Duas Vulnerabilidades Potencialmente Fatais: O Sistema Financeiro Internacional e a Rede de Transmissão Elétrica

Autor: Jeremy James, 28/2/2016.

Este ensaio enfoca dois assuntos muito diferentes — o sistema financeiro internacional e a rede de transmissão elétrica — que, por acaso, têm alguns aspectos preocupantes em comum. Ambos são extremamente frágeis, ambos são muito integrados, ambos são vitais para o bem-estar da sociedade e ambos são gerenciados com incompetência e de forma traidora pelas autoridades que estão nos governos.

Vulnerabilidade 1: A Fragilidade do Sistema Financeiro Internacional

Como diz um velho ditado: "Não é possível trapacear um homem honesto."

Estamos vendo atualmente um grande aumento no número de falcatruas e uma queda enorme no número de pessoas honestas. As pessoas acreditam somente naquilo que querem acreditar e ouvem somente aquilo que querem ouvir. Isto o faz se lembrar de alguma coisa?

"Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado. Então disse eu: Até quando SENHOR? E respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada. E o SENHOR afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo." [Isaías 6:9-12].

Em seu comentário sobre estes versos, Matthew Poole, um teólogo não-conformista do século 17, escreveu:

"O sentido é: Como vocês por tanto tempo ouviram minhas palavras e viram minhas obras, porém endureceram seus corações, e não aprenderam e nem endireitaram seus caminhos, eu os punirei; o pecado de vocês será sua punição. Continuarei com minhas palavras e obras, mas não em misericórdia e para o bem, e sim para agravar o pecado e a condenação de vocês. Como agora vocês estão indispostos, cegarei as suas mentes e retirarei o meu Espírito, de modo que vocês não conseguirão compreender ou enxergar qualquer coisa que possa ser boa para vocês."

Há uma perturbadora solenidade nestas palavras. Elas não estão dizendo: "Confiem em mim; tudo está bem." Por quê? Por que, apesar das aparências, os homens não respeitam a Deus de verdade, eles não estão interessados em Suas palavras e persistiram nesta veia por tanto tempo que um ponto foi alcançado em que o Senhor simplesmente disse: "Certo, se é assim que vocês querem, então vivam desse modo ao máximo possível e vejam aonde isso os levará."

O mesmo se aplica hoje. Apesar de todas as advertências, os homens estão determinados a acreditar que tudo está bem no mundo. Eles continuam a tolerar, sem demonstrar indignação, a malignidade que está desmedida na sociedade. Quantas igrejas se afligem com a malignidade que veem à sua volta? Quantas condenam o desprezo demonstrado pelos nossos líderes seculares para os valores bíblicos e para a conduta piedosa? Quantas igrejas continuam desavergonhadamente a contemporizar com o mundo e com seus caminhos?

Quando isto acontece, as igrejas perdem a capacidade de interpretar até mesmo os mais óbvios sinais corretamente.

Os cristãos nascidos de novo devem saber que Satanás não limita seus truques e enganações ao campo da "religião", mas opera em todas as esferas da atividade humana, incluindo a política, sociologia, economia, indústria, tecnologia, ciência, cosmologia e assuntos internacionais. Sendo o Pai da Mentira, ele sabe como dirigir a humanidade para qualquer direção que quiser. O objetivo final dele é enviar seu "filho" para ocupar o lugar de Cristo e fazer com que ele seja aceito por todo o mundo como o Messias.

O Confisco Estratégico da Riqueza

Menos de 1% da população mundial detém metade da riqueza na Terra e essa minúscula porcentagem está trabalhando com afinco há mais de cem anos para obter a posse e o controle sobre a outra metade. Isto se adequa perfeitamente ao Maligno, pois ele, por sua vez, controla esse pequeno grupo de pessoas.

Nos tempos antigos, a Elite governava principalmente pela força das armas, mas com o passar do tempo, à medida que a população mundial cresceu, ela teve de encontrar modos mais eficientes de oprimir e explorar a população sem perturbações. Um desses modos foi o sistema financeiro internacional. Embora forneça um serviço valioso para a sociedade, o sistema financeiro concentrou um grande poder e influência nas mãos de um número muito pequeno de pessoas. Essa influência foi aumentada ainda mais por meio da rede global de bancos centrais, que garante que todas as políticas econômicas e monetárias, tanto nos níveis nacionais e no internacional, sejam decididas por uma cabala de banqueiros que prestam contas somente à Elite.

