Nossos Pais Originais Viveram em um Jardim Musical

Autor: Jeremy James, Irlanda, 21/1/2020.



Quando Deus criou o "universo", ele realmente criou a Terra. O vasto "universo" vazio sobre o qual a ciência fala não existe. Ele foi inventado por Satanás para sufocar as maravilhas da Criação e zombar de Bíblia.

As estrelas, o sol e a lua são todos "luzeiros" nos céus, não fenômenos astronômicos gigantescos situados a bilhões de anos-luz da Terra. Eles se movem abaixo do domo, ou firmamento, que Deus criou e que serve para o propósito especificado em Sua Santa Palavra. A própria Terra é estacionária e plana. Ela é o universo, o lugar que Deus criou para a humanidade.

Para muitos cristãos, este é um conto fabuloso que a ciência moderna já desmistificou várias e várias vezes. Eles zombam de uma leitura literal do Gênesis e negligenciam muito do que a Palavra de Deus revelou para nosso benefício e compreensão.

A Terra não se desloca como um minúsculo grão de areia por um vácuo escuro e sem vida! Toda esta ideia é um absurdo, um engodo blasfemo construído com base em mentiras engenhosas e falsa ciência. O sistema mundial satânico é mantido coeso por mentiras desse tipo.

Compreendendo o Livro de Gênesis

Como o livro de Gênesis nos diz, a Criação tem dois componentes principais, a Terra e os céus. O firmamento é a grande partição entre os céus inferiores e o Terceiro Céu, onde o Deus Todo-Poderoso estabeleceu Seu trono.

Precisamos pensar seriamente sobre isto, porque mostra o quão insanamente enganoso é o Grande Enganador. Muitas de suas mentiras são absurdas, mas funcionam por que foram empurradas lentamente para dentro das mentes dos homens. Se ele pôde destruir a maravilhosa perfeição espiritual dos nossos primeiros pais com algumas mentiras, então por que imaginamos que ele é incapaz de inventar muitas outras mentiras — igualmente potentes e perigosas — para nos enganar, os descendentes caídos deles?

Já escrevemos vários ensaios que tratam da Cosmologia bíblica, de modo que não exploraremos o assunto em maior extensão neste ensaio. Entretanto, depois que passamos a crer em tudo o que Deus diz — e paramos de distorcer a Palavra de Deus e fazê-la se adequar à nossa cosmovisão secularizada repleta de distorções e mentiras — podemos começar a apreciar exatamente o quão incrivelmente belas e compreensíveis as obras da Criação devem ter sido para Adão e Eva, nossos pais originais.

Deus Viu Que Era Bom

Deus projetou o mundo para ser compreensível, para ser usufruído e para refletir a glória do nosso Criador. Cinco vezes no primeiro capítulo do Gênesis, quando Deus completa cada fase de Sua obra, somos informados que "viu Deus que era bom". Quando Deus diz que algo é "bom", então aquilo é profundamente perfeito, tão repleto de beleza e adornos interiores que deixa uma pessoa sem fôlego de tanta admiração.

É provavelmente impossível para nós, em nossa condição caída, compreender como era mundo para Adão e Eva antes de eles pecarem. Temos forte evidência disso em Gênesis 1:31:

"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto." [Gênesis 1:31].

Ao concluir Sua obra, o Senhor disse que tudo era "muito bom". Isto parece, em algum sentido, elevar ainda mais o que tinha sido dito no fim do Dia 5, antes de o homem ter sido criado. Independente de como escolhemos interpretar essa expressão, ela indica que a perfeição da Criação somente podia ser compreendida pelo homem e somente em seu estado de perfeição, sem pecado.

O pecado danificou nossas faculdades e infligiu dano permanente sobre o próprio mundo. Hoje, olhamos para um mundo danificado pelo pecado, um mundo sem sua perfeição original. Apesar disto, ainda podemos ver nas abundantes maravilhas da Criação uma manifestação espetacular do infinito poder, sabedoria, glória e soberania de Deus.

Caminhando com Adão

Existe um par de passagens no Gênesis em que a Palavra de Deus parece nos convidar a imaginar Adão caminhando entre as árvores e cuidando dos animais. Se meditarmos nesta cena, detectaremos dois aspectos da experiência dele que não são explícitas no texto. A primeira é o prazer e a satisfação que ele certamente sentia com as suaves fragrâncias exaladas por todo o jardim, o perfume emitido pela profusão de flores e madeiras odoríferas. A segunda é a sinfonia de sons que, sem dúvida, estava por todos os lados, enquanto ele caminhava pelas árvores e arbustos de seu luxuoso domínio.

No jardim abundavam pássaros, animais e insetos, cada um dos quais criava exatamente o som que Deus tinha em mente. Adão e Eva desfrutavam de um fluxo quase contínuo de música agradável, um coro pastoral ondulante, diferente de qualquer outro já encontrado por um explorador ou naturalista moderno. Audível durante todo o dia e, talvez, até durante a noite, ele era certamente mais alto ao amanhecer e no fim da tarde.

O Senhor Deus colocou nossos primeiros pais em um mundo repleto com os mais suaves, encantadores e animados sons que poderíamos imaginar, um ambiente infundido com harmonia musical.

Pense sobre isto, caro leitor. A maioria dos comentaristas bíblicos passa por esse aspecto do Gênesis sem fazer comentário algum, o que é uma grande vergonha.

Pássaros como o rouxinol, o sabiá e o papa-figos produzem alguns dos mais belos sons naturais no mundo. Na Irlanda, somos algumas vezes abençoados ao ouvir o pássaro-preto europeu, que produz um canto belíssimo. Todavia, esses e outros pássaros, como o canário, a cotovia-pequena e o ferreirinha-comum, oferecem apenas um eco tênue do glorioso oratório que Adão e Eva ouviam quase que continuamente.

Deus Ama a Música

Sabemos que o Senhor Deus dos céus ama a música, porque Ele encheu toda Sua habitação com cânticos de louvor. Se pudéssemos ouvir a música, o coro de Aleluia dos serafins e anjos nas alturas seria, sem dúvida, extraordinário para nossos ouvidos — "E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória." [Isaías 6:3].

