A Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU e a Traição a Israel

Autor: Jeremy James, 29/12/2016.

Israel veio a existir por meio do suporte dos EUA e tem sobrevivido principalmente por causa da ajuda que os EUA ofereceram consistentemente desde 1948. Isto tudo mudou em 23 de dezembro de 2016, quando os EUA deixaram de vetar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, que repudia formalmente a soberania de Israel sobre a Judeia e Samaria (a "Margem Ocidental do Jordão") e a metade oriental de Jerusalém — incluindo o Monte do Templo.

O Veto dos EUA Sempre Protegeu Israel

Os EUA sempre exerceram seu poder de veto no Conselho de Segurança para sufocar as tentativas feitas pelo mundo islâmico de condenar a construção de assentamento israelenses na "Margem Ocidental", ou reivindicar pela Lei Internacional qualquer porção de território conquistado por Israel na Guerra dos Seis Dias (de 1967). A decisão da adminstração Obama de abandonar uma política que os EUA defenderam nos últimos 36 anos (quando o Sinai foi devolvido ao Egito) é verdadeiramente explosiva.

O Conselho de Segurança da ONU é formado por 15 países-membros, cinco dos quais são permanentes — EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França. Qualquer membro permanente tem o direito de vetar qualquer resolução. Usando este mecanismo excepcional, os EUA conseguiram proteger Israel de todas as tentativas por parte de seus muitos inimigos de estabelecer uma reivindicação jurídica sobre seu território. Entretanto, ao deixarem de exercer seu poder de veto em 23 de dezembro de 2016, os EUA nunca mais poderão defender Israel deste modo. Mesmo que o presidente eleito Donald Trump tente restaurar o status quo, após sua posse em 20 de janeiro de 2017, não será capaz de fazer isso, pois qualquer um dos outros membros permanentes do Conselho de Segurança (notavelmente a Rússia e a China) poderão exercer seu poder de veto e bloquear esse tipo de ação. Assim, ao lançarem Israel aos lobos, os EUA deram um passo para o qual não haverá como voltar atrás.

Espiritualmente falando, isto será uma catástrofe para os EUA. O presidente Obama cometeu o ato mais absurdo de sua presidência deploravelmente anticristã. Um homem que dá honra aos demônios deu um passo que nenhum cristão deveria dar. Ao fazer isso, ele fez os EUA caminharem de cabeça para uma tempestade de proporções épicas.

A Aliança de Obama com o Ocultismo

Durante as primárias presidenciais em junho de 2008, Obama revelou algumas informações pessoais que lançaram luz considerável sobre suas verdadeiras afiliações religiosas. Os candidatos foram solicitados a revelar o conteúdo de seus bolsos e exibir os "amuletos de sorte" que estivessem carregando durante a campanha presidencial. Para surpresa de todos, Obama não estava carregando apenas dois ou três amuletos, como os demais candidados, mas quase uma dúzia deles. O número mostra o quão supersticioso Obama realmente é e que ele acredita nos poderes das forças ocultas e invisíveis.

As ampliações dessas fotografias, bem como um foto tirada no Gabinete Oval, em março de 2010, mostram que Obama tem uma forte ligação com o Hinduísmo e, por dois anos, ou mais, ele carregou um pingente com fotos de dois gurus hindus. (Veja as fotos nas páginas seguintes.). De fato, talvez ele ainda carregue esses pingentes.

Ele também empregou como porta-voz para entregar sua mensagem na ONU uma "mulher" irlandesa de cabelos ruivos. (Uma transcrição do discurso dela pode ser encontrado no Apêndice A.) A atual embaixadora americana junto à ONU é Samantha Power, um transgênero homem-para-mulher. As características físicas de Power são muito típicas de um transgênero homem-para-mulher: quadris estreitos, ombros largos e retilíneos, pescoço comprido, braços mais longos do que o normal, mãos grandes, ausência de gordura corporal feminina discernível, mandíbulas grandes, ossos da face elevados, fronte acentuada, dedo anelar comprido, boca grande, ponte nasal proeminente, olhos amplamente espaçados, ossos dos globos oculares tipicamente masculinos, e modos também masculinos. Na verdade, o transgenerismo desse indivíduo é tão óbvio que podemos até nos perguntar se a atual administração o escolheu por esta razão.

