Livro On-line

Reconstruindo a Torre de Babel: O Lado Obscuro da Igreja com Propósitos

Capítulo 1: O Anjo de Luz

Autor: Mac Dominick
Recursos úteis para sua maior compreensão

As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo


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Sinopse: Não somente Lúcifer mentiu para Eva quando disse "Certamente não morrereis", mas também mentiu quando disse: "Sereis como Deus". A premissa básica do panteísmo é a divindade não somente do homem, mas de tudo o mais também. A adição do monismo complementa a versão "ocidentalizada" moderna da imanência: Deus é tudo e está "em tudo". A infusão do panteísmo monístico na cultura geral é preocupante, mas a introdução desses princípios na igreja é ainda mais devastadora. As sutis infusões da "evolução teísta", do misticismo, das terminologias ocultistas, do globalismo, das ciências do comportamento, dos processos orientados para resultados (pragmáticos) e as irregularidades doutrinárias veladas ameaçam destruir os fundamentos da fé até o ponto em que a igreja "evangélica" implodirá e desabará sobre si mesma por falta de uma base sólida.



Os membros de cada geração passada tiveram a noção que sua época era um ponto fundamental na história humana e, em graus variados, cada um deles esteve correto em sua avaliação. Esse conceito aplica-se não somente à sociedade secular e à humanidade em geral, mas também a segmentos específicos da população mundial; e a atual população mundial não é exceção a essa mentalidade. No contexto deste manuscrito, as populações ocultista e cristã do mundo estão ambas profundamente cientes do fato que a posição da humanidade está no clímax da época atual e estão equipadas com um senso distinto de uma mudança revolucionária e iminente.

Como um exemplo preferencial, em uma palestra em 1989 na Associação de Desenvolvimento e Supervisão de Currículo, Jean Houston foi explicitamente dogmática ao fato de que esta geração determinará se a raça humana crescerá para um novo e elevado nível de consciência ou se aniquilará a si mesma. Nessa palestra, ela disse:

"Todas as culturas pensavam que sua cultura era "ela". Elas estavam enganadas, esta é "ela" — este tempo na história... o grande tempo para as decisões. Tudo está colocado em seu devido lugar para o salto, o salto fenomenal... Estamos vivendo a paixão do tempo carregado... quando o que você e eu fazemos fará uma profunda diferença." [1]

A Dra. Houston passou a falar sobre "uma transição de todo o sistema para uma sociedade planetária". Sua definição de sociedade planetária é bem simples: uma sociedade planetária está baseada em uma democracia social centralizada e interdependente que envolve toda a raça humana cuja consciência coletiva se expandirá até o ponto em que cada indivíduo perceberá que é, na verdade, um "deus". Essa mesma mentalidade e mantra envolve todo o paganismo, Wicca, Nova Era, e outras religiões baseadas na Terra que constituem um grande segmento daquilo que é considerado "o mundo do ocultismo".

No outro lado do espectro, os membros da igreja estão convencidos que este é, de fato, um momento fundamental na história humana. Aqueles que são dispensacionalistas em sua teologia e adotam a interpretação literal das Escrituras acreditam que o fim dos tempos, que se consumará com o arrebatamento da igreja, o reinado do Anticristo e a subseqüente Segunda Vinda, está muito próximo. Além disso, os eventos vistos como o cumprimento óbvio da profecia bíblica, que começaram em 1948 com a criação do Estado de Israel continuam a ocorrer.

Incorporada nessa estrutura teológica está também a percepção que a igreja de Jesus Cristo está enfrentando um grande afastamento da "religião dos velhos tempos" de seus pais e avós. Essa mudança não é um pequeno ajuste, mas, ao contrário, uma grande mudança que ameaça alterar a face do cristianismo para sempre. Tragicamente, se essa mudança continuar sem ser enfrentada, a mudança subseqüente criará um novo "cristianismo híbrido" que terá pouca semelhança com a "fé dos nossos pais", ou com a igreja descrita no Novo Testamento. Esse novo híbrido está gerando um "falso cristianismo" que levará seus aderentes a uma pseudofé que resultará na perda do arrebatamento, acreditando em uma mentira [2] e caindo nos braços do Anticristo de forma tão suave como as pétalas de uma rosa caem no outono.

O pastor John MacArthur descreveu astutamente essa mudança em seu livro Reckless Faith quando disse:

A mudança que MacArthur descreve é o rumo exato percorrido por aqueles que estão envolvidos naquilo que veio a ser chamado de "Movimento de Crescimento de Igrejas" (MCI). A metodologia desse movimento entre os cristãos evangélicos e fundamentalistas materializou-se na segunda metade do século 20 e foi promovida pelo Seminário Teológico Fuller. A manifestação do movimento é agora vista nas megaigrejas sensíveis aos buscadores que estão surgindo como cogumelos por todo o país.