Se o papel da música no céu é celebrar e louvar a glória de Deus, então esperaríamos que nossa música aqui na Terra, quando muito boa, tem um papel similar. A Bíblia nos dá pouca indicação disso, até Davi entrar em cena e, como um homem segundo o coração de Deus, passar a ensinar como podemos nos relacionar com Deus de um modo pessoal. As canções dele, ou salmos, foram revolucionárias, tanto em como habilitaram o indivíduo a conversar com Deus e no modo como permitiram que todos que amassem a Deus pudessem se reunir e adorá-lo em uníssono.

Os Salmos foram como uma transição entre a Lei de Moisés e o — até aqui não revelado — Evangelho de Cristo. O homem segundo o coração de Deus era abençoado com quatro dons especiais de Deus, todos relacionados com a música. Primeiro, ele sabia tocar a harpa excepcionalmente bem, tanto que, quando o rei necessitou de um harpista para tocar música suave e melodiosa, seus assessores imediatamente mandaram chamar a Davi. Seu segundo grande dom era sua voz de cantor bem-afinado, que ele necessitava para complementar seu papel como músico na corte real. O terceiro talento era sua compreensão musical, que ele usou para criar ou inventar instrumentos musicais, que mais tarde foram usados na adoração no Templo:

"E quatro mil porteiros, e quatro mil para louvarem ao SENHOR com os instrumentos, que eu fiz para o louvar, disse Davi." [1 Crônicas 23:5].

"E os sacerdotes, serviam em seus ofícios; como também os levitas com os instrumentos musicais do SENHOR, que o rei Davi tinha feito, para louvarem ao SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre, quando Davi o louvava pelo ministério deles; e os sacerdotes tocavam as trombetas diante deles, e todo o Israel estava em pé." [2 Crônicas 7:6].

"Que cantam ao som da viola, e inventam para si instrumentos musicais, assim como Davi." [Amós 6:5].

O quarto dom, é claro, foi sua habilidade de escrever a letra de canções sacras, ou Salmos, e compor para cada uma delas uma melodia apropriada e a partitura musical.

Quando estava cheio do Espírito Santo, Davi conseguiu usar esses dons com efeito admirável. Muitas de suas composições foram a inspirada Palavra de Deus e foram selecionadas, junto com as obras inspiradas de outros salmistas, para serem incluídas na Bíblia.

A Liturgia Cantada Fornecida por Deus

Os Salmos transformaram a adoração no Templo. Como uma liturgia cantada, dada diretamente pelo Espírito Santo, os Salmos levaram a adoração a Deus a um nível totalmente novo. Por mais de quatrocentos anos — em toda a nação de Israel — ofertas sacrificiais e suas cerimônias associadas tinham sido o foco principal de adoração comunitária. Os israelitas compartilhavam tempo com Deus principalmente por meio de refeições feitas em Sua presença, onde porções aprovadas do sacrifício eram consumidas em um ambiente comunitário. Um homem, sua mulher e seus filhos, juntos com outros parentes e amigos, podiam todos se reunir para este propósito.

Os Salmos tornaram-se um tipo novo ou adicional de sacrifício, ou seja, o sacrifício dos nossos lábios, o sacrifício de louvor:

"Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome." [Hebreus 13:15].

"A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao SENHOR dos Exércitos, porque bom é o SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre; dos que trazem ofertas de ação de graças à casa do SENHOR; pois farei voltar os cativos da terra como ao princípio, diz o SENHOR." [Jeremias 33:11].

A centralidade da música na adoração sacerdotal, desde o tempo de Davi, e sua cuidadosa incorporação dentro do programa de atividades sagradas no próprio Templo, é prova que a música exerce um papel vital e vitalizador na nossa adoração a Deus.

A Influência Invisível e Universal da Música

Em várias ocasiões a Palavra de Deus nos mostra como a música afeta a humanidade. O rei Nabucodonosor erigiu um enorme ídolo de ouro na Babilônia e decretou que seus súditos se inclinassem diante dele, sempre que sua música-tema de assinatura fosse tocada — seu leitmotif, por assim dizer.

Isto era executado na "buzina, flauta, harpa, sambuca, saltério, gaita de foles, e de toda a espécie de música" [Daniel 3]. A palavra "tambor" não aparece na Bíblia, mas a frase "toda a espécie de música" — outros instrumentos não especificados — muito provavelmente incluía tambores e instrumentos de percussão, como os chocalhos.

Por que Nabucodonosor usa um acompanhamento musical para este propósito se ele não aumenta de algum modo o ato pecaminoso da idolatria?

Sabemos que instrumentos como esses não eram ofensivos a Deus, pois a lista inclui a harpa, a sambuca (uma harpa triangular) e o saltério. Entretanto, podemos inferir que a música que eles produziam de alguma forma exaltava Nabucodonosor, o ídolo, ou, possivelmente, ambos.

É notável que Daniel liste os instrumentos em detalhes em quatro passagens diferentes. Uma única menção teria sido suficiente se apenas precisássemos saber quais instrumentos eram usados. Por meio dessa ênfase repetida, o Espírito Santo está a nos dizer que a música, sozinha, tem um efeito poderoso na nossa condição espiritual. Ela pode honrar o Maligno no ato de idolatria, ou pode louvar o Senhor no ato de adoração.

O Maligno Detesta a Música Harmoniosa

Se um som harmonioso é tão importante para nosso bem-estar que nossos primeiros pais foram amplamente abastecidos com ele e, se o canto é um elemento central na adoração cristã, então podemos ter certeza que o Maligno tomou medidas para corrompê-los e controlá-los.

Já escrevemos sobre isto em quatro ensaios anteriores — Como a Música Cristã Contemporânea Está Destruindo a Verdadeira Adoração Cristã, Música Cristã Contemporânea, Hillsong e o Ataque à Verdadeira Adoração Cristã

, "Música Tóxica ou Verdadeira Adoração Cristã?" e A Corrupção da Adoração Cristão por Andróginos Ardilosos — e incentivamos nossos leitores a analisá-los. A guerra contra o Cristianismo inclui uma campanha maligna contra a música espiritualmente edificante, contra a harmonia, contra os acordes e melodias suaves, e contra os hinos e cânticos de louvor que honrem nosso Pai celestial e nutram nossas almas.

