novo, somos salvos SOMENTE por que alguém pagou nossa dívida pelo pecado! E esse alguém pôde fazer isso SOMENTE por que nos arrependemos de nosso pecado e nos voltamos a Ele como nosso Salvador pessoal. É por isto que todo cristão verdadeiro tem um relacionamento um-a-um com Jesus de Nazaré. Pedimos pessoalmente a Ele para nos salvar, e Ele assim fez. Exatamente como o Pai conhece cada um de Seus anjos pelo nome, Jesus conhece cada um de Seus santos pelo nome.

O homem não pode salvar a si mesmo por suas obras, não pode evitar ser julgado pelo seu pecado pela suposta extinção de sua alma, e não pode esperar a salvação, a não ser que se arrependa e venha pela fé a Cristo.

Versos para Contemplar:

"Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" [Mateus 23:33].

"Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo." [Marcos 3:29].

"... também estes escolhem os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações." [Isaías 66:3b].

"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." [João 5:29].

"Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação." [Romanos 13:2].

"E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne." [Isaías 66:23-24].

"Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, acerca de Acabe, filho de Colaías, e de Zedequias, filho de Maaséias, que vos profetizam falsamente em meu nome: Eis que os entregarei na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e ele os ferirá diante dos vossos olhos. E todos os transportados de Judá, que estão em Babilônia, tomarão deles uma maldição, dizendo: O SENHOR te faça como Zedequias, e como Acabe, os quais o rei de Babilônia assou no fogo; porquanto fizeram loucura em Israel, e cometeram adultério com as mulheres dos seus vizinhos, e anunciaram falsamente, em meu nome uma palavra, que não lhes mandei, e eu o sei e sou testemunha disso, diz o SENHOR." [Jeremias 29:21-23].

Os Ímpios Recusam-se a Serem Julgados

Os ímpios estão convencidos que podem desafiar o julgamento de Deus, que pela rejeição de Sua soberania, eles podem evitar ser responsabilizados por suas ações quando estavam vivendo aqui na Terra. Eles recusam-se a serem julgados, recusam-se a aceitar Jesus como o juiz indicado para toda a humanidade e consideram as leis estabelecidas por nosso Pai Celestial como uma tentativa deliberada de suprimir nossa liberdade espiritual.

Esta atitude permeia as obras das trevas. Aqueles que rejeitam deliberadamente a salvação de Cristo estão fazendo isso na crença falsa que devem suas existências a alguém, ou alguma outra coisa, que não o Senhor Deus da Bíblia. Eles fabricam para sua própria satisfação todos os tipos de raciocínios para explicar por que Deus não tem o direito de julgá-los.

Em sua condição caída, eles acham a ideia inteira do julgamento profundamente repugnante. Muitos explodem em acessos de raiva quando um fiel cristão se atreve a sugerir que um Deus santo e justo um dia fará todos prestarem conta de seus atos.

Os dois modos favoritos deles de explicar suas liberdades ilimitadas — seus direitos professos de fazer tudo aquilo que quiserem — são que eles próprios são deuses e que um deus diferente, não o Senhor Deus da Bíblia, abriu os olhos deles. Esse "outro deus" é Baal, a máscara melhor conhecida do Adversário no Velho Testamento.

"Assim disse o SENHOR: Vai, e compra uma botija de oleiro, e leva contigo alguns dos anciãos do povo e alguns dos anciãos dos sacerdotes; e sai ao Vale do Filho de Hinom, que está à entrada da porta do sol, e apregoa ali as palavras que eu te disser... Então quebrarás a botija à vista dos homens que forem contigo." [Jeremias 19:1-2,10].

O Apelo Crescente do Universalismo

Nos tempos trabalhosos em que vivemos atualmente, em que a apostasia é desmedida, o falso ensino do Universalismo apelará a muitos. Esse apelo aumentará enormemente nos anos futuros, à medida que a Igreja Católica, a Igreja Evangélica Emergente e as religiões neopagãs o usarem para atrair as massas para a Religião do Mundo Unificado. O ensino deles que um deus de amor incondicional aceitará a todos, independente da fé ou da condição espiritual deles, será extremamente atraente em um mundo em que a ordem moral tradicional parece ter se dissolvido. O Universalismo ficará em chocante contraste com a crença antiga — muito desprezada por essas pessoas — que afirma que "muitos são chamados, porém pouco são os escolhidos".

