Soberania e Senso Comum

Deus é realmente soberano em todos os assuntos humanos, ou está apenas sentado e vendo o que fazemos?


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As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo


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Em um artigo anterior, P179, "O Sofrimento na Vida dos Santos", exploramos os assuntos da soberania de Deus e o sofrimento humano analisando a vida do patriarca Jó. Naquela análise das Escrituras vimos claramente que Deus fez algumas coisas acontecerem para um de Seus servos escolhidos que geralmente acabam provocando uma acusação de "injustiça" por parte dos incrédulos (e, infelizmente, de alguns do povo de Deus, que deveriam saber melhor). Jó não tinha feito nada de errado e Deus realmente sabia disso e deliberadamente enfatizou esse fato ao chamar a atenção de Satanás sobre Seu servo fiel — efetivamente desencadeando a fúria do inimigo sobre aquele pobre e incauto homem! Aquela foi uma conduta reprovável ou foi uma ação de um Deus Soberano e Todo-Poderoso? Como tentamos mostrar nas Escrituras, é definitivamente a última opção e foi planejada do começo ao fim para trazer glória e honra ao Seu santo nome.

Em uma espécie de seqüela da história de Jô, quando lemos o capitulo 9 do evangelho de João, encontramos uma situação semelhante. Mas neste caso, a figura central — um pedinte cego — não é um proeminente servo de Deus e seus algozes são homens pecadores e não o próprio Diabo. Mas, como veremos, a soberania de Deus na matéria é inegável e é confirmada pelas palavras do próprio Jesus Cristo. No início do capitulo encontramos o Senhor e seus discípulos passando por Jerusalém:

"E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" [João 9:1-2].

Os judeus erroneamente acreditavam — como muitas pessoas hoje -, que algumas coisas são resultados dos pecados da parte de alguém. O senso comum nos leva a acreditar que um Deus justo e amoroso nunca afligiria uma pessoa sem causa e, conseqüentemente, neste caso, a cegueira seria punição por esses pecados. Mas como aprendemos da resposta do Senhor, esta é outra ilustração perfeita de quão errada ou depravada pode ser a lógica humana:

"Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus." [João 9:3; ênfase adicionada].

O que temos aqui é um homem adulto que sofria com os efeitos de uma cegueira durante toda sua vida. Sem dúvida, a existência dele era muito modesta, pois os mendigos não desfrutam de um estilo de vida muito sofisticado. Seus pais compartilhavam desse sofrimento também, porque o criaram até ele se tornar um homem adulto e foram forçados a lidar com sua deficiência física. Ele provavelmente tinha outros irmãos que o amavam, mas que não podiam ajudá-lo por causa dos seus próprios esforços para sobreviver. Assim, mesmo que o número de pessoas que tenham sido afetadas de alguma maneira pela cegueira desse homem seja desconhecido, é seguro dizer que algumas outras pessoas também eram afetadas pelo problema. Quando consideramos, além de tudo o mais, a dor emocional que a cegueira causava naquele homem, não deve ser surpresa que a maioria das pessoas nunca venha a atribuir aquela cegueira à Soberania de Deus! Ira de Deus? Sim, mas para Sua honra e glória, de modo algum! Contudo, este é precisamente o caso aqui e temos a própria palavra do Senhor para confirmar. Esse pedinte cego e cada circunstância ao seu redor eram resultados diretos da Soberania de Deus. Como veremos nas passagens a seguir, ele estava (1) no lugar certo, (2) no momento certo e (3) com a necessidade certa para autenticar a mensagem que Jesus Cristo queria dar por meio de sua cura miraculosa.

Mas antes de continuarmos, preciso salientar aqui algo de suma importância! Você já percebeu que todas as coisas, sem exceções, que acontecem nesta vida são diretamente causadas ou permitidas por Deus? Muitos de nós não terão problemas em atribuir as coisas boas da vida a Deus, mas o que dizer de tragédias horrendas como o 11 de setembro e a destruição das torres do World Trade Center e a perda da vida de milhares de vidas inocentes? O que dizer da fome na África em que milhares de crianças morrem de inanição? E quanto às guerras, dores e o incalculável sofrimento que os homens infligem uns aos outros? O que dizer dos bebês que nascem com severos problemas mentais ou físicos, como cegueira ou até mesmo Síndrome de Down? O que dizer dos nossos parentes que estão se matando vagarosamente com drogas ou álcool, ou morrendo de doenças como o câncer? O que dizer dos filhos rebeldes que ferem os corações de seus pais? A lista é literalmente infinita, mas é o ponto central da questão. A conclusão é inescapável: todas essas coisas acontecem de acordo com a vontade diretiva de Deus (as coisas que Ele especificamente faz acontecer) ou de Sua vontade permissiva (aquilo que Ele permite acontecer). Precisamos aprender na palavra de Deus, em João 9:3, citado anteriormente, que alguns dos incidentes e tragédias que vemos são causados por Ele para Sua honra e glória! Quando os cristãos compreendem esse conceito, os altos e baixos da vida, passam a ter um significado inteiramente diferente, pois as tragédias passam a ser vistas como necessárias do ponto de vista de Deus. Mesmo que nunca entendamos o porquê enquanto estivermos deste lado da eternidade, podemos descansar na completa certeza de que Deus sabe o que está fazendo e que todo sofrimento tem um propósito.