Onde não é possível corromper uma composição edificante, todos os esforços serão feitos para corromper o modo como ela é apresentada. Isto pode incluir o uso de músicos transgêneros e homossexuais, a inclusão de tambores e percussão, e a substituição de instrumentos naturais por seus correspondentes eletrônicos.

Como mostramos em um ensaio anterior, a guitarra elétrica é o violino do Maligno, um dispositivo que oferece um número surpreendente de modos de injetar dissonância dentro dos mais simples dos sons. Isto é especialmente perigoso nas mãos de um músico que permite que entidades sobrenaturais trabalhem por meio dele durante sua apresentação. O Maligno deu ao mundo sua versão do Estandarte Estrelado (o hino nacional americano) via a guitarra de Jimmy Hendrix, no Festival de Woodstock, em 1969 e, posso conjeturar, sua versão da Sonata para Piano número 32, de Beethoven, via a guitarra de Jimmy Page, em Stairway to Heaven, em 1971.

Se quisermos enriquecer nossas vidas com a música, usando cuidado e discernimento, precisamos compreender um princípio importante que a Palavra de Deus trata de um modo muito dramático.

Por grande parte de sua vida adulta, Saul foi atormentado por espíritos malignos. Sua natureza arrogante e rebelde o deixou aberto à influência demoníaca. Como diz a Bíblia, a rebelião é como o pecado da feitiçaria (1 Samuel 15:23). Deus até enviou um espírito maligno para testar Saul, talvez para fazê-lo reavaliar suas ações no passado e reconhecer o mal que ele tinha causado a si mesmo:

"E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR. Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora o espírito mau da parte de Deus te atormenta." [1 Samuel 16:14-15].

"E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele." [1 Samuel 16:23].

Mas, Deus, em Sua misericórdia, também enviou uma solução. Saul poderia continuar a sofrer o tormento infligido pelo espírito maligno autorizado por Deus, ou poderia ter mantido sua sanidade, submetendo-se humildemente à música agradável a Deus, produzida por um jovem pastor de ovelhas. A escolha era dele.

Poderíamos falar extensamente sobre esse episódio admirável, mas a coisa principal a observar — no contexto no nosso ensaio — é o impacto da voz e da harpa de Davi sobre o espírito maligno que oprimia Saul. O jovem rapaz enchia a corte real com uma harmonia musical suave — e os demônios detestam a harmonia. Como resultado, o espírito maligno tinha de se afastar!

A Música Rock Destrói Nossa Capacidade de Usufruir a Harmonia

Não é acidente que a chegada da música Rock coincidiu com o aparecimento de uma descrença geral em Satanás e seu poder para prejudicar a igreja. Poucos cristãos hoje reconhecem as raízes demoníacas da música Rock, mas muitos cristãos nos anos 1950s puderam ver qual seria o resultado daquilo. Infelizmente, a igreja não deu ouvidos à advertência deles. A geração mais jovem recebeu a permissão de festejar na confusão, o pastiche acústico que chamamos de música Rock. Ao longo do tempo, a batida dissonante e rebelde do Rock destruiu a capacidade da geração mais jovem de buscar e de se alegrar com a harmonia.

O Maligno não é tolo. Se ele lançasse um ataque direto contra a música popular harmoniosa, encontraria resistência obstinada. Assim, ao longo dos anos 1960s, ele também forneceu diversas melodias muito agradáveis e arranjos musicais hipnotizantes para embelezar os maiores sucessos e manter seus clientes satisfeitos. Enquanto isso, a variedade de Rock sendo oferecido em concertos ao ar livre e festivais de música estava se tornando cada vez mais desarmoniosa e dissonante. Por volta de meados dos anos 1970s, quando as melodias suaves já tinham todas desaparecido, as bandas Heavy Metal dominaram as "paradas de sucesso" e os álbuns vendiam milhões de cópias.

Os pastores deviam ter pregado sobre isto, mas pensaram que era apenas "fase". Infelizmente, a atração pela música Rock, uma vez que tenha sido estabelecida, nunca deixa o indivíduo sem uma luta. A não ser que façamos um esforço para nos livrarmos desse hábito debilitante, reteremos uma atração perversa pela dissonância, pelos sons que são mantidos juntos por uma cepa comum de discórdia e rebelião. Os jovens adultos, que continuam a alimentar esse estranho apetite carnal, gravitarão cada vez mais em torno de situações que não são benéficas espiritualmente para eles. O hinos sacros de cem anos atrás não significarão nada para eles — exatamente como Maligno quer.

A Desarmonia É Prejudicial

Há uma conexão bem-conhecida entre sexo promíscuo, drogas psicotrópicas e o Rock and Roll. Os cristãos podem ver os perigos representados pelos dois primeiros, mas não pelo último, porém este é ouvido quase por toda a parte hoje, até em nossas igrejas. A guitarra elétrica é sinônimo de música Rock, o som do Rock, e os acordes abrasivos que este gênero promove. Mais uma vez, referenciamos os leitores ao nosso ensaio "Música Tóxica e a Verdadeira Adoração Cristã", para um exame da guitarra elétrica e o mal que causa à nossa mente e emoções. [Incluímos um excerto relevante daquele ensaio no Apêndice 1.]

Os demônios detestam qualquer coisa que reflita a harmonia natural estabelecida por Deus. Como essas mesmas harmonias são o fundamento da nossa saúde e bem-estar, o Maligno está usando a música Rock para derrubar nossas defesas naturais, dadas por Deus. Até aqui conhecemos muito pouco sobre como nossas mentes e emoções funcionam — apesar das orgulhosas afirmações feitas pela ciência moderna — portanto, não é aconselhável mexer com esses estados internos delicados e suas psicologias subjacentes. Em vez disso, deveríamos buscar, tanto quanto possível, viver da forma que Deus tinha em mente para nós.

Vamos examinar outra lição da Palavra de Deus. Quando três reis decidiram partir em uma campanha militar para conquistar Moabe, o profeta Eliseu seguiu junto com a linha de suprimentos deles. Devido ao mau planejamento, o exército ficou com pouca água e a situação tornou-se crítica. Os três reis — Jorão, que reinava em Samaria, Jeosafá, que reinava em Jerusalém e o rei de Edom — decidiram buscar o aconselhamento de Eliseu. O profeta, aparentemente, não estava disposto a atender a solicitação do rei de Israel: "Mas Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe. Porém o rei de Israel lhe disse: Não, porque o SENHOR chamou a estes três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas." [Reis 3:13]. Os pais dele, é claro, eram Acabe e Jezabel e os profetas em questão eram servos de Baal.

