O Propósito Sinistro das Assim Chamadas 'Leis de Noé'

Autor: Jeremy James, Irlanda, 31/1/2019.

Como cristãos nascidos de novo, sabemos o como é importante observar tudo o que Deus diz em Sua Palavra. Ele nos disse o que espera de nós, como devemos viver, como o mundo foi criado, como Cristo Seu Filho encarnou em forma humana e morreu no Calvário por nossos pecados, como o fim dos tempos envolverá extrema turbulência na Terra e como Cristo retornará e governará o mundo a partir de Seu trono em Jerusalém.

Não podemos alegorizar o que Ele nos disse ou tirar do contexto. Não podemos acrescentar, nem retirar da Escritura. Em resumo, somos instruídos a humidemente estudar a Palavra e crer em tudo o que Ele nosse disse pela boca de Seus profetas e registrou nos 66 livros da Bíblia.

Como disse o apóstolo Pedro, a Bíblia que temos em nossas mãos é mais confiável do que uma voz que fala conosco a partir dos céus:

"E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; e temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações." [2 Pedro 1:18-19].

Quantos problemas existem no mundo hoje por que esta verdade básica é esquecida!

Como cristãos nascidos de novo, sabemos também que o Maligno fará tudo o que puder para tirar a Palavra de Deus de nossas mãos, torcê-la e distorcê-la de muitas formas sutis para que, sem perceber, sejamos privados de alguma porção daquilo que nosso Pai Celestial nos deu para nosso benefício. O ataque contra o povo de Deus começou com "Foi assim que Deus disse...?" [Gênesis 3:1]. Essa mistura de ceticismo com sarcasmo tem sido usada repetidamente em toda a história com grandes resultados. De fato, ela pode se qualificar como a arma mais bem sucedida já usada por aqueles que detestam o Cristianismo.

As Assim Chamadas Leis de Noé

Realmente, não há limite no número de modos como a Palavra de Deus pode ser usada incorretamente e mal-aplicada, para obscurecer sua verdade e produzir doutrina falsa. Um ministério como este somente pode apontar para os piores e mais perniciosos exemplos, mostrando como eles se encaixam em uma estratégia geral que o Maligno está usando para confundir os fiéis cristãos e enganar os incautos.

Em anos recentes, observamos um falso ensino de considerável antiguidade que está rastejando cada vez mais para dentro da corrente dominante. É duvidoso se mais do que um número muito pequeno de fiéis cristãos vinte anos atrás tinham ouvido a respeito das sete Leis de Noé. Hoje, porém, muitos deles estão encontrando referências a essas "leis" em obras de autores cristãos supostamente confiáveis.

A compreensão popular dessas supostas leis é, em linhas gerais, como segue: Antes de dar a Lei de Moisés aos hebreus, Deus entregou diversas leis a Adão e Noé, que deveriam ser vinculantes sobre toda a humanidade. Essas leis são alegadamente apresentadas na Bíblia, mas são pouco compreendidas. Como elas são fundamentais para nosso relacionamento com Deus, somos obrigados a observá-las e incentivar os outros a fazerem o mesmo. Se cristãos professos de todas as orientações e denominações reconhecessem formalmente essas leis — e não há razão por que eles não deveriam, de acordo com seus aderentes — o protótipo de uma Religião de um Mundo Unificado emergiria, vinculando o Judaísmo com o Catolicismo, as Igrejas Ortodoxas Russa e Grega e todas as ramificações do Anglicanismo e das igrejas evangélicas. As Leis de Noé poderiam até mesmo ser aceitáveis para os líderes do Islão. Pelo menos metade, talvez até dois terços, da população mundial poderia ser unida por meio dessas leis, sob um único estandarte ético e moral.

As Leis de Noé foram originalmente concebidas como um modo de permitir que os não-judeus vivessem em harmonia com os judeus na Terra Santa e em grandes centros de população judaica no Oriente Médio. Qualquer um que aceitasse formalmente (e se comprometesse a observar) as sete leis diante de um Tribunal Rabínico se qualificaria como um "gentio justo" e merecedor de um lugar no mundo por vir.

A Enciclopédia Judaica de 1906 descreve as sete leis da seguinte forma:

(1) Não adorar ídolos; (2) não blasfemar do nome de Deus; (3) estabelecer tribunais de justiça; (4) não matar; (5) não cometer adultério; (6) não roubar... Um sétimo mandamento foi adicionado após o Dilúvio — não comer carne que tenha sido cortada de um animal vivo...

À primeira vista, não há nada controverso com essas "leis" (mesmo que a sétima pareça um tanto peculiar). Entretanto, precisamos tomar cuidado. Somos informados que essas leis constituem um conjunto de sete leis que foram dadas à humanidade antes de o Senhor entregar a Lei a Moisés. Se isso fosse verdadeiro, então elas teriam sido claramente e sem qualquer ambiguidade declaradas e sacramentadas juntas na Escritura, como um código ético vinculante sobre toda a humanidade. Mas, não são.

Cristo nunca ensinou as Leis de Noé, nem se referiu a elas. Tampouco qualquer um dos autores dos livros do Novo Testamento. Elas não são sequer mencionadas juntas no Velho Testamento, nem descritas como um conjunto de prescrições que se aplicam a toda a humanidade. Assim sendo, de onde vieram?

De Onde Elas Vieram?

As Leis de Noé foram parte da tradição oral do Judaísmo que teve início na Babilônia e se desenvolveu ao longo dos séculos seguintes. Conhecida como Talmude, essa tradição oral foi colocada na forma escrita somente no século 2. Ela é o compêndio oficial dos antigos ensinos rabínicos em todos os aspectos do Velho Testamento, com referência particular ao Pentateuco; seus aderentes acreditam que tenha a mesma autoridade que a Palavra de Deus.

Este último fator é imensamente importante. Os judeus ortodoxos consideram o Talmude como não menos confiável como fonte de verdade que as palavras de Moisés e dos profetas. Na verdade, muitos rabinos ao longo dos séculos adotaram a visão que o Velho Testamento é similar a um conjunto de histórias e parábolas adequadas para crianças e que o verdadeiro significado delas somente pode ser extrapolado por meio do estudo cuidadoso por eruditos altamente qualificados no idioma hebraico. O Talmude se propõe a ser suprassumo das análises meticulosas desses eruditos; em sua tradução para o inglês, ele consiste de 26 volumes (cerca de 6.200 páginas).

Examinaremos agora cada uma das sete "leis" identificadas pelos talmudistas:

1. Não adorar falsos deuses ou ídolos

Isto é alegadamente dado em Gênesis 2:16 onde diz, "E o SENHOR Deus ordenou o homem..." A partir disso, os talmudistas deduziram que havia somente um Deus e que o homem não deve adorar outro deus, ou ídolos. Ninguém disputará a verdade dessa proposição, mas isto não é o que o verso realmente diz. A antiga hermenêutica judaica era tão flexível que permitia que as conclusões mais improváveis fossem tiradas de muitas passagens da Escritura.

2. Não blasfemar do nome de Deus

Os talmudistas derivaram essa proibição de Levítico 24:16, que diz:

"E aquele que blasfemar o nome do SENHOR, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do SENHOR, será morto." [Levítico 24:16].

Um exemplo real disso também foi dado em Levítico 24:14, em que o filho de uma mãe israelita e de um pai egípcio foi apedrejado por blasfemar o nome do Senhor:

"Tira o que tem blasfemado para fora do arraial; e todos os que o ouviram porão as suas mãos sobre a sua cabeça; então toda a congregação o apedrejará." [Levítico 24:14].

O problema aqui é que o blasfemador era parcialmente hebreu, não gentio. Além disso, a lei não poderia ser atribuída em qualquer sentido ao tempo de Adão ou Noé, mas foi evidentemente um aspecto da dispensação dada a Moisés. Este é um exemplo adicional da tortuosa e frequentemente excêntrica natureza da hermenêutica talmúdica.

3. Estabecer tribunais de justiça

Esta injunção é derivada de Gênesis 9:6: "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem." A lógica aqui é sólida. Se a humanidade deve decidir com um fundamento justo se deve ou não executar uma pessoa por homicídio, ela precisa estabelecer um sistema judicial adequado para julgá-lo. (Isto, por sua vez, implica na criação de uma estrutura de governo ou de liderança para estabelecer um sistema judicial e escolher os juízes).

Entretanto, os talmudistas presumiram, sem autoridade da Escritura, ter o direito de decidir se um sistema gentio de justiça se conforma com a injução de Noé e, significativamente, atribuir a esse tribunal a imposição de todas as Leis de Noé e a penalidade a aplicar para os casos de infração de cada uma delas. Eles parecem ir ainda mais longe e requerer que a mesma penalidade se aplique em todos os casos. Essa penalidade é a morte por decapitação!

Como diz a Encyclopedia Judaica [1972 (pág. 1192)]: "... a violação de qualquer uma das sete leis sujeita o noaítico (isto é, o gentio culpado] à pena capital por decapitação." Essa punição parece se aplicar mesmo nos casos em que o indivíduo envolvido transgrida e a lei sem saber. Algumas autoridade judaicas sugerem que o tribunal não necessariamente pode decretar a punição capital em todos os casos e que sentenças mais brandas possam ser cominadas. Entretanto, isto é altamente insincero, para dizer o mínimo. Não haverá leniência com os cristãos dentro das assim chamadas Leis de Noé. A primeira lei, relacionada com a idolatria ou adoração a falsos deuses, define a fé em Cristo, o Filho de Deus encarnado, como idolatria. Essa expressão de fé também se qualificará como blasfêmia sob a segunda Lei de Noé, pois os talmudistas ensinam que a crença em Cristo, como a Segunda Pessoa da Santa Trindade, é uma afronta à soberania e unidade de Deus.

Se as Leis de Noé se tornarem algum dia a "lei da terra", a Elite governante terá uma base legal para decapitar todos os cristãos nascidos de novo. [Discutiremos isto em mais detalhes posteriormente.]

4. Não matar

Gênesis 9:6 condena explicitamente a violência contra o semelhante: "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem." Esta é a única Lei de Noé que pode ser derivada, sem exegese elástica, a partir do ensino claro da Escritura relacionada com eventos anteriores ao Sinai.

