O Príncipe Que Há de Vir

(The Coming Prince)

Sir Robert Anderson

(1841-1918)

APÊNDICE 1

Tratado Cronológico e Tabelas

O ponto de contato entre a cronologia sacra e a profana na história bíblica e, portanto, a primeira data certa, é a ascensão de Nabucodonosor ao trono de Babilônia (confira Daniel 1:1 e Jeremias 25:1). A partir dessa data calculamos para frente até Cristo e para trás até Adão. A concordância dos principais cronologistas é uma garantia suficiente que Davi iniciou a reinar em 1056-5 AC e que, portanto, todas as datas subseqüentes podem ser corretamente determinadas. Mas fora dessa época inicial, a certeza desaparece. As datas nas margens na Bíblia inglesa representam principalmente a cronologia do arcebispo Ussher [*] e, apesar de sua eminência como cronologista, algumas dessas datas são duvidosas e outras são totalmente erradas.

Das datas duvidosas no esquema de Ussher, os reinados de Belsazar e Assuero podem servir como exemplos. O caso de Belsazar é especialmente interessante. A Escritura diz claramente que ele reinava em Babilônia quando o reino foi conquistado pelos medos e persas e que Belsazar foi morto na noite em que Dario entrou na cidade. Por outro lado, não somente nenhum historiador antigo menciona Belsazar, mas todos concordam que o último rei de Babilônia foi Nabonido, que estava ausente da cidade quando os persas a capturaram e que mais tarde submeteu-se aos conquistadores em Borsipa. Assim, a contradição entre a história e a Escritura parecia ser absoluta. Os céticos apelavam para a história para desacreditar o livro de Daniel, e os comentaristas solucionavam a dificuldade rejeitando a história. Entretanto, as inscrições cuneiformes agora solucionaram a controvérsia de uma maneira tão satisfatória quanto inesperada. Em cilindros de argila que foram descobertos por Sir H. Rawlinson em Mughier e em outros sítios caldeus, Belsazar (Belsaruzur) é citado por Nabonido como sendo seu filho mais velho. A inferência é óbvia, que durante os anos finais do reinado de seu pai, Belsazar foi rei regente em Babilônia. De acordo com o cânon de Ptolomeu, Nabonido reinou durante dezessete anos (de 555 até 538 AC) e Ussher dá esses anos a Belsazar.

Em comum com muitos outros autores, Ussher assumiu que o rei do livro de Ester foi Dario Histaspes, mas existe agora uma concordância que é o filho e sucessor de Dario que é mencionado como Assuero — "um nome que ortograficamente corresponde ao nome grego Xerxes." [1]

O grande banquete do primeiro capítulo de Ester, realizado em seu terceiro ano, (verso 3) foi presumivelmente em antecipação à sua expedição contra a Grécia (483 AC) e o casamento de Ester ocorreu no seu sétimo ano (2:16), tendo sido adiado até então por causa da ausência do rei durante a campanha. As datas marginais do livro de Ester devem, portanto, iniciar com 486 AC, em vez de 521, conforme indicado na Bíblia inglesa.

Mas esses são pontos comparativamente triviais, enquanto o principal erro da cronologia de Ussher é de real importância. De acordo com 1 Reis 6:1, Salomão começou a construir o templo "no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel da terra do Egito". O caráter místico dessa era de 480 anos já foi observado em um capítulo anterior. Ussher assumiu que ela representava um período estritamente cronológico e, contando para trás a partir do terceiro ano de Salomão, fixou a data do Êxodo em 1491 AC — um erro que viciou todo seu sistema.

Em Atos 13:18-21, Paulo, ao tratar do intervalo entre o Êxodo e o fim do reinado de Saul, especifica três períodos; 40 anos, aproximadamente 450 anos, e 40 anos = 530 anos. A partir da ascensão de Davi ao trono até o terceiro ano de Salomão, quando o templo foi fundado, foram quarenta e três anos. Portanto, de acordo com essa enumeração, o período entre o Êxodo e o templo foi 530 + 43 = 573 anos. Clinton, entretanto, cuja cronologia tem sido mais geralmente adotada, conjetura que houve um intervalo de vinte e sete anos entre a morte de Moisés e a primeira servidão, e um intervalo de doze anos entre "o profeta Samuel" (1 Samuel 7) e a eleição de Saul. Ele corretamente estima o período entre o Êxodo e o templo em 573+27+12=612 anos. [2]

Portanto, as principais datas de Clinton são estas:

4138 AC — Adão
2482 AC — O dilúvio
2055 AC — A chamada de Abraão
1625 AC — O Êxodo
1096 AC — A escolha de Saul
1056 AC — Davi
1016 AC — Salomão
976 AC — Roboão
606 AC — O Cativeiro (isto é, a servidão a Babilônia)

Nessa cronologia, Browne propõe três correções (Ordo Sec., Cap. 10, 13); ele rejeita os dois termos conjeturais de vinte e sete anos e doze anos acima observados; e acrescenta dois anos ao período entre o Dilúvio e o Êxodo. Se essa última correção for adotada (e é perfeitamente legítima, considerando-se que precisão aproximada é tudo que o cronologista mais capacitado pode afirmar ter alcançado para essa era), que três anos sejam acrescentados ao período entre o Dilúvio e a Aliança com Abraão, e o último evento torna-se exatamente, como é em qualquer caso aproximadamente, a época central entre a criação e a crucificação. A data do Dilúvio seria então colocada em 2485 AC e, portanto, a criação teria ocorrido em 4141 AC.