Depois que se acalmou, Eliseu concordou em dar o conselho do Senhor, mas somente por respeito a Jeosafá, rei de Judá. Antes de fazer isso, ele pediu que chamassem um músico.

"Ora, pois, trazei-me um músico. E sucedeu que, tocando o músico, veio sobre ele a mão do SENHOR." [2 Reis 3:15].

Dadas as circunstâncias, podemos assumir que Eliseu precisou se recompor antes de buscar a Palavra do Senhor. Também podemos assumir que o rei de Israel, descendente de duas das figuras mais ímpias na Bíblia, tinha sido iniciado no mesmo culto a Baal. Se foi assim, ele teria consultado demônios e praticado feitiçaria. Portanto, o músico, ao tocar, parece ter realizado não uma, mas duas tarefas — acalmar o profeta e banir temporariamente quaisquer demônios que acompanhavam Jorão, o rei de Israel.

O Total Controle Empresarial Sobre a Música

Isto nos trás até o papel da música no mundo moderno, em que um pequeno número de grandes empresas controla uma indústria imensamente influente e lucrativa. Companhias como a Apple e Spotify atendem às necessidades de milhões de pessoas ouvirem música todos os dias. Ao fazerem isso, elas moldam e definem seus gostos musicais e satisfazem um apetite que é ditado em grande parte pela própria indústria.

No que se refere ao conteúdo, novamente encontramos um número pequeno de grandes empresas, que exercem enorme controle sobre a música que a maioria das pessoas consome. Companhias como a Sony, Warner, EMI e algumas outras decidem o formato e direção de virtualmente todos os aspectos da indústria. O advento de conteúdo relacionado com vídeo levou à uma fusão de duas mídias poderosas que, juntas, estão moldando as mentes e emoções dos adolescentes por toda a parte.

Este efeito é especialmente pronunciado nos filmes, em que o impacto psicológico de imagens e sons cuidadosamente integrados é estudado em profundidade. Os produtores e diretores dos filmes agora sabem como manipular uma audiência de modos como a pessoa mediana nunca suspeitaria. Por exemplo, eles podem colocar em uma série de filmes diversos ganchos sutis, que implantem no espectador o desejo de assistir ao próximo episódio da série. Isto ajuda a explicar por que a indústria do cinema em Hollywood cria tantas séries de sucesso, como Guerra nas Estrelas, Batman, X-Men, O Homem-Aranha, Transformers, Toy Story, Matrix, etc. A audiência é sutilmente programada para desejar uma continuação.

O compositor alemão Richard Wagner fez algo similar — porém de um tipo primitivo — quando solicitou que um fabricante parisiense de instrumentos musicais projetasse uma tuba que tivesse as características acústicas de um corne. Em seguida, ele usou essa tuba de uma forma inteligente, como uma espécie de som de assinatura, nas óperas do seu famoso Ciclo do Anel. Mais tarde, quando Richard Strauss, outro talentoso compositor, quis agradar os wagnerianos endinheirados na Alemanha, ele fez isso incluindo o "corne de Wagner" em algumas de suas obras sinfônicas.

Música Que Expressa o "Lado Escuro"

O poder manipulador da música está sendo explorado nos filmes hoje, não simplesmente para evocar emoções que criam empatia com a narrativa na tela, mas para influenciar nossa percepção e até nossa disposição para aceitar novas ideias.

Poderíamos dar muitos exemplos disto, mas, talvez, a mais conhecida seja a música composta para a série de filmes Guerra nas Estrelas. Um professor associado de música na Universidade Tufts fez uma análise dessa música e publicou suas descobertas on-line, em uma obra intitulada Complete Catalogue of the Musical Themes of Star Wars (Catálogo Completo dos Temas Musicais de Guerra nas Estrelas) (Frank Lehman, atualizada em 15/1/2020). Ele também é autor de Hollywood Harmony, um estudo abrangente da música no cinema, que foi publicado pela OUP em 2018.

Em dezembro de 2019, ele publicou um artigo no jornal The Washington PostHow John Williams’s Star Wars Score Pulls Us to the Dark Side (Como os Arranjos de Guerra nas Estrelas, de John Williams, nos Empurram para o Lado da Escuridão) — que revelou como a moderna teoria musical está sendo usada para produzir arranjos musicais para os filmes com temas e leitmotif que se fixam firmenente na mente dos espectadores. Falando sobre a habilidade de John Williams nesse aspecto, ele disse: "A trilha sonora nos filmes é inerente e descaradamente manipuladora e, durante várias décadas, Williams provou ser o manipulador-mestre em Hollywood."

As cenas do Episódio 7 de Guerra nas Estrelas foram filmadas nas Ilhas Skellig, situadas a uma pequena distância da costa oeste da Irlanda. De todas as localizações que eles poderiam ter escolhido, esta foi especialmente agradável para aqueles que adoram a Força. Quando a Europa foi invadida pelos bárbaros no século 6 e o Cristianismo no Ocidente parecia que iria desaparecer, uma colônia de monges irlandeses encontrou refúgio nessas ilhas e, incrivelmente, a usou como base para restaurar outras partes da Europa. Aqueles homens admiráveis mantiveram acesa a luz do Evangelho quando os poderes das trevas pareciam que iriam prevalecer. Usando a franquia Guerra nas Estrelas, os luciferianos trouxeram essas ilhas mais uma vez à atenção do mundo, mas, desta vez, para mostrar que elas tinham agora sido capturadas pelos servos de Baal.

Depois de analisar os temas musicais que John Williams usou com grande efeito na série Guerra nas Estrelas, Lehman conseguiu ver como o compositor foi capaz de fazer o mal parecer intrigante, se não apelativo: "Ouvir esses temas malignos com o ouvido de um estudioso da música oferece uma lição sobre o poder real do lado da escuridão, mostrando-nos como a música pode repelir, enganar e, com os truques corretos de composição, até produzir encantamento."

