O Silêncio Horroroso e Omissão da Igreja de Laodiceia

Autor: Jeremy James, Irlanda, 6/9/2026.

Sem dúvida, Apocalipse 3:14-19 é uma das passagens mais desconcertantes na Bíblia. Nessa passagem, Jesus condena a maior parte das pessoas que vivem hoje, que professam ser cristãos. Os membros das outras seis categorias da igreja definidas por Jesus — Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes e Filadélfia — poderão também ser encontrados na igreja visível hoje, mas a maioria é de Laodiceia.

Em essência, o Senhor está dizendo que esses indivíduos, os laodiceanos, não são salvos. Eles não são cristãos. Eles não são regenerados, não nasceram de novo. Cristo não deixa dúvida a respeito da verdadeira condição espiritual deles, quando diz que os vomitará de Sua boca. Eles não são simplesmente desviados, o que seria causa suficiente de preocupação. Não, a condição deles é muito pior. Eles são perdidos. Eles são rejeitados por Cristo.

Quando diz que eles não são frios nem quentes, Ele está dizendo que eles não têm o amor da verdade, nem a aversão ao mal. Ele aponta em particular para a confiança deles nos bens materiais:

"Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. " [Apocalipse 3:17].

Isto fala da nossa verdadeira condição interior, mas pode também estar se referindo ao caráter fora da realidade do mundo ao nosso redor, onde todas as aparentes certezas são vazias de substância e poderiam desaparecer em um instante. Em vez disso, sabemos que isso acontecerá no fim da época de Laodiceia.

Mistério Babilônia

Quando a grande "igreja" do fim dos tempos, Mistério Babilônia, a mãe das prostitutas, foi mostrada ao apóstolo João, ele ficou "maravilhado com grande admiração". A Palavra de Deus está dizendo para nós que João mal podia acreditar naquilo que estava vendo. Temos hoje, neste tempo presente, uma versão preliminar dessa igreja macabra, uma instituição dominada pelos líderes que desprezam o Evangelho de Cristo, mas que representam exteriormente o papel de crentes fiéis.

Em nosso ensaio anterior, "A Igreja de Laodiceia em Toda sua Vanglória" (publicado em abril de 2020), examinamos o modo como os líderes eclesiásticos em todo o mundo responderam às opressivas e anticristãs regulações impostas por seus respectivos governos durante a assim chamada pandemia da Covid. Incentivamos nossos leitores a lerem novamente aquele ensaio, pois após a passagem de seis anos, a mensagem dele é é mais premente agora do que era naquele tempo.

Temos hoje uma liderança eclesiástica em todos os países que nunca admitiu responsabilidade por sua submissão ao protocolo ateísta imposto pelo sistema mundial satânico durante a "Covid". Essa liderança nunca teve a decência ou respeito próprio para justificar como se comportou em relação com a verdade da Palavra de Deus. Não houve prestação de contas de algum tipo. A liderança nunca explicou por que endossou as "vacinas" não testadas e altamente experimentais para a Covid e encorajou seus membros a se vacinarem. Essa foi uma violação chocante da responsabilidade deles para proteger o rebanho, para testar ("experimentar") todas as coisas, para dar todos os passos sensatos para conferir a validade das afirmações que têm implicações de longo alcance para o bem-estar dos fiéis:

"O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem." [Romanos 12:9].

"Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal." [1 Tessalonicenses 5:21-22].

Eles não precisavam de qualquer treinamento médico para fazer isso. Eles somente necessitavam examinar as evidências e usar o bom senso. Mas, eles não fizeram isso. Eles aceitaram como "evangelho" qualquer coisa que os especialistas do governo dissessem e negligenciaram, na verdade, desconsideraram completamente aquilo que a Palavra de Deus diz. Os padrões morais usados em todo o tempo foram aqueles fabricados por seus respectivos governos, encharcados como eles estavam com os valores falsos do Marxismo e do Humanismo.

