A Oração Judaica Mundial de 21/2/2021

Autor: Jeremy James, Irlanda, 20/2/2021.

Um grupo dentro do Judaísmo está propondo que uma oração seja feita por todos os judeus do mundo ("os filhos de Israel") no domingo, 21 de fevereiro (9 de Adar, no calendário judaico). Os judeus de todo o mundo devem parar aquilo que estiverem fazendo às 18h00min, no horário de Jerusalém, colocar uma moeda em uma caixa, para ser aplicada depois em ações sociais, e recitar em voz alta a oração especial mostrada abaixo:

"Mestre do Universo, nós, os filhos de Israel, todos unidos no mundo inteiro neste momento, clamamos a ti. Pedimos que aceites nossa oração com graça e generosidade. Agredecemos sinceramente por todas as tuas bênçãos diárias. Mas, também te agradecemos por enviar Moshiach para nos redimir, agora e com misericórdia, deste exílio tão longo e de todo o sofrimento e para trazer paz ao mundo. Não conseguimos esperar por mais tempo! Também desejamos que teu Grande e Único nome seja revelado e Tua presença retorne para o reconstruído Beis Hamikdash, o Templo Sagrado. Shema Israel, A-do-nay E-lo-hei-nu, A-do-nay Echad." (Ouve Israel, Hashem nosso Deus, Hashem é o Único.)

Um vídeo de promoção do evento foi publicado no YouTube em 14/2/2021. Aqui está o link: https://www.youtube.com/watch?v=OseTUbOP1Dc

De acordo com o vídeo, judeus e rabinos proeminentes de todos os ramos do Judaísmo estão apoiando o evento: "religiosos, não religiosos, asquenazes, sefardins, hassídicos — todos os judeus como um."

A oração tem o propósito de ser um clamor síncrono por todos os judeus para o "Mestre do Universo" enviar seu Moshiach (Messias) agora. A oração chega até a sugerir, em sua versão traduzida, que ele pode já estar na Terra, mas ainda não se revelou ("Mas, também te agradecemos por enviar Moshiach para nos redimir...").

Além disso, a oração inclui um pedido ao "Mestre do Universo" para revelar seu "Grande e Único nome" e "que tua presença retorne para o reconstruído Templo em Jerusalém."

As notas no YouTube mencionam os nomes dos "grandes tsaddikim" — líderes espirituais altamente respeitados — que apoiam este evento. Eles incluem os rabinos Chaim Kaniewsky, Shalom Arush, David Pinto, Sholom Lipskar e Lazer Brody. Dois desses rabinos são participantes do movimento Chabad Lubavitch, sobre o qual já escrevemos antes (Veja o estudo "O Propósito Sinistro das Assim Chamadas Leis de Noé".).

A Quem a Oração Está Sendo Dirigida?

Como cristãos, precisamos compreender o que o povo judeu está fazendo quando eles clamam em uníssono, como uma nação. Esta oração é muito significativa. Mas, ela também é muito perturbadora.

Existem três razões para isto, que podemos expressar na forma de perguntas:

1. A quem ela está sendo dirigida? O termo "Mestre do Universo" não é bíblico, embora alguns possam argumentar que ele pode ser validamente derivado de versos na Escritura que se referem à onisciência de Deus.

2. Por que eles pedem ao "Mestre do Universo" para revelar seu "Grande e Único nome"? O Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó revelou seu nome a Moisés. Esse nome é YHWH. Este é o nome pelo qual Ele é conhecido para o homem: "E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração." [Êxodo 3:15].

3. Por que eles se referem — em um clamor pela vinda do seu Messias! — ao plano de construir o Terceiro Templo em Jerusalém? Ocorre que este também é o grande objetivo não declarado da Maçonaria. As incontáveis referências na Maçonaria a Salomão, a Jerusalém e ao Templo, junto com os muitos ritos e rituais que se relacionam com esses termos, todos apontam para um plano de longo prazo para reconstruir o Templo de Salomão em Jerusalém. Toda loja maçônica é, em si mesma, uma premonição mágica desse evento.

O Movimento Chabad Lubavitch

Para responder a essas perguntas, precisamos recuar um pouco e ver como essa iniciativa apareceu. Como observamos acima, dois dos principais rabinos patrocinadores são parte do movimento Chabad Lubavitch. Esse movimento, o maior no Judaísmo, cresceu consideravelmente sob a liderança do rabino Menachem Mendel Schneerson (1902-1994), conhecido entre seus seguidores como "Rebbe" — uma figura quase messiânica. Muitos de seus seguidores pensaram que ele seria revelado como o Messias durante seu tempo de vida. O Rebbe os exortava a orar diligentemente pela chegada iminente do Messias, insistindo que Deus respondesse às orações deles sem maiores demoras.