Os seguintes aspectos mais notáveis aparecem na cronologia assim definida:

A Aliança aqui mencionada é a registrada em Gênesis 12 em conexão com a chamada de Abraão. As afirmações das Escrituras com relação a essa parte da cronologia podem parecer precisar de explicação em dois aspectos.

Estevão declara em Atos 7:4 que a saída de Abraão de Harã ocorreu após a morte de seu pai. Mas Abraão tinha somente setenta e cinco anos de idade quando entrou em Canaã; enquanto que se assumirmos de Gênesis 11:26 que Abraão nasceu quando Terá tinha setenta anos, ele precisa ter cento e trinta anos quando foi chamado, pois Terá morreu aos 205 anos. (Compare Gênesis 11:26,31,32; 12:4) Entretanto, o fato é óbvio a partir dessas afirmações que embora nomeado entre os filhos de Terá, Abraão não era o primogênito, mas o mais jovem. Terá tinha setenta anos quando seu filho mais velho nasceu, e ele teve três filhos: Harã, Naor e Abraão. Para ter certeza da idade dele no nascimento de Abraão, precisamos nos voltar para a história, e ali ficamos sabendo que ele tinha cento e trinta anos. [4] E isso explicará a deferência de Abraão por Ló, que, embora fosse seu sobrinho, tinha apesar disso, a mesma idade em anos, e possivelmente era mais velho; além disso, como filho do irmão mais velho da Abraão, era o chefe nominal da família. (Gênesis 13:8,9).

De acordo com Êxodo 12:40, "o tempo em que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos". Se isso for tomado para significar (como a afirmação em Gênesis 15:13, citado por Estevão em Atos 7:6, poderia também parecer implicar) que os israelistas estiveram quatro séculos no Egito, toda a cronologia precisa ser modificada. Mas, como o apóstolo Paulo explica em Gálatas 3:17, esses 430 anos devem ser calculados desde a chamada de Abraão, e não a partir da entrada de Israel no Egito. A afirmação em Gênesis 15:13 é explicada e qualificada pelas palavras que seguem no verso 16. Todo o período das peregrinações de Israel seria de quatro séculos, mas quando a passagem fala definitivamente da peregrinação deles no Egito, ela diz "Na quarta geração" — uma palavra que foi cumprida com exatidão, pois Moisés foi o quarto descendente desde Jacó. [5]

Não foi até 470 anos após a aliança com Abraão que seus descendentes tomaram seu lugar como uma das nações da Terra. Eles foram escravos no Egito e peregrinaram no deserto; mas sob a liderança de Josué entraram na terra prometida e se tornaram uma nação. E com esse último evento iniciou-se uma série de ciclos de "setenta semanas" de anos.

Desde a entrada em Canaã (1586-5 AC) até o estabelecimento do reino sob a liderança de Saul (1096 AC) foram 490 anos.

Desde o reino (1096 AC) até a servidão a Babilônia (606 AC) foram 490 anos.

Desde o início da servidão (606 AC) até o edito real do vigésimo ano de Artaxerxes Longimano, a independência nacional de Judá esteve suspensa, e com essa data iniciou-se a era mística dos 490 anos, que formam as "setenta semanas" da profecia de Daniel.

Novamente, o período entre a dedicação do primeiro templo no ano undécimo de Salomão (1066-5 AC) e a dedicação do segundo templo no ano sexto de Dario Histaspes, da Pérsia (515 AC), foi de 490 anos. [6]

Devemos concluir que esses resultados são puramente acidentais? Nenhuma pessoa que use a cabeça hesitará em aceitar a alternativa mais razoável que a cronologia do mundo é parte de um plano divino ou "economia dos tempos e épocas".

A investigação cronológica sugerida pelas datas fornecidas pelos livros de 2 Reis, 2 Crônicas, Jeremias, Ezequiel e Daniel é de principal importância, não somente por estabelecer a absoluta precisão das Escrituras, mas também por lançar luz sobre a questão principal das várias eras de cativeiro, que novamente estão intimamente ligadas com a era das setenta semanas.