Um Ato de Grande Crueldade

Uma igreja que considera aceitável exigir que os doentes, em seu leito de morte, morram sozinhos, sem a presença da família ou amigos ao seu lado, é uma igreja que virou as costas para Cristo. Isso aconteceu em toda parte durante o período de temor com a Covid. Foi um ato de grande crueldade e que deveria ser visto assim por todos os cristãos verdadeiros. Entretanto, para uma igreja falsa, a falsa igreja de Laodiceia, isso foi tratado como um expediente necessário, um infeliz afastamento da caridade cristã em circunstâncias "excepcionais",=m.

Sim, as circunstâncias eram excepcionais, mas por uma razão sombria. Aquele foi um tempo em que os satanistas vieram para o campo aberto, mais do que nunca antes. Eles removeram suas máscaras e exigiram que todos colocassem uma.

Praticamente toda igreja local fez contorcionismo para agradar as autoridades, para parecerem estar em conformidade e socialmente responsável. Poucos se incomodaram em perguntar se seus comportamentos estavam agradando a Deus, se cumpriam os mandamentos de Deus, ou se faziam algum sentido.

O mundo foi submetido a uma fraude satânica grotesca no período de 2020- a 2021, uma fraude que revelou a igreja de Laodiceia em suas cores reais.

Os principais habilitadores dessa fraude, esse engôdo gigantesco, foram o temor gerado por meio de um sistema cuidadosamente elaborado de mentiras e pseudociência, a propaganda maciça na mídia, e o fracasso total dos líderes cristãos em desafiar as regulações extremas e não racionais impostas pelos governos.

Em um sentido, isso foi um "treinamento de tiro em seco" para o grande engôdo do fim dos tempos, quando técnicas similares serão usadas para enlaçar as massas e destitui-las de suas vozes, de suas liberdades e, pior de tudo, de sua confiança em Deus.

Uma Violação Deliberada dos Mandamentos de Deus

Seis anos após esse episódio vergonhoso, que causou tanto sofrimento, isolamento e angústia, líderes eclesiásticos, pastores, diáconos e presbíteros são ainda incapazes de reconhecer as muitas formas em que eles violaram os Dez Mandamentos. Em um ensaio anterior, "Os Pecados Não Confessados e as Armas de Energia Direcionada", resumimos essas formas como segue:

Terceiro
"Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão."
Deixando de evangelizar e pregar o Evangelho, os anciãos das igrejas retiveram a honra devida ao Senhor e ao Seu santo nome.
Quarto
"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar."
Os anciãos das igrejas abandonaram a oração e a adoração em grupo, a celebração da Ceia do Senhor e a comunhão dos santos.
Quinto
"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá."
A igreja permitiu que os cristãos idosos morressem sozinhos, sem as orações junto ao leito de morte, o conforto e suporte de seus queridos.
Sexto
"Não matarás."
Os anciãos das igrejas aprovaram sem questionar a aplicação em todos os fiéis cristãos de uma "vacina" experimental e não testada, apesar das advertências bem fundamentadas de especialistas médicos respeitados que aquilo poderia ser prejudicial.
Oitavo
"Não furtarás."
A igreja deixou de oferecer aconselhamento bíblico a respeito da aceitação de auxílios do governo e benefícios financeiros, sem que os beneficiários tenham trabalhado para receber aquele dinheiro.
Nono
"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo."
Os anciãos da igreja abandonaram o método bíblico tradicional de lidar com epidemias e, em vez disso, adotaram práticas histéricas que não tinham validade bíblica alguma, como o uso de máscaras faciais, distanciamento social e o auto-isolamento.

Como o Maligno Está Explorando o Pecado Não Confessado

O pecado não confessado nos torna cegos para aquilo que realmente está acontecendo no mundo ao nosso redor. Quando um cristão professo não está mais desejoso de se colocar diante de Deus em oração, revestido completamente pela justiça imputada de Cristo, isso é por que ele não mais detesta o pecado, como deveria fazer. O pecado que deveria incomodá-lo mais é o seu próprio pecado não confessado. Quando isso não é mais algo que perturba sua alma, então os pecados dos outros tornam-se menos repugnantes para ele.

