Por Que os Programas de Televisão Estão Promovendo a Bruxaria?

Autor: Jeremy James, Irlanda, 14/2/2019.

O colapso do Cristianismo bíblico abriu a porta para práticas pagãs de todos os tipos. A geração mais jovem foi educada no mundo ocultista de Harry Potter, em que a feitiçaria "branca" não somente é considerada aceitável, mas, nas mentes de muitos, pode até ser necessária para combater o "lado das trevas". Se tantas crianças já assistiram aos oito filmes sobre a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts — para dar seu título completo — e leu os sete livros em que eles foram baseados, é por que seus pais os consideraram como "inofensivos".

O processo de suavização começou com filmes de longa metragem dos estúdios de Walt Disney, como Branca de Neve, A Bela Adormecida e outros, como O Mágico de Oz. Depois vieram Jeannie É um Gênio, A Feiticeira e o estranho mundo de O Crepúsculo. A tendência contínua em direção a um retrato mais realista da feitiçaria e da magia continuou na televisão e no cinena, até o ponto em que as crianças estão agora sendo convidadas a aprender encantamentos mágicos, usar parafernália ocultista e buscar poderes mágicos. Não estamos a falar aqui da fase de grande fantasia, entre 3 e 8 anos — a idade dos contos de fadas — mas a fase no desenvolvimento de uma criança entre 9 e 14 anos, em que ela começa a formar uma clara compreensão da realidade.

O modelo de realidade que muitas crianças hoje adquiriram está permeada por conceitos ocultistas. Ainda não atingimos exatamente o estágio na cultura popular em que a invocação real das forças sobrenaturais é incentivada, mas não há dúvida que a tendência está caminhando nessa direção.

Nada Disto É "Inofensivo"!

Nada disto é "inofensivo". O ocultismo é o reino do sobrenatural, onde ninguém deveria se atrever a se aventurar. Os pais que deixam de proteger seus filhos dessas influências e especificar uma clara linha-limite que não pode ser atravessada, estão expondo as crianças para perigos que poderão assombrá-las — literalmente — durante o restante de suas vidas.

As entidades demoníacas que habitam o mundo do sobrenatural estão constantemente atentas para uma oportunidade de se infiltrar na esfera da humanidade. Somos grandemente abençoados por que o Senhor colocou um grande vão entre nossos mundos, sobre o qual essas entidades não podem passar. Mas, se alguém for tolo o bastante para lançar uma corda para o outro lado e criar uma ponte mental, por assim dizer, essas entidades escorregam para o outro lado e entram em nossos sonhos. Se os pesadelos resultantes não nos deixarem atemorizados e afastados, corremos o risco de sermos atraídos mais profundamente para algo que não podemos controlar.

Essa "corda", ou conexão mental, pode tomar a forma de invocações, mantras, cantos e atividades como meditação, Yôga e Reiki. Os promotores da filosofa da Nova Era afirmarão que, envolvendo-se nessas atividades, o praticante está realmente fazendo contato com seu "eu mais elevado", o "poder cósmico", a "luz divina", ou algo similar, mas eles estão grandemente enganados. Pedimos que você leia nossos ensaios anteriores para ver um exame detalhado desse fenômeno e os muitos riscos envolvidos. Veja, em particular, os seguintes estudos:

Dezoito Mentiras da Nova Era — um Ataque Oculto ao Cristianismo

O Movimento de Nova Era Tem o Propósito de Destruir o Cristianismo

Feitiçaria e Satanismo em Hollywood

A Entrega do Prêmio Oscar é a Reencenação de um Antigo Festival Egípcio Dedicado...

Hatha Yôga, a Serpente Enrolada e os Cristãos sem Discernimento

Reiki, o Ocultismo e Ataques Psíquicos

A Estrela de Ísis Sobre a Grã-Bretanha

Expondo as Crianças aos Malefícios Sobrenaturais

Neste ensaio desejamos destacar um aspecto totalmente novo desse engodo mortal. Não estamos vendo mais adultos enganando adultos, mas adultos enganando crianças e deliberadamente expondo-as ao perigo paranormal.

Em 11 de fevereiro de 2019, a RTE, a emissora nacional irlandesa, transmitiu um episódio de sua série Nationwide, em que os antigos castelos do Condado Carlow foram o tema. O programa, que foi transmitido às 19 horas, recebeu o endosso da Fáilte Ireland, a organização semi-estatal que promove o turismo na Irlanda, tanto internamente quanto no exterior. Uma das quatro atrações que foram mostradas no programa foi o Castelo Huntington, localizado em Clonegal.