5. Não cometer adultério ou se envolver em atividade sexual não natural

Esta proibição envolve não somente o adultério, mas todas as formas de comportamento sexual não natural, incluindo incesto, sodomia e bestialidade. Isto é derivado principalmente de Gênesis 2:24: "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Não há a menor dúvida que esta é uma proibição rígida contra o adultério. Entretanto, ela parece deixar aberta a possibilidade que uma pessoa possa se envolver em práticas sexuais não naturais, incluindo fornicação, antes do casamento. Outros episódios em Gênesis poderiam ser citados em apoio à proibição contra o incesto, incluindo o comportamento de Ló, quando ele "sem saber" gerou filhos em suas duas filhas e a ocasião em que Isaque foi visto "brincando" com Rebeca (que ele afirmara ser sua irmã).

6. Não roubar

Mais uma vez os talmudistas citam Gênesis 2:16 como base na Escritura para uma das Leis de Noé: "E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente." A lógica deles neste caso é que, se Deus restringisse a permissão para tomar ou fazer uso de alguma coisa, então seguir em frente e tomar aquilo constituiria roubo. A partir disso, eles inferiram que a obtenção, sem permissão, de alguma coisa que pertença a outra pessoa é roubo e, portanto, proibido.

O problema aqui é que o verso 2:16 não realmente diz isso. Ao contrário, ele aplica uma proibição específica a duas pessoas. O talmudista então dá um salto para frente e aplica isso a todas as coisas e pessoas. Sabemos que essa é uma inferência válida no contexto da Escritura, mas somente por que isto está claramente declarado na Lei Mosaica. Sem a última, não teríamos o direito de chamar isto de uma lei explicitamente dada por Deus para toda a humanidade antes do Sinai.

7. Não comer carne tirada de um animal vivo

Os talmudistas encontram garantia para essa proibição peculiar em Gênesis 9:4 – "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis."

Este verso está realmente dizendo, "Não coma o sangue da vida de um animal.". Ele não está dizendo "Não coma a carne de um animal vivo", porém muitos dos talmudistas fizeram essa interpretação. Este é um ponto revelador, pois fala em alta voz da aversão de Satanás ao sangue de Cristo. A humanidade é salva por meio do derramamento do sangue, mas somente por meio de sangue de um determinado tipo, isto é, o do Messias. Muito antes de a humanidade como um todo compreender isso, o Maligno estava zombando do precioso sangue da nossa salvação.

Há somente uma interpretação racional desse verso — como o sangue dá vida a um animal, não podemos consumi-lo. Ler isto como uma proibição contra uma forma primitiva e incomum de crueldade — arrancar a carne de um animal vivo — é absurdo, especialmente por que isto está em conflito com o contexto. O verso precedente diz: "Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde." [Gên. 9:3]. Isto permitia que o homem, pela primeira vez na história, consumisse a carne de um animal. Até então, o consumo de carne estava proibido para a humanidade. Em resumo, Gênesis 9:3 e 9:4 estavam permitindo que o homem comesse carne de animais, mas somente após ter drenado todo o sangue.

De passagem, gostaríamos de observar que o movimento atual de proibir o consumo de carne e promover o veganismo parece ser orientado por outra lei do tipo de Noé. A Elite governante parece estar usando Gênesis 9:3 para implicar que os gentios devem reverter para o vegetarianismo que existia antes do Dilúvio.

A Lei de Moisés tinha uma prescrição similar a respeito do consumo de sangue. O Pentateuco também restringiu a variedade de animais que os israelitas poderiam consumir.

As Leis de Noé Não São Referenciadas no Livro dos Atos

Devemos fazer uma pausa para considerar como essa proibição pode se aplicar aos cristãos. Quando o primeiro concílio da igreja foi realizado em Jerusalém, por volta do ano 50, certas decisões foram tomadas em relação à aplicação da Lei Mosaica para os cristãos gentios. O cap. 15 do Livro de Atos nos diz que somente quatro "proibições" deveriam ser aplicadas aos gentios:

"Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá." [Atos 15:28-29].

Estas não são descritas como restrições derivadas de qualquer fonte, além do Espírito Santo. Elas são dadas em Sua autoridade somente, não na aplicação presumida de certas restrições apresentadas em outras passagens na Escritura. Duas dessas proibições — aquelas que se relacionam com a fornicação e comer coisas sacrificadas aos ídolos — são mencionadas novamente no Apocalipse com referência específica a duas igrejas, Pérgamo (Ap. 2:14) e Tiatira (Ap. 2:20). No último caso, elas podem se relacionar com a prática católica tradicional de comer o pão da Eucaristia como se fosse carne humana e ajoelhar-se diante dela como um objeto sagrado ("fornicação" em um sentido simbólico).

Não há sugestão alguma no Novo Testamento que essas duas proibições são parte de um conjunto maior de sete leis entregues desde o tempo de Adão e Noé. Não podemos sequer inferir que elas são compulsórias sob todas as circunstâncias para os fiéis gentios, pois o apóstolo Paulo disse claramente que comer carne sacrificada aos ídolos não é, em si mesmo, um ato pecaminoso, mas algo que deveria definitivamente ser evitado em qualquer ocasião em que possa fazer outro fiel cristão (mais fraco na fé) tropeçar.

Vemos também o seguinte verso do Pentateuco:

"Não comereis nenhum animal morto; ao estrangeiro, que está dentro das tuas portas, o darás a comer, ou o venderás ao estranho, porquanto és povo santo ao SENHOR teu Deus. Não cozerás o cabrito com leite da sua mãe." [Deuteronômio 14:21].

Aqui, a Palavra de Deus está dizendo que os gentios podem comer a carne de um animal encontrado morto (o que inclui "carne sufocada"), sendo um animal do qual o sangue não foi drenado. Poderia isso ser mais claro?

Precisamos compreender que Paulo estava tratando uma dificuldade prática encontrada por virtualmente todos os fiéis cristãos gentios naquele tempo. Toda a carne vendida nos mercados naqueles dias era de animais que tinham sido dedicados a um ídolo antes de serem mortos. Esta era uma prática pagã comum em toda aquela região, como também ainda é hoje em muitas partes do mundo, incluindo países islâmicos. Paulo queria tranquilizá-los que não havia benefício espiritual para o fiel em comer ou não comer aquela carne. ("Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta." [1 Coríntios 8:8]). O fator crucial era o efeito que nossas ações teriam sobre os fiéis mais fracos, que pensariam (erradamente) que seus irmãos em Cristo estavam prestando homenagem de algum modo a um ídolo, ao comerem carne que tinha sido sacrificada em seu nome.

A proibição contra a fornicação estava muito provavelmente baseada em um princípio similar. Não havia necessidade de repetir essa proibição, mesmo para os fiéis gentios, pois ela estava em um dos Dez Mandamento. O propósito de apresentá-la neste contexto provavelmente era para lembrar os fiéis gentios, muito dos quais teriam frequentado as prostitutas dos templos pagãos antes se converterem ao Cristianismo, que eles nunca deveriam fazer alguma coisa que pudesse sugerir (especialmente para os mais fracos na fé) que eles não tinham terminado completamente com aquela prática vil.

A proibição ao consumo de "sangue" e "coisas estranguladas" (isto é, animais que não tiveram seu sangue drenado completamente antes de serem consumidos) também estava baseada na necessidade de evitar causar ofensa e dar bom exemplo. Os cristãos judeus teriam achado difícil, se não impossível, misturar-se com os cristãos gentios se estes não considerassem o consumo de sangue de um animal como algo profundamente imundo.

As Leis de Noé Não Têm Base na Escritura

Alguns argumentariam que essas quatro "proibições" apostólicas estavam baseadas nas assim chamadas Leis de Noé, mas este não é o caso. Ao contrário, elas foram criadas para tratar certos aspectos do comportamento social, especialmente em uma comunidade urbana turbulenta que era constituída de quatro castas distintas, ou grupos sociais, ou seja, (1) os judeus tradicionais, (2)os gentios pagãos, (3) os judeus que creem em Cristo, e (4) os gentios que creem em Cristo.

O papado estava errado quando afirmou o seguinte em um acordo com os judeus datado de 11-13 de março de 2007:

"A tradição judaica enfatiza a Aliança com Noé (confira Gên. 9:9-12) como uma aliança que contém o código moral universal imposto sobre toda a humanidade. Essa ideia é refletida na Escritura cristã, no Livro de Atos 15:28-29."

Por meio desse acordo, que oficialmente reconheceu as Leis de Noé, o papado mostrou que está marchando em sintonia com a Nova Ordem Mundial e afastando os católicos ainda mais de Cristo, nosso Senhor. (Veja o Apêndice A).

A partir da nossa análise, podemos concluir que as assim chamados sete Leis de Noé, concebidas como um conjunto de mandamentos divinos relacionados com os gentios, não têm base na Escritura. As várias passagens na Escritura que os talmudistas usam para "provar" cada uma das sete leis são válidas somente no contexto em que elas são encontradas. Elas não podem ser extraídas arbitrariamente de seu contexto, tratadas como universais, e vinculadas juntas como se tivessem sido entregues por Deus à humanidade como um código moral compulsório. Algumas delas não podem sequer ser encontradas nos textos-fontes, mas precisam ser inferidas de modos que tensionam a credulidade e violam os princípios da hermenêutica sólida.

Além disso, nem mesmo pode ser argumentado que existem sete e somente sete Leis de Noé! Muitos outros versos no Pentateuco, relacionados com os eventos anteriores ao Sinai, poderiam igualmente se interpretados como "Leis de Noé". Na verdade, a Enciclopédia Judaica observa que:

"... muitas adições foram feitas a essas leis por alguns dos tannaim [sábios rabínicos dos dois primeiros séculos depois de Cristo] — por exemplo, as proibições contra comer o sangue de um animal vivo, contra a emasculação dos animais, contra a feitiçaria, contra o emparelhamento de animais de espécies diferentes e contra o enxerto de árvores de espécies diferentes (ib. 56b) — de modo que um lugar [no Talmude] trinta Leis de Noé são mencionadas."

Qual Era Então o Verdadeiro Propósito das Leis de Noé?

Qual, então, era o verdadeiro propósito das assim chamadas Leis de Noé, também chamadas de Leis Noaíticas? A resposta é em grande parte política. Os judeus negociaram amplamente com todas as nações ao seu redor. Eles também residiam em grandes números em cidades em todo o Oriente Médio. Isso significava que eles tinham de ter algum modo de reconciliar sua interação comercial com estrangeiros, que eram ritualmente impuros e o status deles como um povo separado. Se um gentio fosse preparado para aceitar as sete Leis de Noé diante de um tribunal judaico — uma mera formalidade — ele se qualificaria como um "gentio justo" e não mais carregaria o estigma tradicional de um estrangeiro.