O Senhor continua falando no capitulo 9 de João:

"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo." [João 9:4-7].

Alguns comentaristas dizem que os judeus acreditavam que a saliva tinha propriedades medicinais, de modo que fazer um ungüento com saliva e areia não seria visto naquele tempo com a mesma aversão que hoje. Mas em qualquer caso, a aplicação espiritual é uma aplicação de fé. Aquele homem poderia ter ficado ofendido (observe que ele não foi consultado sobre o que o Senhor iria fazer), poderia ter limpado a argila de seus olhos e continuado cego. Em vez disso, porém, ele seguiu as instruções e foi curado da cegueira. Podemos imaginá-lo seguindo seu caminho em Jerusalém, tateando e tropeçando — provavelmente pedindo a ajuda das pessoas para chegar ao Poço de Siloé. Quando chegou ali, ele lavou a lama seca de seus olhos com a água fresca do poço, deixando suas pálpebras ficaram livres de qualquer impedimento e ele pôde abrir seus olhos para a maravilha da visão pela primeira vez na vida! Você acha que ele se alegrou? É claro que sim! Garanto a você que metade de Jerusalém ouviu suas risadas e seus gritos de felicidade (o que era obviamente parte do plano de Deus) ao voltar para casa. Sendo cego desde nascença, teve ele talvez de fechar seus olhos para todas as coisas lindas que havia à sua volta a fim de poder voltar para casa, visto que nunca havia enxergado o caminho! Após algum tempo, ele finalmente chegou à sua casa, e seguimos a narrativa no verso 8:

"Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava? Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu." [João 9:8-10].

Dizem que os olhos são as janelas da alma e a diferença entre os míopes e aqueles que têm uma visão com foco apropriado é substancial — daí por que muitos não o reconheceram como sendo o mesmo homem.

"Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi. Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei. Levaram, pois, aos fariseus o que dantes era cego. E era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos." [João 9:11-14].

Com a revelação do verso 14, chegamos ao ponto central da questão. A mão miraculosa de Deus foi aparentemente reconhecida pelos vizinhos daquele homem e eles prontamente o levaram aos fariseus — os lideres religiosos da época — para confirmação. Mas eles rapidamente descobriram que um milagre que Deus, testemunhado e atestado por muitas pessoas, teria de ser ofuscado por uma questão mais importante — a percepção de uma violação da Lei do Sábado. Ao longo de centenas de anos, a proibição de Deus quanto ao trabalho no sábado recebeu interpretações e acréscimos pelos comentários dos homens — pronunciamentos esses que assumiram o mesmo valor da Palavra de Deus! As proibições de Deus eram suficientemente rigorosas, mas após as idéias dos homens serem adicionadas, elas se tornaram um fardo insuportável. Apenas respirar já seria quase uma violação! Então, preparar uma mistura de saliva e areia e aplicá-la nos olhos do homem cego foi, de acordo com a interpretação, um tipo de trabalho, que conseqüentemente era uma violação ao sábado — um pecado que originalmente era punido com a morte. Mas, como eles estavam sob a lei romana, não podiam aplicar a sentença de morte. Todavia, ainda poderiam tornar a vida do infrator miserável e até expulsá-lo da sinagoga. Portanto, esse é o cenário que temos diante de nós ao chegarmos ao verso 15:

"Tornaram, pois, também os fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me, e vejo. Então alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles. Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu, que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta. Os judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego, e que agora visse, enquanto não chamaram os pais do que agora via. E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora? Seus pais lhes responderam, e disseram: Sabemos que este é o nosso filho, e que nasceu cego; mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos, não sabemos. Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo; e ele falará por si mesmo. Seus pais disseram isto, porque temiam os judeus. Porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga. Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo." [João 9:15-23; ênfase adicionada].

