A Nova Ordem Mundial Abolirá os Dez Mandamentos

Autor: Jeremy James, Irlanda, 15/6/2019.

A velha ordem mundial, aquela que a Nova Ordem Mundial objetiva substituir, foi construída com base em leis que estão enraizadas de algum modo nos Dez Mandamentos.

Se você imaginasse um mundo em que os Dez Mandamentos não tivessem influência alguma no comportamento humano, em que toda a conduta fosse regulada por princípios e preceitos estabelecidos pelo homem, esse mundo refletiria em todos os aspectos o manual da proposta Nova Ordem Mundial.

Um cristão verdadeiro veria imediatamente para aonde isso levaria. Entretanto, um cristão nominal quereria primeiro saber quais tipos de princípios e preceitos foram contemplados, antes de decidir se um mundo regulado ou não com essa base poderia florescer e prosperar.

Somos ensinados a nunca rejeitar alguma coisa até que tenhamos oferecido uma boa oportunidade para alguém falar e provar seu ponto. Entretanto, esse tipo de pensamento tem várias limitações. Ademais, isso se infiltrou na igreja. Conhecemos isso como diálogo, reflexão, abertura, transparência, tolerância, moderação, mente aberta e até caridade. Infelizmente, esta é uma atitude ou disposição que, se for deixada sem ser questionada, pode paralisar nosso sistema imunológico espiritual e permitir que ideias estranhas fluam sem impedimento para dentro da nossa mente e coração.

Imutável, Universal e Plenamente Suficiente

Um cristão verdadeiro sabe que um mundo baseado em qualquer outra coisa diferente dos Dez Mandamentos certamente deslizará para as trevas e decadência. Esse cristão não precisa considerar as alternativas, independente de quão sofisticados elas possam ser.

Os Dez Mandamentos não são simplesmente um bom conjunto de "regras" para guiar nossas vidas. Eles são, na realidade, o único conjunto. Quando Deus criou o homem, Ele enraizou todo o ser dele na justiça, um estado sustentado pelos Dez Mandamentos. Essas leis são tão imutáveis, universais e plenamente suficientes na esfera moral quanto as leis da Física são neste plano físico.

Os Dez Mandamentos podem ter sido entregues a um homem no Monte Horebe, no Sinai, por volta do ano 1450 AC, porém esse evento histórico não deve ser considerado como a data de "início" deles. Eles se aplicavam ao homem desde o princípio. Não sabemos se eles foram alguma vez formalmente revelados para os justos nos tempos primitivos. É difícil pensar em Enoque caminhando com Deus e não conhecendo os Dez Mandamentos, ou Abraão conversando com Deus sob a luz das estrelas e não conhecendo os Dez Mandamentos.

O que tornou o Sinai tão significativo foi que, naquela ocasião notável, os Dez Mandamentos foram revelados para a humanidade na forma de uma aliança, como a base de um relacionamento perpétuo entre o homem e Deus.

Existem quatros aspectos em particular a respeito do Sinai que precisamos considerar.

A Glória do Sinai

Primeiro, sabemos que a experiência no Sinai foi tão aterrorizante que os filhos de Israel pediram ao Senhor que Ele nunca descesse diante deles novamente daquela forma. Eles pediram que todas as futuras comunicações fossem transmitidas, em vez disso, por meio de Moisés. Temos um eco disso quando os pais de Sansão, antes da concepção dele, encontraram-se com o Anjo de Deus — o Cristo pré-encarnado. Eles também perceberam, após o evento, que poderiam facilmente ter morrido. A razão é que nenhum homem, em sua condição danificada pelo pecado, pode se manter por muito tempo na presença da santidade infinita.

Em segundo lugar, eles ouviram a voz de Deus falando para eles durante vários minutos, pronunciando todas as palavas que foram depois registradas pelo dedo de Deus em tábuas de pedra. O Criador estava abertamente se dirigindo à Sua criação, convidando uma nação para entrar em um relacionamento de aliança com Ele. O convite era tão especial — extremamente especial — que Ele não o transmitiu via um intermediário, mas veio diante deles no Sinai e ofereceu aquilo em Pessoa.

Em terceiro lugar, Ele não pediu nada deles que fosse pesado, difícil, ou rigoroso demais. O relacionamento requereria o cumprimento de certas condições, tanto de Sua parte quanto da parte deles. Se eles entrassem naquele relacionamento de aliança, então eles se tornariam Seu povo escolhido, um povo separado.

Em quarto lugar, Ele expressava tudo o que dizia por escrito logo depois. Cada palavra. O Senhor tinha literalmente apresentado ao Seu povo um contrato escrito, similar a um contrato de casamento. Se eles fossem fiéis, Ele permaneceria fiel a eles para sempre.

Onde estaríamos nós hoje se eles tivessem rejeitado a oferta Dele? Lembre-se, eles foram grandemente abalados por tudo que tinha acontecido com eles, tanto antes da dramática partida deles do Egito e nas semanas espetaculares que se seguiram. Eles testemunharam maravilhas extraordinárias e terríveis. Eles foram libertos da "fornalha de ferro" e levados para um vasto deserto — "um ermo solitário cheio de uivos" — por uma passagem milagrosa, quando o mar se abriu diante deles.

Eles certamente reconheceram que a oferta colocada diante deles no Sinai era justa e razoável. Eles nunca expressaram insatisfação ou desânimo, seja no Sinai ou a qualquer tempo depois, com as dez "condições" que o Senhor estabeleceu.

Precisamos refletir sobre isso, por que nos diz muito sobre a rebelião que conhecemos hoje como Nova Ordem Mundial.

Os Filhos da Perversidade

Os Filhos da Perversidade sempre detestaram os Dez Mandamentos. Rejeitando-os, eles também rejeitam a ideia que o mundo ao nosso redor está sujeito à soberania de Deus. Embora reconheçam que Deus possa influenciar os eventos naturais, acreditam que Sua influência é restringida por uma força igual e oposta. Portanto, eles se recusam a entrar em um relacionamento de aliança com Ele, confiando, em vez disso, em seu conhecimento das leis sobrenaturais das quais, eles acreditam, a ordem cósmica depende.

Da forma como eles veem, Deus fez Sua oferta de aliança, não para libertar o homem, mas para escravizá-lo.

No Salmo 2, encontramos uma chocante descrição da rebelião deles e do orgulho que a propulsiona:

"Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas." [Salmos 2:1-3].