"Estas três divindades [Brahma, Xiva e Vixnu] são chamadas de tríade hindu, ou a "Grande Trindade", tendo todas o mesmo significado de três em Um. Elas são as diferentes formas, ou manifestações de Uma pessoa, o Ser Supremo. Xiva e Vixnu são ambos vistos como a forma definitiva de deus em diferentes denominações hindus." — Wikipedia.

A Terra de Israel Pertence ao Senhor Deus da Bíblia

A Palavra de Deus deixa perfeitamente claro que a terra de Israel pertence a Deus e que Ele a deu aos filhos de Israel:

"Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo." [Levítico 25:23].

A terra não pode ser vendida nem dividida, mas precisa permancer para sempre nas mãos dos descendentes de Israel. O Senhor deu vastas porções de território às nações gentias para uso exclusivo delas, mas reteve esta pequena porção de território para Si mesmo e para Seu povo escolhido.

O Senhor também nos disse que observa continuamente esta terra:

"Terra de que o SENHOR teu Deus tem cuidado; os olhos do SENHOR teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano." [Deuteronômio 11:12].

Você vê uma advertência aqui? A terra é de Deus para sempre e Ele a observa continuamente. Além disso, Ele cuida dela para o bem-estar de Seu povo escolhido, para quem deu essa terra.

"Achou-o numa terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-o como a menina do seu olho." [Deuteronômio 32:10].

"Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Depois da glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho." [Zacarias 2:8].

A pupila (ou menina) é uma parte extremamente sensível no centro do olho humano. Qualquer toque nela, por menor que seja, provocará uma rápida e decisiva resposta. O Senhor tornou conhecido — em não menos do que três ocasiões — que abençoará aqueles que abençoarem Israel e amaldiçoará aqueles que o amaldiçoarem:

"E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra." [Gênesis 12:3].

"Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem." [Gênesis 27:29].

"Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, o que vê a visão do Todo-Poderoso; que cai, e se lhe abrem os olhos: Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó, as tuas moradas, ó Israel!" [Números 24:4-5].

Você pode pesquisar a Bíblia repetidas vezes, do início até o fim, porém não conseguirá encontrar um único verso que permita aquilo que Obama acaba de fazer em nome do povo americano. Ao rejeitar a afirmação absoluta e incondicional feita pelo Senhor Deus à terra de Israel, ele desafiou o Todo-Poderoso. Assim também fizeram os 14 outros países que participaram nessa insana decisão: Grã-Bretanha, China, França, Rússia, Angola, Egito, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Espanha, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

Como uma instituição rebelde e renegada, o Conselho de Segurança da ONU não tem similar. Em 17 de março de 2011, a mesma entidade votou pela invasão da Líbia, um país independente que vivia em paz com seus vizinhos, fornecendo serviços de saúde e educação para sua população e melhorando continuamente os serviços públicos internos. Suas falhas e fracassos eram comuns para mais da metade dos países-membros da ONU, porém o Conselho de Segurança votou pela destruição do país. As nações do mundo permitiram que esse crime chocante fosse perpetrado. Agora, elas estão permitindo que a mesma instituição não convencional equipe os exércitos do Islão com a desculpa legal para desestabilizar Israel e dividir seu território.

A Resolução 2334 do Conselho de Segurança

A própria resolução é um mandato para a guerra. Um analista político escreveu em sua conta em uma rede social: "Por que a equipe de Obama está em guerra com Israel? Por que eles estão tomando medidas para isolar e matar uma democracia e um aliado?" Se Yasser Arafat estivesse vivo ainda hoje, dificilmente teria rascunhado um documento mais favorável ao Islão e mais hostil a Israel.

O texto completo da Resolução pode ser encontrado no Apêndice B.

