Um Ataque Judicial Contra o Sistema de Valores Morais Judaico-Cristão

Autor: Jeremy James, 8/3/2017.

A Bíblia diz que "os filhos da perversidade" estão conspirando continuamente contra o justo e preparando o caminho na Terra para a chegada do falso messias, conhecido como Anticristo.

Lamentavelmente, a igreja professa tem prestado pouca atenção a essa verdade fundamental. Poucos cristãos parecem reconhecer a existência dessa conspiração. A maioria dos líderes cristãos expressa desdém à ideia que um consórcio organizado de pessoas "más" está em operação no mundo e que planeja substituir o Cristianismo bíblico por uma religião de um mundo unificado.

Mesmo quando apontamos para a existência de muitas instituições que operam nas sombras, o que prova além da dúvida que algo está muito fora do eixo normal, poucos cristãos parecem dispostos ou capazes de identificar esse consórcio com os "filhos da perversidade". Independente de quantas informações se tornem disponíveis, expondo suas verdadeiras intenções, a agenda sórdida desses vários grupos não está sendo encarada com seriedade pela igreja. O Senhor nos pediu para sermos astutos como as serpentes, mas a igreja continua a olhar com a inocência de pombos para instituições sinistras, como o Grupo Bilderberg, a Comissão Trilateral ou o Conselho das Relações Internacionais (o CFR, de Council on Foreign Relations).

Para aqueles que se dão ao trabalho de examinar, existem informações mais do que suficientes na Internet e em vários outros lugares, que mostram sem deixar dúvidas, que existe uma confederação poderosa para destruir o verdadeiro Cristianismo. Existem poucos pregadores, como Charles Lawson — veja as pregações dele na Internet —, que denunciam destemidamente essa rede semi-secreta de planejadores e enganadores.

Até recentemente, os pastores que deixavam de advertir o rebanho a respeito desse círculo de lobos que avança de forma contínua e gradual afirmavam desavergonhadamente estarem impedidos de falar devido à falta de uma evidência sólida. Eles pareciam esperar que um grupo claramente identificável de homens, todos em posições de influência, viessem diante do público e declarassem em uníssono: "Detestamos o Cristianismo e estamos trabalhando em conjunto para destruí-lo."

Nada menos que uma declaração audaciosa desse tipo seria suficiente.

Até agora, isto praticamente parecia impossível de acontecer. Afinal, por que os ímpios se revelariam dessa maneira? Contudo, contra todas as expectativas, eles fizeram exatamente isto!

Pano de Fundo

Para apreciar a magnitude daquilo que acaba de acontecer, precisamos ver o contexto.

Nos últimos anos tem havido um forte ímpeto para legalizar as perversões sexuais na sociedade ocidental. Esse ataque tem sido focado fortemente sobre a remoção das distinções absolutas de gêneros e a imposição de códigos sociais e convenções que ofusquem ou eliminem essas distinções. Nos EUA, o governo Obama fez aprovar uma lei que permite aos homens que se "auto-identificam" como mulheres usarem os banheiros que tradicionalmente eram reservados para as mulheres. Na Irlanda, o governo fez aprovar uma lei que permite a um homem casado alterar seu gênero no nascimento de homem para mulher e fazer isso sem ter de apresentar evidências médicas. Os irlandeses também aprovaram uma emenda na Constituição para abolir o casamento tradicional. Na Escócia, uma nova lei sancionada em 2014, determina que todas as crianças e adolescentes até os 18 anos recebam o acompanhamento de um representante do Estado, que poderá decidir se a criança está ou não recebendo informações adequadas sobre os direitos de seu gênero ou a respeito de sua orientação sexual.

O Maligno escolheu o gênero como um grande campo de batalha na guerra contra o Cristianismo.

Embora esse conflito continue a se intensificar, a maioria dos líderes cristãos está deploravelmente indiferente à ameaça que isto representa para as liberdades cristãs. Dentro de bem pouco tempo, será ilegal em muitos países um pastor ou pregador condenar as perversões sexuais de qualquer tipo, ou afirmar a dignidade espiritual singular do casamento entre um homem e uma mulher. As igrejas serão multadas e forçadas a fechar as portas. Os pastores ou pregadores que se recusarem a pagar as multas serão presos sob a acusação de insolência diante de uma decisão judicial. Por outro lado, os pastores que pagarem as multas estarão renegando seu dever espiritual de se posicionar em defesa da Palavra de Deus.

Não tenha dúvidas que a igreja está se aproximando de uma crise que poderá forçá-la a entrar na clandestinidade. O Maligno quer pastores sodomitas e pregadores efeminados nas comunidades evangélicas tradicionais. Ele quer travestis pregando a Palavra de Deus e lésbicas liderando a adoração cristã! Ele quer meninos cristãos que pensam que são meninas e meninas cristãs que pensam que são meninos. Além disso, ele quer usar a força total da lei — a lei do país — para fazer isto acontecer.