O estudante do livro de Daniel encontra cada etapa cercada por dificuldades geradas ou por inimigos jurados, ou por pseudo-expositores dos Escritos Sagrados. Até mesmo a frase de abertura do livro tem sido atacada por todos os lados. Que Daniel foi tomado cativo no terceiro ano de Jeoiaquim "é simplesmente uma invenção cristã recente", afirma o autor de Messiah the Prince (pág. 42), mantendo seu estilo de descartar a história sacra e profana, de modo a apoiar suas próprias teorias.

Em History of the Jews, de Dean Martin, a página que trata dessa época inicial está repleta de imprecisões. Primeiro, ele confunde os setenta anos das Desolações, preditos em Jeremias 25, com os setenta anos da Servidão, que já tinha começado. Então, como a profecia de Jeremias 25 foi dada no ano quarto do Jeoiaquim, ele fixa a primeira captura de Jerusalém naquele ano, enquanto que as Escrituras dizem expressamente que ela ocorreu no terceiro ano de Jeoiaquim (Daniel 1:1). Ele então especifica 601 AC como o ano da invasão de Nabucodonosor, e aqui a confusão é total, pois ele menciona dois períodos de três anos cada entre essa data e a morte do rei, que apesar disso ele corretamente atribui ao ano 598 AC.

Novamente, o artigo do Dr. F. W. Newman sobre os Cativeiros, na Cyclopaedia de Kitto, bem merece observação como um exemplo do tipo de crítica que pode ser encontrado em livros padrão ostensivamente destinados a ajudar no estudo das Escrituras.

"A afirmação com a qual o livro de Daniel inicia está em conflito direto com os livros de Reis e Crônicas, que atribuem a Jeoiaquim um reinado de onze anos, e também com Jeremias 25:1. Ela baseia-se parcialmente em 2 Crônicas 36:6, que não está mesmo em perfeita concordância com 2 Reis 24. Na história anterior, a guerra irrompeu durante o reinado de Jeoiaquim, que morreu antes de ela terminar; e quando seu filho e sucessor Joaquim tinha reinado três meses, a cidade e seu rei foram capturados. Nas Crônicas, porém, o mesmo evento acontece duas vezes em um período de três meses e dez dias (2 Crônicas 36:6 e 9); e mesmo assim não obtemos concordância com a interpretação recebida de Daniel 1:1-3."

As conclusões desse autor são adotadas por Dean Stanley em seu Jewish Church (vol. 2, pág. 459), em que ele enumera entre os cativos tomados com Joaquim no ano oitavo de Nabucodonosor, o profeta Daniel, que tinha obtido um cargo na corte de Babilônia seis anos antes de Joaquim subir ao trono! (Compare 2 Reis 24:12 com Daniel 2:1).

Uma referência ao Five Great Monarchies (vol 3, págs. 488-94), e o Fasti Hellenici, mostrará quão completamente coerente a história sagrada desse período aparece para a mente de um historiador e cronologista e, além disso, quão completamente ela se harmoniza com os fragmentos existentes da história de Berosus.

Jeoiaquim realmente reinou por onze anos. Em seu terceiro ano ele tornou-se vassalo do rei de Babilônia. Por três anos ele pagou tributos, e em seu sexto ano ele se revoltou. Não há uma sombra de razão para crer que o primeiro verso de Daniel seja espúrio; e mesmo sem toda a confirmação de sanção divina para o livro, a idéia que tal autor — um homem que tinha o título de príncipe e da mais elevada cultura, (Daniel 1:3,4) criado para ocupar um lugar entre os sábios e nobres de Babilônia — era ignorante da data e das circunstâncias de seu próprio exílio é simplesmente absurdo. Mas de acordo com o Dr. Newman, ele precisava referenciar o livro das Crônicas para obter a informação, e por causa disso se enganou. Uma comparação das afirmações em Reis, Crônicas, e Daniel estabelece claramente que as narrativas são independentes, cada uma dando detalhes omitidos nos outros livros. O segundo verso de Daniel parece inconsistente com o resto somente para uma mente capaz de supor que o rei vivo de Judá foi colocado como um ornamento no templo de Bel junto com os vasos sagrados, pois é assim que o Dr. Newman interpreta. E a aparente inconsistência em 2 Crônicas 36:6 desaparece quando lida no contexto, pois o verso oitavo mostra o conhecimento do autor que Jeoiaquim completou seu reinado em Jerusalém. Além disso, a correção de toda a história é bem estabelecida fixando-se a cronologia dos eventos, um teste crucial de exatidão.