Em grande parte, a oração mundial pela vinda do Messias é uma culminação daquilo que o Rebbe tinha contemplado. O movimento Chabad é, muito provavelmente, a principal força direcionadora que está por trás da iniciativa.

Os Dois Rabinos do Movimento Chabad

Os dois rabinos do Chabad citados nas notas de rodapé do YouTube como principais apoiadores dessa iniciativa são David Pinto e Sholom Lipskar. O primeiro, um famoso cabalista, é vinculado de perto a Jared Kushner, o genro do ex-presidente americano Donald Trump, enquanto que o último foi ordenado na Yeshivá (NT: uma instituição de ensino para o estudo de textos religiosos judaicos tradicionais) do Movimento Lubavitch no Brooklyn (na cidade de Nova York), em 1968, e fundou a sinagoga do Chabad Lubavitch em Surfside, na Flórida.

Sendo rabinos do Chabad, esses líderes espirituais apoiam as Leis de Noé para os não-judeus. Essas assim chamadas leis tratam os "gentios" como seres inferiores a quem os judeus estão preparados a tolerar somente se eles se submeterem às sete leis. Uma dessas leis requer a execução dos idólatras — sem desculpas, sem exceções. Como o Chabad e outros judeus cabalistas consideram a adoração a Jesus como idolatria, um regime de governo mundial que implementasse as Leis de Noé ordenaria a prisão e execução de todos os cristãos.

O Título Mestre do Universo

A primeira linha do Shema diz:

"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único Senhor." [Deuteronômio 6:4].

O sujeito é plural (Elohim, não El) enquanto que o verbo é singular. Essa fórmula é usada em toda a Bíblia. Quando os deuses das nações são mencionados (elohim), o verbo está no plural. Os cristãos compreendem que o Shema fala da Trindade, em que Deus é um, mas é constituído por três Pessoas (essa é a razão por que Elohim é usado, não El). Os eruditos judeus têm grande dificuldade em aceitar que o Messias deles é o Filho de Deus, apesar dos muitos versos na Escritura (incluindo o Velho Testamento), que mostram que este é o caso.

Os eruditos judeus consideram que as referências em Deuteronômio relacionadas com um futuro profeta similar a Moisés ("como eu [Moisés]" e "como tu [Moisés]") significam que seu Messias vindouro será um homem similar a Moisés. Isto é verdadeiro. Mas, ele também será o Filho de Deus:

"O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis.... Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar." [Deuteronômio 18:15,18].

Os cristãos compreendem que Jesus de Nazaré é plenamente homem E plenamente Deus. Os eruditos judeus deveriam olhar novamente para Provérbios 30:4-6:

"Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes? Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso." [Provérbios 30:4-6].

Isto nos diz que Deus tem um Filho. Além disso, a passagem até faz um desafio: "Qual é o nome de seu filho?..." O povo judeu ainda está tentando responder a essa pergunta. Como cristãos, sabemos a resposta: O Filho de Deus é Jesus de Nazaré.

Os dois versos seguintes (Provérbios 30:5-6) tratam do orgulho do homem. Eles nos lembram que a Palavra de Deus significa aquilo que diz. Quando Deus diz que tem um filho, Ele quer dizer isso mesmo. Não devemos alterar esse significado claro "para que não te repreenda e sejas achado mentiroso".

É uma grande tragédia para o Judaísmo que seus eruditos tenham consistentemente negado a divindade do Messias deles. Em vez disso, eles têm buscado refúgio na Cabala e planejado um Messias com imensos poderes angelicais (frequentemente chamado de Metatron). Como tal, ele é transcendente em glória, mas não é o Filho de Deus.

Moisés pediu que todos os israelitas aprendessem os versos que chamamos hoje de "O Cântico de Moisés". Esse cântico é apresentado em Deuteronômio 32. Ele deveria ser memorizado e usado para meditação, especialmente nos anos difíceis à frente, quando os judeus como uma nação peregrinassem longe de Deus e se encontrassem imersos em dores profundas demais para suportar. Como tal, o cântico era uma advertência, uma descrição profética daquilo que eles poderiam esperar, caso se afastassem de Deus e se voltassem, ao revés, para outros deuses — como aqueles da Cabala.