O dono atual do castelo foi entrevistado sobre o desafio de gerenciar uma propriedade tão grande. Entretanto, a discussão passou rapidamente para o assunto da magia e a existência no castelo de um templo dedicado a Ísis e às deusas do paganismo. De acordo com o proprietário, sua tia-avó, Olívia Robinson, junto com o irmão dela, decidiram em 1976 formar uma religião não-patriarcal baseada na adoração à deusa. O sótão do castelo foi dedicado à deusa, notavelmente Ísis, a consorte de Osíris, do antigo Egito. O programa então mostrou imagens de objetos de culto e ícones religiosos localizados no assim chamado templo, que os visitantes podem ver durante sua visita ao castelo e ao terreno.

Você vê um problema com isto? Claramente, a RTE não viu, pois essa parte do programa foi apresentada com a mesma leveza e informalidade que caracterizaram o programa como um todo. O espectador foi levado a acreditar que o "templo" era nada mais que um distração excêntrica para agradar os muitos turistas, jovens e idosos, que deverão visitar esse local em grande número nos próximos anos.

O Culto à Ísis

O culto à Ísis existe há milhares de anos e não foi criado por Olivia Robinson. A afirmação que este é o caso é uma total bobagem. O público deveria ter sido informado que esse culto antigo está imerso em feitiçaria e rotineiramente invoca demônios e "espíritos-guias" para entrarem nas vidas de seus membros. Isto está muito distante da exibição um tanto quanto excêntrica que a RTE tentou sugerir, mas um antigo sistema de demonologia. Como tal, ele é potenciamente muito perigoso, expondo os adoradores incautos e sem discernimento ao risco real do assédio psíquico e opressão sobrenatural durante anos, talvez décadas.

Talvez o aspecto mais preocupante das informações grosseiramente enganosas apresentadas pela RTE seja a percepção que as crianças poderiam ser seguramente levadas para esse local por seus pais. Esta é uma violação muito séria da ética da transmissão de áudio e televisão. O Templo de Ísis, no Castelo Huntington é um lugar onde um ou mais conciliábulos de bruxos ativos se reúnem regularmente para invocar demônios, ou fizeram isso durante um período de tempo considerável no passado. Portanto, ele é uma fortaleza demoníaca, um local em que anjos caídos estabeleceram uma base de operações, e fizeram isso por que seres humanos lhes deram permissão.

Uma pessoa sem envolvimento no ocultismo nunca deve visitar esse tipo de lugar e, em circunstância alguma, deve uma criança ser levada junto!

Os demônios têm a capacidade de revelar a si mesmos para as crianças como fadas, silfos e outras figuras enganadoras. Aproximando-se de uma criança desse modo, eles a induzem a aceitá-los e a buscar sua companhia. Eles também têm a capacidade de dar à criança aquilo que alguém poderia chamar de "pico psíquico", uma infusão de luz sobrenatural que irá permanecer por muito tempo em sua memória e fazê-la buscar experiências similares por meios ocultistas quando crescer. Outras crianças podem ficar expostas ao ataque psíquico e grandemente perturbadas por pesadelos durante meses, se não anos, depois disso.

Por Que a Emissora RTE e Fáilte Ireland Estão Fazendo Isto?

Assim sendo, por que a RTE está abrindo essa porta para o ocultismo e convidando o público para visitar um lugar como o Castelo Huntington?

O Templo de Ísis no castelo foi fundado em 1976 por Olivia Durdin Robinson, Lawrence Durdin Robinson (o irmão dela), e a esposa deste último, Pamela Durdin Robinson (o sobrenome de solteira dela era Barclay). Todos os três vieram da Grã-Bretanha e estão aparentados com famílias que sabidamente têm associação íntima com o ocultismo há vários séculos. Eles não eram os ingênuos e bem-intencionados que gostavam de aparentar, mas membros de uma linhagem de praticantes da "antiga religião" — feitiçaria e adoração à deusa. Olivia teria recebido um sólido fundamento em tudo isso durante sua infância por sua mãe Nora Parson (sobrenome de solteira).

Estas antigas famílias ocultistas começaram a se revelar abertamente durante o século 20, testando as águas, por assim dizer, e vendo o quão longe poderiam ir na popularização da antiga religião da bruxaria. Muitos dos principais teósofos britânicos visitaram os Robinsons no Castelo Huntington, como também seguidores de alto escalão de Rudolf Steiner, o fundador imbuído por demônios da Sociedade Antroposófica. Todos esses grupos estão unidos por uma causa comum, propagar sua antiga filosofia luciferiana e destruir o Cristianismo.

A Infiltração do Cristianismo

Como parte deste trabalho, eles treinam alguns de seus membros para se infiltrarem nas organizações cristãs e assumirem cargos de liderança. Lawrence Durdin Robinson serviu durante muitos anos como um clérigo anglicano ordenado, antes de fundar o Templo de Ísis com sua esposa e filha. A noção que esse homem alguma vez tenha sido um cristão é absurda.

