Uma Aliança Iminente com a Morte? — O Referendo Sobre o Aborto na Irlanda

Autor: Jeremy James, 2/5/2018.

A engenharia social que está ocorrendo na Irlanda nos últimos trinta anos, aproximadamente, foi planejada com muita antecedência. Os arquitetos que estão por trás do programa fizeram uso total de uma metodologia que já tinha sido aplicada com sucesso em outros países. Eles não tiveram de desenvolver algo novo, mas simplesmente seguiram uma fórmula já testada, em que a percepção do público nas questões morais e sociais fundamentais é continuamente manipulada por meio da mídia, até que um determinado resultado desejado seja alcançado.

A Geração Mais Jovem

Um conjunto de mensagens cuidadosamente empacotadas foi direcionado para a geração mais jovem — que nasceu a partir dos anos 1990s — tanto na mídia quanto pelo sistema educacional. Essas mensagens substituíram os absolutos morais do passado por substitutos doces e agradáveis, em que o "bonito" tomou o lugar do certo e o "tolerante" tomou o lugar da compaixão. O fundamento moral que dava firmeza aos nossos valores sociais foi simplesmente ignorado. Os sentimentos e emoções pessoais eram exatamente tão importantes quanto qualquer consideração moral objetiva. Portanto, temos hoje na sociedade um segmento do eleitorado, com idades entre 18-30 anos que não consegue escolher entre o certo e o errado, a não ser que eles abordem a matéria em um nível emocional e imaginem como aquilo poderia afetá-los pessoalmente. É por isto que a vasta maioria dessas pessoas provavelmente votarão "Sim" no vindouro referendo sobre o aborto.

As Gerações Mais Velhas

Os engenheiros sociais seguiram uma abordagem diferente com as gerações mais velhas, aqueles indivíduos entre 30-60 anos e aqueles com mais de 60 anos. Ambos os segmentos populacionais foram bombardeados por uma torrente de reportagens de notícias durante mais de uma década sobre abuso sexual praticado por padres católicos e membros de ordens religiosas. Os fatos que estavam por trás desses vários casos, muitos dos quais eram horríveis, foram explorados pelos jornalistas e comentaristas para desacreditar a antiga ordem moral, depreciar os valores tradicionais e propor um sistema mais igualitário de governança social. A Igreja Católica foi usada como uma representante para a Bíblia e foi malhada incessantemente, até que um ponto foi alcançado em que uma grande proporção da população — a maior parte da qual é católica — foi preparada para rejeitar a Bíblia como sua principal fonte de autoridade moral.

É por isto que a pesquisa de opinião publicada em 20 de abril mostra que 47% do eleitorado pretende votar "Sim" no vindouro referendo e somente 28% pretende votar "Não". (Uma proporção significativa ainda está indecisa.) Esse tipo de situação seria impensável somente vinte anos atrás.

Nenhuma Nação Antes Foi Consultada Sobre Isto

Por mais incrível que possa parecer, o povo irlandês está realmente sendo solicitado pelo seu governo a votar se uma determinada categoria de pessoas, isto é, as crianças nascituras cujas mães não as querem, devem ou não ser mortas.

Tanto quanto é do nosso conhecimento, nenhuma outra nação na história foi solicitada a votar a respeito da decisão de matar ou não suas próprias crianças. Em todas as outras ocasiões em que uma jurisdição introduziu uma lei para facilitar o aborto, a decisão foi tomada inteiramente no nível do Parlamento.

Nos casos em que segmentos importantes da população expressaram preocupação nessas ocasiões, eles invariamente receberam a garantia que a matança seria muito restrista, sujeita à supervisão profissional por equipes médicas responsáveis e regulada de acordo com rigorosos padrões e salvaguardas especificadas na legislação. Contudo, em todos esses casos, como esperado, o procedimento foi quase invariavelmente disponibilizado, até mesmo durante os estágios avançados de gravidez, para qualquer mulher que procurasse uma finalização.

O Humanismo Ateu

Sempre houve um grupo de indivíduos dentro do estamento médico em cada país — geralmente humanistas e ateus — que estão dispostos a perpetrar uma finalização sem fazer muitas perguntas. As equipes deles foram treinadas para dar toda a certeza às pacientes que estavam indecisas que o procedimento é seguro, ético e um direito humano básico. Também é dito para as mulheres que qualquer sentimento de culpa residual desaparece rapidamente depois de algumas semanas e que arrependimentos de longa duração são muito incomuns.

O eleitorado irlandês recebeu, ao longo dos últimos anos, ampla oportunidade para considerar o modo como as legislações do aborto foram realmente aplicadas em outros países e verificar como as aparentemente restritivas cláusulas na lei comprovadamente não fazem sentido na prática. Todavia, o coro predominante e em voz aguda das feministas radicais abafa tudo isto, com ênfase irracional sendo colocada no "corpo da mulher", na "saúde da mulher" e nas "escolhas da mulher", até a grosseira omissão do fato simples que as crianças nascituras estão sendo mortas sem nenhuma outra razão além da conveniência social.