As reportagens na grande mídia enfocaram quase totalmente os artigos na resolução que se relacionam com os "assentamentos" israelenses nos territórios "ocupados", mas negligenciaram de mencionar o fato chocante que a resolução efetivamente remove de Israel o direito legal ao território conquistado em 1967. Os artigos mais explosivos são os seguintes:

"Reafirma que o estabelecimento por parte de Israel de assentamentos no território palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, não tem validade legal e constitui uma violação flagrante do Direito Internacional e um grande obstáculo ao alcance da solução dos dois Estados e a uma paz justa, duradoura e abrangente;"

"Reitera sua exigência que Israel cesse imediata e completamente todas as atividades de assentamentos no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental e que respeite todas suas obrigações legais a este respeito;"

"Enfatiza que não reconhecerá alterações nas linhas de fronteira de 4 de junho de 1967, incluindo as linhas com relação a Jerusalém, exceto aquelas aceitas pelas partes pela via das negociações;"

"Exorta todos os Estados, tendo em mente o parágrafo 1 desta resolução, a distinguirem, em suas relevantes relações e acordos, entre o território do Estado de Israel e os territórios ocupados desde 1967."

Israel está sendo coagido pela Lei Internacional a abrir mão de toda reivindicação legal à "Margem Ocidental" (Judeia e Samaria) e à antiga cidade de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo. O país também precisará, via negociação, remover todos os assentamentos daquelas áreas e ceder o território a um Estado-nação chamado "Palestina". Com descarado cinismo, a resolução refere-se a isto como "o princípio do território em troca de paz". Israel é tratado em toda a resolução como um ocupante ilegal, enquanto que o território em questão é descrito três vezes como "Palestina". A responsabilidade legal por todo o conflito na região que vier a ocorrer por causa dessa disputa é atribuída a Israel, cujo programa de autopreservação "constitui uma flagrante violação sob a Lei Internacional e um grande obstáculo para a obtenção de uma solução de dois Estados e uma paz justa, duradoura e abrangente." Assim, a resolução condena Israel tanto legal quanto moralmente e retrata-o como um vilão, a quem a comunidade internacional ("todos os Estados") precisam tratar de forma apropriada.

Conclusão

Os Illuminati planejaram muito tempo atrás tomar Jerusalém em nome de seu mestre infernal. O plano que eles estão seguindo é profundo, a partir de um ponto de vista humano, mas o Senhor conhece cada detalhe. Ele, que criou todas as coisas, não será impedido pelo homem ou por algum plano que o homem possa executar a favor dos anjos caídos. Satanás cobiça Jerusalém e, exatamente quando estiver convencido que a cidade é sua, o Senhor retornará para destrui-lo.

Os Illuminati gostam de imaginar que o Senhor se esqueceu de Suas promessas a Israel, que "partiu para uma viagem" ou que está dormindo, como se isso fosse possível, mas eles estão seriamente enganados. Como diz o salmista:

"Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel." [Salmos 121:3-4].

O Conselho de Segurança da ONU presume ter o poder de dividir a terra de Israel, mas não tem. A Resolução 2334 é uma tolice em grande escala. Ela terminará em desastre para todas as nações que se opuserem à vontade de Deus:

"Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra." [Joel 3:2].

A Resolução 2334 também terá repercussões especialmente severas para os EUA. Nos últimos cinquenta anos, aproximadamente, esta grande nação imergiu em atividades tão vis que algumas delas não podem sequer ser descritas. Ela já assassinou mais de 50 milhões de suas próprias crianças por meio do aborto, patrocinou a guerra e a discórdia em incontáveis países, exportou mais armamento do que qualquer outro país, apoiou regimes perversos e tirânicos, difundiu a pornografia para todos os cantos do mundo por meio da Internet, alimentou as perversões sexuais de todos os tipos, construiu um enorme comércio mundial em drogas, propagou a magia e a feitiçaria por meio da indústria do cinema em Hollywood e dos Estúdios Disney, proibiu a oração cristã e os Dez Mandamentos nas escolas e nos edifícios públicos e conspirou com muitas outras nações — notavelmente a Grã-Bretanha — para criar uma Nova Ordem Mundial. Ao longo do caminho, os EUA desfrutaram de excepcional prosperidade devido ao status de reserva mundial de sua moeda, o dólar. Junto com todos esses acontecimentos, sua população, em grande parte, adotou o paganismo da Nova Era, o humanismo secularizado e uma cosmovisão moldada em grande parte pela indústria do entretenimento, dos esportes e da busca das satisfações pessoais. Contudo, os EUA continuam a usufruir da segurança e do bem-estar de uma nação que permaneceu, em algum grau, temente a Deus.

Como isto é possível?