Havia também uma razão mais profunda. As Leis Noaíticas permitiam que os talmudistas colocassem todos os gentios em uma das duas classificações "lícitas": noaítico ou pagão. Isto lhes permitia regular suas relações com ambos os grupos, inteiramente em seus próprios termos, e a licitamente punir qualquer um que violasse esses termos.

O Que Jesus Disse Sobre os Fariseus?

De modo a avaliar para onde isto está levando, precisamos considerar atentamente o que nosso Senhor revelou sobre os talmudistas, a quem a Bíblia chama de fariseus.

A partir das palavras de Cristo, sabemos que, naquele tempo, os fariseus, junto com os saduceus, exerciam controle total sobre a atividade religiosa em Israel. Os saduceus desapareceram da cena logo após a queda de Jerusalém no ano 70, deixando os fariseus no comando. Tendo perdido seu templo e seu sistema centralizado de controle, eles começaram a colocar todas suas doutrinas na forma escrita. Até então, elas tinham sido entregues oralmente desde o tempo do exílio em Babilônia. Esses escritos, como já observamos, tornaram-se o Talmude, uma obra que foi finalmente selada por volta do ano 500 DC.

Cristo referiu-se a esses ensinos orais com considerável desdém:

"E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes." [Marcos 8:15].

"Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia." [Lucas 12:1].

O fermento sempre representa pecado e corrupção. O Senhor estava advertindo Seus discípulos que aquilo que os fariseus ensinavam, embora parecesse verdadeiro, era na verdade falso. O que eles ensinavam e os que realmente queriam dizer não coincidia. Aquilo era uma hipocrisia, uma rejeição daquilo que Moisés tinha escrito. Na verdade, eles nem mesmo criam em Moisés: "Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele." [João 5:46].

No seguinte diálogo, podemos ver como "a tradição dos anciãos" corresponde à tradição oral que mais tarde foi codificada no Talmude:

"Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição?" [Mateus 15:1-3].

Se tivéssemos somente essas declarações de Jesus a respeito do fermento e da tradição dos anciãos, teríamos mais do que o suficiente para saber que Ele estava fazendo uma advertência muito séria. Mas, Ele foi ainda mais longe e os censurou duramente e de uma forma surpreendente, enquanto era hóspede de um fariseu, presumivelmente dentro da casa daquele homem!

"E, estando ele ainda falando, rogou-lhe um fariseu que fosse jantar com ele; e, entrando, assentou-se à mesa. Mas o fariseu admirou-se, vendo que não se lavara antes de jantar. E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. Loucos! Quem fez o exterior não fez também o interior? Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo. Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem. E, respondendo um dos doutores da lei, disse-lhe: Mestre, quando dizes isso, também nos afrontas a nós. E ele lhe disse: Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas. Ai de vós que edificais os sepulcros dos profetas, e vossos pais os mataram. Bem testificais, pois, que consentis nas obras de vossos pais; porque eles os mataram, e vós edificais os seus sepulcros. Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; para que desta geração seja requerido o sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração. Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam." [Lucas 11:37-52].

Para aqueles talmudistas, Ele disse: "Para que desta geração seja requerido o sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado." Ele os condenou como o epítome da impiedade. O homicídio de um profeta é, aos olhos do Senhor, uma obra vil e satânica, provavelmente o pior crime que a humanidade é capaz de cometer. O Senhor estava dizendo que eles — a "geração" ou famílias deles — eram culpados de uma série inteira de crimes terríveis e um dia enfrentarão o julgamento.

Uma Seita, Não uma Nação

É importante compreender que Jesus estava condenando uma seita, não os judeus como povo. A Palavra de Deus até referencia os fariseus deste modo: "Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés." [Atos 15:5]. Jesus também nos diz que a seita estava dedicada a evitar que outros judeus entrassem no reino de Deus. Em outras palavras, eles procuravam ativamente prejudicar o povo judeu:

"Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando." [Mateus 23:13].

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós." [Mateus 23:15].

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia." [Mateus 23:27].

Membros desta seita tentaram "fechar aos homens o reino dos céus". Eles estavam interessados somente em fazer prosélitos que fossem tão ímpios quanto eles mesmos e faziam isso mantendo uma aparência exterior de santidade que ocultava a sujeira e corrupção que estava por baixo. Eles não eram diferentes dos satanistas de hoje que mantêm o domínio em todas as partes do mundo, homens de grande cultura e saber, que por fora professam amar e se preocupar com a humanidade, mas que por dentro estão imersos em ódio demoníaco pelos outros homens.

Jesus até mesmo identificou a seita dos fariseus com o satanismo. Eles o acusaram de realizar Seus milagres pelo poder e autoridade de Belzebu — o que os deixava com uma inveja imensa, pois cobiçavam o mesmo poder para si mesmos: "Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios." [Mateus 12:24]. Baal-Zebube era o deus adorado na cidade de Ecrom e o nome dele significava "Senhor das Moscas". A partir de um ponto de vista natural, eles eram filhos de Abraão — judeus étnicos que professavam seguir a Moisés — porém na realidade eram "filhos" espirituais e seguidores de Satanás:

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." [João 8:44].

Se voltarmos e reconsiderarmos as assim chamadas sete Leis de Noé à luz daquilo que Cristo disse a respeito dos fariseus, podemos melhor compreender o propósito delas. Essa seita ímpia estava tão determinada a impedir os gentios de entrarem no reino dos céus quanto os judeus. Como Jesus disse: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando." [Mateus 23:13]. Por meio das Leis de Noé, os fariseus procuravam excluir os gentios — todos os gentios, não apenas os "gentios justos" — de herdarem as promessas feitas a Abraão. Eles colocavam todos os gentios em uma classe distinta, uma classe para quem os Dez Mandamentos não poderiam se aplicar, pois se eles se aplicassem, então os gentios estariam potencialmente elegíveis a entrarem no reino na mesma base que os judeus. Assim, eles criaram um conjunto separado de mandamentos para os gentios, as assim chamadas Leis de Noé.

As Leis de Noé são a falsificação de Satanás para os Dez Mandamentos. Podemos ver agora por que os maçons dos EUA trabalharam com tanto afinco nos últimos 60 anos, ou mais, para abolir todo o reconhecimento nos locais públicos aos Dez Mandamentos. Eles detestam a justa lei de Deus e querem substitui-la por uma falsificação.

As Leis de Noé permitiam aos fariseus afirmarem possuir uma autoridade espiritual inalienável sobre os gentios. Os gentios seriam para sempre marcados como cidadãos de segunda classe, subservientes aos judeus e sujeitos à aprovação judicial deles. Por mais que um gentio se esforçasse em observar as sete leis, os judeus governantes poderiam continuar a elevar os padrões de aferição. Com base em alguma pequena infração, de acordo com evidência apresentada por uma testemunha diante de um juiz — cuja decisão seria final — qualquer um que fosse considerado como uma ameaça ao estamento poderia ser sumariamente despachado.

Lutero e os Judeus

O conteúdo do Talmude permaneceu em grande parte desconhecido para o público geral até o século 20. A tradução para o idioma inglês, conhecida como Edição Sonsino, somente apareceu entre 1935-1952, enquanto que a tradução para o alemão tornou-se disponível no período de 1909-1936. Embora judeus convertidos ao longo dos séculos tenham revelado de tempos em tempos o que o Talmude continha, os detalhes normalmente eram liberados somente com base naquilo que se precisava saber. Em grande parte, o público somente era informado que o Talmude continha blasfêmias mostruosas contra Cristo e o Cristianismo. Uma tentativa foi feita por Martinho Lutero, perto do fim de sua vida, de revelar mais informações e deixar as coisas esclarecidas — mas ele fracassou.

Vamos ver o por quê.

Em seu livro On the Jews and Their Lies [Os Judeus e suas Mentiras, 1543], Lutero apresentou muitas informações valiosas sobre o Talmude, porém caiu no erro terrível que agora chamamos de "Teologia da Substituição". Ele assumiu que Deus tinha "terminado" de lidar com os judeus, que eles não tinham mais parte no plano profético de Deus e que eles eventualmente afundariam em sua própria corrupção e desapareceriam da história. Como mostramos em ensaios anteriores, especialmente "A Teologia da Substituição Rejeita e Perverte o Propósito Profético de Deus para Israel" o conhecimento deficiente de Lutero da profecia bíblica o levou a escrever esse tratado terrivelmente antissemita.

A Teologia da Substituição não faz sentido, pois está baseada em grande parte em uma hermenêutica perversa que descuidadamente coloca de lado ou ignora as muitas passagens na Escritura que dizem de forma bem clara que a nação judaica, o remanescente fiel, virá à fé no fim dos tempos e aceitará Jesus Cristo como o Messias: "Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó." [Isaías 10:21].

Exortamos nossos leitores que tenham dúvidas sobre isto a ler nosso ensaio citado anteriormente. A Teologia da Substituição é uma mentira muito perigosa que pode facilmente enganar os desatentos e levar a uma aversão irracional e profundamente enraizada contra o povo judeu. A Sinagoga de Satanás detesta os cristãos, porém também detesta os judeus.

Devido ao seu conhecimento deficiente da profecia bíblica, Lutero desconsiderou muito daquilo que o Espírito Santo revelou em Sua Palavra. A confusão dele até o levou a confundir o Messias com o Anticristo em uma ocasião. Como ele pensava que as setenta semanas de Daniel já tinham sido cumpridas, não compreendeu corretamente Daniel 9:27:

"E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador." [Daniel 9:27].