O "garoto propaganda" do MCI, o pastor Rick Warren, da Igreja da Comunidade de Saddleback, afirma que a igreja está no meio de uma revolução cultural transformadora; [4] e aqueles que estão envolvidos em seus programas específicos são os líderes revolucionários que iniciarão uma "mudança de paradigma" que se expandirá por toda a cristandade. Entretanto, fazendo-se um exame cuidadoso desses programas — "40 Dias de Propósito" e "40 Dias de Comunidade" — bem como nos livros de Rick Warren, Uma Igreja com Propósitos e Uma Vida com Propósitos — não somente começa-se a questionar a posição doutrinária deles, mas também a sutil introdução de filosofias e terminologias ocultistas em uma arena que proclama ser o cumprimento da "Grande Comissão" seu único resultado.

De modo a avaliar completamente toda essa situação, é necessário compreender as metodologias e ensinos luciferianos do mundo ocultista. Uma vez que tal compreensão seja obtida, então uma justa avaliação poderá ser feita dos programas que impulsionam o Movimento de Crescimento de Igrejas.

No Princípio

A primeira aparição de Lúcifer na Palavra de Deus encontra-se no relato da tentação de Eva no Jardim do Éden. Devido à familiaridade do texto, muitos lêem essa passagem sem dar muita atenção a todas as ramificações associadas com a seqüência real de eventos naquele dia fatídico para toda a eternidade. Contudo, quando se considera os detalhes da conversa registrada nas Escrituras e seus resultados, algumas conclusões se tornam bem óbvias.

Uma vez que essas conclusões são consideradas, uma maior reflexão desses mesmos aspectos da conversa que ocorreu no Jardim do Éden tantos anos atrás revela os fundamentos do pensamento luciferiano como a antítese da Palavra de Deus. Esse fundamento baseia-se em três pedras fundamentais:

A Evolução e o Pensamento Ocultista

Pouquíssimas pessoas estão cientes dos eventos que levaram à apresentação das teorias de Charles Darwin sobre as origens diante da comunidade científica da Grã-Bretanha no século 19. Darwin foi ajudado em sua pesquisa por seu amigo íntimo Charles Lyell. Lyell acompanhou o relutante Darwin durante mais de vinte anos de árdua pesquisa na elaboração de suas teorias. Além disso, Darwin não estava em busca de fama e notoriedade. Na verdade, ele estava muito hesitante em apresentar sua obra no foro público da comunidade intelectual. [5]

Entretanto, chegou um dia em que Darwin foi forçado a apresentar publicamente suas teorias ou então, não somente seria suplantado por outro pesquisador, mas também incorreria na perda de todos os seus esforços. Em 1855, Darwin recebeu uma cópia de um trabalho escrito por Alfred Russell Wallace, que detalhava as mesmas teorias que ele próprio tinha arduamente elaborado ao longo de vinte anos. Darwin então imediatamente, estimulado por Lyell, começou a escrever sua famosa obra, A Origem das Espécies. Entretanto, tanto Darwin quanto Russell, estavam procurando o elo-chave perdido — o mecanismo pelo qual uma espécie poderia efetivamente se transformar em outra espécie. (O problema com a ausência de tal mecanismo é óbvio, não há absolutamente evidência alguma [científica ou não] que forneça qualquer prova de que uma espécie evoluiu ou evoluirá de outra espécie.)

Três anos depois de enviar seu trabalho sobre as origens para Darwin, Wallace adoeceu gravemente enquanto vivia na ilha de Ternate. Sofrendo grandemente com uma febre que o debilitava, uma visão do mecanismo ausente veio para ele na "revelação de um momento". Wallace então enviou esse mecanismo, "A Sobrevivência dos Mais Aptos", para Darwin. O Ternate Paper continha 'na forma completa, aquilo que hoje é conhecido como Teoria Darwiniana da Evolução..." (6) Na realidade, a evidência circunstancial sugere fortemente que Darwin plagiou muitos dos conceitos-chave em sua famosa obra A Origem das Espécies, do trabalho de Wallace. Entretanto, como Wallace estava mais perto da Nova Guiné do que de Londres quando chegou o tempo da apresentação, os conceitos apresentados para a Sociedade Lineana, em julho de 1858 tornaram-se conhecidos como Teoria de Darwin/Wallace.