Ele não pode mais dizer, como Davi fez, "Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim." [Salmos 51:3].

Se não estamos preparados para confrontar e expor nossas próprias faltas secretas — o que é algo que podemos fazer somente com a ajuda do Espírito Santo — perderemos totalmente as "faltas secretas" incorporadas no mundo ao nosso redor, os esquemas ocultos e ps grandes planos dos agentes das trevas.

O Maligno garantiu muitas vantagens estratégicas com a assim chamada "pandemia" da Covid, mas talvez a maior de todas tenha sido o modo como ele conseguiu fazer a igreja professa erigir um muro de pecados não confessados entre ela mesma e Deus. Esse muro ainda existe, alto e orgulhoso. Muitos dos mandamentos do Senhor Deus foram esquecidos ou ignorados e os líderes que deveriam ter se levantado em defesa da verdade, com coragem e firmeza, permaneceram calados:

"Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve." [João 9:31].

Ao falhar em reconhecer suas transgressões, a igreja institucional está agora enfrentando um futuro muito sombrio. Grandes calamidades estão se aproximando:

"Então clamarão ao SENHOR, mas não os ouvirá; antes esconderá deles a sua face naquele tempo, visto que eles fizeram mal nas suas obras." [Miqueias 3:4].

Por Que a Igreja Institucional Está Carregando um Grande Peso do Pecado?

A igreja professa há muito tempo se esqueceu da enormidade do pecado e da grande ofensa que ele causa a um Deus que é tremendamente santo. Mais de cem anos atrás os pregadores viam um sermão sobre este tópico como um dos mais sublimes e desafiadores de sua vocação. Eles compreendiam o quanto dependia de uma verdadeira compreensão do pecado e da natureza do pecado. Eles sabiam como todos os crentes precisam adquirir uma compreensão bem-enraizada desse princípio para caminharem de um modo que agrade a Deus e receba Suas bênçãos. Em seus papéis pastorais, eles frequentemente testemunhavam o desapontamento e sofrimentos daqueles cristãos que tinham vivido durante anos sem reconhecer direito o mal que seus pecados tinham causado para si mesmos e para os outros.

Quando são informados dessa falha, eles frequentemente protestam, "Mas Deus é fiel para perdoar e, além disso, meus pecados foram pequenos.".

Nós nos esquecemos que Deus pode perdoar somente os pecados que confessamos. Aqueles que guardamos em nosso peito adquirem vida própria, até aqueles que talvez consideramos "pequenos". Não há pecado tão grande que não possa ser perdoado, mas não há pecado pequeno demais que, se for deixado livre, não possa fazer algum estrago. Se houver algum aspecto de nossas vidas que não levamos a Deus em oração, muito provavelmente é por que não queremos que a luz de Sua perfeita justiça brilhe sobre aquilo.

Um dos maiores pecados na igreja hoje — entre aqueles que professam ser cristãos — é a falha, ou mais precisamente, a recusa de expor as trevas deste mundo. Eles podem corretamente ser chamados de pecados de omissão. À medida que o mundo afunda cada vez mais nas profundezas da perversidade que não era conhecida pelos nossos avós, os cristãos, em sua maioria, não estão dispostos a admitir que isso existe, ou que os poderes das trevas estão em guerra contra o Espírito Santo. Muitos desses "cristãos" não estão sequer preparados para considerar as evidências que a igreja está sob intenso ataque demoníaco. Eles se recusam a reconhecer que Satanás é um ser real, que representa uma ameaça existencial a todos os crentes, que o exército de anjos caídos está organizados em principados, tronos e domínios para o propósito de tomar o controle completo da Terra, ou que um grande segmento da humanidade jurou fidelidade ao Adversário e está atualmente trabalhando com ele para destruir o Cristianismo.