Os versos seguintes do Cântico de Moisés apresentam um quadro exato de onde eles estão hoje:

"Corromperam-se contra ele; não são seus filhos, mas a sua mancha; geração perversa e distorcida é. Recompensais assim ao SENHOR, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?... Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram. Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais. Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou... Porque são gente falta de conselhos, e neles não há entendimento. Quem dera eles fossem sábios! Que isto entendessem, e atentassem para o seu fim!" [Deuteronômio 32:5-29].

Quais são os "novos deuses que vieram há pouco" se não a lista em crescente expansão dos falsos deuses encontrados na Cabala, os assim chamados aeons e emanações? O Senhor Deus diz que Ele é "pai" que os trouxe do Egito, mas eles se recusam a reconhecê-lo como seu pai. Um pai se dá a conhecer, é acessível e pessoal. Mas, o ser supremo na Cabala, o Ain Soph, é incognoscível, impessoal, inacessível. Somente é possível aproximar-se dele por meio de uma longa série de passos intermediários. Além disso, o nome "real" dele não é conhecido. É por isto que ele é chamado de "Mestre do Universo", o que não é nada mais do que um título. A oração judaica mundial de 21 de fevereiro, na verdade, pede que ele revele seu verdadeiro nome: "Também desejamos que teu Grande e Único nome seja revelado."

O Cântico de Moisés resumiu onde essas pessoas estão hoje. Elas se recusam a reconhecer Deus como seu Pai, ou a tratá-Lo usando Seu santo nome, YHWH. Em vez disso, elas se voltaram para o deus incognoscível, impessoal e inacessível da Cabala e a infinidade intermediária de deuses e personagens angelicais que supostamente ligam o homem ao Ain Soph.

O Terceiro Templo

Eles também se referem na oração ao Templo judaico proposto em Jerusalém e pedem que o "Mestre do Universo" coloque sua "presença" ali.

Dado que eles estão impacientemente implorando que o "Mestre do Universo" envie o Messias ("Não conseguimos esperar mais!), parece muito presunçoso, na mesma frase, pedir também a presença dele em um Templo que eles ainda não construíram. A entonação geral dessa oração é desconcertante. Em vez de um povo que reconhece sua desobediência e rebelião e então se humilha, que reconhece finalmente que a punição que eles receberam foi totalmente justificada — como Levítico 26:41-42 requer — temos um povo que, essencialmente, ainda está dizendo a Deus o que fazer:

"Eu também andei para com eles contrariamente, e os fiz entrar na terra dos seus inimigos; se então o seu coração incircunciso se humilhar, e então tomarem por bem o castigo da sua iniquidade, também eu me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão me lembrarei, e da terra me lembrarei." [Levítico 26:41-42].

Em vez disso, eles preferem fingir que a maldição ou punição que veio sobre eles é uma bênção, conforme predito em Deuteronômio.

"E aconteça que, alguém ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu coração, dizendo: Terei paz, ainda que ande conforme o parecer do meu coração; para acrescentar à sede a bebedeira." [Deuteronômio 29:19].

Aqueles que seguem a Cabala, em sua forma talmúdica ou outra qualquer, são aqueles que "andam conforme o parecer de seus corações". Em seu orgulho, eles rejeitaram o significado básico da Palavra de Deus, ignoraram o Pai que os criou, criaram uma tradição oral, inventaram noções místicas e fábulas mágicas que não têm base alguma na Escritura ou na realidade, e adicionaram "sede à bebedeira".

Maçonaria

O culto luciferiano da Maçonaria tinha o propósito de propagar as doutrinas da Cabala na comunidade cristã, porém de uma forma disfarçada. Mesmo onde não conseguia conquistar aderentes para o espectro total do pensamento cabalista, a Maçonaria servia para poluir as mentes e corações de todos que se envolviam nela. Assim, ela paralisava a expressão eficaz do Cristianismo verdadeiro em qualquer comunidade que lhe permitia entrar.

O pano de fundo histórico para tudo isso foi descrito como segue por Albert Pike, uma das mais altas autoridades na Maçonaria:

"Um grande número de famílias judias permaneceu permanentemente em seu novo país [a Mesopotâmia]; e uma das mais celebradas de suas escolas estava em Babilônia. Eles pouco tempo, os judeus se familiarizaram com a doutrina de Zoroastro, que era mais antiga que Kuros. A partir do sistema do Zend-Avesta, eles tomaram emprestado e, subsequentemente, deram grande desenvolvimento a tudo que poderia ser conciliado com sua própria fé; em pouco tempo, essas adições à antiga doutrina se propagaram, pela relação constante de comércio com a Síria e a Palestina."