Eles também argumentarão que um Deus de amor incondicional e ilimitado permitirá que almas reincidentes "optem por ficar de fora" — ou cessem de existir — se elas assim preferirem.

Ao longo dos últimos 80 anos, aproximadamente, a igreja pregou o Evangelho em grande parte a partir do ponto de vista do amor. Deus o ama; Ele tem um plano para você; Ele enviou Seu Filho para salvá-lo, para pagar sua dívida de pecados e interceder a seu favor diante do trono de Deus; e quando você morrer, Ele o levará para o lar celestial, para viver com Ele na eternidade. Esta é certamente uma mensagem maravilhosa, um mensagem repleta com alegria indizível, mas é facilmente malcompreendida. A não ser que vejamos por que Deus teve de agir como agiu, não reconheceremos a magnitude daquilo que Cristo fez por nós, ou a devastação universal causada pelo pecado. Para uma pessoa não-salva, o dom pode parecer irrelevante, pois não tem compreensão alguma do pecado e de sua própria condição caída.

Dois Modos Biblicamente Válidos de Pregar o Evangelho

Podemos pregar o Evangelho com amor para os ouvidos receptivos, mas para aqueles que estão com seus corações endurecidos pelo mundo, podemos ter de pregar o Evangelho com amor e temor. Há uma clara injunção bíblica para isto.

"Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; e salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne." [Judas 1:20-23].

Observe estas palavras "salvar com temor". Judas está aludindo aqui àquelas almas que resistem ao Evangelho falado com amor. Com esses indivíduos obstinados somos obrigados a detalhar as terríveis consequências do pecado para todos aqueles que rejeitam o Evangelho. O apóstolo Paulo descreveu a punição que aguarda todos os que fazem essa escolha:

"E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder." [2 Tessalonicenses 1:7-9].

Ambas as passagens referem-se ao fogo do julgamento de Deus. Paulo também inclui uma definição de inferno, ou seja, "eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder".

Qualquer um que imagina que possa ver um modo alternativo de salvação na Palavra de Deus precisa realmente estudar essas passagens. A mensagem delas é chocante e inequívoca. Um destino terrível aguarda todos aqueles que rejeitam deliberadamente o dom da salvação pela fé em Cristo.

Como Paulo explica em Romanos: "Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado." [Romanos 11:22].

As Obras Não Têm Nada Que Ver com a Salvação

Para aqueles que esperam encontrar uma escala graduada de avaliação após a morte, o choque será terrível. Existirão somente dois resultados possíveis: (a) salvação perfeita para todos aqueles que vêm a Cristo enquanto estão vivendo aqui na Terra, ou (b) condenação eterna para todos que rejeitam o Evangelho da salvação. Apesar de tudo o que as falsas religiões do mundo estão ensinando, nossas obras não afetarão esse resultado.

As obras não têm nada que ver com a salvação. Entretanto, como a epístola de Tiago deixa absolutamente claro, todos os fiéis cristãos verdadeiros darão ampla evidência de sua fé com obras de caridade e atos de misericórdia. Paulo nos lembra diversas vezes que essas mesmas obras também terão uma influência direta sobre nossa recompensa no céu, o que muito provavelmente refere-se à nossa proximidade e serviço para Cristo na eternidade.

Surdez Rebelde

Como verdadeiros evangelistas, podemos ter de alcançar os "duros de ouvir" com uma mensagem que ninguém quer ouvir. A ira de Deus é exatamente como Paulo a descreve — "o terror do Senhor". Uma vez que compreendamos o que isto significa — e como cristãos nascidos de novo devemos ser muito claros sobre isto — somos capazes de transmitir aos outros uma verdade básica que o mundo nunca ensinará para eles, isto é, que Deus é tanto perfeito e perfeitamente justo. Por esta razão, Ele precisa punir o pecado, TODO o pecado. Se o indivíduo se recusou a permitir que o sangue de Cristo cobrisse seus pecados, então terá de assumir a responsabilidade por eles:

"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a Deus; e espero que nas vossas consciências sejamos também manifestos." [2 Coríntios 5:10-11].