Jerusalém foi primeiro capturada pelos caldeus no terceiro ano de Jeoiaquim (Daniel 1:1). O quarto ano dele foi corrente com o primeiro de Nabucodonosor (Jeremias 25:1). Isto concorda com a afirmação de Berosus que a primeira expedição de Nabucodonosor ocorreu antes de ele subir ao trono (Josefo, Apion, 1.19). De acordo com o cânon de Ptolomeu, a exatidão do qual tem sido plenamente estabelecida, o reinado de Nabucodonosor vai de 604 AC, isto é, a ascensão dele ao trono foi no ano iniciando com o primeiro Thoth (que caiu em janeiro) de 604 AC, e a história não deixa dúvidas que foi bem no início daquele ano. Mas o cativeiro, de acordo com a era de Ezequiel, iniciou no oitavo ano de Nabucodonosor (compare Ezequiel 1:2 e 2 Reis 24:12); e no ano trinta e sete do cativeiro, o sucessor de Nabucodonosor estava no trono (2 Reis 25:27). Isso daria a Nabucodonosor um reinado de pelo menos quarenta e quatro anos, enquanto que, de acordo com o cânon (e Berosus o confirma) ele reinou somente por quarenta e três anos e foi sucedido por Evil-Merodaque (o Iluoradam do cânon), em 561 AC.

Segue-se, portanto, que as Escrituras antedatam os anos de Nabucodonosor, calculando seu reinado de 605 AC. [7] Isso seria suficientemente explicado pelo fato que, desde a conquista de Jerusalém, no ano terceiro de Jeoiaquim, os judeus reconheciam Nabucodonosor como seu suserano. Entretanto, tem sido negligenciado que é de acordo com o princípio ordinário em que eles consideravam os anos dos reinados, calculando-os de nisã a nisã. Em 604 AC, o dia 1 de nisã caiu em ou perto de 1 de abril [8] e, de acordo com o cálculo judaico, o segundo ano do rei iniciaria naquele dia, independente de quão recentemente ele tinha subido ao trono. Portanto, "o quarto ano de Jeoiaquim, que foi o primeiro ano de Nabucodonosor (Jeremias 25:1), foi o ano que começou em nisã de 605 AC; e o terceiro ano de Jeoiaquim, em que Jerusalém foi capturada e a servidão começou, foi o ano que iniciou em nisã de 606 AC.

Esse resultado é admiravelmente confirmado por Clinton, que fixa o verão de 606 AC como a data da primeira expedição de Nabucodonosor. [9]

Isso é ainda mais confirmado e permite a explicação de uma afirmação de Daniel, que tem sido usada triunfantemente para depreciar o valor do livro. Se, eles dizem, o rei de Babilônia manteve Daniel em treinamento por três anos antes de recebê-lo em sua presença, como poderia ter o profeta interpretado o sonho do rei em seu segundo ano de reinado? (Daniel 1:5,18; 2:1). Daniel, um cidadão de Babilônia que residia no palácio real, natural e logicamente calculou o reinado de seu soberano de acordo com o uso comum (como Neemias também fez em circunstâncias similares). Mas como o profeta foi exilado em 606 AC, o período probatório de três anos terminou no encerramento do ano 603 AC, enquanto que o segundo ano de Nabucodonosor, calculado a partir da sua ascensão ao trono, estendeu-se para alguma data nos meses iniciais de 602 AC.

Novamente, a data inicial do cativeiro de Jeoiaquim foi no ano oitavo de Nabucodonosor (2 Reis 24:12), isto é, seu oitavo ano contado a partir do mês de nisã.

Mas o ano nono do cativeiro era ainda corrente no décimo de tebete do ano nono de Zedequias e o décimo sétimo de Nabucodonosor (compare Ezequiel 24:1-2 com 2 Reis 25:1-8).

E o décimo nono ano de Nabucodonosor e décimo primeiro de Zedequias, em que Jerusalém foi destruída, foi em parte concorrente com o décimo segundo ano do cativeiro (compare 2 Reis 25:2-8 com Ezequiel 33:21).

Segue-se, portanto, que Jeoiaquim (Jeconias) deve ter sido tomado cativo no fim do ano judaico ("no decurso de um ano" — 2 Crônicas 36:10), que é o ano que precedia o 1 de nisã de 597 AC; e Zedequias foi feito rei (após um breve interregno) bem no início do ano que começou naquele dia. [10] E também se segue que, independente se calculado de acordo com a era de Nabucodonosor, de Zedequias, ou do cativeiro, 587 AC foi o ano em que "a cidade foi destruída" [11]

O primeiro elo nessa corrente de datas é o terceiro ano de Jeoiaquim, e cada novo elo confirma a prova da exatidão e importância dessa data. Ela tem sido justamente chamada de ponto de contato entre a história sagrada e profana e sua importância na cronologia sagrada é imensa por ser ela a data inicial da servidão de Judá ao rei de Babilônia.