Quando os EUA saíram do padrão ouro, em 1971, a era do dinheiro fiduciário começou. Isto marcou um grande salto para frente para os banqueiros e para os maiorais da Elite. O suprimento do dinheiro poderia ser aumentado quando eles achassem conveniente, sem controles além da pressão exercida pelos economistas racionais e pela opinião pública. Era agora mais fácil do que nunca atender ao inexorável crescimento dos gastos do governo, com a simples expansão do suprimento de dinheiro e a aceitação de um maior endividamento. Grande parte do crescimento econômico mundial nos últimos 40 anos foi financiada pelo aumento maciço na dívida pública, possibilitada pela política frouxa e pródiga da rede internacional de bancos centrais.

Essa dívida é realmente um empréstimo tirado das gerações futuras. Nossos filhos e netos são as verdadeiras vítimas aqui. A geração atual está pegando dinheiro em vastas quantidades a partir dos tributos que serão pagos pelas gerações futuras. Os governos de todo o mundo estão gastando, não apenas a partir da receita tributária existente, mas também da receita tributária futura, e fazendo isto em uma escala verdadeiramente escandalosa.

Como resultado, o mundo está agora experimentando uma gigantesca bolha de crédito ("crédito" é apenas outra palavra para endividamento, pois todas as dívidas são devidas a credores que esperam receber de volta aquilo que emprestaram). Nunca houve algo assim na história. A bolha é astronômica e engloba as economias de todos os países desenvolvidos. Todos no sistema bancário sabem que não há a menor possibilidade que toda essa dívida seja paga um dia — ela simplesmente é grande demais.

Desde 2007, a quantidade total da dívida mundial (famílias, empresas, governos e financeiras) aumentou em $57 trilhões, ao mesmo tempo que país algum conseguiu diminuir sua relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) ao longo desse período de tempo. A relação global dívida/PIB é agora 17% maior do que era em 2007 — quando ela já era perigosamente excessiva, em 269%. É significativo que a dívida da China tenha quadruplicado desde 2007.

A era do crescimento econômico acelerado terminou em 2008. Em um cenário do melhor caso, as futuras gerações precisarão reservar uma parte significativa de suas receitas apenas para pagar os juros da dívida, e isto assume que as taxas de juros nunca atingirão novamente os níveis vistos durante os anos 1980s. O comércio internacional e o consumo doméstico cairão sensivelmente, e a atividade econômica futura em todo o mundo permanecerá praticamente estática durante os próximos 30-40 anos.

Entretanto, não estamos diante de um cenário do "melhor caso", mas exatamente o oposto. A crise de 2008 foi tratada de forma muito inadequada e com uma incompetência inacreditável, de modo que agora estamos testemunhando o potencial colapso do sistema financeiro internacional.

A Elite quer que acreditemos que tudo isto foi um terrível acidente, um produto de decisões econômicas infelizes, cujas consequências de longo prazo não foram compreendidas adequadamente. Todavia, isto simplesmente não é verdade. Todo o resultado era previsto pelos planejadores. A Elite criou a rede internacional de bancos centrais de modo a criar um nível insustentável de dívida que, depois que atingisse massa crítica, provocaria um colapso catastrófico e erradicaria todas as reservas de riqueza financeira. As únicas pessoas com riqueza real, não baseada em papel-moeda ou em notas promissórias, o 1% — iria então comprar todos os imóveis, conjuntos de edifícios comerciais, empresas, plantas industriais, alvarás para mineração, empresas concessionárias de serviços públicos, redes ferroviárias e rodoviárias, e tudo o mais que quiserem por uma fração do valor real de todos esses ativos. A transferência de riqueza será então total.

