Por Que a Primeira Mentira no Jardim do Éden Está Prosperando Hoje?

Autor: Jeremy James, Irlanda, 3/10/2025.

Em sua primeira epístola o apóstolo Pedro diz: "... o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão bramando, buscando a quem possa tragar..." [1 Pedro 5:8].

Se este fosse o único modo como o Maligno se conduz, estaríamos grandemente satisfeitos. É praticamente impossível negligenciar a aproximação de um leão que ruge!

A imagem aqui é uma imagem de intimidação, de medo e perseguição. Os fracos são incapazers de se posicionar pela verdade por que ao fazerem isso, eles poderiam atrair a atenção do leão e correr o risco de serem devorados. Sempre que nossos medos determinam nosso comportamento, o Maligno já ganhou o controle.

Vemos esse temor hoje no modo como a mídia social e o politicamente correto influenciam aquilo que pode e não pode ser dito. Por exemplo, nos anos 1970s não era incomum ouvir algumém em um local público exclamar em voz alta, "Louvado seja o Senhor". Mas, quando você ouviu pela última vez isso ser dito dessa maneira? O leão rugidor silenciou um número muito grande de cristãos professos. Eles não querem ofender ninguém e usam isso como uma desculpa para justificar sua timidez.

Não passa pela cabeça deles que a relutância em mencionar o Senhor Todo-Poderoso, quando o coração deles os incita a fazer isso, é uma ofensa — não ao homem, mas a Deus?

Os comentaristas da Bíblia falam de dois outros modos de tentação que o Maligno usa para escravizar os incautos. O primeiro é sua capacidade de aparecer como um anjo de luz, quando ele usa falsificações de vários tipos para suplantar uma espiritualidade temente a Deus. O segundo é sua capacidade de exercer a sutileza de uma serpente para capturar nossa imaginação e nos levar para longe da paz e segurança da Palavra de Deus.

Esta última tentação foi aquela que seduziu Eva:

"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo." [2 Coríntios 11:3].

Essa tentação contém uma pergunta muito simples, uma investigação destinada a provocar dúvida: "É assim que Deus disse...?" [Gênesis 3:1].

Essa mentira perigosa foi expressa em poucas palavras!

Como dissemos no ensaio "Os Jesuítas, a Armadilha Católica e as Quatro Mentiras da Serpente no Jardim do Éden", isto é uma rejeição da soberania da Palavra Deus. Isto implica que Deus possa estar errado. O Maligno quer encorajar a humanidade a pensar criticamente a respeito do que Deus disse e questionar se a Bíblia é a única fonte de conhecimento divino.

Essa mentira, a primeira Mentira no Jardim, está florescendo e prosperando hoje.

Dois Artigos de Alta Visibilidade Que Atacam a Palavra de Deus

Em vez de discutir este assunto no abstrato, gostaríamos de referenciar um artigo escrito pelo pastor Steve Chalke, que um leitor habitual trouxe recentemente à nossa atenção — "A Bíblia Não É Infalívez, Mas Jesus É" — que foi publicado pela revista Premier Christianity em 17 de janeiro de 2018. Também faremos referência a um segundo artigo escrito pelo pastor Chalke — "Estamos Lendo a Bíblia de Forma Errada?" — que apareceu na mesma revista em 5 de março de 2014.

Os leitores que desejarem consultar os artigos poderão encontrá-los nos segintes links (se você encontrar uma página de cobrança, experimente procurar o arquivo PDF relevante usando o autor, título e data da publicação):

https://www.premierchristianity.com/home/steve-chalke-the-bible-isnt- infallible-but-jesus-is/1461.article

e

https://www.premierchristianity.com/home/have-we-misread-the- bible/2274.article

A revista descreve a si mesma como "A principal revista cristã do Reino Unido" O autor é um bem-conhecido pastor evangélico, autor e organizador no Reino Unido.

O pastor Chalke gosta da luz dos holofotes. Em 2005, ele entrou no livro Guiness dos Recordes Mundiais por acumular a mais alta quantia de dinheiro de patrocínio já levantada até aquele tempo por um participante individual em um únic evento (neste caso, a Maratona de Londres). O beneficiário foi uma organização de assistência social fundada pelo próprio Chalke para ajudar a população carente.