A servidão não deve ser confundida com o cativeiro, como geralmente acontece. Foi a rebelião contra o decreto divino que entregou o cetro imperial a Nabucodonosor, que trouxe sobre os judeus o julgamento adicional de uma deportação nacional e a ainda mais terrível punição das "desolações". A linguagem de Jeremias é mais definida a esse respeito:

"E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam... E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonosor, rei de Babilônia, e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de Babilônia, a essa nação castigarei com espada, e com fome, e com peste, diz o SENHOR, até que a consuma pela sua mão... Mas a nação que colocar o seu pescoço sob o jugo do rei de Babilônia, e o servir, eu a deixarei na sua terra, diz o SENHOR, e lavrá-la-á e habitará nela." [Jeremias 27:6,8,11; e compare 38:17-21).

A era indicada dessa servidão foi setenta anos, e o capítulo 29 de Jeremias foi uma mensagem de esperança para os cativos, que ao fim daquele período, eles retornariam a Jerusalém (verso 10). O capítulo 25 foi uma predição para os judeus rebeldes que permaneceram em Jerusalém após a servidão ter iniciado, advertindo-os que sua obstinada desobediência traria sobre eles uma total destruição e que por setenta anos a terra seria uma desolação.

Para recapitular, o ano trinta e sete do cativeiro foi corrente na ascensão de Evil-Merodaque ao trono (2 Reis 25:27), e a data inicial do reinado desse rei foi 561 AC. Portanto, o cativeiro foi a partir do ano que começou em nisã de 598 e terminou em adar de 597. Mas esse foi o oitavo ano de Nabucodonosor, de acordo com a contagem das Escrituras. Portanto, o primeiro ano de Nabucodonosor foi de nisã de 605 até nisã de 604. A primeira captura de Jerusalém e o início da servidão foi durante o ano precedente, 606-605. A destruição final da cidade foi no décimo nono ano de Nabucodonosor, isto é, em 587, e o cerco começou em 10 de tebete (aproximadamente em 25 de dezembro) de 589, que foi a data inicial das desolações. A destruição de Jerusalém pelo fogo não pode ter sido 588 AC, conforme dado por Ussher, Prideaux, etc., pois nesse caso [12] o cativeiro teria iniciado em 599 AC, e o trigésimo sétimo ano teria terminado antes da ascensão de Evil-Merodaque ao trono. Ela também não pode ter sido 587 AC, conforme dado por Jackson, Hales, etc., porque então o ano trigésimo sétimo não teria iniciado durante o primeiro ano de Evil-Merodaque. [13]

Esse esquema é praticamente o mesmo que o de Clinton [14] e a sanção de seu nome pode ser reivindicada para ele, pois difere do seu sistema somente porque ele marca o reinado de Jeoiaquim em agosto de 609 AC e o de Zedequias em junho de 598; ele não observou a prática judaica de calcular os reinados a partir de nisã; enquanto que eu fixei nisã de 608 AC como a data inicial do reinado de Jeoiaquim, e nisã de 597 para o de Zedequias. Não que nisã tenha sido realmente o mês da ascensão ao trono, mas que, de acordo com a regra do Mishna e a prática da nação, o reinado assim era considerado. A data de Jeoiaquim não poderia ter sido nisã de 609 AC, porque seu quarto ano foi também o primeiro de Nabucodonosor, e o ano trigésimo sétimo, contado desde o oitavo de Nabucodonosor, foi o primeiro de Evil-Merodaque, isto é, 561 AC, uma data que fixa toda a cronologia, conforme o próprio Clinton argumenta conclusivamente. [15] Segue-se, a partir disso, que a data de Zedequias deve ter sido 597, e não 598 AC.

A cronologia adotada pelo Dr. Pusey [16] é essencialmente a mesma que a de Clinton. O esquema aqui proposto difere somente na extensão e nas bases aqui indicadas. A sugestão dele de que o jejum proclamado no quinto ano de Jeoiaquim (Jeremias 36:9) referiu-se à captura de Jerusalém em seu terceiro ano, não é improvável, e aponta para quisleu (novembro) de 606 AC como a data desse evento. Pelas razões acima indicadas, ele não poderia ter sido 607 AC, como o Dr. Pusey supõe, e o mesmo argumento prova que a data do cônego Rawlinson para a expedição de Nabucodonosor (605 AC) é um ano tarde demais. [17]

A correção desse esquema será, presumo, admitida, com relação ao ponto cardeal de diferença entre ele a cronologia de Clinton, isto é, que os reinados dos reis judeus são considerados a partir do mês de nisã. Resta observar os pontos de diferença entre os resultados aqui oferecidos e as hipóteses de Browne (Ordo Saec., Cap. 162-169). Ele arbitrariamente assume que o cativeiro de Joaquim e o reinado de Zedequias começaram no mesmo dia. Isso o leva a assumir (1) que eles foram considerados a partir do mesmo dia, isto é, o primeiro de nisã e, (2) que os anos reais de Nabucodonosor datam de alguma data entre 1 de nisã e 10 de ab de 606 (Cap. 166). Ambas essas posições são indefensáveis. (1) Os judeus certamente consideravam os reinados de seus reis a partir de 1 de nisã, mas não há provas que eles assim consideravam os anos de períodos ordinários ou eras como o cativeiro. (2) A pressuposição é forte, confirmada por todos os sincronismos da cronologia, que eles calcularam a era real de Nabucodonosor de acordo com a contagem dos caldeus, como em Daniel, ou de acordo com seu próprio sistema, como nos outros livros.