Esta bênção excepcional deve certamente derivar de seu longo suporte a Israel, não somente no complexo e implacável mundo da geopolítica, mas por meio de transferência anual de auxílio financeiro, sem o qual Israel nunca teria sobrevivido.

Deus abençoa aqueles que abençoam Israel. Os EUA, porém, por meio dos esquemas dos Illuminati e seu atual presidente profundamente anticristão, decidiram agora abandonar Israel. O dossel de proteção que os EUA estenderam sobre este minúsculo país desde 1948 foi desmantelado. Em 23 de dezembro de 2016, após 69 anos de suporte fiel, os EUA decidiram amaldiçoar Israel. Milhões de americanos comuns terão agora de arcar com as consequências.



Apêndice A

Transcrição do Discurso de Samantha Power ao Conselho de Segurança da ONU, em 23 de Dezembro de 2016.

Obrigada, Sr. Presidente.

Permitam-me iniciar com uma citação: "Os EUA não apoiarão o uso de qualquer território adicional para o propósito de assentamentos durante o período transicional. De fato, a adoção imediata de um congelamento nos assentamentos por parte de Israel, mais do que qualquer outra ação, poderá criar a confiança necessária para a participação mais ampla nessas conversações. A criação de novos assentamentos não é de forma alguma necessária para a segurança de Israel e somente diminui a confiança dos árabes que um resultado final possa ser livre e justamente negociado."

Isto foi dito em 1982 pelo presidente Ronald Reagan. Ele falava a respeito de uma nova proposta que estava lançando para dar fim ao conflito israelense-palestino. É claro que a proposta do presidente Reagan acabou não sendo concretizada, mas as palavras dele ainda são esclarecedoras, pelo menos em dois aspectos.

Primeiro, por que elas enfatizam o longo e profundo comprometimento dos EUA em alcançar uma paz abrangente e duradoura entre israelenses e palestinos. Esta tem sido a política de toda administração, seja Republicana ou Democrata, desde antes do presidente Reagan e até os dias atuais.

Segundo, por que as palavras do presidente Reagan destacam a posição americana de longa data que a atividade de criação de assentamentos israelenses nos territórios ocupados em 1967 solapa a segurança de Israel, prejudica a viabilidade de um resultado negociado de dois Estados, e erode as perspectivas para paz e estabilidade na região. Hoje, o Conselho de Segurança reafirmou seu consenso estabelecido que os assentamentos não têm validade legal. Os EUA enviaram a mensagem que os assentamentos precisavam parar — privada e publicamente — durante quase cinco décadas, passando pelas administrações dos presidentes Lyndon B. Johnson, Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy Carter, Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton, George W. Bush e agora Barack Obama. De fato, desde 1967, o único presidente que não teve pelo menos uma resolução do Conselho de Segurança relacionada com os israelenses-palestinos aprovada durante seu mandato é Barack Obama. Portanto, nosso voto hoje está totalmente alinhado com o histórico de como os presidentes americanos, de ambos os partidos, abordaram o assunto — e o papel deste órgão.

Dada a consistência dessa posição em todas as administrações dos EUA, alguém poderia pensar que seria uma votação de rotina os EUA permitirem a passagem de uma resolução com os elementos nesta resolução, reafirmando a posição de longa data dos EUA a respeito dos assentamentos, condenando a violência, a incitação à violência e propondo que as partes comecem a dar passos construtivos para reverter as tendências atuais. Estes são componentes familiares e bem-articulados da política dos EUA.

Mas, na realidade, este voto para nós não foi direto, por causa de onde ele está ocorrendo — nas Nações Unidas. A simples verdade é que desde que se tornou membro desta instituição, Israel tem sido tratado de forma diferente das outras nações na ONU. E não somente nas décadas passadas — tais como na resolução que a Assembleia-Geral adotou em 1975, com o suporte da maioria dos Estados-membros, oficialmente determinando que "o Sionismo é uma forma de racismo' — mas também neste ano de 2016. Basta olhar para as 18 resoluções contra Israel adotadas durante a Assembleia-Geral da ONU em setembro, ou as 12 resoluções específicas sobre Israel adotadas este ano no Conselho dos Direitos Humanos — mais do que aquelas focadas na Síria, Coreia do Norte e Sudão do Sul juntas — para ver que em 2016 Israel continua a ser tratado diferentemente dos outros Estados-membros.