Os Exames de Ultrassom em Alta Resolução

Os irlandeses também usufruem de um privilégio que não esteve disponível para os cidadãos de outros países antes que o aborto fosse legalizado em suas respectivas jurisdições. A tecnologia moderna oferece agora evidência científica impressionante que uma criança no útero materno, após uma gestação de 12 semanas, é muito obviamente uma pessoa muito pequenina, com um coração pulsante, mãos e pés que surpreendentemente já se movimentam e expressões faciais que revelam claramente seu estado emocional. Essas imagens podem ser obtidas na Internet, de modo que aqueles eleitores que argumentaram no passado que a criança nascitura era um mero amontoado de células em desenvolvimento estão totalmente sem desculpas.

É até possível observar em uma gravação do exame de ultrassom os esforços desesperados que a criança nascitura faz, em uma gestação de 12 semanas, para tentar se livrar de um aborteiro.

O Verdadeiro Propósito das Leis Progressistas do Aborto

O governo irlandês, como também os governos da maioria dos países ocidentais, consiste principalmente de membros que nasceram em famílias que são luciferianas há várias gerações. (Já publicamos vários ensaios sobre esse assunto perturbador.) Eles podem parecer normais o bastante na superfície, mas é tudo uma encenação teatral. Eles são o joio sobre o qual Jesus falou. Alguns deles são transgêneros. Muitas "mulheres" de aspecto estranho podem ser encontradas tanto na Câmara Baixa quanto na Câmara Alta do Parlamento Irlandês, todas as quais fingem estar preocupadas com os direitos das mulheres naturais, quando na realidade têm aversão a elas.

Esse movimento luciferiano está no processo de virar de cabeça para baixo a ordem natural, em que a distinção absoluta entre homem e mulher é abolida e o gênero não é nada mais que uma convenção social. Eles deram um grande salto para frente em 15 de julho de 2015, quando o Parlamento aprovou a Lei de Reconhecimento de Gênero, uma legislação grotesca e com artigos tão extremistas que agora a Irlanda é líder mundial na perversão dos gêneros.

Como as igrejas cristãs na Irlanda reagiram a tudo isto? Bem, quase três anos após o evento, nosso pastores e ministros que creem na Bíblia ainda não disseram nada de substancial sobre este desastre. A Igreja Católica Romana na Irlanda também está calada.

Este ataque maligno contra a distinção, claramente declarada na Bíblia, entre macho e fêmea, homem e mulher, veio logo após outra rejeição, igualmente audaciosa, da ordem natural estabelecida por Deus. Em 22 de maio de 2015, o povo irlandês votou majoritariamente a favor de colocar a união marital entre um homem e uma mulher no mesmo plano moral e legal que um assim chamado "casamento" entre dois homossexuais. Eles fizeram isto apesar do fato de os homossexuais terem recebido todos os possíveis privilégios dentro das leis irlandesas, incluindo o reconhecimento legal das "parcerias civis".

Três Pilares Que Dão Sustentação à Ordem Moral

No espaço de apenas alguns anos testemunhamos a perda de dois pilares centrais que dão sustentação ao fulcro moral da nossa sociedade. A Cabala luciferiana está agora pressionando fortemente para derrubar o terceiro e último pilar. Quando um governo reivindica para si mesmo o poder de decidir, por meio da legislação, quem poderá viver e quem precisa morrer, ele perdeu todo o temor a Deus. Todas as indicações são que o povo irlandês irá conceder esse poder ao governo.

O referendo a respeito do aborto, que será realizado em 25 de maio, marcará um grande ponto de virada para a Irlanda. É difícil encontrar um exemplo na história em que algum outro país teve a oportunidade de infligir tanto mal a si mesmo em apenas um único dia. Talvez a Alemanha tenha chegado perto disso, com sua decisão em 30 de janeiro de 1933 de colocar Adolf Hitler no poder.

O debate nacional na rede de televisão RTE, em 27 de abril, em que ambos os lados apresentaram suas posições, colocou claramente em foco a extensão em que o governo e a mídia exageraram a importância dos casos "excepcionais" — que poderiam ser tratados em uma maneira ética, eles afirmam, por meio da "finalização" — como uma razão válida para remover o Oitavo Aditamento. Infelizmente, os oradores pró-vida deixaram de alertar o público que não há nada no Oitavo Aditamento que proibia a finalização em certos casos extremos, sujeitos às salvaguardas legislativas apropriadas. O Aditamento simplesmente garante que o direito à vida da criança nascitura seria totalmente levado em consideração em qualquer decisão relacionada com o tratamento médico da mãe.

Artigo 40.3.3: "O Estado reconhece o direito à vida do nascituro e, com a devida consideração pelo mesmo direito à vida da mãe, garante em suas leis respeitar e, tanto quanto for viável, por suas leis defender e reivindicar esse direito."