Aqui está o que Lutero escreveu sobre esse importante verso:

"... há também concordância que essas setenta semanas terminaram quando Jerusalém foi destruída pelos romanos... Se isto for verdade, como precisa ser, pois após a destruição de Jerusalém nenhuma das setenta semanas restou, então o Messias precisa ter vindo antes da destruição de Jerusalém, enquanto parte daquelas setenta semanas ainda restava: isto é, a última semana, como o texto mais tarde clara e convincentemente atesta. Após as sete semanas e sessenta e duas semanas (isto é, após sessenta e nove semanas), isto é, na última, ou septuagésima semana, Cristo será morto, de tal modo, entretanto, que ele torna a viver outra vez. O anjo diz que "ele fará uma aliança com muitos na última semana" [Daniel 9:27]. Isto ele não pode fazer enquanto estiver morto; ele precisa estar vivo. "Fará uma aliança" não pode ter outro significado que cumprir a promessa de Deus feita aos patriarcas, isto é, disseminar as bênçãos prometidas na semente de Abraão para todos os gentios. Como o anjo disse anteriormente [verso 24], as visões e profecias serão seladas ou cumpridas. Isso requer um Messias vivo, que, entretanto, foi morto anteriormente. Mas, os judeus não terão nada disso. Portanto, deixaremos isto ficar assim e manter a opinião que o Messias precisa ter aparecido durante essas setenta semanas; isto os judeus não podem refutar." — Martinho Lutero, The Jews and Their Lies (1543).

A "aliança" em Daniel 9:27 é feito pelo Anticristo com a nação de Israel. Ele não é feito por Cristo! Depois desse erro, Lutero deixou de compreender o livro do Apocalipse e até duvidou se ele deveria ter sido incluído no cânon da Escritura. Isto também significa que ele não compreendeu corretamente diversas passagens proféticas em Isaías, Jeremias, Ezequiel e nos profetas menores, todos relacionadas com a futura salvação de Israel e seu glorioso serviço para Cristo durante o Milênio.

O Amor de Deus por Israel

A Bíblia mostra o quão maravilhoso e permanente é o amor do Pai Celestial pelos filhos de Israel. Esse amor é mostrado em cada página da Escritura. Vamos citar apenas duas passagens que proclamam a promessa irrevogável de Deus de redimir o povo de Israel e cumprir sua unção nacional como Seu povo escolhido:

"Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o SENHOR teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate, a Etiópia e a Seba em teu lugar. Visto que foste precioso aos meus olhos, também foste honrado, e eu te amei, assim dei os homens por ti, e os povos pela tua vida. Não temas, pois, porque estou contigo; trarei a tua descendência desde o oriente, e te ajuntarei desde o ocidente. Direi ao norte: Dá; e ao sul: Não retenhas; trazei meus filhos de longe e minhas filhas das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz." [Isaías 43:1-7].

"Naquele dia porei os governadores de Judá como um braseiro ardente no meio da lenha, e como um facho de fogo entre gavelas; e à direita e à esquerda consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu lugar, em Jerusalém; e o SENHOR salvará primeiramente as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não seja exaltada sobre Judá. Naquele dia o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do SENHOR diante deles. E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém; mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido. E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte; a família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte. Todas as mais famílias remanescentes, cada família à parte, e suas mulheres à parte." [Zacarias 12:6-14].

Como pode qualquer um que se alegra na salvação de Cristo negar o que estas palavras estão proclamando? O remanescente fiel do povo judeu virá à fé durante a Tribulação de sete anos e chorará amargamente a rejeição deles a Cristo em Sua primeira vinda.

Sionismo Bíblico x Sionismo Secularizado

Em outro ensaio, o de número 138, "Biblical Zionism and Its Enemies", mostramos que o povo judeu está dividido em dois campos, o Sionismo Bíblico e o Sionismo Secularizado (ou Laico). O último odeia o primeiro. Eles conspiraram contra eles em toda a história e os mataram em grandes números no Holocausto. O grande "holocausto" do fim dos tempos será ainda pior. Satanás está determinado a aniquilar os judeus como nação antes que eles possam invocar a Cristo, seu Messias, em seu tempo de grande aflição. Isto é o que Sionismo Secularizado é, uma estratégia de longo prazo para garantir que os judeus que vivem em Israel permaneçam em descrença pelo maior tempo possível. Se eles começarem a orar ao Senhor Deus da Bíblia — e não ao deus cabalista do Talmude — poderão encontrar graça aos Seus olhos e vir à fé. Não se pode permitir que isto aconteça.

Seria um grande erro assumir que qualquer um que pratique o Judaísmo em uma forma talmúdica esteja automaticamente em guerra contra Deus. Uma grande proporção das pessoas de todas as religiões têm diversas crenças e opiniões. Alguns sabem pouco sobre teologia e organizam suas vidas de modo que têm pouco a ver com suas afiliações religiosas formais. Somente Deus conhece o coração. Por exemplo, existem mais de um bilhão de católicos romanos no mundo hoje, porém poucos deles abrigam o vil desprezo pelos "protestantes" que é tão evidente nos Anátemas do Concílio de Trento, que são doutrina católica oficial. (Veja nosso ensaio de número 61, "Ecumenism, Anathema and the Roman Catholic Curse on All Born-Again Christians").

A Palavra de Deus nos diz que os judeus, como um povo, não deve ser identificado com esses rebeldes e ferrenhos cabalistas blasfemadores. Embora estes últimos possam chamar a si mesmos de judeus, eles não são judeus aos olhos de Deus. Duas vezes no livro do Apocalipse Jesus referiu-se a eles como "sinagoga de Satanás". Alguma descrição poderia ser mais apropriada?

Jesus também contou uma parábola que tocantemente ilustra o relacionamento entre seus dois rebanhos. O filho pródigo em Lucas 15 está convencido que pode fazer tudo o que quiser, porém paga um alto preço por sua desobediência pecaminosa. Quando ele finalmente retorna, seu pai o vê de longe. Por quê? Por que ele estava observando, amorosamente aguardando todos os dias pelo retorno daquele filho. O irmão, por outro lado, está com muita raiva. Ele não consegue compreender por que o pai amava o outro filho, exatamente como dói para muitos cristãos professos pensar que Deus continua a amar Seu outro rebanho e que um dia lhes dará as boas-vindas ao aprisco. Como Jesus disse, haverá então um rebanho e um Pastor (João 10:16).

O antissemitismo é muito comum no mundo hoje, em grande parte por que tantos "especialistas" em toda a história deixaram de estudar cuidadosamente o que a Palavra de Deus nos diz sobre o relacionamento entre Deus e Seu povo escolhido. Esse laço de amor não pode ser rompido. Infelizmente, o antissemitismo levará a uma turbulência horrível no fim dos tempos e resultará no julgamento devastador de Cristo sobre todos que sentiram prazer no sofrimento dos judeus.

A Sinagoga de Satanás

Quando Cristo retornar e os filhos de Israel estiverem totalmente purificados pela graça de Deus, isto será exatamente como a Palavra de Deus predisse no livro de Números, cerca de 3.500 anos atrás:

"Não viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó; o SENHOR seu Deus é com ele, e no meio dele se ouve a aclamação de um rei. Deus os tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem. Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado!" [Números 23:21-23].

Os magos cabalistas estão praticando as obras de Balaão há séculos, tentando por todos os meios possíveis amaldiçoar o povo de Deus e mantê-los nas trevas. Mas, quando Cristo retornar, isso tudo virá a um súbito fim. Nenhum encantamento satânico ou adivinhação ocultista terá qualquer efeito! Isto será exatamente como a Palavra de Deus predisse. Verdadeiramente, as nações olharão admiradas e dirão, "Que coisas Deus tem realizado!"

A Sinagoga de Satanás parece ser o centro de distribuição em uma rede mundial de organizações satânicas. As nações gentias ou, mais precisamente, grupos de famílias gentias — famílias que são luciferianas há várias gerações — estão conspirando com a primeira para criar uma Nova Ordem Mundial. As assim chamadas Leis de Noé terão um papel fundamental em tudo isto, fornecendo a um governo mundial uma estrutura ética, aparentemente muito antiga, em que basear seu sistema totalitário de "justiça".

Satanás quer que seu grupo seleto de magos cabalistas rebeldes e caídos acreditem que eles um dia governarão o mundo. Ele fez os romanistas pensarem o mesmo, como também o povo do Islão. Os marxistas têm o mesmo sonho, como também os maçons. Além disso, a maioria deles espera ter sua capital em Jerusalém — a cidade que Satanás cobiça. (Leia nosso estudo "A Cidade Santa: O Senhor Deus Escolheu Jerusalém para Seu Filho).

Os Falsos Pastores

O Maligno enviou uma série infindável de falsos pastores para garantir que os filhos de Israel sejam mantidos o mais longe possível do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Moisés estava alerta para esse perigo quando pediu o seguinte ao Senhor:

"O SENHOR, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor." [Números 27:16-17].

Esses falsos pastores são condenados com grande veemência pelo Senhor no capítulo 34 de Ezequiel (veja o texto no Apêndice B). Eles somente cessarão de perturbar os filhos de Israel quando Cristo Jesus retornar e destruir o sistema mundial satânico.

Enquanto isso, os falsos pastores continuarão a levá-los pelo caminho errado, a ensinar doutrinas heréticas e a obscurecer a pura Palavra de Deus com suas "tradições" — corrupções cabalistas e talmúdicas da Escritura.

Jesus advertiu a respeito da natureza progressiva desse corrupção quando descreveu a obra do "espírito imundo" em Mateus 12:

"E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má." [Mateus 12:43-45].

O "homem" em questão é Israel. O espírito imundo é o espírito da idolatria que tinha sido expulso dele durante o longo exílio em Babilônia. O remanescente que retornou a Jerusalém tinha descartado para sempre essa prática ímpia, mas eles deixaram de convidar o Senhor para entrar em suas mentes e corações. A casa deles estava agora vazia — varrida e adornada, porém vazia. Quando o espírito imundo descobriu que seu antigo lar ainda estava vago, convidou "outros sete espíritos", piores do que ele. Eles trouxeram a magia babilônia, a filosofia grega para uma concha vazia, um receptáculo passivo para "fábulas judaicas e mandamentos de homens, que se desviam da verdade" (veja Tito 1:14).

Verdadeiramente, pode ser dito que o último estado desse homem é pior do que o primeiro. Essa "geração ímpia" — a Sinagoga de Satanás e aqueles que são tolos o suficiente para se misturarem com eles — estão presos em um rumo sobre o qual eles não têm controle. As vãs imaginações deles continuarão a se alimentar com as promessas feitas por esses espíritos malignos, sem perceber que os planos deles terminarão em catástrofe.

As Leis Noaíticas como uma Ponte para o Judaísmo

As Leis de Noé têm o objetivo de atrair o maior número possível de pessoas para essa grande enganação. Servindo como uma ponte entre o Judaísmo e o Cristianismo, elas farão muitos que professam serem cristãos a aceitarem o falso messias. Para isso acontecer, as sete leis precisam ser amplamente promulgadas e sua universalidade endossada nos níveis civis e políticos mais altos. É uma marca do tempo em que estamos vivendo que isto já esteja acontecendo.