Tabela 1 — Tabela Cronológica

A tabela a seguir mostrará em uma primeira vista as várias eras da servidão a Babilônia, o cativeiro do rei Jeoiaquim e as desolações de Jerusalém.

Ao usar a tabela é essencial ter em mente dois pontos já mencionados:

  1. O ano dado na primeira coluna é o ano judaico que começa em 1 de nisã (março-abril). Por exemplo, 604 AC é o ano que começa em 1 de abril de 604. 589 é o ano que começa em 15 de março de 589. De acordo com o Mishna, [18] "O primeiro de nisã é um novo ano para o cálculo do reinado dos reis e para os festivais." Para o que os editores da tradução inglesa acrescentaram esta nota: "O reinado dos reis judeus, seja qual for o período da ascensão ao trono, era sempre considerado a partir do nisã precedente; assim, se, por exemplo, um rei judeu começasse a reinar em adar, o mês seguinte (nisã) seria considerado como o início do segundo ano de seu reinado. Essa regra era observada em todos os contratos jurídicos, em que o reinado dos reis sempre era mencionado."

  2. Os anos das diferentes eras são somente em parte concorrentes. Por exemplo, o primeiro ano das datas das desolações para o décimo dia de tebete (25 de dezembro) de 589 AC, e o décimo ano do cativeiro inicia ainda mais tarde, enquanto que o nono ano de Zedequias e o décimo sétimo de Nabucodonosor data de 1 de nisã (15 de março) de 589 AC.

Se esses pontos forem mantidos em vista, a cronologia da tabela se harmonizará com todas as outras afirmações cronológicas para o período envolvido nela, contidas nos livros dos Reis, Crônicas, Jeremias, Ezequiel e Daniel.



TABELA CRONOLÓGICA

Desde a servidão a Babilônia até a dedicação do segundo templo.

Ano Judaico*

Reis de Babilônia

Reis de Judá

Era da Servidão

Era do Cativeiro


Era das Desolações
.

Eventos e Comentários

606
AC

Vigésimo ano de Nabopolassar

Terceiro ano de Jeoiaquim (Eliaquim).

1

-

-

O terceiro ano de Jeoiaquim, de 1 de nisã de 606, até 1 de nisã de 605. Jerusalém é capturada por Nabucodonosor. (Daniel 1:1,2) Com esse evento a servidão a Babilônia iniciou, 490 anos (ou 70 semanas de anos) após o estabelecimento do Reino sob a liderança de Saul. "O quarto ano de Jeoiaquim, que foi o primeiro ano de Nabucodonosor," isto é, o ano que iniciou em 1 de nisã de 605 (Jeremias 25:1).

605

Nabucodono
sor

4

2

-

-

604

2

5

3

-

-

Visão da grande estátua (Daniel 2).

603

3

6

4

-

-

-

602

4

7

5

-

-

-

601

5

8

6

-

-

-

600

6

9

7

-

-

-

599

7

10

8

-

-

-

598

8

11

9

1

-

Este ano inclui os três meses do reinado de Joaquim (Jeconias), cujo cativeiro teve início no oitavo ano de Nabucodonosor 2 Reis 24:12

3 meses de Joaquim

597

9

Zedequias

10

2

-

Reinou durante 11 anos (2 Reis 24:18).

596

10

2

11

3

-

-

595

11

3

12

4

-

-

594

12

4

13

5

-

Ezequiel começou a profetizar no trigésimo ano desde a Páscoa de Josias (2 Reis 23:23) e no quinto ano do cativeiro (Ezequiel 1:1,2).

593

13

5

14

6

-

-

592

14

6

15

7

-

-

591

15

7

16

8

-

-

590

16

8

17

9

-

-

589

17

9

18

10

1

Jerusalém sitiada pela terceira vez por Nabucodonosor, no dia 10 de tebete — "O jejum de tebete" — o início das "Desolações"

588

18

10

19

11

2

"O ano décimo de Zedequias, o qual foi o décimo oitavo ano de Nabucodonosor" (Jeremias 32:1).

587

19

11

20

12

3

Jerusalém capturada no dia 9 do quarto mês e queimada no dia 7 do quinto mês no décimo primeiro ano de Zedequias, o décimo nono ano de Nabucodonosor (2 2 Reis 25:2,3,8,9, chamado "Ano duodécimo do nosso cativeiro" em Ezequiel 33:21; a notícia chegou aos exilados no quinto dia do décimo mês.