Observe o que Lehman está dizendo aqui. A música não está meramente retratando o lado escuro, mas utiliza artifícios que caracterizam como o lado escuro opera. Isto é como se uma máscara feia fosse removida para revelar uma face que é igualmente feia.

Por exemplo, ele referenciou a obra de outro teórico musical que, ao examinar a Marcha Imperial do personagem Darth Vader, concluiu que ela é uma "melodia tortuosamente sofisticada, cheia de ritmos com viradas súbitas e corrupções harmônicas". Entre os vários temas musicais atribuídos ao neto de Darth Vader está um tema dominado por um trítono obtrusivo, "o mais demoníaco dos intervalos musicais". O imperador Palpatine, um indivíduo excepcionalmente maligno, recebeu um leitmotif que é construído "em um tipo de violação da lei musical natural". Lehman cita a avaliação de outro teórico: "A música dá a impressão que somente um bruxo muito poderoso, talvez somente um deus, poderia dar vida aos acordes daquele modo."

Em seus comentários finais, Lehman tratou o modo como a música está sendo usada nos filmes, notavelmente na série Guerra nas Estrelas, para modelar e moldar nossa percepção: "Como os eruditos da música e da propaganda já mostraram repetidamente, a música é tão poderosa quanto a retórica falada quando se trata de abrir as pessoas para mensagens políticas."

Ele citou como um exemplo o leitmotif do personagem maligno Palpatine. John Williams colocou a instrução "litúrgico" na partitura musical desse leitmotiv, indicando que ele deveria ser executado "como uma oração". Lehman descobriu que uma sensibilidade religiosa era evidente em grande parte da música na série, mas que a variedade da religião em questão era o ocultismo: "O apelo final para o mal nesta série, pode parecer, está conectado com um sentimento de religiosidade. Uma promessa de poder ocultista, apresentado com a auréola musical correta, é tudo o que basta."

O Maligno sabe como explorar os desejos e vulnerabilidades da humanidade, como puxar para fora os aspectos mais tenebrosos da nossa natureza e fazê-los parecer atraentes. Ele usa a música para este propósito com grande efeito. Exatamente como Lehman disse, "Uma promessa de conhecimento ocultista, apresentada com a auréola musical correta, é tudo o que basta."

Conclusão

Dado o curso dos eventos recentes na cena internacional, poderemos em breve entrar em uma fase na história humana em que as antigas certezas irão desaparecer, em que a desordem reinará e muitos entrarão em desespero. O mundo parecerá estar totalmente fora de harmonia. Vivendo em condições tão estressantes assim, precisaremos de música edificante mais do que nunca antes. Portanto, seria prudente criar uma coleção de gravações agora que possamos ter e usar se e quando esses eventos começarem a acontecer.

Embora não estejamos qualificados para sugerir o que essa coleção deva conter, incluimos no Apêndice B uma lista de obras que acreditamos que vale a pena considerar.

Os fiéis cristãos devem também ter muitas gravações de hinos tradicionais, não somente por causa da elevação espiritual que eles trazem a cada um de nós individualmente, mas pelo conforto que darão para grupos de fiéis e almas perdidas que se reúnam para cantar e apreciar essas obras de louvor e adoração.

Davi sobreviveu no deserto, sob grandes dificuldades e provações, durante mais de uma década. A confiança dele em Deus foi fundamental para isso, mas o amor dele pela música e a força que ele obtinha com ela devem ter exercido um papel valioso. Muitos de seus salmos foram compostos durante este período.

A Palavra de Deus revela a importância da música e das harmonias musicais para nossa alegria e bem-estar. Desde o Gênesis e Êxodo, os Salmos e os cantores no Templo, até o período apostólico e o livro de Apocalipse, vemos que a música e o canto são elevados até um lugar muito especial. Quando Paulo e Silas estavam presos em Filipos, na região da Macedônia grega, com seus pés acorrentados, eles oravam e cantavam hinos de louvor a Deus! —

"E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos." [Atos 16:25-26].

O livro de Neemias nos diz que a alegria do Senhor é a nossa força. Precisamos tomar medidas sensatas todos os dias, para encontrar essa alegria. Nossa tarefa torna-se muito mais fácil quando aprendemos a fazer uso do grande dom da música que o Deus Todo-poderoso deu a Adão e Eva no Jardim do Éden!

Outros Ensaios Relevantes Nesta Série:



Apêndice A

Excerto de um Ensaio Anterior, "Música Tóxica ou Verdadeira Adoração Cristã?"

Precisamos nos aproximar de Deus da forma como Ele definiu, não da nossa própria forma. Ele definiu padrões e diretrizes para a adoração — independente de onde eles possam ser encontrados em Sua Palavra — nosso dever é examiná-los, estudá-los cuidadosamente e aplicá-los.

A Palavra de Deus nos diz claramente que quando instrumentos musicais são usados na adoração, eles devem ser constituídos somente pelos seguintes: harpa, saltério, címbalos e trombetas. A flauta e o tambor não eram usados na adoração do templo — de modo que não devem ser usados hoje no nosso serviço na igreja.

Sabemos também, a partir de referências na Bíblia aos címbalos e trombetas — sejam a buzina de chifre de carneiro ou a trombeta de prata — que eles eram usados somente em determinadas circunstâncias (notavelmente as trombetas de prata) e serviam principalmente como um modo de controlar o tempo (os címbalos).

A harpa e o saltério eram instrumentos de corda com uma cavidade ressoante. As cordas da harpa eram puxadas, enquanto que o saltério era provavelmente dedilhado. A Palavra de Deus menciona um "instrumento de dez cordas" que, como observamos anteriormente, parece ser uma lira.

Considerando seu alcance tonal, os instrumentos modernos que parecem atender a essa definição genérica são: harpa, violino, viola, violoncelo, violão acústico, o dulcimer e o piano.

Ao listar esses instrumentos não estamos tentando ser prescritivos. Desejamos simplesmente mostrar como os princípios bíblicos podem e devem ser aplicados no nosso mundo moderno.

A maioria das igrejas hoje usa o piano e o violão padrão na adoração. Isto parece ser plenamente consistente com aquilo que o Senhor nos pede para fazer. Outras igrejas incluem algum tipo de bateria — o que não é bíblico. Entretanto, muitas igrejas estão agora usando um instrumento que viola praticamente todo princípio de adoração bíblica — a guitarra elétrica.