Essas "ataduras" ou "cordas" são os Dez Mandamentos.

Os cérebros planejadores que estão por trás da Nova Ordem Mundial esforçam-se há gerações para convencer a todos que os Dez Mandamentos são limitações, colocadas sobre a humanidade por um Deus ciumento. Eles desenvolveram todos os tipos de filosofias, teorias sociais, psicologias e paradigmas culturais, junto com inúmeras "escolas de pensamento", para promover a agenda deles. Por exemplo, o Feminismo Radical foi planejado para solapar o casamento e a família, enquanto que o Marxismo foi um ataque cuidadosamente planejado contra o Estado-nação, a propriedade privada e a liberdade de expressão.

As filosofias rebeldes normalmente tentam convencer suas audiências visadas que elas são vítimas de uma opressão. Elas colocam uma aparência de objetividade em seus pesados tomos intelectuais e, invariavelmente, rastreiam todos os instrumentos de opressão a uma única fonte, a Bíblia e, em particular, aos Dez Mandamentos. É assim que os pagãos se amontinam!

Falsa Ciência

Infelizmente, a atitude rebelde deles, seus protestos incansáveis, e seus argumentos sagazmente elaborados conquistam muitos aderentes. Não é mais considerado racional acreditar que leis relacionadas com o comportamento humano, que foram observadas por uma pequena nação cerca de 3.500 anos atrás, ainda devam ser aplicadas hoje. Os estudos científicos mostram que as leis morais e sociais, junto com as instituições baseadas nelas, são grandemente influenciadas por fatores culturais, étnicos e econômicos. Portanto, por que com Israel deveria ser diferente?

Este é o argumento da Serpente, e ele obtém resultados, até mesmo entre pessoas que ainda acreditam que nossas leis morais são fixas e universais. Elas dizem que não rejeitaram os Dez Mandamentos; ao contrário, elas decidiram que essas leis "antigas" devem ser interpretadas em termos modernos. A sociedade tornou-se mais complexa e diversificada. Não é sensato, elas dizem, agarrar-se a um conjunto de valores, ou um código de conduta, que pode ter funcionado muito bem em uma sociedade agrária simples nos tempos antigos e ainda esperar que ele funcione exatamente tão bem hoje.

Assim, ao mesmo tempo que afirma que acredita na validade continuada dos Dez Mandamentos, a maioria dos cristãos hoje os interpreta e aplica de uma forma não-bíblica. Ao fazerem isso, esses cristãos deixam o caminho reto e estreito e traem sua fé. Eles são tão refratários quanto a "novilha rebelde", descrita pelo profeta Oséias.

Vamos realizar um teste simples para mostrar que isto está acontecendo, e acontecendo em uma grande escala. Em 2016, o presidente americano Barack Obama exigiu que todas as escolas públicas e escritórios do governo permitissem que certos homens usassem os banheiros femininos. Ao fazer isso, ele estava permitindo que homens com desvio sexual compartilhassem as mesmas instalações públicas que nossas filhas. Este foi um ato verdadeiramente vil da parte dele, mas os cristãos no país explodiram com indignação? Claro que não! Se pelo menos 5% deles realmente acreditassem nos Dez Mandamentos, teria havia um clamor ensurdecedor.

Examinaremos agora cada um dos Dez Mandamentos e veremos como o Maligno fez planos e esquemas para modificar, diluir ou solapar o significado e propósito deles.

O Primeiro Mandamento

"Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim." [Êxodo 20:2-3].

Com esse mandamento o Senhor está implicando que existem muitos seres no mundo sobrenatural, cujos poderes e promessas nos enganarão em nossa condição caída. Os homens serão grandemente atraídos por esses seres invisíveis, embora eles não possam se comparar com Deus em nenhum aspecto positivo. Deus está dizendo que somos criaturas caídas, imersas na depravação, uma condição tão severa que realmente olharíamos para um ou mais desses falsos "deuses", em vez de para Ele.

Este mandamento declara a soberania absoluta de Deus, mas, ao fazer isso, também declara o absoluto estado de ruína da condição espiritual do homem.

O Maligno tem atacado incansavelmente esse mandamento, não desafiando a soberania de Deus de forma direta, mas levantando a possibilidade que o homem ainda pode ter alguma bondade em seu interior, apesar de sua condição caída. Essa ideia, que apela grandemente ao orgulho humano, é uma das crenças centrais do Movimento de Nova Era.

Encontramos isto também entre os místicos de todas as religiões, para quem o homem é, em essência, uma "centelha divina', buscando a reunião com sua Fonte. Isto está agora entrando na igreja evangélica por meio da "espiritualidade contemplativa", que instrui os cristãos mal informados a tolamente acreditarem que é uma forma mais elevada de oração. (A Celebração da Disciplina, de Richard Foster, é um bom exemplo dessa tolice.) Em realidade, isto é apenas outra manifestação da crença pagã que o homem é uma centelha divina em uma cobertura de carne e que, se conseguir aprender a arte da verdadeira contemplação — como os grandes místicos católicos dos tempos anteriores à Reforma — fará contato pessoal e direto com a divindade.

A mesma ideia é ensinada no catecismo da Igreja Católica Romana:

"O Verbo fez-Se carne, para nos tornar participantes da natureza divina (2 Pe. 1:4): Pois foi por essa razão que o Verbo Se fez homem, e o Filho de Deus Se fez Filho do Homem: foi para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo assim a adopção divina, se tornasse filho de Deus. (83). Porque o Filho de Deus fez-Se homem, para nos fazer deuses (84). Unigenitus [...] Dei Filias, suae divinitatis volens nos esse participes, naturam nostram assumpsit, ut homines deos faceret factos homo — O Filho Unigénito de Deus, querendo que fôssemos participantes da sua divindade, assumiu a nossa natureza para que, feito homem, fizesse os homens deuses. (84)." — [Parágrafo 460].

Os líderes do Movimento Ecumênico, que promoveram o acordo conhecido como "Evangélicos e Católicos Juntos" (1994), tomam o cuidado de nunca dizer aos evangélicos sobre essa doutrina católica absurda.