Logo após tomar posse como presidente dos EUA em 1977, Jimmy Carter assinou uma resolução conjunta do Congresso que incluia o seguinte:

"... o Congresso reconhece a necessidade de a nação reservar um dia no calendário, para ser dedicado à importância da educação nas vidas de seus cidadãos e ao bem-estar geral da nação. O Movimento Lubavich, que realiza atividades educacionais em mais de sessenta centros, em vinte e oito estados, bem como em todo o mundo, está especialmente comprometido com o progresso da educação e propôs a definição de um 'Dia da Educação nos EUA'; a comunidade judaica internacional marcou em 1977 o septuagésimo quinto aniversário do reverenciado e renomado líder judeu, o chefe do Movimento Lubavitch mundial, o rabino Menachem Mendel Schneerson..."

O que é o Movimento Lubavitch? Quem é este homem, o rabino Schneerson? Por que ele está sendo honrado desta forma? Por que o presidente dos EUA designou um dia anual para marcar o aniversário dele (calculado por referência ao calendário judaico), a ser conhecido como Dia da Educação? E por que isto foi aprovado por uma Resolução Conjunta do Congresso?

Vamos avançar até o próximo presidente americano, Ronald Reagan.

Na véspera do octagésimo aniversário do rabino Schneerson, em 1982, o presidente Reagan e o Congresso dos EUA emitiram a Resolução Conjunta 447, que dizia:

"Um exemplo reluzente para as pessoas de todas as fés do que a educação deve ser é aquele fornecido pelo Movimento Lubavitch, chefiado pelo rabino Menachem Schneerson, um líder espiritual mundial que celebrará seu octagésimo aniversário em 4 de abril de 1982. O trabalho do rebbe do Movimento Lubavitch permanece como um lembrete que o conhecimento é um objetivo inútil se não for acompanhado por sabedoria e conhecimento morais e espirituais. Ele fornece um vívido exemplo da validade eterna das Sete Leis Noaíticas, um código moral para todos nós, independente da fé religiosa. Que ele possa continuar de força em força. Em reconhecimento ao octagésimo aniversário do rebbe do Movimento Lubavitch, o Senado e a Casa dos Representantes dos Estados Unidos reunidos, emitem a Resolução Conjunta 447 para reservar o dia 4 de abril de 1982 como um Dia Nacional de Reflexão."

Esta proclamação foi ainda mais longe do que aquela do presidente Carter, quando menciona — e endossa — as Sete Leis Noaíticas, descritas como "um código moral para todos nós, independente da fé religiosa". De fato, uma declaração muito reveladora!

O próximo presidente, George Bush, foi ainda mais longe e aprovou uma Lei que tornou-se Lei Pública No. 102-14, em 20 de março de 1991. Apresentamos aqui o texto completo da lei aprovada por ambas as Casas do Congresso e assinada pelo presidente. Dado seu status como "Lei Pública", ela poderá em alguma data futura ser interpretada pela Suprema Corte como a "lei preeminente do país" em todas as questões em que ela se relaciona. Se isso acontecesse, Tribunais Noaíticos em cada estado poderiam começar a emitir ordens de prisão e execução contra todos os "idólatras", isto é, contra os cristãos nascidos de novo que estão preparados para afirmar sob juramento sua crença na humanidade e divindade de Jesus Cristo de Nazaré:

H.J.Res.104
Centésimo Segundo Congresso dos Estados Unidos da América
Em sua Primeira Sessão,
Iniciada e realizada na cidade de Washington, na quinta-feira, dia 3 de janeiro de 1991.
Resolução Conjunta Para Designar 26 de março de 1991 como "Dia da Educação, EUA".

Considerando que o Congresso reconhece a tradição histórica dos valores e princípios éticos que são a base da sociedade civilizada e sobre os quais nossa grande nação foi fundada;

Considerando que esses valores e princípios éticos têm sido o fulcro da sociedade desde os primórdios da civilização, quando eles eram conhecidos como Sete Leis de Noé;

Considerando que sem esses princípios e valores éticos o edifícios da civilização corre o sério risco de retornar aos caos;

Considerando que a sociedade está profundamente preocupada com o recente enfraquecimento desses princípios, o que resultou em crises que perturbam e ameaçam o fulcro da sociedade civilizada;

Considerando que a preocupação justificada com essas crises não deve permitir que os cidadãos deste país percam de vista sua responsabilidade de transmitir esses valores éticos históricos do nosso passado valoroso para as gerações futuras;

Considerando que o Movimento Lubavitch patrocinou e promoveu esses princípios e valores éticos em todo o mundo;

Considerando que o rabino Menachem Mendel Schneerson, líder do Movimento Lubavitch, é universalmente respeitado e reverenciado e seu octagésimo nono aniversário cai em 26 de março de 1991;

Considerando que em tributo a esse grande líder espiritual, o 'rebbe', este, seu nonagésimo ano será visto como um ano de 'educação e de entrega', o ano em que voltamos para a educação e para as obras de caridade para retornar o mundo aos valores éticos e morais contidos nas Sete Leis de Noé; e

Considerando que isto será refletido em um diploma de honra internacional assinado pelo presidente dos Estados Unidos e por outros chefes de Estado;

Fica agora, portanto,

Decidido pelo Senado e pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América no Congresso reunido, que 26 de março de 1991, o início do nonagésimo ano do rabino Menachem Schneerson, líder mundial do Movimento Lubavitch, é designado como 'Dia da Educação nos EUA'.

Pede-se que presidente emita uma proclamação, convocando o povo dos Estados Unidos a observar esse dia com cerimônias e atividades apropriadas.

Presidente da Câmara dos Representantes
Vice-Presidente dos Estados Unidos
Presidente do Senado

Fonte: https://www.congress.gov/bill/102nd-congress/house-joint-resolution/104/text/enr

Esta legislação foi aprovada por ambas as Casas por consenso unânime, um termo técnico que significa que nenhuma votação foi registrada. Isto garante que o público americano não terá registros oficiais dos congressistas e senadores que endossaram a lei, ou até mesmo o número que estava presente quando a lei foi aprovada. (Isto também pode ser o caso com resoluções noaíticas similares.) O consentimento unânime também implica que, significativamente, nenhuma falha pôde ser encontrada na legislação proposta pelos representantes eleitos de mais alto nível do país. Em um sentido muito real, a lei foi aprovada sem o conhecimento ou aprovação do povo americano. Como ela se propõe a impor sobre toda a população um conjunto de leis que não têm lugar explícito ou reconhecido na Constituição dos EUA, a Lei Pública 102-14 é muito claramente inconstitucional.

Afirmações Absurdas na Lei

A Lei faz várias afirmações que são simplesmente absurdas. Ao afirmar que os EUA, como uma nação, foram fundados com base nas Sete Leis Noaíticas, ela está efetivamente dizendo que os EUA foram fundados por maçons para maçons. Várias autoridades eminentes da Maçonaria já se referiram às Leis Noaíticas como os princípios fundamentais da civilização. Por exemplo, em seu livro The Symbolism of Freemasonry (O Simbolismo da Maçonaria), Albert Mackey diz:

"Estas são as doutrinas que ainda constituem o credo da Maçonaria; portanto, um dos nomes conferidos aos maçons desde os tempos mais remotos era o de 'noaquitas', isto é, descendentes de Noé e transmissores de seus dogmas religiosos." [pág. 29].

"Noaquita: Os descendentes de Noé e os transmissores de seus dogmas religiosos, que eram a unidade de Deus e a imortalidade da alma. O nome desde os tempos mais antigos tem sido conferido aos maçons, que ensinam as mesmas doutrinas. Assim, nos "velhos encargos", como citado por Anderson (Const. edit. 1738, p. 143), é dito, 'Um maçom está obrigado por sua posição a observar a lei moral como um verdadeiro noaquita.'" [pág. 349].

A. T. Pierson, outra autoridade maçônica, expandiu isto em sua obra Traditions of Freemasonry (Tradições da Maçonaria, págs. 96-97):

"É moralmente certo que os poucos intelectuais e esclarecidos entre os hebreus, egípcios, fenícios, persas, hindus, gregos e outros estavam cientes dessa doutrina. Mas, os dogmas deles sobre esses assuntos eram esotéricos; eles não eram comunicados a todo o povo, mas somente a alguns favorecidos; como eram comunicados aos iniciados no Egito, Fenícia, Grécia e Samotrácia nos Mistérios Maiores. A comunicação desse conhecimento constituia a Maçonaria entre os filhos de Israel. Não está sendo afirmado que os nomes dos graus como os conhecemos hoje eram os mesmos que naqueles tempos antigos; mas a Maçonaria existia naquele tempo como existe agora, a mesma em espírito e no coração."

"O primeiro grau, o iniciatório, contém os rudimentos do conhecimento e tem sido apropriadamente referenciado como a dispensação patriarcal, quando a humanidade está familiarizada somente os primeiros princípios da religião e adorava a Deus somente, em simplicidade como o Criador e Governador do mundo, quando suas leis ou preceitos eram poucos e escritos nos corações da raça fiel. Esses preceitos, sete em número, a tradição atribui a Adão e foram reafirmados por Noé." [As sete leis então listadas por Pierson.]

A proclamação também faz lisonjeira menção ao rabino Schneerson e até fala dele como o rebbe, como se ele fosse o mais distinto de todos os rabinos, "universalmente respeitado e reverenciado", talvez um equivalente judeu do papa. Por que esse homem recebeu honra tão extraordinária, se a maioria das pessoas o desconhece completamente?

A proclamação também eleva o perfil das assim chamadas Leis de Noé declarando que o mundo precisa "retornar" aos valores éticos e morais sacramentados nessas leis ou "ficar sob sério risco de retornar ao caos". Isto é o mesmo que afirmar que as Sete Leis fundamentam a Constituição e que, idealmente, a própria Constituição deve ser interpretada de acordo com essas leis.

Diploma de Honra Internacional

Esta estranha Lei Pública também contém um misterioso "Considerando" — "Considerando que isto será refletido em um diploma de honra internacional assinado pelo presidente dos Estados Unidos e outros chefes de Estado."

O que exatamente é esse "diploma de honra internacional"? E por que são outros chefes de Estado — líderes mundiais — assinando-o em respeito a um rabino judeu pouco conhecido?