Para compreender por que a guitarra elétrica é tão prejudicial na adoração cristã, precisamos voltar e identificar o elemento que é comum em todos os instrumentos bíblicos. Este elemento comum é tão óbvio que talvez sequer o observemos — no caso de todo instrumento musical aprovado por Deus, a música, ou som, origina-se no ar. Isto pode parecer uma característica que não vale a pena observar, pois os israelitas não tinham meios de gerar som sem ser pelo contato direto com o ar — seja soprando, tangendo, chacoalhando ou batendo. Entretanto, seu significado é imediatamente óbvio em uma época em que outra possibilidade existe.

Fôlego

Para apreciar plenamente por que isto é importante, precisamos ver a potência espiritual excepcional do "fôlego" na Palavra de Deus:

"E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." [Gênesis 2:7].

"O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida." [Jó 33:4].

A Palavra de Deus conecta o fôlego com a própria vida. O homem têm fôlego por que Deus soprou a vida para dentro dele!

Quando adoramos a Deus, estamos nos envolvendo na mais exaltada de todas as atividades humanas. Além disso, fazemos isso por meio do nosso fôlego!

A própria Palavra de Deus foi proferida pelo fôlego de Deus. É por este motivo que ela é tão central na adoração cristã. Os anjos também foram criados pelo fôlego de Deus:

"Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca." [Salmos 33:6].

A Palavra de Deus nos lembra que nosso próximo fôlego de vida está nas mãos de Deus, que continuamos a viver e respirar por causa de Sua graciosa vontade e infinita misericórdia.

"Na sua mão está a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda a carne humana." [Jó 12:10].

Também não devemos nos esquecer que, na plenitude dos tempos, o Senhor "com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio" [Isaías 11:4].

Todos os instrumentos musicais da adoração cristã criam som por meio do impacto que produzem no ar ao redor. Até mesmo nossa voz! Nosso fôlego e nossa adoração estão intimamente conectados.

A Guitarra Elétrica

A guitarra elétrica foi inventada nos anos 1940s e adquiriu sua forma moderna nos anos 1950s. Ela é constituída por um instrumento de cordas que usa um dispositivo eletromagnético para converter as vibrações metálicas em som. Esse dispositivo é conhecido como captador magnético. De acordo com um princípio conhecido como indução eletromagnética, as cordas de aço vibrantes induzem uma tênue corrente elétrica no captador. Qualquer movimento pequeno na corda gera um correspondente pulso elétrico que pode ser convertido em som por meio de um alto-falante. Como o sinal elétrico é geralmente fraco demais para alimentar o alto-falante, um dispositivo amplificador é usado para aumentar a força dos pulsos elétricos.

Podemos ver então que uma guitarra elétrica tem duas fontes geradoras de som: o captador, que transforma as vibrações metálicas em uma sequência variável de pulsos elétricos, e um amplificador, que pode ser projetado para modificar os pulsos elétricos em uma forma específica, desse modo alterando o som produzido pelos alto-falantes.

O guitarrista não produz som algum. Ao contrário, ele produz vibrações em um conjunto de cordas de aço. O ar em torno do instrumento e a estrutura do instrumento também não têm efeito material algum sobre as vibrações. Uma guitarra elétrica ainda produziria grande parte do mesmo som se fosse tocada no vácuo. Igualmente, suas cordas produziriam muita da mesma vibração mesmo se estivessem fixadas em um bloco de concreto.

O som propriamente é produzido pelo alto-falante. Esse "som" é o som original. Ele não é uma versão amplificada de um som antecedente. O nome "amplificador" é frequentemente malcompreendido, pois muitos erradamente assumem que ele amplifica um som pré-existente, mas não. Ele somente amplifica um sinal elétrico. A "voz" de uma guitarra elétrica não está na própria guitarra, mas no alto-falante.

O termo "guitarra elétrica" é errôneo. Ela não é uma forma modificada ou "elétrica" do violão acústico, ou qualquer coisa desse tipo, mas um conjunto de cordas de aço ligadas a três componentes eletromagnéticos separados: o captador (muitas guitarras elétricas têm até quatro captadores), o amplificador e o alto-falante.

A assim chamada guitarra elétrica não é um instrumento musical, mas uma forma primitiva de sintetizador de som que consiste de quatro componentes. Os acadêmicos da Universidade de Massachusetts declararam o seguinte em um artigo publicado em 2013 pela Sociedade Acústica da América:

"A guitarra elétrica é um sistema acústico eletromecânico complexo, inventado menos de cem anos atrás. Enquanto os instrumentos mais tradicionais como as vozes, violinos, trompetes, tímpano, piano e violino possam possuir características inatas que a maioria dos ouvintes facilmente consegue identificar, a guitarra elétrica é um sintetizador de som capaz de produzir uma vasta variedade de sons.

A guitarra, o amplificador e as técnicas de gravação usadas permitem que o executante e o engenheiro de som definam e refinem os elementos de timbre, quase sem limitações. A guitarra elétrica não tem um única qualidade de timbre de referência, mas, ao contrário, convida, e até inspira os executantes e técnicos de gravação a criarem novos sons e explorarem timbres alternativos, da forma como desejarem." [Electric Guitar — A Blank Canvas for Timbre and Tone, Case, Roginska, Mathew and Anderson.]

De fato, o grande apelo da guitarra elétrica está no fato que ela não é um instrumento musical, mas um meio portátil e de baixo custo de gerar uma variedade extremamente ampla de sons sintéticos, a maioria dos quais não pode ser produzida por qualquer outro meio e que não tem equivalente natural ou instrumental.

A guitarra elétrica — ou sintetizador portátil de cordas de aço — é um dispositivo revolucionário, pois libera o executante das limitações acústicas dos instrumentos naturais. Uma grande proporção dos sons que ela produz é completamente estranha ao mundo que conhecemos ao nosso redor. Seus efeitos sônicos são novos e imprevisíveis, capazes de afetar profundamente nossas emoções, mudar nosso humor e interferir em nosso estado fisiológico normal.