Alguns dos Piores Pecados da Omissão

Não podemos tentar nesta curta análise resumir o estado do mundo, mas podemos apontar para alguns dos piores pecados da omissão — nascida da cegueira e negação — do que a maioria dos nossos pastores, pregadores, diáconos e presbíteros são culpados:

1. Eles não conseguem aceitar que o mundo está preso firmemente nas garras de Satanás e de seus servos terreais, que o Maligno tem um plano para escravizar a humanidade e destruir o Cristianismo, e que "os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade" (Salmos 74:20). Se eles acreditassem, veriam que todos os governos, sejam eleitos ou não, estão agora marchando em sincronia com este plano. Eles estão preparados para trair a população. Eles fizeram isso em grande escala durante a assim chamada pandemia da Covida, e farão isso de novo.

2. Eles não conseguem aceitar que o Cristianismo está sob ataque por uma maquinação altamente organizada e muito bem financiada há vários séculos e que as fileiras da igreja foram fortemente infiltradas por impostores e enganadores. Esses "lobos cruéis" (Atos 20:29) não poupam o rebanho, porém os pastores — que deveriam cuidar das ovelhas — não estão fazendo nada para advertir o rebanho, para proteger as ovelhas dos predadores, ou mostrar para elas os muitos estratagemas que o Maligno está usando para solapar o Cristianismo e corromper a doutrina cristã.

3. Eles se recusam a acreditar que o Comunismo está vivo e bem de saúde, que está atacando a moralidade cristã e os valores tradicionais de inúmeras formas e que agora controla a mídia e a maioria das instituições que moldam nossa cultura, que decidem a política pública e que exercem controle sobre a sociedade.

4. A recusa em acreditar que nossos governos estão trabalhando juntos para produzirem uma Nova Ordem Mundial, em que todas as nações cederão suas soberanias para um poder central que exercerá controle totalitário sobre o mundo inteiro. Eles não conseguem ver que isso já está acontecendo via ONU e Organização Mundial de Saúde.

5. Eles se recusam a acreditar que o sistema financeiro internacional e as grandes empresas transnacionais pertencem aos servos declarados de Satanás, que eles adoram o deus deste mundo, que eles estão envolvidos em práticas muito perversas, incluindo estupro de crianças e sacrifícios humanos e que planejam e financiam uma campanha de guerras, terror e conflitos militares no cenário mundial atual: "A terra é entregue nas mãos do ímpio." (Jó 9:24).

O Silêncio Horroroso

Este silêncio Horroroso existe por que a maioria dos cristãos professos não nasceu de novo. Eles não se angustiam com a chocante condição espiritual do mundo e, portanto, não têm incentivo para expor as trevas que estão por trás dele. Até quando passa pela cabeça deles abrir suas bocas, por qualquer razão, eles raramente fazem isso com alguma convicção ou consistência, pois eles não têm o desejo de ser desafiados. Eles não querem se colocar na linha de frente,\ ou correr o risco de perder certos privilégios.

A maior desculpa, as principais culpadas para eles, são a corrupção pública e a má liderança política. O problema está em Washington, eles dizem. Se o Congresso e a Casa Branca fizessem seu trabalho corretamente, o país estaria em boas condições e a malignidade estaria sob controle. Mas, eles estão enganando a si mesmos. Os representantes eleitos somente são capazes de se comportar como estão se comportando por que o Silêncio Horroroso, como o chamamos, permite que eles façam isso.

Os pastores e pregadores são eles mesmos os arquitetos e engenheiros que estão por trás do Silêncio Horroroso. Eles são aqueles que permitem que o mal floresça devido à falha deles em expô-lo. Eles somente têm de pregar a respeito dos males que a Bíblia descreve claramente — relacionados com a Palavra para eventos conhecidos no mundo ao nosso redor — para lançar luz sobre o ninho purulento de depravação que opera sob a cobertura das trevas. Eles simplesmente precisam descrever os servos de Satanás e os métodos que eles estão usando para solapar o Cristianismo e o país como um todo. Eles precisam simplesmente descrever os servos de Satanás e os métodos que eles estão usando para solapar o Cristianismo e o país como um todo.