A magnitude dessa honra pode ser observada a partir da longa lista de políticos americanos de alto nível que assinaram o "Diploma de Honra Nacional" na ocasião do aniversário do rabino, em 23 de março de 1983 — veja abaixo. O Congresso queria que todo líder mundial (chefes de Estado) assinasse, em alguma data futura, um "diploma internacional" em honra ao rabino e, em caso afirmativo, isso já aconteceu?

Finalmente, precisamos perguntar por que o dia reservado em honra ao rabino Schneerson é conhecido como "Dia da Educação"? A escolha do nome pode parecer estar relacionada com a necessidade percebida, como declarado na Proclamação, de garantir que as massas compreendam as Sete Leis Noaíticas e, presumivelmente, que reconheçam a importância fundamental delas para a futura sobrevivência da civilização. O dia deveria realmente ser chamado de "Dia da Doutrinação", pois este é claramente o objetivo que está em vista.

As palavras dessas proclamações anuais podem variar. Por exemplo, uma proclamação similar em 1988 (Lei Pública 100-279) incluía o seguinte:

"Tendo em vista que o rabino Menachem Mendel Schneerson, líder do Movimento Lubavitch, é universalmente respeitado e reverenciado e seu octagésimo quinto ano será visto como o ano do continuado 'voltar e retornar', o ano em que continuamos a nos voltar para uma educação que retornará o mundo para os valores éticos e morais contidos nas Sete Leis Noéticas..."

Podemos ver nestas palavras um compromisso ainda mais explícito com aquilo que os interesses controladores chamam de 'voltar e retornar', a adoção universal das assim chamadas Sete Leis Noaíticas.

O cidadão americano mediano provavelmente não está ciente que todo presidente, desde Jimmy Carter, assinou uma proclamação anual em honra ao rabino Schneerson e ao Movimento Chabad Lubavitch — Reagan, G. H. Bush, Clinton, G. W. Bush, Barack Obama e Donald Trump. O que está acontecendo? Por que os líderes do país se prostram desta maneira diante de alguém que não tinha reivindicações óbvias para receber adulação dessa ordem? E por que eles fazem isso ano após ano, mesmo após o rabino ter morrido em 1994?

Este processo abjeto de capitulação parece ter se propagado para todos (ou virtualmente todos) os estados da União. No ano passado, 48 dos 50 governadores de estados assinaram uma proclamação "Dia da Educação" que fazia referência explícita ao rabino Schneerson e seu Movimento Chabad Lubavitch. Dois governadores falaram dele como se ainda estivesse vivo. Até mesmo o presidente Trumpo referiu-se a ele nesses termos! Em sua proclamação "Dia da Educação e do Compartilhamento" em 2017, ele disse:

'O Dia da Educação e Compartilhamento' reconhece os esforços admiráveis do rabino Menachem Mendel Schneerson, o rebbe do Movimento Lubavitch, para usar educação baseada em valores para impulsionar as crianças do nosso país para o Sonho Americano. Como um educador, o rabino Schneerson compreende que a educação é incompleta se não incluir o desenvolvimento moral. Trabalhando com um espírito de otimismo, ele se esforça para ensinar os meninos e adolescentes a serem honestos, bons cidadãos, respeitadores das diferenças e autodisciplinados, além de intelectualmente rigorosos."

Lembre-se, o rabino Schneerson já faleceu há mais de vinte anos. Por que, então, o presidente Trump referencia-se a ele no tempo presente? [Veja as palavras sublinhadas acima.] (Voltaremos a essa questão posteriormente.)

Damos aqui apenas dois exemplos dessas inexplicáveis proclamações estaduais em 2018, que deram honra especial ao rabino Schneerson e ao seu Movimento Chabad Lubavitch:

As Nações Unidas Apoiam as Leis Noaíticas

O presidente, o Congresso dos EUA, e os governadores dos estados não estão sozinhos em sua promoção da agenda noaítica. O Institute of Noahide Code, uma ONG (organização não governamental) reconhecida pela ONU e que possui status consultivo especial, também está ativamente seguindo a adoção mundial das Sete Leis. De acordo com sua página na Internet, ela tem a tarefa de "propagar a conscientização" das leis de acordo com a visão do rebbe do Movimento Lubavitch (o rabino Schneerson). Aparentemente, o rebbe "compreendia o poder inerente dessas leis para unir as nações do mundo". O ONG afiliada à ONU, que se utiliza do prestígio e alcance mundial da ONU, na realidade afirmou em 2013 que "todos os povos do mundo estão obrigados a seguirem" as Sete Leis Noaíticas.

Observe isto: obrigados!

Não vai demorar muito para que a ONU insinue essas assim chamadas leis em seus muitos documentos de políticas e acordos internacionais, exigindo que "todos os povos do mundo" estruturem seus respectivos sistemas de jurisprudência em referência a elas.

Assim, podemos ver que, junto com um Governo do Mundo Unificado, uma Religião do Mundo Unificado e uma Moeda do Mundo Unificado, a Elite governante também está planejando impor um Sistema de Justiça do Mundo Unificado.

Dado que o Movimento Chabad Lubavitch e seu antigo líder, o rabino Schneerson, estão sendo usados para impor esse paradigma audacioso sobre um mundo adormecido, precisamos examinar o pano de fundo dessa seita hassídica e ver por que a Elite governante a escolheu para este propósito.

O Hassidismo e a Seita Chabad Lubavitch

A seita Chabad Lubavitch é uma ramificação do Hassidismo, que se tornou uma corrente importante no pensamento judaico no século 18. O Hassidismo coloca menos ênfase no lado cerebral e impessoal do Judaísmo e mais no lado experimental centrado no coração. Ele compartilha muitas similaridades surpreendentes com o sistema religioso do norte da Índia, como seus gurus, ashrams e estilo de vida ascético.

O rebbe, ou chefe de uma comunidade hassídica, é visto por seus seguidores como um tipo de intermediário entre eles e Deus. Eles geralmente vivem próximos uns dos outros em uma "comarca" com autogoverno, exatamente como os ashrams da Índia, e desprezam qualquer contato com o mundo secular. O deus do Hassidismo é o deus da Cabala, conforme ensinado por Isaac Luria, que morreu em 1572. O rebbe de cada comarca tende a ser um parente do rebbe anterior, normalmente um filho ou genro. Novamente, isto reflete o sistema místico de sucessão de gurus no norte da Índia, onde uma ou duas famílias dominam cada ashram, guardando com ciúmes suas posições privilegiadas.

O fundador e primeiro rebbe da seita Chabad Lubavitch foi Schneur Zalman (1745-1812). Uma comarca geralmente recebia o nome da cidade ou aldeia em que estava localizada, neste caso Lubavitch (hoje: Lyubavichi) perto da fronteira entre a Rússia e a Bielo-Rússia, onde a seita estabeleceu sua sede. O termo Chabad é um acrônimo das palavras hebraicas para "sabedoria", "entendimento" e "conhecimento" — chochmah, binah, da’at. Zalman escolheu esses termos para indicar seu desejo de inserir uma dimensão intelectual maior dentro do Hassidismo, que tinha se tornado um tipo de ensopado de Cabala para o homem comum, tendo pouca coesão ou consistência.

Schneur Zalman foi sucedido por seu filho, Dovber Schneuri (1773-1827). Ele foi sucedido pelo seu genro e sobrinho, Menachem Mendel Schneersohn (1789- 1866), que, por sua vez foi sucedido por um de seus filhos, Shmuel Schneersohn (1834- 1882). Shmuel, por sua vez, foi sucedido por um de seus filhos, Shalom Dovber Schneersohn (1860-1920). O sexto rebbe foi Yosef Yitzchak Schneersohn (1880-1950), filho único de seu predecessor. Finalmente, chegamos ao sétimo e último rebbe do Movimento Lubavitch, Menachem Mendel Schneerson (1902-1994), que era genro e primo de seu predecessor (veja foto abaixo).

Esta é a figura que foi celebrada e elogiada anualmente por todo presidente americano, desde Jimmy Carter, o homem a quem todo americano deverá honrar em um dia designado a cada ano "com cerimônias e atividades apropriadas" e o modelo de virtude que diversos congressistas, senadores e governadores descreveram como "um exemplo reluzente", "o "líder judeu reverenciado e renomado", "líder espiritual celebrado", "líder espiritual mundial", "líder grandemente respeitado", "a estrela-guia do Movimento Lubavitch desde sua criação", "respeitado e reverenciado universalmente", "erudito e líder de fé amplamente respeitado", "o grande líder da comunidade judaica mundial" e "um homem santo admirável, que inspirou milhões de judeus" (Uau.)

Gostaríamos de chamar a atenção do leitor para um desses epítetos — "a estrela-guia do Movimento Lubavitch desde sua criação" (Ronald Reagan, 1986). Isto implica que o rabino estava guiando Schneur Zalman a partir do mundo acima quando este fundou o movimento em 1775, 127 anos de ter nascido!

O Rebbe

Em sua excelente obra, Who Will Lead Us? (2018), Samuel Heilman lança luz considerável sobre a história e evolução das cinco principais seitas hassídicas nos EUA, suas rivalidades e ambições e o problema recorrente que todas enfrentam quando o rebbe delas morre e um substituto apropriado precisa ser encontrado. Heilman pode ser considerado uma fonte confiável nessas questões. Ele ocupa atualmente a Cadeira de Estudos Judaicos no Queens College, em Nova York, e foi vencedor do Prêmio Nacional do Livro Judaico por sua biografia do rabino Schneerson — The Rebbe: The Life and Afterlife of Menachem Mendel Schneerson (2010), em co-autoria com Menachem Friedman.

As citações seguintes de Heilman, de seu livro Who Will Lead Us? revelam um lado do Hassidismo e do Chabad, em particular, que todos os cristãos verdadeiros precisam compreender.

- Poderes Mágicos

"A fé nos poderes de um rebbe se assemelha à mágica, e sua capacidade de influenciar céu e terra um dom, na morte não menos que na vida." [pág. 217].

"Geralmente, o advento do Messias não é algo em que os hassídicos se apegam, por que, em efeito, eles acreditam que o rebbe pode realizar muito daquilo que os outros podem querer em um Messias." [pág. 226].