O nome de Satanás não aparece em nenhuma parte da história, mas suas ações são evidentes nas atitudes e ações dos fariseus. Eles odiavam Jesus de Nazaré e não queriam reconhecê-lo como seu Messias. Mas, em minha opinião, eles sabiam que Ele era o Messias (mesmo que intuitivamente) pois Ele possuía todas as qualificações necessárias! Com base no que os líderes religiosos e os fariseus disseram em João 11:47-48, em que admitem Seus milagres e expressam o receio de que os romanos vejam seus seguidores como rebeldes, eles temiam perder "seu lugar e a nação". Os comentaristas têm diversas opiniões sobre o que significaria esse lugar, mas acredito que isso se refira ao elevado status de lideres "espirituais" que eles possuíam. Se Jesus fosse o Messias, os dias deles como maiorais religiosos estariam contados, a menos que eles conseguissem se livrar Dele.

"Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo." [João 9:24-25; ênfase adicionada].

Vemos aqui a primeira de duas ou três "alfinetadas" de senso comum do ex-cego. Ele faz uma afirmação profundamente maravilhosa! "Vocês podem argumentar o quanto quiserem, mas uma coisa é inegável: antes eu era cego e agora posso ver!". Ele estava chamando a atenção deles novamente para o evidente milagre operado e cada um ali sabia que só Deus poderia fazer uma coisa como aquela. Mas eles não queriam — e não pretendiam — admitir isso.

"E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu os olhos? Respondeu-lhes: Já vo-lo disse, e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos também seus discípulos?" [João 9:26-27; ênfase adicionada].

A alfinetada número 2 é dada com extrema precisão!

"Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é. O homem respondeu, e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de onde ele é, e contudo me abrisse os olhos. Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve. Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer." [João 9:28-33; ênfase adicionada].

Alfinetada número 3, a melhor de todas!

"Responderam eles, e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-no." [João 9:34].

O roto fala mal do esfarrapado. Eles também tinham nascido em pecados, da cabeça aos pés, assim como todo mundo, mas não admitiam isso. A conduta deles era repreensível e nada piedosa. Então, para aumentar ainda mais sua culpa, eles violentamente expulsaram o homem da sinagoga, excomungando-o no processo. O único "pecado" daquele homem foi responder aos fariseus, mas eles tinham feito as regras, de modo que agiam como desejavam. Quem poderia contestá-los e tentar impedi-los de fazer alguma coisa? Eles eram os homens mais ricos e influentes de toda a nação, de modo que se sentiam seguros em fazer tudo o que queriam — exceto ofender os dominadores romanos.

A excomunhão para um judeu significava o ostracismo instantâneo. A família fazia um serviço fúnebre para o individuo, porque ele estava — para todos os efeitos e propósitos — morto para a sociedade! Ele não poderia comprar nem vender e ninguém se atreveria a falar com ele, por medo de ser pego pelas autoridades e religiosos. Para poder sobreviver, ele teria de se mudar para outra cidade — na esperança de que sua reputação não o seguisse. Muitas vezes isso significava que a pessoa expulsa da sinagoga teria de deixar a nação de Israel, por causa da perseguição gerada pelo zelo fanático dos religiosos da época. Assim, vemos o que a regeneração de sua visão lhe custou. Mas embora Deus o tenha colocado nessa situação intencionalmente, o que primeiro lhe trouxe alegria e depois tristeza, coisas muito melhores ainda estavam para acontecer!

"Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou." [João 9:35-38].

Até agora, o homem tinha recebido a visão — mas não a salvação. Deus escolheu usá-lo de uma maneira que ele nunca imaginou. Sua cegueira tinha sido ordenada como parte do plano eterno para autenticar publicamente o ministério do Messias de Israel, Jesus Cristo. Quando chegou a hora, Deus fez com que ele estivesse exatamente onde era necessário quando o Senhor passou por ali! Seus anos de mendicância tinham tornado esse homem cego bem conhecido em Jerusalém; conseqüentemente muitos reconheceram a natureza miraculosa da restauração de sua visão. E agora que ele tinha feito sua pequena participação no grande plano de Deus para o Messias, seu sofrimento e participação inconscientes foram recompensados com a salvação eterna. O Senhor mesmo o procurou para saber sobre sua crença e, após Se revelar ao homem, a manifestação de fé foi imediata, seguida pela adoração!

Sim, nosso Deus é soberano e quando a vida parece insuportável e/ou a perseguição chega perto de nós (como é inevitável para o verdadeiro cristão), temos de nos lembrar que o fim de tudo isso será infinitamente melhor quando vermos Jesus face a face e ouvirmos Dele o elogio: "Servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor".



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Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Tradução: Daniel de Oliveira Carvalho
Data da publicação: 18/5/2008
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p181.asp