Obviamente, esta não é toda a história. Alfred Russell Wallace não somente recebeu a "visão" da Sobrevivência dos Mais Aptos para completar a mentira evolucionista de Lúcifer enquanto estava delirando com febre, mas Wallace abrigava um lado muito mais tenebroso. Durante sua juventude, ele viajou para o Amazonas e fez amizade com índios que compartilharam com ele suas "artes negras". Wallace começou então a se envolver com o espiritismo e foi abertamente ridicularizado por ser membro da Sociedade para a Pesquisa Psíquica. O nível extremo em que ele se envolveu no ocultismo resultou em sua virtual expulsão da comunidade intelectual britânica, para não mencionar a remoção de seu nome das Teorias de Darwin.

No caso de seu Ternate Paper, o método da descoberta científic a utilizado por Wallace foi além do heterodoxo, para o reino do metafísico. Na verdade, revelações como as suas não são incomuns no reino das "ciências ocultas" e, a partir de uma perspectiva bíblica, essa experiência pode ser precisamente colocada na categoria da metodologia da comunicação com os demônios. (O Alcorão foi comunicado ao analfabeto Maomé no meio de convulsões similares.)

O ponto aqui, entretanto, é uma conexão demoníaca específica com a apresentação pública e a proliferação das teorias evolucionistas na sociedade. Adicionalmente, poucos percebem que os homens do século 19 que moldaram as filosofias evolucionistas e socialistas destinadas a permear o futuro da sociedade tinham pouco em comum, e a maioria não tinha sido anteriormente educada como cientista. Charles Darwin tinha formação em teologia, Charles Lyell era um advogado, Thomas Huxley tinha uma formação duvidosa em medicina, Jean-Baptiste Lamarck e Herbert Spencer não tiveram educação formal, Hegel e Marx tinham formação em filosofia. Havia, porém, uma coisa que todos esses homens compartilhavam — uma aversão a Deus e ao cristianismo bíblico.

Com base em tudo o que foi dito acima, não deve ser surpresa saber que as filosofias ocultistas e as religiões pagãs operam a partir de uma linha-base do pensamento evolucionista. Esses princípios evolucionistas dentro do mundo ocultista estão na verdade baseados em outra mentira que Lúcifer disse a Eva no Jardim do Éden: "Sereis como Deus..." Os aderentes da Nova Era, os feiticeiros e os aderentes de outras religiões baseadas na Terra acreditam que o homem é divino e precisa simplesmente descobrir ou desenvolver o deus ou a deusa em seu interior. Além disso, os praticantes da Nova Era, como Jean Houston, ensinam que o homem ainda está evoluindo para um novo nível evolucionário — do homo sapiens para o homo noeticus; e o conceito de homo noeticus, o deus-homem, é ativamente promovido por organizações como o Instituto das Ciências Noéticas, presidido pelo ex-astronauta da NASA, Ed Mitchell.

Portanto, a Teoria da Evolução não somente teve sua origem dentro de uma estrutura ocultista, mas é absolutamente a chave para a compreensão das filosofias ocultistas. Se alguém deixar de observar que os ocultistas acreditam que o universo evoluiu de uma energia primária que eles consideram como "deus", "a força", ou a "deusa-mãe" — não será possível compreender a filosofia ocultista. Além disso, o mundo ocultista adere à noção que essa "energia", ou "força" habita em tudo e em todos. Essa força que habita em todos é chamada de imanência. A imanência é um dos princípios fundamentais do mundo ocultista, e essa força interior é vista pelos ocultistas como o ímpeto evolucionário que tem implementado as mudanças cósmicas que eventualmente levarão ao aparecimento do homo noeticus — o deus-homem.

Promoção do Mal Sob o Disfarce do Bem

Dificilmente se pode imaginar uma causa mais nobre do que a de servir à humanidade de modo a solucionar todos os problemas do mundo. Em toda a história, organizações foram formadas para promover a paz mundial, alimentar os famintos, curar os doentes, e prover moradia para os desabrigados. Embora muitas dessas organizações e indivíduos estejam motivados por ideais nobres e trabalhem arduamente para alcançar esses objetivos, existem muitos que não são o que aparentam ser na superfície — afinal que método melhor para camuflar o mal do que praticar boas obras?