Ele apoia abertamente os direitos LGBT e as uniões entre pessoas do mesmo sexo. O livro dele, The Lost Message of Jesus (A Mensagem Perdida de Jesus) (2004), escrito em co-autoria com Alan Mann, assumiu uma posição extrema "Deus é Amor", trivializou o pecado original e suas consequências, e rejeitou a Expiação Vicária. Ele também rejeita o relato da Criação em seis dias e muitas coisas relacionadas. Em resumo, os cristãos bíblicos tradicionais provavelmente considerarão Chalke como eu — mais um dos lobos cruéis a respeito dos quais o apóstolo Paulo advertiu.

Uma Leitura Dolorosa

Os dois artigos dele são leituras que causam dor. Embora estejam escritos em um estilo íntimo e informal, eles são difíceis de digerir. A pessoa pode detectar um tom de escárnio satânico em quase todos os parágrafos. Na superfície eles estão estilizados como investigações sérias e interessadas em uma questão real, motivadas por uma preocupação genuína pelo bem-estar espiritual dos cristãos de toda parte, mas abaixo da superfície as opiniões insidiosas deles são como minhocas em uma linha da vara de pescar.

Não há nada de novo com relação aos argumentos que ele apresenta; eles estão por ai há centenas de anos. Entretanto, eles são mais perigosos hoje do que nunca antes por que estão voltados para uma audiência-alvo que (a) não possui uma base sólida em conhecimento bíblico; (b) não possui qualquer compreensão real do Maligno e da agenda dele, ou os métodos que ele está usando para atacar a Palavra de Deus; e para a maior parte, (c) falta de zelo e motivação para desafiar as soberbas e maliciosas afirmações feitas pelos céticos.

Basicamente, ele diz que:

"A Bíblia não é um livro no sentido apropriado, mas uma 'biblioteca' formada por dezenas de livros, a maioria de diferentes autores. Cada livro reflete e é influenciado pelo pano de fundo cultural, histórico e pessoal do autor. O autor teve um 'encontro' com Deus e produziu o livro logo após esse encontro. Os livros da Bíblia deveriam ser considerados como 'diálogos' entre o autor e Deus com base na resposta pessoal do autor e sua compreensão daquele encontro. Eles não deveriam ser considerasdas como Palavra de Deus, ou 'fôlego de Deus'. Os autores são falíveis e os livros, como resultado, contêm inúmeros erros, discrepâncias e contradições. Eles também contêm, em alguns lugares, uma visão moral que é opressiva e discriminatória."

Esta é a posição dele de forma resumida. Iremos expandir essas visões em nossa discussão.

Gaslighting (Inversão da Realidade) e Outras Técnicas

Anos atrás, assisti a um programa escolar-científico na televisão em que o apresentador tentou demonstrar a verdade literal do ditado: "Tão escoregadio quanto uma enguia." Havia um tanque de vidro cheio de água na frente dele, no qual estava uma enguia adulta. Antes de iniciar, ele pediu à sua audiência para tentar adivinhar quanto tempo levaria para ele conseguir pegar a enguia. Em seguida — muitas e muitas vezes — ele afundou seu braço dentro do tanque e tentou pegar firmemente a enguia. Todas as vezes a criatura serpentiforme escorregava facilmente das mãos dele. Rindo ruidosamente, o apresentador repetiu sua ação fútil para mostrar que a enguia nunca se cansava e nunca perdia sua textura lisa. Ele estava exausto e totalmente encharcado quando finalmente desistiu.

O pastor Chalke e outros similares a ele usam um modo de argumentação que permite que eles escapem continuamente das tentativas que você fizer de pegá-los. Eles confiam na tendência humana comum para tomar o controle de um argumento e colocá-lo em submissão. Um número muito grande de cristãos professos desperdiça horas tentando pegar a enguia com suas mãos nuas. Eles parecem se esquecer que Deus lhes deu uma rede, a sabedoria da Escritura, e que, se eles apenas tomassem o tempo para portá-la corretamente, em pouco tempo pegariam aquela enguia chata.

Algumas das Falsas Afirmações Feitas pelo Pastor Chalke

Vamos olhar para algumas das afirmações dele:

"A Bíblia é uma biblioteca... — uma coleção de livros escritos ao longo de um período de pelo menos 1.500 anos, que por todo o extraordinário consenso deles, também contém algumas visões conflitantes e até contraditórias. Ao mesmo momento, eles trazem as marcas características de algumas das limitações e preconceitos daqueles tempos e daquelas culturas, mas também das experiências transformdoras profundas que os encontros e diálogos de seus escritores com Deus produziram. Estou convencido que cada um dos textos que formam nossa Bíblia é o resultado de um encontro profundo de seus autores com Deus..." [Chalke, 2018].