Como as administrações americanas anteriores, a administração Obama tem trabalhado incansavelmente para lutar pelo direito de Israel de simplesmente ser tratado como qualquer outro país — desde defender que Israel finalmente seja recebido como membro de um órgão regional da ONU, algo que não foi negado a outro Estado-membro da ONU; lutar para garantir que as ONGs israelenses não tenham o reconhecimento junto à ONU negado, pela simples razão de serem israelenses; de fazer o Yom Kippur finalmente ser reconhecido como um feriado da ONU; pressionando este Conselho para quebrar seu silêncio indefensável em resposta aos ataques terroristas contra israelenses. Como os EUA já disseram repetidamente, esse tratamento desigual não somente prejudica Israel, mas solapa a legitimidade da própria ONU.

A prática de tratar Israel de forma diferente nas questões da ONU importa em votações como esta. Mesmo se alguém acreditar que a resolução proposta hoje é justificada — ou, até mais, que é necessária — por causa dos eventos que estão ocorrendo, não se pode separar completamente o voto do local.

Aqueles que dizem que são favoráveis à solução de dois Estados precisam fazer a si mesmos algumas perguntas difíceis. Para aqueles Estados que são rápidos em promover as resoluções que condenam Israel, mas se recusam a reconhecer quando israelenses inocentes são as vítimas do terrorismo — a pergunta é: que passos vocês darão para deixar de tratar Israel de forma diferente? Para aqueles Estados que apaixonadamente denunciam o fechamento das travessias em Gaza como agravadoras da situação humanitária, porém nada dizem dos recursos que são desviados da ajuda aos residentes de Gaza para serem utilizados na escavação de túneis para dentro do território israelense, para que os terroristas possam atacar os israelenses em seus lares — a pergunta é: o que vocês farão para dar fim aos duplos padrões que solapam a legitimidade desta instituição?

Os Estados-membros devem também perguntar a si mesmos sobre os duplos padrões no que se refere à tomada de ação por este Conselho de Segurança. Hoje mesmo de manhã, o Conselho se reuniu e não conseguiu chegar à decisão de agir para interromper a venda de armamentos que estão indo para os assassinos no Sudão do Sul, que estão perpetrando atrocidades em massa, que a ONU diz que poderão levar a um genocídio. Não conseguimos chegar a um acordo apenas para tornar mais rigorosa a venda de armas. Anteriormente neste mês, este Conselho não conseguiu chegar à decisão de adotar a mais simples das resoluções: propor uma pausa de sete dias no selvagem bombardeio de civis inocentes, hospitais e escolas em Aleppo, na Síria. Todavia, quando uma resolução sobre Israel vem diante deste Conselho, os membros subitamente reúnem a disposição para agir.

É por causa deste foro frequentemente estar enviesado contra Israel, por existirem questões importantes que não são tratadas suficientemente nesta resolução e pelo fato de os EUA não concordarem com todas as palavras que estão neste texto, que os EUA não votam a favor da resolução. Mas, como a resolução reflete os fatos — e é consistente com a política americana, quer de administrações Republicanas ou Democratas em toda a história do Estado de Israel — os EUA não a vetaram.

Os EUA disseram consistentemente que bloqueariam qualquer resolução que solapasse a segurança de Israel ou buscasse impor uma solução para o conflito. Não teríamos permitido que essa resolução passasse se ela não tratasse as ações contraproducentes praticadas pelos palestinos, como o terrorismo e a incitação à violência, que repetidamente condenamos e tratamos com os líderes palestinos e que, é claro, precisam cessar.

Ao contrário de alguns outros no Conselho de Segurança da ONU, não acreditamos que partes de fora possam impor uma solução que não tenha sido negociada pelas duas partes. Tampouco podemos unilateralmente reconhecer um futuro Estado palestino. Mas, é precisamente nosso comprometimento com a segurança de Israel que faz os EUA acreditarem que não podemos ser um obstáculo para esta resolução, se procuramos preservar uma chance de alcançar nosso objetivo de longa duração: dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança. Permitam-me rapidamente explicar o porquê.