A Lucis Trust

Embora muitas organizações implementem essa metodologia, não existe melhor exemplo desse estratagema de disfarce que a manipulação realizada pela Lucis Trust. A Lucis Trust foi originalmente fundada em 1922 pelo casal de teósofos Alice e Foster Bailey como Lucifer Publishing Company. Posteriormente, o nome foi modificado para Lucis Publishing (por razões que devem ser fáceis para você imaginar) e foi usada principalmente como a editora para os livros ocultistas de Alice Bailey. Desde aquele tempo, a Lucis Trust tornou-se uma organização não governamental registrada na Organização das Nações Unidas com cinco divisões: The New Group of World Servers, The Arcane School, Lucis Productions, Triangles e World Goodwill. De acordo com sua própria literatura promocional, os propósitos da Lucis Trust são:

"As atividades internacionais da Lucis Trust são dedicadas ao estabelecimento das relações humanas corretas. Ela promove a educação da mente humana para o reconhecimento e prática dos princípios e valores espirituais sobre os quais uma sociedade estável e interdependente pode estar baseada."

"A Lucis Trust não é política e não é sectária. Ela não patrocina nenhum credo ou dogma especial. O ímpeto motivador é o amor de Deus, expresso por meio do amor à humanidade e serviço à raça humana. Um novo e melhor modo de vida para todos os povos em toda a parte do mundo pode se tornar uma realidade no nosso tempo. As técnicas práticas em operação hoje podem ser aprendidas e aplicadas para o cumprimento do plano divino para a humanidade." [7]

Quem pode argumentar contra os objetivos das relações humanas corretas, um melhor modo de vida para todos os povos em toda a parte, o cumprimento do plano divino para a humanidade, e com o impulso do amor de Deus? As coisas parecem ainda melhores quando se lê mais do mesmo prospecto que descreve a World Goodwill e Triangles:

"Triangles foi fundada em 1937 para estimular o crescimento das relações humanas corretas unindo homens e mulheres de mesma mente de boa vontade em um serviço espiritual... A World Goodwill foi fundada em 1932. O propósito geral da World Goodwill é o estabelecimento de relações humanas corretas por meio da aplicação prática do princípio da boa vontade." [8]

Entretanto, uma inspeção mais atenta da literatura da Lucis Trust revela a natureza profundamente ocultista dessa organização:

"A Lucis Productions produz programas de rádio e em vídeo baseados nos princípios da Sabedoria de Todas as Épocas. Os programas de rádio incluem tópicos como meditação, a próxima ordem internacional, valores espirituais, envelhecimento e morte... O mundo tem um destino espiritual. Por trás da evolução há um propósito de espera, podemos chamar de o Plano de Deus. Todos que respondem à necessidade espiritual, de seu próprio modo e dentro de seu próprio ambiente, cooperam no cumprimento do plano divino..." (ênfase adicionada) [9]

Essas citações tiradas do mesmo material promocional da Lucis Trust começam a revelar a verdadeira natureza dessa organização. As palavras em itálico no excerto acima são fundamentais para compreender exatamente o que é objetivado pelo autor do prospecto:

Alice Bailey, fundadora da Lucis Trust sucedeu Helena Petrovna Blavatsky e Annie Besant. Blavatsky escreveu A Doutrina Secreta, o livro que serviu como a "bíblia" para Adolf Hitler em sua tentativa de estabelecer a "nova ordem mundial". A Doutrina Secreta foi escrita por Blavatsky por meio de psicografia e sob a direção de um mestre hierárquico, exatamente como os livros de Alice Bailey foram ditados a ela por um "mestre da sabedoria'.

A revelação da face tenebrosa da Lucis Trust não termina com isso. A citação inicial do prospecto da Lucis Trust diz mais do que consegue perceber o leitor casual: "Elas promovem a educação da mente humana para o reconhecimento e a prática dos princípios espirituais e valores sobre os quais uma sociedade global estável e interdependente poderá estar baseada." Quando essas palavras são lidas por alguém que tenha discernimento, as seguintes questões precisam ser perguntadas:

As respostas a essas questões se tornam manifestas quando se considera o seguinte excerto do boletim da World Goodwill:

"Este é um tempo de preparação não somente para uma nova civilização e cultura em uma nova ordem mundial, mas também para a chegada de uma nova dispensação espiritual."

"A humanidade não está seguindo um curso não mapeado. Há um Plano divino no Cosmos do qual fazemos parte. No fim de uma era, os recursos humanos e as instituições estabelecidas parecem inadequados para atender às necessidades e aos problemas mundiais. Nesse tempo, o advento de um Instrutor, um líder espiritual, ou Avatar, é desejado e invocado pelas massas humanas em todas as partes do mundo."