"Em Zend-Avesta, Deus é Tempo Ilimitável. Nenhuma origem pode ser atribuída a Ele: Ele está totalmente envolto em Sua glória. A natureza e os atributos Dele são tão inacessíveis à Inteligência humana, que Ele somente pode ser objeto de uma Veneração silenciosa." (Morals & Dogma, cap. 17).

O primeiro parágrafo relata como muitas das principais famílias judaicas permaneceram em Babilônia após o exílio e desenvolveram sua própria religião, uma mistura de escritura judaica, Zoroastrismo e os muitos sistemas mágicos que existiam naquele tempo em todo o Oriente Médio. Esta foi a origem da Cabala.

Como Pike observa em seu segundo parágrafo, o "Deus" da Cabala é inacessível para a inteligência humana. Ele é tanto impessoal e incognoscível. Este é o Ain Soph, do qual ninguém pode se aproximar, a divindade pagã máxima. No que se refere ao homem, ele somente pode ser objeto de "Veneração silenciosa". Quando os cabalistas se referem ao "Mestre do Universo", eles estão se referindo a esse deus.

Mais tarde, Pike observou, com referência à grande população de judeus que viviam na antiga Alexandria, no Egito:

"... os judeus de Alexandria procuraram purificar a ideia de Deus de toda mistura do elemento Humano. Por meio da exclusão de todas as paixões humanas, ele foi sublimado a algo vazio de todos os atributos e totalmente transcendental; e o mero Ser, o Bom, em si mesmo e por si mesmo, o Absoluto do Platonismo, foi substituído pela Divindade pessoal do Velho Testamento." (Morals & Dogma, cap. 18).

Ao discutir o Vigésimo Oitavo Grau, Pike revela que tudo na Maçonaria foi tomado emprestado da Cabala:

"Todas as verdadeiras religiões dogmáticas saíram da Cabala e retornam para ela: tudo que é científico e grandioso nos sonhos religiosos de todos os Illuminati, Jacob Boehme, Swedenborg, Saint-Martin e outros, foi tomado emprestado da Cabala; todas as associações maçônicas devem a ela seus segredos e seus Símbolos." (Morals & Dogma).

Os objetivos da Cabala são os objetivos da Maçonaria. Depois que a pessoa vê que a Maçonaria é realmente uma forma disfarçada de Cabala, então o plano maçônico secreto de reconstruir o Templo de Salomão em Jerusalém faz total sentido.

A oração mundial de 21 de fevereiro é totalmente consistente com a Maçonaria e com tudo o que ela representa.

Os "deuses" Anjos Caídos da Cabala

"A angelologia dos Essênios reaparece nos escritores místicos no tempo dos Geonim (600-1000 AC). Ela recebeu um caráter ainda mais místico pelos Cabalistas, que, iniciando no século 13, ganharam cada vez mais espaço e, finalmente, obtiveram influência dominante. No Talmude, os anjos eram os instrumentos de Deus; na Idade Média, eles eram os instrumentos do homem, que, chamando seus nomes, ou por outros meios, os faziam se tornar visíveis. O Talmude sabia das aparições angélicas, mas não da conjuração de anjos, que precisa ser distinguida da conjuração de demônios. Até o misticismo dos Geonim [NT: Presidentes de duas grandes academias talmúdicas da Babilônia, aceitos geralmente como líderes espirituais da comunidade judaica em todo o mundo no início da era medieval] era reservado neste ponto; mas o Livro de Raziel, composto de vários elementos, dá em seu início instruções para invocar os anjos, que mudam de acordo com o mês, dia e hora, e para usá-los para um propósito peculiar, como a profecia. Depois disso, a Cabala não conhecia limites quanto ao número de anjos. Como a magia egípcia, isso era dominado pela crença que nenhum anjo poderia resistir à invocação de seu nome quando isso ocorria após determinadas preparações, nos locais apropriados e no horário correto." [Excerto do tópico sobre Angelologia na The Jewish Encyclopedia, de 1906, que confirmar que a Cabala lida com a conjuração de anjos e compara a prática com a da magia egípcia. Como cristãos, sabemos que somente os anjos caídos podem ser conjurados.]