Profissionais da Saúde Irresponsáveis

Figuras-chaves no estamento médico na Irlanda estão em conluio com o governo para promoverem a ideia totalmente espúria que o Aditamento é uma barreira para o tratamento digno às mães grávidas que experimentam complicações médicas graves. Ao contrário, ele garante que a vida da criança não possa ser finalizada, exceto quando a vida da mãe estiver em risco. Isto deixa muito espaço para o tratamento equitativo dos casos difíceis.

O governo, a mídia e o estamento médico mentiram para a população. Toda forma possível de ofuscação, tanto judicial e médica, foi usada para confundir o público e causar perplexidade. Até mesmo quando afirmações ridículas são refutadas, a mídia ainda continua a fazê-las, confiante que a repetição constante alimentará a ilusão que elas têm alguma validade.

A elite governante está determinada a destruir o pilar remanescente. Contudo, apesar de todas as mentiras, o eleitorado ainda tem informações sólidas mais do que suficientes à sua disposição para saber que o aborto quando desejado — o derramamento universal do sangue inocente — inevitavelmente acontecerá com a remoção do Oitavo Aditamento.

Uma Aliança com a Morte

Se os eleitores assinalarem um "X" ao lado do quadradinho "Sim" em 25 de maio, estarão fazendo uma aliança com a morte. Incrivelmente, uma proporção considerável do povo irlandês na realidade acredita que possa fazer algo assim sem ter de prestar contas depois. Infelizmente, eles estão enganados, pois Deus não se deixa escarnecer:

"E a vossa aliança com a morte se anulará; e o vosso acordo com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis por ele pisados." [Isaías 28:18].

As palavras do Senhor Deus não devem ser encaradas com leviandade. Sim, a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, mas sobre aqueles que transgridem Sua lei desta forma — contra todo o conselho e prudência, em uma descarada rejeição a tudo o que é íntegro e natural — Sua retribuição virá com toda a certeza.

A Igreja Presbiteriana na Irlanda

À luz de tudo isto, qualquer um poderia esperar que igreja bíblica na Irlanda tenha soado uma clamorosa advertência em alta voz, mas ela não disse virtualmente coisa alguma.

Considere, por exemplo, uma carta enviada pela liderança da Igreja Presbiteriana da Irlanda, em Belfast, para todas as igrejas na República da Irlanda, em 25 de abril de 2018. Dado que o referendo ocorrerá dentro de somente quatro semanas, o tom quase secular e neutro da carta é artificial. A mais fraca de todas as mensagens possíveis é transmitida de um modo que sugere que os autores acham que a Bíblia não fala claramente sobre o assunto. Depois de levantar dúvidas sobre a adequação do Oitavo Aditamento, eles então recomendaram que os membros votem "de acordo com sua própria consciência".

A aparente indiferença mostrada na carta para esta catástrofe espiritual iminente é muito perturbadora. (Uma cópia da carta pode ser encontra no Apêndice A.).

Mas, devemos estar surpresos? Já tivemos um amargo aperitivo dessa atitude em agosto de 2017, quando escrevemos aos ministros e pastores de todas as igrejas bíblicas na República da Irlanda. Embora nossa mala direta postal possa não ter chegado a todas as igrejas, sabemos que 124 cartas chegaram ao seu destino desejado. Oferecemos arcar com o custo do aluguel de um salão de conferências em um hotel de Dublin em que todos os destinatários da carta, ou alguém designado por eles, pudessem discutir e combinar um programa comum de ação para se opor ao plano do governo de introduzir o aborto livre na Irlanda.

Três respostas em ambas as ocasiões

Recebemos somente três respostas à nossa carta. Foi um choque descobrir que menos de 3% dos ministros e pastores cristãos na Irlanda não expressaram interesse por esse tipo de conferência. Uma cópia da nossa carta é apresentada no Apêndice B. Leia-a e chore.

Escrevemos novamente para os mesmos indivíduos no início de fevereiro, em busca de uma resposta urgente e conjunta à ameaça representada pelo vindouro referendo. Oferecemos enviar cópias impressas de um folheto voltado especificamente para os eleitores que estivessem a favor de repelir o Oitavo Aditamento. Mais uma vez, recebemos somente três respostas. [Uma cópia dessa carta pode ser encontrada no Apêndice C, enquanto que o texto do folheto é mostrado no Anexo.].

A Aliança Evangélica

Muitas igrejas evangélicas na Irlanda estão filiadas a uma organização conhecida como Aliança Evangélica, um órgão representativo que se propõe a defender a verdade literal da Bíblia. Entretanto, no período anterior ao referendo, essa organização não se preocupou em defender a Bíblia de forma alguma! O principal porta-voz dessa organização proferiu palestras em diversas cidades em toda a Irlanda em que citou como uma virtude o fato de nunca mencionar a Bíblia em relação ao aborto. Por quê? Ele diz que a maioria das pessoas não se preocupa com a Bíblia ou com o que ela diz. Em vez disso, ele prefere rejeitar o aborto com base unicamente em argumentos seculares e naquilo que chama de "perspectiva dos direitos humanos".