"Hoje, o reaparecimento do Instrutor do Mundo, o Cristo, é esperado por milhões, não somente por aqueles que professam a fé cristã, mas por aqueles de todas as fés que esperam o Avatar com outros nomes — o Senhor Maitréia, Krishna, Messias, Imame Mahdi e o Bodhisattva... O vindouro Instrutor do Mundo estará preocupado principalmente, não com o resultado do erro e da inadequação do passado, mas com os requisitos de uma nova ordem mundial e com a reorganização da estrutura social." [10]

A literatura do Novo Grupo de Servidores Mundiais, dentro da Boa-Vontade Mundial fornece ainda mais respostas:

"O Novo Grupo de Servidores Mundiais não é, no entanto, um grupo de místicos teóricos... Eles sabem exatamente o que buscam fazer; estão descobrindo e fazendo as pontes, colocando juntos homens e mulheres de boa-vontade em todo o mundo... Eles se conformarão e aceitarão a situação em que se encontram, mas trabalharão (nessa situação e sob esse governo ou ordem religiosa) para a boa-vontade, para a derrubada das barreiras e em favor da paz mundial... eles cultivarão o espírito da cooperação, utilizando todas as oportunidades para enfatizar a irmandade das nações, a unidade da fé, e a interdependência econômica."

Essas são as generalidades amplas que governam a conduta das pessoas de boa vontade que cooperam com o trabalho que está sendo realizado pelo Novo Grupo de Servidores Mundiais. Eles podem ser considerados como a personificação do reino emergente de Deus na Terra, mas deve-se lembrar que esse reino não é um reino cristão... ou um governo terreal. "É um agrupamento de todos aqueles que, pertencendo como eles, a toda religião mundial e toda nação e raça e tipo de partido político, estão livres do espírito de ódio e de separatismo..." [11]

Finalmente, se indivíduos ou organizações falam de oração, a pessoa com discernimento precisa examinar exatamente o que essa oração envolve. Esse é o caso com a oração promovida pela Lucis Trust, a Grande Invocação.

"A Grande Invocação é um oração mundial traduzida em mais de cinqüenta idiomas e dialetos e é usada por todos os membros do triângulo. Ela expressa certas verdades centrais que todas as pessoas inatas e normalmente aceitam; que existe uma inteligência básica a quem damos o nome de Deus. Que há um Plano Evolucionista divino no universo — o poder motivador do qual é o amor, que uma grande individualidade chamada pelos cristãos de Cristo — o Instrutor do Mundo — veio à Terra e personificou esse amor para que pudéssemos compreender que o amor e a inteligência são efeitos do propósito, da vontade e do Plano de Deus. Muitas religiões acreditam em um Instrutor Mundial, conhecendo-o com nomes como Senhor Maitréia, Imam Mahdi, e Messias. A verdade que somente por meio da própria humanidade pode o Plano divino funcionar." [12]

As citações listadas acima são a essência do Plano Luciferiano para todo o sistema de transição para uma sociedade planetária que a Lucis Trust chama de "uma nova ordem mundial". Esse plano está resumido nas respostas às perguntas feitas alguns parágrafos atrás:

. Como esse grupo educa a mente humana?
Pelo engano.

. Quais são os princípios espirituais a serem reconhecidos e praticados?
Aqueles com os quais toda a humanidade possa concordar, e em torno dos quais todos possam se unir.

. Os valores de quem deveriam ser reconhecidos e praticados?
Somente aqueles que advogam a tolerância e o "não separatismo".

. Qual é a definição de uma "sociedade global interdependente"?
Um governo global sob a liderança do "Cristo".

O Papel da Igreja no Cumprimento dos Objetivos da Lucis Trust

As respostas às questões revelam que esse assim-chamado "Plano de Deus" não é coerente com o plano do verdadeiro Deus da Bíblia. Esse "plano" é uma estratégia para trazer paz à Terra com a revelação do vindouro "Instrutor do Mundo, ou o "Cristo". É preciso compreender que o termo "Cristo" não é uma referência a uma única pessoa, mas ao indivíduo que exerce o ofício de Cristo. Além disso, os ocultistas acreditam que muitos já exerceram o ofício de Cristo, e Jesus de Nazaré é prontamente reconhecido pelas fontes ocultistas como uma das pessoas que exerceram esse ofício. Entretanto, na avaliação deles, Jesus foi apenas um dentre muitos assim-chamados "cristos", que incluem tipos como o Senhor Maitréia, Krishna, Buda, Quetzalcóatl, e o Imame Mahdi.