A Palavra Perdida da Maçonaria

"A história mística da Maçonaria nos informa que existia antigamente uma PALAVRA de excelente valor e que requeria uma profunda veneração; que essa Palavra era conhecida somente por alguns poucos; que ela foi posteriormente perdida; e que uma substituta temporária para ela foi adotada. Mas, como a própria filosofia da Maçonaria nos ensina, não pode haver morte sem uma ressurreição — nenhuma decadência sem uma subsequente restauração, — ou o mesmo princípio que segue que a perda da Palavra precisa supor sua recuperação eventual... Assim, o Mestre Maçom, que recebe essa substituição para a Palavra perdida, aguarda com paciência o tempo quando ela será encontrada, e a perfeita sabedoria será obtida." [Albert Mackey, The Symbolism of Freemasonry].

Em cada grau, os maçons recebem uma palavra que supostamente representa o nome desconhecido de Deus. Essas palavras secretas são substituições para a Palavra Perdida, que um dia será revelada. Quando ela for finalmente encontrada, como Mackey diz, "a sabedoria perfeita será alcançada."

Ao pedirem que o Nome desconhecido de Deus seja revelado, a oração judaica mundial de 21 de fevereiro está, em efeito, pedindo a Palavra Perdida da Maçonaria.

Apressando a Chegada do Messias

A oração judaica mundial tem o objetivo de apressar a chegada do Messias. Assim também o plano maçônico/cabalista de reconstruir o Templo em Jerusalém.

Os cristãos, infelizmente, estão sendo incentivados a ver a construção iminente do Terceiro Templo como um evento divinamente ordenado. A Nova Reforma Apostólica, por exemplo, ensina o Dominionismo, a crença que Cristo retornará somente quando a igreja tiver o domínio sobre a Terra. A tarefa de "cristianizar" o mundo é, portanto, celebrada como o verdadeiro propósito da igreja neste tempo. Muitos cristãos aceitam esse ensino, pois parece para eles implicar em uma pregação apaixonada do Evangelho. Entretanto, na prática, isso significa somente a disseminação da cultura cristã e a adoção de uma cosmovisão bíblica. [Veja em nosso estudo "A Nova Reforma Apostólica É uma Seita Pseudocristã" uma discussão mais detalhada sobre a Nova Reforma Apostólica].

A Palavra de Deus nos diz que o Dominionismo é um falso ensino, pois nega o cenário de fim dos tempos mostrado no livro do Apocalipse. Esse mesmo cenário também é retratado em outras partes da Escritura, incluindo o livro de Daniel. Antes de Cristo retornar, o falso "Cristo", ou Anticristo, aparecerá na cena internacional e enganará a maior parte da humanidade. [Veja em nosso "Dominionismo: A Ideia Vã Que a Igreja Pode Implantar o Reino de Cristo" um exame mais detalhado sobre o Dominionismo.]

O plano judaico de reconstruir o Templo de Salomão está alinhado com a teologia domininista. Ele é visto como um ato profético que, de algum modo, "obriga" Deus a enviar o Messias.

Como discutimos o Terceiro Templo em outro estudo ("A Missão das Duas Testemunhas no Livro do Apocalipse"), não exploraremos este tópico aqui em maiores detalhes. Nele, mostramos como as duas testemunhas tomam o controle do Terceiro Templo maçônico/cabalista. Eles possuem poderes sobrenaturais impressionantes e podem repelir todas as tentativas de expulsá-los. Esses profetas de Deus — verdadeiros profetas! — então consagram o Templo a Deus. Quando eles forem mortos, o Anticristo entrará no Templo para cometer a abominação da desolação. (Incentivamos nossos leitores a estudarem o artigo "A Missão das Duas Testemunhas do Livro do Apocalipse".

Conclusão

Muito provavelmente, a oração judaica mundial de 21 de fevereiro será seguida do tempo devido por eventos similares "Não conseguimos esperar mais!" Não há dúvida que todos os esforços serão feitos para envolver o Cristianismo evangélico de alguma maneira nesses esforços. Seria um grande erro os cristãos fazerem isso. Precisamos continuar a pregar o único caminho de salvação, que é por meio da fé em Jesus de Nazaré. Ele é o único Messias, o Cristo vivo, o único modo pelo qual alguém — incluindo todos os judeus — podem alcançar a salvação.

Até que os judeus como uma nação orem ao Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó — e para Ele somente — eles continuarão em seu estado confuso e separado de Deus. Ao apoiarem a construção planejada do Terceiro Templo, os cristãos estão impedindo o Evangelho. Eles estão dando credibilidade à ilusão judaica que o rumo que eles estão seguindo os levará à salvação.

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Autor: Jeremy James, estudo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 3/3/2021
Transferido para a área pública em 7/8/2022
A Espada do Espírito: https://www.espada.eti.br/oracaojudaica.asp