A Chance "Criou" Todas as Coisas

O ataque a esse mandamento toma muitas formas. Se o Maligno não consegue destronar o Senhor, então ele se concentrará, em vez disso, em convencer os homens que Deus não existe. Para esse propósito ele criou todos os tipos de truques complexos. Entre eles estão programas muito bem financiados, como a Teoria da Evolução e a Teoria da Grande Explosão (Big Bang), duas teorias patentemente sem base científica que o estamento acadêmico moderno vem promovendo há algum tempo. Eles afirmam, em efeito, que a probabilidade criou todas as coisas. A comunidade cristã em todo o mundo deveria ter rejeitado totalmente essa bobagem muito tempo atrás, mas deixou de fazer isso.

Depois que uma mentira encontra um nicho para se esconder, ela pode permanecer dormente durante décadas e se aventurar para o espaço aberto somente quando as condições forem mais favoráveis. Em seu estado caído, o homem está disposto a contemplar as explicações alternativas para a Criação, independente de quão ridículas, em vez de reconhecerem a onipotência do seu Criador.

Entretanto, a Palavra de Deus nos diz que, até mesmo em sua condição caída, o homem pode prontamente discernir a existência de Deus por meio de Sua criação:

"A ti, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram." [Salmos 75:1].

"Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem." [Salmos 139:14].

Truques Científicos para Enganar

Se o Maligno não conseguir obscurecer Deus, negando Sua existência, ele tentará, em vez disso, diminuir ou depreciar Sua criação, lançar uma sombra sobre Suas "obras maravilhosas". Novamente, ele se voltou para a (assim chamada) ciência para esse propósito. Esta é uma fonte infindável de "teorias" que podem ser fabricadas ad nauseum a partir de dados especulativos e modelos matemáticos irreais e depois publicadas em revistas científicas respeitáveis. Com cada novo lote de trabalhos de pesquisa, os materialistas têm mais uma "verdade científica" com a qual provar que nossa compreensão de senso comum do mundo — em que as obras das mãos de Deus são claramente evidentes — é deficiente, inconfiável ou ilusória.

Algumas das mentiras contadas pela falsa ciência são bem espetaculares. Querem que acreditemos nos dinossauros (que nunca existiram), uma Terra na forma de globo (que é fisicamente impossível) e um "universo" que se estende até o infinito e consiste virtualmente de nada, exceto um vácuo sem vida.

Essas ideias absurdas e muitas outras similares, são fortemente promovidas pelos luciferianos que controlam a Grã-Bretanha, a sede da Maçonaria mundial. A mesma cabala que fabricou a fraude conhecida como viagens espaciais e a "aterrorizante" possibilidade da aniquilação nuclear. Mas, os explosivos nucleares também não existem — eles são fisicamente impossíveis.

Essas mentiras são todas parte da campanha de medo que Satanás está usando para manter as massas em xeque e abalar a confiança delas na perfeita Palavra de Deus.

Muitos acham difícil acreditar que tantos "fatos" científicos sejam, na verdade, enganações planejadas pelo Maligno para atacar o Primeiro Mandamento. Mas, por que deveríamos nos surpreender? Há muito tempo que os mestres das trevas sabem que mentiras absurdas podem ser passadas como verdadeiras se forem apresentadas de forma muito lenta e repetidas muitas e muitas vezes.

A Estátua da Liberdade Que Desaparecia

Um "truque mágico" renomado mundialmente fornece uma boa ilustração do princípio envolvido. Quando o mágico David Copperfield reuniu uma grande audiência, em 1983, para observá-lo fazer a Estátua da Liberdade desaparecer, as pessoas ficaram convencidas, de forma bem natural, que aquilo era impossível. Mas, elas foram lá mesmo assim para experimentarem a ilusão e tentarem entender como o mágico faria aquilo. Aparentemente, nenhuma delas conseguiu. Elas ficaram genuinamente chocadas.

O cenário consistia de uma grande janela, ou abertura, diante da Estátua da Liberdade. Após os usuais floreios teatrais, Copperfield abaixou uma grande cortina sobre a janela. O acompanhamento musical tornou-se cada vez mais alto, enquanto ele repreendia a audiência por não acreditar que a "liberdade" delas poderia desaparecer tão facilmente. Elas receberam tempo para refletir sobre a possibilidade que ele pudesse, na verdade, ter desafiado as leis da Física. Finalmente, a cortina cai e a estátua desaparece! Tudo o que resta é a base do pedestal gigante sobre o qual ela está posicionada.

Muito lentamente e de forma gradual, ele levou a audiência para onde queria — olhando para a direção errada. Todo o auditório foi construído sobre uma plataforma rotatória. A música alta abafava o leve ruído do motor que fazia a plataforma girar. Quando a cortina desceu, a audiência estava olhando para uma parte diferente do céu noturno. A ilusão foi reforçada acrescentando à cena um modelo reduzido da base do pedestal.

Hoje, a fraude conhecida como espaço sideral é reforçada por uma ilusão similar, isto é, os foguetes lançados de tempos em tempos pelos enganadores maçônicos na NASA. Mas, onde estão todos os satélites no céu noturno, passando de um lado para outro da face da Lua? Onde estão todos os meteoritos que supostamente caem em vastas quantidades na Terra? A NASA e seus patrocinadores são sérios a respeito de explorar minas de minérios em Marte ou em "retornar" à Lua? Isto tudo é uma fraude, uma mentira tão absurda que não faz absolutamente sentido algum, a não ser que você possa ver que isto foi planejado deliberadamente para manter a humanidade em servidão.

O Maligno está usando a pseudociência para solapar o Primeiro Mandamento, para depreciar as "obras maravilhosas" do Criador e fazer Deus "desaparecer". Seguindo com isto de uma forma lenta e metódica, ao longo de vários séculos, isto é exatamente o que ele fez.

O Segundo Mandamento

"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos." [Êxodo 20:4-6].

A Igreja Romana contorna o Segundo Mandamento simplesmente ignorando-o! A maioria dos católicos durante o século 20 foi ensinada a memorizar uma lista dos Dez Mandamentos que exclui o Segundo Mandamento. Um total de dez foi mantido pela engenhosa divisão do último mandamento em dois mandamentos separados.

Este é, provavelmente, o exemplo mais flagrante dos muitos métodos que o Maligno está usando para solapar e eliminar os Dez Mandamento. Dificilmente ele poderia ter sido mais grosseiro, porém isso funcionou. Milhões de católicos ao longo dos séculos foram convencidos que a condenação bíblica à idolatria aplica-se somente às religiões pagãs. Seus próprios amuletos e ícones são "sagrados", enquanto que os dos hindus e dos budistas são profanos.