Os céticos como Chalke usam a inversão da realidade como uma de suas técnicas de persuasão. Em vez de citarem passagens relevantes da Bíblia, eles agem como se ignorassem o que a Bíblia realmente diz. Somos então solicitados a aceitar a opinião deles como se a verdade dela fosse evidente para qualque pessoa racional.

Na realidade, os profetas que redigiram os livros da Bíblia nunca são apresentados para nós na Escritura como homens que tiveram um "encontro profundo" com Deus e que, como resultado, passaram por uma "experiência transformadora" em que os escritos deles foram baseados. Chalke está transformando-os maliciosamente em místicos, de forma muito parecida como os místicos cristãos, como Teresa de Ávila e João da Cruz. O misticismo é um reino de engodos e falsificações, onde Satanás engana as mentes dos homens e mulheres que se envolvem em contemplação prolongada, sedentos atrás de uma "experiência sobrenatural". Eles veem um anjo de luz — Lúcifr — e erroneamente acreditam que ele foi enviado por Deus. Muitos deles descrevem isso como "um encontro profundo" que os transformou grandemente. Eles então escrevem livros "inspirados" a respeito de sua "experiência de transformação" e sua nova visão de mundo.

Os profetas de Deus não eram místicos e é uma distorção grosseira da Escritura retratá-los assim. Chalke e seus amigos não sentem vergonha em fazer isso por que não têm respeito pela Palavra de Deus — tenha em mente que eles não a consideram como Palavra de Deus para início de conversa! Os livros da Bíblia são, para eles, nada mais que "diálogos" que seus autores humanos falíveis redigiram de modo a expressar o impacto que eles sentiram com suas "experiências transformaodoras".

Transformação — uma Palavra Mágica Entre os Neopagãos

A palavra 'transformação" é um termo embrionário de múltiplos propósitos no misticismo e na Nova Era. Ela aparece em toda a parte na teologia apóstata e nos escritos neopagãos. Aqueles que são "transformados" chegam a um momento crítico em sua "jornada espiritual" por meio de suas próprias autodisciplinas e esforços pessoais. As sociedades secretas, que existiram em toda a história, prescrevem "iniciações" como etapas transformadoras no caminho em direção à total emancipação e à "percepção de sua própria divindade", a maior de todas as experiências transformadoras.

Ignorando de Forma Deliberada Aquilo Que a Bíblia Realmente Diz

"O que eu não acredito, porém, é que os livros que eles produziram se acrescentam a algum tipo de 'monólogo divino' infalível, por meio do qual Deus dita uma declaração perfeita e unificada de seu caráter e vontade para autores que foram nada mais que copistas, ou autômatos...." [Chalke, 2018].

Esta é uma rejeição insolente daquilo que a Bíblia realmente diz sobre seu próprio conteúdo! O pastor faz descaradamente essa afirmação grotesca sem sequer reconhecer que a Palavra de Deus tem centenas de passagens que afirmam inequivocamente que as palavras da Escritura vieram diretamente de Deus! E, se vieram de Deus, elas são por definição — infalíveis.

O único modo para esse arquicético solapar a autoridade da Bíblia é afirmar que os profetas que escreveram as Escrituras não eram profetas coisa nenhuma, que Deus não falou realmente com eles e que as palavras deles, por mais nobres e edificantes elas possam ser, não eram nada mais que tentativas humanas falíveis de expressar uma realidade divina.

Qualquer pessoa sensata perguntaria: "Bem, se os profetas predisseram os eventos futuros, como puderam ter feito isso sem uma linha autêntica de comunicação com Deus?" Como Chalke responde a essa questão bastante óbvia? De um modo muito parecido como lida com todas as questões que mostram que ele está falando bobagem — ele as ignora. Isto é inversão da real idade em grande escala.

Este homem não sente vergonha e suas afirmações são totalmente sem substância. É claro a partir de ambos os artigos que o principal objetivo dele é causar confusão e promover a dúvida, levantando questões maldosas e que causam irritação. O livro de Provérbios, fala de forma bem clara a respeito desses homens, descrevendo-os como escarnecedores e insensatos:

"Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento?" [Provérbios 1:22].

Os "simples" neste verso acima são aqueles ingênuos o suficiente para darem ouvidos a homens como Chalke. Quando as pessoas odeiam o conhecimento, elas fazem tudo o que podem para repudiar e desacreditar a fonte desse conhecimento.