Os guitarristas da música Rock procuram desenvolver um som personalizado usando captadores e outros dispositivos com características eletrônicas distintas, bem como um amplificador personalizado que "distorce" ou acrescenta "coloração" ao sinal de entrada. Algumas vezes é impossível para um guitarrista reproduzir o trabalho de outro, a não ser que ele saiba quais dispositivos e configurações forem usados no original. Mesmo assim, talvez não seja possível, se o amplificador original tinha um defeito incomum que produzia uma coloração distinta no som.

A partir de tudo isto, podemos ver que a guitarra elétrica não tem nada em comum com os instrumentos musicais aprovados na Palavra de Deus. Ela não tem um timbre fixo e também não tem uma paleta tonal fixa. Ela não emite um som reproduzível que seja prontamente identificável. Ela é capaz de produzir um intervalo quase ilimitado de sons, a maioria dos quais é discordante e estranho à experiência humana. Ela nem mesmo é um único instrumento, mas quatro componentes não-relacionados, somente um dos quais é "tocado" pelo executante. Além disso, por último de tudo, ela não tem "fôlego" — todos os seus sons são sintéticos.

A Máquina de Som de Satanás

Não é nem um pouco surpreendente que um dispositvo tão estranho assim cause uma revolução na música. O gênero Rock and Roll nunca teria iniciado sem a guitarra. A música Rock moderna é substancialmente um produto da guitarra elétrica. Uma indústria que se alegra em sua atitude rebelde e iconoclasta é alimentada por sons que somente um sintetizador portátil pode produzir. É impossível imaginar um concerto de música Rock sem uma guitarra elétrica.

Os cristãos precisam considerar estes fatos simples com muito cuidado. "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." [João 10:10]. Se a expressão de rebelião mais popular no mundo hoje — o ubíquo concerto de Rock — depende desse dispositivo não-natural, então que lugar ele poderia ter na igreja de Deus?

Esse dispositivo pertence por direito à igreja de Satanás. Os concertos de música Rock celebram tudo aquilo que os poderes das trevas querem promover entre os jovens. O som estranho produzido nesses eventos entra nas mentes e corações e os mudam espiritualmente. Satanás compreende a química do som! Ele é capaz de usar isto como um instrumento acústico para cortar as delicadas fibras morais que restringem nossa natureza caída.

É surpreendente que tantos pastores cristãos não tenham compreensão alguma dos danos espirituais causados pela música Rock. Em sua ignorância eles até permitem que o principal instrumento da obra destrutiva dessa música entre na igreja e — incrivelmente — seja usado na adoração!

Os luciferianos estão animados com a inexplicável ignorância desses pastores. Uma ferramenta que esses agentes de Satanás usaram poderosamente nos últimos 60 anos para solapar a sociedade e subverter nossos filhos está agora sendo amplamente usada na adoração cristã! Eles são ajudados nessa ímpia empreitada, não apenas pela ignorância dos pastores sem discernimento, mas pela generalizada aceitação da música Rock dentro da sociedade em geral.

Aqui está como um luciferiano exultou na influência que os poderes das trevas podem exercer por meio da guitarra elétrica:

"Há um significado coletivo, mágico e espiritual associado com a Guitarra Elétrica. Para o Guitarrista Espiritual, ela é o misterioso Instrumento de Lúcifer, o Martelo de Thor, o Raio de Zeus, o Caduceu de Hermes, a Espada do Guerreiro, a Pedra do Filósofo e a Vara do Mago. Ela se tornou uma grande Arma de Som na Música e um símbolo dinâmico para o Espírito da Liberdade e Independência desde aproximadamente meados do século 20, e continuará a ser no futuro! — [David Cherubim, The Spiritual Guitar Guide, 2003].

Marque bem estas palavras! Os luciferianos sabem exatamente o estrago que podem causar por meio da música, desde que tenham em mãos um instrumento que pode produzir os sons sintéticos necessários. Os cristãos incautos e ingênuos não têm compreensão disto! Eles ignoram a Palavra de Deus e tolamente imitam os modos do mundo.

Os satanistas sabem que, quando usada de certa forma, a música pode ser usada para conjurar demônios. Os guitarristas da música Rock fazem isto o tempo todo. Da mesma forma, a música do tipo certo fará os demônios se afastarem. A Bíblia se refere a isto no primeiro livro de Samuel; o jovem Davi tocava a harpa e fazia o espírito mau se afastar do rei Saul:

"E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele." [1 Samuel 16:23].

Nossas igrejas hoje estão sendo infiltradas por indivíduos aparentemente retos que servem aos poderes das trevas. Nada lhes dá maior prazer do que confundir e enganar o povo de Deus. Eles promovem as traduções deficientes da Bíblia, a música cristã contemporânea, as modas e modismos de todos os tipos, conferencistas famosos, práticas de Nova Era, ecumenismo, diálogo interfé, ambivalência moral, adoração experimental, meditação, Yôga, e muitas outras coisas mais. Um dos principais objetivos deles é solapar e destruir a verdadeira adoração cristã. Eles conhecem a força e alegria que os cristãos obtêm com a adoração com base bíblica, de modo que a detestam. Eles comemoram o dia em que uma igreja começa a usar uma guitarra elétrica.

Os Teclados Eletrônicos

Precisamos chamar sua atenção para outra implicação para a igreja moderna das regras e diretrizes definidas de forma clara na Palavra de Deus. Há muitos anos que as igrejas estão substituindo o piano pelo teclado eletrônico. Isto é errado! O piano tem um som natural, enquanto que o teclado eletrônico não tem. Como a guitarra elétrica, o teclado eletrônico é um sintetizador de som, não um instrumento musical. Entretanto, ele não é tão danoso quando a guitarra elétrica, pois seu intervalo tonal é fixo. Apesar disso, ele está em conflito com a Palavra de Deus e não deveria ser usado.

Isto tudo é provavelmente mais do que muitos cristãos professos podem suportar ouvir. "Ei, este sujeito quer que nos livremos do nosso teclado eletrônico!" Não, este sujeito quer que você obedeça à Palavra de Deus, que torna muito claro que a música sintética não é aceitável na adoração. Como este é o caso, o teclado eletrônico na igreja deveria ser substituído por um piano.