É muito revelador sobre o estado da igreja na Irlanda que, em nossa tímida defesa dos nascituros, nem os líderes presbiterianos, ou os outros evangélicos, acharam apropriado citar a Palavra de Deus ou fazer referência às muitas passagens nas Escrituras que claramente tratam do assunto.

Conclusão

A indústria do aborto é, provavelmente, a manifestação mais visível do reino de Satanás neste mundo. Dezenas de milhares de crianças nascituras estão sendo mortas todos os dias na Europa e nas Américas por nenhuma outra razão além da conveniência social e econômica. Essa indústria está sendo promovida por elementos sinistros e depravados dentro do estamento médico, que lucram muito com ela. A Palavra de Deus condena vigorosamente esta prática horrível.

"Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém." [Deuteronômio 27:25].

Infelizmente, os líderes eclesiásticos mencionados acima não disseram isto. Os líderes presbiterianos, mesmo ao falar para os próprios membros da denominação — todos os quais são cristãos — recusaram-se a se submeter ao poder e autoridade da Palavra de Deus. Em vez disso, eles covardemente recomendaram que os fiéis "votem de acordo com sua própria consciência". Esta foi uma clara rejeição daquilo que a Palavra de Deus diz de forma bem clara!

Sabemos que o Senhor de toda a criação abomina profundamente o derramamento de sangue inocente. Sua Santa Palavra torna isto muito claro, repetidas vezes. Como, então, podem esses líderes cristãos justificar esse tipo de recomendação? É difícil acreditar. Verdadeiramente, como Samuel disse: "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei." [1 Samuel 15:23].

Eles não sabem que o Senhor Deus condena os legisladores que estruturam leis com o propósito de matar os inocentes? É claro que sim, porém permanecem calados:

"Porventura o trono de iniquidade te acompanha, o qual forja o mal por uma lei? Eles se ajuntam contra a alma do justo, e condenam o sangue inocente." [Salmos 94:20-21].

Ao incentivarem os membros de suas congregações a votarem "de acordo com sua consciência", eles os deixaram sem orientação espiritual e sem conselhos sólidos, e até mesmo sugeriram que a remoção do Oitavo Aditamento possa ser coerente com a vontade de Deus. Isto constitui, não apenas uma falha de liderança, mas uma falha em defender a Palavra de Deus das mentiras e da apostasia.

Os argumentos apresentados pelos líderes do governo e pelos assim chamados especialistas da área médica, a favor do aborto, estão cheios de furos e estratagemas estruturados para enganar e confundir os incautos. Assim sendo, por que a carta dos líderes presbiterianos deixa de salientar isto? Os fiéis são deixados totalmente sem qualquer compreensão ou avaliação da agenda sinistra que está sendo seguida pelo governo, as mentiras que estão sendo contadas na mídia ou a extensão em que um forma ímpia e anticristã de moralidade está sendo empurrada goela abaixo do povo irlandês. Os rebanhos deles estão sendo levados por homens ímpios a derramar sangue inocente, porém esses líderes cristãos permanecem calados!

"Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites. Se disserem: Vem conosco a tocaias de sangue; embosquemos o inocente sem motivo; traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova." [Provérbios 1:10-12].

Eles nem sequer se preocupam em advertir os membros de sua denominação a respeito das terríveis consequências que a nação terá se fizer uma aliança com a morte. Qualquer tênue ligação que ainda exista com o Deus Vivo sofrerá um dano imenso e talvez até irreparável se a nação decidir legalizar o derramamento de sangue inocente:

"Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue." [Isaías 1:15].

Muitos cristãos estão se refugiando na vã ideia que a decisão crucial a ser tomada em 25 de maio está fora de seu controle e que suas visões de um lado ou de outro são em grande parte irrelevantes. Mas, não é isto que a Palavra de Deus diz!

"Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?" [Provérbios 24:11-12].

O Senhor Deus não responsabilizará apenas aqueles que votarem pela aprovação da remoção do Oitavo Aditamento, mas todos os cristãos professos que permaneceram tranquilamente sentados, sem dizer coisa alguma nas semanas e meses anteriores ao referendo, que deixaram de tomar alguma ação para evitar a catástrofe que está agora diante da nação.

Eles não poderão acusar os maçons que estão na liderança da igreja em Belfast, os marxistas no Parlamento ou os homossexuais na mídia. Eles não poderão acusar as feministas radicais, os humanistas ardilosos ou os ateus insolentes. Eles poderão tentar dizer "não sabíamos disso", mas não fará diferença — "... porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?" [Provérbios 24:11-12]



Apêndice A

25 de abril de 2018

A TODOS OS MINISTROS ATIVOS E CONGREGAÇÕES NA REPÚBLICA DA IRLANDA

Caros Colegas:

Em janeiro, representantes da nossa Igreja escreveram para os membros do Parlamento, afirmando o valor de toda vida humana, enfatizando a importância da assistência às mulheres, crianças e famílias em tempos de crise e exortando todos a trabalharem por uma Irlanda verdadeiramente progressista, em que os fracos e vulneráveis, incluindo as crianças no útero, sejam amadas e protegidas.