Estamos agora no limiar desse colapso. É muito difícil dizer quando ele ocorrerá e se consistirá de uma série de fases ao longo de vários anos, ou se haverá uma queda abrupta desde o início. É também difícil dizer, na ausência de estatísticas confiáveis sobre a dívida global e dos derivativos financeiros, exatamente quanto dano isto tudo causará. Mas, uma coisa é clara — será extremamente doloroso. As dificuldades econômicas resultantes e a agitação social serão muito maiores do que qualquer coisa que tenha ocorrido nos anos 1930s, durante a Grande Depressão, e todos serão afetados.

As Evidências

Desde o ano de 2009 advertimos em nossos ensaios sobre a aproximação de uma crise financeira. Também advertimos sobre as etapas que estão sendo seguidas para criar a Terceira Guerra Mundial. As duas estão conectadas, pois a Elite quer forjar um sistema totalmente novo de governo mundial e de gestão econômica a partir do caos e agitação que esses eventos produzirão.

Em nossa experiência, ninguém deseja ouvir esta mensagem. Até mesmo quando os fatos que demonstram conclusivamente que o sistema financeiro mundial está em uma crise profunda são mostrados, as pessoas se recusam a considerar a possibilidade que um colapso catastrófico esteja prestes a ocorrer. Isto é muito similar à surdez e cegueira descritas em Isaías 6:9-10, em que os homens rejeitam a evidência por tanto tempo que eventualmente atingem um estágio em que evidência alguma, por mais clara que seja, tem efeito sobre seus sentidos entenebrecidos.

Sobre quais tipos de evidências estamos falando?

Fato Básico Número 1:

Todo o dinheiro existente no mundo é do tipo fiduciário — um papel sem lastro algum. Isto nunca aconteceu em tempo algum na história.

Fato Básico Número 2:

O poder de compra de todo o dinheiro recém-criado está concentrado nas mãos de um número pequeno de pessoas. Isto permite que elas implementem estratégias que aceleram a transferência da riqueza existente para suas próprias mãos.

Fato Básico Número 3:

Os mecanismos de fixação de preços para os principais ativos não estão mais funcionando. Os mercados são fortemente manipulados por interesses velados, ao mesmo tempo que o preço do dinheiro (as taxas de juros) está grandemente distorcido, o que, por sua vez, distorce uma ampla variedade de preços de ativos e provoca uma insana e má alocação dos capitais.

Fato Básico Número 4:

O sistema existente de contabilidade financeira permite que certos passivos acumulados sejam ignorados, ganhos futuros sejam levados em conta no cálculo dos preços atuais, valorizações dos ativos sejam definidas por instituições, em vez de pelos mercados, e o crédito seja tratado como um ativo, sem referência ao risco de contrapartida.

Fato Básico Número 5:

O sistema bancário está sendo usado para se envolver em ampla especulação, sem qualquer supervisão dos riscos incorridos, ou o valor real e distribuição dos ativos subjacentes.

Fato Básico Número 6:

A criação de crédito ao longo dos últimos vinte anos foi astronômica. Isto amplia grandemente os riscos associados com os Fatos Básicos de 1-5.

Fato Básico Número 7:

O sistema financeiro mundial é agora criticamente dependente da sobrevivência de algumas poucas grandes instituições bancárias. Na maioria dos países, existe legislação em vigor que permite a esses bancos expropriar os fundos dos clientes em um tempo de crise (um mecanismo conhecido como "socorro financeiro interno"). Quando essas várias opções de socorro financeiro interno estiverem ativadas, o confisco da riqueza ocorrerá em uma escala extraordinária.

Muitos outros fatores salientes poderiam ser adicionados a esta lista, mas se o leitor compreender as implicações dos sete acima mencionados, a fragilidade do sistema financeiro mundial deve ser aparente.

Para termos uma ideia da crise que está agora se desdobrando, basta considerar apenas uma grande instituição bancária internacional — o Deutsche Bank. Esse banco, que é o maior da Alemanha, tem uma carteira de derivativos de cerca de 75 trilhões de dólares. Isto é 20 vezes o PIB alemão. Considerando-se os riscos associados com os derivativos no volátil mercado atual, esse número realmente é estupendo. Compare isto com o Citibank, o maior detentor de derivativos nos EUA, cujos 53 trilhões de dólares são "somente" três vezes o PIB americano. As ações do Deutsche Bank estão agora valendo menos da metade do que valiam em julho de 2015. Imensas correções nos valores registrados dos ativos e perdas maciças causaram um dano real à reputação desse banco.