Apêndice B

Obras Candidatas para Possível Inclusão em um Arquivo Musical Pessoal

Muitas obras clássicas bem-conhecidas não foram incluídas nesta lista de possíveis candidatas, pois a maioria dos leitores e amantes da boa música já estarão familiarizados com elas, por exemplo, As Quatro Estações, de Vivaldi, a Suíte Peer Gynt, de Grieg, Ma Vlast (Meu País), de Smetana, e assim por diante.

Procuramos fornecer diversas obras edificantes e que produzem enlevo, não tão bem conhecidas do público geral, que continuam a ser compensadoras, independente de quão frequentemente a pessoa ouça. Ao fazer isso, nosso principal critério de seleção são os padrões de execução e gravação, e os apelos conhecidos dessas obras para uma ampla audiência ao longo de muitas gerações.

Muitas delas estão disponíveis on-line no YouTube ou no Spotify, embora não necessariamente executadas pelos mesmos artistas. Elas também podem ser baixadas do YouTube usando software de conversão MP4 para MP3. Recomendamos o ClipGRab, um produto gratuito e fácil de usar que parece (por enquanto) não ter problemas de segurança.

O website usedcdsearch.com oferece um mercado abrangente para CDs clássicos de segunda-mão, frequentemente com grandes descontos, em relação ao preço no varejo.

Allegri: Miserere — Tallis Scholars.

Bach: Missa em Si Menor — Eugen Jochum (1958); Paixão Segundo São João — Karl Richter; Paixão Segundo São Mateus — Karl Munchinger; Oratório de Natal — Karl Munchinger; Suítes para Violoncelo — Pierre Fournier; Motetos — Harry Christopher; Árias — Emma Kirkby; Variações Goldberg — Andras Schiff; Partita No. 2 para Violino — Kyung-Wha Chung.

Beethoven: Sonata para Piano No. 21 ("Waldstein") — Annie Fischer; Sonata para Piano No. 23 ("Appassionata") — Claudio Arrau; Sonata para Piano No. 32 — Maria João Pires; Sinfonia No. 6 ("Pastoral") — Karl Böhm; Concerto para Violino — Anne Sophie Mutter.

Bruch: Concerto para Violino No. 1 — Maxim Vengerov.

Byrd: Três Missas — Willcocks/Kings College Cambridge.

Canteloube: Songs of the Auvergne — Victoria de Los Angeles.

Chopin: Noturnos — Claudio Arrau; Estudos — Daniil Trifonov.

Copland: Billy the Kid — Aaron Copland & LSO.

Dvorak: Sinfonia No. 7 — Witold Rowicki; Sinfonia No. 8 — Rafael Kubelik; Sinfonia No. 9 — Rafael Kubelik; Concerto para Violoncelo — Rostropovich & Ozawa; Quinteto em Mi Bemol Maior, Opus 97 — Takacs Quartet.

Fauré: Requiem — Willcocks/Kings College Cambridge.

Franck: Sinfonia em Ré — Pierre Monteux.

Grieg: Sonata para Violino e Piano No. 3 — Dumay e Pires.

Haendel: O Messias — Colin Davis; Árias — Emma Kirkby; Árias — Anne Sofie Von Otter.

Korngold: Concerto para Violino — Gil Shaham.

Mahler: Ruckert Lieder — Anne Sofie Von Otter.

Mozart: Árias — Frederika von Stade; Quinteto para Cordas — Arthur Grumiaux; Sonatas para Violino — Perlman & Barenboim; Concerto para Oboé — Neil Black; Lieder — Barbara Hendricks & Maria Pires; Missa em Dó Menor — Raymond Leppard; Sonata para Piano No. 8 K. 310 — Maria João Pires; Sonata para Dois Pianos K. 448, — Argerich & Barenboim.

Prokofiev: Sinfonia No. 1 — André Previn; Sinfonia No. 7 — André Previn; Concerto para Piano No. 1 — Martha Argerich; Concertos para Violino No. 1 e No. 2 — Kyung-Wha Chung; Suíte Tenente Kijé — André Previn; Sinfonia Concertante — Rostropovich & Seiji Ozawa.

Rachmaninov: Rapsódia Sobre um Tema de Paganini — Daniil Trifonov.

Rimsky-Korsakov: Scheherezade — Seiji Ozawa; Capricho Espanhol — Valery Gergiev.

Rossini: Árias — Agnes Baltsa.

Saint-Saens: Sinfonia No. 3 — Daniel Barenboim; Concertos para Violinio No. 1 e No. 3 — Kyung-Wha Chung; Introdução e Rondó Caprichoso — Itzhak Perlman; Havanaise — Itzhak Perlman.

Schubert: Die Schöne Müllerin — Barbara Hendricks; Improvisos D899 e D935 — Maria João Pires; Lieder — Kathleen Battle.

Shostakovich: Suítes de Ballet 1-3 — Neeme Jarvi; Concerto para Violoncelo No. 1 — Rostropovich; Concerto para Piano No. 2 — Cristina Ortiz; Concerto para Violino No. 1 — Maxim Vengerov; Sinfonia No. 4 — Mariss Jansons; Sinfonia No. 10 — Von Karajan.

Sibelius: Concerto para Violino — Hilary Hahn.

Strauss, Richard: Quatro Últimas Canções — Elizabeth Schwarzkopf.

Stravinsky: Concerto para Violino — Arthur Grumiaux; Song of the Nightingale (A Canção do Rouxinol) — Antal Dorati; Suíte Petrushka — Simon Rattle.

Tallis: Spem in Alium — Tallis Scholars.

Tchaikovsky: Concerto para Piano No. 1 — Martha Argerich; Concerto para Violino — Viktoria Mullova.

Solicitação Especial

Incentivamos os leitores frequentes a baixarem os ensaios disponíveis neste website para cópia de segurança e consulta futura. Eles poderão não estar disponíveis para sempre. Estamos entrando rapidamente em um tempo em que materiais deste tipo somente poderão ser obtidos via correio eletrônico. Os leitores que desejarem ser incluídos em uma lista para correspondência futura são bem-vindos a me contactar em jeremypauljames@gmail.com. Não é necessário fornecer o nome, apenas um endereço eletrônico.



Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 31/1/2020
Transferido para a área pública em 17/2/2021
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/jardim.asp