O temor de Deus é o princípio da sabedoria. Mas, não temos esse temor em nosso estado caído e natural. Isto é algo que temos de aprender: "Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR." [Salmos 34:11]. Esse processo de aprendizado está diretamente conectado com nosso estudo da Palavra de Deus:

"O dia em que estiveste perante o SENHOR teu Deus em Horebe, quando o SENHOR me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos." [Deuteronônio 4:10].

No fim, é o próprio Deus que faz isto: "e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim." [Jeremias 32:40b].

A igreja dos nicolaítas pode tentar ensinar o temor de Deus por seus próprios planos e esquemas, mas está enganando as ovelhas e fazendo-as errar:

"Porque o SENHOR disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído." [Isaías 29:13].

O temor de Deus não pode ser ensinado pelos preceitos dos homens. Ele vem somente por meio do poder do Espírito Santo e se constitui, portanto, o princípio de toda a sabedoria.

Onde Está o Temor de Deus na Igreja Hoje?

Há uma acentuada ausência de qualquer temor de Deus entre aqueles que ocupam cargos de liderança e de serviço dentro da igreja. Os que ainda têm esse temor são raros e moribundos.

A igreja dos nicolaítas não tem o temor a Deus. Cristo repreendeu algumas das sete igrejas no livro do Apocalipse, mas Sua maior repreensão foi, de longe, reservada aos nicolaítas, uma igreja que é virtualmente imune a críticas de qualquer tipo:

"Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu." [Apocalipse 3:17].

A maioria dos fiéis cristãos hoje está bem acostumada com a turma dos pastores "rico sou", empertigados, satisfeitos consigo mesmos, que afirmam que de nada têm falta. Eles também estão bem familiarizados com o grupo de cristãos professos que os seguem, que são igualmente cegos ao colapso espiritual da igreja e completamente alheios à sua própria condição miserável.

Estas são as pessoas, vazias de vergonha, que serão mais receptivas à heresia do Universalismo quando ela começar a ganhar ímpeto. A ideia que Deus julgará a humanidade e condenará os incrédulos à condenação eterna parecerá incrivelmente antiquada, uma herança primitiva dos tempos passados.

Eles ensinarão, ao contrário, que, como todos os homens são iguais, ninguém se perderá, e que o amor incondicional de Deus superará todas as diferenças e distinções criadas pelo homem.

Já estamos familiarizados com a ênfase sediciosa sobre igualdade em nossa cultura moderna, em que toda a ordem moral está sendo sistematicamente solapada por argumentos baseados em direitos iguais. Quando essas desculpas falsas superam e colocam de lado toda a responsabilidade pessoal, o pecado é esquecido. A heresia Universalista encaixa-se perfeitamente bem com essa mentalidade amoral.

Conclusão

Em sua condição caída e repleta de orgulho, o homem não quer acreditar que o inferno é um lugar real. Ele acha a ideia inteiramente repulsiva. Infelizmente, a ideia que ele deveria achar repulsiva — a rejeição da salvação oferecida por Cristo — é trivializada como uma posição filosófica, uma escolha de estilo de vida, uma opção que, espiritualmente falando, ele tem o direito de fazer. Como Deus pode condenar alguém por fazer uma escolha? Não faz sentido, eles dizem.

É uma marca de quão profundamente o homem caiu que esse tipo de lógica seja tão prevalente hoje. Em seu orgulho, o homem rejeita — com mais fúria do que nunca antes — a noção que ele é inerentemente ímpio, que está perdido nas profundezas do pecado e da rebelião e que necessita de um Salvador. A igreja dos nicolaítas está infestada com líderes que secretamente adotam essa visão. É por isto que não há virtualmente pregação hoje sobre pecado, inferno, condenação e o poder de Satanás para distorcer e perverter a Palavra de Deus.

Se caminharmos com essas pessoas, gradualmente iremos deslizar para a mesma cegueira e complacência que contamina a caminhada deles com Deus.

A companhia de quem você gostaria de compartilhar? Pessoalmente, procuro aqueles que temem a Deus. Tudo o que eles dizem traz imenso refrigério à alma. Frequentemente, são os indivíduos mais simples e modestos que você poderia encontrar, todavia a companhia deles não têm preço. Amo cada um deles.

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Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 9/5/2019
Transferido para a área pública em 16/9/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/julgamento.asp