A Reforma terminou corretamente com o uso de ídolos nas igrejas, mas ao fazer isso, levou muitos a pensar que o Segundo Mandamento estava preocupado principalmente com a representação física da divindade. Eles perderam de vista os ídolos que os homens estabelecem em seus corações:

"Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos nos seus corações, e o tropeço da sua maldade puseram diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles?" [Ezequiel 14:3].

O apóstolo Paulo nos diz que a idolatria do coração também é conhecida como "concupiscência" (ou cobiça):

"Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria." [Colossenses 3:5].

"Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus." [Efésios 5:5].

Esta forma de idolatria é admiravelmente obstinada, fincando raizes profundas no nosso ser interior e resistindo a todas as tentativas de removê-la completamente. A Palavra de Deus estava se referindo a isso quando diz que "... a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria." [1 Samuel 15:23].

A Epidemia de Idolatria

Há uma epidemia de idolatria na igreja professa hoje, uma praga de cobiça tão severa que tem praticamente obliterado a verdadeira adoração cristã. Todavia, poucos pastores falam sobre isso. Por quê? Por que eles mal conseguem ver por si mesmos.

Com o advento da mídia de massa, o Maligno produziu uma multidão de ídolos — as imagens que apelam à nossa natureza carnal — que é virtualmente impossível seguir com nossos negócios e não ser afetado por elas. Podemos pensar que o poder da propaganda está confinado aos intervalos comerciais, mas quase tudo na televisão é uma propaganda de algum tipo. Isto nunca para. Todos os produtos em exibição, incluindo as esperanças e sonhos, fantasias e aspirações, são fabricados no mesmo lugar e carregam a mesma marca registrada universal: O MUNDO.

A amizade com o mundo é inimizade com Deus. Isto está enraizado na iniquidade da idolatria, o grande número de imagens que apelam continuamente à nossa natureza carnal. Essas imagens idólatras são animadas por nossa cobiça. Não podemos viver em paz ao lado delas e, ao mesmo tempo, esperar no Senhor.

O Terceiro Mandamento

"Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão." [Êxodo 20:7]

Quando Deus entrou em um relacionamento com Israel, Ele fez isso sob o Nome que mais plenamente expressa a riqueza e plenitude de Seu Ser — Yahweh. Este foi um lembrete contínuo para os israelitas que, não somente Ele os tinha criado e sustentado, mas que tinha ido mais longe e feito promessas que iria garantir pelo Seu santo Nome.

O nome Dele é uma torre alta e um refúgio para todos os que O invocam. Como Ele mais tarde disse para o salmista:

"Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei." [Salmos 91:14-15].

Conhecer e confiar em Seu Nome é conhecê-Lo pessoalmente. Entretanto, tomar Seu Nome em vão, tratá-Lo com leviandade ou de forma casual, é literalmente virar nossas costas para Deus.

Muitos cristãos se esqueceram que esse santo mandamento dá igual honra ao nome de Jesus Cristo de Nazaré. Satanás sabia que teria pouco sucesso se tentasse fazer a humanidade desonrar o Nome do Senhor, de modo que se concentrou em fazer os homens desonrarem o nome de Cristo. Ele parece dar um prazer perverso a qualquer um que faz isso, especialmente aqueles que fazem com intenção blasfema.

Os luciferianos podem se referir a "Deus" — usando esta designação — por que têm em mente o deus deste mundo. Entretanto, sempre que possível, eles tentam nunca se referir a Jesus Cristo pelo nome. Até mesmo presidentes e primeiros-ministros evitam isso.

Esta antipatia ao nome de Cristo é agora tão grande que muitos deles evitam usar a palavra "cristão", porque ela contém o nome de Cristo. Por exemplo, quando terroristas islâmicos atacaram diversas igrejas no Sri Lanka, no Domingo da Ressurreição, de 2019, o ex-presidente Obama referiu-se às vítimas cristãs dessas atrocidades como "adoradores na Páscoa". Como um arquiluciferiano, ele despreza o nome de Cristo e reluta em usar uma palavra que o contenha.

Os cristãos precisam manter elevado o nome de Jesus Cristo de Nazaré. Infelizmente, muitos estão sendo atraídos para uma sutil violação do Terceiro Mandamento, quando permitem que o mundo os leve para o silêncio ou para o uso de uma alternativa politicamente mais aceitável:

"Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." [Atos 4:10-12].

O Quarto Mandamento

"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou." [Êxodo 20:8-11].

Já discutimos o sábado em um ensaio anterior, intitulado "O Domingo e o Sábado: O Que os Cristãos Precisam Saber". Nesse ensaio, mostramos como o sábado — o pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado — era de aplicação especial para os judeus, enquanto que o domingo — de meia-noite até meia-noite — era, e é, um dia especial para a igreja.

O Dia do Senhor é um tempo quando compartilhamos nossas vidas com Deus, tirando o foco de nós mesmos e do mundo ao nosso redor e, em vez disso, nos deleitamos no Deus maravilhoso que nos criou.

O Maligno ataca esse dia especial com grande sucesso. Ele fez isso inicialmente, não transformando-o em um dia de "diversão", mas tornando-o um dia de monotonia que não muda. Deus tinha a intenção que o domingo fosse um dia de alegria e comunhão, de refrigério e de descanso, mas a sombria rotina da religião formalizada o transformou em uma tarefa chata. Assim, quando eventos mundiais finalmente invadiram e foram agendados para esse dia especial, poucos cristãos professos sentiram a perda.

Os arquitetos da Nova Ordem Mundial tentaram no passado eliminar o domingo totalmente, modificando o número de dias na semana. Esses esforços revolucionários fracassaram, porém os inimigos do Cristianismo certamente tentarão mais uma vez. Durante a Revolução Francesa, um calendário radical foi lançado que tinha uma semana de dez dias. Essa inovação sem sentido tinha o objetivo de romper com o padrão bíblico e eliminar o domingo como o primeiro dia da semana. Esse sistema operou desde 1793 até 1802, quando foi abandonado. Outra experiência socialista, a Comuna de Paris, de 1871, tentou restaurá-lo.

Satanás detesta o Dia do Senhor. Ele sabe que os cristãos que deixam de celebrá-lo estão privando a si mesmos de nutrição espiritual essencial e, em seu estado enfraquecido, tornam-se alvos mais fáceis para suas enganações. Por meio de sua serva Ellen G. White, ele até criou uma versão apóstata de Cristianismo que tem, como um de seus principais objetivos, a substituição do Dia do Senhor pelo descanso no sétimo dia.