Desde então, o governo tem pressionando com propostas para a adoção do acesso irrestrito ao aborto até as 12 semanas iniciais da gravidez, se o Artigo 40.3.3 da Constituição, o Oitavo Aditamento, for repelido.

Como cristãos, vemos as Escrituras falarem consistentemente sobre a importância e valor da vida humana, incluindo a vida do nascituro. Com base nisto, somos responsáveis diante de Deus para honrar a santidade da vida humana.

Ao mesmo tempo que reconhecemos que existem visões mistas dentro da nossa Igreja sobre a adequação da atual cláusula constitucional, particularmente em torno daquelas circunstâncias excepcionais em que a finalização da gravidez possa ser necessária, consideramos que as propostas para o acesso irrestrito ao aborto até as primeiras 12 semanas de gravidez são regressivas, incompatíveis com a dignidade humana e moralmente inaceitáveis.

Depois de monitorar os acontecimentos dos meses recentes de perto, o Conselho Geral da nossa Igreja, agindo com a autoridade da Assembleia-Geral, concluiu que proteção significativa para o nascituro somente pode ser garantida se o Oitavo Aditamento for mantido no vindouro referendo.

Portanto, encorajamos os membros da Igreja a considerarem estas questões com muita oração e com grande cuidado durante as próximas semanas e votar de acordo com sua consciência.

Em Cristo,

Rev. Dr. Noble McNeely — Moderador da Assembleia-Geral
Rev. Trevor Gribben — Assistente da Assembleia-Geral
Rev. Trevor Morrow — Presidente do Painel da República da Irlanda, Conselho de Relações Públicas.



Apêndice B

12 de agosto 2017

Aos pastores e ministros das seguintes igrejas bíblicas na Irlanda (cerca de 135 indivíduos no total):

Presbiterianos
Metodistas
Batistas
Evangélicos
Nazarenos
Pentecostais
Congregacionais.
SOLICITAÇÃO URGENTE

Caro ministro / pastor:

Estou escrevendo a respeito de uma questão que, sem dúvida, é de profunda preocupação para todos os cristãos verdadeiros na República da Irlanda, qual seja, o vindouro referendo a respeito do aborto. O governo quer repelir o Oitavo Aditamento e, desse modo, facilitar o que na prática corresponderá ao aborto livre.

Infelizmente, a igreja na Irlanda não fez um esforço conjunto para se opor ao referendo sobre o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo em maio de 2015. Como resultado, nenhuma voz verdadeiramente cristã foi ouvida pela população.

Não podemos permitir que isto aconteça mais uma vez. Infelizmente, a partir das investigações que fiz, pode parecer que a igreja está adotando em grande parte a mesma abordagem nesta ocasião da que adotou da última vez.

Exorto que todos vocês, trabalhando em uníssono, convoquem uma conferência ou encontro geral de pastores e ministros, como uma matéria de urgência para discutirem a estratégia e ação em conjunto que a igreja possa tomar neste período anterior ao referendo. A não ser que esse tipo de encontro seja convocado, a igreja terminará seguindo a mesma abordagem desorganizada e totalmente ineficaz que seguiu em 2015.

O Senhor Deus nos deu o casamento, porém o povo da Irlanda o transformou em um documento legal entre dois homossexuais e a igreja praticamente nada fez para persuadir a população de forma contrária. A igreja poderia ter falado com uma voz alta, clara e sem ambiguidade — mas praticamente não disse uma palavra.

Gostaria de poder citar exemplos notáveis de congregações locais que expressaram em alta voz suas preocupações em 2015 e solicitaram diligentemente votos em suas comunidades, em um esforço determinado para derrotar o referendo, porém não conheço nenhum.

Não podemos permitir que isto aconteça novamente. Cada um de nós terá de comparecer diante do Senhor um dia e teremos de prestar contas de nossas ações nestas questões. Os pastores e ministros manterão o mesmo silêncio em 2018 que mantiveram em 2015? Eles irão permitir que o governo introduza, virtualmente sem oposição alguma, uma mudança constitucional que levará ao assassínio de milhares de crianças nascituras (algumas das quais poderão ser nossos próprios bisnetos)?