Uma Séria Perversão da Escritura

"2 Timóteo implica que as escrituras são 'a palavra de Deus'? A própria Bíblia não deixa ambiguidade: 'A palavra de Deus é uma pessoa [Jesus], não um livro... O próprio Jesus tornou tudo isso claro... ele é famoso por seus numerosos desafios ao texto real e às atitudes. Por quê? Por que eles eram todos parciais e apontam para alguma coisa melhor. Eles apontavam para ele!" [Chakde, 2018].

Usando esse argumento frívolo ele finge mostrar que toda vez que a Bíblia se refere à Palavra de Deus, ela está sempre se referindo a Jesus e nunca ao texto da Escritura. Todos nós sabemos que Jesus é a PALAVRA, mas o homem caído precisa da Palavra escrita para aprender essa verdade e suas incríveis implicações. É por meio da Palavra de Deus, escrita pela inspiração do Espírito Santo, que o homem é levado a Cristo, a luz do mundo e o fundamnto de toda a verdade.

Quando Jesus repreendeu os fariseus, ele estava mostrando que eles tinham adicionado condições na Escritura por meio de suas "tradições", desse modo colocando uma barreira no caminho daqueles que buscavam o Senhor Deus. Além disso, ele mostrou que, mesmo quando eles não faziam acréscimos à Palavra, eles não acreditavam nela e não eram capazes de interpretá-la corretamente e ensiná-la como Deus queria:

"Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele." [João 5:46].

"Não vos deu Moisés a lei? E nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?" [João 7:19].

Assim, quando Chalke diz que Jesus era "famoso por seus "numerosos desafios ao texto real", ele está falando besteira! Jesus nunca desafiou o texto da Escritura! Ao contrário, ele a referenciou repetidamente como verdade estabelecida, o conselho registrado de Deus, e disse que ela "não poderia ser anulada" (João 10:35).

Qualquer um que comparecesse diante de um tribunal de justiça e apresentasse "evidências" com o mesmo desdém e duplicidade como faz o Sr. Chalke seria considerado culpado de perjúrio e punido apropriadamente. Os escarnecedores e os insolentes do nosso tempo moderno gostam de imaginar que podem blasfemar contra o Espírito Santo e não receber punição no dia do juízo. Como afirmamos em nosso ensaio anterior, Jesus foi especialmente severo em sua condenação àqueles que faziam isso: "Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas é culpado do eterno juízo." [Marcos 3:29].

Distorcendo as Palavras de Paulo

"... É por isto que 2 Timóteo 3:16 explica: 'toda a escritura' — a biblioteca que viemos a acreditar que é sagrada — 'proveitosa para ensina, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça...' Isto não diz, porém, que ela é infalível..." [Chalke, 2018].

O sarcasmo aqui é surpreendente. Ele está zombando daqueles que acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus (isto é, sagrada). Ele então tem a audácia de dizer que o apóstolo Paulo falhou em adicionar que "toda a escritura" é infalível. Isto é tratado como uma admissão que, embora a Bíblia possa ser proveitosa para ensinar, para repreender. para corrigir e instruir", sua exatidão, completude e confiabilidade não estão garantidas.

Bem, o Sr. Chalke está errado novamente. A Bíblia refere-se repetidamente ao seu conteúdo como a Palavra de Deus. Como tal, ela é infalível, completa, suficiente, exata, inerrante, internamente consistente e totalmente confiável. O Espírito Santo é o autor da Escritura. É por isto que Paulo não lista infabilidade como um dos atributos da Escritura. Ela é a Palavra de Deus, de modo que, por definição, precisa ser infalível. Paulo lista os outros atributos ("ensinar, repreender, corrigir e instruir) para dar certeza ao fiel cristão que a Escritura contém todas as coisas que ele necessita para seu crescimento espiritual.

Para os descrentes, que rejeitam a Bíblia como um presente de Deus para a humanidade, um compêndio de verdades compiladas por Ele para nossa orientação e instrução, a infabilidade da Bíblia está sempre em dúvida. No máximo, eles a veem como um texto principalmente religioso, escrito por homens falíveis que tiveram algum tipo de encontro místico com Deus. Esta é exatamente a posição do Sr. Chalke. Isso significa que ele também é um descrente.

Particular Interpretação

"... Não concordo com 1 Timóteo 2:12-15, que ensina: "Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio." E, acho que isso tem uma compreensão diferente da história da criação no Gênesis para mim quando ela explica a razão para essa posição firme contrária às mulheres na liderança..." [Chalke, 2018).