Não há mistério nisto! Congregações inteiras em todo o país brotariam para a vida depois que elas soubessem com o que estão lidando. As orações delas finalmente teriam um alvo significativo. Levantando-se e colocando-se contra essa impiedade, em vez de fingir vãmente que isso não existe, ou que isso desaparecerá por sua própria vontade, eles exporão isso à terrível censura do Deus Todo-Poderoso.

Lidamos com as trevas não por meio da luta contra elas, mas expondo-as! Resista ao diabo e ele fugirá de você. Mas, se você ignorar o que o diabo está fazendo, se for ignorante a respeito dos ardis dele, então você permite que ele continue. Como Jesus disse, "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." [Mateus 5:16].

Quando falhamos em odiar o mal, bloqueamos nossa própria luz. Para deixarmos a luz brilhar diante dos homens, precisamos reprovar o mal. Precisamos rejeitar o mal e que todos vejam que rejeitamos aquilo!

Podemos dizer verdadeiramente que a igreja hoje está reprovando as obras das trevas? Absolutamente não! Ao revés, ela está atolada na prática do Silêncio Horroroso, uma complacência e estupidez que terminam com a oração fervorosa e efetiva.

"Vós Que Amais ao SENHOR Odiai o Mal"

Como dissemos em ensaios anteriores, o Maligno quer retirar de nós as duas maiores armas que possuímos, a Palavra de Deus e a oração com arrependimento. Ele não quer que a igreja institucional saiba que ela não tem força própria, que TODA sua vitalidade espiritual está enraizada unicamente em Deus!

A igreja hoje está cheia de crença em si mesma. Ela é uma instituição que confia em si mesma. E isso significa que ela é uma instituição inútil!

Uma das grandes fontes de trevas em nossa sociedade hoje é o sistema vil da Maçonaria, porém nossos pregadores e pastores ignoram a existência dela! Eles deixam de advertir o rebanho a respeito do terrível dono espiritual que as falsas doutrinas e os valores maçônicos infligiram sobre a sociedade e o modo sagaz como ela suprimiu todas as críticas à sua influência, métodos e objetivos. Os maçons de alto escalão desprezam o Cristianismo e estão trabalhando junto para destruí-lo. Nossos pastores e pregadores sabem disso, porém não dizem nada sobre o assunto.

Os crentes em Cristo não conseguem orar com fervor verdadeiro se não detestarem o mal. Isto significa reconhecer o que o Maligno está fazendo e compreender exatamente o quanto ele ofende a Deus.

Devemos guardar em nosso coração aquilo que o Espírito Santo nos disse:

"Vós, que amais ao SENHOR, odiai o mal. Ele guarda as almas dos seus santos; ele os livra das mãos dos ímpios." [Salmos 97:10].

Este verso implica que Deus nos preserva do mal, tanto como indivíduos e como um grupo, por que odiamos o mal. Ele nos livra das mãos do ímpios. Mas, e se não detestarmos o mal? E se formos ambivalentes com relação a essas questões? Podemos sinceramente esperar que Deus nos proteja dos ímpios quando somos indiferentes à existência deles, às suas ações e aos seus planos?

Jesus apontou para esse perigo terrível quando, em Sua descrição da igreja de Laodiceia, disse que estaria diante da porte e bateria, querendo entrar! Uma igreja que não odeia o mal não dará ouvidos às batidas na porta.

Aflição Santa

No Salmo 119, Davi nos dá um relato detalhado do poder da Palavra de Deus em nossas vidas. Ele enfatiza repetidamente os benefícios que ele derivou a partir de sua profunda familiaridade com os preceitos, mandamentos, lei, testemunhos, julgamentos, caminhos e estatutos do Senhor Deus. Ele usa todas essas palavras para transmitir as profundas implicações disso tudo para nosso relacionamento com Deus:

"Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua lei." [Salmos 119>163].