A Islândia declarou-se "Livre da Síndrome de Down", o que significa que todas as mulheres grávidas tiveram de se submeter a um exame para verificar se estavam carregando no ventre crianças com a Síndrome de Down e, quando estavam, as crianças foram abortadas. A Dinamarca também se vangloria de ser um país "Livre da Síndrome de Down". Outros países estão seguindo o mesmo caminho. Esta política é similar ao programa T4 Aktion perpetrado pelos nazistas, em que as crianças com deficiências físicas eram rotineiramente assassinadas pelos profissionais da área médica. Se eles tivessem naquele tempo a tecnologia para identificar as crianças com síndrome de Down, certamente a teriam usado. Os sucessores deles hoje — todos humanistas — estão atarefados fazendo isto.

O aborto é parte das obras das trevas. É malignidade em letras maiúsculas: "Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniquidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas." [Isaías 59:7]. A Bíblia condena o derramamento de sangue inocente nos termos mais fortes possíveis. Como sabemos, o Senhor Deus cita "as mãos que derramam sangue inocente" em Provérbios 6 como uma das sete abominações que Ele mais detesta.

Se a igreja tem a mente de Cristo, então também deveria detestar o derramamento de sangue inocente. Ela não pode se manter calada ou satisfeita apenas em proferir reprimendas a partir dos púlpitos. Ela precisa adotar uma posição determinada, visível e em alta voz contra esta impiedade. Qualquer pastor ou ministro que pensa que o silêncio é uma opção está gravemente enganado!

"Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?" [Provérbios 24:11-12].

Para ajudar a agilizar as coisas, irei alegremente arcar com o custo da reserva de um salão adequado de um hotel em Dublin em que todos possamos nos reunir, presumivelmente por um período de 4 a 6 horas, para discutir esta catástrofe iminente e acertar os passos, expressos em um programa robusto de ação, que a igreja seguirá para se opor.

A conferência deve ocorrer no máximo até o fim de setembro. Ela deve ser formalmente convocada por um comitê voluntário de pastores e ministros, que irá organizar a preparação de documentos, escolher um painel de oradores, um moderador e uma agenda adequada. A conferência deve visar a produção de literatura apropriada (a) para galvanizar os cristãos locais e (b) persuadir uma sociedade pagã que o Oitavo Aditamento não deve ser alterado (incluo anexo exemplos de materiais que eu mesmo elaborei). A conferência também deve chegar a um acordo a respeito de uma série de passos para garantir que o ensino bíblico a respeito do aborto seja transmitido de forma bem clara pelo rádio e televisão no período anterior ao referendo e apresentado vigorosamente na imprensa, tanto local e nacional. Ela deve também apresentar uma agenda de manifestações públicas, a serem realizadas em cidades de todo o país, em que aqueles que amam ao Senhor possam se posicionar de forma visível e verbal contra esta malignidade.

Bênçãos, em Cristo.

[Nome e endereço fornecidos aqui]
[Endereço eletrônico]
Página na Internet: http://www.childinthewomb.com



Apêndice C

4 de fevereiro de 2018

PARA: 124 ministros e pastores na Irlanda — presbiterianos, metodistas, evangélicos, batistas, nazarenos e pentecostais.

SOLICITAÇÃO URGENTE

Caro ministro / pastor:

Você pode se lembrar que lhe escrevi em 12 de agosto passado a respeito do vindouro Referendo a Respeito do Aborto. Naquele tempo, uma data ainda não tinha sido definida para o referendo, mas agora parece que o mesmo ocorrerá na segunda quinzena de maio.

Estou entrando em contato outra vez unicamente com base na suposição que, como um ministro da Palavra de Deus, você está comprometido em defender o direito à vida das crianças nascituras e que está tomando passos positivos em sua comunidade para ajudar a garantir que uma lei para legalizar o derramamento de sangue inocente nunca seja aprovada em nosso país. "... por causa dos pecados de Manassés, conforme tudo quanto fizera. Como também por causa do sangue inocente que derramou; pois encheu a Jerusalém de sangue inocente; e por isso o SENHOR não quis perdoar." [2 Reis 24:3-4].

Um número grande demais de cristãos professos está deixando a luta para organizações seculares, como a Pró-Vida. A não ser que os fiéis cristãos se levantem e condenem o aborto por aquilo que ele é — uma matança de crianças inocentes — há uma probabilidade muito grande que o eleitorado votará pela rejeição do Oitavo Aditamento.

A igreja na Irlanda teve um desempenho minúsculo no período anterior ao referendo sobre o "casamento" homossexual em 2015. Aquilo foi um fracasso vergonhoso. Além disso, após o "casamento" ter sido aprovado, pouquíssimas igrejas locais lamentaram, ou até mesmo reconheceram o dano infligido ao casamento cristão.

Quantos ministros/pastores responderam à nossa carta de 12 de agosto? Dos 124 que a receberam, somente 3 responderam. O que isto nos diz? Devemos tomar isto como evidência perturbadora que a igreja na Irlanda está imersa na complacência e no liberalismo de Laodiceia? Espero que este não seja o caso.