Em outras palavras, esse Instrutor do Mundo, anunciado pela Lucis Trust (bem como por outras religiões, indivíduos e organizações ocultistas) não é Jesus Cristo em seu retorno, que aparecerá com Seus santos na "Segunda Vinda", em cumprimento às promessas de Deus a Israel. Muito pelo contrário, uma leitura mais atenta da descrição da Grande Invocação e das informações do Novo Grupo de Servidores Mundiais revela que esse Instrutor do Mundo é ninguém menos que o próprio Anticristo, e que muitos dos que se chamam "cristãos" aderirão a esse falso cristo como sendo o verdadeiro Messias.

Essa é a essência do plano luciferiano para derrotar Deus, e os "evangélicos" que estão dispostos a colocar de lado a pregação expositiva da doutrina e as outras instruções bíblicas para a estrutura da igreja local, conforme delineadas nas duas epístolas do apóstolo Paulo a Timóteo, por uma nova abordagem "amigável aos buscadores", "orientada por propósitos" e orientada para resultados no ministério estão caindo nas mãos daqueles que implementam o plano enganoso do falso messias. Como afirmado por Alice Bailey em sua grande obra ocultista The Externalization of the Hierarchy:

"A igreja cristã em suas muitas ramificações pode servir como um João Batista, como 'uma voz do que clama no deserto', como um núcleo por meio do qual a iluminação mundial poderá ser alcançada." [13]

Como poderia isso ser verdade e como poderiam aqueles que se chamam a si mesmos de "evangélicos" ou "fundamentalistas" na realidade aceitarem, e promoverem uma agenda luciferiana? Há somente uma resposta para essa pergunta: Aqueles que proferem o nome de Jesus Cristo não estão imunes à enganação, e aqueles que não exigem de seus líderes fidelidade absoluta à Palavra de Deus — ou — aqueles que não conhecem os ensinos da Palavra de Deus bem o suficiente para exigir fidelidade de seus líderes — estão sujeitos ao mesmo laço que as crianças de Hamelin, que seguiram o Flautista Mágico. A Bíblia é bem explícita em seus ensinos que falsos mestres se infiltrarão na igreja e desviarão muitos que não têm discernimento para longe do caminho. Esse padrão de apostasia é visto desde os primeiros dias da igreja, e a batalha para defender a fé contra os falsos mestres não é algo novo.

Aqueles que leram o livro on-line anterior "Pragmatismo na Igreja: Uma Religião Orientada Para Resultados" devem se lembrar que com o grande "Movimento Ecumênico" dos anos 1960 e com o êxodo em massa das igrejas protestantes tradicionais, muitos "defensores da fé" bíblicos daquele período estavam convencidos que o Movimento Ecumênico era na verdade a "grande apostasia dos últimos dias" descrita nas Escrituras. [14] Entretanto, quando se examina atentamente todas as evidências sem emocionalismo, a verdade é que as denominações protestantes como um todo nunca estiveram em total conformidade com a Palavra de Deus. Até os mais ortodoxos adotaram aspectos do catolicismo romano e nunca foram puros em sua adesão às Escrituras.

Entretanto, os grandes guerreiros da fé dos anos 1930 até 1970 que defenderam a verdade e se separaram da impureza doutrinária daqueles que permitiam o Modernismo em suas igrejas, seminários e outras agências, buscaram fundar igrejas bíblicas doutrinariamente puras. Tragicamente, essas mesmas igrejas agora enfrentam a matança da "Igreja do Novo Paradigma", que ameaça levar os filhos e netos dos antigos e inabaláveis defensores da fé a uma posição de contemporização e, finalmente, à apostasia.

Essa apostasia não se manifestará por um ataque às grandes doutrinas fundamentais da fé, como fez o Modernismo. Na verdade, os líderes da "revolução da igreja" aderem ostensivamente às posições doutrinárias que até Charles H. Spurgeon teria aprovado. Entretanto, as sutis infusões da "evolução teísta", do misticismo, das terminologias ocultistas, do globalismo, das ciências do comportamento, dos processos orientados para resultados (pragmáticos), e as irregularidades doutrinárias veladas ameaçam destruir os fundamentos da fé até o ponto em que a igreja "evangélica" implodirá e desabará sobre si mesma por falta de uma base sólida.