586

20

-

21

13

4

-

585

21

-

22

14

5

-

584

22

-

23

15

6

-

583

23

-

24

16

7

-

582

24

-

25

17

8

-

581

25

-

26

18

9

-

580

26

-

27

19

10

-

579

27

28

20

11

-

-

578

28

29

21

12

-

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577

29

30

22

13

-

-

576

30

31

23

14

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-

575

31

32

24

15

-

-

574

32

33

25

16

-

O vigésimo quinto ano do cativeiro era o décimo quarto (inclusive, como os judeus normalmente consideravam) desde a destruição de Jerusalém (Ezequiel 40:1).

573

33

34

26

17

-

-

572

34

35

27

18

-

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571

35

36

28

19

-

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570

36

37

29

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569

37

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21

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568

38

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567

39

40

32

23

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566

40

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33

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565

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564

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563

43

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27

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562

44

45

37

28

-

De acordo com o cânon, a ascensão de Iluoradam (Evil-Merodaque) ao trono foi no ano que iniciou em 1 de Thoth (11 de janeiro) de 561 AC. Mas o ano 562 nesta tabela é o ano judaico, isto é, o ano que precedia o 1 de nisã (ou aproximadamente 5 de abril de 561, e o trigésimo sétimo ano do cativeiro de Joaquim foi corrente até o encerramento daquele ano. Nesse ano, Jeoiaquim "foi tirado do cárcere" (Jeremias 52:31).

561

Evil-Merodaque

46

38

29

-

-

560

2

47

39

30

-

-

559

Neriglissar ou Nergal-Sareser

48

40

31

-

-

558

2

-

49

41

32

-

557

3

-

50

42

33

-

556

4

-

51

43

34

-

555

Nabonido

-

52

44

35

O Nabonido do cânon é chamado de Nabunahit nas Inscrições, e de Labineto por Heródoto.

554

2

-

53

45

36

-

553

3

-

54

46

37

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552

4

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55

47

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5

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56

48

39

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550

6

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57

49

40

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549

7

-

58

50

41

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548

8

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59

51

42

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547

9

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60

52

43

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546

10

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61

53

44

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545

11

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62

54

45

-

544

12

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63

55

46

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543

13

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64

56

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542

14

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65

57

48

-

541

15

-

66

58

49

Neste ano, ou antes dele, Belsazar (o Belsarusur das Inscrições) tornou-se regente enquanto seu pai Nabonido ainda estava vivo. Daniel teve a visão dos quatro animais no primeiro ano, e a visão do carneiro e do bode foi no terceiro ano de Belsazar (Daniel 7 e 8).

540

16

-

67

59

50

-

539

17

-

68

60

51

-

538

Dario (o Medo).

-

69

61

52

Babilônia foi capturada por Ciro. Neste ano Daniel teve a visão das setenta semanas.

537

2

-

70

62

53

-

536

Ciro

-

-

-

54

Decreto de Ciro autorizando os judeus a retornarem a Jerusalém; fim da servidão. (Observe que o ano 70 da servidão foi corrente até o 1 de nisã de 536 AC.).

535

2

-

-

-

55

-

534

3

-

-

-

56

Ano da última visão de Daniel (Daniel 10-12).

533

4

-

-

-

57

-

532

5

-

-

-

58

-

531

6

-

-

-

59

-

530

7

-

-

-

60

-

529

Cambises

-

-

-

61

-

528

2

-

-

-

62

-

527

3

-

-

-

63

-

526

4

-

-

-

64

-

525

5

-

-

-

65

-

524

6

-

-

-

66

-

523

7

-

-

-

67

-

522

8

-

-

-

68

-

521

Dario I

-

-

-

69

Dario Histaspes

520

2

-

-

-

70

Fim das Desolações. O alicerce do Segundo Templo foi lançado no dia 24 do nono mês no segundo ano do reinado de Dario (Ageu 2:18)

519

3

-

-

-

-

-

518

4

-

-

-

-

-

517

5

-

-

-

-

-

516

6

-

-

-

-

A construção do templo foi concluída no terceiro dia de adar, no ano sexto do reinado de Dario (Esdras 6:15).

515

7

-

-

-

-

O templo foi dedicado na Páscoa de Nisã de 515 (Esdras 6:15-22), 490 anos após a dedicação do templo de Salomão (1005 AC) e 70 anos antes da data do edito para a reconstrução da cidade.


Tabela 2 — Paralelismos Cronológicos

MOSTRANDO QUE A CHAMADA DE ABRAÃO FOI O PONTO CENTRAL ENTRE A CRIAÇÃO E A CRUCIFICAÇÃO

AC

 

 

4141* Adão – A Criação

 

 

até

= 1656 anos

 

2485* Noé – O Dilúvio

+

= 2086 anos

até

= 430 anos

 

2055 Abraão – A Aliança**

 

 

até

= 430 anos

 

1625 Moisés – A Lei

+

= 2086 anos

até

= 1656 anos

 

DC 32 Cristo – A Crucificação

 

 



* Estas datas diferem da cronologia de Clinton em três anos. Veja pág. 223, ante.