Davi se entristecia ao ver aqueles ao seu redor viverem de forma contrária aos estatutos e preceitos que o Senhor tinha dado. O Salmo 119 contém uma declaração admirável a respeito disso, uma admissão que mostra o quão profundamente afetado ele estava pelos pecados e iniquidades cometidos no mundo ao seu redor:

"Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei." [Salmos 119:136].

Isto nos diz em termos claros o que significa odiar o mal. Isto não é uma convicção intelectual, mas uma resposta pessoal às coisas que sabemos que são ofensivas a Deus.

O profeta Amós nos dá uma compreensão adicional sobre isso quando diz:

"Odiai o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo. Talvez o Senhor Deus dos Exércitos tenha piedade do remanescente de José." [Amós 5:15].

A "porta" em questão é uma referência ao local em cada cidade ou comunidade em que os anciãos se reuniam para julgar as questões jurídicas e considerar os assuntos da lei. A "porta" é o governo e o "julgamento" buscado é justiça. Se amamos o bem e odiamos o mal, somos motivados a garantir que o mundo ao nosso redor seja governado por leis que se conformam com os próprios decretos de Deus. Isso significa falar publicamente e em alta voz! Isso significa rejeitar o Silêncio Horroroso e apontar diretamente para as abominações que nosso governo e outros em posições de autoridade, incluindo a mídia, estão promovendo.

Vemos isto hoje? É claro que não. Nossos pregadores, pastores, presbíteros e diáconos não têm nada a dizer. Em seu silêncio, eles estão servindo ao Maligno.

Isto deveria nos entristecer grandemente. E a tristeza em questão é uma dor emocional que agrada a Deus, uma dor que o Senhor Deus reconhece. Ele observa atentamente aqueles que se entristecem por causa do Silêncio Horroroso. Vemos isso muito claramente na passagem de Sofonias em que o profeta fala a respeito do fim dos tempos ("naquele dia"):

"Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se enfraqueçam as tuas mãos. O SENHOR teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. Os entristecidos por causa da reunião solene, congregarei; esses que são de ti e para os quais o opróbrio dela era um peso." [Sofonias 3:16-18].

O próprio Senhor Deus se alegrará com aqueles que estavam entristecidos por causa da impiedade que havia no meio deles. Incrivelmente, a passagem até diz, "regozijar-se-á em ti com júbilo".

Jesus ecoou isto quando disse: "Bem-aventurados os que choram, por que serão consolados." [Mateus 5:4].

Embora não nos seja dado saber quais cristãos são realmente salvos, sabemos que algo está seriamente errado quando um "crente" não se entristece com a malignidade, quando não se sente afligido e não fica perturbado pelo Silêncio Horroroso, quando o "opróbrio" não é um peso para ele.

Conclusão

O profeta Ezequiel fala de uma visão que ele teve imediatamente antes do cativeiro em Babilônia, em que o Senhor Deus revelou Sua intenção de destruir Jerusalém. Ezequiel viu o Senhor ordenar que um anjo com um marcador percorresse as ruas da cidade e colocasse um marca na fronte daqueles que suspiravam e choravam por causa de todas abominações que estavam sendo praticadas:

"E disse-lhe o SENHOR : Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa." [Ezequiel 9:4-6].

Quantos cristãos hoje se entristecem devido a esse Silêncio Horroroso e têm essa marca em suas frontes?

Quantos estão cientes que o Senhor Deus marca aqueles que são seus dessa maneira?

Satanás colocará sua marca no fim dos tempos. Todos que a receberem serão destruídos.


Autor: Jeremy James, artigo 469 em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 7/10/2026
A Espada do Espírito: https://www.espada.eti.br/Apocalipse/laodiceia-2.htm