O Amigo do Tribunal (Amicus Curiae)

Estava previsto que a Suprema Corte dos EUA iria julgar em 2017 uma disputa entre um aluno transgênero contra a Junta Escolar do Condado de Gloucester. A junta atualmente restringe o acesso aos banheiros públicos da escola por parte dos jovens transgêneros. A Suprema Corte decidiu em março que não dará encaminhamento à ação. Apesar disso, podemos aprender muito sobre a atitude do setor empresarial dos EUA em relação ao Cristianismo bíblico a partir da origem desta ação.

Em uma intervenção de amicus curiae (uma expressão em latim) feita por diversas empresas americanas da área da tecnologia — incluindo IBM, Microsoft, Apple e Amazon — a Suprema Corte está sendo solicitada a julgar a favor do acesso irrestrito por parte de indivíduos transgêneros. Uma intervenção de amicus curiae é normalmente feita por pessoas que não são parte de uma ação judicial, mas que têm algum interesse no resultado. Por esta razão a intervenção é chamada de amicus curiae, pois é interposta por um "amigo do tribunal". Quando diversas pessoas ou organizações copatrocinam uma intervenção, elas são referenciadas como amici ("amigas"). Em sua introdução, a intervenção diz:

A intervenção é feita em nome de algumas das maiores e mais bem conhecidas empresas nos EUA, para tratar os direitos dos estudantes transgêneros, sob o Título IX dos Aditamentos da Educação de 1972 [Veja a lista das empresas abaixo]... As amici compartilham valores centrais de igualdade, respeito e dignidade para todas as pessoas, independente da identidade de seu gênero. As amici apoiam e defendem as políticas públicas que protegem os direitos civis e patrocinam a aceitação e tratamento igualitário para todos os funcionários, clientes e as famílias de ambos.

Affirm, Inc Kickstarter, PBC Replacements, Ltd
Airbnb, Inc Knotel, Inc RetailMeNot, Inc
Amazon.com, Inc LinkedIn Corporation Salesforce
Apple Lyft Shutterstock, Inc
Asana, Inc M Booth Slack Technologies, Inc
Box, Inc MAC Cosmetics, Inc Spotify
Codecademy Mapbox, Inc The OutCast Agency
Credo Mobile, Inc Marin Software Inc The WhiteWave Foods Company
Dropbox, Inc Massachusetts Mutual Life Tumblr, Inc
eBay Inc Microsoft Twilio Inc
Etsy Mitchell Gold + Bob Williams Twitter Inc
Fastly, Inc MongoDB, Inc Udacity, Inc
Flipboard, Inc NetApp, Inc Warby Parker
Gap, Inc Next Fifteen Comms Corp. Williams-Sonoma, Inc
General Assembly Space Nextdoor Yahoo! Inc
GitHub, Inc Pandora Media, Inc Yelp, Inc
IBM Corporation PayPal Holdings, Inc Zendesk, Inc
Intel Corporation Postmates, Inc

Alguém poderia perguntar que possível interesse essas organizações teriam no resultado. Isto é explicado, pelo menos ostensivamente, pelos principais argumentos apresentados pelas amici:

"A diversidade e a inclusão são aspectos essenciais dos negócios das amici, e recrutar e reter os melhores funcionários — incluindo aqueles dentro ou aliados com a comunidade transgênero — é um componente crítico de suas missões de diversidade..."

"Os funcionários das amici são seus ativos mais valiosos e as amici têm um forte interesse em sua produtividade e moral. Regras como a política da Junta Escolar do Condado de Gloucester tornam a vida mais difícil para os funcionários das amici que têm filhos transgêneros e para os próprios funcionários que são transgêneros."

"As amici reconhecem que os funcionários não podem trabalhar de forma tão eficiente quando estão preocupados com o modo como seus filhos estão sendo tratados na escola. Similarmente, as empresas são prejudicadas quando os pais faltam ao trabalho por precisarem cuidar de um filho doente ou ferido. Infelizmente, os funcionários com filhos transgêneros que residem em áreas com políticas discriminatórias como a política da Junta Escolar do Condado de Gloucester ficariam sujeitos às mesmas dificuldades que a família de G. G. [o estudante em questão]..."

"Além disso, esta população de transgêneros já está particularmente susceptível a ser prejudicada. Até mesmo em comparação com estudantes lésbicas, homossexuais ou bissexuais, os estudantes transgêneros enfrentam climas mais hostis na escola..."

"Ao discriminar a população transgênero, a política da Junta Educacional sinaliza aos funcionários das amici que eles têm menos valor que membros de outras comunidades e que eles devem suprimir a parte que talvez seja a mais essencial de quem eles são. Isto tem um efeito muito direto sobre os funcionários transgêneros das amici."