** Gálatas 3:17: "Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa."

*** Veja págs. 97 e 122, ante.


Tabela 3 — Certas Datas Relevantes na História Sacra e Profana

Antes de Cristo

Depois de Cristo

Tabela 4 — Meses do Calendário Judaico

Mês Duração Gregoriano
Nisã, ou Abib 30 dias Março–Abril
Zif, ou Iyar 29 dias Abril–Maio
Sivan 30 dias Maio–Junho
Tamuz 29 dias Junho–Julho
Ab 30 dias Julho-Agosto
Elul 29 dias Agosto–Setembro
Tisri, ou Ethanim 30 dias Setembro–Outubro
Bul, ou Marchesvan 29 / 30 dias Outubro–Novembro
Quisleu 30 / 29 dias Novembro–Dezembro
Tebete 29 dias Dezembro–Janeiro
Sebat 30 dias Janeiro–Fevereiro
Adar 29 / 30 dias Fevereiro–Março
Ve-Adar (intercalar)    

Informações completas sobre o assunto do atual "Calendário Hebraico" podem ser encontradas em um artigo intitulado na Encyc. Brit. (nona edição), e também Jewish Calendar,, de Lindo, uma obra judaica. O Mishna é a mais antiga obra que trata disso.

Notas de Rodapé do Apêndice 1

[*] O bispo Lloyd, a quem foi confiada a tarefa de editar a A. V., neste respeito fez algumas alterações, como por exemplo, no livro de Neemias ele rejeitou a cronologia de Ussher, e inseriu a verdadeira data histórica do reinado de Artaxerxes Longimano.

[1] Heródoto, de Rawlinson, 4, pág. 212. Xerxes (o antigo persa Khshayarsha) é derivado pelo Sir. H. Rawlinson a partir de Khshaya, 'um rei' (Ibidem 3, 446, Ap. Livro 6, nota A).

[2] Josefo parece confirmar isto em Ant. 20:10, Cap. 1, onde especificada 612 anos entre o Êxodo e o templo, mas em Ant. 8:3 Cap. 1, ele fixa o mesmo período em 592 anos. Supõem-se que na era mais longa ele incluiu os vinte anos durante os quais o templo e o palácio estavam em construção.

[3] Confira Browne, Ordo Saec., Cap. 13. O sistema dele, porém, o leva a especificar a destruição de Jerusalém (70 DC) como o encerramento da economia mosaica, o que é claramente errado. A crucificação foi a grande crise na história de Judá e do mundo.

[4] Clinton, F. H., vol 1, pág. 299. Os arrogantes comentários de Alford sobre isto (Gr. Test., Atos 7:4) poderiam ser facilmente descartados se esta fosse a ocasião oportuna para a discussão necessária. Realmente uma referência a Gênesis 25:1,2 teria modificado suas afirmações.

[5] A mãe dele era uma filha de Levi (Êxodo 2:1).

[6] É uma notável coincidência que a era do segundo templo tenha sido esse mesmo período de 490 anos, de 515 AC até aproximadamente 18 AC, quando Herodes o reconstruiu.

[7] Clinton, F. H., vol. 1, pág. 367.

[8] A lua nova pascal, em 604 AC, foi em 31 de março.

[9] Clinton, F. H., vol 1, pág. 328.

[10] Isto é confirmado por Ezequiel 40:1, comparado com 2 Reis 25:8, pois o ano vinte e cinco do cativeiro foi o ano quatorze após a destruição de Jerusalém (o décimo nono ano de Nabucodonosor) considerado inclusivamente, de acordo com a prática comum dos judeus.

[11] Estes resultados aparecerão em uma rápida consulta à tabela apresentada.

[12] Este evento ocorreu no ano décimo nono de Nabucodonosor (2 Reis 25:8) e o cativeiro começou em seu oitavo ano (2 Reis 24:12).

[13] Clinton, F. H., vol 1, pág. 319.

[14] Ibidem, págs. 328-29.

[15] Fasti. H., vol. 1, pág. 319.

[16] Daniel, pág. 401.

[17] Five Great Monarchies, 4. 488.

[18] Tratado, Rosh Hashanah, 1.1.

[19] Estas datas são de Clinton, sujeitas aos comentários no Apêndice 1. Elas são selecionadas principalmente para clarificar as visões de Daniel. Os nomes dos historiadores, etc., são apresentados no século quinto antes de Cristo para indicar o caráter da época em que a era das setenta semanas começou.

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Data da publicação: 13/7/2005
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