Algumas semanas atrás, o presidente-executivo do Deustche Bank achou necessário fazer o impensável e emitiu uma declaração em que garantia que o banco seria capaz de pagar os cupons do Pilar 1 que estão amadurendo e que vencem em abril. Esta foi uma clara admissão que o banco está enfrentando sérios problemas de liquidez — o que é a última coisa que um banco quer admitir. Não há a menor possibilidade que o governo alemão possa oferecer um socorro financeiro se o banco entrar em crise. Na verdade, a posição total de derivativos do banco é tão grande — cinco vezes o PIB da Zona do Euro — que nem mesmo o Banco Central Europeu conseguiria oferecer sustentação. Além disso, o Deutsche Bank emitiu um comunicado para seus clientes alguns dias atrás em que se referiu às "crescentes tensões no sistema financeiro global" e, dadas as suas próprias dificuldades, fez uma recomendação bizarra: "A compra de um pouco de ouro como 'seguro' é justificada."

A interconexão do sistema bancário internacional é tão grande que uma crise na Europa rapidamente se propagaria para o Japão e depois para os EUA. O choque seria muito maior do que qualquer coisa já vista antes na história. Os bancos de todo o mundo provavelmente ficarão fechados por várias semanas, enquanto os líderes do G20, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e os presidentes e diretores dos bancos centrais tentarem apresentar uma "solução". Eles quase que certamente ativarão a opção do "socorro financeiro interno", que legalmente permitirá que os bancos expropriem os depósitos de seus clientes e os usem como uma fonte adicional de capital operacional, sem custo algum. Isto será o mesmo que um confisco de capital sem restrições — tudo com o objetivo de dar sobrevida por um pouco mais de tempo a um sistema falido. Em grande parte, os fundos de pensão privados também estarão vulneráveis a uma expropriação similar. Após todas essas opções se esgotarem e a riqueza privada estiver destruída em uma escala nunca antes vista na história, as autoridades finalmente admitirão que o sistema bancário mundial precisará ser substituído.

Vulnerabilidade 2: A Rede de Transmissão Elétrica

Isto nos leva a outro sistema altamente interconectado, a rede de transmissão elétrica. Veremos a situação nos EUA, mas o mesmo se aplica a muitos outros países.

Existem cerca de 19.000 geradores elétricos nos EUA, com capacidade de 1 Mega Watt, ou mais. Eles estão situados em cerca de 7.300 centrais operacionais de geração de energia. O diagrama a seguir mostra o esquema da rede elétrica nos EUA.

A rede tem centenas de transformadores de "tensão extra alta" (EHV), bem como milhares de transformadores adicionais de níveis menores.

A sensibilidade da rede para eventos adversos aparentemente menores tem sido demonstrada em várias ocasiões no passado recente. Considere, por exemplo, o caso de Dayton, Ohio, em 2003. Em 14 de agosto, quatro linhas de energia de alta tensão caíram sobre os galhos de uma árvore. Isto causou uma interrupção no fornecimento que se propagou em cascata por toda a região noroeste da rede e deixou 50 milhões de pessoas sem energia por dois dias. Este evento simples desativou 508 instalações de geração de energia, incluindo 22 centrais nucleares.

Considere também as possíveis implicações de um ataque físico planejado. Uma sub-estação transformadora próxima de San José, na Califórnia, foi danificada por disparos de armas de fogo de pequeno porte em 16 de abril de 2013. Isto resultou em danos em vários transformadores, mas não se propagou em cascata dentro da rede. Aparentemente, os atacantes dirigiram os disparos contra os tanques do líquido de refrigeração que protegem os transformadores do sobreaquecimento. Entretanto, se eles tivessem usado fuzis de alta velocidade, o resultado poderia ter sido muito mais sério.