O Quinto Mandamento

"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." [Êxodo 20:12].

O Maligno está trabalhando para destruir o quinto mandamento por meio de seu ataque contra a família. Todo o programa LGBTQ é, essencialmente, um ataque contra os valores éticos e morais que derivam a partir desse mandamento.

O quinto mandamento requer que um homem seja um homem e que uma mulher seja uma mulher. Ele pressupõe a existência de casamento entre um homem e uma mulher e o nascimento de crianças, meninos naturais e meninas naturais, dentro de um lar conjugal. Ele honra a idade avançada, a experiência de vida e promove o respeito pelos mais velhos, nossa apreciação por tudo que nossos pais e a geração deles fez para nosso benefício.

O Maligno está se esforçando para interpor o governo entre uma geração e a próxima, para conferir poderes e responsabilidades com legislação relacionada com a criança — a serem exercidos pelo Estado — poderes e responsabilidades que por direito pertencem somente aos pais.

O Estado também está fazendo uso de seus poderes fiscais para estender seu controle sobre o ambiente em que os idosos são cuidados. A solidão e isolamento dos aposentados e pensionistas em muitas sociedades ocidentais é uma atroz violação desse mandamento, sem paralelos óbvios na história humana.

As Nações Unidas

O recente Pacto da ONU Sobre Migração, que efetivamente requer que todos os países economicamente desenvolvidos abram suas fronteiras para os migrantes voluntários — e, ao fazerem isso, forneçam para eles moradia, educação, assistência médica e uma bolsa financeira — é um ataque chocante contra o quinto mandamento. Tudo pelo qual nossos pais e avós trabalharam e a renda que eles tinham previsto passar para seus filhos e netos, serão agora tomados, em parte, por estrangeiros. Em que sentido, então, estamos honrando nossos pais e avós quando permitimos que isso aconteça?

A ONU tornou-se um covil de ladrões, uma instituição entregue à zombaria e violação dos Dez Mandamentos. Por meio dela o Maligno transformou o Estado na maioria das "democracias" ocidentais em uma força irresistível para impor políticas anticristãs.

O Sexto Mandamento

"Não matarás." [Êxodo 20:13].

Este mandamento é, algumas vezes, levado a significar que matar outra pessoa é ilícito sob todas as circunstâncias, mas este não é o caso. É lícito matar para se proteger, ou proteger outra pessoa de sérios ferimentos ou morte, para defender seu país em tempos de guerra, e para punir criminosos que cometem homicídio.

O mandamento relaciona-se ao "sangue inocente". Este é um conceito tão importante que o Senhor previu a escolha de seis cidades de refúgio, todas claramente marcadas com sinais nas estradas, para as quais um indivíduo poderia fugir, se tivesse causado acidentalmente a morte de alguém. O "vingador de sangue" não poderia fazer qualquer mal a esse indivíduo enquanto ele permanecesse naquele lugar de refúgio designado. Uma assembleia licitamente constituída poderia, então, analisar o caso e decidir entregar ou não o indivíduo para o vingador de sangue. Se ele não fosse entregue, estaria seguro enquanto vivesse dentro dos limites daquela cidade. Ele ficava obrigado a ficar ali, embora fosse tecnicamente inocente, até que o sumo sacerdote morresse. Somente então aquele indivíduo poderia partir.

Um procedimento similar e igualmente específico foi ordenado para os casos em que um corpo fosse encontrado morto em um campo. A distância entre o local e cada uma das cidades mais próximas tinha de ser mensurado e, quando a cidade mais próxima fosse identificada, uma delegação dos anciãos daquela cidade precisaria vir até um local em um vale que nunca tinha sido cultivado, presumivelmente próximo de onde o corpo foi encontrado, e realizar um ritual prescrito. Eles deveriam trazer uma novilha que nunca tivesse sido usada para qualquer tipo de trabalho e degolá-la. Eles deveriam estar acompanhados por dois ou mais levitas, que abençoariam o ritual em nome do Senhor. Os anciãos deveriam então lavar suas maõs no sangue da novilha e dizer: "As nossas mãos não derramaram este sangue, e os nossos olhos o não viram. Sê propício ao teu povo Israel, que tu, ó SENHOR, resgataste, e não ponhas o sangue inocente no meio do teu povo Israel. E aquele sangue lhes será expiado." [Deuteronômio 21:7-8].

É uma triste reflexão sobre a igreja moderna que pouquíssimos cristãos estejam familiarizados com essas passagens da Escritura. Essas prescrições rígidas enfatizam o significado do "sangue inocente". Matar ilicitamente é um crime tão terrível aos olhos de Deus, que a pessoa que comete o crime precisa perder sua vida.

É por isto que tantos países hoje aboliram a pena de morte. Ao fazerem isso, estão mostrando que rejeitam a autoridade de Deus. Não é mais possível executar um homicida em muitas jurisdições. Mesmo onde isto ainda é possível na lei, a sentença raramente é cumprida, ou a execução é adiada indefinidamente. Isto é tudo planejado, uma rejeição deliberada ao Sexto Mandamento.

Isto significa que a Nova Ordem Mundial preservará a vida sempre que possível? Absolutamente não! Ao contrário, ela tirará vidas tão frequente e rapacemente quanto seus editos criados pelo homem permitam. Já mostramos em ensaios anteriores que o derramamento de "sangue inocente" será um importante aspecto da Nova Ordem Mundial.

Aborto e Eutanásia

Já estamos vendo como essa estratégia vil está sendo seguida por meio do uso amplo do aborto. A insanidade que agora está deteriorando a maior parte da Europa e das Américas tornou-se brutalmente evidente em 25 de maio de 2018, quando o povo irlandês votou majoritariamente pela legalização da matança de seus próprios filhos nascituros. Quando uma nação comete um crime dessa magnitude, rejeitando tudo o que o Senhor nos ensinou sobre o "sangue inocente", podemos ter certeza que a retribuição, quando vier, será severa.