Por favor, galvanize os fiéis cristãos na sua comunidade e exorte-os a tomar atitude agora. Peço que esta carta seja repassada para o líder do grupo de ação de sua igreja que esteja dedicado à defesa dos nascituros. Se ele/ela me contactar, providenciarei o fornecimento de cópias impressas do folheto anexo, intitulado "Sangue Inocente", na quantidade desejada (tanto quanto meus recursos permitam). [O folheto será encaminhado em breve para impressão em uma gráfica, de modo que será útil saber a quantidade desejada.].

"Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?" [Provérbios 24:11-12]

Esta carta está sendo enviada para os mesmos pastores e ministros que receberam a carta de 12 de agosto. Repetimos nossa oferta de arcar com o custo da reserva de um salão de conferências em um hotel em Dublin para uma conferência de um dia inteiro em que pastores e ministros possam discutir e coordenar seus esforços para se oporem à maldição do aborto e à tenebrosa mentalidade pagã que está por trás dele.

Os seguintes estão anexos:

Nosso folheto Sangue Inocente tem o objetivo de apresentar questões difíceis para aqueles que apoiam a rejeição. O folheto da organização Pró-vida tem boas informações, mas é secular em sua entonação e conteúdo e deixa de salientar as graves implicações espirituais daquilo que o governo está pedindo que a nação aprove.

Espero verdadeiramente que você tome ação positiva para condenar o aborto no período anterior ao Referendo, exponha a impiedade que está por trás dele e proclame firmemente a posição bíblica. Acima de tudo, espero realmente que você organize uma presença em nível de rua em sua comunidade para alertar o público para as terríveis consequências para a Irlanda se o Oitavo Aditamento for repelido.

Sinceramente,

[Nome e endereço fornecidos aqui]
[Endereço eletrônico:]
Página na Internet: http://www.childinthewomb.com



Anexo

— Sangue Inocente —

Doze questões simples para qualquer um que planeje votar a favor da rejeição do Oitavo Aditamento

Se você pretende votar a favor de repelir o Oitavo Aditamento, aprovará uma lei para matar uma determinada categoria de pessoa. Isto somente deveria fazê-lo pensar com muito cuidado sobre o que está prestes a fazer. Goste ou não disto, você é moralmente responsável por suas ações. Portanto, se decidiu votar a favor de legalizar o aborto, precisa estar certo que não será implicado de algum modo na matança de crianças inocentes nascituras. (Tenha em mente que uma criança concebida como resultado de um estupro é inocente.) Não estamos falando sobre leis tributárias, matrimoniais, ou de imigração. Estamos falando sobre a "finalização" de crianças nascituras. É duvidoso se você alguma vez será solicitado novamente a tomar uma decisão que tem esse tipo de implicações devastadoras para dois outros grupos de pessoas — os nascituros e suas mães.

Portanto, você você já decidiu votar a favor de legalizar o aborto, deve ser capaz de responder a cada uma das seguintes com um SIM sem reservas:

1. Estou totalmente à vontade com o fato que a Irlanda poderá muito em breve se alinhar com outras jurisdição em que é lícito "finalizar" uma criança nascitura com Síndrome de Down até o tempo do nascimento. SIM / NÃO (faça um círculo em volta da opção).

[A Islândia se vangloria de ter "solucionado" o problema da Síndrome de Down. Como? Simplesmente matando todas as crianças nascituras que tinham o problema.]

2. Estou perfeitamente à vontade com a "finalização" de uma criança que, na gestação de 12 semanas, está perfeitamente formada, tem um coração pulsante e que luta furiosamente no útero materno para tentar evitar que o cirurgião a mate. SIM / NÃO

[Isto pode ser visto no visor do aparelho de ultrassom.]

3. Estou completamente à vontade com o fato que uma jurisdição que legaliza a matança de um grupo de pessoas inocentes pode, exatamente da mesma forma, usar o mesmo argumento moral para matar outro grupo de pessoas inocentes (como os nascidos "defeituosos", os idosos que não conseguem se levantar de suas camas, ou os deficientes físicos ou mentais. SIM / NÃO

[Os adultos mais jovens que votarem a favor da rejeição poderão descobrir, daqui a 50 anos, que eles próprios terão de enfrentar uma "finalização', pois o custo total da assistência médica para eles em um asilo excede o limite legal.]

4. Estou completamente à vontade com o fato que muitas jovens mães sofrerão em silêncio pelo resto de suas vidas por um filho ou filha cuja vida elas "finalizaram" SIM / NÃO

[Muitas mulheres sentem o impacto emocional total de seus trágicos erros quando dão à luz ao seu "primeiro" filho e percebem que ele é na realidade seu segundo filho.]

5. Estou completamente à vontade quando uma mulher grávida se refere à sua criança nascitura simplesmente como um "feto", pois planeja fazer um aborto SIM / NÃO

[Isto destaca a chocante contradição moral na posição "pró-escolha", em que o nascituro que alguém planeja manter é uma criança, mas o nascituro que alguém planeja matar é um amontoado de células.]