O diagrama abaixo mostra as duas partes mais vulneráveis da rede — os transformadores de elevação e de redução da tensão elétrica. Um transformador é um dispositivo muito grande que, como seu nome sugere, converte a eletricidade de um estado alta corrente/baixa tensão para alta tensão/baixa corrente, e depois pode também fazer o processo inverso. Como eles lidam com tensões extremamente altas, em alguns casos mais de 700.000 volts, eles podem sofrer danos severos se ficarem expostos a uma súbita elevação na tensão elétrica (que pode ser provocada, por exemplo, por um projétil de alta velocidade).

A Resposta Oficial

Desde os eventos de 11/9/2001, as autoridades de segurança nos EUA têm se preocupado com a possibilidade de os transformadores elétricos se tornarem alvos preferenciais para o terrorismo. Essa preocupação foi mais tarde minimizada, desviando a atenção para a ameaça representada por um ataque com o pulso eletromagnético EMP. Isto levou ao estabelecimento de uma comissão pelo Congresso americano para examinar a questão. As conclusões foram publicadas em 2008: Report of the Commission to Assess the Threat to the United States from Electromagnetic Pulse (EMP) Attack [Relatório da Comissão para Avaliar a Ameaça aos Estados Unidos de um Ataque de Pulso Eletromagnético (EMP)].

O relatório perdeu muito de seu impacto por que estava baseado em um cenário muito hipotético — um ataque de EMP a partir de um dispositivo nuclear detonado em alta altitude. A opção muito mais óbvia e de baixo custo — um ataque coordenado em terra por células terroristas — nunca foi determinada.

Entretanto, se pegarmos os riscos identificados no relatório e os examinarmos, não no contexto de uma detonação de EMP, mas no contexto de um ataque coordenado em âmbito nacional contra os transformadores de alta capacidade, as descobertas são muito perturbadoras.

Os seguintes excertos do relatório da Comissão mostram por que todos os patriotas devem encarar essa questão com a máxima seriedade:

"O fornecimento confiável e contínuo de energia elétrica dentro de limites de frequência muito rígidos é um elemento crítico para a continuação da existência e do crescimento dos EUA e da maioria dos países desenvolvidos..."

"Hoje, o atual sistema elétrico cada vez mais opera perto dos limites de confiabilidade de sua capacidade física nos períodos de pico de consumo. A eletrônica, as comunicações, a proteção, o controle e os computadores modernos permitiram que o sistema físico seja utilizado plenamente com margens cada vez menores para erro. Portanto, uma perturbação relativamente modesta ao sistema pode causar o colapso funcional. [Esta é uma admissão incrível.] À medida que o sistema cresce em complexidade e interdependência, a restauração do colapso ou da perda de porções significativas do sistema se torna extremamente difícil..."

"Se o sistema de energia elétrica for interrompido por um período considerável de tempo, a Comissão acredita que as consequências provavelmente serão catastróficas para a sociedade civil. As máquinas pararão, o transporte e as comunicações serão severamente restringidos, o aquecimento, a refrigeração e a iluminação cessarão, o fornecimento de água e a distribuição de alimentos serão interrompidos e muitas pessoas talvez venham a morrer. O 'período considerável' não é quantificável, mas geralmente as interrupções no fornecimento que se prolongam por uma semana ou mais, e afetam uma grande região geográfica, sem suporte suficiente de fora da área afetada, se qualificam."

Observe que a Comissão diz que uma interrupção no fornecimento em uma grande região geográfica por uma semana ou mais seria catastrófica para a sociedade civil.

Não Existem Transformadores Sobressalentes

Se você achou esse anúncio dramático, então reflita sobre as amedrontadoras implicações da seguinte seção do relatório:

"Os transformadores que lidam com a energia elétrica dentro do sistema de transmissão e suas interfaces com os sistemas de geração e de distribuição são grandes, caros e, em grande parte, fabricados de forma personalizada. O sistema de transmissão é muito menos padronizado do que são as centrais de energia, que são elas mesmas um tanto diferentes umas das outras. Toda a fabricação desses grandes transformadores atualmente é feita no exterior. O tempo de entrega desses itens, na melhor das circunstâncias, é tipicamente de um ou dois anos. [Comentário: um ou dois anos!] Existem cerca de 2.000 desses transformadores classificados para operar a 345 kV (ou acima disso) nos EUA, sendo que somente 1% a cada ano é substituído devido à falhas ou adição de novos transformadores. A capacidade de produção mundial é de menos de 100 unidades por ano e atende ao mercado internacional, um mercado que está em expansão rápida em países como China e Índia. O tempo de entrega de um novo transformador de grande capacidade que seja encomendado hoje é de aproximadamente três anos, incluindo fabricação e transporte. Um evento que danifique vários desses transformadores ao mesmo tempo significa que os tempos de entrega poderão ser estendidos ainda mais do que os prazos atuais, pois a produção ficará sobrecarregada. O impacto resultante sobre os tempos para restauração poderá ser devastador. A falta de capacidade de fabricação de equipamentos para alta tensão representa uma debilidade evidente na nossa sobrevivência e recuperação, pois esses transformadores são vulneráveis. A capacidade de distribuição está aproximadamente na mesma situação, embora os tempos de entrega atuais sejam muito menores (isto é, capacidade de fabricação limitada, embora exista produção doméstica)." [Ênfase adicionada.].

O relatório também observa que "Transformadores acima de 100 kV não são mais fabricados nos EUA. A taxa de reposição atual para as unidades de alta tensão, de 345 kV e superiores é de 10 por ano; a capacidade mundial de produção desses equipamentos é de menos de 100 por ano."

Assim, dos 2.000 transformadores de alta capacidade, somente 10 são substituídos anualmente, enquanto que a capacidade de fabricação está na ordem de 100 unidades/ano. Isto significa que, se uma rede de células terroristas atacar algumas centenas de transformadores em uma mesma noite — paralisando instantaneamente o país inteiro — não há a menor possibilidade que a rede elétrica possa ser restaurada a um padrão operacional aceitável no curto prazo. [Fuzis especiais, como o Gepárd M1, ou o Barret M82 podem disparar projéteis incendiários com capacidade de destruir alvos blindados, com grande precisão, a uma distância de 1.600 metros, ou mais.].

Não há necessidade de algo tão exótico como um ataque de EMP. De fato, não há necessidade de envolvimento militar ou de capacidade técnica avançada. Não há necessidade de porta-aviões, mísseis balísticos ou exércitos invasores. Tempestades solares ou ataques cibernéticos também não são necessários. Tudo o que é necessário é uma rede em escala nacional de células terroristas infiltradas, constituídas talvez de 4.000 membros, operando em equipes de dois, para colocar todo o país de joelhos. Como a Comissão observou, uma interrupção no fornecimento em uma grande região geográfica, que dure por uma semana ou mais, seria catastrófica para a sociedade civil. Apenas uma semana!

Eles Estão Sendo Sérios?

Eles estão sendo sérios? Basta analisar os fatos. Os pagamentos dos tíquetes de alimentação distribuídos pelo governo à população de baixa renda imediatamente cessariam, deixando 47 milhões de pessoas sem comida. Milhões de pessoas de renda mais alta também ficariam sem o suprimento de alimentos. Depois de alguns poucos dias, todos os armazéns e supermercados ficariam com suas prateleiras vazias e saqueadores noturnos praticariam atos de violência. Sem energia elétrica, as empresas e as concessionárias de serviços públicos, como água, telefonia, gás, etc. ficariam impossibilitadas de operar. Muitas casas seriam saqueadas e incendiadas. O sistema de abastecimento de água deixaria de funcionar. As cidades rapidamente se tornariam lugares totalmente inabitáveis. Gangues armadas percorreriam as ruas, procurando vítimas. A Polícia não teria seus rádios de comunicação. Muitos policiais sequer poderiam comparecer ao trabalho, mas ficariam em suas casas para proteger suas próprias famílias, etc. Isto tudo será muito doloroso e é difícil imaginar o resultado final.

Muitos profissionais do setor de geração de energia elétrica estão cientes dessa ameaça e já exortaram o governo a tomar medidas urgentes, mas aparentemente sem resultados. Em um análise publicada alguns meses atrás em EnergyWire, os analistas da indústria Blake Sobczak e Peter Behr afirmaram:

"Não é maravilha que os grandes transformadores de energia tenham sido identificados como o componente mais vulnerável, em todo o sistema de energia elétrica, durante as análises de segurança após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001."