Muitos hospitais nos países assim chamados de civilizados estão praticando a eutanásia sob o disfarce de cuidados paliativos. Em nosso ensaio "A Cultura da Morte na Nova Ordem Mundial", explicamos o modo como isso está sendo perpetrado e os métodos que estão sendo usados para ocultar. Em outro ensaio, "Por Que o Congresso Está Servindo à Elite Luciferiana", discutimos o modo como opióides poderosos estão sendo distribuídos, sob o disfarce de analgésicos, de modo a transformar milhares de pessoas incautas em viciados em drogas, muitos dos quais terminam morrendo de overdose. Isto é perversidade de uma ordem muito alta, uma flagrante violação do Sexto Mandamento.

Nos últimos cem anos, aproximadamente, o complexo militar-industrial tem sido usado para o mesmo propósito. A escala e duração vastamente aumentada das guerras sem sentido têm o objetivo, não somente de fazer avançar objetivos políticos e promover "mudanças de regime", mas alcançar um enorme número de mortes, uma oferta sacrificial ao deus deste mundo.

Como o Pena de Morte Foi Abolida no Reino Unido

Como a pena de morte para o crime de homicídio é um adjunto natural para o Sexto Mandamento e está especificamente prescrita na Escritura, a cabala rebelde a despreza. Eles não têm problemas em matar pessoas, mas querem fazer isso em seus próprios termos.

As etapas seguidas para remover a pena capital em alguns países foram muito sagazes. Por exemplo, os EUA introduziram a cadeira elétrica como um meio de execução, de modo a transformar a pena capital em um espetáculo desumano, em que diversas execuções não são bem-feitas, envolvendo grande crueldade, e lentalmente virando a opinião pública contra ela.

A pena de morte foi abolida no Reino Unido em grande parte como resultado da execução de Ruth Ellis, uma mulher jovem e glamorosa que matou seu amante a tiros. Tudo nesse caso bizarro cheira ao MI5, o Serviço Interno de Inteligência britânico. Ellis estava em um estado de distúrbio mental quando atirou contra David Blakely, usando uma pistola que recebeu de outro amante, Desmond Cussen. A maneira hipnótica como ela perpetrou a execução deu suporte à visão que, não somente estava sob o efeito de drogas naquele tempo, mas que tinha sido treinada em como usar a pistola.

O julgamento foi uma farsa. O juri demorou apenas 20 minutos para chegar ao veredito de culpada. Uma imensa quantidade de evidências atenuantes relevantes foi ignorada pelo tribunal, não somente em relação à condição mental dela, mas também com relação aos eventos anteriores ao homicídio e o patente envolvimento de Cussen, que, ela posteriormente revelou, tinha lhe ensinado usar a arma e a levado até a cena do crime. Ela tinha bebido com Cussen no fim de semana inteiro e tinha, muito provavelmente, usado drogas. O advogado de defesa inepto, Aubrey Stevenson, garantiu virtualmente que ela fosse considerada culpada. Ele mais tarde recebeu o título de Cavaleiro do Império. O juiz que presidiu esse obsceno erro judicial, Cecil Havers, tinha vínculos com os Illuminati; o filho mais novo dele tornou-se Ministro da Justiça e a filha foi indicada como desembargadora. A execução na forca foi realizada apenas três semanas mais tarde, em 13 de julho de 1955.

O caso causou um clamor público. Ellis tinha somente 28 anos, uma loira atraente, cuja foto agora já apareceu nas primeiras capas de todos os jornais. A maioria dos leitores viu o tratamento dela como um claro erro judicial. Conforme previsto pelos planejadores que escolheram Ellis como vítima, o caso dela atraiu uma grande simpatia do público. Isto foi explorado periodicamente na imprensa nacional durante vários anos, até que toda a oposição séria à abolição da pena de morte foi erodida. A lei foi modificada em 1965.

Nossa Natureza Caída

A psicologia moderna há muito tempo promove a visão que humanamente achamos o homicídio muito repugnante e que nossa consciência sempre o rejeitará como perverso e contrário à natureza. Mas, este não é o caso. A camada de convenções sociais que mantêm a paz na maioria dos países hoje é, na realidade, muito frágil. Em tempos de grande estresse político e incertezas, uma sociedade pode rapidamente descer para a violência assassina. A China oferece um dos exemplos mais convincentes disso. Ao longo dos últimos dois mil anos, desde a fundação da China como uma sociedade politicamente centralizada pela Dinastia Qin-Han, aquele vasto país foi atingido em diversas ocasiões por crises políticas tão severas, que resultaram em guerras civis em que de 20% a 40% de toda a população civil era aniquilada.

O homem em seu estado caído está apto a cometer os crimes mais horrendos. Tal é o poder de Satanás. Se o Senhor, em Sua misericórdia, não enviasse Seu Filho para romper esse jugo de servidão, todos nós iríamos escorregar cada vez mais para um estado de depravação horrível demais para descrever.

É por isto que Satanás detesta os Dez Mandamentos! Aqueles que vivem de acordo com eles desfrutam de um escudo de proteção que os poderes das trevas não conseguem penetrar.

A Nova Ordem Mundial proposta romperá totalmente com nosso passado bíblico e instituirá um regime mundial em que os Dez Mandamentos serão substituídos por um código de comportamento de criação humana.

O Sétimo Mandamento

"Não adulterarás." [Êxodo 20:14].

A palavra "adultério" cobre todas as relações sexuais fora do casamento, onde casamento é uma aliança solene entre um homem e uma mulher e por toda a vida.

Portanto, o "casamento" homossexual, ou entre pessoas do mesmo sexo, é uma abominação aos olhos de Deus, um estado em que duas pessoas afirmam um direito legal a cometerem adultério tão frequentemente quanto desejarem, e terem seu relacionamento validado pela sociedade em geral. Como uma violação da lei de Deus, essa forma de "casamento" é chocante ao extremo. (Isto não impediu os irlandeses de votarem pela sua legalização, em 22/5/2015.)

Já discutimos esse tópico em diversos ensaios anteriores e mostramos como os Illuminati estão usando o casamento entre pessoas do mesmo sexo para fazer em pedaços a antiga ordem moral. Para qualquer um que duvide da existência de um ataque organizado contra o Cristianismo e os Dez Mandamentos, existe ampla evidência nesses ensaios ["O Que a Bíblia Ensina Sobre a Homossexualidade" e "Compreendendo a Homossexualidade: Uma Carta Aberta aos Cristãos"] para mostrar que o ataque é em grande escala, está ocorrendo e recebe imenso suporte financeiro. Esse ataque também foi cuidadosamente planejado.