O Hassidismo e o Judaísmo Talmúdico em geral, estão repletos com ideias da Cabala. Na Cabala, Deus não é o Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó, mas um deus totalmente diferente, remoto, impessoal e essencialmente incognoscível. Ele é considerado uma "emanação" da base do ser, uma "imanência" que permeia toda a criação e um "processo dialético" que se exercita nos eventos da história. Para contactar o aspecto beneficiente desse deus, é necessário se conectar com seus emissários escolhidos, os rebbes, que, segundo eles acreditam, estão imbuídos com poder mágico e associações divinas. É por isto que a morte de um rebbe pode ser traumática para os hassídicos praticantes.

As citações de Heilman também destacam o papel do rebbe após a morte, onde ele continua a exercer sua influência mística, de forma muito parecida como os assim chamados Mestres Ascencionados do Hinduísmo.

- O rebbe como um deus-homem

"O túmulo do zaddik é parte de seu legado, pois diante dele pode-se obter acesso à sua alma, prestar homenagem ou até ter comunhão com o falecido rebbe..." [pág. 218].

A Bíblia proíbe totalmente a necromancia, descrevendo-a como uma abominação, mas os talmudistas (que promulgam as "tradições dos homens") acreditam que encontraram uma forma de contornar essa proibição. Quando eles usam a palavra "Torá", não estão se referindo àquilo que o Pentateuco realmente diz, mas àquilo que um ou mais estimados eruditos talmudistas afirmaram que ela realmente diz. Como Jesus disse: "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus." [Mateus 15:6].

[Um grande rebbe é] "alguém que lidera os fiéis para o futuro e pode interceder a favor deles com Deus, que tem poderes quase divinos de realizar milagres, que sabe como cosmicamente mover mundos, tanto acima e abaixo e que pode redimir o pecador e elevar até os atos mais mundanos para que eles sejam capacitados com significado místico e religioso. Em grande parte, o zaddik pode fazer tudo isto enquanto ainda permanece neste mundo." [pág. 227] (Nota: Um zaddik é um rebbe cuja santidade e status especial é amplamente reconhecido além de sua comarca ou círculo de seguidores.).

- O Rebbe do Chabad como o Messias

Podemos ver, a partir disto, que um grande rebbe ou zaddik é um "mestre" semelhante àqueles do Sufismo ou outros caminhos do Oriente, um deus-homem que transcende as limitações da existência comum. O sexto rebbe do Movimento Lubavitch, Yosef Yitzchak Schneersohn (1880-1950), levou isto para um novo nível quando indicou em escritos para seus seguidores que ele poderia ser o Messias:

"Ele assegurou: 'Saibam que sempre estarei com vocês... Saibam que aquilo que vocês estão vendo [referindo-se a si mesmo] é uma neshamah [alma], como ela existe em Gan Eden [paraíso] vestida em um corpo." Isto era uma indicação de uma crença que ele e o Messias poderiam ser um e o mesmo e que a redenção estava próxima." [Nota: As palavras em itálico e entre parênteses estão no texto de Heilman.] pág. 233.

"Sem qualquer surpresa, à medida que envelhecia, o sexto rebbe falou cada vez mais sobre a iminência do Messias." [pág. 235].

A mesma ideia foi fortemente promovida por seu sucessor, o sétimo rebbe, Menachem Mendel Schneerson (1902-1994).

"Menachem Mendel e Moussia [sua mulher] estavam sem filhos e, perto dos cinquenta anos [quando ele tornou-se o sétimo rebbe], provavelmente não seriam abençoados com filhos... Não havia ninguém para segui-lo... O Messias ainda teria de garantir o futuro. Menachem Mendel enfatizou esse ponto durante todo seu rebistve (mandato como rebbe]." [pág. 242].

"Em uma solução brilhante para o dilema dos seguidores do Movimento Lubavitch, Menachem Mendel explicou a morte de seu predecessor e a aparente falsa profecia da iminência do Messias afirmando que, embora para os mal-informados possa parecer que o rebbe deles estivesse morto e desaparecido, para aqueles que reconheciam um nível mais profundo de realidade (isto é, aqueles que criam na mensagem dele), era claro que ele tinha simplesmente passado de um plano de existência para outro. Ele assegurou que Yosef Yitzchak [seu predecessor] estava agora mais próximo de Deus e ainda estava advogando para eles diante do Trono Celestial. Ele sabia que isto era verdade, ele disse, por que quando visitou o túmulo [de seu predecessor], conseguiu se comunicar com o rebbe anterior, que tinha reportado tudo isto para ele. Durante todo seu rebistve Menachem Mendel retornou regularmente para ter comunhão e se comunicar com seu sogro... essa comunhão com o sogro tornou-se uma ocorrência regular e a base professa de sua legitimidade. Talvez seja por isto que ele nunca se afastou mais do que uma curta viagem de carro para longe do cemitério durante o restante de sua vida. [Nota: Itálico de Heilman] pág. 245-246.

Seu desafiante para a sucessão, um certo Shmaryahu Gourary (outro genro de Yosef Yitzchak), cuja continuada reivindicação ameaçou dividir a seita, abriu mão de sua ambição em grande parte por que Menachem Mendel podia se comunicar com o sexto rebbe e ele não.

Bizarro e Perturbador

Temos aqui uma situação verdadeiramente bizarra e perturbadora em que um rebbe vivo é aconselhado a partir do túmulo de seu predecessor morto, em que o predecessor tinha indicado fortemente que ele próprio poderia ser o Messias e em que o rebbe vivo é aceito como seu sucessor em grande parte por que tem comunicação com seu predecessor e convence seus seguidores que está, na realidade, recebendo aconselhamento do Messias e pode até mesmo ser ele o Messias.

Como cristãos bíblicos, sabemos que é impossível ter comunicação com os mortos, que é expressamente proibido por Deus tentar fazer isso e que todas essas "comunicações" são nada mais que enganação demoníaca.

Depois da morte dele 1994, muitos de seus seguidores começaram a "orar por sua rápida ressurreição e retorno como Messias. Os seguidores do Movimento Lubavitch agora acreditam em uma segunda vinda, um dogma que antigamente se pensava estar limitado aos cristãos." (pág. 253) [Veja o painel publicitário na gravura anterior.]

Conclusão

Nosso estudo das assim chamadas Sete Leis de Noé nos levaram diretamente à necromancia. Isto deve nos dizer alguma coisa!

Essas assim chamadas leis são um grande engodo e os cristãos nascidos de novo precisam estar cientes dos perigos que elas representam. O verdadeiro Cristianismo bíblico está sob severo ataque hoje e todos os esforços estão sendo feitos pelo Maligno para infiltrá-lo, solapá-lo e derrubá-lo. As setes Leis Noaíticas não são apenas a versão falsificada de Satanás para os Dez Mandamentos, mas uma tentativa deliberada de judaizar o Cristianismo, de alvejar os cristãos verdadeiros e lançar os fundamentos para a vindoura Nova Ordem Mundial.

Essa infiltração está tomando muitas formas. Por exemplo, as versões menos moderadas do movimento Raízes Hebraicas estão marchando em sintonia com e esse programa. Assim também estão todos os aparentemente ensinos cristãos que apontam os fiéis para qualquer aspecto da Lei Mosaica, como se fosse possível se tornar um "melhor" cristão adotando essas práticas. Os mesmos auto-intitulados especialistas frequentemente sugerem que os cristãos "ordinários" estão, de algum modo, deficientes se não estiverem estudando a "perspectiva judaica" ao Cristianismo, ou participando de cursos apresentados por eruditos hebreus ou acadêmicos versados na Torá.

Como cristãos nascidos de novo, nunca devemos perder de vista da simplicidade que há em Cristo! (2 Coríntios 11:3). Nunca devemos nos envergonhar de proclamar o nome de JESUS ou nos sentir obrigados a referir ao Nosso Senhor por alguma variante hebraica. Todas essas são distrações tolas. O Maligno ama as distrações, pois elas levam à confusão e esta, por sua vez, leva ao erro.

A promoção das assim chamadas Leis de Noé está fortemente conectada com uma grande seita Hassídica cujos seguidores estão aguardando um falso messias. Isto também deve nos dizer alguma coisa!

Essa seita tem uma rede de mais de 3.600 instituições em mais de 100 países. Ela parece ter recursos financeiros quase ilimitados e um rol de membros que continua a se expandir. Os seguidores estão convencidos que o sétimo rebbe deles ressuscitará do túmulo no futuro próximo e declarará a si mesmo como o messias. Eles estão até mesmo anunciando a convicção messiância deles em enormes painéis publicitários.

O atual presidente dos EUA refere-se ao rebbe do Movimento Lubavitch no tempo verbal do presente, como se ele ainda estivesse ativo no mundo hoje. Tanto o Vaticano quanto a ONU endossam as Leis de Noé e, como o Congresso dos EUA afirmou, assim também um grande número de líderes mundiais. Cada um dos sete últimos presidentes dos EUA aprovou legislação ou outros instrumentos judiciais que dão status especial para as Leis Noéticas e o Movimento Chabad Lubavitch, que confere honra incomum ao seu sétimo rebbe, embora ele já tenha morrido há mais de 20 anos.

Todo cristão verdadeiro deveria ser capaz de ver tudo isto por aquilo que é.

Para o caso de existirem leitores que possam deixar de ver as tenebrosas implicações do que está acontecendo e onde isto poderá levar, delinearemos rapidamente um possível cenário. Isto aqui será puramente especulativo, não uma previsão de qualquer tipo. Entretanto, isto tem o objetivo de incorporar muitos elementos do plano que os Illuminatu estão tentando implementar e refletir o papel que a tecnologia avançada provavelmente exercerá na vindoura enganação do fim dos tempos:

(a) Com o uso de cirurgia plástica e próteses, uma versão falsificada do sétimo rebbe poderia ser criada. Usando a tecnologia da inteligência artificial, ele poderia se conectar sem fio a um vasto depósito de informações judaicas e relacionadas, de forma muito parecida com uma "Alexa" andante. Implantes adequados lhe permitiram transformar aquilo que ele está ouvindo em conversas que impressionem grandemente a todos. Dados os avanços recentes na tecnologia, esse tipo de falsificação provavelmente seria indetectável, até mesmo naqueles momentos em que ele estivesse distraído. Ele poderia falar qualquer idioma e poderia possuir conhecimento quase ilimitado sobre qualquer assunto. O conhecimento dele da literatura hassídica e todo o cabedal de erudição judaica obviamente seriam surpreendentes.