O problema dos assentamentos piorou tanto que está agora colocando em risco a própria viabilidade dessa solução dos dois Estados. O número de assentados nos aproximadamente 150 assentamentos israelenses a leste das linhas de fronteira de 1967 aumentou drasticamente. Desde a assinatura dos Acordos de Oslo, de 1993 — que iniciaram os esforços que tornaram uma paz abrangente e duradoura possível — o número de assentados aumentou para 355.000. A população total de assentados na Margem Ocidental e em Jerusalém Oriental agora excede 590.000. Aproximadamente 90.000 assentados estão vivendo ao leste da barreira de separação que foi criada pelo próprio Israel. Além disso, exatamente desde julho de 2016 — quando o Quarteto do Oriente Médio emitiu um relatório destacando a preocupação internacional com relação a um processo sistemático de tomada de terras, expansões dos assentamento e legalizações — Israel avançou os planos para mais 2.600 novas unidades de assentamentos. Todavia, em vez de desmantelar esses e outros postos avançados de assentados, que são ilegais até mesmo sob a lei israelense, agora há uma nova legislação em tramitação no Parlamento israelense que legalizará a maioria dos postos avançados — um fator que motivou a decisão dos patrocinadores desta resolução de trazê-la diante do Conselho de Segurança.

O primeiro-ministro israelense descreveu recentemente seu governo como "o mais compromissado com os assentamentos do que qualquer outro na história de Israel", e um de seus principais parceiros na coalizão declarou recentemente que "a época da solução dos dois Estados já passou". Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro disse que ele ainda está compromissado com a busca de uma solução dos dois Estados. Mas, essas afirmações são irreconciliáveis. Não se pode defender a expansão dos assentamentos israelenses e, simultaneamente, defender uma solução viável dos dois Estados que dará fim ao conflito. É preciso fazer uma escolha entre assentamentos e separação.

Em 2011, os EUA vetaram uma resolução que enfocava exclusivamente os assentamentos, como se os assentamentos fossem o único fator que prejudicava as possibilidades de uma solução dos dois Estados. As circunstâncias mudaram drasticamente. Desde 2011, o crescimento dos assentamentos somente se acelerou. Desde 2011, múltiplos esforços para buscar a paz por meio de negociações já fracassaram. Além disso, desde 2011, o presidente Obama e o secretário Kerry repetidamente advertiram — pública e privadamente — que a ausência de progresso em direção à paz e a continuada expansão dos assentamentos iria colocar a solução dos dois Estados em risco e ameaçar o objetivo declarado de Israel de permanecer um Estado Judaico e uma democracia. Além do mais, ao contrário da resolução de 2011, esta atual resolução condena a violência, o terrorismo e a incitação, que também representam riscos extremamente graves à solução dos dois Estados. Esta resolução reflete as tendências que permanentemente destróem a esperança de uma solução de dois Estados se elas continuarem em seu curso atual.

Os EUA não deram o passo de votar em suporte a esta resolução porque ela está estreitamente demais focada nos assentamentos, quando todos sabemos — ou deveríamos saber — que muitos outros fatores contribuem significativamente para as tensões que perpetuam o conflito. Sejamos claros: mesmo se todo assentamento fosse desmantelado amanhã, a paz ainda não seria alcançavel sem que ambos os lados reconhecessem as verdades desconfortáveis e tomassem decisões difíceis. Este é um fato indisputável. Todavia, é um fato que muito frequentemente é negligenciado pelos membros das Nações Unidas e pelos membros deste Conselho de Segurança.

Para os líderes palestinos, isto significa reconhecer o óbvio: que além de tirar vidas inocentes — o incitamento à violência, a glorificação dos terroristas e o crescimento do extremismo violento erodem as perspectivas para a paz, como esta resolução torna bem claro. Na onda mais recente de violência palestina, os terroristas cometeram centenas de ataques — incluindo dirigir carros contra as multidões de civis inocentes e esfaquear mães diante de suas crianças. Todavia, em vez de condenar esses ataques, o Hamas e outras facções radicais, e até certos membros do Fatah apresentaram os terroristas como heróis e usaram as mídias sociais para incitar outros a seguirem seus passos homicidas. Além disso, embora o presidente Abbas e os líderes de seu partido tenham deixado clara sua oposição à violência, ao terrorismo e ao extremismo, eles muito frequentemente deixaram de condenar ataques específicos ou de condenar a exaltação dada aos terroristas.