O conceito absurdo conhecido como "casamento entre pessoas do mesmo sexo" é realmente uma arma em uma guerra invisível contra a humanidade. Nenhuma civilização na história reconheceu essa prática, nem mesmo sob o disfarce de um costume excêntrico. Embora muitas sociedades tenham permitido as parcerias homossexuais de longo prazo, essas parcerias nunca recebiam status jurídico legal e, absolutamente, nunca afirmavam paridade com um casamento lícito entre um homem e uma mulher.

O conceito de "casamento entre pessoas do mesmo sexo" foi inventado pelos luciferianos no século 20 como um estratagema pernicioso para fisgar os cristãos e criar discórdia.

O programa secreto dos transgêneros que os luciferianos operam entre os membros de suas próprias fileiras também é uma grosseira violação ao Sétimo Mandamento. (Veja nossos ensaios anteriores sobre esse estranho e perturbador assunto, como "A Maligna Agenda Transgênero e Seu Vínculo com a Nova Ordem Mundial", "Transgenerismo, Pharmakeia e Feitiçaria: Farinha do Mesmo Saco" e "Androginia, a Realeza Europeia e a Guerra Contra o Gênero".)

O Casamento Bafomé

O "Casamento Bafomé", em que um transgênero homem-para-mulher "casa-se" com um transgênero mulher-para-homem, é a falsificação satânica do casamento natural. Muitos dos assim chamados "casamentos" podem, na verdade, ser vistos hoje nas vidas públicas de personalidades dos esportes, músicos, atores, políticos e executivos que recebem altos salários no mundo corporativo. Eles não são fáceis de detectar, pois a possibilidade parece absurda e nossa mente recusa-se a aceitar que isso possa estar acontecendo. Precisamos nos lembrar que estamos vivendo no limiar do fim dos tempos e que nosso adversário, o Grande Enganador, certamente terá esquemas preparados de incrível sagacidade.

O engodo dos transgêneros também está sendo aplicado à humanidade em geral, onde meninos e meninas vulneráreis estão seriamente sendo levados a questionar se realmente são meninos ou meninas, respectivamente. Afinal, eles podem ter nascido no "corpo errado". Este é exatamente o tipo de pergunta que um luciferiano gostaria de fazer, pois, com isso, está atrevidamente rejeitando a autoridade de Deus.

As violações ao Sétimo Mandamento estão sendo usados para zombar e blasfemar da criação de Deus. Aqueles responsáveis encontram prazer em pegar algo especial, algo de valor e arrastar aquilo para a sarjeta, "normalizando" aquilo que é grosseiramente anormal e pervertendo tudo o que é natural.

É profundamente irracional contender que um homem pode ser tornar uma mulher, ou uma mulher pode se tornar um homem. Apesar disso, muitos países, incluindo a Irlanda, legalizaram esse tipo de absurdo. Os cidadãos irlandeses parecem estar indiferentes para aquilo que seus congressistas estão realmente fazendo com relação a gênero e sexualidade — independente de quão irracional — desde que seja "progressista".

Como diz o salmista, "os povos imaginam coisas vãs".

O Oitavo Mandamento

"Não furtarás." [Êxodo 20:15].

O Oitavo Mandamento protege a humanidade contra a escravização.

O Marxismo ensina que a propriedade privada é um roubo. Entretanto, a Bíblia ensina que todo homem desfrutará do descanso debaixo de sua própria videira e debaixo de sua própria figueira. O direito de possuir propriedade é um princípio fundamental da verdade bíblica.

O Senhor Deus requer que respeitemos a propriedade dos outros, enquanto que Satanás, por meio da mentira revoltante do "Socialismo", convenceu a maior parte da humanidade que o Estado tem direitos que superam os direitos do indivíduo. Afirmando ser o proprietário maior, ou o "mordomo" de todas as propriedades e dos direitos à propriedade, o Estado pode se apropriar o máximo que quiser, por qualquer razão, seja por meio da tributação, confisco ou por algum outro meio. Onde essas razões são "sem sentido" — como frequentemente são — o Estado está se comportando como um ladrão.

A Nova Ordem Mundial será uma ditadura socialista, um regime em que o Oitavo Mandamento não terá aplicação. A propriedade privada existirá somente entre a Elite. O restante "possuirá" somente o tanto quanto o Estado permitir. Já vimos a implacável aplicação dessa filosofia na União Soviética, na China Comunista e no Camboja durante o regime de Pol Pot, de 1975-1979. Esse último regime foi tão extremista que, em algumas regiões do Camboja, uma pessoa somente podia possuir uma colher.

O Nono Mandamento

"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." [Êxodo 20:16].

O Maligno está construindo sua obra-prima sobre um alicerce de mentiras. A Nova Ordem Mundial será uma miragem espertamente criada. O grande monólito de mentiras enganará a todos. Será difícil dizer onde uma mentira termina e outra começa. Enquanto os homens comerem do fruto que o Maligno produz — e envenenarem suas próprias almas no processo — nunca presumirão a profundidade da enganação, a pura perversidade que está por trás de tudo.

Precisamos ter em mente que Cristo veio ao mundo para quebrar o jugo do Maligno. Se foi necessário para o Filho de Deus sofrer e morrer de modo a nos libertar do poder escravizador de Satanás, "para proclamar liberdade aos cativos", então de fato éramos cativos!

O mundo moderno tem se empanturrado com uma multidão tão grande de mentiras que as verdades bíblicas básicas — como os Dez Mandamentos — são frequentemente vistas como algo engraçado. A orgulhosa igreja nicolaíta, que chafurda em sua própria sofisticação, esqueceu-se do Arrebatamento, alegorizou o julgamento de Deus, trivializou a gravidade do pecado e reduziu Satanás a uma abstração metafísica.

O Nono Mandamento pode bem ser o primeiro que aprendemos quando éramos crianças bem pequenas. Nosso pais amorosos nos ensinaram a não mentir, explicando — em termos simples — o estrago que a mentira pode causar. Não é fácil para uma criança, que ainda está aprendendo o conceito de causa e efeito, compreender que as mentiras têm consequências. É provavelmente certo dizer que a maioria de nós aprende os efeitos dolorosos de uma mentira somente quando está na ponta receptora.