"Um dos maiores benefícios comerciais que as amici derivam de suas políticas avançando a diversidade e inclusão no local de trabalho e um dos maiores prejuízos que resultarão de permitir a discriminação governamental contra estudantes transgêneros, relaciona-se ao recrutamento e retenção dos melhores funcionários. Os empregadores precisam ter condições de recrutar e reter a força de trabalho mais qualificada e talentosa... "

"Similarmente, muitas das amici mantém operações comerciais em várias regiões do país. Se algumas dessas regiões reconhecem os direitos dos estudantes transgêneros para serem livres da discriminação e outras não, os funcionários transgêneros, ou funcionários com filhos transgêneros, ou até funcionários que preferem trabalhar em uma comunidade que não discrimina, estarão indispostos a se transferir para locais onde essas discriminações são permitidas, prejudicando a capacidade das amici de remanejar sua força de trabalho de uma maneira que beneficie melhor seus interesses empresariais..."

"Além dos benefícios práticos que as políticas favoráveis à comunidade LGBT patrocinam, as políticas de diversidade e inclusão das amici refletem seus valores centrais, de modo que as amici acreditam que tratar as pessoas transgênero com a dignidade e respeito que elas merecem é simplesmente a coisa certa a fazer. As amici rejeitam políticas como a da Junta Escolar do Condado de Gloucester, que desnecessariamente discriminam de acordo com a identidade de gênero..."

Em resumo, as grandes empresas querem um padrão comum de tratamento em todos os 50 estados americanos, em que os estudantes transgêneros possam usar qualquer banheiro que queiram usar. Eles afirmam que uma política de "discriminação" torna mais difícil para elas recrutar, reter e remanejar os melhores recém-formados disponíveis. Os recrutas potenciais, embora não sejam transgêneros, podem ter, talvez, um filho transgênero e se tornariam relutantes em trabalhar em uma cidade ou condado que mantenha uma política restritiva.

A intervenção judicial interposta pelas grandes empresas está estruturada quase totalmente em termos de mercado. Isto faz o envolvimento das empresas parecer puramente comercial, não afetado por outras considerações. O único sinal explícito que o envolvimento está motivado por um imperativo moral ou humanista é encontrado no parágrafo de encerramento acima: "Além dos benefícios práticos que as políticas favoráveis à comunidade LGBT patrocinam, as políticas de diversidade e inclusão das amici refletem seus valores centrais, e as amici acreditam que tratar as pessoas transgênero com a dignidade e respeito que elas merecem é simplesmente a coisa certa a fazer."

A Língua Partida

A intervenção das amici está carregada de hipocrisia. Se as grandes empresas dos EUA acharem necessário apresentar uma intervenção na Suprema Corte toda vez que seus interesses estiverem sob o risco de serem afetados por uma decisão da Corte, a Suprema Corte ficará inundada com intervenções. Quantas intervenções de amicus curiae foram interpostas pelas companias da lista das 500 maiores da revista Fortune para restringir a disponibilidade da pornografia na Internet, que tem um efeito muito deletério sobre a produtividade e sobre a moral no local de trabalho? Ou então os jogos de azar e apostas on-line, ou jogos on-line, ou programas de tratamento de drogas na comunidade local, ou currículo escolar, ou mensalidade das escolas e faculdades? A lista é infindável. É duvidoso se qualquer um de seus funcionários deixe de ser afetado por essas questões, ou similares, mas eles são em grande parte ignorados pelas grandes empresas.

Portanto, o que há de tão especial na questão dos transgêneros? Como isto pode ter implicações comerciais maiores do que muitas outras questões sociais, educacionais ou comunitárias que as grandes empresas rotineiramente ignoram? A resposta está fora dos argumentos cuidadosamente elaborados nas intervenções das amicis interpostas nos tribunais pela IBM, Microsoft, Apple, Amazon e as demais empresas de grande porte.

As grandes empresas pertencem e são controladas por um número pequeno de famílias muito influentes e extremamente ricas. Essas pessoas estão em guerra contra o Senhor Deus de Israel e estão determinadas a erradicar os valores bíblicos da sociedade ocidental. Derrubando a base legal da moralidade cristã, elas estão forçando os cristãos a trair seus princípios espirituais ou incorrer em pesadas penalidades legais, incluindo multas e prisão. O "Cristianismo" que permanecerá após essa onda de opressão legalizada seguir seu caminho por todo país não será digno do nome.

Os Filhos da Perversidade expuseram-se publicamente. Eles se apresentaram coletivamente para condenar um dogma central do Cristianismo bíblico e coagir a mais alta corte do país a impor a corrupção às nossas crianças. Em termos práticos, eles vieram a público e disseram: "Odiamos o Cristianismo e estamos trabalhando em conjunto para destrui-lo."

"A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aqueles que te odeiam. Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá. Seu fruto destruirás da terra, e a sua semente dentre os filhos dos homens." [Salmos 21:8-10].



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 16/3/2017
Transferido para a área pública em 24/2/2019
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/transgenero-5.asp