A esposa dele, Pamela, era clarividente, o que significa que tinha a capacidade ocultista de ver algumas das entidades sobrenaturais que a seguiam por toda a parte. Em seu livro The Call of Isis (1975), Olivia faz o seguinte relato de sua cunhada:

"Valentine [seu codinome para Pamela] consegue se comunicar fisicamente com as plantas e flores. Curiosamente, ela acha mais embaraçoso falar sobre isso do que descrever a visão dos espíritos humanos. A comunicação com plantas tem a associação das histórias infantis, 'doçura', 'A Fada Sininho', e de 'Feyness'... Somente crianças menores de sete anos têm permissão de usar o 'telefone Daffodil'..."

Pamela descreveu para Olivia algumas das conversas que ela tinha com essas entidades: "Ela descreveu que podia se comunicar com os espíritos da natureza ocasionalmente, mas que podia conversar diretamente com flores e plantas." O relato dela dessas conversações revela um profundo fascínio com o reino do ocultismo e uma crença ingênua que o que ela viu foi a terra feliz das fadas, que não representavam ameaça alguma para a humanidade. Assim é o poder de Satanás para enganar.

O Telefone 'Daffodil'

Observe a referência de Robinson ao "telefone Daffodil", o nome sentimental dela para a linha de comunicação que essas entidades querem estabelecer com crianças muito pequenas.

O "Templo" propriamente está repleto de estátuas e imagens, santuários e altares, que têm o objetivo de atrair influências ocultistas. Entre as deusas representadas está Coatlicue, a deusa asteca da ira e da destruição, "a mãe devoradora", que exigia sacrifícios humanos. Há também um altar para Ishtar, a deusa babilônia cuja forma de adoração incluía prostituição no templo:

O programa da RTE mostrou as seguintes cenas do Templo:

Seria um erro considerar o Templo de Ísis no Castelo Huntington como um museu ou uma coleção de artefatos pagãos. Ele é muito mais do que isto, um lugar onde praticantes da bruxaria se reúnem regularmente para invocar forças sobrenaturais e convidar os deuses do antigo Egito a exercerem seu poder tenebroso sobre a Irlanda moderna. O Templo é a antítese do Cristianismo, um centro para rituais mágicos planejados e realizados por pessoas tolas para se colocarem sob a influência de demônios.

Para aqueles que escolheram o caminho do ocultismo, não temos nada a dizer. Mas, para aqueles que estão sendo atraídos sem saber para o covil de Lúcifier, dizemos: ACAUTELEM-SE. Esta coisa é real e pode causar problemas espirituais reais. Sob nenhuma circunstância as crianças deveriam ter a permissão de entrar nesse tipo de lugar!

A Deusa "Brighid' e sua Assim Chamada Cruz

Antes de encerrarmos, gostaríamos de chamar a atenção para um dos emblemas usados no Templo para designar a deusa, neste caso Brighid. Esta é a bem-conhecida "Cruz de Santa Brígida" — mostrada na gravura acima — que é tecida com juncos dos pântanos. As crianças irlandesas em idade escolar aprendem que "Santa Brígida" (uma deusa pagã disfarçada de santa católica) criou uma cruz simples usando um feixe de juncos para representar a cruz do Calvário. Isto é tudo uma tolice, é claro.

Os enganadores adoradores de Baal que inventaram este dispositivo estavam empurrando essa imagem pagã goela abaixo de um campesinato incauto. Deve ser óbvio para qualquer um hoje, especialmente aqueles que não foram treinados para acreditar de outra forma, que a Cruz de Santa Brígida é realmente uma variante da suástica pagã, um antigo símbolo solar, especialmente o sol ressurgente da primavera precoce. O dia atribuído no calendário ocultista para a celebração desse evento é 2 de fevereiro, Imbolg, ou a Festa Católica de Santa Brígida. Imbolg é uma das quatro datas mais importantes no calendário ocultista anual, normalmente marcado por sacrifício humano (aborto ou infanticídio).

Conclusão

O Templo de Ísis no Castelo Huntington, em Clonegal, Condado de Carlow, na Irlanda, é uma fortaleza das trevas. Ninguém em seu perfeito juízo deveria ter alguma coisa a ver com isto. Que esse tipo de local seja aberto ao público como uma "atração turística" é inacreditável. Permitir que crianças entrem em um centro de alto nível de bruxaria é um sério crime espiritual. Anunciar isto na televisão e promover como uma nova forma de atração, usando fundos públicos para este propósito — tanto a RTE quanto e Fáilte Ireland são órgãos patrocinados pelo Estado — é uma vergonhosa violação da confiança colocada nesses órgãos. O Estado não pode e nem deve promover a bruxaria!

Pedimos que a RTE e Fáilte Ireland retirem o suporte a esse empreendimento maligno e se retratem publicamente pelo envolvimento. Também pedimos que a Secretaria das Comunicações da Irlanda intervenha e faça um pronunciamento sobre o assunto.

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Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 6/3/2019
Transferido para a área pública em 26/7/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/bruxaria.asp