O Sr. Chalke é culpado aqui de "particular interpretação" (2 Pedro 1:20), o uso de uma hermenêutica pessoal para exposições bíblicas ou algumas de suas passagens. Chalke parece acreditar que os homens podem decidir quais partes da Palavra de Deus eles estão preparados para aceitar, e rejeitar qualquer coisa que os irrite. Como ele também rejeita o relato do Gênesis da Criação em seis dias — um relato que o apóstolo Paulo aceita como histórico — a irritação dele com a declaração de Paulo em 1 Timóteo somente aumenta.

Como já observamos, "os escarnecedores desejam o escárnio" (Provérbios 1:22).

A apostasia dele vai mais fundo do que o artigo de 2018 sugere. Aqui está uma citação do artigo dele de 2014:

"A ideia que a coisa toda foi ditada, palavra por palavra para seus autores humanos, por Deus, sem erro ou contradição — que ela é 'infalível' ou até 'inerrante' — em qualquer entendimento popular dessas palavras — é extremamente enganoso. Ambos os termos, infelizmente, enviam ao mundo a mensagem que esse texto precisa ser aceito cegamente sem questionamento. Na verdade, não há nada nos textos bíblicos que não possa ser debatido e questionado, e as igrejas saudáveis deveriam aceitar isso." [Chalke, 2014].

Aqui, ele zomba flagrantemente da compreensão tradicional da Escritura, afirmando que ela não deve ser "aceita sem questionamento". Na visão dele, não há nada na Bíblia que não possa ser debatido ou questionado! Na verdade, ele diz que as "igrejas saudáveis" deveriam aceitar isso.

Mais de dez anos depois de fazer essa declaração, o Sr. Chalke ainda é considerado como um pastor e porta-voz evangélico de respeito no Reino Unido. Isto não seria possível sem que uma proporção substancial desses chamados líderes "evangélicos" no Reino Unido estivessem de acordo com alguma ou todas as visões apóstatas dele.

Não estamos dispostos a dizer nada mais a respeito dos dois artigos de Chalke. Seria uma tarefa fútil fazer isso. Eles estão repletos de "palavras doninhas" e evasões escorregadias como uma enguia. Depois que uma pessoa se distancie totalmente da Palavra de Deus, ela não tem mais prazer algum no conhecimento. Ela prefere questionar e debater, presumivelmente confiando em seu próprio coração para chegar a uma conclusão verdadeira. Mas, como diz a Palavra de Deus: "O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo." [Provérbios 28:26].

"Andamos em sabedoria" quando tememos e reverenciamos Deus, quando sentimos tremor diante de Sua Palavra e pedimos que o Espírito Santo guie nossa compreensão.

Conclusão

A primeira mentira no Jardim do Éden está florescendo e prosperando hoje. Existem muitas razões para isso. Por exemplo, é agora visto como "cariodoso" e "tolerante" entre os cristãos tratar todas as questões como espiritualmente válidas, mesmo que muitas sejam criadas para causar confusão. O apóstolo Paulo advertiu os fiéis cristãos a ficarem longe das fábulas, "que mais produzem questões do que edificação de Deus" (1 Timóteo 1:4). Há um ônus sobre cada fiel cristão para discutir somente aquilo que é piedoso e edificante e não se distrair com mitos, ficções, invenções e falsidades — conforme implicado pela paalvra "fábulas".

Não podemos saber tudo, mas podemos (e precisamos) saber o suficiente para proteger a nós mesmos dos criadores de falsidades, dos mentirosos e enganadores, daqueles que vivem de acordo com o espírito deste mundo e desprezam a instrução.

De modo a cultivar e manter essa atitude, seria proveitoso ler as obras de homens que imergiram na Palavra de Deus e que sabiam como escrever livros claros, edificantes, cristocêntricos, expondo o tesouro da verdade na Escritura. Estou pensando aqui em H. A. Ironside, John Phillips e Vernon McGee. Esses homens foram servos verdadeiros que sentiram prazer na Palavra de Deus e tinham um talento para compartilha esse prazar com os outros.

Temos a intenção de escrever um ensaio adicional em breve, se Deus permitir, sobre a preservação da Bíblia ao longo dos séculos, com uma forte ênfase nas promessas feitas na Escritura.

"Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência." [Efésios 5:6].

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Autor: Jeremy James, artigo 436 em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 22/11/2025
A Espada do Espírito: https://www.espada.eti.br/Apocalipse/primeira.htm