6. Estou completamente à vontade com o fato que, se o aborto for legalizado, alguns de meus próprios descendentes — minha própria carne e sangue — serão "finalizados" SIM / NÃO

7. Estou completamente à vontade com o fato que humanistas e ateus bilionários, como George Soros e diversos outros, que desprezam a Bíblia, ajudam a financiar o lóbi pró-aborto na Irlanda. SIM / NÃO

8. Estou completamente à vontade com o fato que os grupos que fazem lóbi pelo aborto na Irlanda são formados, em sua maioria, por ateus, feministas radicais, marxistas, humanistas ou pagãos. SIM / NÃO

[Em grande parte, essas várias categorias apoiam a moralidade da Nova Ordem Mundial, que rejeita profundamente os valores cristãos tradicionais.]

9. Estou totalmente à vontade com o fato que os veículos de comunicação, como as emissoras RTE, TV3, os jornais The Irish Times e The Irish Independent são intensamente enviesados contra o lóbi pró-vida e repetidamente fazem uma má representação da posição pró-vida, suprimindo informações se revelariam a verdadeira tragédia do aborto — SIM / NÃO

[A tragédia se refere, não apenas às crianças que são finalizadas, mas também às mães que são enganadas a acreditarem que, ao matarem suas crianças nascituras, suas vidas melhorarão.]

10. Estou totalmente à vontade com o fato que a adoção de crianças "não desejadas" nunca recebeu a menor consideração do governo, da mídia e do lóbi pró-escolha, ou por aqueles que apoiam a agenda marxista/humanista. SIM / NÃO

[A grosseira hipocrisia da posição do governo deveria ser evidente. Por conveniência social ou econômica crianças nascituras serão mortas. Milhares de casais que gostariam de adotar dariam alegramente lares amorosos para as crianças, mas nossos "líderes" preferem que elas sejam "terminadas". Este é um sintoma de uma sociedade doente.]

11. Estou totalmente à vontade com o fato que tanto a Assembleia dos Cidadãos (que supostamente considerou as alternativas ao aborto) e o comitê da Câmara Baixa do Parlamento sobre o aborto (que supostamente deveria ser imparcial) foram cinicamente planejados para dar ao governo o resultado que ele desejava. SIM / NÃO

[Somente 3 das 25 testemunhas ouvidas pelo Comitê da Câmara Baixa eram pró-vida. Além disso, a afirmação do governo que a Assembleia dos Cidadãos era representativa da população como um todo é simplesmente falsa.]

12. Estou totalmente à vontade com a matança de crianças nascituras concebidas por estupro e daquelas cujo condição física é considerada pelos médicos como inviável de sobreviver após o nascimento. SIM / NÃO

[Estas são as duas "questões" intrincadas apresentadas pelos ateus e humanistas. Eles furtivamente implicam que a criança nascitura nesses casos não é uma criança de verdade, mas apenas um amontoado de células. Uma criança concebida como resultado de um estupro é tão humana quanto qualquer outra, enquanto que uma criança que sofre de sérios problemas de saúde merece receber assistência médica de excelente qualidade, seja dentro ou fora do útero. Não "finalizamos" seriamente as crianças doentes.]

Você deve ter respondido "SIM" a todas as 12. Se não respondeu, então há um problema e você sabe disto. Agora faça a si mesmo a seguinte pergunta: se realmente há algo de errado com o artigo constitucional que garante direitos iguais à mãe e à sua criança? Lembre-se, uma vez que o aditamento for removido, a matança continuará e à medida que o tempo passar, isto somente ficará pior. Por que fingir que este não será o caso?

Artigo 40.3.3: "O Estado reconhece o direito à vida do nascituro e, com a devida consideração pelo mesmo direito à vida da mãe, garante em suas leis respeitar e, tanto quanto for viável, por suas leis defender e reivindicar esse direito."

Você não precisa ser um cristão para ver que matar crianças é errado. Somente por que o aborto é realizado em segredo e toda a massa ensanguentada é escondida das vistas do público não torna isto menos repugnante. Vivemos em uma sociedade hoje em que as pessoas ficam ofendidas se um animal sofrer maus tratos, mas elas votarão a favor de uma lei para facilitar a matança das crianças nascituras — que são, no pleno sentido do termo, "sangue inocente". Esperamos realmente que você não seja uma dessas pessoas.

***

Este questionário foi preparado e distribuído por cristãos conscientes que acreditam que o povo irlandês está sendo conduzido cegamente — por políticos humanistas amorais e uma mídia corrupta — para a maior catástrofe espiritual dos nossos tempos. Esperamos que isto venha a ajudar o eleitorado a focar claramente a gravidade daquilo que está prestes a fazer. Somos todos moralmente responsáveis. Os ateus podem desdenhar, mas todos teremos de comparecer diante de Deus um dia e enfrentar Seu justo julgamento:

"Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?" [Provérbios 24:11-12].

http://www.childinthewomb.com



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 7/5/2018
Transferido para a área pública em 27/4/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/referendo.asp