O perigo maior do atual assalto ao cristianismo fundamentalista é simplesmente a sutileza do ataque. Embora muitos possam dizer que isso seja uma coincidência, um plano similar manifestou-se no lado político do globalismo do mundo unificado com o objetivo de estabelecer outra faceta da assim-chamada "nova ordem mundial". Esse plano, conhecido como funcionalismo gradual, foi proposto por Richard Gardner, na edição de abril de 1973 da Foreign Affairs Magazine, a publicação do Conselho das Relações Exteriores (CFR):

"Em resumo, a 'casa da ordem mundial' terá de ser construída de baixo para cima e não de cima para baixo... uma ação evasiva em torno da soberania nacional, erodindo-a parte por parte, acompanhará muito mais do que o fora de moda assalto frontal..." [15]

Essa mesma estratégia está sendo agora usada para instigar uma "revolução na igreja". Isso não quer dizer que os líderes dessa revolução estão intencionalmente esquecendo a conformidade com a Palavra de Deus, mas os fatos certamente nos levam a questionar seriamente não somente seus motivos, mas até sua disposição espiritual.

Voltando à avaliação de John MacArthur da situação atual, a adição do misticismo à estratégia da pouca ênfase em doutrinas, sensível ao buscador, orientada por propósitos, a estratégia de crescimento de igrejas baseada em resultados é o passo final em direção a um grande desastre espiritual ou uma mudança muito ampla. Além disso, um exame mais atento do Movimento de Crescimento de Igrejas e, particularmente, do modelo "propósitos" revela uma infusão do "ocultismo sorrateiro" incorporado dentro desses programas.

Abraçando o Panteísmo

Não somente Lúcifer mentiu para Eva quando disse "Certamente não morrereis", mas também mentiu quando disse: "Sereis como Deus". A premissa básica do panteísmo é a divindade não somente do homem, mas de tudo o mais também. A adição do monismo complementa a versão "ocidentalizada" moderna da imanência: Deus é tudo e está "em tudo". Embora esse conceito fosse estranho à mente ocidental por quase um século, sua chegada nos anos 1960 iniciou mudanças que não somente permeariam, mas influenciariam profundamente a cultura ocidental. Na verdade, os conceitos das religiões orientais ainda são novos para a cultura ocidental.

Por mais de 1200 anos, a Igreja Católica Romana dominou a cultura da Europa ocidental, até o ponto que pouquíssimos indivíduos possuíam qualquer noção sobre as religiões orientais. Entretanto, quando a Igreja de Roma decidiu reivindicar a Terra Santa como sua propriedade, um efeito colateral não esperado foi a introdução do misticismo oriental na psiquê ocidental. Essa infusão dúbia do conhecimento ocultista foi transmitida pelos cavaleiros que retornaram das Cruzadas.

A Igreja Romana reagiu a essa afronta ao seu domínio tentando forçar os místicos a se esconderem ou exterminando-os completamente. Entretanto, a despeito dos melhores esforços de Roma, o misticismo e o ocultismo triunfaram até o ponto em que puderam tornar o conhecimento ocultista manifesto na Renascença. Como resultado, junto com a Renascença veio o estudo generalizado das religiões orientais e do ocultismo.

Entretanto, com a Reforma Protestante, uma espécie de aliança entre a Igreja de Roma e as igrejas protestantes que saíram dela confinaram esses estudos e filosofias à comunidade intelectual e científica ou a outros elementos marginais, como as sociedades secretas. O conhecimento íntimo do mundo ocultista permaneceu, como regra geral, suprimido até os anos 1960. Nessa década de mudanças radicais, o grupo de Rock britânico The Beatles, apresentou o mestre iogue Maharaja Maharish Yogi à "geração das flores". Isso iniciou uma nova infusão do misticismo oriental na sociedade ocidental, que se expandiu como cogumelos na mata e se transformou no Movimento de Nova Era no fim dos anos 1970. Como resultado, o pensamento oriental agora permeia muitas facetas da cultura ocidental, e os princípios do panteísmo são de longe mais prevalecentes na cultura ocidental do que muitos imaginam.

Embora a infusão do panteísmo monístico na cultura geral seja preocupante, a introdução desses princípios na igreja é ainda mais devastadora. Apesar do óbvio, Rick Warren, em seu livro de grande sucesso de vendas Uma Vida com Propósitos, faz esta afirmação: "A Bíblia diz, Ele comanda todas as coisas, está em todos os lugares e em todas as coisas.'" [16] Entretanto, a Bíblia realmente diz isso? A verdade é que a Bíblia particular citada pelo pastor Rick Warren faz, realmente, essa exata afirmação. (Aparentemente, o pastor Warren recorre a múltiplas traduções e paráfrases para provar suas posições.) Essa afirmação específica é feita com base em Efésios 4:6 na New Century Version (Versão Novo Século):

"Ele comanda todas as coisas, está em todos os lugares e em todas as coisas." [17]