O Sistema Educacional

Os cérebros que estão por trás da Nova Ordem Mundial estão preparando nossas crianças para um mundo baseado em mentiras, impondo um sistema educacional que deixa de ensinar uma conexão clara entre causa e efeito. Quando a veracidade é medida em grande parte pelo consenso, e onde a veracidade de alguma coisa depende de seu contexto, então é virtualmente impossível dizer quando uma afirmação é uma mentira. Houve um tempo na história do jornalismo quando um repórter ia atrás da verdade; hoje, porém, ele vai atrás de uma história. Se algo é ou não verdadeiro, ou moral, ou certo, é deixado para o leitor decidir.

A Nova Ordem Mundial está condicionando o público a aceitar como verdade qualquer coisa que seja dita por alguém em posição de autoridade. Decidindo quem se qualifica como uma "autoridade", eles podem controlar não somente em que as pessoas acreditam, mas até o que elas pensam. Hoje, as opiniões e pronunciamento das celebridades de mais alto nível recebem maior credibilidade e chamam muito mais atenção, do que as palavras de conselho ditas por qualquer outra fonte. Quando fama, autoridade e influência são colocadas juntas desse modo, uma mentira raramente é desafiada.

Nossos avós encontraram somente uma minúscula fração das mentiras, pontos de vista e opiniões que giram ao nosso redor continuamente por meio da mídia. A não ser que cristãos professos façam uma imersão diária na Palavra de Deus e a usem — em todas as circunstâncias — como seu padrão de medição para avaliar a verdade, eles serão paralisados por essa tsunami avassaladora.

O Décimo Mandamento

"Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." [Êxodo 20:17].

Como observamos anteriormente, há uma conexão íntima entre o Segundo e o Décimo Mandamentos.

Os homens recorrerm aos ídolos por causa da cobiça. Os deuses falsos do mundo sobrenatural são invocados para satisfazer aos desejos humanos. Os demônios recebem algo que desejam muito receber — adoração, medo e adulação — em troca de uma promessa de suprir os benefícios materiais que os suplicantes desejam. Sendo o príncipe deste mundo (no tempo presente), Satanás tem o poder de conceder sucesso material e muitos indivíduos tolos em toda a história, incluindo famílias que são luciferianas há várias gerações, aceitam as promessas dele. O preço desse pacto faustiano é a condenação eterna.

O Maligno não tem dificuldade em explorar a cobiça enraizada na natureza caída do homem. Sem a mão orientadora de Deus, todos eventualmente cairíamos presos a essas atrações. É por isto, provavelmente, que o papa recentemente modificou as palavras na oração dada por Jesus em Mateus 6 e Lucas 11. Em vez de dizer "não nos conduzas à tentação" (Mateus 6:13 e Lucas 11:4), os católicos agora precisam dizer "não nos deixeis cair em tentação".

Ele afirmou que a antiga tradução dava a impresão que a tentação vinha de Deus. Mas, ao fazer essa alteração, estava se afastando do texto grego original — as palavras selecionadas pelo Espírito Santo. Em virtualmente todos os manuscritos existentes, o texto grego diz: "não nos conduzas à tentação". O verbo usado é "eisphero" (Strong, G1533), levar para, não "pipt" (Strong, G4098) cair.

Por meio dessa oração, Jesus está a nos dizer que podemos pedir ao nosso Pai Celestial que nos leve por um caminho a cada dia que deixe o Maligno com pouco ou nenhum espaço para nos tentar.

A versão do papa está dizendo alguma coisa diferente. Na verdade, ele comete o erro que afirma que sua nova versão evitará. Pedindo a Deus para não nos deixar cair em tentação, estamos efetivamente dizendo que o fato de evitarmos a tentação é influenciado por Sua disposição em nos ajudar. E isso é errado. Não é aquilo que Jesus disse.

Como um servo leal da Nova Ordem Mundial, não devemos estar surpresos que o papa faça uma mudança como esta. Presumivelmente, a falsa igreja evangélica seguirá o papado e fará uma alteração similar.

Os preparativos para a Nova Ordem Mundial estão em um estágio tão avançado que Satanás pode agora alterar o texto da Bíblia — e afirmar abertamente que está fazendo isso para nosso benefício!

Conclusão

Os cérebros planejadores que estão por trás da vindoura Nova Ordem Mundial estão buscando um plano de longo prazo para erradicar os Dez Mandamentos. Toda legislação ocidental que se baseia neles, ou que implica a existência deles, está sendo sistematicamente revisada. Nossa liberdade de citá-los em um tribunal, ou defendê-los em um foro público está sendo rapidamente erodida. A ONU e outras instituições internacionais estão fazendo tudo o que podem para acelerar esse processo. Pouco a pouco, o mundo está sendo condicionado a acreditar que os Dez Mandamentos são uma restrição antiquada sobre a dignidade humana, que eles tratam a diversidade da vida humana de uma maneira simplista, e que a interpretação literal deles em certos casos pode ser prejudicial.

Podemos pensar nos Dez Mandamentos como as Dez Espectativas. Eles definem aquilo que Deus espera daqueles que O amam e que querem caminhar na retidão.

O Senhor nos deu os Dez Mandamentos para nosso bem-estar e proteção. Eles oferecem a única base sólida para uma sociedade saudável e próspera. Por meio deles, podemos desfrutar de um relacionamento vivo com nosso Criador e crescer um pouco mais a cada dia em sabedoria e entendimento.

Os Dez Mandamentos não trazem a salvação para o homem, pois este não consegue observá-los em toda a perfeição deles. Somente uma pessoa conseguiu fazer isso. Sabemos que, quando Jesus Cristo veio, Ele era o Cordeiro perfeito, mas sabemos isso somente por que nosso Pai Celestial já nos tinha dado os Dez Mandamentos. Sem eles, não teríamos sabido que Jesus não tinha mancha alguma aos olhos do Pai e que Sua morte voluntária no Calvário foi o único e perfeito sacrifício aceitável para a Redenção da humanidade.

Somos salvos por meio da fé no Cordeiro de Deus, não pela guarda dos Dez Mandamentos. Mas, expressamos nosso amor a Deus e nosso amor por Seu Filho, vivendo de acordo com os Seus Mandamentos.

O Maligno quer que acreditemos que os mandamentos são pesados e que a ordem moral alternativa dele é superior, porém está mentindo.

Os Filhos da Desobediência eventualmente aprenderão, quando já for tarde demais, que tudo o que o Maligno lhes contou era uma mentira.

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Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Data da publicação: 7/8/2019
Transferido para a área pública em 10/10/2020
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/mandamentos.asp