Nosso voto hoje não diminui de forma alguma o contínuo e inigualável comprometimento dos EUA com a segurança de Israel, a única democracia no Oriente Médio. Não teríamos permitido que esta resolução passasse se ela também não tratasse as ações contraproducentes dos palestinos. Temos de reconhecer que Israel enfrenta ameaças muito sérias de seus duros vizinhos. Os israelenses estão corretamente preocupados em garantir que não haja um porto seguro para os terroristas em sua vizinhança. O presidente Obama e esta administração mostraram um comprometimento sem precedentes com a segurança de Israel porque é nisto que acreditamos.

Nosso comprometimento com essa segurança nunca demonstrou indecisão e nunca irá demonstrar. Mesmo com a crise financeira e déficits orçamentários, temos repetidamente aumentado nosso apoio financeiro para as forças armadas de Israel. Além disso, em setembro, a administração Obama assinou um Memorando de Entendimento para fornecer 38 bilhões de dólares em assistência à segurança para Israel ao longo dos próximos dez anos — a maior promessa de assistência militar na história dos EUA com qualquer país. Como o próprio primeiro-ministro de Israel observou, nossa cooperação militar e de inteligência é sem precedentes. Acreditamos, porém, que a continuada construção de assentamentos solapa seriamente a segurança de Israel.

Alguns poderão conjeturar que o voto dos EUA é um sinal que finalmente abrimos mão de uma solução dos dois Estados. Nada poderia estar mais longe da verdade. Nenhum de nós pode desistir de uma solução de dois Estados. Continuamos a acreditar que essa solução é o único caminho viável para oferecer paz e segurança para o Estado de Israel e liberdade e dignidade para o povo palestino. Além disso, continuamos a acreditar que as partes ainda podem buscar esse caminho, se ambos os lados forem honestos a respeito das escolhas e tiverem a coragem de tomar as medidas que serão politicamente difíceis. Embora possamos encorajá-los, no fim são as partes que precisam escolher este caminho, como sempre foi o caso. Esperamos sinceramente que elas começem a fazer essas escolhas antes que seja tarde demais.

Agradeço a todos.



Apêndice B

Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, de 23 de Dezembro de 2016.

O Conselho de Segurança,

Reafirmando suas resoluções relevantes, incluindo as resoluções 242 (1967), 338 (1973), 446 (1979), 452 (1979), 465 (1980), 476 (1980), 478 (1980), 1397 (2002), 1515 (2003), e 1850 (2008),

Guiado pelos propósitos e princípios da Carta da Nações Unidas e reafirmando, entre outras coisas, a inadmissibilidade da aquisição de território por meio da força,

Reafirmando a obrigação de Israel, a Potência ocupante, de cumprir escrupulosamente as obrigações e responsabilidades legais previstas na Quarta Convenção de Genebra, relativa à Proteção de Pessoas Civis em Tempos de Guerra, de 12 de agosto de 1949, e recordando a opinião consultiva emitida em 9 de julho de 2004 pela Corte Internacional de Justiça,

Condenando todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, incluindo entre outras coisas, a construção e expansão de assentamentos, a transferência de colonos israelenses, o confisco de terra, a demolição de moradias e o deslocamento dos civis palestinos, em violação ao Direito Humanitário Internacional e resoluções relevantes,

Expressando grande preocupação que a continuação das atividades israelenses de criação de assentamentos estão colocando perigosamente em risco a viabilidade da solução dos dois Estados, com base nas fronteiras de 1967,

Lembrando a obrigação prevista pelo Mapa da Estrada do Quarteto, endossada por sua Resolução 1515 (de 2003) de um congelamento por parte de Israel de toda a atividade de assentamentos, incluindo "crescimento natural" e o desmantelamento de todos os postos avançados de assentamento erigidos desde março de 2001,

Lembrando também a obrigação, dentro do Mapa da Estrada do Quarteto, para as Forças de Segurança da Autoridade Palestina manterem operações eficazes voltadas para a confrontação de todos aqueles que estiverem envolvidos no terror e desmantelar as capacidades terroristas, incluindo o confisco de armas ilegais,