Entretanto, uma comparação com a tradução de João Ferreira de Almeida, versão Corrigida e Fiel revela uma anomalia. A ACF traduz a mesma passagem assim:

"Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." [18]

A última frase nesse verso não é traduzida "em todos vós" porque o apóstolo Paulo era natural da sulista Tarso (como aqueles no sul dos EUA, usariam a frase "vocês todos"). O texto é traduzido "em todos vós" porque o apóstolo estava descrevendo o princípio bíblico que o Espírito Santo de Deus habita em todos os crentes — pois a epístola aos Efésios foi escrita aos santos que estavam na igreja de Éfeso — não ao mundo como um todo. Destarte, a frase "em todos vós" não diz que Deus está "em tudo", mas define a doutrina fundamental da Escritura que declara que o próprio Deus habita em todo crente.

A verdade é que Deus não está "em todas as coisas". Como Criador, Deus está "acima de tudo" e, portanto, possui poder sobre toda a Sua criação. A humanidade também testemunha o poder do Criador observando a criação. Mas Deus não habita em cada fibra atômica do universo, nem é uma força energética mística que forma todas as obras criadas. Ele está acima da criação, Ele sustenta Sua criação, mas não habita na criação. Deus somente habita no crente — que como resultado, torna-se o "templo do Deus vivo".

Portanto, o princípio da imanência em toda a criação não é um princípio bíblico, mas, ao contrário, um princípio monístico ou panteísta. A conclusão é que a tradução New Century Version não é confiável, e o pastor Rick Warren também não é confiável. Intencional ou não, o conceito da imanência é apenas um aspecto pelo qual Rick Warren está sutil e enganosamente inserindo princípios monísticos ou panteístas na igreja e acelerando o "ocultismo sorrateiro" da Igreja do Novo Paradigma.

Conclusão

A estratégia de Lúcifer em sua guerra contra Deus é multifacetada. Ele usa o grotesco e o macabro para influenciar aqueles cujas mente e consciência estão cauterizadas até o ponto em que estão entregues a uma posição extremista. Ele também usa a possessão, a opressão mental, a imoralidade, e a atividade criminosa para iniciar a queda de muitos. Em todos esses casos, Lúcifer apresenta com sucesso o mal (até mesmo o mal extremo) como o bem. Até no caso do "povo da igreja", Lúcifer aparece, a Bíblia diz, "como anjo de luz". Como sucintamente afirmado por Warren Smith em seu livro Deceived on Purpose:

"A Bíblia é clara que a verdade não pode ser misturada com a mentira ou com a meia-verdade para trazer as pessoas ao Senhor. É assim que as pessoas terminam espiritualmente enganadas." [19]

A arma principal no arsenal de Lúcifer é a enganação, e a enganação resultará na queda final daqueles que estão dentro da Igreja do Novo Paradigma e tentarem cumprir a Grande Comissão por meio da "reconstrução da Torre de Babel".

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Notas Finais

1. Houston, Jean, "WholeSystem Transition and the Move to a Planetary Society", fita de áudio de uma palestra proferida na Associação de Supervisão e Desenvolvimento do Currículo, 1989.

2. 2 Tessalonicenses 2:11.

3. MacArthur, John. Reckless Faith, Crossway Books, 1994, págs. 154-155.

4. Rick Warren, "The State of the Church", DVD, Saddleback Community Church, outubro de 2004.

5. Taylor, Ian. In the Minds of Men: Darwin and the New World Order, TFE Publishing, Minneapolis MN, 1991, págs. 77-79, 130-132.

6. Ibidem, pág. 78.

7. Lucis Trust, prospecto promocional, Lucis Publishing, Nova York, 1996.

8. Ibidem.

9. Ibidem.

10. World Goodwill Newsletter, "The Purpose of World Goodwill", Lucis Trust, Nova York, 1998.

11. The New Group of World Servers, prospecto promocional, World Goodwill, Nova York.

12. Ibidem.

13. Bailey, Alice, The Externalization of the Hierarchy, Lucis Trust, Nova York, 1932, pág. 510.

14. 2 Timóteo 3:1-5.

15. Gardner, Richard, The Hard Road to World Order, Foreign Affairs, abril de 1974.

16. Warren, Rick, Uma Vida com Propósitos, Editora Vida, pág. 79.

17. Efésios 4:6, ACF.

18. Efésios 4:6, New Century Version, Fort Worth, Texas, Worthy Publishing, 1987.

19. Smith, Warren, Deceived on Purpose, Conscience Press, Ravena, Ohio, 2004, pág. 162.



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Autor: Mac Dominick
Data da publicação: 5/1/2006
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