"Entretanto, antes de uma concessionária de serviços possa pensar em encaixotar e despachar um transformador, ela precisa ter um em mãos. Os relatórios do governo advertem que o estoque existente de transformadores sobressalentes pode não ser suficiente para substituir perdas generalizadas desse equipamento."

"Apesar do esforços feitos pela indústria e pelas agências reguladoras federais, os programas atuais para tratar a vulnerabilidade dos transformadores podem não ser adequados para lidar com as questões de segurança e confiabilidade associadas com falhas simultâneas de múltiplos transformadores de alta tensão."

Medidas Urgentes Ainda Não Estão Sendo Tomadas

O governo deveria ter tomado medidas urgentes após os eventos de 11/9/2001, mas elas ainda estão aguardando para serem implementadas:

Em um relatório de 2014 comissionado pela EMPact America, o autor, o general-de-brigada Kenneth Chrosniak (que serviu no Vietnã), declarou:

"É inimaginável que a população não tenha sido informada a respeito dessas ameaças por seus líderes, especialmente a própria agência que recebeu a incumbência de manter a população informada e protegida. É isto mesmo, o Departamento de Segurança Interna. As ameaças contra nossa rede de transmissão elétrica são reais e são conhecidas pelas agências responsáveis há muito tempo."

A negligência é certamente "inimaginável". Mas, isto também é uma traição. Uma gravíssima ameaça à segurança e bem-estar dos EUA foi completamente ignorada por mais de 15 anos!

Quando os céticos respondem à sugestão que os EUA poderiam estar vulneráveis a um ataque desse tipo, eles geralmente afirmam que o inimigo só irá "despertar o urso de seu sono" e que, quando o Tio Sam retaliar, ninguém conseguirá resistir a ele. Mas, eles deixam de compreender a verdadeira questão. O inimigo planeja matar o urso enquanto ele ainda estiver dormindo. O inimigo não irá permitir que o urso desperte de seu sono.

Conclusão

"Diga que não é verdade, Joe!" Foi isto que um menino gritou para Joe Jackson, quando este saía do Fórum do Condado de Cook, em Chicago. O herói daquele menino estava sendo acusado de receber suborno para entregar os jogos na Série Mundial de Beisebol de 1919.

A pessoa mediana acha quase impossível imaginar que seus líderes de confiança possam trair a população. De algum modo, eles acham que os EUA estão imunes à malignidade que devastou o restante do mundo durante o século 20. Eles pensam que, se os sistema financeiro estiver quebrado, seus líderes corrigirão o problema, mas isto não faz sentido se seus líderes forem cúmplices nesse colapso! Eles também pensam que, se a rede de transmissão elétrica estiver vulnerável a um ataque terrorista, os líderes que estão no governo tomarão as medidas necessárias para proteger a população — porém esses líderes tiveram quinze anos para agir e não fizeram nada!

Sugiro que você tome as medidas que puder para proteger a si mesmo e seus familiares. Como o colapso financeiro provavelmente ocorrerá antes da queda da rede de transmissão elétrica, compre o máximo de prata que puder. Além disso, quando os bancos fecharem as portas, esteja preparado para se mudar para outro local (se necessário) antes que o segundo golpe seja aplicado.

O Senhor permitirá toda esta calamidade? Nínive recebeu uma suspensão da pena quando seus habitantes se arrependeram, mas gradualmente eles retornaram aos seus antigos caminhos, até que a cidade foi destruída, em 612 AC. Samaria recebeu diversas advertências antes de o julgamento chegar, em 722 AC. Jerusalém também se recusou a se arrepender e foi destruída pelos babilônios, em 586 AC. Você vê alguma coisa — qualquer coisa! — nos EUA hoje que possa poupar a nação, aos olhos de Deus, do destino descrito?

Este ensaio apenas apresenta os fatos, da forma como este autor os vê, nada mais. Talvez nossas conclusões não estejam corretas, mas é sempre bom estar preparado para o cenário do pior caso.

"Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis." [Isaías 6:9].



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 11/3/2016
Transferido para a área pública em 4/2/2018
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/seguranca.asp