Condenando todos os atos de violência contra a população civil, incluindo atos de terror, bem como atos de provocação, incitação e destruição,

Reiterando sua visão de uma região em que dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam um ao lado do outro, em paz e dentro de fronteiras seguras e reconhecidas,

Enfatizando que o status quo não é sustentável e que etapas significativas, consistentes com a transição contemplada por acordos anteriores, são urgentemente necessárias de modo a: 1) estabilizar a situação e inverter as tendências negativas no território, que estão erodindo continuamente a solução dos dois Estados e entrincheirando a realidade de um Estado, e 2) criar as condições para negociações finais de status bem-sucedidas e fazer avançar a solução de dois Estados por meio dessas negociações,

1. Reafirma que o estabelecimento de assentamentos por parte de Israel no território palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, não tem validade legal e constitui uma flagrante violação do Direito Internacional e um grande obstáculo para o alcance da solução dos dois Estados e de uma paz justa, duradoura e abrangente;

2. Reitera sua exigência que Israel cesse imediata e completamente todas as atividades de assentamentos no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental e que respeite todas suas obrigações legais a este respeito;

3. Enfatiza que não reconhecerá alterações nas linhas de fronteira de 4 de junho de 1967, incluindo com relação a Jerusalém, exceto aquelas que forem aceitas pelas partes por via de negociações;

4. Destaca que a cessação completa de todas as atividades israelenses de assentamento é fundamental para salvaguardar a solução dos dois Estados e propõe que se adotem imediatamente medidas positivas para inverter as tendências negativas no território que estão pondo em risco a solução dos dois Estados;

5. Exorta a todos os Estados a que, tendo em mente o parágrafo 1 desta resolução, distinguam, em suas relações e acordos relevantes, entre o território do Estado de Israel e os territórios ocupados desde 1967;

6. Exorta a adoção de medidas imediatas para prevenir todos os atos de violência contra civis, incluindo atos de terror, bem como todos os atos de provocação e destruição, exorta a que se prestem contas a este respeito e exorta o cumprimento das obrigações em virtude do Direito Internacional para o fortalecimento dos esforços em andamento para combater o terrorismo, incluindo por meio da coordenação existente de segurança e a condenar claramente todos os atos de terrorismo;

7. Exorta ambas as partes a agirem com base na Lei Internacional, incluindo o Direito Humanitário Internacional e seus acordos e obrigações anteriores, para observarem a calma e a restrição e deixarem de praticar ações provocativas, incitação e retórica inflamatória, com o objetivo de, entre outras coisas, tranquilizar a situação no território, reconstruir a confiança, demonstrando por meio de políticas e ações, um genuíno comprometimento com a solução dos dois Estados e criar as condições necessárias para promover a paz;

8. Exorta todas as partes a continuarem, no interesse da promoção da paz e segurança, a fazerem esforços coletivos para iniciarem negociações críveis a respeito de todas as questões relativas ao status definitivo no processo de paz do Oriente Médio e dentro dos prazos especificados pelo Quarteto, em sua declaração de 21 de setembro de 2010;

9. Insta, neste respeito, a intensificação e aceleração dos esforços diplomáticos regionais e internacionais e o suporte destinado a alcançar, sem demora, uma paz abrangente, justa e duradoura no Oriente Médio com base nas resoluções relevantes das Nações Unidas, nos princípios de referência da Conferência de Madrid, incluindo o princípio de território em troca de paz, a Iniciativa Árabe de Paz e o Mapa da Estrada do Quarteto e colocar fim à ocupação israelense, que teve início em 1967; e enfatizar a este respeito a importância dos esforços em andamento para fazer avançar a Iniciativa Árabe de Paz, a iniciativa da França para a convocação de uma conferência internacional de paz, os esforços recentes do Quarteto, bem como os esforços do Egito e da Federação Russa;

10. Confirma sua determinação em apoiar as partes em todas as negociações e na implementação de um acordo;

11. Reafirma sua determinação em examinar formas e meios práticos de garantir a plena implementação de suas resoluções relevantes;

12. Solicita que o Secretário-Geral apresente um relatório ao Conselho de Segurança a cada três meses a respeito da implementação dos artigos na presente resolução;

13. Decide continuar tratando da questão.



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 4/1/2017
Transferido para a área pública em 28/12/2018
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