(b) Ele poderia ser apresentado ao mundo de uma forma discreta, por meio de reportagens na mídia alternativa e similares. Os céticos pediriam uma prova. Quando o túmulo dele for aberto, poderá ficar provado que o mesmo está vazio. Imagine o choque. A crença em sua ressurreição aumentaria grandemente se o túmulo dele contivesse um sinal divino de algum tipo, como uma enorme barra de ouro, na superfície da qual está incrita em jóias reluzentes as palavras: "Este é meu Ungido, meu Amado. Recebam-o"

Estamos agora no estágio em que uma enganação desse tipo realmente seria viável. A tecnologia já existe. Um grande número de judeus hassídicos está orando por este momento. Políticos americanos de alto escalação estão preparando o terreno nos últimos 40 anos. Aparentemente, muitos líderes mundiais estão envolvidos também. O Vaticano reconhece a validade das Leis de Noé, como também a ONU. Além disso, sabemos que o Anticristo precisará ser um judeu, de modo a ser aceito pelo Sinédrio.

Se este messias falsificado ordenasse a construção do Terceiro Templo em Jerusalém e negociasse uma forma mutuamente aceitável para fazer isso com os líderes do Islão, ele seria percebido por milhões em todo o mundo como o verdadeiro Messias.

A tecnologia também poderia ser usada para produzir sinais proféticos no céu e outros fenômenos dramáticos. A mídia controlada poderia apresentar um fluxo interminável de reportagens de eventos milagrosos e curas sobrenaturais, todos descritos por testemunhas que tinham colocado sua fé no novo "messias".

Dez anos atrás este cenário pareceria um pouco exagerado, mas não mais.


Outros ensaios relevantes nesta série:

Prova do Direito Legal e Moral de Israel Existir como um Estado Soberano

Israel e o Crescimento do Antissemitismo "Cristão" — Parte 1: Qual É a Vontade de Deus para Israel?

Israel e o Crescimento do Antissemitismo "Cristão" — Parte 2: Jerusalém, a Cidade Santa de Deus

Israel e o Crescimento do Anti-semitismo "Cristão" — Parte 3: O Cristo Pré-Encarnado

A Cidade Santa: O Senhor Deus Escolheu Jerusalém para Seu Filho

A Comunicação com os Mortos: Novos Livros Voltados para o Público Cristão Introduzem uma Prática Que É Abominável aos Olhos de Deus

Queimadura em Lugar de Formosura: Uma Visão Bíblica do Holocausto

A Missão das Duas Testemunhas no Livro do Apocalipse


Apêndice A

O Papa Reconhece as Leis de Noé, 2007

***

Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo
Comissão para Relações Religiosas com o Judaísmo da Delegação da Santa Sé
e a Delegação para Relações com a Igreja Católica do Grão-Rabinato de Israel
Encontro da Comissão Bilateral
Jerusalém, 11-13 de março de 2007; Adar 21-23, 5767

1. No sétimo encontro da comissão acima, realizado em Jerusalém, os presidentes, cardeal Jorge Mejia e o grão-rabino Shear Yashuv Cohen observaram o significado do número sete dentro da tradição bíblica como indicadora de plenitue e maturidade. Eles expressaram a esperança que a plenitude do relacionamento entre o membros católicos e judeus dessa comissão será uma fonte de bênção para ambas as comunidades e para o mundo como um todo.

O cardeal Mejia também observou o recente falecimento do cardeal Johannes Willebrands, ex-presidente da Comissão para Relações Religiosas com o Judaísmo, da Santa Sé, e uma figura central na transformação histórica nas relações católicas-judaicas. Que sua memória sempre seja abençoadora.

2. O assunto do encontro foi a Liberdade de Religião e Consciência e seus Limites. A capacidade humana de escolher é uma manifestação da Imagem Divina em que todas as pessoas são criadas (cf. Gênesis 1:26-27) e é fundamental para o conceito bíblico da responsabilidade humana e justiça divina (cf. Deuteronômio 30:19).

3. Deus criou a pessoa humana como um ser social, o que, por definição coloca limites sobre a liberdade humana individual. Além disso, a liberdade de escolha é derivada de Deus e, portanto, não é absoluta, mas precisa refletir a vontade e a lei Divinas. Os seres humanos são apropriadamente chamados para livremente obedecerem a vontade Divina, conforme manifesta na Criação e em Sua palavra revelada.

A tradição judaica enfatiza a Aliança Noaítica (cf. Gênesis 9:9-12), como uma aliança que contém o código moral que está imposto sobre toda a humanidade. Essa ideia está refletida na Escritura cristã, no livro de Atos 15:28-29.

4. Destarte, a ideia do relativismo moral é contrária a essa cosmovisão religiosa e representa uma séria ameaça à humanidade. Embora o Iluminismo tenha ajudado a fazer uma purificação do abuso da religião, a sociedade secularizada ainda requer fundamentos religiosos para sustentar os valores morais duradouros. Entre esses valores, é crítico o princípio da santidade e dignidade da vida humana. O monoteísmo ético afirma isso como direitos humanos invioláveis e, portanto, pode fornecer inspiração nesse sentido para a sociedade como um todo.

5. A princípio, o Estado não deve limitar a liberdade de religião para os indivíduos e comunidades não de consciência moral, porém tem a responsabilidade de garantir o bem-estar e segurança da sociedade. Destarte, o Estado está obrigado a intervir sempre que uma ameaça for apresentada pela promoção, ensino ou exercício da violência e, especificamente pelo terrorismo e manipulação psicológica em nome da religião.

6. Além de respeitar a liberdade de escolhas religiosas, a integridade das comunidades de fé também deve ser garantida. Destarte, é legítimo para uma sociedade com uma identidade religiosa predominante preservar seu caráter, desde que isso não limite a liberdade das comunidades minoritárias e dos indivídos para professarem suas religiões alternativas, nem limitar seus plenos direitos civis e status como cidadãos, indivíduos e comunidades. Isso obriga todos nós a salvaguardar a integridade e dignidade dos sítios sagrados, locais de adoração e cemitérios de todas as comunidades religiosas.

7. No curso da história, as comunidades religiosas nem sempre foram fiéis a esses valores. Portanto, há uma obrigação especial sobre os líderes e comunidades religiosas de evitarem o uso impróprio da religião e educar em prol do respeito à diversidade, o que é

essencial de modo a garantir uma sociedade saudável, estável e pacífica.

Neste aspecto, existe um papel especial para as famílias, escolas e autoridades do Estado e da sociedade, bem como sobre a mídia, de transmitir esses valores para as futuras gerações.

Em conclusão, a comissão bilateral, tendo se reunido na Santa Cidade de Jerusalém, expressou a oração que o Todo-Poderoso abençoasse e inspirasse os líderes religiosos e políticos na região e fora dela, para trabalharem determinadamente para promover a paz, dignidade, segurança e tranquilidade na Terra Santa para todos seus povos e para o mundo como um todo.

Jerusalém, 13 de março de 2007 — 21-23, Adar, 5767.

Grão-Rabino Shear Yashuv Cohen
(Chefe da Delegação Judaica)
Grão-Rabino-Chefe Ratson Arussi
Grão-Rabino Yossef Azran
Grão-Rabino David Brodman
Grão-Rabino David Rosen
Sr. Oded Wiener

Jorge Cardinal Mejía
(Chefe da Delegação Católica)
Georges Cardinal Cottier, O.P.
Arcebispo Antonio Franco
Arcebispo Elias Chacour
Bispo Giacinto-Boulos Marcuzzo
Mons. Pier Francesco Fumagalli
P. Norbert J. Hofmann, S.D.B.


Apêndice B

Ezequiel 34

[1] E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

[2] Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?

[3] Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.

[4] As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.

[5] Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.

[6] As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse.

[7] Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:

[8] Vivo eu, diz o SENHOR Deus, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas; ##

[9] Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:

[10] Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto.

[11] Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei.

[12] Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e livrá-las-ei de todos os lugares por onde andam espalhadas, no dia nublado e de escuridão.

[13] E tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos países, e as trarei à sua própria terra, e as apascentarei nos montes de Israel, junto aos rios, e em todas as habitações da terra.

[14] Em bons pastos as apascentarei, e nos altos montes de Israel será o seu aprisco; ali se deitarão num bom redil, e pastarão em pastos gordos nos montes de Israel.

[15] Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o SENHOR Deus.

[16] A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com juízo.

[17] E quanto a vós, ó ovelhas minhas, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.

[18] Acaso não vos basta pastar os bons pastos, senão que pisais o resto de vossos pastos aos vossos pés? E não vos basta beber as águas claras, senão que sujais o resto com os vossos pés?

[19] E quanto às minhas ovelhas elas pastarão o que haveis pisado com os vossos pés, e beberão o que haveis sujado com os vossos pés.

[20] Por isso o SENHOR Deus assim lhes diz: Eis que eu, eu mesmo, julgarei entre a ovelha gorda e a ovelha magra.

[21] Porquanto com o lado e com o ombro dais empurrões, e com os vossos chifres escorneais todas as fracas, até que as espalhais para fora.

[22] Portanto livrarei as minhas ovelhas, para que não sirvam mais de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.

[23] E suscitarei sobre elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor.

[24] E eu, o SENHOR, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o SENHOR, o disse.

[25] E farei com elas uma aliança de paz, e acabarei com as feras da terra, e habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques.

[26] E delas e dos lugares ao redor do meu outeiro, farei uma bênção; e farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de bênção serão.

[27] E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as ataduras do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas.

[28] E não servirão mais de rapina aos gentios, as feras da terra nunca mais as devorarão; e habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante.

[29] E lhes levantarei uma plantação de renome, e nunca mais serão consumidas pela fome na terra, nem mais levarão sobre si o opróbrio dos gentios.

[30] Saberão, porém, que eu, o SENHOR seu Deus, estou com elas, e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o SENHOR Deus.

[31] Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois; porém eu sou o vosso Deus, diz o SENHOR Deus.

Solicitação Especial

Incentivamos os leitores frequentes a baixarem os ensaios disponíveis neste website para cópia de segurança e consulta futura. Eles poderão não estar disponíveis para sempre. Estamos entrando rapidamente em um tempo em que materiais deste tipo somente poderão ser obtidos via correio eletrônico. Os leitores que desejarem ser incluídos em uma lista para correspondência futura são bem-vindos a me contactar em jeremypauljames@gmail.com. Não é necessário fornecer o nome, apenas um endereço eletrônico.



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 10/2/2019
Transferido para a área pública em 7/7/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/leisnoe.asp